Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2018 | 03h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Superministério da Justiça

A criação de um Superministério da Justiça será um tiro no pé do juiz Sergio Moro, conforme avaliam alguns ex-ministros? Ou o tiro acertará o coração desses ex-ministros, no quesito competência? José Eduardo Cardozo, o titular mais longevo da Justiça no período democrático, afirmou que da forma que a nova pasta será estruturada ficará fora de propósito, e para justificar informou que 70% de seu tempo era para cuidar de índio. Mas o enfoque agora é outro, é combater a corrupção. Começo a ver uma luz no fim do túnel, tomara que essa luz ilumine o nosso Brasil e que demagogos do PT, do PMDB, do PSDB sejam enterrados na mesma vala política. Ex-ministros que contribuíram para o Brasil chegar ao fundo do poço têm moral para criticar os futuros ministros? E tomara que a mídia, um dos pilares da nossa democracia, saiba realmente cumprir o seu papel.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Por que o medo de Moro?

“Se o PT é contra, então eu estou certo”, disse o presidente eleito Jair Bolsonaro com relação à nomeação do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça. Porque se houve um partido que politizou aquela pasta, foi o PT, e com certeza julga a nomeação do juiz pelo seu crivo. Quem acompanhou os anos tenebrosos do PT no poder acompanhou Márcio Thomas Bastos, Tarso Genro, José Eduardo Cardozo e outros que fizeram desse ministério a casa do PT, onde investigações e denúncias contra a “organização criminosa” foram relegadas e até, de forma suspeita, sumiam sem deixar rastro, protegendo os petistas e seus aliados políticos. Por isso mesmo nunca vimos tanta roubalheira “autorizada” como nesses anos de PT no poder. Então, ver Sergio Moro à frente desse ministério só pode dar medo de que ele, com sua experiência, sua equipe e novas tecnologias, tenha condições de correr atrás de provas que de Curitiba a Lava Jato não alcançou.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Se Gleisi Hoffmann diz que Lula está indignado com a ida de Moro para o Ministério da Justiça, não há melhor evidência do acerto da escolha de Bolsonaro.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Em busca do sonho

Quando alguém diz, como Sergio Moro em 2016, “política jamais”, não se está referindo a um conceito, e sim a uma prática que na época causava repugnância a todo cidadão de bem. Mas esse nojo não é um destino inexorável da política, ela não é estática, é viva, humana, o que nos pode levar a fazer as pazes com ela. Aliás, 55 milhões de eleitores brasileiros fizeram! Sonharam com uma política decente e foram às urnas em busca dela. O mesmo está fazendo Sergio Moro. Muitos brasileiros não sonharam nas eleições 2018, ficaram assombrados pelo fantasma de Lula e agora estão às voltas com pesadelos. Cada um tem o sono que merece.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Samba de uma nota só

O PT parece samba de uma nota só, ou seja, gira apenas em volta de Lula. Seus advogados preparam outro habeas corpus, agora sob alegação distorcida de que o futuro ministro Sergio Moro teria agido de má-fé como juiz em Curitiba. Ora, Lula, entre outros defeitos, é a própria má-fé, manifesta em seus argumentos políticos, além de que a monotonia musical acabou cansando os eleitores. Aliás, a nomeação de Moro foi vista como um “gol de placa” pela ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon, uma opinião muito respeitada, que se eleva bem acima do canto das cassandras esquerdistas.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Tese furada

Fico abismada como a defesa de Lula pode usar de raciocínios tão primários na tentativa de tirar seu cliente da prisão. Já tentaram de tudo, agora eles se aproveitam da tese de lideranças do PT que dizem que a ida de Moro para o Ministério comprova tese de que suas decisões sempre tiveram motivação política. Seus valores estão tão ao rés do chão que lhes é impossível aceitar que Moro abriu mão de sua bem-sucedida carreira para arregaçar as mangas a fim de que o alcance de seu trabalho maravilhoso se amplie e beneficie várias áreas problemáticas com relação ao crime neste país. Na verdade, o PT sempre fará oposição ferrenha, custe o que custar para o Brasil. Sua bandeira é vermelha, ponto final!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

De lavada

O choro é livre nas fileiras do Foro de São Paulo. Declaram em tom dramático que o “estrategista político” Sergio Moro só condenou Lula (lá atrás) para tirá-lo do páreo e abrir caminho para eleger Bolsonaro, virar seu ministro e se candidatar a presidente em 2022. Esses analistas iluminados se esquecem de que, se a intenção de Moro fosse desde sempre ser presidente, ele já poderia ter sido eleito nesta eleição de 2018. Ganharia de lavada, tanto do Lula como de qualquer poste que viesse. Ele também é “mito”, adorado por 70% dos brasileiros e brasileiras.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

A voz do povo

Finalmente, sem temor da tradicional e insana “resistência” dos autointitulados democratas petistas, com Sergio Moro escolhido, o grito do silêncio dos brasileiros trabalhadores, honestos e patriotas está se transformando num rio transbordante de esperança. Aplausos ao presidente eleito do Brasil pelas competentes escolhas.

RENATA MICELI ZOUDINE

apjunior1@yahoo.com.br

São Paulo

‘Sinais Particulares’

O Estadão de ontem, em Sinais Particulares (Coluna do Estadão, A4), nos mostra o juiz federal e futuro ministro da Justiça Sergio Moro com uma das mãos no queixo e olhar interrogativo, demonstrando profunda dúvida e muita preocupação, talvez pensando: será que eu vou dar conta do recado? Tenho absoluta certeza que vai, seu desempenho como juiz federal, sua independência e coragem ao decidir, sua retidão de caráter nos levam a essa conclusão. Ademais, assim agindo, o digno magistrado nada mais estará fazendo do que cumprir a locução latina iusta causa – por causa justa, causa legítima. Sua notável competência como juiz é incontestável.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A LAVA JATO E O GOVERNO BOLSONARO

O juiz Sérgio Moro aceitou o convite e será o ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Bolsonaro, assumindo um superministério que será ampliado, abrangendo a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), ambas com amplo espectro sobre investigações. Como sabemos, Moro é um dos maiores experts em lavagem de dinheiro, crime organizado e será muito mais útil ao Brasil como chefe da pasta a que foi indicado do que como simples juiz de primeira instância. A Operação Lava Jato não perderá absolutamente nada em termos de rigor na condução dos processos contra gente poderosa com a saída de Moro, porque a vaga do mais notável juiz da Lava Jato será ocupada justamente por Gabriele Hardt, uma juíza que, além de culta e proba, é igualmente corajosa e destemida e conhece bem todos os processos da Lava Jato, notadamente os processos envolvendo os bandidos Lula, Dirceu, Palocci, Vaccari, Cunha e outros réus. A magistrada já substituiu Moro em várias outras ocasiões. Numa delas, a juíza mandou prender José Dirceu. Muitos corruptos sentirão saudades do juiz de Curitiba. O Brasil começa de fato a mudar antes mesmo da posse do presidente eleito. Vivam a democracia, a alternância de poder e a vontade popular.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

ABANDONO DA MAGISTRATURA

Juiz Sérgio Moro, ministério é transitório, sujeito a humores. Seu lugar é na magistratura, nos tribunais, que necessitam de juízes como o senhor. Complete seu ciclo na Lava Jato. O senhor é jovem e poderia aguardar dois ou três anos para ascender ao Supremo Tribunal Federal, onde caberia como uma luva.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo


*

DESFALQUE

O convite prontamente aceito pelo juiz Sérgio Moro desfalca a Operação Lava Jato e traz dias mais sombrios para a instituição da Justiça. Há também excelentes nomes do Ministério Público Federal que poderão ser lembrados, como Deltan, Possobon, que são ardorosos combatentes da corrupção nas hostes da entidade a que pertencem. É uma pena que os desdobramentos da Lava Jato caiam em mãos que não terão o cabedal e o vasto conhecimento do juiz Moro.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


*

A CREDIBILIDADE DA LAVA JATO

Sérgio Moro no futuro governo não afeta em nada a credibilidade da Lava Jato. Quando Moro julgou os casos sob sua responsabilidade, ninguém nem sonhava que Bolsonaro seria o futuro presidente, nem ele mesmo. Muito menos que convidaria Moro para compor o seu ministério. Moro ministro de Bolsonaro não é, nem de longe, como Dias Toffoli julgando José Dirceu - algo que o atual presidente do Supremo julgou não ter problema algum.

Jorge Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


*

NO CANGOTE DOS CORRUPTOS

Sérgio Moro valoriza e dignifica o ministério do futuro presidente. Com Moro e general Augusto Heleno, Bolsonaro vai formando equipe qualificada e respeitada inclusive no exterior. Analistas vesgos estrebucham. Ao contrário do que rabiscam, a caneta de Moro estará ainda mais vigorosa e severa com corruptos. A Lava Jato prossegue firme e forte no limbo dos maus brasileiros.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

PÉS NO CHÃO

O Brasil dorme mais tranquilo sabendo que tem gente honesta no poder, consciente de que vai ser difícil, sem milagre, mas acontecerá! Porém, para que o namoro chegue à lua-de-mel, será necessário que o novo presidente mantenha um canal direto com a população (WhatsApp, rede nacional...), deixando claro cada vitória, cada tropeço. Transparência é o que pode calar uma oposição ruidosa, que costuma jogar pedra em tudo o que é novo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


*

CORRUPTOS RADIANTES

Os corruptos de plantão estão radiantes, afinal, com a ida do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, terão a oportunidade de “melar” a Operação Lava Jato. Só que a sucessora natural, a juíza federal criminal Carolina Moura Lebbos, já mostrou ser refratária à corrupção. Para fechar com “chave-de-ouro”, o povo de bem pede a Sérgio Moro que prolate sua sentença sobre o sítio de Atibaia e da cobertura em São Bernardo do presidiário Lula da Silva. Obrigado, Moro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

JULGAMENTO IMPARCIAL

O juiz Sérgio Moro é o novo ministro da Justiça. O que acontecerá com Lula? A audiência do sítio de Atibaia será cancelada? Quem substituirá Moro? O julgamento do ex-presidente Lula não pode depender de um juiz! Os processos devem continuar o seu curso normal; as sentenças devem ser prolatadas atendendo às provas e à lei, independentemente de quem seja o juiz. Neste momento a Justiça está em xeque: será uma boa oportunidade para conferirmos se há imparcialidade no julgamento de Lula.

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


*

O INJUSTIÇADO

Bastou o juiz Sérgio Moro aceitar o convite para ocupar o superministério da Justiça no governo Bolsonaro que petistas voltaram à carga com a velha ladainha de que Lula é um preso político. Mensalão, petrolão, chefe de quadrilha e outras coisinhas mais são tudo intriga da oposição e perseguição das elites e da mídia conservadora contra o pobre retirante nordestino e metalúrgico que se tornou presidente. Seu enriquecimento pessoal e familiar foi fruto de trabalho árduo e honesto. Falar que Lula recebeu propina é uma afronta ao seu histórico de vida. Mais de 40 milhões de eleitores acreditam na sua inocência. Ainda bem que a maioria tem consciência de que Lula é um político preso.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

MEDO

A chiadeira por Moro ter aceitado o convite do presidente eleito democraticamente demonstra o medo do que ele fará como superministro dentro da Constituição.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


*

BOBAGENS

Lula e o PT afirmavam que qualquer candidato ganharia de Bolsonaro, agora o discurso é de que já sabiam que o juiz Sérgio Moro seria seu ministro da Justiça. Parece brincadeira...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

AUTOESTIMA PETISTA


Para bom entendedor, meia palavra basta. Gleisi Hoffmann, inadvertidamente, revelou que sua autoestima está intimamente atrelada a “ser de esquerda”, o que revela sua grande fragilidade egoica. Está explicado o seu apego feroz ao PT.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo


*

FAXINA GERAL

Aos poucos e com toda calma, os Poderes da República serão desinfetados. No Executivo temos Bolsonaro e Sérgio Moro será o ministro da Justiça e da Segurança Pública. No Legislativo, o PSL já fez mais de 50 deputados, sem contar que o Congresso já sinalizou o interesse de uma grande parte dos deputados e senadores em migrar para o PSL. Não tenho dúvidas de que a simplicidade, a transparência e a honradez de Bolsonaro facilitarão muito nas negociações.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnakdiditiku@uol.com.br

São Paulo


*

SEM MÁGOAS

Abaixem as armas. Armas são contra bandidos, não contra o Brasil. Finda a eleição, sem animosidade, brasileiros unidos pelo País. É preocupante advogados voluntários para defender UNE, MTST e MST, que se propõem a insurgir contra o governo. Sem mágoas, esqueçamos o “nós” e “eles”, vamos dar chance de o Brasil se refazer. Pensamento positivo e trabalho fazem bem e dignificam o ser humano.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

TUDO MUDA

Sérgio Moro disse, tempos atrás, que não entraria na política. Então a imprensa ligada começa a repetir isso como se tivesse se esquecido de que o PT e Lula na oposição diziam ser éticos e honestos. Pior: Lula, em campanha eleitoral, dizia que iria taxar os lucros do bancos e mexer na alíquota do Imposto de Renda, mas nada fez no governo nesse sentido. Na vida tudo muda e o que vale é sempre o que está escrito, afinal cabeças são pensantes e uma cabeça luminosa como a do “macho” Sérgio Moro, que encarou a maior quadrilha de corruptos e poderosos nunca antes vista no Brasil, não poderia ser diferente.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro


*

TEMPO

No Brasil todo jornalista se achava um técnico de futebol e, com o futebol em baixa, nunca vi tanto “presidente do Brasil” surgir em menos de uma semana após a eleição. Jair Bolsonaro e os poucos escolhidos até agora para compor o governo já são tachados até de “inexperientes” por alguns jornalistas diante de algumas declarações. Provavelmente, a mídia precisará ir devagar no julgamento do que será um governo que ainda tem pela frente dois meses para assumir. Porque, vamos e venhamos, os políticos experientes ou estão presos ou em vias de sê-lo, portanto, amadorismos à parte, os escolhidos para participarem do governo de Jair Bolsonaro podem até ser preparados para as funções escolhidas, mas não estão preparados para lidar com a mídia e aquele monte de microfones. Dá um tempo, gente!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


*

CRÍTICAS


Apesar dos excelentes nomes já anunciados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para compor seu governo, somos diariamente bombardeados por críticas de setores que não conseguem digerir a sua eleição, publicadas na mídia, questionando essas escolhas. Mas, como diria Ibrahim Sued, os cães ladram e a caravana passa...

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro


*

ENCAFIFADO

Um pensamento recorrente tem me deixado encafifado. É o seguinte: depois de 13 anos de desgoverno lulopetista e o descalabro em que transformou nosso país, pelo assalto sistemático aos cofres públicos, praticado por um partido cujo pretexto era “a manutenção do poder a qualquer custo”, quando na verdade o interesse sempre foi se locupletar com os recursos públicos através da corrupção instituída por uma verdadeira quadrilha, o que faz ainda cerca de 45 milhões de eleitores votarem no candidato dessa organização criminosa? A conclusão a que estou chegando é a de que esse contingente, maior do que a população de muitos países, de alguma forma é assistido nas suas necessidades por este simulacro de governo socialista. A grande maioria, constituída por pobres e desvalidos, a maior parte vivendo no Nordeste, fica feliz e agradecida por receber a propalada Bolsa Família. São pessoas ignorantes que, vivendo com até R$ 77,00 por mês, ficam maravilhadas e agradecidas aos patifes recebendo uma importância de R$ 187,00, ou seja, duas vezes e meia mais do que conseguem por si sós. O que não percebem, entretanto, é que são engambelados por “seus benfeitores” quando, gastando o valor recebido, já devolvem cerca de 20% em média, ou R$ 37,00, sob a forma de imposto embutido nos produtos que adquirem. E não é só isso! Não recebem nenhum serviço que o governo deveria prestar em troca desse imposto que pagam, porque os detentores do poder surrupiaram com práticas de corrupção as verbas que a essa prestação de serviço deveriam ser reservadas. Essa massa de eleitores, além de pobre e desvalida, não tem consciência dessa atrocidade praticada. Outra parte desses “petistas de carteirinha”, que estimo em torno de 1 milhão a 2 milhões de eleitores, é assistida pelo aparelhamento do Estado com cargos preenchidos na “administração” e em seus organismos periféricos, como os sindicatos, por exemplo, que garante a eles postos remunerados com importâncias que variam de 20 a 200 vezes o valor de uma bolsa família. São os “chupins” do Estado. E o terceiro grupo, que avalio em torno de mil e poucos beneficiários, constituído por intelectuais e artistas partidários do PT, se enchem de dinheiro com os incentivos fiscais proporcionados pela famigerada Lei Rouanet. Afora estes, só imbecis continuam adeptos do lulopetismo. É triste!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


*

O INCENTIVO DA LEI

Gostaríamos que aparecesse neste conceituado jornal um cidadão ou cidadã com coragem bastante para confessar à Justiça que para receber dinheiro através da Lei Rouanet tem de deixar um agrado financeiro (propina) para algum político ou assessor. A Lei 8.313 de 1991 (Lei Rouanet) é uma lei federal de incentivo à cultura questionada desde 1992. O povo nas ruas está querendo saber quem foi beneficiado com a tal lei. Estou com 85 anos e com coragem para dizer que a Rouanet veio para ajudar artistas e políticos que sempre falaram a mesma língua.


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


*

FUSÃO DE MINISTÉRIOS

12 ministérios no governo Bolsonaro: 1) Casa Civil com Secretarias de Governo e Geral. 2) Economia (fusão de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior mais Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Pesca, Trabalho e Turismo). 3) Defesa. 4) Ciência, Tecnologia e Inovação. 5) Educação, Cultura e Esporte. 6) Meio Ambiente. 7) Desenvolvimento Social com Direitos Humanos, Juventude, Mulher, Racial. 8) Saúde. 9) Relações Exteriores. 10) Integração Nacional (com Cidades). 11) Infraestrutura, juntando com Transportes, Minas e Energia, Portos, Aeroportos. 12)  Justiça e Segurança com Gabinete de Segurança Institucional.

Edivan Batista Carvalho edivanbatista@yahoo.com.br

São Paulo


*

AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

Até outro dia, Marina Silva, a paladina da selva, andava dizendo aos quatro ventos (daqueles não estocáveis) que políticas de preservação do meio ambiente não eram incompatíveis com a indústria agrícola responsável, que segue a já rigorosa legislação brasileira. Então, por que o estardalhaço da esquerda em relação à fusão dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, onde permanecerão toda a legislação e todo o corpo técnico do atual Ministério do Meio Ambiente?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


*

‘LIBERDADE ACADÊMICA E PARTIDARISMO’

Li o artigo da professora Maria Paula Dallari Bucci (“Estado”, 31/10, A2) e quero fazer alguns comentários. Nossas universidades públicas estão sob uma massiva doutrinação marxista. Isso não tem nada que ver com liberdade de expressão. Todo processo de doutrinação, seja ela qual for, é um processo sórdido, que tem de ser proibido e monitorado. A autonomia da universidade não é ilimitada e tem de ser regida por regras, às quais a universidade tem de se submeter. Quem decide que tipo de educação e que tipo de professores devemos ter em nossas escolas somos nós, cidadãos que pagamos a conta. Isto é uma democracia. É logico que num regime marxista quem decide o tipo de educação e o tipo de doutrina é o Estado. Com a graça de Deus não estamos num regime marxista e nunca estaremos. Portanto, discordo frontalmente de usar a liberdade de expressão para justificar a massiva doutrinação marxista a que nossas universidades públicas estão hoje submetidas.

Bene Dalben bdalben@mpc.com.br

Campinas


*

SÓ QUERIA ENTENDER

Só queria entender o silêncio de Rosa Weber diante das críticas dos seus pares aos militares no caso da “invasão” das universidades. Ora, não foi invasão! Os militares apenas obedeceram a ordens do próprio Tribunal Superior Eleitoral para averiguação de possíveis irregularidades em condutas ligadas ao processo eleitoral.

Orivaldo T. de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto


*

O STF E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) é a expressão máxima da Justiça e determinou a liberdade de “expressão” nas universidades do País, sem policiamento, como autoridades máximas não teria sido de bom alvitre sugerir aos professores e reitores ensinarem que liberdade de expressão também significa respeito à adversidade de pensamentos dentro do recinto universitário? Porque viralizou pelas redes sociais o caso de seis alunos vestindo camisas amarelas sendo expulsos da faculdade por dezenas de alunos aos berros. Isso é respeito à liberdade de expressão de alguém que pensa fora da “caixinha ideológica”? Ouvir a lengalenga chata, antiquada, cafona e autoritária dos ministros do STF deixou muita coisa em aberto, porque a liberdade precisa alcançar também o chão dos recintos universitários, e não povoarem apenas o mundo das ideias.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


*

VAMOS DEIXAR DE HIPOCRISIA

A revolução cultural iniciou-se no início do século 20 com a turma “iluminada” da Escola de Frankfurt com o propósito explícito de modificar os valores da sociedade ocidental cristã. A revolução marxista gramscista apropriou-se e aprimorou os conceitos e “invadiu” a dita inteligência mundial visando a modificar o senso comum da sociedade, a fim de obter o consenso. A onda do politicamente correto domina o século 21. O ponto focal para o sucesso da empreitada foi a atuação a partir das universidades, alunos e professores, dominando assim os intelectuais, os artistas, os jornalistas e os próprios professores. Assim formou-se o núcleo duro para a imposição das pautas que lhes interessam. Eis que, quando algumas poucas pessoas conservadoras decidem reagir, são imediatamente caladas com manifestações até do Judiciário. Nunca antes neste país a mais alta Corte reuniu-se tão rapidamente para decidir uma pauta estabelecida há menos de 96 horas. Desculpem-me a franqueza, estão todos sendo hipócritas. As universidades estão sequestradas pela ideologia de esquerda e uma reles tentativa de pequeníssima reação foi severamente silenciada. O futuro cobrará o preço dos irresponsáveis.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


*

EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA - O ERRO DO ENSINO

Ao longo dos últimos anos, não sei se dez, 20 ou 30 anos, a maior parte dos nossos mestres e professores, erradamente e de forma arbitrária e voluntária, passou a tratar Educação Moral e Cívica como um reduto da linha de pensamento ligada à esquerda, basicamente fundamentada no socialismo e no comunismo, embora argumentem que são democratas. E este reduto foi estruturado ao longo destes anos de forma permissiva, extremada e sem a possibilidade de questionamento contraditório. Ou seja, só tem valor este caminho. Acho que os nossos mestres e professores, reconheço que mal remunerados no momento, deviam obedecer a uma grade plural do ensino voltado para a educação moral e cívica, em que os conceitos, preceitos, filosofia e ideias da esquerda, direita ou centro sejam obrigatoriamente colocados aos adolescentes de forma equânime, ampla e detalhada. Complementarmente, realizar fóruns de debates entre os alunos, bem como incluir a leitura das várias linhas do pensamento político. Acredito ainda que este tema deva ser tratado a partir da educação básica/ensino médio, quando os adolescentes já começam a ter um entendimento da vida, de que não existe almoço grátis, de que têm de trabalhar, de que o direito de um vai até o direito do outro e que o Estado é como um condomínio, e não um cabide de emprego. Que o MEC se manifeste sobre este assunto.

Synval Runha srunha@outlook.com

São José dos Campos


*

ENSINO UNIVERSITÁRIO PÚBLICO PAGO

O pior inimigo do povo brasileiro é a demagogia sem sentido, como é o caso da disseminação nas escolas e faculdades do preconceito ideológico que impede a implantação do ensino universitário público pago. A maioria dos países desenvolvidos adotou este modelo, muito melhor. A gratuidade indiscriminada favorece os que podem pagar, que utilizam boas escolas de base para que seus filhos estudem de graça nas universidades públicas, onde os professores ganham várias vezes mais que os dos ensinos fundamental e médio. Os pobres estudam em escolas de base públicas, em boa parte ruins, e trabalham para pagar o ensino superior em faculdade particular de segunda linha, limitando-os no mercado competitivo. Quem pode, que pague e contribua para que outro estude; quem não pode, que receba bolsa reembolsável e pague quando puder. Nos países que adotaram este modelo as desigualdades sociais diminuíram muito, pelo simples fato de que os recursos para investimentos para a multiplicação das vagas são muito maiores. Nos EUA, todo ano, formam-se quase 20 milhões de alunos de curso superior, boa parte nas universidades públicas, ante pouco mais de 3 milhões de alunos no Brasil. Isso porque temos de contar com as faculdades privadas, que geram mais vagas que o Estado. Só que elas se proliferaram à custa de quem sofre muito para pagar. Até a China já adotou o modelo anglo-americano, em 1998, e forma muito mais alunos que aqui, além de a qualidade ser melhor. Porém, enquanto no Brasil tivermos ensino universitário público com a gratuidade indiscriminada, com várias universidades públicas com despesas extraordinárias, corporativismo doentio, baixos salários no ensino de base, sem valorizar o mérito de alunos e professores, seremos eternamente um país do futuro. Portanto, a gratuidade não tornou mais equitativa a educação superior, que se manteve como privilégio das camadas médias e altas da população; o aporte adicional de recursos para a universidade com a cobrança de mensalidades permite melhorar a qualidade dos serviços acadêmicos, que, de outra forma, custariam pouco ou nada, mas também teriam reduzido valor para seus adquirentes; o financiamento da instituição pelo indivíduo criará uma situação de competição entre as universidades, que repercutirá favoravelmente sobre a qualidade; o aporte adicional de recursos oriundos de quem pode pagar gera um aporte adicional proporcional de vagas gratuitas para quem não pode arcar com esses encargos; para os defensores do argumento do mérito, o contra-argumento é de que só cabe quando o diploma estiver de posse dos formandos. O que os candidatos precisam é de igualdade de oportunidades; e é mais do que óbvio, não é possível financiar os estudos dos pobres com dinheiro dos ricos através de escolas particulares.

Lincoln Scorsoni lincolnscorsoni@zipmail.com.br

São Paulo


*

RACISTA, MISÓGINO E HOMOFÓBICO

A imprensa tradicional está buscando reinventar-se para tratar do presidente eleito. O discurso de racista, misógino e homofóbico perdeu o sentido, provou-se fake. Agora, ele carrega consigo Hélio (Negão) Bolsonaro e desmancha-se em delicadezas com a esposa. Provavelmente, não precisará mais apresentar o seu “personal gay” para fotos para demonstrar a sua consideração com os gêneros distintos. Eu também não gostaria de ter um filho gay e, se tivesse, gostaria que fosse discreto nas suas afeições. E sabem por quê? Porque a discriminação na nossa sociedade ainda é grande e o meu amado filho iria sofrer.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)


*

ESTADO BELIGERANTE

É absolutamente irresponsável a fala do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC): “Polícia vai mirar na cabecinha e... fogo” (“Estadão”, 1/11, A12-A13). É este estado beligerante que foi criado pelas inúmeras falas de Jair Bolsonaro contra gays, negros, índios, mulheres e as minorias. A persistir esse pensamento, possivelmente em breve terremos alguns extermínios contra as minorias praticados pelos eleitos na onda bolsonarista.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

ATIRADORES DE ELITE

Muito boa a entrevista do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ao “Estado” de quinta-feira (1/11, A12-A13). Concordo plenamente que o sujeito que está portando um fuzil tem de ser abatido com tiro na cabeça. Vamos parar de hipocrisia e adoração aos tais “direitos humanos” que nunca valem para a sociedade, mas sim para a bandidagem. Fica a pergunta: que tipo de sujeito de bem carrega um fuzil? Eu não conheci nenhum!

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo


*

FUZIL NA MÃO

O governador eleito do Rio disse que os snipers da PM do Estado vão mirar e atirar na cabeça de “bandido que está de fuzil”. A esquerda argumentará que a polícia não pode atirar antes de comprovar a má intenção de um indivíduo sem camisa, de bermuda e chinelo, portando um fuzil.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


*

DE OLHO EM 2022

A legítima e democrática eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, de Flavio Bolsonaro para o Senado Federal e de Eduardo Bolsonaro para a Câmara dos Deputados, todos com expressivas votações, além do fortalecimento do PSL e da eleição de diversos governadores alinhados com o partido, fundam uma dinastia política no Brasil, talvez a primeira com todos os membros simultaneamente eleitos para cargos de relevância nacional na República. É possível que na hipótese de o governo de Bolsonaro pai alcançar o sucesso que a maioria dos eleitores brasileiros deseja para o País, e com o fim da reeleição já anunciado como sendo uma das medidas integrantes da pretendida reforma política, por certo este cenário habilitará a qualquer um dos outros dois Bolsonaros a postular o cargo de presidente da República nas próximas eleições, em 2022, que já começam a ser analisadas diante da entrevista do então candidato Ciro Gomes (PDT), recentemente, em jornal de grande circulação. Evidente que essa projeção de futuro, com dose de aposta, lastreia-se nos fatos do tempo presente, mas poderá se sedimentar no curso dos acontecimentos da vida brasileira se o governo eleito realmente conseguir desempenhar o papel para o qual foi eleito, unindo a Nação num só povo e para um mesmo destino.

Cláudio Antelo Claudio@ahantelo.com.br

São Paulo


*

FGTS

Foi autorizado o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis novos ou usados no valor de até R$ 1,5 milhão. A ideia é o aquecimento do mercado imobiliário, pois esse é um setor que responde mais rapidamente às medidas do governo. Entretanto, parece-me que medida mais eficiente para o aquecimento da economia e geração de empregos seria autorizar o uso do FGTS para o pagamento das parcelas mensais e intermediárias de imóveis em construção (“na planta”). Hoje, milhares de brasileiros não adquirem um imóvel na planta por não haver sobra em seu orçamento familiar, comprometido com o aluguel. Essa medida permitiria que essas pessoas pudessem adquirir um imóvel novo, em construção, ajudando na redução de estoques de imóveis e viabilizando o lançamento de novos empreendimentos.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


*

A EXPERIÊNCIA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA

Comentários ao artigo “Em desagravo às jabuticabas”, de Everardo Maciel, publicado no “Estadão” em 1/11/2018: o grande publicano de muitos governos, na matéria, mostra que o Estado no Brasil sabe muito bem como cobrar impostos, talvez ele seja um dos responsáveis. Todavia a qualidade da cobrança é contrabalançada, pela má qualidade do gasto com o dinheiro arrecadado. Os serviços públicos são péssimos, gasta-se mais do que se arrecada, além de haver uma dívida fora de controle, enfim, uma situação de virtual falência. Pena que o alto funcionário não tenha usado seus talentos para tornar melhores os gastos.     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


*

A CAIXA DE PANDORA DA CODESP


Os executivos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) José Alex Oliva e Carlos Antonio Souza foram presos pela Polícia Federal na Operação Tritão, esta semana. Foram encontradas irregularidades em contratos da Codesp envolvendo valores da ordem de R$ 37 milhões. A Codesp é uma empresa estatal do Porto de Santos. Em 2011, Michel Temer foi investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob a suspeita de ter recebido R$ 614 mil para facilitar o contrato de exploração da empresa Libra, no Porto de Santos. Em 1999, Temer foi acusado de ter se envolvido com irregularidades na administração da Codesp. Temer foi acusado diversas vezes de ter influenciado nas indicações políticas da Codesp.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.