Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2018 | 05h00

ELEIÇÕES

Alerta geral

Com a sempre presente elegância característica do seu clã, o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes (PDT), convidado a discursar durante evento do PT em Fortaleza, em apoio à campanha de Fernando Haddad para o segundo turno, disse que o PT vai “perder feio a eleição” e que isso é merecido pelos erros cometidos pelo partido na Presidência da República. E lançou um alerta aos petistas: “O Lula está preso (...)! E vai fazer o quê? (...) Isso é o PT e o PT desse jeito merece perder”. O aviso de Cid, irmão do candidato Ciro Gomes, terceiro colocado no primeiro turno, também aproveita ao ex-presidente FHC (PSDB), que assim toma ciência de que, por trás da porta aberta, há que transpor as grades da prisão.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Fogo mui amigo

Cid Gomes disse verdades que os petistas não querem ouvir. Não queriam apoio crítico? 

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

‘Mea culpa’, sim

Cid Gomes está coberto de razão ao dizer que cabe ao PT fazer um mea culpa. Acontece que os petistas continuam fazendo cara de Miguel, como se ignorassem que os maiores casos de corrupção da História da humanidade aqui foram perpetrados tendo o PT e os petistas como personagens principais e uma multidão de criminosos de todos os matizes como coadjuvantes. As vítimas foram o povo e o País. Já que todos já sabem disso, cara de Miguel não resolve. Cid falou como amigo ao cobrar que o PT venha a público se desculpar por ter traído a confiança de seus eleitores. Bom seria se o partido e seus membros ajudassem a prender os que, a exemplo de Lula, puseram a mão no bolso dos brasileiros.

JORGE NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Ensaio malsucedido

Haddad até que fez uma tentativa de mea culpa da gestão petista: “É preciso corrigir o que esteve errado”. E acredito tanto nisso como nas novas cores do PT.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Como uma luva

Ufa! Finalmente Haddad falou algo que se aproveita (mesmo que seja da boca para fora): “Quem perder deve colocar o Brasil acima de seus interesses pessoais”. Serve como uma luva para seu partido e coligados, que, quando do impeachment de Dilma, prometeram sabotar quaisquer medidas do novo governo, mesmo sendo benéficas para o País, assim como prometeram tocar fogo no Brasil.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

TREM PARA CUMBICA

Serviço meia-boca

Depois de incontáveis promessas, eis que saiu finalmente o trem que liga a Estação da Luz ao Aeroporto Internacional, em Guarulhos. Mas essa obra caríssima, que deveria oferecer conforto e segurança aos passageiros, vai trazer transtornos de todo tipo. Primeiro, o trem só chega no Terminal 1, onde operam as empresas Azul e Passaredo. Para chegar aos outros terminais haverá um ônibus gratuito oferecido pela GRU Airport. Outra dificuldade é o horário dos trens: de segunda a sexta-feira, saindo o primeiro às 10 horas e depois ao meio-dia, às 14, 16 e 22 horas; de Cumbica saem às 9, 11, 13, 15 e 21 horas. E quem precisa estar no aeroporto antes das 10 horas? E quem chega depois das 21? E os passageiros que viajam no sábado e no domingo? Para estes a obra caríssima não funciona. Que engodo, que serviço de quinta! Sem contar o transtorno que será viajar nos trens superlotados, muitas vezes com escadas rolantes sem funcionar, tendo de carregar malas em meio à multidão. Como pode, um trem que não chega a todos os terminais nem oferece transporte em todos os dias e horários? O Brasil trata seus pagadores de impostos como palhaços. Depois algumas pessoas têm dificuldade para entender por que o ex-governador perdeu a eleição. O Tribunal de Contas do Estado devia multar o governo por oferecer serviço meia-boca aos cidadãos que sustentam a camarilha de políticos e agregados. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Expectativa frustrada

Infelizmente, como muito do que se faz no Brasil, o trem para Cumbica não funciona pela metade, mas por um terço ou menos. O desapontamento mostra como tudo foi mal planejado, improvisado. O investimento valeria se a linha fosse até o terminal de passageiros principal, além de maior frequências de trens. Quanto desperdício de dinheiro dos suados contribuintes nesse elefante branco! 

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

EDUCAÇÃO

Ensino a distância

O editorial Ensino presencial e a distância (12/10, A3) merece algumas explicações. Quando o Enade teve início, em 2004, seu propósito não era avaliar instituições de ensino, mas, sim, universitários concluindo sua formação, com o objetivo de obter, para cada desempenho, uma nota que seria afixada ao diploma, servindo a futuros empregadores com informações significativas. Porém as organizações corporativas estudantis fizeram um violento protesto, razão pela qual o governo da época alterou a função para apenas uma avaliação de instituições, julgadas pelo resultado coletivo de cada qual. Embora obrigatório, os estudantes não viram nenhum benefício individual no exame, não o levando a sério desde então. É amplamente reconhecido que há instituições se prevalecendo da rotatividade anual dos cursos submetidos a exame para manipular os resultados a seu favor, tornando-os, pois, questionáveis. Nos primeiros anos, os alunos de ensino a distância (EAD) - cuja idade ultrapassava em cerca de dez anos a dos presenciais -, consistentemente, obtiveram resultados superiores aos do presencial. Agora, quando as faixas etárias se equivalem, as consequências do ensino médio inadequado se revelam. Se a educação a distância no ensino médio já se provou bem-sucedida com adultos, via TV e nos telecursos, uma aposta se renova: a internet usada por crianças (cujos idade e nível de educação sejam compatíveis com esse grau) promete ser uma experiência viável, desde que de forma não obrigatória com cursos inteiros, e ainda mais com o enriquecimento da compreensão de matérias complexas por meio de “objetos de aprendizagem” nos espaços virtuais da web, sob orientação dos professores. 

FREDRIC M. LITTO, professor emérito da USP, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed)

frmlitto@terra.com.br

São Paulo

CRIME E IMPUNIDADE 

O candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, 10.º colocado no primeiro turno, é useiro e vezeiro em práticas ilícitas, escudado pela aberração legislativa que isenta "movimentos sociais" de responderem por atos violentos e ilegais, e pela leniência das autoridades que estendem indevidamente a proteção aos integrantes dessas organizações. Vídeo que circula pelas redes sociais mostra Boulos em ato público, dia 10/10, na Avenida Paulista, em São Paulo, conclamando seus liderados do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a invadir a casa do candidato Jair Bolsonaro (PSL), o que caracteriza prática de crimes capitulados no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na legislação eleitoral. Boulos contou com a cumplicidade da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, ao seu lado na incitação criminosa. Gleisi, a exemplo de Boulos, vale-se de aberração legislativa - o foro privilegiado, no seu caso - para permanecer impune. Espera-se que os chefes do Ministério Público, por suas esferas federal, estadual e eleitoral, até agora em silêncio, cumpram o dever que a lei lhes impõe e mandem apurar as condutas criminosas e formulem à Justiça o consequente pedido de punição aos seus autores.

Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

A FACADA E A INVASÃO

Como fazer para que o brasileiro se identificasse com Jair Bolsonaro e o tornasse querido da maioria da população? Um radical de esquerda conseguiu o feito, dando-lhe uma facada. Como torná-lo um herói nacional e colocar todos os brasileiros ao seu lado? Boulos sugeriu invadir sua casa. Fernando Haddad deve estar se perguntando de que lado ele está.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

DEBATE

Fernando Haddad, em desespero de causa, está desafiando Jair Bolsonaro para o debate. Bolsonaro devia aceitar, para fazer uma pergunta ao menino de recado: "Você pertence a partido cujos presidentes e tesoureiros foram ou estão presos. É conivente ou apenas aprecia a companhia de gente dessa laia?"

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

O POSTE

O candidato Bolsonaro diz que não se nega a ir a debate, desde que debata com o candidato de verdade, e não com o poste dele. Afinal, quem fala com poste é bêbado.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz 

CONFIANÇA PERDIDA

Soube de uma afirmação do candidato do PT à Presidência que a legenda deve reconhecer seus erros para convencer o povo brasileiro de que fará um governo diferente. Confiança só se perde uma vez. Em quatro mandatos, o PT nada aprendeu, o PT nada esqueceu: ampliar o debate com a sociedade não resolve nada se não se tem ideia eficaz do que propor para que aconteça (na prática, a teoria é outra). Ninguém deveria ir a debates sob o risco de perder a paciência para mostrar isso ao adversário: este com certeza não terá nenhuma postura além de se aborrecer. Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes (apud Albert Einstein, se realmente ele disse isso). Em suma, sr. candidato, o senhor acredita que eu acredito que o senhor acredita no que está dizendo? Por estas e por outras chegou a hora de mudar.

Sérgio Augusto de Moraes sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

ENTRE O CAPITÃO E O LADRÃO

  

É descabido e incompreensível o debate entre candidato e preposto. Fernando Haddad já declarou, alto e bom som, que o verdadeiro candidato é o presidiário. Portanto, não faz o menor sentido a realização de debate figurando, de um lado, alguém que não se considera postulante ao cargo em disputa. A propósito, José Neumanne Pinto, no "Jornal da Gazeta" de 12/10, cravou a seguinte frase: "O povo brasileiro vai decidir entre o capitão e o ladrão que está na cela em Curitiba".

Alvaro Augusto Fonseca de Arruda alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

POVINHO SEM MEMÓRIA

Ninguém se lembra de que em 2006 o "chefão" encarcerado não compareceu a um debate, e não estava doente...

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

AGRESSÕES

Fico um misto de pasmo e triste com o horário de propaganda político-partidária. São muito mais ofensas do que projetos para o já sofrido povo. A nação votante não suporta mais tanta insensatez. Por amor aos pobres eleitores e toda população, parem!

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

NOSSO MAIOR PROBLEMA

Meu querido futuro presidente, sei que o momento não é dos melhores, principalmente para você aí, no futuro, tendo de resolver a reforma da Previdência, o congelamento dos gastos, a crise migratória da Venezuela e muitos outros problemas elencados na sua proposta de governo. Por isso, tentarei ser breve: por favor, solucione a instabilidade política do nosso país. O Brasil não aguenta mais esta briga de extremos, cujo atrito diário gera indiretamente insegurança econômica e intolerância (estando esta última, inclusive, em alta em vários cantos do mundo). Por favor, surpreenda a todos com o que há de melhor no brasileiro: a criatividade.

Se a crise institucional que vivemos é devida à falta de representatividade que sentimos nos políticos, inspire-se, então, no pluripartidarismo da bancada ativista e convide seu "opositor" para ser presidente junto com você. Divida o poder, o salário, os assessores, os ministros, tudo. Tudo o que for necessário para que esta dicotomia cesse e voltemos a viver em harmonia. Permita que seu "opositor" represente a outra metade do País nas decisões que precise tomar. E, caso se encontrem num impasse, permita um ao outro convocar plebiscitos. Utilize-os como voto de minerva. Ficaríamos imensamente gratos em sermos incluídos nas escolhas e certamente esse nosso sentimento de falta de representatividade (em ambos os espectros, esquerda e direita) diminuiria significativamente. Sei que parece maluca essa ideia, podendo ser até motivo de chacota ou descrença, mas acredito que situações complicadas exigem soluções complicadas, mesmo. Pelo menos por este caminho aquele país dividido, fruto das eleições de 2014, ficará no passado. E, dando certo, nos tornaríamos exemplo de inovação e humildade para o resto do mundo nunca se esquecer.

Alexandre C. Augusti acaugusti@gmail.com

São Paulo

'NÃO FAZ PARA ROUBAR'

Muito pertinente a entrevista feita com o analista político Christopher Garman, da consultoria Eurasia, concluindo que o "eleitor associa corrupção a mau serviço público" ("Estadão", 15/10, A10). O velho ditado "rouba, mas faz" era válido na época de Paulo Maluf, que virou trombadinha dos cofres públicos, comparado ao propinoduto lulopetista. Mas a grande verdade é que os serviços públicos em geral caracterizam-se pela ineficiência e má gestão, sendo esta também proposital, pois, sem planejamento, eficiência em processos e controles, o sistema fica vulnerável às fraudes e desvios por corrupção, que roubam nosso direito aos serviços públicos de qualidade e suficientes para atenderem à demanda populacional por saúde, educação e segurança pública, que são direitos do cidadão e deveres do Estado, amparados pela Constituição de 1988.

Silvia Rebouças Pereira de Almeida  silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

PROGRAMAS DE GOVERNO

Estranho o fato de diversos segmentos, desde o simples eleitor, passando pelos setores industrial, comercial, financeiro e rural, chegando à boa parte da imprensa, agora, cobrarem programas de governo dos dois presidenciáveis. Ora, relembrando o tempo em que começaram as entrevistas, o candidato Jair Bolsonaro foi posto num paredão frente a um pelotão de fuzilamento no programa "Roda Viva", da TV Cultura, em que o foco foi dado ao seu passado como militar. Desnecessário dizer o que aconteceu, também, na entrevista à Globonews dias depois, espetáculo protagonizado de forma absurda e absolutamente deprimente, pela condutora do programa, ou seja, só restou ao candidato a necessidade de se defender, coisa que faz até hoje, perante agressões de todos os que participaram do primeiro turno. De qualquer forma, o Brasil conhece a proposta de Jair Bolsonaro, aderiu a ela com unhas e dentes, estão aí os números que comprovam o fato. Quanto ao outro candidato, Fernando Haddad, é igualmente desnecessária qualquer divulgação de planos, pois já os conhecemos. Aliás, como conhecemos!

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

MENOS SENSO COMUM

Ultimamente está difícil a leitura de muitos artigos publicados pelo "Estado", recheados de senso comum, embora subscritos por mestres e doutores do saber. É o caso, por exemplo, da publicação intitulada "A onda da renovação", de Denis Lerrer Rosenfield (15/10, A2). Após reafirmar falácias disseminadas nas redes sociais, distorcendo sem pudor o programa de governo apresentado pelo candidato do PT Fernando Haddad, o articulista finaliza com o profundo pensamento (profundo como um pires): "Faça sua escolha. Vote no Brasil ou compre sua passagem para a Venezuela (tendo Cuba como opção). Com direito só de ida!". Não sou petista nem acho Haddad uma ótima alternativa, mas vender a imagem de salvador da Pátria ao candidato do PSL é nada mais, nada menos que repetir correntes da internet, desprovidas de qualquer embasamento minimamente sério. Bolsonaro está há quase três décadas parasitando no Congresso Nacional, sempre ladeado das piores figuras possíveis, e agora comete o disparate de se apresentar como "renovação"! Seus discípulos juram que não aprovou projetos porque não se aliou aos corruptos. Mas ninguém se pergunta quantas denúncias formais de malfeitos encaminhou ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas da União contra as práticas que sempre disse condenar. Onde estava o Messias enquanto o Rio de Janeiro e o Brasil afundavam na corrupção? Bolsonaro se beneficia de uma onda de legalidade que nunca ajudou a criar concretamente. Apenas estava no lugar certo na hora certa. Soube aproveitar bem o momento, como se aproveitou a vida toda das benesses oferecidas por seus sucessivos mandatos. Sagrando-se vencedor - como tudo indica -, oxalá o capitão reformado faça um bom governo. Terá ao menos quatro anos para mostrar algum serviço, pois, até hoje, nunca mostrou absolutamente nada que seja afinado ao interesse público.

Thiago Vinícius de Carvalho Soares carvalhosoares@outlook.com

Itatiba

NOCAUTE

Se o segundo turno das eleições presidenciais fosse uma luta de boxe, Fernando Haddad já deveria ter jogado a toalha há tempo. A provável vitória de Jair Bolsonaro (que aparece com 59% dos votos válidos na última pesquisa Ibope) é praticamente fato consumado. Os ataques desesperados e patéticos de Haddad e da militância petista contra o candidato do PSL mais parecem um boxeador distribuindo golpes aleatoriamente sem atingir coisa alguma, o que reforça cada vez mais o sentimento antipetista que elegerá Bolsonaro. O PT, acuado nas cordas, está cada vez mais próximo do nocaute. Nem será necessária a contagem regressiva. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

O PT E A POBREZA

Pesquisa do Ibope mostra que a maioria dos votos em Fernando Haddad vem daqueles que têm menor escolaridade, ou seja, analfabetos e semialfabetizados; e, também, dos que têm menor renda, ou seja, cooptados pelo Bolsa Família. Não é à toa que o PT procura, e tem conseguido com sucesso, manter o povo na ignorância, na miséria e no atraso.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

SEGUNDO TURNO

O grande sucesso do fenômeno Bolsonaro segue o mesmo script da campanha de Fernando Collor, em 1989. Desta vez, com o capitão, o lema que substitui o combate aos marajás, da época, é o do combate à bandidagem que, pelo que tudo indica, prevalecerá no segundo turno, já que a campanha de Fernando Haddad, seu adversário, não conseguirá seduzir o eleitorado dos demais candidatos perdedores no primeiro turno, os que votaram em branco, anularam seus votos ou nem às urnas compareceram. Como é possível querer cativar um eleitor de fora do espectro lulista tentando convencê-lo de que a campanha não mudou agora os princípios básicos de seu programa de governo e até a sua tradicional cor vermelha, somente para seduzi-lo?

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

ESTELIONATO ELEITORAL

O PT está cumprindo a estratégia que preparou para as eleições. No primeiro turno, fez campanha exclusivamente para ir ao segundo turno. Para isso, ativou seus eleitores fixos, que compreendem cerca de 35% do eleitorado. Nessa fase, usou somente a imagem de Lula e as proposições que agradam à esquerda bolivariana e aos que tiveram o voto comprado pelas ações populistas. Conseguida a ida ao segundo turno, mudou logo de fantasia, pois com aquela imagem não passaria dos 35% que obteve. Precisa ganhar mais votos. Daí, aboliu o vermelho, aboliu as menções a Lula, aboliu aquelas propostas bolivarianas e chega de "cara limpa", negando o que fez até aqui e tentando convencer os incautos com algumas propostas lógicas, muitas contrárias às que pregava antes e que, por certo, não cumprirá se vier a ganhar. Vai pegar muita gente na armadilha. FHC está querendo cair nela. Devia chamar-se PEE, ao invés de PT: Partido do Estelionato Eleitoral.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

AS NOVAS CORES DO PT

Novas cores do PT: assumiram o perfil melancia, verdes por fora e vermelhos por dentro!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

UM FEITO

Impressionante como esta gente vira casaca, quero dizer, muda de cor quando convém. Bolsonaro ainda nem foi eleito e já conseguiu mudar a cor da bandeira do PT. Ufa, isso significa que não precisaremos gritar nunca mais aos quatro ventos que a nossa bandeira jamais será vermelha!  

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

METAMORFOSE

PT se dizia pela nova Constituinte, agora não; pelo desencarceramento, agora endurecimento da pena; movimentos radicais, agora democrático; vermelho, agora verde e amarelo. Propalava ser laico, e são mesmo, mas agora visita igreja. Diz ser neto de líder religioso. Desconhece que fé em Deus é questão individual. Por qualquer teologia, o avô pode estar em glória e o neto na perdição. Era o mais honesto, agora mente ao gosto do freguês. Assim não vale, não dá.

Lourenco Junychi Nampo Lnampo@gmail.com

São Paulo

O PT NO SEGUNDO TURNO

Reza o ditado que o lobo perde o pelo, mas não perde o cheiro...

Fausto Chaves faustochaves@uol.com.br

São Paulo

CRISE DE IDENTIDADE

É difícil de entender o PT. Primeiro, quer o controle social da mídia - por mais que tentasse, não consegue. Apoia publicamente o governo de Nicolás Maduro, e vem Haddad dizer que não compactua com nenhum regime autoritário, de direita ou de esquerda. E ainda diz que a falta de liberdade é o caminho para o inferno. Será que o segundo turno mexeu com a cabeça deles a ponto de não saberem mais o que são? Continuam acreditando que somos todos idiotas.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

DESESPERO E INGENUIDADE

Após cumprir a ordem de não mais fazer visitas ao cárcere, mudar a cor de vermelho para verde-amarelo, revisar o programa de governo já publicado e posar de cristão tomando a comunhão, juntamente com a vice Manuela, comunista e não cristã assumida, Fernando Haddad agora quer fazer Ciro Gomes voltar de sua viagem à Europa com a promessa de apoiá-lo em 2022. Achar que Ciro e Carlos Lupi acreditariam em qualquer compromisso do PT, ainda mais para 2022, mostra o desespero do PT ante a iminente derrota no segundo turno. Como cristão, lamento a ingenuidade da Igreja de se prestar a esta farsa religiosa de Haddad e Manuela, que lembrou os tempos de Adhemar (rouba, mas faz) que tomava várias comunhões no mesmo dia.

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

OS PÍNCAROS DA DESFAÇATEZ

A "ex-presidenta" e "estocadora de vento", em 5 de março de 2013, proferiu a célebre frase sobre a capacidade de seu partido: "Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição (...)". Pois é, fica claro na atual campanha presidencial que os candidatos à Presidência e Vice-presidência do PT-Partido dos Trabalhadores (sic), que seria ais bem designado se fosse PT-Partido dos Tartufos (hipócritas, segundo o dicionário online de Português), já começaram a pôr em prática o que afirmou a candidata derrotada ao Senado por Minas Gerais. E com requintes diabólicos. Eles se apresentaram fazendo campanha numa Igreja Católica de um bairro simples de São Paulo onde são maioria, assistiram a uma missa e, pasmem, tomaram a comunhão. Nessa ação demagógica, eles conseguiram atingir os píncaros da desfaçatez. Procurando informações sobre o credo desses dois candidatos se encontra na ficha pessoal do "estafeta de Curitiba" que ele é um cristão ortodoxo. Ou seja, nem católico ele é. Quanto à "noviça rebelde", sua companheira comunista de chapa, há uma declaração feita por ela sobre religião numa entrevista dada à "Folha de S.Paulo" em 20 de setembro de 2017, na qual afirma que "(...) não frequenta, contudo, nenhuma igreja e não se identifica como pertencente a alguma denominação cristã". Eles podem continuar tentando ações diabólicas como esta, porque não vai adiantar. É só observar o resultado das últimas pesquisas de intenção de votos para o segundo turno. Tchau, queridos!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

NÃO EM MEU NOME

Este candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, além de fraco, é burro. Na propaganda veiculada, defendendo-se da acusação sobre o seu relógio de pulso e explicando que não é dono de uma Ferrari, disse que não tinha carro em seu nome. Perceberam bem? Disse "não tenho carro em meu nome" - pronunciando o "em meu nome" baixinho. Então estão em nome de quem? E por qual razão?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

BOM ALUNO

Em sua propaganda política, Fernando Haddad declara que: "(...) nem carro em meu nome eu tenho". Aprendeu rápido o garoto. Tal como o mentor, só usufrui, nada possui.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

BURRICE OU ESPERTEZA?

Em campanha, Fernando Haddad disse que, se "dirigentes do partido tenham cometido crimes de corrupção, têm de ir para a cadeia, desde que haja provas das irregularidades". Afinal, está se referindo ao demiurgo presidiário Lula da Silva ou será mais uma esperteza da "tigrada" para enganar o eleitor desatento? Qual seja a sua intenção, só há uma resposta: Fora!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

FIRMEZA

O poste sem luz, cria do inominável, fala em "cadeia" para os "cumpanheros" culpados (inclusive ele?). Agora, sim, ele passa firmeza. Estou mudando meu voto porque acredito, tanto quanto em papai Noel, em mula sem cabeça, no Saci, etc.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

NUNCA MAIS

Lula e PT nunca mais. Basta lembrar o mensalão. Se não fosse Roberto Jefferson tê-lo denunciado, estaria até hoje oculto. É incrível, pois na época Lula disse que não sabia de nada, sendo que José Dirceu trabalhava a seu lado. Esse caso entrou para a história do Brasil. E ainda tem uma fração brasileira que deseja a volta do PT ao poder. O eleitor deve raciocinar muito bem e eliminar este partido da sua cabeça.

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

ENTRE BOLSONARO E HADDAD

Bernard Appy está sendo prepotente ("O segundo turno", 16/10, B2) ao afirmar que tem certeza (como se isso fosse possível!) de que, se o PT voltar ao poder, ele poderá tirá-lo com o seu voto daqui a quatro anos. Por favor, não iluda seus leitores! Respeite-nos intelectualmente.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

SEM ESCOLHA, MAIS UMA VEZ

Os eleitores brasileiros estão diante de péssimas escolhas. Os candidatos para presidente trazem o que há de pior em nossa sociedade. Fernando Haddad representa um partido que causa repulsa na maioria. O PT se apoderou da Petrobrás, durante os mandatos de Lula e Dilma, e enriqueceu empreiteiros e políticos de forma totalmente ilícita. Jair Bolsonaro defende armas e formas de punição pouco ortodoxas. Bolsonaro é muito inexperiente para ocupar a cadeira de um presidente e suas prioridades não coincidem com que o Brasil realmente precisa. Restam as brigas nas redes sociais, que causam discórdia entre amigos, parentes e colegas de trabalho. Fazer o quê?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

A PRIMEIRA DIFERENÇA

Com 73% de dinheiro público, primeiro turno custou R$ 2,8 bilhões. Pergunta: quanto gastou a candidatura Jair Bolsonaro?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

O PRESIDENTE E O INTELECTO

Muita gente que critica o candidato Bolsonaro menciona, como um de seus fatores negativos, seu baixo nível cultural. Mas parecem esquecer que, no Brasil, essa particularidade é muito relativa. Senão, como entender a carência desse detalhe no sr. Lula, reconhecidamente de poucas letras, ex-presidente desta nação por duas vezes? E quanto à sra. Dilma, também ex-presidente, que demonstrou, entre outras deficiências culturais, que tropeça até na mais elementar aritmética? E, como se não bastasse tudo isso, o que dizer do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, reprovado por duas vezes no concurso de ingresso na magistratura? Na verdade, o que importa mesmo é que a pessoa do presidente da República, entre outras qualidades, seja fundamentalmente honesto, tenha bom caráter, seja verdadeiramente patriota, não compactue de forma alguma com a corrupção, e saiba escolher para auxiliá-lo na administração do País pessoas realmente idôneas, de ficha limpa e, de fato, competentes na sua área de atuação: tudo o que, infelizmente, não tivemos nos últimos governos deste pobre Brasil, em quase todos os níveis da administração pública.

Aurélio Quaranta relyo.quar@gmail.com

São Paulo

AOS VINDOUROS

O eleitor está hoje em fase de reflexão diante dos discursos de ambos os candidatos que tentam se mostrar menos radicais em suas posições. É a tinta que tenta esconder o reboco. Quem assumir o governo terá de enfrentar enormes responsabilidades. De um lado, reverter o buraco financeiro em que estamos metidos. De outro, trazer a esperança perdida. Se no passado distante emitia-se moeda para solucionar a crise financeira, o passo seguinte foi aumentar impostos. A classe média é quem hoje paga o pato. Não há país que tenha evolução sensível de PIB sem que a classe média participe substantivamente da construção de riquezas. Esquerdas chamam a classe média desdenhosamente de burgueses. Não é sua preocupação maior, portanto. Já a direita terá o desafio de incentivar esta classe, fazendo com que aumente a participação na distribuição econômica de riquezas. Outra alternativa veiculada pela direita é a de vender todos os ativos do País para saldar as dívidas atuais. Por que radicalizar na aplicação de modelo monetarista radical? Não seria mais sensato neste momento refletir sobre um modelo bem-sucedido como o chinês? Ou uma alternativa menos radical? Se antes chineses só andavam de bicicleta, hoje exportam indústria automotiva própria, que subsidiamos. No tempo da bicicleta deles tínhamos uma indústria automotiva própria, com a qual preferimos acabar. Será que fizemos o melhor? Assim como a opção de sucatear a indústria ferroviária em detrimento da rodoviária e hoje pagamos o preço? São legados pensados hoje, executados amanhã, cujos resultados legaremos aos vindouros.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

BOM PARA LULA

Cheguei à conclusão de que a vitória de Jair Messias Bolsonaro seria excelente, principalmente para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até porque provavelmente ele deixará de ser bombardeado como foi nestes últimos dez anos, ao ponto de nossa imprensa se esquecer de todos os outros que também assaltaram o Brasil. Jair Bolsonaro vencendo as eleições, provavelmente Lula será solto, pois deixá-lo preso foi a única solução para que ele não fosse presidente da República pela terceira vez.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

EM BUSCA DE APOIO

Então o camaleão Fernando Haddad se transformou no grande defensor da democracia, mudou a cor do partido, interrompeu as visitas ao chefão preso e quer, agora, se aproximar de Fernando Henrique Cardoso. Seria coerente se o ex-presidente lhe desse apoio, pois o PSDB nunca fez oposição verdadeira aos governos Lula e Dilma, e não podemos esquecer que FHC foi contra o impeachment de Lula quando do processo do mensalão, opinando que o chefão petista deveria ser poupado e ficaria enfraquecido após o mensalão. Errou feio!

                                                                                                                                         Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

AS ESCOLHAS DE FHC

Em entrevista ao "Estadão" (14/10, A9), FHC disse sobre Bolsonaro: "Bolsonaro representa tudo o que não gosto"; "só ouvi a voz dele agora, nunca tinha ouvido"; "pelas razões políticas, está excluído"; "para o Haddad tem uma porta, o outro tem um muro"; "nunca vi o Bolsonaro"; "sair por aí apoiando o Bolsonaro? Nunca"; "Bolsonaro representa o autoritarismo, o fascismo"; "ele tem uma vontade de mandar. Não sei o que ele é"; "as pessoas mudam, mas não mostrou ainda (...) qual a proposta para o Brasil?". Com todo esse desconhecimento voluntário que tem de Bolsonaro, FHC diz #elenão. Já com todo o conhecimento que tinha de Lula, de seu caráter, das suas intenções, do Foro de São Paulo, do PT, do mensalão, do "fora FHC", da "herança maldita", do petrolão, da condição psicológica de Dilma, do falso "golpe" de Temer e da situação atual do País, ele ainda está considerando #HaddadSim? Em quais escolhas devemos confiar? Para mim é #BrasilSim! Temos uma oportunidade única desde a proclamação da República para consertar o País, que está com defeito. Contar com as conjecturas de um ex-presidente conivente com tudo o que está aí? Definitivamente, #FHCnão!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

AFRONTA

  

Mancha sua história Fernando Henrique Cardoso afirmar, na entrevista ao "Estadão", que há uma "porta" para diálogo com Fernando Haddad. Seria uma afronta àqueles que sempre o prestigiaram se esta "porta" se abrisse, dando apoio a um partido que sempre atacou o seu governo, inclusive votando contra o Plano Real, marca de sua administração, que tanto beneficiou os brasileiros.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

FIRULAS

Sempre fui eleitor de FHC. Homem de ideias lúcidas e que, despojada e patrioticamente, preparou o País para um crescimento sustentável, não se preocupando com quem ou qual partido o substituiria, o que permitiu ao hoje condenado Lula, ao assumir a Presidência, voar em céu de brigadeiro. Só que o tempo é implacável e não tenho certeza de que o criador do Plano Real tenha se apercebido disso, se não como explicar algumas firulas - pseudofilosóficas - de que ele vem se utilizando para manifestar seus pontos de vista? Ele é um homem público e, como tal, suas opiniões são sempre notícia na mídia, de modo que falar sobre muro e portas (estas abertas ou fechadas) é no mínimo uma manifestação de uma pobreza franciscana, não própria do esplêndido sociológico que foi. Deslustra sua biografia. Além disso, será que ele se lembra de que foi o partido do seu colega professor com quem ele confessa ter muito boas relações que devastou a ética, o sentido de honestidade, da virtude da verdade, da exigência da competência (exceto a de roubar) e da economia do nosso país? Ora, ao apoiar seu amigo, claro, estará apoiando o seu partido. Felizmente, para bem do País, não corremos o risco de FHC carrear votos para o seu amigo, porque ele não tem sido muito bem-sucedido ultimamente em apoiar candidatos.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

O TEMPO

Ao pensar em Lula e em Fernando Henrique, não consigo deixar de lembrar um velho dito popular segundo o qual "a velhice não melhora ninguém, mas acentua os defeitos".

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

OS MILHÕES PARA O PSL

Segundo notícia veiculada pelo jornal "Estado", o Partido Social Liberal (PSL) receberá R$110 milhões no próximo ano, dinheiro oriundo do Fundo Partidário. Temos conhecimento de que esse fundo já recebeu críticas justificáveis pelo alto valor de recursos que lhe são destinados. As carências sociais, como sabemos, precisam de recursos necessários para uma sobrevivência mais digna do povo brasileiro. É mesmo indignante o volume de dinheiro público destinado a esse fundo. A meu ver, os senhores deputados e senadores deveriam fazer um exame de consciência e direcionar recursos públicos para o que é necessário. O sofrido povo brasileiro deveria ser mais respeitado para que se evite o esbanjamento de dinheiro púbico, que somente beneficia uma classe de apaniguados.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

PSL

Como caracterizar um partido como o PSL? É direita, esquerda ou centro? E mais, o eleitorado sabe pelo menos o nome desse partido? Qual o futuro do PSDB nas próximas eleições para as prefeituras da nossa região, depois dos resultados das eleições atuais?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

RENOVAÇÃO NO CONGRESSO

Bolsonaro, com o pequeno PSL, num movimento eleitoral, retirou da Câmara e do Senado, no voto, uma parte dos perigosos ratos aninhados.

Jesus Antonio Ribeiro  jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

OPORTUNO TROCADILHO

A jornalista Vera Magalhães, em seu oportuníssimo artigo publicado no domingo (A8) sob o título "Já ir se acostumando", baseando-se em que o candidato Jair Bolsonaro, segundo pesquisas e segundo seus seguidores, será o próximo presidente da República, disse que seria importante que o candidato já fosse falando o que pretende fazer em questões que realmente dizem respeito às atribuições de um presidente. Assim, a expressão "já ir se" e o nome do candidato (Jair) formam um verdadeiro trocadilho. Data vênia, peço escusas à jornalista se este comentário não estiver desacordo com sua intenção.

Antonio Brandileone  abrandileone@uol.com.br

Assis

PACTO DE GOVERNABILIDADE?

Destaco a iniciativa do presidente do STF conclamando a um pacto de governabilidade entre os Três Poderes, em especial o Legislativo, recém-renovado, e o Executivo prestes a se decidir! Sugiro, humildemente, que o ministro dê o exemplo e reúna os seus pares e acabe de uma vez por todas com o auxílio-moradia para magistrados, revogue a solicitação do reajuste de vencimentos e libere as indevidas interferências nas solicitações de sustar privatizações. Ajudaria em muito!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Até agora, nos programas eleitorais, os dois candidatos a governador do Estado de São Paulo, ambos descendentes do tucanato via Geraldo Alckmin, continuam lamentavelmente o equívoco de planejar e executar a Segurança Pública apenas e tão somente investindo no policiamento preventivo-ostensivo feito pela imprescindível Polícia Militar, deixando em segundo plano a Polícia Civil, pois depois de cometido o crime ele precisa ser investigado, atribuição constitucional dos delegados de Polícia, e por isso a "conta não fecha", trazendo a certeza da impunidade. Espero que a tempo e a hora coloquem de maneira clara, objetiva e exequível o que pretendem com relação à investigação. Mirem-se na Polícia Federal, que é a Polícia Judiciária Paulista, respeitando as competências constitucionais. Ou será que eles têm medo do que aconteceu com os políticos envolvidos no mensalão e na Lava Jato?

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

CRIATURA E CRIADOR

João Doria expressou em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, que perdoa Geraldo Alckmin. A criatura perdoa o criador. Mais incoerente, impossível.

Guilherme Oliveira Atencio atenciogui@gmail.com

São Paulo

AS PROMESSAS E O CAIXA

Ou Marcio França é um tremendo de um mentiroso ou, se fizer tudo o que vem prometendo em campanha, em muito breve o Estado de São Paulo estará quebrado igual a Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.  É assim que a esquerda faz para ganhar o poder. Quebra municípios, Estados e o País, tudo para o bem de "alguns", mas quem fica com o ônus é a maioria da população. Paulistas e paulistanos, vamos encarar o França da esquerda ou apoiar João Doria, que pode dar continuidade à gestão competente do PSDB no Estado? A conferir.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

O QUE TERÃO EM MENTE?

Muitos governadores, agindo sem critério e guiados por motivações eleitoreiras, incharam, ao longo das últimas administrações, as finanças públicas, com contratações de pessoal acima do limite recomendado, e transformaram seus Estados em focos de insolvência. Assim, hoje , mais de metade das unidades da Federação se encontra em situação fiscal delicada e atrasa, há algum tempo, os salários de seus servidores, impondo grave desorganização à vida das famílias. Os serviços públicos pelos quais as respectivas gestões são responsáveis, abrangendo áreas básicas, como educação saúde e segurança, são então fatalmente sacrificados, afetando as populações de mais baixa renda. Com a eleição, a ser decidida daqui a menos de duas semanas, do novo poder central, que estratégia terão em mente para enfrentar tal situação? Aliás, terão alguma em mente? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

HORÁRIO DE VERÃO

Michel Temer volta atrás e remarca o início do horário de verão novamente para 4 de novembro. Obviamente, cedendo à pressão da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que teria voos nacionais e internacionais totalmente prejudicados, além de todas as conexões, durante duas semanas, até 18 de novembro. Uma total falta de planejamento e de organização do governo federal.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

ASSASSINATO NA EMBAIXADA SAUDITA

            

O jornalista Kamal Kashoggi foi à Embaixada da Arábia Saudita na Turquia tratar dos documentos para se casar com sua noiva turca. Saiu da embaixada fatiado, em malas diplomáticas do governo saudita, do qual era crítico em suas matérias no jornal "The Washington Post". É assim que a família Saud, que domina a península mais rica em petróleo do mundo, trata os jornalistas que se opõem aos reis do ouro negro. Tudo em nome de Alá.

Paulo Sérgio Arisi  paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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