Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2018 | 03h00

ELEIÇÕES

Futuro incerto

Diante das propostas dos dois candidatos à Presidência da República, começo a ficar com saudades do presidente Michel Temer. Apesar dos pesares, Temer evitou o desastre das contas públicas deixadas pela antecessora, Dilma Rousseff. Foram aprovados o teto de gastos e a reforma trabalhista, duas matérias fundamentais para evitar a sangria e a gastança do dinheiro público. Ao contrário do que se divulga, os direitos dos trabalhadores não foram suprimidos, porque eles constam na Carta Magna. Os dois candidatos só cuidam do supérfluo, não entram nas discussões sobre o saneamento das contas públicas, sem o qual não será possível cumprir nenhuma das promessas feitas em campanha. Com o Congresso parcialmente renovado e extirpados políticos iconicamente corruptos, minha esperança está no fato de que o presidente eleito não poderá fazer nenhuma loucura, pois terá de se submeter ao crivo dos deputados federais e dos senadores.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Serenidade e propostas

Inaceitável que os presidenciáveis continuem ofertando ao eleitorado degradantes ataques recíprocos, demonstrando a total ausência de perspectivas de uma liderança serena, equilibrada e harmônica, qualidades intrínsecas e necessárias para que o eleito seja reconhecido como líder. Inaceitável também que a alguns dias das eleições não apresentem propostas resolutivas abordando a iminente falência da União, de Estados e municípios, a sangria do orçamento público no pagamento de servidores abonados na remuneração, que reduz cada vez mais a capacidade de investimento na saúde, na educação e na segurança de todos. Tampouco se sabe que ações serão adotadas para alavancar a economia e dar emprego aos 14 milhões de desempregados, aumentar a produção e o consumo, além das imprescindíveis e inadiáveis reformas previdenciária e fiscal. Esquecem-se os candidatos de que no primeiro dia de 2019 um deles será o presidente de uma realidade mutável somente por meio de uma liderança autêntica, de atos competentes e visão clara de caminhos e alternativas. A partir da posse se extinguem as cores partidárias e o eleito deverá atender ao interesse de 208 milhões de brasileiros, além de retirar a Nação dos estertores em que se encontra, resultantes da gestão de presidentes anteriores que fizeram campanhas com o mesmo perfil de agressividade e ausência de propostas. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Governar, eis a questão

Quem quer que seja o presidente eleito, vai precisar governar para todo o País. A fórmula de governar somente para a parcela da população que elegeu o vencedor se esgotou nos governos do PT, que usaram e abusaram dessa prática, apesar da retórica em contrário. O próximo presidente da República deverá ter a humildade de revisar itens frágeis de suas propostas e de reformular seu plano de governo, sob risco de não governar.

BRUNO HANNUD

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

Só com a faixa

Em Notas & Informações de sábado (editorial Desconectados da realidade, página A3), o Estadão censura os dois candidatos ao segundo turno da eleição presidencial por não discutirem os inúmeros problemas nacionais e seus planos para atacá-los, cada um de acordo com as suas peculiaridades. Acontece que tanto Jair Bolsonaro quanto Fernando Haddad não dão como favas contadas a vitória nas urnas com base nas pesquisas de intenção de voto, deixando a solução dos graves problemas nacionais para quando um dos dois estiver devidamente adornado com a faixa presidencial. Numa eleição de segundo turno contra o PT, tudo pode acontecer... Até saci cruzar as pernas.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Privatizar e estatizar

Não é preciso ser gênio para concluir, pela comparação com países mais avançados do mundo, que o Brasil necessita de uma urgente e radical redução do tamanho do Estado. Para começar, os candidatos, se não estiverem mal-intencionados, por questões de racionalidade econômica poderiam de imediato se comprometer a vender todas as empresas federais concorrenciais, como bancos, correios, prospecção e refino de petróleo. Se dúvida existe quanto à extensão do que se deve ou não privatizar nas atividades sob o regime do monopólio natural, os candidatos, para provar sua sintonia com a racionalidade econômica e com a vontade do povo, deveriam comprometer-se a fazer - pelos motivos óbvios de combate à corrupção - o que também todo país decente e desenvolvido faz: blindar legalmente tais empresas do seu uso político e, concomitantemente, profissionalizar - com regras claras, imutáveis no tempo - o serviço público, em especial as agências reguladoras, que definem, por via tarifária, o dinheiro que entra e sai nas empresas monopolistas.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

Debates

Não gosto de debates de nenhum tipo na TV. Como a ideia é desconstruir o inimigo, trata-se de um vale-tudo. Bolsonaro, embora com atestado médico irrefutável e 15 quilos a menos, tem todas as razões para não comparecer. Já Haddad, como um moleque de rua, chama-o para a “porrada” e, diante da negativa, quer tachá-lo de frouxo. Infantil! Bolsonaro parece preferir valer-se das razões que levaram Lula e Dilma a não debaterem no seu turno: estratégia. Mas do ponto de vista físico, um debate exige muito: não se sabe de onde virá o ataque e toda a atenção é necessária. Será que a medicação pesada que o deputado está tomando não vai prejudicá-lo? Não se trata apenas de um debate, pelo que li nos jornais, mas de uma série deles, cada canal de TV quer o seu. Então, é uma maratona. Nada de dar uma de “mafrudo”, o capitão que se poupe. Caminhe tranquilo e rompa inteiro a fita de chegada, para se submeter, logo depois, à cirurgia reparadora e subir a rampa em 1.º de janeiro. 

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

Debate? Bolsonaro não precisa ir a debate nenhum. Quem discute com “poste” é bêbado.

ALBERT HENRY HORNETT

hornettalberto@hotmail.com

São Paulo 

Isso sem falar nas dificuldades para os organizadores. As perguntas de Haddad, tudo bem, levará anotadas as que Lula ordenar. Já quanto às respostas, será necessário ponto eletrônico para receber as ordens do chefe.

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

 

Para governar São Paulo nós, os paulistas e paulistanos, teremos de escolher entre um candidato que prometeu governar nossa capital por quatro anos, mas que, embora tenha assinado um termo em que se obrigava a cumprir 100% do mandato, nos abandonou e não cumpriu nem 1/3 do seu mandato; e outro que, acreditem, era amigo de Dilma Rousseff e votou contra a saída dela do governo – sem contar que foi tesoureiro do ex-governador carioca Anthony Garotinho. Agora, prezados eleitores, a sorte está lançada, façam suas apostas.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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VAMOS ENCARAR?

 

Paulistas e paulistanos, quando anos atrás José Serra, então prefeito de São Paulo, renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Estado, foi para impedir que o PT se elegesse, e os projetos petistas destruiriam a economia do Estado, tão bem administrada pelo ex-governador Mário Covas. Entenderam, agora, porque o ex-prefeito João Doria percorreu o mesmo caminho? Quando Doria foi eleito prefeito, nunca passou pela cabeça dele que precisaria renunciar para salvar nosso Estado. Se o governador Márcio França, do PSB, for reeleito neste segundo turno, nosso Estado cairá nas mãos do partido de esquerda que durante décadas é unha e carne com o PT. Entre as primeiras medidas que França poderá fazer, se eleito, está empregar todos os políticos desempregados do País, ainda mais agora, que muitos perderam seus cargos. Portanto, em pouco tempo nós, paulistas, estaremos trabalhando apenas para pagar a folha de pagamento do Estado, não sobrando nada para as prefeituras. Vamos encarar? 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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CONHEÇA O CANDIDATO FRANÇA

 

Vamos ter segundo turno em São Paulo para governador. Teremos de decidir entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Fui pesquisar um pouco sobre quem é Márcio França, pois o político é pouco conhecido dos paulistas. Encontrei algumas publicações na internet que podem interessar aos eleitores. Passo a descrevê-las: França deixou o governo Alckmin para apoiar Fernando Haddad e o PT nas eleições de 2012; foi contra o julgamento e a prisão de Lula; seu partido, o PSB, fez parte dos governos do PT com ministérios nos mandatos de Lula e de Dilma; aparece na lista do departamento de propinas da Odebrecht com o apelido de “Paris”; pediu a condenação de Sergio Moro no Conselho Nacional de Justiça; foi contra o impeachment de Dilma; seu partido apoia as ditaduras de Cuba e da Venezuela; e, por fim, seu partido é membro do Foro de São Paulo.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DISPENSANDO VOTOS

 

Parece que o recém-eleito para o Senado Major Olímpio, do PSL, está torcendo contra o antes seu presidenciável Jair Bolsonaro, do mesmo partido. Ele não se cansa de afirmar o voto em Márcio França, do PSB, para o governo partido, mesmo sabendo que o PSB é um dos braços do PT, que o está apoiando abertamente no segundo turno. Isso vem desde 2010. Desse jeito, o major está dispensando o voto antipetista que domina o eleitorado do PSDB e do povo paulista. E Bolsonaro, o que tem a dizer do major e sua torcida petista?

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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ARREPENDIDA

 

Major Olímpio apoiando França, um comunista disfarçado? Demonstra pouco conhecimento político. Já me arrependi do voto que lhe conferi.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

 

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COMO ENTENDER?

 

A gente sabe que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas que tem coisa estranha neste pleito eleitoral, ah, tem... Um dos eleitos para o Senado no Estado de São Paulo, do mesmo partido do candidato mais bem colocado à Presidência, declara seu apoio ao candidato a governador que por sua vez apoia o candidato da outra legenda em nível nacional. Como perguntar não ofende, será que, de forma indireta, o senador não estaria reforçando a candidatura do oponente ao seu partido? Queria muito entender...

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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O PSB DE FRANÇA COM HADDAD

 

Os bons ventos sopram a favor do candidato João Doria (PSDB-SP). Além do bom resultado que conseguiu no primeiro turno (31,77% dos votos, ou 6,431 milhões de votos) para o governo de São Paulo, o apoio já declarado para Fernando Haddad (PT-SP) do PSB, partido de Márcio França, pode favorecer o tucano no segundo turno. Isso porque, com a alta rejeição do eleitor de São Paulo com relação a um candidato do PT para o Planalto, o apoio do PSB a Haddad pode afundar as pretensões de França, de vencer o pleito. O partido de França tem ligações umbilicais com o PT, e principalmente com Lula. Quem errou foi Geraldo Alckmin, ao chamar de traidor João Doria, porque, na realidade, quem o traiu explicitamente no primeiro turno, no horário eleitoral e nos debates, foi o próprio França, que se esquivava das críticas ao dizer que respondia pelo seu governo somente a partir da saída de Alckmin. Um autêntico traíra.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ALIANÇAS SINISTRAS

 

Votei em Márcio França, com o nariz torcido para seu partido, pois Doria é intragável. Mas, ao descobrir que o governador recebeu um terrorista do Hezbollah no Palácio dos Bandeirantes, confesso pensar em rever meu voto. Esta organização terrorista antissemita e antissionista é um câncer, junto como o Hamas. E este tipo de ofensa à comunidade judaica é inaceitável.

        

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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O FATOR BOLSONARO

 

Com esta onda conservadora que tomou conta do País e, em especial, contra o PT, o futuro governador do nosso Estado será o que se aliar ao presidenciável Jair Bolsonaro.

 

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

 

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DORIA NÃO

 

Candidato ao governo de São Paulo no segundo turno, o “ex-prefake” João Doria, que traiu descaradamente o voto de mais de 3 milhões de paulistanos ao deixar a Prefeitura para Bruno Covas, após apenas 15 meses de mandato, em nome da incontrolável e precoce ambição de ser presidente da República, traindo à luz do dia e sem corar seu padrinho político, o ex-governador Geraldo Alckmin, faz jus à merecida alcunha que rola na internet: “Judas Doria”, o traíra. #João, de novo, não!

 

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CONFUSÃO NO PSDB

 

Os participantes de um partido político precisam adotar sempre  um mínimo de respeito à coletividade onde atuam e não podem levar em conta apenas interesses pessoais. Esta e uma situação que exige ampla discussão pelos integrantes do PSDB. Este  partido está com alguns sérios problemas que por certo tiveram influência negativa no recente primeiro turno das eleições. E a  reunião pós-eleições, com a participação dos candidatos ao governo de São Paulo e à Presidência do Brasil, apresentou uma situação constrangedora, o “diálogo” entre os dois, um dado importante que vai influenciar o futuro do partido.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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O FUTURO DO PARTIDO

 

Na minha opinião, o PSDB não deveria ser destruído, e sim aglutinado, em respeito à sua trajetória e tradição. Houve erros nesta campanha, mas em razão das dificuldades. É preciso respeitar os fortes nomes de projeção nacional em seus filiados. Que, com os erros, possa haver um grande aprendizado e dar a volta por cima, com transparência e independência, visando sempre ao bem do Brasil e do povo brasileiro.

 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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A INDÚSTRIA E O DIÁLOGO COM BOLSONARO

 

Sobre a reclamação do presidente da Anfavea (“Estado”, 10/10, B1), pergunto se não seria mais prudente que a indústria apresentasse um projeto de aumento da produtividade e diminuição do lucro. Ou estão esperando as velhas medidas de isenções à moda Lula-Dilma, para esquentar as vendas de carros populares, em 72 prestações e juros superiores a 3% ao mês? Salva-se a indústria, enriquecem-se  as financeiras, detona a famosa nova classe média e de quebra aumenta-se o déficit primário.

 

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

 

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MAIS TRAMBICAGENS

 

Em singelas 408 páginas, o Ministério Público Federal (MPF), na Operação Lava Jato, pediu a condenação do demiurgo Lula da Silva em mais de R$ 75 milhões no processo relativo ao terreno do Instituto Lula (LILS) e, também, sobre o “aluguel” de um apartamento de cobertura, ao lado da sua, em São Bernardo do Campo, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Em alguns dos crimes cometidos destacam-se “contratos simulados; registros contábeis falsos; pagamentos não contabilizados; recibos de quitação ideologicamente falsos e declarações de informações inverídicas à Receita Federal”. Essas são as mais recentes trambicagens da “alma mais honesta” e que poderá voltar a governar o País através do poste-fantoche Fernando Haddad. Mesmo assim, ainda há brasileiros de bem que votarão no “chefão” da tigrada petista. Pobre Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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AS PROVAS DE PALOCCI

 

Antonio Palocci, por meio de petição necessária, entregou ao desembargador Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) os 20 documentos que comprovam as suas delações contempladas. A imprensa, então, poderá explorar as provas apresentadas, porquanto o eminente magistrado Sergio Moro liberou de restrições a delação do número um de Lula da Silva. Seria, então, mais uma vez, um grande serviço prestado à Nação pela imprensa, que não deixou os escândalos lulopetistas dormirem sob o tapete da impunidade.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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PIADA

 

Soa como piada a recente declaração do candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) dando conta de que faltou controle em estatais durante os governos petistas e que, por isso, houve casos de corrupção que, entre outras consequências, determinaram a quase falência da maior e mais importante daquelas empresas públicas. É incrível que uma figura que sempre esteve na linha de frente do PT, que exerceu o cargo de prefeito da maior cidade do País, com candidatura patrocinada pelo mesmo condenado que hoje manipula a sua estratégia eleitoral para a Presidência, venha a público, à guisa de autocrítica, afirmar eufemisticamente, após os mais de 13 anos em que seu partido esteve no poder, que ocorreu descontrole, quando todo o mundo sabe que se tratou mesmo é de roubo do dinheiro público, fato reconhecido até pela imprensa estrangeira, que o classificou como um dos maiores desvios de todos os tempos.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DEBOCHE

 

Por onde andam os “Fora Temer”? Desapareceram ou estarão preparando algo? Desde o primeiro turno das eleições circula pelas redes sociais a frase debochada “Fica Temer”. É bem possível que no início do próximo governo surja um movimento intitulado “Volta Temer”. Sem deboche...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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BOLA DE NEVE

 

O maior ativo eleitoral de Jair Bolsonaro são os 16 anos de lulopetismo – incluindo aí, por óbvio, a sua herança maldita da rapa de tacho Temer. Uma bola de neve descendo montanha, que cresce a cada nova impostura. Mais essa a debitar na conta do sapo barbudo. Haja.

 

Wilson Langeani Filho wlangeani@hotmail.com

São Paulo

 

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CAMPANHA ELEITORAL E RELIGIÃO

 

O “Estadão” de sábado exibiu, na primeira página, foto do “poste 2”, Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, recebendo a hóstia sagrada numa missa. Ao lado dele, uma repórter fotografa a cena. Desnecessário fotografar, Deus está vendo...

 

Celso C. Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

 

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CATÓLICO DE FACHADA

 

Na edição do “Estado” de sábado vimos a imagem do candidato à Presidência Fernando Haddad participando de uma missa, onde recebeu a comunhão. Este personagem, católico de fachada, será que antes de receber a sagrada hóstia confessou seus pecados ao sacerdote? Já que aparenta ser um católico, qual paróquia costuma frequentar? E, além dessa questão, gostaria de saber se ele é um dizimista.

 

Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br

Marília

 

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NEOCRISTÃO

 

O neocristão Fernando Haddad compareceu a um ato religioso numa igreja católica em homenagem à Padroeira do Brasil. Certamente, tudo ali foi inusitado, mas o mais extraordinário foi assisti-lo participar do sacramento da comunhão. Pelo catecismo da Igreja Católica existem alguns requisitos para essa participação, mas o que vale mesmo são as imagens que certamente utilizará na campanha para tentar obter o voto de católicos incautos. Triste, mesmo, foi ver o pastor de almas que se permitiu atuar na pantomina.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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VERGONHA

 

Um ateu, apenas por ser neto de um religioso, está apto a receber a sagrada hóstia? É um escárnio ao sacramento, é um fingimento inaceitável, é um cinismo sem proporções! Abortista, criador do kit gay e defensor da ideologia de gênero a ser introduzida nas escolas, comungando com ar compungido como se fiel fosse. Vá mentir em outra freguesia, entre os católicos não cola mais! Só cola, mesmo, entre os bispos da CNBB... uma vergonha para nós, fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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NOTA DE R$ 3

 

Uma pergunta que não quer calar suscitada pelas fotografias do candidato petista nas páginas 1 e A9 do “Estadão” de sábado, 13/10/2018: Fernando Haddad é um católico praticante ou apenas um falso, uma verdadeira nota de R$ 3?

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

 

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TUDO PELO VOTO

 

A foto estampada na primeira página no “Estadão” de sábado (13/10) foi, para mim, como um soco na boca do estômago. Evidentemente que comungar o Corpo de Cristo na Eucaristia é uma escolha livre e compromissada do cristão católico, de estar em corpo e alma sintonizado, numa fé profunda, de que está recebendo verdadeiramente o corpo e o sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo. O que é inconcebível é uma pessoa totalmente contra os principais dogmas da Igreja Católica, acompanhada de outra figura “antônima” aos preceitos cristãos, participando escandalosamente dos ritos sacramentais, num caradurismo de fazer inveja aos maiores usurpadores da história contemporânea. Para corroborar a farsa da cena teatral eleitoreira, um padre, esquerdista e petista com certeza, afaga com um toque os ombros do aposto do ex-presidente Lula. Com este ato infeliz – se assim possamos defini-lo –, o sacerdote coloca a nós, católicos, em situação de extrema perplexidade. Seu ato não representa a maioria consciente antipetista dos católicos brasileiros.

 

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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ESTÔMAGO EMBRULHADO

 

Desculpem-me o mal-estar, mas ver petista comungar foi muito forte para mim...

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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VENDENDO A ALMA

 

Triste espetáculo de cinismo explícito. Na missa de Nossa Senhora Aparecida, Fernando Haddad dizendo que tem de se combater a corrupção, embora vá sempre tomar a bênção ao corrupto-mor. Por outro lado, Manoela D’Ávila, sua vice, rezando fervorosamente, passando por cima de um dos pilares do comunismo, seu partido, que é o combate à religião, especialmente a católica.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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A PRESIDÊNCIA VALE UMA MISSA

 

Fernando Haddad foi à missa. Saiba, porém, que Deus não é cúmplice de ladrões e mentirosos, para ficar só nisso no momento.

 

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

 

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HOMILIA LULOPETISTA

 

Após a missa, digeriram a hóstia da comunhão como pizza de ódio. Massa grossa, bordas recheadas de intolerância...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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O FARISAÍSMO DO PT

 

Chocou-me a matéria “Venezuelanos recorrem a enterros caseiros” (“Estado”, 13/10, A13). Diz que “em meio à violência e a escassez de remédios que deixam cerca de 150 mil mortos ao ano, muitos já não conseguem pagar funerais”. É muito triste saber que a Venezuela, outrora rica e (ainda) detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, esteja passando por tamanhas vicissitudes. O salário mínimo é de míseros US$ 29 (vinte e nove dólares, algo em torno de R$ 110). Já são 3,7 milhões de famintos – quatro vezes mais que em 2011 – e uma inflação estimada em 1.350.000% (2018), segundo o FMI.  Calcula-se em 30 mil as mortes violentas ali ocorridas por ano, fazendo o Brasil parecer uma ilha de tranquilidade... Por ação direta do governo “bolivariano”, em 2017 mais de 120 venezuelanos foram mortos, mais de 2 mil feridos e centenas encarcerados por motivação política. Esses dados horrorosos, vistos num país irmão com o qual temos fronteira, não são suficientes para revoltar os partidos de esquerda no Brasil, a começar por PT e PCdoB (coligados nesta eleição), siglas que ignoraram a violência do ditador socialista Nicolás Maduro e recentemente assinaram apoio irrestrito ao seu governo. O PT de Fernando Haddad critica uma suposta “violência” (?) do candidato Jair Bolsonaro por puro farisaísmo. Embora vocalize tal discurso, não é e nunca foi contra a violência e tampouco contra ditaduras, já que legitima toda carnificina ocorrida em ditaduras “amigas”, como a venezuelana. Lamentável.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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DITADURAS COVARDES

 

As ditaduras saudita e venezuelana mataram opositores ao regime de forma covarde e brutal. Em plena embaixada saudita em Istambul, Turquia, um jornalista crítico ao regime foi tratar de papéis de seu casamento e nunca mais apareceu. Depois de assassinado, seu corpo deve ter sido esquartejado. Na caótica Venezuela de Maduro, um opositor foi assassinado dentro de órgão público e houve a simulação de suicídio, como fizeram com Vladimir Herzog em 1975, no Dops, durante a ditadura militar brasileira. A comunidade internacional precisa reagir e punir as duas ditaduras por seus crimes. São dois trágicos exemplos que mostram como ditaduras são sempre péssimas e condenáveis. Serve de lição para o Brasil. Democracia, sempre. Fascismo e ditadura, jamais.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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FERIADO

 

Na sexta-feira, o País enfrentou mais um feriado. No caso, feriado eminentemente religioso ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, excluindo, portanto o islã, o budismo, o xintoísmo e outros. Centenas de milhares de pessoas deixaram as cidades entupindo as estradas, infelizmente com muitas mortes em acidentes de trânsito. Parafraseando a saúva, ou o Brasil acaba com os feriados ou os feriados acabam com o Brasil.

 

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

 

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O AQUECIMENTO GLOBAL

 

Bem a propósito a reportagem do “Estadão” de 8/10 sobre o aquecimento global. Sob o título “Limitar o aquecimento global a 1,5°C requer ação mais ampla e rápida”, aponta o novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Em 2015, com o Acordo de Paris, líderes de 195 países, entre eles do Brasil, se comprometeram a combater o aquecimento global, para conter o aumento da temperatura média do planeta a menos de 2°C até 2100, com esforços para ficar em 1,5°C. Até agora foram pífias as medidas adotadas para conter o aquecimento global, a ponto de os cientistas estimarem que entre 2030 e 2052 a Terra terá um aumento médio da sua temperatura em 1,5°C. Em seu relatório os cientistas apontam que o aumento da temperatura média em até 2°C não é seguro, como se imaginava anteriormente, pelos motivos já conhecidos, como o derretimento das calotas polares, com o consequente aumento do nível dos mares, etc. O novo relatório do IPCC demonstra também que as florestas têm grande importância na redução na emissão do CO2. Ora, o Brasil ainda possui a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia, que, infelizmente, vem sendo dilapidada por uma série de intervenções irresponsáveis. E o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro já se manifestou no sentido de liberar a Floresta Amazônica para as construções de hidrelétricas e para a mineração, indo no sentido oposto às necessidades urgentes do planeta para diminuir a emissão de CO2. Seu colaborador que deverá cuidar da infraestrutura já anunciou que pretende construir uma hidrelétrica no Rio Tapajós e mais uma usina atômica em Angra dos Reis. Ora, se Jair Bolsonaro, eleito presidente, persistir em seus planos, ele colocará em risco o próprio planeta. O Brasil, que é o país que tem maiores condições de colaborar para estabilizar o aquecimento médio global em apenas mais 1,5°C, não pode ter um governante que ignore tal responsabilidade. Mesmo porque, com o aprimoramento da energia fotovoltaica, hidrelétricas na Amazônia e usinas atômicas se tornaram antieconômicas.

 

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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AS CHARRETES DE PETRÓPOLIS

 

A população de Petrópolis (RJ) decidiu, em plebiscito, terminar com o serviço de charretes no centro histórico da cidade. O plebiscito proposto pelo vereador Reinaldo Meirelles e instigado pela vereadora Gilda Beatriz colocou a população numa sinuca de bico. Não esclarecia o futuro dos cavalinhos e das 50 famílias que dependiam do serviço. 40% dos eleitores se abstiveram, anularam o voto ou votaram em branco. Por que os vereadores não propuseram um ajuste no trabalho das charretes? Por que não criaram uma lei municipal que obrigasse a prefeitura a fazer parcerias com os charreteiros e a iniciativa privada? Por que não regulamentar os horários e a exposição dos animais ao sol, colocando animais de tração, etc., etc., etc.? Preferiram resolver o problema eliminando as charretes ou jogando o lixo para debaixo do tapete e colocando a culpa na população. O que acontecerá com os cavalos remanescentes e com as 50 famílias? Pouco a pouco Petrópolis vai perdendo as características de Cidade Imperial.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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