Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 05h00

CAMPANHA ELEITORAL

Reta final

Com as mais variadas mídias nos inundando de informações, temos de ter sabedoria para peneirar tudo e extrair o que for mais proveitoso para conseguirmos ultrapassar este período de notícias e declarações falsas e outras indecorosamente perversas. As acusações de que um lado é nazi-fascista (sem ao menos considerarem o que isso significa) e de que o outro é representante dos corruptos são completamente desnecessárias. No final, quem tem discernimento para analisar consegue ver claramente a verdade. Então, vemos candidatos (titular e vice) que acusam o outro de praticar atos de tortura numa “inocente” moça que se disse atacada por três brutamontes só porque usava uma camiseta contra ele serem desmascarados pela perícia policial. Os mesmos candidatos são desmoralizados por acusarem o vice da outra chapa de ser torturador, quando este nem idade tinha para estar no Exército. Nem se deram ao trabalho de se desculpar - aliás, são os mesmos que denunciaram o uso de fake news pelo WhatsApp... E as declarações sobre o STF? Foram erradas e pouco inteligentes, mas nesse caso houve pedido de desculpas. Já o outro lado se esquece de que outros deputados e seus apoiadores também haviam dito coisa semelhante. Isso sem considerar o programa de governo que prega exatamente a mesma coisa! Portanto, nesta reta final já dá pra ver quem é que deseja atingir a democracia.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

‘Fake news’

O candidato Fernando Haddad vem afirmando quase diariamente que é uma vítima de fake news e que isso está prejudicando a sua possível vitória no próximo domingo. Todos os que acompanham a política sabem que os petistas vivem da propagação de mentiras. Seu candidato capacho do presidiário, em visível ato de desespero, insiste em mentiras, ao afirmar que o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, foi torturador de um conhecido cantor, nos anos 1960. Tal afirmação, diversas vezes repetida por ele, beira o ridículo, pois Mourão na época era um adolescente. Isso mostra que o PT continua na sua pregação de falsidades, como se fôssemos todos um bando de alienados. Não há dúvida que bateu o desespero no PT pela derrota que se avizinha. Até lá, aguardemos as próximas mentiras.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

E o partido de Fernando Haddad, autointitulado “dos Trabalhadores”, que conseguiu torturar quase 14 milhões de brasileiros com o desemprego?!

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Falso testemunho

Ainda que posteriormente tenha pedido desculpas, o cantor Geraldo Azevedo, ao mentir sobre tortura sofrida diante do general Mourão, põe em xeque a imagem dos verdadeiros perseguidos políticos durante o regime militar. Comprovadamente farsa, já que o vice de Bolsonaro tinha apenas 16 anos à época da suposta tortura, só restou ao cantor dizer que se confundiu. Mas foi uma mentira grave e se Mourão não tivesse como provar que o cantor não falava a verdade seria rapidamente bombardeado pelas patrulhas esquerdistas. Diante de episódios como esse, como a opinião pública vai dar credibilidade aos verdadeiros perseguidos políticos, uma vez que se inventam tais mentiras por interesses pessoais?

THIAGO ANDRADE

thiagocandrade@gmail.com

Recife

Debochado

Muito bem lembradas no editorial O deboche do preposto (24/10, A3), sobre a entrevista na TV Cultura (Roda Viva), as “explicações” de Haddad acerca dos atos de corrupção praticados pelo PT, de que “provavelmente sim”, eles existiram e os crimes seriam de financiamento via caixa 2 e enriquecimento ilícito, ambos igualmente graves. O que o preposto parece não entender é que ele está candidato justamente porque Lula se encontra preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes que o PT faz questão de ignorar. Ao não reconhecer os crimes como de fato são, Haddad engana seus eleitores e não passa a menor credibilidade para governar o País. Para piorar, essa entrevista causa estranheza porque o preposto não foi confrontado pelos jornalistas presentes quando escondeu os crimes pelos quais seus amigos petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino foram condenados, de corrupção ativa e formação de quadrilha, além de João Paulo Cunha e João Vaccari Neto. Não por acaso, a alcunha pixuleco serve ao Lula como uma luva. 

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Compra de votos

O “Lulladdad” está prometendo no horário político aumentar significativamente o salário mínimo e a Bolsa Família. Isso tem nome: compra de votos! O STF vai deixar barato?

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Até papagaio fala

Inacreditável como ainda há quem acredite nas promessas do PT, como se não o conhecêssemos! Os mais “bonzinhos” já estão presos, e não são poucos!

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Missão impossível

O PT precisa de um milagre para vencer estas eleições, pois o estoque de promessas já se esgotou. As acusações que faz ao adversário fazem parte da extensa relação de erros que o PT já cometeu nos dois governos de Lula da Silva e no período catastrófico de Dilma Rousseff. Acusar o adversário de ser rude, grosseiro, é como compará-lo a Lula, acusar o adversário de despreparado é compará-lo a Dilma, e assim vai até o último adjetivo. Restou ao candidato Fernando Haddad a promessa de consertar tudo isso que está aí e que foi obra do seu partido, logo, a campanha fica sem saída, sem personalidade em verde e amarelo. O maior perigo para Haddad é a ausência de Lula e do vermelho do partido, muitos eleitores do Norte e Nordeste não estão entendendo nada, muito menos os coordenadores da campanha petista. 

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Prefeito rejeitado

O povo esperto de São Paulo não reelegeu Haddad, por ter sido um dos piores prefeitos que a cidade já teve. Mas na TV ele mostra até prêmios recebidos... de quem? Se a voz do povo é a voz de Deus, quem fala a verdade: o povo ou ele, sendo do PT?

MARIETA BARUGO

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

URGÊNCIA

Chega de "mimimi" e de discussões inúteis (fascismo, Supremo, sexismo, caixa 2, etc.). O maior problema do Brasil, hoje, é o desemprego que PT e PMDB geraram nos últimos anos. Essa turma não tem credibilidade para executar uma política econômica que traga investimentos urgentes ao País. Precisamos resolver isso. 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

QUE DEUS NOS PROTEJA

A necessidade urgente de reformas, o persistente desemprego, o tamanho do Estado, a escalada da miséria, o cisma da sociedade, estigmatizada pelo "nós" e "eles", nutrido ao longo dos governos petistas, são desafios que porão à prova a capacidade, a paciência e a liderança do próximo presidente e de sua equipe, por ocasião da inescapável interação com os parlamentares do aparentemente oxigenado Congresso Nacional. Se, por outro lado, a disposição destes novos integrantes das duas Casas não for a de focar o País preferencialmente aos seus projetos pessoais e partidários, ao contrário do que tem ocorrido até hoje, só resta pedir a Deus que nos proteja. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro 

A ESTRADA DA VIDA

Vinha o motorista por uma longa estrada e, de repente, se depara com uma bifurcação. À direita, uma placa sinaliza "trecho sem asfalto, sem acostamento, íngreme e com curvas perigosas". À esquerda, uma placa com uma única palavra: "Abismo". Finalmente, no exato lugar onde o motorista está agora, uma terceira placa impõe "Proibido Retorno".  Não adiantando maldizer quem pôs as placas lá, eis a viagem que nunca deveria ter sido iniciada, todos os guias sinalizavam rota de aventura.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

TRISTEZA NA ELEIÇÃO

Tenho 73 anos e pela primeira vez na vida vou votar em branco. Por princípio, recuso-me a votar em qualquer um dos candidatos. O PT, nosso velho conhecido, tem um candidato à Presidência que nem ao menos representa a si mesmo, mas representa as ideias de Lula. Além disso, não foi bom prefeito nem bom ministro da Educação. Ser casado há 30 anos não o qualifica para ser presidente e não sei qual outra qualificação ele tem. Sei da formação dele, mas isso não o torna competente. Jair Bolsonaro foi ineficiente como deputado federal, não entende a primeira coisa sobre respeito ao ser humano e tem ideias que são de um atraso grotesco. Tivemos alguns candidatos bons no primeiro turno, como Geraldo Alckmin e outros, mas falharam por não se unirem e fazerem uma candidatura possível. Além disso, Alckmin fez uma péssima campanha. O ego dos candidatos foi maior que a vontade de realmente ajudar o Brasil. Por isso, votarei apenas em candidato a governador. Com certeza não votarei em João Doria também, o que faz com que seja a primeira vez que não voto no PSDB. Será uma eleição de tristes "primeiras vezes" neste segundo turno.

Heloiza M. Z. Goodrich goodrich.heloiza@gmail.com

Mirandópolis

ÍDOLO OU VILÃO?

De acordo com as pesquisas de intenções de votos, o candidato Jair Bolsonaro segue disparado na frente da disputa eleitoral para a Presidência. Nas vésperas do segundo turno das eleições de 2018, Bolsonaro é considerado um herói nacional, pois promete resolver os piores problemas do País. O capitão assegura que vai combater a corrupção, extinguir milhares de cargos comissionados, privatizar empresas estatais, gerar empregos, batalhar pela segurança, melhorar as condições de saúde, entre outros compromissos. Os obstinados internautas cobrarão frequentemente o cumprimento das promessas. Bolsonaro será considerado um vilão ou um ídolo, após quatro anos de mandato presidencial?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

TÁTICA DA DESCONSTRUÇÃO

A última pesquisa de intenção de votos para presidente da República, em que o franco favorito, Jair Bolsonaro, viu a diferença em porcentual de votos validos cair em 4  pontos, acende a disputa que parecia caminhar para um desfecho final sem nenhuma novidade. Como o que vimos até aqui, nas duas campanhas, foram os ataques pessoais, em que o quesito propostas de governo foi praticamente abandonado, é bem provável que a leitura dessa estratégia, pelo candidato que estava atrás, Fernando Haddad, seja de que a tática da desconstrução do adversário está dando certo. Sendo assim, o nível deve cair mais ainda, porque o outro lado, do capitão, vai reagir na mesma linha.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

'O QUE OS PERDEDORES REVELAM'

Monica de Bolle (24/10, B2) disse que o Brasil está prestes a entregar um cheque em branco a Bolsonaro. Melhor fazê-lo do que entregar um preenchido a alguém que, em vez de dar-lhe o fim devido, iria descontá-lo e embolsar a grana.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

MUITO BARULHO POR NADA

De acordo com a pesquisa do Ibope, 73% dos entrevistados não receberam propaganda eleitoral pelo WhatsApp durante o primeiro turno da eleição presidencial. Dos que receberam, 18% receberam mensagens enviadas pela campanha do candidato do PT e outros 18%, pela campanha do candidato do PSL. O efeito da propaganda eleitoral pelo dispositivo foi mínimo, pois 75% dos eleitores que receberam propaganda dos candidatos responderam que ela não influenciou seus votos. Portanto, houve muito barulho por nada tanto na imprensa como nas redes sociais.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

AS FAKE NEWS DO PT

Realmente, o PT não está com sorte. Mano Brown, em ato político no Rio de Janeiro, disse que o PT tem de entender o povo, a garota que teve tatuada uma suástica em seu corpo será indiciada por falso testemunho e, com base em fala de cantor Geraldo Azevedo, Haddad chama o general Mourão de torturador. Haddad e seu partido têm algo a comemorar? E como perguntar não ofende, quem é que gosta de espalhar fake news, Haddad? A "Folha" não vai se manifestar e os acusadores de plantão, o que têm a dizer agora? Felizmente, o castigo veio a galope. Graças a Deus que existem a internet e o WhatsApp. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

ERA MENTIRA

Quem vai advogar para a gaúcha que se automutilou, desenhando uma suástica em seu corpo? Eu imagino...

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

DESONESTIDADE INTELECTUAL

Fernando Haddad, virtualmente derrotado, declarou que "acho que não tem paralelo na história do Brasil alguém ter chegado à Presidência sem participar de um debate". Por ignorância ou má-fé, ele está "esquecido" de que em 2006 o então presidente Lula, com larga vantagem e prognóstico de vencer já no primeiro turno, não compareceu ao debate da TV Globo, informando sua ausência apenas às 19h do dia do evento, que ocorreu com os candidatos Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque e Heloísa Helena. Questionado, Lula declarou: "A gente só vai a debate quando achar que interessa". O que não tem paralelo na história é a falta de honestidade intelectual, moral e pecuniária de muitos partidos políticos, principalmente o PT. Como a esperança é a última a morrer, é muito importante manter a mobilização para que a entrada numa nova República a partir do próximo dia 28 se dê por larga margem de votos, para ficar bem claro o enterro deste passado sombrio e que a oposição sistemática que o PT e apêndices tipo PSOL e PCdoB seguramente farão terá pouca influência na nossa evolução. 

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

INADMISSÍVEL

Como é possível um candidato à Presidência da República ser famigeradamente apadrinhado por um presidiário? Só no Brasil, mesmo. É uma pena.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com 

São Paulo

A ENGANAÇÃO CONTINUA

É lastimável ouvir Haddad prometendo destinar o dinheiro do pré-sal para a saúde e a educação e de incluir o gás na cesta básica. Quer aumentar os créditos dos bancos oficiais, como Dilma fez em sua administração inepta, que deixou tantas sequelas. Vê-se que o PT só consegue falar com os grotões que ele quer continuar a enganar, como sempre fez. As urnas responderão às mentiras que está contando.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

O POVO JÁ VIU ESSE FILME

O povo de bem já conhece os resultados dos congelamentos do preço da gasolina, da energia elétrica e as técnicas para "segurar" o dólar, entre outras implantadas pelo poste Dilma Rousseff. Agora, vem o fanfarrão Fernando Haddad dizer que vai congelar o preço do gás. O povo já viu esse filme!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

PROCURANDO ABSOLVIÇÃO

Os amigos do PT têm repetido à exaustão que o PT precisa fazer um mea culpa para que inicie um processo de reconquista da população brasileira. Para isso, é preciso que haja muita humildade e honestidade intelectual. Mas as únicas demonstrações de honestidade intelectual que observamos vêm de José Dirceu. Aí, já viu.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

SÓ MARKETING ELEITORAL

Haddad estaria admitindo que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida em 2010 no governo Lula e celebrada como um exemplo que o Brasil daria ao mundo, foi mal implantada? Gastou mal nosso dinheiro? Os cartéis é que comandam? O prazo para que os municípios brasileiros erradicassem os lixões expirou em agosto de 2014, mas 60% das prefeituras não conseguiram. O governo estendeu a implantação da lei até 2021, o prazo para a erradicação dos lixões. Ouvi Haddad falando sobre o assunto na TV, mas ele não mostrou como pretende fazer a PNRS funcionar. Será que os catadores de papel que o adularam entenderam? Ou foi só marketing eleitoral?

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

FRENTE DE INDIGNAÇÃO POPULAR

Os politicamente (e socialmente) imaturos que provocam e insultam Jair Bolsonaro não enxergam que nós não votamos NO Bolsonaro. Nós votamos no "efeito Bolsonaro", que não é ele, é muito maior do que ele.  Representa e mobiliza uma preocupação justa e límpida com o futuro do nosso país. Representa muito mais que um candidato humano, cheio de defeitos e também qualidades e virtudes (como qualquer um de nós). Nós votamos nesta frente de indignação popular contra ilicitudes, contra tentativas incrustadas com uma supercola gramsciana de aparelhamento social-ideológico de relativização e tentativa de legitimar o crime sempre com a desculpa de "os fins justificam os meios". Eu voto em cada pessoa que vestiu a camiseta do Brasil em prol das mobilizações sociais desde 2013 e desde os dias em que a "presidenta" foi impichada três anos depois. Eu voto na sublevação, na desobediência legal desta sociedade que hoje eclode, sublima, em busca de mudança, de transição democrática. Na real democracia "o poder emana do povo e em seu nome". Pois não. Não vivemos numa democracia. Vivemos numa hierarquia eletiva não representativa, uma verdadeira "democracia" antidemocrática de exceção - porque hoje o poder emana do político e para ele. Vivíamos um idílio, um devaneio colorido de um Estado justo, mas parece que o povo despertou. Estamos fadigados, 2013 foi apenas o prôdromo de uma febre de 40°C que hoje ferve este caldeirão de rebuliço social. Cansados de um governo que grassa um discurso apologético funesto, dissimulado, promovendo diariamente um mainstream de fake news com o objetivo de que o povo esqueça os problemas dantescos que enfrentamos. Usam e abusam da ingenuidade de um povo pobre, simples, utilizando matérias tendenciosas que tentam imputar crime à "oposição" ("acuse-os do que você faz"). Promovem há anos o aparelhamento social, roubalheira e desconstrução democrática. "Ao invés de lhe apurarem o espírito, contribuíram ao agravamento de seus inúmeros defeitos." Mas não, eles não irão nos cooptar. Este brasileiro, que não vê em Bolsonaro a mudança, e sim neste movimento social hercúleo, tem sua "raison d'être". Termino este testículo de WhatsApp (diga-se de passagem, não produzido por robô ou caixa 2 de algum megaempresário) com uma alusão a um pensador puramente democrata: "Não existe certeza absoluta, mas existe segurança suficiente para os propósitos da vida humana. Podemos e devemos presumir a verdade da nossa opinião, para orientar a nossa conduta. Cabe a mesma presunção quando proibimos os maus de perverter a sociedade pela propagação de opiniões que encaramos como falsas e perniciosos" (John Stuart Mill). Neste jogo sei muito bem quem é o poltrão "déclassé" que veste a máscara de democrata.

Lucas Veltrini kolotelo@hotmail.com

São Paulo

VAMOS MUDAR DE ASSUNTO?

O brasileiro está louco, mesmo, é pelo fim das eleições, e o motivo não são as controversas fake news, mas o aumento das mentiras que saem da boca dos próprios candidatos na reta final. #nãoaguentomais!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

PT INVENTOU AS FALE NEWS

"É verdade esse bilete" (sic).

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA

"Campanha de Haddad prepara série de ações contra Bolsonaro por incitação à violência" ("Estadão", 22/10). O desespero do PT em face da derrota eleitoral iminente no próximo domingo é tanto que eles acham que os eleitores vão dar alguma bola para as hipócritas ações judiciais contra Bolsonaro, baseadas em factoides. Aliás, por falar em incitação à violência, o capitão foi vítima de um atentado a faca que quase tirou sua vida, e até hoje não foi resolvida a descoberta de seus mandantes, embora haja fortes suspeitas, pois só ao PT interessaria a remoção física de seu maior adversário.

                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

R$ 14 MILHÕES EM JUIZ DE FORA

Acerto de contas com o amolador de facas?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Haddad mente, acusa e tergiversa. Bolsonaro ameaça, vocifera e minimiza. Estamos mesmo entre a cruz e a espada. Entre um despreparado e um (des)orientado. Pobre Brasil!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

A campanha de Bolsonaro evidencia graves discordâncias internas, excesso de ativismo de seus seguidores nas redes sociais e declarações perigosas à democracia. O Brasil vai mal em tudo, até nas opções de candidatos à Presidência.

Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

EXPLIQUE QUEM PUDER

A esquerda extremada e uma significativa parcela da imprensa e dos internautas estão assombradas com a manifestação do filho do candidato Jair Bolsonaro, que disse o seguinte: "Para fechar o Supremo, basta um cabo e um soldado", ao responder indagação feita por um ouvinte de sua palestra, a respeito de eventual veto da Corte Superior à eleição do seu pai. Fato ocorrido no mês de julho passado. Trata-se de fala grosseira, desprovida de mínima plausibilidade, mera bobagem que emergiu da cabeça deslumbrada de um moço despreparado, dirigida a uma plateia pequena e sem relevância pública, formada por "concursistas". Contudo, quando o ex-deputado petista (em boa hora defenestrado) Wadih Damous, advogado tarimbado, dotado de certo relevo, tanto que presidiu a secção da OAB do Rio de Janeiro, em abril deste ano rotulou o ministro Barroso do Supremo de "mal para a democracia", pessoa capaz de produzir "idiotices", afirmando em seguida que "não foi para isso que essa turma foi colocada lá", aduzindo que "ou nós enquadramos essa turma ou essa turma vai enterrar a democracia", arrematando enfaticamente que é preciso fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), só porque o referido magistrado votou contra os interesses do comandante Lula, foi pífia a reação. A mídia "passou batido", sem colocar em destaque, e sem criticar com a necessária veemência a autoritária, truculenta, fascista e disparatada pregação veiculada com enorme publicidade. Terá maior gravidade a bravata inconsequente e sem nexo de probabilidade, disparada por um rapaz empolgado, perante pequeno grupo de ouvintes alocado em espaço privado, do que a consistente, robusta e factível (na visão estrábica do arauto em questão e de seus adeptos), ameaça emergente da mente de um líder maduro, que tem o domínio racional dos seus atos, dirigida a toda coletividade brasileira? Realçar é preciso que se trata do advogado que tentou libertar Lula em um domingo das férias de julho, em curso a Copa do Mundo, quando estava no plantão do TRF-4 o "cumpanhero" Favreto. Por que o ministro Jungmann (e vários ministros do STF) agora veio a público dizendo que, se o Judiciário solicitar, irá mobilizar a Polícia Federal para investigar o deslize do jovem deputado do PSL, entretanto, quedou-se inerte diante da contundente e perigosa intenção do experiente causídico, então deputado do PT? Também merece apreciação minuciosa o silêncio das autoridades quando o condenado líder do PT, José Dirceu, gozando das benesses da "liberdade" concedida pelo amigo ministro do STF, vociferou na mídia estrangeira, com ampla repercussão no Brasil, que em breve "o PT irá tomar o poder, e não é por meio de eleição", fato gravíssimo, mais que suficiente em qualquer república razoavelmente estável e democrática, dotada de Poder Judiciário isento e independente, para cassar o benefício e reconduzir o ofensor para cadeia.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

NENHUM PROTESTO

Bastante reprovável o ataque do deputado Eduardo Bolsonaro ao Supremo. Ainda bem que se desculpou. Estranho não vermos a mesma indignação dos ministros do STF quando elementos do PT atacaram o tribunal. Alguns exemplos: o ex-ministro José Dirceu disse que "é preciso tirar todos os poderes do Supremo". O deputado petista Wadih Damous afirmou: "Tem de fechar o Supremo Tribunal Federal". Fora o fato de até hoje julgarem irregular o julgamento de Lula. Mas isso não deu margem a nenhum veemente protesto.

Walter Gonçalves wg@mls.com.br

Rio de Janeiro

GUARDIÕES

Dias Toffoli libertou Zé Dirceu, mesmo condenado a 30 anos em segunda instância; Gilmar Mendes liberta, via habeas corpus, lesa pátrias contumazes tipo irmãos Barata e Richa; Lewandowski sabota tentativas de privatização de cabidaços de emprego, tipo Eletrobrás, que causam prejuízos bilionários pagos pela população, além de não cassar os direitos políticos de Dilma. E todos não respeitam o teto salarial constitucional. Quem são estes "guardiões" da Carta Magna? O filho de Bolsonaro errou, sim. Mas os "guardiões", o que estão fazendo?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

AOS INDIGNADOS SELETIVOS

Ministros Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes, onde os senhores estavam quando o deputado federal Wadih Damous alardeou pelos quatro cantos que "tem de fechar o Supremo"? E quando um dos mentores do PT, José Dirceu, condenado pelo mensalão e petrolão, solto por decisão monocrática pelo atual presidente do STF, afirmou, em entrevista dada no mês passado, que "é uma questão de tempo para o partido tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição"? E o sr. FHC e demais indignados seletivos do chamado mundo artístico, onde vocês estavam? Talvez em Paris, Lisboa ou sabe-se lá onde! Nós, o povo brasileiro, estávamos aqui! Só acrescentando que, de ambos os lados, nenhum erro justifica o outro.

Maria Elizabeth Malagoli mbart4@hotmail.com

São Paulo

REVOLTA

Revolta-me a hipocrisia dos críticos quanto ao destempero de Eduardo Bolsonaro sobre um STF que há tempos perdeu o respeito por si próprio enquanto instituição, tendo figuras execráveis em sua composição de pouco ou nenhum brilho jurídico, envoltas em bate-bocas entre ministros ou soltando presos de grife com muito custo engaiolados por uma operosa Polícia Federal, ou, ainda, julgando com dois pesos e duas medidas a depender do réu, afora sua compulsão em ser "pró-bandido" em nome de "causas sociais". Este é o mesmo STF que retirou via "entendimentos" o poder das polícias fazendo a festa da bandidagem e acabou com a Lei dos Crimes Hediondos, flexibilizando-a. Eduardo Bolsonaro, em seu erro-desabafo, falou por mim em minha revolta contra um tribunal faustoso e nababesco, caríssimo e custoso, cujo trapezismo jurídico em contorcionismos hermenêuticos joga a favor de poderosos e contra o povo.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

MEDO

O STF, assim como demais manifestações de repúdio a Bolsonaro, nada mais faz do que usar a palavra democracia para encobrir o medo do que poderá vir a ser. 

Sim, muitos segmentos políticos estão desesperados pela possibilidade cada vez mais crescente de passarem férias compulsórias em Curitiba. A mais alta Corte deveria, antes de tudo, cumprir o seu dever para com a Constituição, algo que claramente não tem sido usado como conduta, uma vez que a tentativa de aparelhamento feita pelo PT deixou sementes podres em muitas instituições de respeito. A verdade é que o STF perdeu o respeito da Nação, o PT está sendo rejeitado e os partidos políticos estão desacreditados. Estão tentando o de sempre: tocar o terror. Mas esquecem-se de que a maioria do País, em nome da mesma democracia que defendem, não aceita cabrestos, é informada e não admite mais mentiras e muito menos mandos e desmandos desmedidos.

Ana Silvia F. P. P. Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo 

RESPEITO?

Então o ministro Lewandowski valoriza a independência dos Poderes ("Estadão", 23/10, A6)? Realmente, se houve um dia em que o Supremo poderia ter sido "fechado", foi aquele em que seu então presidente - ministro Lewandowski -, afrontando a Carta Magna, permitiu que a presidente conservasse seus direitos políticos após o impeachment. E querem respeito! Me poupem!

Guacira Ribeiro gribsorte@gmail.com

Pedreira

A ESTUPIDEZ BOLSONARIANA

Os resultados das pesquisas de intenção de votos indicam que Jair Bolsonaro será eleito presidente da República, mas certeza absoluta será apenas à noite do próximo domingo. Essa incerteza é porque não sabemos o quanto a estupidez de alguns dos membros de seu staff poderiam provocar uma virada histórica, como esta do filho de Bolsonaro, que provocou os ministros do STF e deu lenha para atiçar o fogo de Haddad, que estava mais para cinzas.  Para evitar essa possibilidade, Bolsonaro e todos os que o acompanham nesta reta final devem costurar a boca até domingo à noite. Quanto à reação dos ministros do STF, não poderia ser outra, mas é bom lembrar que este quadro atual tem maioria nomeada pelo governo petista e algumas de suas decisões foram contestadas pela sociedade em geral, como a liberdade dada a Zé Dirceu. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

TIROS NO PÉ

Se em menos de uma semana o candidato Jair Bolsonaro e sua equipe deram tantos "tiros nos próprios pés", afugentando aqueles que votaram nele sem muita convicção no primeiro turno, imaginem o que pode acontecer em quatro anos, caso ele seja eleito.

Fabiano Rangel Pusas frpusas@icloud.com

São Paulo

À ESPERA DO VOTO POPULAR

A fala de Bolsonaro Filho é grave, mas nada diferente do que seu pai vem falando nos últimos 30 anos de política e de vida, e agora, certo de sua vitória, aumentou o tom, mas se algumas personalidades políticas não se posicionaram contra todo este repertório de diatribes, só temos de esperar e aceitar a decisão democrática do voto popular. E quem sabe a Justiça brasileira, tão ruim, modorrenta e inerte por anos a fio, agora irá se mostrar eficiente, pois, como disse, para fechar o STF, um cabo e um soldado são o suficiente.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

À INDIGNAÇÃO SELETIVA AUTORITÁRIA

O cidadão nunca vota errado. Errados são os que confundem eleitores. Assim, a resposta aos "democratas indignados com a fala do deputado" será dada corretamente pelo voto no próximo domingo. Esperem e verão...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

SALTO ALTO

Não que eu concorde com o salto alto de Bolsonaro, mas o apoio de que ele precisa para governar, com certeza, virá, pois a rataiada no Congresso já está pulando fora do barco à deriva, vide Rodrigo Maia...

Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha 

UMA LONGA NOITE...

Resistimos a 13 anos de lulopetismo, não saímos ilesos dessa Odisseia vermelha. Nenhum homem é maior que a nação brasileira, tampouco imprescindível a ela. Esta disputa pelo Planalto central, ou mesmo pelo governo de São Paulo, por exemplo, é decerto provocadora. Em pleno século 21, com tantas mudanças no mundo, por aqui, o que temos é um debate capenga. O sangue é audiência. Bolsonaro tem uma boa diferença e certamente terá boa aceitação - baixo as minhas orelhas em respeito ao voto popular, então que seja! E entre João Doria e Marcio França, não há respeito, ponto. Não podemos esconder as cicatrizes dos 13 anos. Quem bate esquece, quem apanha não esquecerá jamais. Lobo em pele de cordeiro por aqui é  mato. Fácil enrolar os consumidores de fake news, difícil ludibriar os consumidores de jornalismo de credibilidade. Temos  parâmetros, olhamos  os retrovisores, e o que se vê lá, não quer ver mais. Que possamos virar a página e saber o que foi dito lá atrás. Que o voto nos traga a tão sonhada curva, depois de uma longa noite, interminável, 13 anos. Uma nova aurora. Remédio contra as fake news? A saber:

"Estadão", todos os dias, na veia, mais do que nunca, pode crê.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Quando numa campanha política, um passo em falso faz o jogo contrário. Viralizou pela internet um vídeo que sugere que o candidato João Doria estivesse participando de um encontro com várias garotas de programa, querendo induzir o eleitor a que o candidato do PSDB mente quando se apresenta como homem íntegro e de família. Logo em seguida veio a resposta do seu oponente, Marcio França:  "Quem faz inimigos merece isso". Mas um novo vídeo desmonta a farsa, mostrando que o homem em questão usava uma máscara do candidato João Doria. Resultado? Só das minhas relações, umas 20 pessoas indecisas para o pleito ao governo de São Paulo decidiram votar em Doria. Quem usa de fake news baixo nível para ganhar eleição em plena era da internet paga tão rápido quanto rolou sua propaganda, mesmo que não tenha nada com isso. França, velho político de guerra conhecido dos paulistas, que cuidasse dos seus comparsas. Aqui se faz, aqui se paga.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

MAJOR OLÍMPIO VAI DEIXAR O PSL?

Parece que o recém-eleito senador Major Olímpio (PSL-SP) resolveu que a "briga" de segundo turno das eleições é contra João Dória (PSDB-SP), e não contra o PT e aliados. Ele está fazendo campanha abertamente na TV e no rádio para quem votar em Bolsonaro, que não vote em Dória, e vice-versa. Então Bolsonaro não precisa mais de votos de parte do eleitorado paulista? É isso mesmo, major? Ou será que já está fazendo acordo para contar com o apoio de Márcio França (PSB-SP) para ser candidato a governador de São Paulo em 2022, como parte da imprensa já noticia? Como França (se reeleito) não poderá ser candidato a nova reeleição, o major já está com medo de Dória? Ainda nem tomou posse como senador (por que se candidatou?) e já pretende sair do PSL para se debandar para o PSB, o partido filial do PT, visando ao governo paulista?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

PETISMO FORA DE SÃO PAULO

Por maior rejeição que tenha havido ao candidato Geraldo Alckmin, pela sua falta de veemência ao combate à corrupção praticada pelo PT, há que se reconhecer que em São Paulo nunca houve aparelhamento nas estatais, incluindo seus fundos de pensão, caso da Cesp, que acaba de ser privatizada, e da sua Fundação Cesp. Nessa disputa ao governo do Estado, o eleitor paulista quer que continue assim: suas instituições distantes da corrupção sistêmica e dos interesses partidários. Que as práticas do PT e de seus desonestos aliados de esquerda continuem longe do Estado de São Paulo!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

A INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Embora a grande imprensa não enfatize, é justo dizer que não esconde mais que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro vai dando resultado, com todos os índices de criminalidade cedendo. Tem morrido mais gente? Tem! Bandidos. Dezembro vai chegando e as Polícias estão mais bem aparelhadas e mais bem treinadas. Falta apenas aumentar o efetivo, primeiramente com o retorno dos seus agentes à disposição de muitos órgãos e o reforço legislativo que os novos governos federal e estadual, ambos cariocas, não negarão.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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