Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2018 | 05h00

CAMPANHA ELEITORAL

Moro no STF

Manchete do Estadão de 22/10 sugere que assessores ou o próprio candidato Jair Bolsonaro pretendem indicar o magistrado Sergio Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da meritória e excelente ideia, creio não ser o momento apropriado. O juiz Moro está realizando o que jamais se esperava que pudesse ser feito no Brasil, imbuído dos mais altos desejos de fazer justiça de verdade com base em depoimentos, delações e documentos que amealhou nos últimos anos e ninguém os conhece tão bem quanto ele. Assim, poderia configurar uma perda de eficiência a sua substituição no comando da Lava Jato, que vem conduzindo com zelo ímpar. O Brasil não pode perder a oportuna e exemplar conduta no andamento do processo por ele comandado, considerando, particularmente, que se esmerou no seu preparo para levá-lo adiante com toda a necessária sensatez e total respeito aos ditames legais, haja vista todas as tentativas de barrarem qualquer dos ritos por ele decididos sem sucesso. Sergio Moro deve ser prestigiado e apoiado na condução do seu trabalho. O que tem de ser feito no STF é exigir que seus membros cumpram rigorosamente a Constituição.

SEBASTIÃO HETEM

sebastiaotva2018@gmail.com

Taiuva

Vaga no STF para Sergio Moro não será problema, pois a Corte tem ministro que disse que se aposenta se o “mito” ganhar.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Bolsonaro quer Sergio Moro no Supremo. E por que não para futuro presidente do Brasil? 

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Só queria entender

Lula fala que o STF é um órgão acovardado. José Dirceu afirma que vão tomar o poder à força. Uma frase pinçada de um contexto de uma resposta a uma pergunta ao filho de Bolsonaro, há quatro meses, leva a ministra Rosa Weber, o presidente do STF, FHC, etc, etc., a fazerem um barulho danado em toda a imprensa. Alguém me pode explicar o que está acontecendo?

ORIVALDO T. DE VASCONCELOS

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Vai passar

Ricardo Lewandowski rasgou a Constituição no impeachment de Dilma Rousseff. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez-se de cega e o STF, de surdo. O petista Wadih Damous já disse que “tem que fechar o STF”. A OAB nem gaguejou, o STF permaneceu mudo. Agora, de sentidos aguçados, esgoelam-se. Mas isso logo passa. Assim que se derem conta do próprio ridículo.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Pruridos extemporâneos

Que o deputado Eduardo Bolsonaro deveria ter pensado melhor antes de se manifestar sobre o STF, disso não resta dúvida. No entanto, o que dizer de uma Corte que profere decisões contraditórias sobre o mesmo assunto? Ou que permite que haja decisões monocráticas sem a urgente manifestação posterior do colegiado? O que dizer de uma Corte que vota o próprio reajuste salarial, em índice superior ao aplicado aos demais cidadãos contribuintes? Ou que não julga a ilegalidade do pagamento do auxílio-moradia aos magistrados que dispõem de casa própria, ou para ambos os cônjuges na mesma situação? O que se pode dizer de uma Corte que permite a um de seus integrantes se referir aos próprios colegas como pessoas “sem pedigree”, como estivesse se referindo a um animal? Afinal, quem semeia vento colhe tempestade.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

O que é pior?

Vejo muitos jornalistas e autoridades reclamando do arroubo do filho do presidenciável Bolsonaro a respeito do STF. Daí eu pergunto: o que é pior para a democracia, a fala dele ou a prática, no Brasil, de os presidentes da República aparelharem os tribunais superiores com “juristas” de sua confiança?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Em tempo de guerra...

Diz o velho ditado: em tempos de guerra, boatos como terra. O episódio da fala de Eduardo Bolsonaro passaria despercebido se não estivesse já definida a eleição presidencial. Na época o cenário político ainda estava indefinido, os petistas sentindo-se os “senhores dos anéis”. Dizer que um cabo e um sargento bastariam para fechar o STF é uma sandice que só poderia ser creditada a uma piada idiota. Mas como o desespero das esquerdas atingiu o clímax, outros boatos, mil fakes ainda surgirão, bem como planos mirabolantes sairão dos cérebros deteriorados da “turma do mal” para tentar confundir o desejo do eleitor. 

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Assunto encerrado

Qualquer novo comentário sobre a fala do deputado Eduardo Bolsonaro é pura retaliação extemporânea. Foi quatro meses atrás, em contexto e momento específicos, e já se desculpou. Nada mais deve ser comentado. Outras conjecturas sobre o que já passou, ou qualquer provocação, são só para dar asas ao PT, que perde as eleições. Sejamos mais sensatos e equilibrados!

JOÃO COELHO VÍTOLA

jvitola@globo.com

Brasília

Em estado ‘crítico’

A propósito da matéria Marina declara ‘voto crítico’ em Haddad (23/10, A8), observei que a candidata que terminou o primeiro turno com 1% dos votos justificou seu apoio ao preposto de Lula sob o argumento de que Bolsonaro “prega o ódio contra minorias”. Não sei como essa senhora chegou a tal conclusão, nem vou perder tempo procurando refutá-la. Mas ainda que fosse verdade, Marina não explicou por que prefere apoiar Lula (sabidamente o real candidato do PT), que vive a pregar o ódio contra as maiorias (!), a ver pela retórica carbonária do cacique petista, que vive a vocalizar o mantra “nós contra eles”, sendo “eles” todos os que não rezam pela cartilha do PT. Mas a lógica da esquerda - do PT e de seus “puxadinhos”, entre os quais está a Rede de Marina - está acima da nossa vã compreensão e também não vou gastar tempo procurando decifrá-la. A propósito, perguntar não ofende: o apoio “crítico” de Marina será a Haddad (Lula) ou a uma candidatura em estado “crítico”, necessitando desesperadamente de algum factoide ou ardil de última hora para se tornar viável?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

UM CABO E UM SOLDADO

Com o segundo turno das eleições presidenciais, daqui a alguns dias, está chegando a hora de se confirmar o que escreveu o jornalista William Waack em sua coluna no "Estadão" de 18/10: ganhar a eleição é fácil. O difícil vai ser daí para a frente. Não morro de amores pelo PT, por Fernando Haddad e assemelhados, muito pelo contrário. Acho que Lula e o petismo foram a pior tragédia política brasileira de todos os tempos. Mas Jair Bolsonaro e sua turma, pelo visto, serão difíceis de aguentar, muito até pela gravidade e quantidade intoleráveis de besteiras que andam dizendo mesmo antes de ganhar a eleição. A última do deputado federal eleito com a maior quantidade de votos da História, filho do candidato, de que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastam um cabo e um soldado, dá bem a mostra do nível de preparo e da falta de compostura dessa gente, para dizer o mínimo. E depois vem o rapaz, candidamente, pedir desculpas a quem ele possa ter ofendido. Vamos ver se o capitão tem mesmo autoridade e enquadra este traquinas.

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 

SURPRESA NENHUMA

É preciso de apenas um cabo e um soldado para fechar o STF. Com essa fala, Bolsonaro Filho apenas demonstra quais são suas já declaradas inúmeras vezes intenções para o País, e repete as falas do pai. Entretanto, chega a ser humorístico o STF, a mais alta Corte judicial do País, inerte, inoperante, como sempre, nas devidas atitudes a serem tomadas, o que não é surpresa nenhuma para qualquer um que um dia precisou da Justiça brasileira.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

EDUARDO BOLSONARO

Cada partido tem um "tiririca" campeão de votos. O verdadeiro não fala, os demais falam demais.

Henrique J. Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo

FAIXA PRESIDENCIAL

Com muita tristeza li no "Estadão" o pronunciamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendendo o fechamento do STF caso fosse movido processo contra o presidenciável Jair Bolsonaro. Meu prezado deputado, o senhor perdeu uma grande oportunidade de ficar calado, pois a faixa presidencial já está praticamente ganha.

Roberto Marques de Oliveira robertomarques@veseg.com.br

Paraguaçu Paulista

O DEPUTADO NÃO PODE TUDO

Eduardo Bolsonaro não pode tudo. Seu pai deverá ganhar as eleições. Eu vou votar nele, mas não é por isso que o deputado poderá fazer o que quiser. Ele não vai fechar nada, nem a porta da casa dele, se desviar-se dos deveres com a democracia. Sua atitude foi a de um garoto mimado que, ao ser contrariado, quebra tudo e corre chorar para o papai. Seu pai poderá ser o presidente, mas não por isso o deputado pode abusar dos votos que o elegeram. Os mesmos que o elegeram poderão mandá-lo para casa, como de resto fizeram com Suplicy, Aécio, Dilma, Requião e tantos outros. Um deputado federal, antes de mais nada, precisa estar consciente de que a lei também o alcança. Não basta um pedido de desculpas via rede social. Cabe ao deputado pedir uma audiência ao presidente do STF e lá apresentar formalmente suas desculpas. Eu posso não gostar das decisões do sr. Dias Toffoli, mas ruim com elas, pior sem elas. As instituições estão em pleno vigor, e graças a elas o povo colocou o deputado Bolsonaro na Câmara com expressiva votação, mas não concorda com seu insulto à democracia. 

Célio Dal Lim de Mello dallimmello@icloud.com

Curitiba

ATÉ DOMINGO

"Por alguns segundos pensei em fechar o Congresso. E ter-me-iam bastado um cabo e dois soldados", disse o ex-presidente Jânio Quadros em agosto de 1985. Eduardo Bolsonaro fez apenas uma repetição da frase num outro contexto, pelo que já pediu desculpas. O desespero, tão fortuitamente captado pelo "Estadão" em seu editorial de 19/10, faz os petistas exacerbarem o episódio, como se tivessem uma lisura impecável em suas negociações e dizeres. E sabemos que até domingo iremos presenciar muitos mais factoides e desarranjos intestinais da "tigrada". Há quase dois meses, um militante do PSOL, a serviço sabe-se lá de quem, segurava pelo cabo uma faca, cuja ponta mirava Bolsonaro, que sofreu sérios danos, e mesmo assim o poste do inominável não se deu por satisfeito, dizendo na segunda-feira que "ele (Bolsonaro) é o anti-ser humano que precisa ser varrido da face da Terra". Céus! Isso é puro ódio e, possivelmente, uma ameaça? Entende-se, agora, porque o sr. Marionete em primeira instância jogou no lixo a "Bíblia" que ganhou de um admirador em Fortaleza. Falta perguntar ao facistHaddad se os 60 milhões que votam em Bolsonaro devem ter o mesmo fim logo depois de elegerem #B17 presidente do Brasil.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

SEM CENSURA

Embora reprovável, é admissível que qualquer cidadão, confundindo a responsabilidade do STF como guardião da Constituição federal, com a composição de seus membros, alguns dos quais, segundo a opinião pública, têm proferido decisões contrárias a dispositivos da nossa Carta Magna, possa fazer restrições à atuação daquele tribunal. Entretanto, quando essas restrições partem de pessoas que, por dever de ofício, não podem desconhecer as atribuições da nossa Suprema Corte, esse fato é inaceitável. Foi o que ocorreu com o deputado Wadih Damous, filiado ao PT e um dos atuais advogados do ex-presidente Lula, que foi presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro e da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, que, ao criticar um ministro do STF, assim se manifestou acerca daquele tribunal: "Tem de ser fechado", sem que na ocasião tivesse sido rigorosamente censurado por aqueles que, direta ou indiretamente, foram atingidos por esse verdadeiro atentado à nossa democracia.

Wauterlô Teixeira Pontes wauterlo.pontes@infolink.com.br

Rio de Janeiro

O QUE OS DIFERE?

O deputado petista Wadih Damous disse que "tem de fechar o STF"; o filho do deputado Jair Bolsonaro disse que, para fechar o STF, bastam "um soldado e um cabo"; e o ministro Marco Aurélio Mello se pronunciou desta vez, mas não se pronunciou quando o deputado petista falou a mesma coisa. Perdeu a língua?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

'SUPREMO ACOVARDADO'

Essa frase, dita pelo então presidente Lula, em parceria evidente com Dilma, curiosamente não repercutiu tanto quanto a do filho do candidato Jair Bolsonaro, feita há mais de quatro meses. Apesar das desculpas do autor e da bronca de seu pai, nunca a imprensa deu tanto destaque a uma notícia, como se fosse do próprio candidato. Faltando poucos dias para a eleição, alguns setores da mídia e, evidentemente, de outros segmentos políticos do País fazem de tudo para tentar prejudicar o capitão que promete acabar com a corrupção no País. O segundo homem do PT, o condenado José Dirceu, declarou ao jornal espanhol "El País" que iria "tomar o poder" à força no Brasil e que o Supremo deveria ser fechado, mas as declarações de Bolsonaro Filho, parece, incomodaram mais. Por estas e outras a população vai percebendo o quanto a vitória de Bolsonaro vai incomodar as elites e a bandidagem que grassa em todos os segmentos da Nação. As armadilhas vão se sucedendo, dia após dia, hora após hora, mas nada irá mudar a firme decisão do povo brasileiro na sua única chance de passar este país a limpo. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

O FRENESI DOS MINISTROS

Que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, meses atrás, num acontecimento em local fechado, vociferou uma tremenda impropriedade, mesmo em tom de brincadeira, em resposta a uma pergunta igualmente despropositada, é fato inconteste. No entanto, causa espécie o frenesi que se apoderou de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente Dias Toffoli bradou: "Todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia". A propósito, concordo, de pronto, com tudo o que foi dito neste espaço enfocando que a fala do deputado do PT Wadih Damous (PT-RJ) foi igualmente descabida e não mereceu a mesma reação dos membros do STF. O ministro Toffoli, ao mandar soltar José Dirceu, condenado duas vezes e preso desde 2015, não afrontou o Estado de Direito e não corrompeu a democracia? Nessa decisão, ele teve o apoio de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Este último, quando aceitou o pedido da defesa de Dilma Rousseff no processo do impeachment para que ela não ficasse inabilitada politicamente, não violou o artigo 52 da Constituição, que versa sobre o processo de impeachment de um presidente? Como ficou a segurança jurídica? Por que foi aplicado pelo ministro entendimento diverso daquele aplicado para Collor? O ministro Celso de Mello enfatiza que "o STF é o guardião da Constituição e todos temos de prestigiar a Corte"; o ministro Alexandre de Moraes afirmou ser favorável à abertura de investigação pela Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Bolsonaro por crime tipificado na Lei de Segurança Nacional; e o ministro Marco Aurélio Mello disse ao "Estadão" que "não se tem respeito pelas instituições pátrias". Pois bem, por que não houve esse desvario quando os advogados de Lula espalharam que "o Supremo Tribunal Federal estava rendido"? Por que houve um silêncio obsequioso quando o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil Juliano Breda, criticando o julgamento isolado do habeas corpus de Lula, clamou que "o Supremo Tribuna Federal virou loteria. Se o processo é distribuído para a 2.ª turma, você ganha, e se for para 1.ª turma, você perde. Isso não é justiça, isso é loteria". É de espantar a leniência conveniente. Fiquemos com o ex-ministro Calos Veloso, que afirmou à jornalista Sônia Racy que "o assunto deveria ter morrido assim que o próprio pai do rapaz o chamou de enorme bobagem". E acrescentou: "mostra uma enorme falta de sintonia. Coisas irrelevantes passando por relevantes". Sigamos em frente.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

ATAQUE À DEMOCRACIA?

Ministro Toffoli, atacar a democracia é conceder habeas corpus a José Dirceu!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

INDIGNADOS AGORA

Engraçado, quando Lula disse que tinha o STF no bolso, ninguém ficou escandalizado. Quando o filho de Lula disse que iria botar fogo no Brasil, também ninguém disse nada... Quando Dirceu disse que o PT iria chegar ao poder independentemente de vencer eleições, ninguém disse nada... Quando o deputado do PT Wadih Damous falou em fechar o STF, ninguém falou nada. Ou o nobre decano do STF está surdo, ou cego, ou ele é petista, simples assim. 

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

DOIS PESOS

E, então, o terrorista José Dirceu disse algo pior do que o que disse Eduardo Bolsonaro - e sério -, mas não teve este carnaval todo destes com cara de maracujá chapado. Então, chamem todos para dar explicações, ou fica nítido o partidarismo pró-PT destes ministros.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

DESRESPEITO

Tão irresponsável nas coisas que diz, como o pai, Eduardo Bolsonaro falou tais despropósitos e teve de reconhecer essas idiotices e pedir desculpas. No entanto, é de admirar que personagens graúdos como ministros do STF e ex-presidente do Brasil se escandalizem, agora, com esse desrespeito às instituições democráticas - quando não se escandalizaram com a ostentação da camiseta do outro candidato que clamava "Lula livre!". Não seria este um desrespeito igual? Será bem triste, neste domingo, fazer nosso voto "envergonhado" refletindo apenas qual dos candidatos trará menos malefícios ao nosso Brasil. Um, cujas afirmações fazem-nos duvidar do seu equilíbrio, e outro, que se diz democrático, mas se submete a um chefe encarcerado, responsável pelos atos do partido que assaltou o povo brasileiro, aparelhou irresponsavelmente a administração do País e em cujo programa de governo consta o controle da imprensa, além de sempre ter apoiado regimes totalitários e ditatoriais. 

Maria T. A. Galvão de França mariatoledoarruda@gmail.com

Jaú

SUPREMO COM DODÓI 

Chega a dar dó a forma como os ministros do Supremo reagiram a um pronunciamento de deputado eleito. Acostumados nos últimos anos a não terem suas decisões questionadas, os ministros se acham acima de tudo e de todos, podendo ditar ordens e se fazerem obedecidos. Extrapolam nas decisões e aí não existe jurisprudência ou Carta Magna. Ignoram-nas. Porque não se manifestaram quando um ou outro de seus pares fizeram besteiras fatiando decisões e soltando bandidos? Se o Supremo está hoje em descrédito, devem-se a essas atitudes, e não a pronunciamentos de quem quer que seja. Esta livre manifestação (leia-se cansaço de desmandos) está enraizada não só no deputado eleito, como também na população honesta e trabalhadora, que sustentou até hoje esta corja de safados e malandros, uns presos e outros com tornozeleira eletrônicas, elementos que até há pouco tempo estavam almoçando e jantando com o pessoal do Supremo e seus comandados. Querem que traduza?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

PROTESTO TECTÔNICO

Quando alguém do lulopetismo falou em fechar o STF, ficaram todos quietinhos. Bastou Eduardo Bolsonaro falar aquela bobagem que as bandeiras vermelhas fluíram de todas as fontes, em protesto tectônico. Quanta falsidade ideológica!

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque 

PLENO ACORDO

Primeiramente, quero declarar que não votei em Bolsonaro no primeiro turno. Portanto, estou à vontade para fazer o seguinte comentário: estou de pleno acordo com a reação dos ministros do STF contra as declarações do filho de Bolsonaro, mas é muito estranho que, quando Wadih Damous falou em "fechar o STF" e José Dirceu fez declaração parecida, nenhum ministro reagiu contra a mesma atitude reprovável dos dois também irresponsáveis. A própria "Folha de S.Paulo" destacou em manchete a declaração feita há quatro meses por Bolsonaro Filho, mas se omite sobre as declarações também recentes destes dois irresponsáveis. 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

DESCRÉDITO

Os embates claramente políticos e pouco jurídicos entre alguns membros do Judiciário geram um descrédito da Suprema Corte de nosso país. Despachos tendenciosos de alguns dos senhores ministros abalam a confiança que deveríamos ter da mais alta Corte do Brasil.

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo 

FECHAR, NÃO. MUDAR

Talvez as palavras do deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Messias Bolsonaro, sobre fechar o Supremo Tribunal Federal tenham sido expressadas num momento de forte emoção e não expressam seu verdadeiro pensamento. Mas que o nosso Poder Judiciário tem de ser mudado de cabo a rabo, tem, sim. Os magistrados pensam que são deuses, já os ministros do STF não pensam, têm certeza disso. O saudoso senador e ex-governador Antonio Carlos Magalhães tinha toda razão quando fez sérias críticas ao Judiciário e iniciou a CPI que acabou culminando com a condenação e prisão de um de seus notórios membros.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

CANDIDATO ÚNICO

Votarei em Jair Bolsonaro, por ser candidato único, visto que o outro nome é "fake". Depois, ficaremos de olho no governo dele.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

ATAQUES ÀS INSTITUIÇÕES

Começo a ficar preocupado. Li em quase todos os jornais e ouvi de muitos outros jornalistas que se deve evitar fazer "ataques" às instituições, entre as quais podemos citar a imprensa e o Poder Judiciário. Recentemente, um grande jornal publicou uma reportagem que acusa empresários de financiar, via caixa 2, o impulsionamento de WhattsApp com mensagens contra um candidato à Presidência. O jornal, por uma questão óbvia, tem todo o direito de publicar o que quiser, mas tem o dever de provar o que fala. Ora, tal publicação lançou dúvidas sobre a campanha do candidato adversário, que podem influenciar o leitorado. Desse modo, é imperioso que se deixem as coisas bem claras para o leitor e eleitor. Em outras oportunidades, de modo claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) rasgou a Constituição: 1) no impeachment de Dilma, ao não cassar seus direitos políticos, quando está previsto literalmente na Constituição que deveria fazê-lo; 2) no caso de aborto em 12 semanas, em que o ministro Luis Roberto Barroso autorizou tal feito; 3) na soltura de réus da Lava Jato e de outras operações pelo senhor Gilmar Mendes, numa clara afronta à população e ao próprio STF. De volta ao meu receio, externado no início, eu me deparo com as manifestações de alguns jornalistas, sobretudo de esquerda, reclamando de nós, reles mortais, que criticamos as instituições, às vezes com uma retórica exacerbada, mas fruto de uma indignação legítima. Eu me questiono: a imprensa é "incriticável"? As instituições nunca erram?

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

CRIME ELEITORAL

Está mais do que provado que Jair Bolsonaro (PSL) cometeu crime e fraude eleitoral. Sua campanha passou de todos os limites aceitáveis e violou não apenas a lei, como também a ética mais básica e elementar. Ele e seus parceiros empresários corruptos inundaram o WhatsApp com milhões de fake news, e isso não pode ficar impune. Por muito menos, a Justiça Eleitoral já cassou e impugnou inúmeras candidaturas pelo País afora. Não se admite que a Justiça se paute pelo odioso e parcial "dois pesos e duas medidas". A lei vale para todos e deve ser cumprida. Bolsonaro trapaceou, fez jogo sujo, violou as regras, foi pego em flagrante e agora deve ter sua candidatura impugnada, sob pena de total desmoralização da Justiça no País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

CADÊ AS PROVAS?

Sou e sempre serei favorável à mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa e expressão, mas não posso aceitar, como cidadão e eleitor, molecagens - e molecagem foi a tal "reportagem" do jornal "Folha de S.Paulo" sobre o WhatsApp. Em nenhum momento a matéria de manchete escandalosa trouxe a mais mínima prova do envolvimento da campanha de Jair Bolsonaro com o alegado, assim como em relação ao empresário citado (que, aliás, desmentiu a história e processará o jornal). Para piorar, ao menos uma das empresas citadas declarou publicamente não trabalhar com "pacotes de mensagens" na plataforma.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

QUANDO A DELAÇÃO VALE

O candidato "Andrade" dá mais um argumento para o eleitor jamais votar nele e no seu parido. Escancara sua frágil moral, suas duas faces, características do seu partideco. Exige a prisão preventiva dos empresários que teriam sido contratados pela campanha de Bolsonaro para divulgar fake news. Baseia-se apenas na reportagem de um jornal que antes era acusado de pertencer à "mídia golpista" (sic). Sem nenhuma investigação! Justifica a prisão como meio para obter a delação premiada. Ah, quer dizer que uma simples reportagem que o favoreça já é prova do crime? E as delações que adviriam das prisões dos tais empresários também o seriam? Mas as inúmeras e coerentes delações - dentre as quais a do porteiro do prédio do Guarujá, a mais importante - corroboradas por minuciosas investigações que levaram seu "dono" à prisão não são provas? Ora, "Andrade", vá cuidar de se defender das acusações de corrupção que empresários já lhe fizeram, das quais a última lhe valeu uma denúncia do Ministério Público há um mês.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

CENSURA NÃO

O PT e seu candidato, que se dizem democráticos e que lutam pela democracia, querem parar com o WhatsApp, censurar as redes sociais e tudo o que aparece contra eles, especialmente a verdade. Na realidade, não são as supostas fake news alegadas que farão este fantoche perder esta eleição, mas as verdadeiras notícias, que mostram o que ele foi e o seu partido, um bando de ladrões e criminosos de toda espécie, que o povo brasileiro não quer mais.  

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

VERDADE

O que está tirando o PT do governo não são as notícias falsas. São as verdadeiras.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

NOTÍCIAS FALSAS

Elas retratam fielmente a desconstrução da moral causada pelo lulopetismo nestes 14 anos de poder. Para ele, os fins justificam os meios, seja por meio de mentiras, documentos falsos, propagandas enganosas, intimidações e agressões verbais ou físicas. As pessoas querem levar vantagens em tudo, perpetuar-se no poder e cometer atos administrativos escusos. Se há alguns anos eu concorri às eleições para síndico do meu prédio e a minha oponente trouxe várias procurações falsas, imagino o que seja concorrer ao mais alto cargo do País.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

NÃO HÁ SANTOS

Nesta campanha eleitoral para presidente, não mais sórdida do que outras, fake news proliferam dos dois lados. Não existe bonzinho. Todos são maus.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

DESDE PRISCAS ERAS

"PGR pede inquérito sobre fake news relacionadas a Bolsonaro e Haddad" ("Estadão", 20/10). Nas eleições passadas, como nas atuais e nas futuras, sempre haverá verdades entremeadas com meias verdades e mentiras, bem como com mentiras totais, que são um reflexo do comportamento das criaturas humanas, desde épocas imemoriais, em praças públicas, algo assemelhado à boataria muito bem conhecida. A única suposta novidade é que no ciberespaço o ser humano se comporta como nas antigas praças. É ridículo achar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) possa pedir um inquérito sobre fake news, sobre as relacionadas na campanha eleitoral ferrenha, que ocorre nas praças e ruas, corredores e no ciberespaço, onde o ser humano se comporta como sempre se comportou desde priscas eras. Do passado, uma interessante fake new é a cena da propaganda de Dilma em que a comida começa a desaparecer da mesa dos pobres - e na época ninguém disse nada, nem a PGR. A esquerda sempre pôde mentir, mas não seus adversários, na visão dela.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

CRIMES CIBERNÉTICOS

O efeito imediato da ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar o disparo de mensagens por empresas em favor de Bolsonaro e da ação da PGR determinando à Polícia Federal apurar as notícias falsas em período eleitoral foi a sensível redução dos disparos e fake news em favor do candidato do PSL.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

NOVOS TEMPOS

Ficou claro que um novo poder "se alevanta", mas as "antigas musas" terão de rever o que é e como cantam. O povo tem o poder de influenciar, produzir mensagens e filmetes com facilidade em seus tablets e smartphones. Além desta forma anárquica e rápida de fazer política, surge neste meio incontrolado de comunicação muito rápida o seu uso como ferramenta paralela de grupos que utilizam os chamados robôs. Contudo, o que realmente dá vida e capacidade de retransmissão são a graça e a criatividade das mensagens, por um lado, e a aparência de notícia real, de outro. Aí entrará a imprensa dita tradicional, que na verdade terá de ser modificada ou acrescida de forma definitiva de um setor de análise rápida e consistente sobre o que surja na comunicação paralela. Definitiva, porque deve ir além das eleições. Os boatos, hoje fake news, devem ser prontamente analisados e respondidos, tanto para o público em geral quanto para os colaboradores que lhes enviam as mensagens. Este último aspecto é usar o retorno a quem ajudou a desvendar a veracidade como meio de "espalhar" o que realmente aconteceu ou acontece. Novos tempos.

Nelson Mattioli Leite nelsonmattioli@icloud.com

São Paulo

MEIOS E MODOS DE CAMPANHA

Geraldo Alckmin apostou no horário elástico na TV e perdeu. Isso porque, na atualidade, as campanhas mais ativas e com mais resultados foram aquelas realizadas mais pela internet, com o uso de aplicativos como o WhatsApp. Ter nas mãos as mensagens e poder lê-las em segundos é a preferência dos brasileiros. E que o diga o candidato Jair Messias Bolsonaro, advindo de um partido nanico, com oito segundos na TV e que, por meio da internet, conseguiu alçar a sua candidatura até o segundo turno, com grandes possibilidades de se eleger presidente da República. Com efeito, as coisas mudam, e estão mudando muito rapidamente, desprezando e pondo de lado aqueles que não acompanham as mutações.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

INCONTROLÁVEL

Segundo a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, não há milagre contra fake News. Segundo ela, o problema é mundial.  Agora, a pergunta que não quer calar: e os mais de 7 milhões de votos nulos do primeiro turno, que, distribuídos na mesma proporção dos votos válidos, teriam elegido o capitão Bolsonaro no primeiro turno, seriam também um problema mundial ou, quem sabe, um problema de manipulação virtual, ou quem sabe, ainda, os petistas seriam incapazes de manipular as urnas objetivando a vantagens ilícitas?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

'DESESPERO'

Gostaria apenas de expressar nossa gratidão ao "Estadão" pelo editorial (19/10, A3). Falaram a verdade e entraram em sintonia com a nação honesta que trabalha e pensa. Somos mais de 75% da Nação. Mas parecia que a mídia jornalística só falava para cerca de, no máximo, 25% do Brasil, entre desinformados, analfabetos funcionais, comunistas ou corruptos, como se estes fossem a maioria. Achava que, com uma ou outra honrada exceção, o verdadeiro jornalismo e a ética haviam morrido. Pensava: estão todos loucos, corrompidos, lobotomizados? Acabou a capacidade de interpretar corretamente os fatos? Nem a imprensa é livre? Também foi comprada ou alimenta-se de capim? Voltei a sentir orgulho de ser brasileiro. Ainda temos muitos homens e mulheres de valor, as Forças Armadas e o jornal "Estadão".

Marçal Fernandes arquiteto.marcal@gmail.com

São Paulo

FRANQUEZA

Venho reforçar o que disse o sr. Erasmo Carvalho na coluna do jornal "Estado" de 22/10, a respeito da transparência e da franqueza em editorial que aborda as denúncias improcedentes de fake news de Bolsonaro contra Haddad. A seriedade contida em seus editoriais escritos por pessoas altamente qualificadas nos dá a tranquilidade de sabermos que estamos lendo artigos confiáveis e da melhor qualidade. Há alguns anos eu era leitor da "Folha de S.Paulo", quando percebi, então, que suas reportagens eram comprometidas e tendenciosas ao governo corrupto do PT. Fiz, então, a ótima escolha pelo jornal "Estado", com o qual me identifico melhor, pois vejo a seriedade com que aborda os fatos da maior significância e seriedade pelos momentos conturbados por que passa nosso país.

Afrânio Siman Pinto afraniosiman@yahoo.com.br

Belo Horizonte

EDITORIAL

Cumprimento o "Estado" pelo excelente e esclarecedor editorial publicado no dia 19/10 sobre as "denúncias" do PT e as fake news; foram realmente de uma lucidez jornalística que demonstra que o Grupo Estado está comprometido com a verdade. Assim sendo, temos que ainda existe imprensa séria em nosso país.

Paulo Jr. Comin rcomin@hotmail.com

São Paulo

SÍMBOLOS 'FAKE'

Fernando Haddad formaliza recuos em novo plano (20/10, A7), ao estilo melancia - verde por fora e vermelho por dentro. Em mais um ato de falsidade extrema, as identidades vermelhíssimas do candidato híbrido HaddadLula, do PT, e da vice Manuela D'Ávila, do PCdoB, travestem-se das cores da bandeira brasileira num claro símbolo "fake". A qual instituição do País cabe processar estes dois partidos nas novas tentativas de enganar brasileiros e brasileiras? 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

PROMESSAS DE HADDAD

Com que dinheiro Fernando Haddad conseguirá reiniciar todas as obras paralisadas pelo governo Temer? Qual será a contrapartida para isentar do Imposto de Renda quem ganha até 5 salários mínimos? Quem pagará a conta para o botijão de gás custar R$ 49,00 durante todo o ano de 2019? E o salário mínimo elevado, quem conseguirá pagá-lo? Serão apenas promessas ao vento?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

O GÁS DE HADDAD

A promessa do candidato do PT de baixar o preço do gás de cozinha para R$ 49 demonstra claramente o quanto ele é despreparado para um cargo tão importante. E entende patavinas de economia, gestão e, acima de tudo, é irresponsável ao prometer para milhões de ignorantes um benefício furado em troca de votos. Pura demagogia ideológica do seu protetor lá, em Curitiba, que não compra gás de cozinha. Só para lembrar: o valor do GLP num botijão de 13 kg é de aproximadamente R$ 22 ex-fábrica, ou seja, abaixo da redução de mais ou menos R$ 26. Dizer que o gás de cozinha para a Petrobrás é só uma parte insignificante do seu faturamento, além de mentira pura, demonstra uma incompetência gritante. O Brasil não merece!

Axel von Hulsen avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

CINISMO DE DESESPERADOS

Agora foi Marina Silva a declarar apoio crítico a Haddad. Como se não bastasse o mesmo apoio do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) declarando que "o PT deveria assumir que fez muita besteira pra não perder feio do Bolsonaro", Haddad insiste no apoio, com tudo e todos, uma bandeira que nunca foi dele, ou seja, a da liberdade e da democracia. Cinismo típico dos desesperados, em especial do partido envolvido nas maiores roubalheiras da história do País. E de tudo fazem levar a crer que a sociedade ignora quem são e o que fizeram. É assim que age a esquerda burra, lembrando Roberto Campos.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

A FILHA PRÓDIGA

Para variar, Marina marinou. Vai de "lulloPT". Até a próxima eleição. Nada que já não se tenha visto. E eu acho que não vale a pena ver de novo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

INTERESSES PESSOAIS

O candidato Fernando Haddad, em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, declarou que, na sua opinião, não se deveriam sobrepor interesses pessoais aos do País, referindo-se à tentativa frustrada de composição de chapa dele com Ciro Gomes, não aceita pelo candidato do PDT. Bem, é preciso ficar claro que, durante os 13 anos de administração petista, o ex-presidente Lula, padrinho de Haddad, fez valer primeiro os interesses pessoais dele, Lula, em seguida os do partido (PT) e, por fim, os do Brasil. Desde que este último, é claro, não prejudicasse os dois primeiros. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO FISIOLÓGICO

A esquerda, se vencer, será um governo de marionetes, de completo entreguismo. Na sua sofreguidão por votos, são tantos os conchavos e conluios que está celebrando com partidos, políticos, empresários e outros grupos de interesse que, no final, só irão sobrar migalhas para o povo, se sobrar. O PT, para chegar ao poder, é capaz até de vender a alma ao diabo. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

REFÚGIO EM SP

A eleição para governador de São Paulo, com certeza, será a mais importante de todas as eleições estaduais. O candidato do PSB, Márcio França, se vitorioso, abrigará em seu governo grande parte dos derrotados do PT e de seus partidos satélites - PSOL, PCdoB, etc. Isso é tudo o que a oposição ao futuro governo Bolsonaro sonha: ter o maior e mais pujantes Estado na mão para torpedear o governo federal.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

'CONTROLES INTERNOS?'

Excepcional o artigo do caro sr. Mauro Rodrigues da Cunha, que foi membro do conselho de administração da Petrobrás ("Estado", 20/10, A2). Leitura obrigatória, pois, nesta onda de fake news, ter o privilégio de ver e sentir palavras que exalam os fatos, a verdade, está se tornando material escasso no mercado. Esclarecedor de como o modus operandi da política dos políticos sem ética é pernicioso para uma empresa pública e, por consequência, para o País. Como, em suas palavras, "minha irritação atingiu o ápice ao ler a declaração de um candidato", imagino, sinto em meu âmago, que este sentimento de irritação aplaca milhões de brasileiros. Imagino o mundo dos "controles internos" em outras empresas estatais de menor complexidade. Parabéns pelo artigo.

Moacir de Vasconcelos Buffo moacirbuffo@gmail.com

Campinas

      

MUDANÇA DE CULTURA

Minha indignação com o sr. Mauro Rodrigues Cunha, em seu artigo "Controles internos?" ("Estado", 20/10, A2), comprovando o que sempre soubemos: que a Petrobrás é uma estatal de capital aberto usada politicamente para os "ganhos" políticos e dos escolhidos e parceiros como o velho Emílio Alves Odebrecht, que executa esse procedimento há longas décadas, com o DNA da corrupção, do oligopólio, do compadrio e do convívio com ex-presidentes palestrantes. Infelizmente, esse DNA é perpétuo, como bem demonstrou o filho que não merece ser citado, mas está em prisão domiciliar. O sr. Mauro, conforme sua informação, esteve dois anos no conselho da estatal e nada fez, recebendo alto rendimento para participar com mais outros, que aprovaram e são coniventes com os CEOs Gabrielli - o pior pela sua desfaçatez e ganância (quer a liberação do produto do roubos executados) -, a incompetente Graça, Dutra e o único preso, Bendine. Não posso deixar de citar o empresário Gerdau, o filho do ex-presidente, Josué Gomes, e toda esta corja da qual o autor do artigo participou - e agora vem ganhar mídia com este artigo, depois de tudo acontecido. Lembram-se da funcionária que delatou na época a compra da refinaria de Pasadena? Ela tentou...  mas a corrupção está na cultura da Petrossauro. Roberto Campos, visionário e futurólogo, tinha razão. É fato que nossa cultura faz com que convivamos, sejamos coniventes e tenhamos medo de represálias pelos órgãos do governo, principalmente do Fisco, com seus gestores que gostam de impor medo à população, mas com os "grandes ladrões" nada acontece. Crescimento exponencial de bens da maioria dos políticos, das empresas e nenhuma verificação? Gostam de aparecer, e a Comissão de Valores Mobiliários e a agência do petróleo? Logo, também teremos novas informações da gestão de Pedro Parente e de seu sucessor. Infelizmente, não se muda a cultura do monopólio sem substituição total do corpo de dirigentes e funcionários. Não adianta auditoria interna, externa, com as mesmas empresas de classe mundial que operam escândalos em todos os países e da última moda, compliance, que vai transformar a cultura corrupta, encher de receita as bancas e os cursos de MBA. Como final, a delação premiada do "cérebro" da corrupção, Antonio Palocci, vai expor a forma de operar de outro monopólio: o bancário. Scholz (2013), Campos (2012), que Guido Mantega e Maria Moraes (1980) afirmaram que defendido por políticas estatais de amplo protecionismo, emergiu no fim da década um capital monopolista brasileiro, principalmente de três setores-chave: o bancário e financeiro, com grupos Moreira Salles, Bradesco e Itaú; o industrial pesado, com participação dos grupos empresariais familiares: Gerdau, Votorantim, Villares e outros; e o da construção civil, com as quatro maiores empresas do setor: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Mendes Junior e Odebrecht.

Difícil de mudar uma cultura de um povo acostumado a "se dar bem".

Luiz Fernando de Barros Scholz lufe@netway.com.br

São Paulo

A CAIXA DE PANDORA

Interessante a proposta de Josef Barat (23/10, B2) desafiando economistas a abrirem a "Caixa de Pandora" e levantarem os dados numéricos dos efeitos da corrupção sobre o desenvolvimento econômico do Brasil nos últimos 15 anos. Ninguém sabe qual foi o montante efetivo da corrupção nos dois grandes escândalos da era petista, o mensalão e o petrolão. Boa sugestão para a futura equipe econômica de Bolsonaro. Números ajudam a formular políticas públicas.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

PRÊMIO

É inacreditável, mas o "Estadão" publicou: "A Infraero, que fechou 2017 com prejuízo de R$ 1,83 bilhão, vai ganhar o Prêmio Laspa 2018 de melhor empresa pública da década (17/10, A4). Disso podemos concluir que, se tivesse dado qualquer lucro, seria considerada a melhor empresa de todos os séculos, com certeza! Acreditem, isso não é uma fake news!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí 

CONFUSÃO NA LATAM

Escrevo esta carta com a finalidade de relatar fatos ocorridos no voo JJ 8087, Orlando-GRU, do dia 10/10: reservei e paguei por um assento "confort", no Boeing 767-200, antigo e mal conservado, da Latam. Ao embarcar, no assento "confort" por mim reservado havia outra pessoa, que estava com passagem normal. Avisei o comissário de bordo, que disse que o voo teria se juntado a outro, da American, e que eles estavam com problemas de lotação - o que não era problema meu. Após uma hora de voo, veio uma comissária de bordo para pegar meus dados e me ressarcir, o que até agora não ocorreu. Além disso, o próprio comandante do voo, antes da decolagem e poucos minutos após, estava em pé, ao lado de outros passageiros, tentando resolver o mesmo tipo de problema, quando deveria estar tratando de assuntos pertinentes ao check list e ao voo. Nem upgrade foi possível. Simplesmente ignoram o passageiro - e havia lugar na executiva, mas ninguém sugeriu isso. Realmente, péssimo o atendimento Latam. Estou preparando um relatório de perigo para enviar para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

José C. Bertoncello, piloto privado jcberton10@hotmail.com

São Paulo 

HORÁRIO DE VERÃO

Devia se chamar "Horário Trapalhão"! Quando os responsáveis por isso vão enxergar que não tem lógica a aplicação dessa medida? No verão é que chove mais e, como a maior parte da energia é gerada por usinas hidrelétricas, será que ignoram que no verão sobra energia? Façam pelo menos uma pesquisa e descobrirão que o povo está muito descontente com isso.

  

Aldo Matachana Thomé aldo@projex.com.br

Ourinhos 

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