Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2018 | 03h00

MORO NO GOVERNO

Escolha certeira

A indicação do juiz federal Sergio Moro para ministro da Justiça sinaliza que finalmente um governo pretende combater de fato o crime organizado e a evasão de divisas. Além de ser um símbolo anticorrupção, Sergio Moro é preparado, tem compromissos republicanos, e com o apoio do presidente eleito, Jair Bolsonaro, pode fazer um bom trabalho, uma vez que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a secretaria de combate à corrupção ficarão sob o seu controle. Com isso, Moro vai se debruçar sobre as caixas-pretas do BNDES, do BB, da CEF, de onde saiu o grosso do dinheiro da corrupção nos últimos tempos. Moro é uma escolha certeira de Bolsonaro.

LUIZ TADEU NUNES E SILVA 

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

Golaço do capitão 

Maravilha, Sergio Moro ministro da Justiça! Decisão acertada do presidente Bolsonaro. É tudo de bom de que o Brasil precisava. Não podemos perder a esperança. Até que enfim surge uma luz no fim do túnel e água limpa no fundo do poço.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

Lições do futebol

Um aprendizado adquirido durante uma longa convivência com o futebol foi o de que numa equipe, sempre que em seu quadro tem dois ou mais atletas famosos, há uma disputa pelo maior brilho em suas atuações. A indicação do juiz Sergio Moro para a equipe de governo do presidente Jair Bolsonaro nos arremete para essa disputa de egos, em que ambos estarão interpretando papéis de alfa e ômega. Que em lugar de egos prevaleça o civismo e a Pátria seja o objetivo final e a única vencedora, depois de mais de uma década de trevas na política.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Sem guerra de egos

Especialista em crimes financeiros, Sergio Moro, como ministro, despachará diretamente com o presidente Bolsonaro, auxiliando-o na fiscalização e no controle da gestão governamental. Graduado pela Universidade Estadual de Maringá, tornou-se juiz federal em 1996. Moro ouviu os depoimentos de José Dirceu, Jorge Zelada, Marcelo Odebrecht, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e de tantos outros implicados nos esquemas ilícitos envolvendo a Petrobrás. Moro, com sua equipe, vinha trabalhando na Operação Lava Jato desde março de 2014, destrinchando a organização criminosa que roubou os cofres da petroleira e trazendo de volta parte do dinheiro desviado.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Merece respeito

Não esquecer que Sergio Moro se dedicou com coragem e competência a ajudar o Brasil a extirpar um poder incrustado no Estado que pôs a corrupção acima de qualquer interesse. Se ele aceitou o convite para ser ministro da Justiça, é porque ainda pode aumentar o seu espaço para trabalhar por nós. Sem dúvida, é um dos maiores nomes da história recente da nossa democracia. E vai ser um dos melhores ministros da Justiça dos últimos tempos. Merece respeito. E agora, quem o PT vai escolher para atender à síndrome de perseguição de Lula, sem o juiz Sergio Moro no tribunal?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Choro de perdedor

Os petistas estão chiando mais do que os velhos trens da Mogiana com a indicação e aceitação de Sergio Moro para o Superministério da Justiça.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Telhado de vidro

Extremamente difícil a situação dos petistas, que tentam deslegitimar a indicação do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro. Com uma mão apontam o dedo contra o magistrado que prendeu dezenas de caciques das mais diversas legendas da República, ajudando a devolver cerca de R$ 1 bilhão às nossas estatais e pondo fim na carreira de velhas raposas da política, como Geddel, Cunha, Lula... Com a outra tapam os próprios olhos para a indicação de um advogado do PT que nunca conseguiu ser aprovado num concurso para juiz, o atual presidente do Supremo, Dias Toffoli. Pelo visto, o passado terá de ser constantemente lembrado aos petistas, uma vez que eles ainda não se habituaram a ser oposição e têm telhado de vidro - vidro frágil. 

THIAGO ANDRADE

thiagocandrade@gmail.com

Recife

OS DERROTADOS

Dor de cotovelo

Magnífico o artigo Hora de trabalharmos pelo Brasil, de Luiz Felipe d’Avila (1.º/11, A2), em que sugere quatro trilhas de atuação para o sucesso dos próximos quatro anos: lutar pelas reformas de Estado, pela renovação política, pela formação de novos líderes públicos e pela qualidade da educação pública. Antes de tecer brilhantes comentários sobre esses assuntos, fez um alerta àqueles que desejam continuar a reclamar do Brasil em conversas de botequim: “Não continuem a ler este artigo”. Posso afirmar com convicção que os 55,14% de eleitores que levaram Bolsonaro ao poder sonham com essas medidas há anos e as aprovam por unanimidade. Por outro lado, os 44,86% que votaram em Haddad, o preposto do presidiário Lula, para o continuísmo dos mandos e desmandos dos governos petistas, poderão ser um martírio, um pesadelo. Pois, para o PT, não é novidade, quanto pior, melhor. E eles farão de tudo, tenham certeza, para obstruir qualquer reforma que beneficie todos os brasileiros, visto que é interessantíssimo para a ala esquerdista manter o absurdo do “nós contra eles”. Tanto isso é verdade que Jair Bolsonaro foi declarado eleito às 19 horas e logo em seguida movimentos irresponsáveis já protestavam contra um governo que só vai assumir em janeiro. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Resistência patética

Mal foi proclamada a vitória de Bolsonaro, o PT nem esperou a posse para anunciar oposição incondicional, atribuindo-lhe o nome patético de “resistência”. Ou seja, não interessa ao partido a pacificação nacional, tampouco a oposição saudável com base no debate de ideias, mas o mero boicote sistemático a qualquer projeto que venha do governo, sem sequer examiná-lo. O PT cumprirá à risca o famoso mote anarquista: “Hay gobierno? Soy contra!”. Tão ultrapassado e obsoleto quanto o PT.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

SÉRGIO MORO NO MINISTÉRIO

O juiz federal Sérgio Fernando Moro declarou ter aceitado o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça em seu governo. Analistas acreditam que Moro, aceitando o convite, põe em cheque o Judiciário e a Operação Lava Jato. A decisão do juiz Moro, certamente, é frustrante para significativa parcela da sociedade, porque ele ainda estava envolvido em processos importantes anticorrupção. Não nos esqueçamos de que em 2016 ele declarou ao jornal “O Estado de S. Paulo” que jamais entraria para a política. A sua intenção de se afastar de novas audiências no âmbito da operação “para evitar controvérsias desnecessárias” causa melindre. Afinal, ele remarcou para novembro as audiências de 12 testemunhas no processo em que Lula é réu para em seguida ouvir o próprio e concluir o novo julgamento. Luiz XIV, o “rei sol” da França, teria dito “o Estado sou eu”. Parece que o juiz Sérgio Moro sobre justiça pensa o mesmo. Ele está demonstrando ter sido mordido pela “mosca azul”. A esperança de muitos é de que pelo menos no lugar de Moro seja designada a juíza substituta Gabriela Hardt, que quando o substituiu agiu com firmeza, determinação e rigidez em suas decisões.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

O TRABALHO NA JUSTIÇA

O presidente Bolsonaro começou bem ao fazer escolhas para seu ministério. Criou um superministério da Justiça e deu à melhor pessoa deste país seu comando, o juiz Sérgio Moro, um cidadão que goza de prestígio e respeito por sua competência na condução da Operação Lava Jato e seu altíssimo grau de conhecimento na área em que atua. Aceitando o convite, Moro demonstra que não tem apego ao cargo, pois deixa 22 anos de magistratura e mergulha num cargo que pode ser demissível. No superministério, Moro comandará a Polícia Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que deveria identificar ocorrências de atividades suspeitas como lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores. Moro terá muito trabalho pela frente, vai mexer na caixa preta da corrupção e do crime organizado. Mas ele não estará sozinho, terá a companhia de grandes procuradores e juízes que darão continuidade ao seu trabalho, além, é claro, do apoio da população. É claro que teremos choradeira, qualquer escolha que Moro fizesse sempre desagradaria ao PT e à mídia marrom, pois para a esquerda Moro deveria estar preso. Mas o choro é livre. E os ataques sem motivo logo serão esquecidos. Que Deus abençoe este país e o novo governo.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Uma das notícias mais repetidas nos últimos 30 anos é a existência do crime organizado não combatido por governos desorganizados ou sócios do crime. Aí surgiu na Operação Lava Jato, comandada pelo digníssimo juiz Sérgio Moro. Agora, entre as primeiras medidas de Bolsonaro para seu governo, com a escolha de Moro para o Ministério da Justiça, com o intuito de elevar de patamar a Lava Jato, vemos que a situação está mudando radicalmente. Quem ganhou na eleição foi o povo brasileiro honesto, que recebeu de presente um governo ético, e quem perdeu foi o crime organizado. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

UM TOQUE DE FELICIDADE

O ar já está mais leve com a indicação do juiz Sérgio Moro para ocupar a pasta da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A esperança de dias melhores para o Brasil cresce à medida que se desnuda a composição de um ministério motivado, sério, competente e unido. A mensagem parece ser aquela que há tanto esperávamos ouvir: aqui não tem milagre, é trabalho.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

ESTÁ ACONTECENDO

Finalmente está se realizando o legítimo anseio popular por uma cidadania honesta, ansiosa pelo império da lei e da ordem, da justiça e do bom exemplo vindo “de cima”, tudo isso expresso na eleição de Jair Bolsonaro. Começou muito bem o presidente eleito ao nomear o grande juiz (este de verdade, togado por concurso, e não como alguns medíocres nomeados por mero compadrio político) Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. A bússola moral e a régua firme de Sérgio Moro serão, ao mesmo tempo, indicativos de rumo e medidas de postura para o novo governo, assim como uma garantia à cidadania do compromisso do governo de Bolsonaro com a honestidade de sua administração. O Brasil vai mudar. Está acontecendo.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

ALVÍSSARAS (COM FUMAÇA BRANCA)

Habemus ministro! Corruptos, tremei!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

MINISTRO MORO

Agora podemos cantar “todos juntos, vamos, pra frente Brasil”. Força, Sérgio Moro, o Brasil te apoia. Conte conosco!

Célia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Curitiba

CHUMBO GROSSO

A esquerda brasileira foi derrotada neste pleito de 2018. A sua maior liderança, Lula, continuará preso e com menos poder, cada vez mais. Seus fiéis combatentes foram varridos do Senado Federal. O capitão Jair Bolsonaro quis dar mais poder ao atual juiz Sérgio Moro, que ocupará a pasta da Justiça. Isso deixa os petistas alvoroçados, pois eles sabem que vem chumbo grosso pela frente. Moro, Dallagnol e a sua equipe não vão descansar enquanto a Operação Lava Jato estiver em andamento. Ainda existem muitas pontas soltas no petrolão e dezenas de políticos deverão ser condenados à prisão.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

COMBATE À CORRUPÇÃO

Sérgio Moro representa o Brasil em que as leis são respeitadas como devem ser e Jair Bolsonaro representa o futuro de nosso país. Moro participando da equipe de governo do novo presidente significa que o combate à corrupção veio para ficar. Aqueles que durante as últimas duas décadas se apossaram do Estado não vão abrir mão de sua galinha dos ovos de ouro com facilidade. Haverá, ainda, várias batalhas até que se consiga livrar o Brasil do aparelhamento do Estado implementado para servir aos propósitos escusos dessas organizações criminosas. Ocorre que o eleitor deu, nestas eleições, o seu veredito final, com o seu basta a este respeito. Cabe a Bolsonaro, a Moro e a todos os brasileiros fazerem valer a vontade inequívoca das urnas. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

VISÃO PROFÉTICA

Depois do convite do presidente Jair Bolsonaro para o juiz Sérgio Moro ocupar o Ministério da Justiça em seu futuro governo, cabeças coroadas do PT, tanto no Legislativo como no Judiciário, começaram a espalhar que o juiz sempre perseguiu politicamente o presidiário Lula, e este gesto comprova isso. Fico impressionado com a visão destes petistas, pois, quando Moro condenou o presidiário Lula, o que foi depois referendado por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, por corrupção, sabia o juiz que o então deputado federal Jair Bolsonaro seria o próximo presidente do Brasil? Se sabia, se cuide, Mãe Dinah, pois acabamos de descobrir um vidente muito poderoso por aqui.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

MORAL

Será que tem moral o PT, aliados e outros para questionarem a nomeação do sr. Moro (sem partido)? Lembremos: o ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, soltou José Dirceu (PT); o ministro Ricardo Lewandowski não obedeceu à Constituição e livrou Dilma (PT) de ficar inelegível por oito anos. Isso, sim, é partidarismo. Poupem-nos!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Só esclarecendo aos petistas: quem vai sair é o juiz Sérgio Moro. Quem está condenado continua.

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

CONCILIADOR

Pode-se criticar Jair Bolsonaro sob muitos aspectos, mas há que reconhecer seu espírito conciliador. Em gesto de rara generosidade, escutou a voz da oposição e o novo governo contará com a presença do general Augusto Heleno, o “Elenão”.

Valter da Cunha Sales dacunhasales@gmail.com

São Paulo

A EQUIPE DE BOLSONARO

Foto emblemática na primeira página do “Estadão” de quarta-feira (31/10). Revela que Gustavo Bebianno, vice-presidente do PSL, será algodão entre os cristais narcísicos Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni. Logo após declaração infeliz do superfuturo ministro da Economia, de que ele não dá palpite em política, como Onyx não deve dar palpite em Economia. Falar é prata, calar é ouro.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

NOVO MINISTÉRIO

O futuro presidente Jair Bolsonaro anunciou que seu governo terá no máximo 16 ministérios, o que é uma decisão elogiável, pois o que existe atualmente na Esplanada é uma aberração. Porém, comete um lamentável equívoco ao unir o Meio Ambiente com a Agricultura. Lembro que seu assessor para a área afirmou que seria uma decisão acertada para acabar com a indústria de multas do Ibama. Nesse particular, existindo essa prática condenável, caberá ao novo governo punir aqueles que a praticaram. O Ministério do Meio Ambiente não é só o Ibama, assim como não tem como finalidade única fiscalizar a agricultura, muito pelo contrário. Tem como função principal zelar pela qualidade do ar e da água, dos quais dependemos, e para tanto a fauna e a flora também. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a poluição do ar é duas vezes superior ao limite máximo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, da ONU. E cabe ao Ministério do Meio Ambiente resolver essa situação. Recente estudo realizado na Universidade de São Paulo, por exemplo, estima que nos próximos 8 anos 50 mil morrerão em razão da poluição do ar na grande São Paulo. O futuro presidente também já começou as tratativas com o presidente norte-americano, Donald Trump, objetivando o estreitamento de relações entre os dois países, nas áreas militar e comercial – também recomendável. Porém não pode seguir o exemplo do presidente Trump sobre o Acordo de Paris. Segundo reportagem publicada pelo “Estadão”, cientistas especializados no meio ambiente realizaram novos estudos e concluíram que o novo limite para o aumento da temperatura média do planeta deverá ser de 1,5°C, e não 2°C, calculado anteriormente. E este novo limite, nas atuais circunstâncias, deverá ocorrer entre 2030 e 2052. Ou seja, entre 12 e 42 anos. Também concluíram que a melhor maneira de não ultrapassar o novo limite é com a correta manutenção das florestas. O Brasil, que abriga em seu território a maior floresta do mundo, terá um papel fundamental para que se estabilize o aquecimento global, evitando eventos catastróficos. Portanto, não só temos a obrigação de cumprir com a nossa contribuição para o problema global, como, em não o fazendo, teremos a intervenção dos demais países, independentemente de aceitarmos isso ou não, pois só temos este planeta para viver.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

REDUÇÃO MINISTERIAL

No governo Collor, até o impeachment que o derrubou, o número de ministérios era 14; assumindo Itamar, foi para 28; com FHC eram 24 e, depois, 26; chegamos ao governo Lula com 34 e 37; e explodimos com o de Dilma, que quando foi derrubada tinha 39 – e desconfio que só não chegou a 40 por medo da comparação com Ali Babá. Agora, com o de Temer, voltamos para 23 ministérios. Bons tempos em que éramos obrigados, na escola, a decorar o nome de todos os ministros, mas eram poucos. Imaginem se fossem 39. Até para colar ficaria difícil.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

AS PRIMEIRAS PROPOSTAS

Após a vitória nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro se recusou a dar entrevista coletiva, praxe dos vencedores do pleito, e, ao respeito à imprensa escrita, falada, televisiva e aos cidadãos, preferiu um pronunciamento pela internet, sem coesão, dúbio, sem as propostas que todos esperavam ansiosamente, pois se negou a participar dos debates. Agora, suas primeiras propostas começam a preocupar: unir dois ministérios díspares como Agricultura e Meio Ambiente e dar superpoderes a um ministro, Paulo Guedes, são atitudes conhecidas, e todos sabem qual foi o resultado.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

FUSÃO DE MINISTÉRIOS

O ministeriável e poderoso Paulo Guedes “decretou”, segundo noticiou o “Estadão” na página A1 de 31/10, a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Institucionalmente, o Ministério da Agricultura, entre outras funções, é responsável pelo estímulo da produção, qualidade e regulamentação da agropecuária. Por sua vez, o Ministério do Meio Ambiente é responsável pela produção e adoção de estratégias para conhecimento, proteção e recuperação do meio ambiente. Desta forma, parece estranho a projetada fusão dos dois ministérios com tão importantes quanto diversas funções. Que Deus ajude o presidente Bolsonaro.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

NÃO FAZ SENTIDO

A gestão do meio ambiente é muito maior e mais complexa que a gestão da agricultura. A fusão dos dois ministérios faria sentido se a pasta da Agricultura se tornasse uma secretaria dentro do Ministério do Meio Ambiente. Se a questão é saber quem traz mais receitas para o País, basta incluir na conta a pasta do Turismo. O Brasil é um dos países mais ricos do planeta em atrações turísticas naturais, todas ligadas às belezas da nossa exuberante natureza. Para o governo, aumentar as receitas nesta área deveria levar ao aumento da receita com o turismo. Países muito menores e com biodiversidade muito menor que a nossa faturam muito mais que o Brasil com o turismo. É um escândalo que um país como o Chile fature mais com o turismo do que o Brasil. É isso o que precisa ser revisto nesta pretensão equivocada de submeter as questões ambientais aos caprichos da bancada ruralista escravocrata. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O Brasil começará a mudar, para melhor, felizmente, e essa mudança passa necessariamente pela reforma da Previdência. Isso, entretanto, parece não incomodar alguns parlamentares que ainda não entenderam a necessidade da reforma e insistem em dificultar esta ação de fundamental importância para a economia do País. São parlamentares que não deveriam estar no nosso Congresso, porque torcem para o “quanto pior, melhor”.  Gostaria de apelar aos nossos novos representantes no Legislativo para que denunciem estes maus brasileiros que insistem em fazer politicagem com assuntos prioritários à Nação. Lamentavelmente, a insanidade ainda toma conta dos nossos congressistas que agem de acordo com seus próprios interesses. O Brasil vai viver uma nova era e é preciso reciclar a retrógrada mentalidade de alguns de nossos parlamentares.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Neste início de governo, vale lembrar que uma democracia é verdadeiramente uma democracia quando tem condições de oferecer ao povo igualdade de oportunidades.

Roberto Pereira da Fonseca roberfon@uol.com.br

São Paulo

FUNDAÇÕES

Um bom número de analistas, especialistas e ex-titulares de cargos estão tirando dos armários suas bolas de cristal para formular previsões e advertências relacionadas às intenções, ainda vagamente esboçadas, dos componentes da equipe da transição presidencial, que nesta fase precisa trabalhar com concentração e serenidade. Em analogia com um empreendimento de construção civil, o atual estágio se assemelha à realização de sondagens de solo. Após sua superação, chega o momento de avaliar sugestões e filtrar as que mais poderão contribuir para a fixação das fundações visando ao erguimento bem-sucedido da estrutura, em harmonia com o plano estratégico que se tem em mente. Recomenda-se, portanto, aos que desejam realmente cooperar construtivamente que se mantenham na expectativa dos desdobramentos. Por outro lado, será de bom alvitre manter afastados os aderentes ao “quanto pior, melhor”.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

QUANTO MELHOR, MELHOR

As eleições terminaram no domingo. É hora de descer dos palanques, criar convergências, consensos, arregaçar as mangas e começar a remar num único sentido rumo a um porto seguro. Basta de “quanto pior, melhor”. Daqui por diante, que o mote seja “quanto melhor, melhor”. Avante, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

HISTÓRIA, A CIÊNCIA DOS ERROS

Dizíamos em tempos passados que a Operação Lava Jato, encabeçada pelo juiz Sérgio Moro, vinha de nos revelar de maneira clara o mar insondável de lama que corre sob as famosas arcadas de Oscar Niemeyer, para onde se dirige, agora, o novo presidente, Jair Bolsonaro. Dizíamos, então, que nem mesmo desviados os Rios São Francisco e Amazonas para o Planalto haveria água suficiente para remover o monturo de excremento pérfido e malcheiroso da corrupção em que se permitiram e engolfaram PT e a “turba multa” de seus acólitos. O presidente eleito teve o voto da maioria dos brasileiros, saiba ele (e que Deus o ajude a ter humildade para sabê-lo) que não foi pelos seus lindos olhos ou virtudes peregrinas que o povo o elegeu. Foi, unicamente, por pura falta de opção. Qualquer dos outros candidatos de ponta que com ele se emparelhassem no segundo turno certamente tê-lo-iam suplantado. Mas não restou ao povo outra alternativa. Como disse alguém: “ou um tiro no escuro ou um tiro na testa”. Isso porque, se mantido fosse o PT no poder, certamente a súcia vermelha daria continuidade à marcha para o desmonte cabal desta grande pátria amada. Bolsonaro tem tudo para mudar a chave e endireitar o leme rumo à ordem e ao progresso. Contudo, fazendo minhas as palavras de Roberto DaMatta (“Estadão”, 31/10, C6), “os fins e os meios nem sempre combinam... Muita liberdade promove abusos e opressão; muita igualdade faz com que os lobos comam as ovelhas”. E o governo que quiser manter-se em pé não pode cometer a loucura de investir contra as aparentes fragilidades: o papel e as saias. Papel é a imprensa; as saias são a batina e a toga. Alerta, pois, sr. presidente. É necessário que alguém lembre ao presidente de que a observância da Constituição federal começa pelo respeito a todos, máxime a quem dele divergir nas opiniões. Quem nos certifica isso é a história, que é a ciência dos erros. Feliz e próspero governo, “ita speratur”!

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

O GALO CHANTECLER

O conto do galo Chantecler, que ficou decepcionado quando, ao acordar um dia mais tarde do que o habitual, descobriu que o sol havia se levantado sem precisar ser despertado pelo seu canto, repete-se agora, porém não apenas como uma decepção, mas com uma imensa revolta dos tais artistas, intelectuais e famosos que acabaram de constatar que o povo brasileiro fez as suas escolhas por conta própria na eleição passada, sem levar em conta a insistente veiculação de suas doutas opiniões. Quem é o sol para despertar sem esperar o lindo canto do Chantecler? Quem é este povo que ousa fazer escolhas diferentes daquelas que artistas, intelectuais e famosos pensam que seriam as melhores para eles?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

O ELEITOR DE BOLSONARO 

Depois de errar feio ao vaticinar um “voo de galinha” para a candidatura de Jair Bolsonaro, grande parte da imprensa e de cientistas políticos apresenta, agora, justificativas que trazem um denominador comum: atribuir o equívoco ao acentuado sentimento de repulsa ao lulopetismo – o que é correto –, levando, por consequência, ao voto irracional – o que não procede. Os resultados nos dois turnos mostraram Fernando Haddad (PT) vencendo na Região Nordeste e perdendo nas demais. Na votação de domingo, subtraindo os votos do Nordeste, o resultado seria: Bolsonaro com 67% de votos válidos e Haddad com 33%. Nas outras regiões, Haddad logrou maioria de votos apenas entre eleitores de baixa renda. Seu apoio veio de região e de classes econômicas em que é menor o acesso à educação e onde o eleitor não é politizado. Os eleitores de Bolsonaro, por sua vez, são majoritariamente os mesmos integrantes da imensa legião que, nos anos recentes, realizou manifestações pacíficas pelas ruas da Nação para protestar contra a corrupção e apoiar a democracia, sob ameaça permanente nos governos petistas. Bolsonaro soube espelhar esse anseio e assumiu o compromisso de fazer um governo íntegro, recuperar a economia e realizar uma administração profissional, isenta de barganhas políticas. O voto em Bolsonaro foi, portanto, consciente e dado a ele porque, como afinal afirmou o candidato derrotado Fernando Haddad, “nosso país merece o melhor”.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

O DEVER DA OPOSIÇÃO

Oportuno o editorial do “Estadão” com título “Oposição leal” (31/10, A3), principalmente para este momento em que acabamos de eleger um novo presidente, que administrará um país ainda com resíduos da perversa herança petista – altíssimo déficit público, baixo nível de investimento, angustiados 12,5 milhões de desempregados, etc. Se em democracias que se prezem é dever da oposição fiscalizar o Executivo, também é digno que se apoiem no Congresso os projetos relevantes para o País. Por exemplo, a inadiável reforma da Previdência, cortando na carne os múltiplos privilégios. É lógico que o novo presidente, como diz o editorial, não pode tratar a oposição como inimiga, assim como os contrários ao Planalto não podem simplesmente se negar a apoiar o desenvolvimento econômico e social do País. Este apoio é o papel de uma oposição leal. Mas como esperar uma atitude republicana da oposição, quando boa parte dela é comandada pelo incendiário, revanchista e irracional PT de Lula e seus eternos aliados PCdoB, PSOL, PDT e PSB? O PT nunca teve compromisso com o Brasil, menos ainda com a democracia. E, pelo mal que causou ao povo brasileiro, já deveria ter sido extinto. Mas acredito que a maioria dos parlamentares que representam no Congresso partidos como MDB, PSDB, DEM, PSD, etc. não vai negar apoio ao próximo governo para aprovar projetos importantes para o Brasil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

ADVERTÊNCIA

O PT somente poderá voltar ser um partido bem visto pelo eleitor se efetivamente passar a cooperar com o novo governo nos projetos e ações que visem ao progresso e bem-estar da coletividade. Caso insista em agir como obstinado opositor ao recém-eleito novo mandatário com o objetivo-mor de inviabilizar o sucesso de eventuais salutares iniciativas, certamente será banido como partido político, passando a fazer parte do lixo da história política brasileira.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo         

‘OPOSIÇÃO LEAL’

Oposição leal, eis aí a questão! É o que todos esperamos dos representantes do povo que estarão debatendo os próximos passos das políticas colocadas a votação no Congresso Nacional a partir e 1.º de janeiro vindouro, pelo próximo mandatário da República: verdadeiro sentimento de brasilidade, consoante tenham ouvidos que ouvem, cabeças que pensam e respeito por si mesmos, ao se aperceberem de que suas decisões são fundamentais para tirar o Brasil do atoleiro, e não para fazer afronta à equipe executiva que deverá ditar os novos rumos da política para os variados segmentos da sociedade, do social ao econômico, do cultural ao da ética. Que Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann tenham consciência de que a restauração do PT virá sem Lula, que nunca será livre de sua consciência, mas de um “mea culpa”, e que podem ainda fazer muito pelo Brasil. Cabe-lhes esta missão, e não é preciso dizer por quê. Sabem muito bem que sempre foram contra tudo o que deu certo depois da redemocratização, desde a Constituição Cidadã até o Plano Real, a reforma trabalhista, etc. A lista é grande. E não foi só a corrupção o motor da revolta da maioria, nem os “poucos bilhões” desviados da Petrobrás, tão “insignificantes”, segundo Gleisi, ante os R$ 500 bilhões que a estatal faturava: foi a visão distorcida do que é democracia.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

HIPOCRISIA ADMITIDA

“Oposição leal”, mesmo nas democracias mais antigas e consolidadas, não deixa de ser uma forma de hipocrisia admitida. Nas terras de Sua Majestade existe até um cargo público oficial chamado “chefe da Leal Oposição de Sua Majestade”, que tem um “shadow cabinet” que recebe do Estado as mesmas informações do governo, para tentar atenuar a virulência das oposições. Quem acompanha os debates do Parlamento britânico pode observar, quando ocorrem bate-bocas, o comportamento das oposições não é tão diferente como em nosso Congresso, até que relativamente bem comportado. Na Câmara Alta já se observaram também violentos confrontos e manifestações, sendo um caso clássico a ocupação da mesa por senadoras esquerdistas, comendo quentinhas, algo pouco civilizado e nada assemelhado a uma “oposição leal”.    

                

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

NÃO ME ENTUSIASMO

A essência da democracia é haver mais de um lado em qualquer coisa, principalmente num governo. Não imaginamos que o futuro pudesse ser apenas o que votamos e escolhemos e contamos com uma oposição para manter o equilíbrio. Todavia, a amostragem da recente campanha eleitoral não nos entusiasma, como ver a encenação cristã dos ateus Haddad e Manuela numa missa, a encenação de uma suástica “fake” no corpo de uma jovem, a tentativa de censura pelo PT e pelo PSOL ao WhatsApp, as fake news da “Folha”, a real tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro e tantas outras coisas que enfraquecem a nossa confiança numa “oposição leal”, como propõe o editorial do “Estado”. Se for para valer, é preciso avisar Guilherme Boulos, que do alto de todo o seu 1% se entrincheirou na resistência, bem como Stédile de que não é para invadir o que não é deles nem para destruir o trabalho que também não é deles, pois parece que eles não entenderam o recado das urnas. Ordem, progresso, democracia, oposição respeitosa e consciente e Estado de Direito são bons e nós também gostamos.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

INOCÊNCIA

A oposição hoje é da gentalha do PT, PDT e dos partidos comunistas. Esperar que esta gentalha faça oposição leal ou é muito infantilidade do jornal ou é conivência.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

CIRO GOMES E A TRAIÇÃO DE LULA

Li e reli a entrevista de Ciro Gomes na “Folha de S.Paulo” (31/10) em que o ex-candidato à Presidência da República lamenta que foi traído pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Também ouvi o bom comentário de Merval Pereira com Carlos Alberto Sardenberg a respeito na CBN. Lembro que não foi falta de avisar. Quando estive no PDT-SP, há mais de um ano, eu aconselhei que Ciro fosse para cima de Lula e as safadezas do PT.  Sabe qual foi a reação de alguns? Olharam-me de cara feia, como se dissessem “Lula é um iluminado, um paizão”.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

COMO ENTENDER?

O PT anuncia passeatas a favor da democracia e contra os estados de exceção, e elas não serão na Venezuela, serão justamente aqui, no Brasil, onde acabamos de ter eleições livres e onde os votos da maioria foram contra as suas ideologias. Vai entender uma coisa dessas!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

A LUTA CONTINUA!

O objetivo principal do PT não era ganhar as eleições, mas tirar o presidiário da cadeia. Os petistas sabem que, caso Lula esteja preso em 1/1/2019, a chance de ele seguir trancafiado até o fim de 2022 é enorme. Todos os esforços e recursos do partido continuam direcionados ao propósito maior, fazendo com que os próximos dois meses sejam de uma pressão nunca vista sobre a Justiça brasileira.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

‘OS OMISSOS’

O sr. Luís Fernando Veríssimo (1/11, C8) lamenta a omissão de “progressistas” que deixaram na mão o candidato do PT no segundo turno das eleições presidenciais. Nós, seus leitores, também lamentamos a infeliz coincidência que nos privou dos comentários do sr. Veríssimo durante este crucial período. Estava em férias e só voltou depois do fato consumado. Mas não creio que esta seja a principal omissão a ser questionada. Se, por um lado, não faltam nas suas crônicas críticas ao boquirroto capitão, muitas delas realmente cabíveis, por outro lado nada se vê sobre os motivos que levaram outros setores da esquerda a abandonar o PT e à sua rejeição pela maioria da população. Para que possa posar de formador de opinião, e não de mero militante, parece estar faltando que ele nos diga, sem rodeios, o que realmente pensa do período em que este partido governou o País.

Vito Labate Neto vitolabate@terra.com.br

Mairiporã

MAIS UM

Muito oportuna a crônica de Veríssimo na sua volta de férias: “Omissões”. Porém, ele deixou de citar um omisso, José Serra, que, às vésperas das eleições, no dia 25 de outubro, em sua coluna de opinião neste jornal cuidava dos males que o fumo causa. Felizmente, ao seu lado havia um lúcido texto de Eugênio Bucci. Ora, sr. José Serra, deixe os fumantes em paz!

José Armando Pereira da Silva jap.silva@terra.com.br

São Paulo

IDEOLOGIA

Que vergonha, sr. Luís Fernando Veríssimo! Um escritor de sua qualidade fazendo analogia entre a estrela de David colocada nos judeus vítimas do holocausto com a estrela vermelha do PT dos políticos ladrões que assaltaram o Brasil (1/11, C8)? A que ponto chega uma ideologia!

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

A OMISSÃO DE VERÍSSIMO

Talvez (só talvez), se Veríssimo tivesse lido a entrevista de FHC e a de Ciro Gomes, nos privaria de seu texto de ontem (1/11, C8). Cobra uma omissão destes sem se dar conta do que passaram em mãos petistas. No futuro, eu não sei, mas o presente cobra em letras garrafais, e não num rodapé de página, “onde estavas quando as luzes se apagaram”? Durante o mensalão, em que o próprio FHC (um gentleman) ajudou Lula a se safar, Veríssimo escrevia (e bem) sobre os costumes brasileiros. Durante o petrolão, Veríssimo enterrava a Velhinha de Taubaté. Durante a pior recessão da história do País, ele... se omitia. E agora, como Haddad, cobra ajuda ao PT. Horror! Enfim, se omitiram. Ele e todos os intelectuais do Brasil. Veríssimo que vá cuidar da sua horta.

João Carlos Delboni jcnd62@terra.com.br

São Paulo

QUEDA

Caro sr. Luís Fernando (xará), não tem como cair mais, o seu PT já fez isso pelo Brasil. 

Luis Fernando M. Carvalho meirelles@meirellescarvalho.com.br

São Paulo

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA

O Boca Juniors dançou tango na arena palmeirense, na quarta-feira, eliminando o time paulista da Libertadores. Os palmeirenses acreditavam que a derrota em Buenos Aires uma semana antes acontecera porque o Palmeiras jogou como time pequeno, mas na arena alviverde seria diferente, e até ensaiavam dançar uma tarantela após a vitória. Infelizmente, para o Palmeiras, os argentinos vieram e dançaram em São Paulo o tango Caminito para o mundial. Do jogo em si, Gomez foi o melhor palmeirense, porque marcou firme, quase não praticou faltas e assumiu bater o pênalti e marcar, num momento de desespero da equipe palmeirense, e Deyverson teimando em “aconselhar” como bater. Deyverson lembrou aquele mosquitinho “pórva” (como o povão chama), que nas tardes quentes fica o tempo todo zumbindo em nossos ouvidos. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

JOGOS DECISIVOS

O Palmeiras tem o maior e melhor elenco de jogadores, talvez de toda a sua história. No entanto, sob o comando de Felipão, foi facilmente dominado nas duas partidas contra o Boca Juniors. A direção, sob a batuta desse técnico, lembrou muito um time desorganizado, mal orientado como o do Brasil no vergonhoso 7 a 1 contra a Alemanha. É urgente que Luiz Felipe Scolari, como técnico, conduza melhor seu time. Seria “paura” que surge nos jogos decisivos?

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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