Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2018 | 03h00

PÓS-ELEIÇÕES

Nova era

Novas perspectivas, novas esperanças e lutas. Que nosso presidente eleito democraticamente tenha a ponderação e a sabedoria necessárias para ser presidente de todos os brasileiros. Para isso o colocamos lá. E disso será cobrado. Incessantemente. Queremos um país livre de violências de qualquer espécie e sereno para a reconstrução daquilo que foi destruído paulatinamente: nossa economia, nossa confiança, nossos valores. Chega de malandragens, de mentiras, de manipulação e populismo barato. De sustentar marmanjos corruptos no Parlamento com suas escandalosas regalias. De desrespeito com a coisa pública. De “nós contra eles”. Exigimos atitudes concretas em prol do povo. Verdadeiras. Honestidade e justiça a pautar nosso dia a dia. Muita honestidade, muita justiça. A hora é agora, sr. presidente. Conclamo todos os patriotas do pujante verde e amarelo para, juntos, reerguermos nossa Nação, dando ao novo comandante suporte para bem governar, mas eternamente vigilantes para consertar desvios e falhas que possam vir a ocorrer. Ao trabalho, Brasil! Bora lá.

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Caminho iluminado

Que a vitória do deputado federal Jair Messias Bolsonaro represente para o nosso Brasil o pálio de luz que ilumine o caminho do País rumo a um futuro promissor, livre da corrupção institucionalizada pelos governos de Lula e Dilma Rousseff, que, juntamente com o PT, foram os principais alvos do repúdio da brava gente brasileira.

ROBERTO TWIASCHOR 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Sem terceiro turno

Encerrado o período eleitoral, que se encerrem também as discussões, as animosidades que se criaram, e que o vencedor seja o Brasil. O País não suporta a continuidade da campanha eleitoral, vamos seguir na paz, na ordem e no progresso, vamos todos pôr o interesse público em primeiro lugar. E que o presidente eleito e a oposição sejam unanimidade em prol dos sérios problemas que afligem nosso povo.

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Espíritos desarmados

Excelente o editorial Desarmando os espíritos (30/10, A3). Alguns partidos e seus filiados ainda não entenderam que, de agora em diante, só existe um lado para remarmos. Sabemos que novamente esses “alguns” vão esquecer-se de fazer o trabalho para que foram eleitos, a fim de continuarem a luta entre direita e esquerda. Por isso, passou da hora de discutir a forma presidencialista de governo, com vista ao moderno e mais coerente parlamentarismo. Congresso improdutivo? Dissolve-se.

RONAN WIELEWSKI BOTELHO

ronan@ronanbotelho.com.br

Londrina (PR)

Alternância no poder

A alternância de comando constitui marco pétreo da democracia. Dita o bom senso que os eventuais eleitos não se orientem pelos mandamentos dos extremos do espectro ideológico, mas oscilem em torno do centro, podendo pender para um lado ou para o outro. Ao assumir o governo no Brasil, não foi essa, porém, a visão do PT, representante majoritário da esquerda. Logo ficou evidente para a sociedade que sua real prioridade não era promover o crescimento do País, mas implementar um projeto que o perpetuasse no poder. Essa tentativa acabou desembocando, como se viu, num desastre ético, moral, político e econômico cujas consequências a população ainda amarga. O presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro, terá, portanto, árduo trabalho pela frente. Assim, espera-se que os setores de esquerda compreendam que o momento é de cooperação, não de desarmonia. É imprescindível que se oxigenem e, quem sabe, consigam de novo a preferência do eleitorado, exibindo objetivos mais nobres.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Vocação petista

Com a eleição de Bolsonaro, termina melancolicamente a experiência petista como governo. O saldo é extremamente negativo, com um presidente preso, outra presidente afastada por impeachment, ministros de Estado na cadeia, a maior empresa brasileira saqueada, milhões de desempregados e uma economia em frangalhos. Em 2019 o PT volta para oposição, sua verdadeira vocação e, pela inquestionável avaliação performática, de onde nunca deveria ter saído.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Há que saber perder

O chororô de Geraldo Alckmin (4% dos votos no 1.º turno), o de Marina Silva (1%) e o de Guilherme Boulos (1%), na verdade, sãos seus últimos suspiros antes de caírem no esquecimento. Ao verbalizarem seu inconformismo por não terem sido escolhidos pelo povo, criticando o presidente eleito, mostram apenas que, como Fernando Haddad, são maus perdedores.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Contramão da democracia

Guilherme Boulos, que foi candidato do PSOL à Presidência e teve uma votação pífia, promete fazer oposição ao governo Bolsonaro e já está mobilizando movimentos sociais para saírem às ruas. O “Povo sem Medo” de Boulos é um flagrante desrespeito à tão propalada democracia alegadamente defendida pela esquerda brasileira. Não aceitar a vontade da maioria é ir na contramão da democracia.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Confesso que, ouvindo o então presidenciável Guilherme Boulos, em entrevista no rádio antes do primeiro turno, abracei certas ideias dele sobre os problemas brasileiros – os sociais, não os econômicos. Mas agora, ao ouvi-lo nas redes sociais dizer que vai pôr multidões nas ruas contra o governo do vencedor, fiquei com a nítida certeza de que Boulos é apenas um grande engodo. Que pena!

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Evoluir é preciso

No momento em que o País clama por união, parece-me fundamental que a oposição, principalmente nas pautas mais agudas do renovado Congresso Nacional, deveria evoluir no campo das ideias, em detrimento ao revanchismo preconcebido, motim de irracionalidade que se apraz no bloqueio de tudo o que não seja partidário.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

RESCALDO ELEITORAL

Chegamos ao fim de uma eleição, mas não das disputas políticas. Para os derrotistas de plantão, quem não comparecesse a debates perderia a eleição. Apesar de ser do conhecimento de todos, Jair Bolsonaro foi retirado da campanha por causa de uma facada, e mesmo assim resistiu, fazendo seus vídeos e se comunicando como podia, pois não tinha tempo de TV tampouco dinheiro. Mas nada disso foi preciso, o povo, como se viu, se uniu e chamou para si a bandeira da mudança. E o que faz o lado perdedor? Conclama seus seguidores a resistir ao governo eleito. Mas não foi um processo democrático a vontade das urnas? Ou a esquerda cava um terceiro turno? Vamos parar com a baderna. O PT perdeu espaço fora do Nordeste, ficou menor e terá de repensar suas práticas. A maioria apoiou a mudança. Deixem que o novo presidente tome posse e faça o que prometeu. E, se ele não fizer, será cobrado, como todos os demais o seriam. Querer se sustentar na mídia 24 horas pregando o ódio é próprio de perdedores que não se conformam com perder espaço no poder. Urge que se mudem as leis e enquadrem baderneiros que em nome de lutar pela democracia destilam o ódio e desrespeitam a vontade da maioria. E, como perguntar não ofende, desde quando comunistas lutam por democracia? Eis o rescaldo deste processo eleitoral.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FIO DE ESPERANÇA

Na eleição de 2002 eu morava no berço do partido dos trabalhadores (minúscula mesmo) e fiquei muito emocionada ao ver a alegria das pessoas pela certeza de estarem elegendo alguém que tinha discurso em nome da mudança, para quebrar a bandalheira que existia. Eu desconfiava, mas tinha um fio de esperança. Infelizmente, deu no que deu: a miséria foi ampliada e as instituições se desmoralizaram. Hoje, apesar do dito "salto no escuro" com Jair Bolsonaro, quem trabalha duro ou os milhões de desempregados e todos os pagantes de impostos escorchantes estamos esperançosos novamente. Vai ser fácil? Não, mesmo! Até porque os derrotados vão fazer o que têm muita competência para fazer: oposição ferrenha, destrutiva, enfurecida. Precisamos de muita fé e paciência para enfrentar os dias obscuros que hão de vir.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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VITÓRIA

O resultado das eleições não foi apenas uma vitória de Jair Bolsonaro. Foi uma vitória da população que acordou, que hoje reconhece o que paga em impostos e o que recebe em troca; daquele que viu seu filho sem emprego ou ele próprio desempregado; daquele que acordou para que democracia se faz com alternância de poder, porque a continuidade sem critério leva o País ao que o PT nos levou: corrupção endêmica. Essa vitória inaugura uma nova era na política brasileira. De hoje em diante estaremos de olho em qualquer governo, porque, embora os perdedores chorem pela mudança, não conseguiram ver que a população pobre e carente em 16 anos continua igual, recebendo apenas um prato de sopa (Bolsa Família). Queremos que todos melhorem sua vida, independentemente da preferência política, e só o combate à corrupção fará justiça. Boa sorte a Jair Bolsonaro, porque os que deixaram o governo não se conformam e tentarão boicotar o novo governo de qualquer jeito, porque, se tem uma coisa que o PT faz com maestria, é "oposição", boicotando qualquer melhoria para os brasileiros.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'SALTO NO ESCURO'

Se é certo, como bem mostrou o editorial "Salto no escuro" ("Estado", 29/10, A3), que os eleitores de Jair Bolsonaro o escolheram sem ter a mais remota ideia do que ele fará quando estiver na cadeira presidencial, não é menos certo que estes eleitores têm a certeza de que, sendo um ficha-limpa, há presunção de que não praticará improbidade administrativa, não calará a imprensa, não saqueará estatais nem furtará o erário. É o que basta, de início, a quem sustenta a República com tributos que espelham meses de trabalho no ano exercício a pagar contas de um Estado desgovernado, dadas as circunstâncias em que jogaram o País. É fato que a soberania popular pretendia se livrar das patranhas lullopetistas, e isso foi atingido. Falta, agora, o presidente eleito esquecer as técnicas radicais (e irrefletidas) de oratória a chamar a atenção: principalmente no que respeita a perseguição ideológica contra opositores. É o presidente de todos e deverá focar discurso conciliatório de ajustes e harmonização. Enfatize-se: não há provas de que tenha praticado seus devaneios, sendo censurável verbalização eleitoreira. Se assim não fosse, seria fácil comparar os riscos de um governo petista à ditadura cubana que mandava ao fuzilamento no paredón seus opositores, sem direito de defesa. Página virada, inicia-se a gestão da entidade União, no estado em que se encontra, ou seja, semelhante a uma nave avariada com incontáveis rombos, cujo leme assumirá o ex-capitão eleito, que não mostrou a rota dessa viagem de quatro anos, vislumbrando turbulências e impactos na decolagem da nave Brasil, até atingir a velocidade de cruzeiro. Nada de anormal até aqui: governantes eleitos não costumam abrir estratégias ao eleitorado durante campanhas, registram superficial plano no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o resto a oposição e a imprensa cuidarão, se desvios de rota houver. Bolsonaro tem sido cauteloso e honesto: nada sabe de economia, apontou Paulo Guedes. Leu um discurso curto e de fácil compreensão. Improvisou um porta-voz, ex-senador, a falar na breve cerimônia juramentada, logo após o resultado das urnas. Decolamos. 

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

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INCÓGNITA

Perfeito e profundo o editorial do "Estadão" com o título "Salto no escuro" (29/10, A3), pois ainda existe uma incógnita nas futuras ações do presidente Jair Bolsonaro. Num primeiro momento, certamente, manterá encarcerado o "demiurgo de Garanhuns". Logo após, se dedicará com afinco para tirar o País do caos instalado pela "tigrada" petista. Como dizia a velhinha de Taubaté, prefiro a incerteza do novo à certeza do roubo. Parabéns!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONSELHO

Um conselho ao presidente Bolsonaro: saia pobre da Presidência, mas não roube.

Gilberto Lima Junqueira gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto 

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PLANO DE GOVERNO

Nenhum dos candidatos à Presidência apresentou um plano de governo explícito e convincente. Assim, se se considerar um salto no escuro o voto em Bolsonaro, necessário se faz, também, considerar que o governo dominado pelo lulopetismo já é do pleno e claro conhecimento do povo brasileiro. O candidato Fernando Haddad, como consequência, contou com o repúdio da população brasileira, que preferiu Bolsonaro a ele, porque o desconhecido é melhor que o péssimo conhecido, embora o eleito possa demonstrar, a bem do País, que veio para sanar as falhas lulopetistas e, ainda, colocar o Brasil nos trilhos e em benefício dos brasileiros, não dos asseclas e cupinchas aboletados na coisa pública.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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POR ISSO MESMO

"O eleitor escolheu Bolsonaro sem ter a mais remota ideia do que ele fará quando estiver na cadeira presidencial. Não é um bom augúrio, justamente no momento em que o País mais precisa de clareza, competência e liderança", disse o editorial de 29/10. É justamente por isso que o eleitor escolheu Bolsonaro: porque teve longos 16 anos de destruição econômica, social, política e ética, que o fizeram conhecer muito bem o lado oponente a Bolsonaro. O eleitor preferiu a incógnita ao fartamente conhecido e bem manjado. Usando as palavras de "O Antagonista", estas eleições foram "um terremoto no velho modo de fazer política". A grande revelação é que o brasileiro acordou, está mais politizado e não aceita mais ser uma marionete (sic) sem cérebro de qualquer governo, de qualquer ideologia. Estamos vigilantes e a grande lição é que o grande perdedor foi a política do atraso, do "toma lá, dá cá", e o grande vencedor foi o povo, que mostrou que tem esperança nos dias mais límpidos e melhores que ensaiam aparecer. Se não der certo, mudaremos de novo; já conseguimos decifrar as entrelinhas do poder, sabemos interpretar as diferenças entre atos e palavras e estamos ficando muito aptos para impeachments, oras. Finalmente, amadurecemos para comandar os destinos desta nação.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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EDITORIAL DE 29/10

Qual seria o editorial de Fernando Haddad tivesse vencido a eleição?

Zoltan Bergmann zbergmann@me.com

Blumenau (SC)

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PRESIDENTE ELEITO

Agora é apenas ficar atento quanto ao respeito à Constituição, às liberdades individuais e coletivas, ao respeito ao contraditório. Respeitar a vitória nas urnas democraticamente, sim, mas é imperioso querer saber o plano de governo de Jair Bolsonaro, que durante toda a campanha se negou a falar com a imprensa e a ir a debates. Como ele irá transformar o Brasil num país melhor, como vem falando?

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CONSEQUÊNCIAS

Dá para pensar em muitas consequências da vitória de Bolsonaro. Entre as mais óbvias: uma guinada importante na política e na economia (vencidas enormes dificuldades e empecilhos); alterações sociais importantes na renda, no emprego e nos costumes (o politicamente correto exagerado tende a refluir); redução do Estado, com Poder Legislativo mais enxuto e responsável e redução de funcionários públicos de todos os Poderes, com corte drástico de privilégios salariais e mordomias infames; mudanças fundamentais de controle societário nas telecomunicações midiáticas, principalmente televisivas e jornalísticas; relações exteriores reformuladas, com prioridade para o comércio sem ideologias terceiro-mundista; eventualmente, maior respeito às decisões e incentivo à maior eficácia da Justiça e do Ministério Público, com menos instâncias, truques protelatórios, menos férias e produtividade aferida individualmente (alguém vai querer libertar Lula e outros com canetadas?); menor influência deletéria do PT e seus satélites.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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LULA FOI SUPERADO

Esta eleição nos trouxe uma grande alegria: ficamos livres de Lula. Esperamos que o seu partido, que ainda tem representantes eleitos, siga o mesmo caminho. O Brasil acordou!

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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TCHAU, JARARACA

Pois é, um dia a casa cai, e caiu.  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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O DESTINO DE LULA

Se Lula quiser saber sobre o seu destino, basta seguir o seguinte pensamento de Confúcio: "Se quiseres prever o futuro, estuda o teu passado".

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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'A NOVA DIREITA'

Para o primeiro dia de uma nova era, o artigo de Denis Lerrer Rosenfield no "Estado" de 29/10 foi conveniente. Parabéns.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PECHA

A pecha de ser um tosco, colada à imagem de Bolsonaro pelos seus adversários políticos e da mídia, não condiz com as entrevistas que deu após a eleição, muito bem articulado, de ideias claras, com foco e pensamento linear. Essa pecha cabe bem em Dilma e Lula, e nunca vi seus apoiadores reclamarem de nada das abobrinhas que vomitaram. Desejo que Bolsonaro tenha um governo que cumpra suas promessas e realize nossas expectativas de um Brasil diferente e muito melhor.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CAMINHO ABERTO

Jair Bolsonaro é um vencedor e, certamente, saberá conduzir o País na linha da credibilidade e do progresso. Porém, os eleitores brasileiros que o elegeram merecem também todo o nosso aplauso, pois com a única arma que poderiam usar, ou seja, o voto, liquidaram políticos corruptos e antipatriotas, abrindo, assim, caminhos para aqueles que desejam o melhor para o Brasil.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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O QUARTO PAULISTA ELEITO PRESIDENTE

Mais de cem anos depois de ter seu último presidente eleito e empossado, São Paulo volta a eleger o chefe do governo brasileiro. Jair Bolsonaro nasceu em Glicério, município de 4.800 habitantes na região de Araçatuba, e foi registrado em Campinas. Passou a infância com a família em Ribeira, Jundiaí, Sete Barras e Eldorado e, aos 18 anos, ingressou na escola de cadetes do Exército, indo para o Rio de Janeiro, onde fez as carreiras militar e política. Será o quarto paulista de nascimento eleito a assumir a Presidência. Antes tivemos o ituano Prudente de Moraes (1894-1898), o campineiro Campos Salles (1898-1902) e o guaratinguetaense Rodrigues Alves (1902-1906), que voltou a se eleger em 1918, mas morreu antes da posse. Júlio Prestes, nascido em Itapetininga, foi eleito, mas impedido de tomar posse pela Revolução de 1930. Seu antecessor, Washington Luiz, era fluminense e fez carreira política em São Paulo. Por isso foi chamado "paulista de Macaé". A mesma situação do matogrossense Jânio Quadros, do carioca Fernando Henrique Cardoso e do pernambucano Lula, que, nascidos em outros Estados, foram atuantes em São Paulo. Já Ranieri Mazzili, então presidente da Câmara, nascido em Caconde, governou por alguns dias após a renúncia de Jânio Quadros e na deposição de João Goulart. Michel Temer, natural de Tietê, não foi eleito presidente, mas vice-presidente, só chegando ao poder no impeachment de Dilma Rousseff. São Paulo deu 68% dos votos a Bolsonaro no domingo e espera dele medidas que tirem o País da crise, melhorem a segurança e reequilibrem a sociedade. Mesmo com todas as dificuldades do momento conturbado, o povo teve a oportunidade de expressar a sua soberana vontade. Que essa vontade seja inteiramente feita.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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REUNIFICAÇÃO

Finalmente, após este ciclo de corrupção e de desmandos na República do País, nossas cores verde e amarelo retornaram às ruas, a partir deste momento de forma oficial e patriótica. Todos os brasileiros sagraram-se vencedores com o resultado das eleições, pois, ao menos para o próximo ciclo da história do Brasil, o recado retumbante das urnas foi o desejo do fim da chaga da corrupção em nossa cultura política. Os brasileiros, também nestas eleições, reconquistaram a esperança com a eleição de novos senadores, deputados estaduais e federais e governadores comprometidos, ao menos em princípio, com os mínimos valores da moralidade pública e da ética, como, fundamentalmente, e pelos mesmos motivos, com a eleição do novo presidente da República. A expectativa é de restabelecer no País os valores morais perdidos nas últimas duas décadas, e assim alcançarmos a prosperidade. No entanto, não nos enganemos, é preciso reunificar a Nação e o povo brasileiro - evidente que uma pequena parte não quer isso e jamais quererá, mas o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seus ministros terão de fazer esse esforço e garantir que o Estado Democrático de Direito se mantenha hígido pelo estrito respeito à Constituição federal. Alcançar o avanço na economia para permitir o desenvolvimento social e educacional do povo brasileiro só será possível com a união e os esforços de todos os segmentos da sociedade, sem distinção ou ideologias e com muito trabalho e fiscalização da nação inteira.

Cláudio Antelo Claudio@ahantelo.com.br

São Paulo 

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O DISCURSO DE BOLSONARO

Diante do soberano e inquestionável resultado das urnas, cabe, por oportuno, destacar trechos do discurso vitorioso do presidente eleito, Jair Bolsonaro: "(...) Faço de vocês minhas testemunhas de que este governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido, não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar este grande país. E a liberdade vai transformar o nosso Brasil em uma grande, livre e próspera nação. (...) Como defensor da liberdade - princípio fundamental de ir e vir, de empreender, de informar e ter opinião, de fazer escolhas e ser respeitado por elas, liberdade política e religiosa -, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático. (...) Colocaremos de pé a Federação brasileira. Neste sentido é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. (...) Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil. (...) É com essa mesma convicção que afirmo: oferecemos a vocês um governo decente que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar este país numa grande nação. Uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Diante do exposto, vale citar Mário de Andrade: "Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil". Que assim seja, amém.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DISCURSOS

Ouvindo os discursos pós-eleição de Jair Bolsonaro e de Fernando Haddad, ficou claro que afastar o PT do governo foi uma decisão correta. Este partido nunca faz oposição a governo, mas, sim, oposição ao Brasil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NÃO APRENDERAM NADA

"Em nome da democracia, defender o pensamento e as liberdades destes 45 milhões de brasileiros." Pelo discurso de Fernando Haddad, não demorarão as tais "manifestações democráticas". No Congresso, contra todas e quaisquer pautas. Fora dele, baderna, vandalismo, violência, pneus queimados, depredação de patrimônio público e privado, greves irresponsáveis, invasões de propriedade. Se não se esqueceram de nada, não aprenderam nada...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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FALTA DE ELEGÂNCIA

Fernando Haddad não foi nada gentil ao enviar, na segunda-feira, uma mensagem via Twitter ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Haddad deveria ter telefonado no domingo para Bolsonaro, com o objetivo de cumprimentá-lo. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VOLTOU A SER PT

No discurso do "poste" derrotado - aliás, eu nem sabia que poste falava -, ele tirou a carapuça e voltou a ser PT. Nesta eleição, quis ele passar para o eleitor a ideia de que tinha mudado, enganando-o mais uma vez, como seu partido faz há mais de 30 anos. Passou a usar as cores verde e amarela, passou a ter como pano de fundo nas suas aparições a bandeira nacional, procurou se descolar do PT e de alguns correligionários para passar a imagem de que não tinha nada que ver com eles, etc. Conseguiu alguma melhora nos votos. No discurso depois de apurado o resultado das urnas, tirou a carapuça. Mostrou a verdadeira face. Mostrou o PT demagogo. "Estamos aqui para defendê-los. Não estão sós." Sim, como fazem há 30 anos. Eles melhorando e o povo, na mesma. Demonstrou que não sabem perder. Demonstrou ser - e não deveria, como professor que é - mal educado. É praxe entre as pessoas educadas o cumprimento ao competidor. O candidato Márcio França, derrotado em São Paulo, iniciou seu discurso cumprimentando o vencedor. O falecido senador John McCain, que disputou a eleição com Barack Obama nos EUA, disse, após o resultado em que foi derrotado, que agora Obama era o presidente dele, e não mais um adversário. Mas isso é entre pessoas educadas e que sabem perder. Esperar isso do PT é esperar demais. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ERROU

            

Na democracia, candidatos políticos são adversários, não são inimigos. Faltou "fair play" a Fernando Haddad ao não telefonar cumprimentando Jair Bolsonaro pela vitória. Até Aécio Neves telefonou a Dilma Rousseff.  

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O FORÇADO 'FAIR PLAY'

Depois de um comportamento típico de despeitado e derrotado, pela vitória do seu inimigo (porque o PT qualifica seus adversários como inimigos), Haddad deve ter visto as inúmeras críticas que recebeu por não tido "fair play" quando o candidato Bolsonaro foi aclamado presidente da República. Tanto que nem conseguiu felicitá-lo por sua eleição quando fez seu pronunciamento. E, no dia seguinte, pelo Twitter, e não por telefone, como é da boa educação e o tal "fair play", Haddad escreveu que "nosso país merece o melhor". E o presidente eleito respondeu com fina ironia: "Realmente, o Brasil merece o melhor". 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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ATRASADO

Sem se permitirem ser humilhadas, como é bonita a humildade e o respeito das pessoas com o seu semelhante, ambas virtudes que o PT nunca entenderá e aceitará. É muita arrogância. O sr. Haddad, com bastante atraso, naturalmente após ser cobrado pelos seus parceiros, cumprimentou o presidente eleito. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO

"Bolsonaro é eleito e promete defender reformas, liberdades, democracia e a verdade" ("Estadão", 29/10). O que é melhor para o Brasil: respeito à Constituição e defesa da liberdade e democracia de Bolsonaro ou a liberdade e o pensamento (ideológico) de Haddad, que não teve a humildade e o espírito político de cumprimentar o colega vencedor?

Jaime E. Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

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APRENDIZADO

Deste processo eleitoral, acho que podemos aprender algumas coisas: 1) o PT elegeu Bolsonaro. O partido que surgiu no regime militar traz um militar de volta ao poder, pela via do voto, tamanho seu desrespeito para com o País; 2) não precisamos de 35 partidos. Uma reforma política é urgente para reduzir isso ao máximo de 7 ou 8; 3) o número de votos desperdiçados (abstenções, brancos e nulos) chegou a 30% do eleitorado (44 milhões de votos!), e isso poderia ter mudado a história. Significa a falta de líderes competentes, sérios e compromissados com a política. A ausência de líderes é o maior erro de nossa democracia. 4) A imprensa  (jornais, revistas e TV) perdeu feio para as redes sociais. Além disso, certos órgãos foram extremamente antiéticos. Ou mudam ou desaparecem. Agora é cobrar dos eleitos suas promessas, cobrar uma oposição decente (acho pouco provável), engajar mais a população na política e torcer para novas lideranças.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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OPOSIÇÃO?

Se o meu partido é o Brasil, o PT vai fazer oposição?

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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OS VOTOS DE HADDAD

Parabéns a Bolsonaro e pêsames a Haddad. Para quem não sabe, dos 45 milhões de votos recebidos por Haddad, cerca de 30 milhões podem ter sido dos bolsa-famélicos nordestinos que não deveriam votar por serem cativos do programa. Isso tem de mudar. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo

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ADORAÇÃO RELIGIOSA

Passadas as eleições, muitos ainda se perguntam como 45% dos eleitores optaram pelo PT, que tem toda esta bagagem negativa de corrupção e colapso econômico para explicar. Aos que procuram uma resposta racional, desistam. A adoração religiosa nunca foi passível de explicação científica, e não é ilegal ser inocente útil.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NA JUSTIÇA

Apesar do criminoso megaprojeto de corrupção para se eternizar no poder, o candidato Lula-poste2 Haddad ainda teve 44,85% dos votos. A extinção do PT virá pelo Poder Judiciário.

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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DESPREZO VÁLIDO

A divulgação de resultados eleitorais com base apenas em votos válidos ofusca a realidade dos votos. Ou será que na vida real o índice de mais de 30% do eleitorado que não se dispôs a votar nominalmente nada significa por abster-se, votar em branco ou anular o voto? Pois deveria significar, uma vez que tal índice nivela-se aos votos que Haddad conseguiu quando se leva em conta o eleitorado total. Em relação ao quadro geral de eleitores, o candidato do PT ficou com 31,9% dos votos, quantia de expressão gráfica muito diferente de 44,8% dos "votos válidos". Vale o mesmo para Bolsonaro, que, apesar de ter conseguido 39,2% do total de votos, no cômputo restrito aos votos válidos fica com a marca de 55,1%. Ou será que o desprezo eleitoral de 30% de uma população continental de 147 milhões de eleitores nada significa?

José Roberto Sant'Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro 

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A VIOLA NO SACO

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, para desespero de muitos ensandecidos oportunistas. Aos 1.500 juristas que pregaram apoio a Fernando Haddad (muitos por conveniência profissional), aos artistas que foram às ruas para "virar votos" a favor de Haddad (muitos sanguessugas da Lei Rouanet), aos intelectuais e lideranças progressistas que se juntaram aos artistas e juristas para manifestar apoio ao candidato do PT e clamar pela liberdade do presidiário Lula, autor de inigualável subtração fraudulenta impingida ao povo brasileiro, aos que apoiaram os aviltantes empréstimos às ditaduras africanas, às da América Latina e aos países bolivarianos ("sangrando" o BNDES) e aos "terroristas" João Pedro Stédile e Guilherme Boulos, especialistas em invasões de terrenos, prédios públicos e propriedades particulares, o que todos devem fazer é enfiar a "viola no saco". Estes empedernidos esquerdistas, os resilíveis petistas e os ultrajantes baderneiros devem, num rasgo de humildade e de sensibilidade política, se resignar à derrota, e não criar óbices para um acordo de pacificação do País e união nacional.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

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O JORNALISMO NAS ELEIÇÕES

Independentemente de quem saiu vitorioso nestas eleições, o verdadeiro perdedor foi o jornalismo brasileiro. Não me lembro de ter visto em outras eleições tanta informação de baixa qualidade e afobo por notícias dosadas de evidente parcialidade. Grandes veículos de comunicação tentando a todo custo descredenciar candidatos com base em meras fofocas e raciocínios vagos, fazendo da verdade a grande vítima. Jornalistas, colunistas e comentaristas de grandes redes de rádio, televisão, jornais e mídia eletrônica fazendo verdadeiros exercícios de contorcionismo para falar qualquer coisa que pudesse nitidamente prejudicar um lado e beneficiar o outro, em descarada prática da parcialidade. Cobrando posições que nunca foram cobradas antes, esquecendo todos a passividade praticada em passado recente, diante do escandaloso despreparo da ex-presidente Dilma Rousseff quando em campanhas que foram vitoriosas por duas vezes. Dois pesos e duas medidas nunca foram adotados com tanto apetite pelos setores de informação como desta vez. Será o resultado da evidente má qualidade na formação destes profissionais pelas suas respectivas escolas ou serão receios em relação à necessidade de sair da sua zona de conforto e começar a pensar fora da caixinha? Acho que os dois. 

Flavio Carlos Geraldo flavio@fg4mad.com.br

São Paulo 

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REFLEXÃO

A primeira derrotada nestas eleições foi a verdade. Na época das "fakes news", que se propagam como labaredas nas redes sociais, a destruir tudo à sua frente, nunca tantas mentiras foram determinante para mascarar o resultado de uma disputa eleitoral. A eleição presidencial já deveria ter sido decidida no primeiro turno. Primeiro, a grande mídia, municiada pelos institutos de pesquisas, venderam a ideia de que, em havendo segundo turno, Jair Bolsonaro perderia para todos os concorrentes. Segundo, na reta final, passaram a ideia de que o movimento crescente de Fernando Haddad poderia levá-lo a uma vitória apertada. Os jornais vivem de uma mercadoria cara chamada credibilidade, e essa manipulação de dados desmoraliza a imprensa. Não é à toa que muitos institutos de pesquisas, jornais e revistas, ao perderem credibilidade, faliram e desapareceram. O mundo mudou, as redes sociais vieram para ficar e hoje se sabe tudo o que acontece em tempo integral, portanto a imprensa tem de repensar o seu papel, para não ficar a reboque. Assim como nos Estados Unidos, quando foi eleito Donald Trump, a grande imprensa de lá, como a brasileira, perdeu e foi irresponsável em não captar a voz oculta das ruas. A mídia tem de repensar seu papel, que é informar, e não manipular. Cumprimento o "Estadão", que teve isenção em todo o período eleitoral.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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A ELEIÇÃO VISTA DA EUROPA

Comissário europeu diz que vê "sombra militar" por trás de Jair Bolsonaro. Por que, caro comissário, nativo do país da célebre frase "liberté, égalité, fraternité", nunca se manifestou durante os quase 14 anos de podridão que quebraram o Brasil?

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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ABERTURA

Um aspecto que não está sendo discutido, mas que é necessário para a evolução do Brasil, é que temos de fazer a abertura do País ao exterior abandonando com gradualidade todas as barreiras que nos mantêm distantes do resto do mundo. Essa mentalidade que decorre da intenção de proteger nossas empresas prejudicou muito nossas empresas e todos os consumidores. As "carroças" descritas por Collor há muitos anos ainda existem em muitos setores da economia. Mãos à obra!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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A SOBREVIVÊNCIA DO PSDB

Com a eleição de João Doria governador de São Paulo, o PSDB escapa de ter o seu enterro declarado. Bem, vamos ser honestos, o PSDB precisava de uma chacoalhada. As figuras de FHC, Serra e Alckmin já estavam cansando, além das saidinhas pela esquerda do trio. Se Doria traiu Alckmin, é porque viu que não dava para carregar um peso morto e morrer abraçado a ele. Convenhamos que o próprio Alckmin preferia Marcio França (PSB) a Doria em São Paulo - isso ninguém comenta, né? E Doria ganhou da máquina a serviço de Marcio França, o que por si só não foi nada fácil. Se o PSDB tem uma chance de sobrevivência, será nas mãos e no comando de Doria, porque FHC, se quiser passar para a história, é bom que seja embalsamado. Alckmin já deu o que tinha de dar. O "picolé de chuchu" derreteu. São Paulo precisa retomar o status de locomotiva, e os vagões que venham atrás. Com um compromisso com Bolsonaro em São Paulo e no Rio de Janeiro com Wilson Witzel (PSC), as coisas parecem mais claras e com boas chances de dar certo. 

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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VITÓRIA IGNORADA

Nada pode justificar que cardeais do PSDB como José Serra, Geraldo Alckmin e FHC, neste momento da importante vitória do tucano João Doria para o governo de São Paulo, ignorem esse auspicioso resultado, não se prestando a cumprimentá-lo. É lamentável... E é difícil de entender tal atitude nada republicana destes tucanos. Eles deveriam agradecer aos céus e reconhecer que o extraordinário feito de Doria mantém a hegemonia do partido no Estado principal da Federação e alivia a dor do imenso fracasso do candidato Alckmin na disputa pelo Planalto. A vitória de Doria dá, ainda, um razoável fôlego político ao PSDB para sair das cinzas. O fracasso nesta eleição não pode ser colocado na conta de Doria. Na realidade, começou a ser produzido desde a disputa para o Planalto, em 2002, seguindo em 2006 e em 2010, quando Serra e Alckmin não defenderam os avanços econômicos e sociais da gestão de FHC. Assim, de bandeja, permitiram o avanço do PT, que quebrou o Brasil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O TROCO PAULISTANO

Já havíamos dito aqui, neste fórum, que em São Paulo, capital, Doria não seria eleito nem para síndico. Ele pode ter sido eleito por paulistas de outra cidades, que não o conhecem, mas os paulistanos, estes não entraram novamente na sua onda, e aqui na capital ele foi derrotado com diferença de 16,1%, ou quase 1 milhão de votos. Gritante derrota (vide "Estadão", 29/10, A28). Resta saber se vai realmente governar o Estado ou, como na fábula do escorpião e do jacaré, vai, depois de um tempo, entregá-lo a outro "garoto sorriso" e continuar a sua trilha de querer voar mais alto. O tempo dirá.  

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 

São Paulo

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TRAMPOLIM?

João Doria, ao menos cumpra este mandato.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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AO GOVERNADOR ELEITO

Antes de mais nada, quero cumprimentar João Doria pela conquista. Como ele dizia, suponho que seu oponente tenha fortes ligações com o PT e, com a vitória de Bolsonaro, correríamos o risco de o governo estadual abrigar em seus quadros figurinhas carimbadas que foram humilhadas pelas urnas, como Eduardo Suplicy, Dilma Rousseff, Lindbergh Farias e, literalmente, também outros menos votados. Agora, nesta fase de transição, seria importante, dentro do que a lei permitir, "varrer" o que sobrou do petismo de toda a administração estadual, incluindo aqui as autarquias. Talvez o exemplo mais gritante de célula marxista-comunista-socialista-stalinista-maoísta-petista esteja na Unicamp, isso desde que lá me formei, há 40 anos. Sob o manto da "liberdade de expressão", ali só se ensina um lado da moeda. É preciso, com urgência, defenestrar este pessoal. Há vagas para descontentes em universidades de Cuba, Venezuela e Coreia do Norte. Mãos à obra, governador. Que Deus o abençoe.

Renato Luis C. Gagliardi renatolgagliardi@gmail.com

Campinas

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NO NINHO TUCANO

Tucano só cria corvos para comer seus votos. Corvo no ninho tucano paulista! Periquito no ninho tucano gaúcho!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

     

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A MARCHA DOS IMIGRANTES

Sempre que vejo uma criança sofrendo, como na foto de primeira página do "Estadão" de ontem (30/10), me bate uma tristeza profunda. O menino, que aparenta uns 5 anos de idade, atravessa um rio nas costas de um rapaz. Fazem parte de uma multidão que leva crianças ainda menores, algumas bebês, membros da caravana que saiu a pé de Honduras no dia 13 de outubro. Há dias, atravessam o México em direção à fronteira dos EUA, aonde só chegarão no final de novembro. Lá, protagonizarão uma terrível cena de choro, aflição e desespero, pois Donald Trump não permitirá, em nenhuma hipótese, que adentrem o território norte-americano. A chamada "comunidade internacional", como de costume, assiste inerte ao sofrimento dos pequenos. Aproveito para cumprimentar os membros das organizações humanitárias que socorrem os desamparados em todo o mundo. São pessoas de coração enorme, muito maior que o desdém.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

 

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