Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2018 | 04h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Início promissor

Até agora, os movimentos do futuro presidente da República têm merecido aplausos e apoio. Já no primeiro pronunciamento, o discurso da vitória, ao estabelecer os três pilares de sua futura administração – “... este governo será um defensor das Constituição, da democracia e da liberdade” –, desmontou a falácia de autoritarismo que o petismo brandia, tentando conseguir os votos dos incautos. A demonstração de humildade, dizendo-se não ser o mais capacitado, mas apelando a Deus para capacitá-lo, e a intenção de ouvir antes de tomar uma decisão definitiva, mesmo que contrarie suas ideias preestabelecidas, também colaboram para desmontar essa falácia. Também a confirmação da intenção de reduzir o tamanho do Estado, começando pela redução do número de ministérios, e as primeiras nomeações, de notáveis fichas-limpas, estão na linha das suas promessas que mobilizaram multidões capazes de conduzi-lo nos ombros, expondo-o até ao sacrifício da própria vida. Assim, só nos cabe cumprimentá-lo e aguardar com otimismo suas futuras decisões pautadas pelas promessas de campanha. Terá, então, atendido à expectativa dos milhões de brasileiros que o elegeram.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Máquina enxuta

A redução do número de ministérios a ser feita pelo futuro presidente Bolsonaro nada mais é do que a volta da administração federal a uma estrutura organizacional séria e necessária. Todos sabem que esse monte de ministérios que existe hoje serviu só para atender à tal governabilidade, sem nenhum outro critério. Ademais, o mais importante não será a pouca economia resultante, mas sim, e acima de tudo, o exemplo para Estados e municípios e para a sociedade. O corte de gastos será consequência natural. Chega de malversação de dinheiro público!

RUYRILLO P. DE MAGALHÃES

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

Eficiência e agilidade

Embora a redução dos custos aparentemente seja mínima, o ganho em eficiência pode ser enorme. A pulverização de atribuições por vários ministérios atrasa e dificulta a tomada de decisões importantes.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Chiadeira

Sempre se reclamou do alto número de ministérios existente. Nos anos 1980 e 1990 esse número era reduzido. Por que agora alguns se insurgem contra a redução de pastas?

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Equipe econômica

É curioso como muitos querem que o presidente eleito, mesmo sem ser economista, informe e explique desde já os detalhes de seu plano econômico. Ora, nem Itamar Franco nem seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, entendiam de economia, a não ser seus fundamentos básicos. No entanto, montaram a equipe que criou o Plano Real e o tripé dólar flutuante, superávit primário e Lei de Responsabilidade Fiscal. Que foi combatido, recusado e desvirtuado pelo PT, mas até hoje resiste e é reconhecido como instrumento eficiente e eficaz para o funcionamento de nosso setor econômico e financeiro oficial.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Casco grosso

Os únicos profetas que conheço e respeito são os bíblicos, muitos dos quais com antecedência de centenas de anos fizeram previsões que se confirmaram, às vezes até em detalhes. Consumada a eleição do futuro presidente, logo apareceram arautos predizendo se não o caos, ao menos dias difíceis. Mais do que os atuais?! Além disso, falar em retrocesso, como alguns deles, é contrariar a vontade do povo. Ora, se a população se identificou com o discurso do candidato vencedor, querem o quê? O pessimismo hoje deve ser banido, porque, apesar dos solavancos políticos, econômicos e sociais que o País tem sofrido, as instituições têm respondido com acerto e firmeza. Há muito equilíbrio nas manifestações das mais altas autoridades. O Brasil não é nenhum Titanic para soçobrar por causa de icebergs. Temos o casco grosso, por todas experiências vividas.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Tempos de luta

Saúde, educação, segurança pública, três pilares e muitas dúvidas. Privatizações, reforma política, reforma da Previdência, reforma tributária, etc., etc. Meu Deus, por onde começar? Essas e outras urgências serão, a partir de agora, a dor de cabeça diária do nosso presidente democraticamente eleito. E seria a mesma coisa se fosse outro o vencedor. Ele precisa ter competência e paciência, afinal, os desmandos dos 13 anos do outro governo foram enormes. E fazer o nosso país ser respeitado e apreciado por todos. Temos tudo para ser uma grande nação, somos uma terra abençoada, o nosso povo é pacífico e, como se diz, não temos desastres climáticos, nem guerras, nem inimigos... Esperamos que o capitão consiga colocar o Brasil no seu devido lugar. Será que a nossa hora, enfim, chegou? Democracia é isso, aceitar a derrota e a vitória, pois andam juntas, e trabalhar para construir uma Nação única e respeitada. O respeito ao oposto, seja de que segmento for, é respeitar a si mesmo. É o princípio-chave de uma democracia.

FRANCISCO E. ALVES DE FRANÇA

fefranca_3@hotmail.com

São Paulo

Nova comunicação

Jair Bolsonaro e seus apoiadores inauguraram no Brasil não apenas uma nova forma de fazer campanha, mas uma nova forma de governar. E já o estão fazendo, mesmo antes de o presidente eleito receber a faixa de Michel Temer. É o que podemos depreender da continuação das mensagens via WhatsApp e outras redes. Certamente isso não vai parar e será, no governo Bolsonaro e provavelmente em todos os governos daqui em diante, uma forma de se comunicar com a sociedade mais importante do que as mídias tradicionais, que até agora têm centralizado o processo de comunicação política. Se bem utilizada, essa nova forma de comunicação poderá ser um instrumento fundamental na aprovação de reformas e projetos importantes para o País, pois adicionará visibilidade ao processo político e pressão sobre os atores desse processo. Se para o bem ou para o mal, vai depender de quem estiver no Planalto. De qualquer forma, são muito bem-vindas essa nova comunicação e essa nova forma de fazer política.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O ÚLTIMO APAGUE A LUZ

 

Um aspecto que merece a atenção da sociedade consciente é o de que a atual legislatura do Congresso Nacional só termina em 31/12/2018. O que isso pode sinalizar? Será possível, por exemplo, a realização, até lá, de um esforço no sentido de aprovar pelo menos parte da reforma da Previdência - importante para as contas públicas -, conforme intenção manifestada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro? Se for, constituirá um indicativo de amadurecimento da classe política, ao exibir uma nova postura, consequência talvez dos surpreendentes resultados das últimas eleições. Caso contrário, no entanto, tudo estará sugerindo que os interesses particulares e partidários continuarão a prevalecer sobre as grandes questões nacionais, havendo tempo suficiente, até o fim dos trabalhos, para provocar enormes estragos, deixando para os novos parlamentares um panorama de terra arrasada, marcado pelo clima de "o último apague a luz ao sair". Façam suas apostas.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GOVERNO EM FORMAÇÃO

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, já definiu alguns nomes que ocuparão as principais pastas de seu governo: Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, Augusto Heleno, Marcos Pontes e Sérgio Moro. Bolsonaro mostrou que não seguirá os padrões estabelecidos pelos velhos caciques da política brasileira. A velha política vai ficando para trás e a nova equipe iniciará 2019 com gás total, quebrando paradigmas e determinando novos caminhos para o Brasil. Alternativas existem, basta querer se livrar dos esquemas de corrupção e do "toma lá, dá cá" existentes há décadas.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

 

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MORALIZAÇÃO

 

Há um aspecto importante na indicação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça: relegar o presidiário Lula da Silva à sua condição de condenado comum, pelos crimes praticados contra o País e a quem a Justiça Federal, com isenção e responsabilidade, dará a devida atenção, como faz com os milhares de outros réus sob seu julgamento. Enquanto isso, Moro nos dá a esperança de que, no cargo, estenderá sua cruzada em prol de um Brasil com menos corrupção e crime organizado e com respeito à Constituição. Nas páginas A2 e A3 do "Estadão" de 2/11, no "Fórum dos Leitores" e nos editoriais, respectivamente, a grande diferença: Moro, embora "no governo", na verdade estará "na Justiça", coisa que, a qualquer tempo, não possa ser corrigida, para que "a ânsia nacional de moralização dos hábitos políticos e administrativos não seja frustrada". A Moro, a Bolsonaro e a Lula, o sábio ditado latino "sic transit gloria mundi".

 

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais

 

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RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

 

O discurso dos falsos entendidos é repetitivo: Bolsonaro "tem de respeitar a Constituição". Qual é o significado disso? Por acaso Lula desrespeitava a Constituição e por isso destruiu o País? É por isso que está preso? Foi por desrespeitar a Constituição que conseguiu doar bilhões a seus "cumpanheros" bolivarianos? Foi por desrespeitar a Constituição que recebeu apartamentos e sítios por caixa 2? Se foi por desrespeitar a Constituição, o que estavam fazendo os 11 ministros guardiões da Constituição? Não! Ele fez tudo isso porque a Constituição tem um viés permissivo de impunidade! Dessa forma, respeitar a Constituição pode manter a impunidade e vai contra o que os eleitores elegeram. Então qual é a saída? Basta interpretar que a mencionada "Constituição" a ser respeitada será a cada momento a que estiver vigorando, não necessariamente a de 1988. Com emendas, ou constituinte, é necessário mudar profundamente a Constituição, e Bolsonaro sempre respeitará a Constituição que estiver em vigor. Pronto!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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MORO NO SUPERMINISTÉRIO

 

Parece que Bolsonaro está a fim de cumprir o que prometeu. Vamos estar diante de algo que sempre foi um paredão político: lei existe para todos ou continua sendo... "lei, ora a lei!". O brasileiro votou que já é hora de começar o Brasil de todos, e não de uns picaretas políticos, grande parte dos quais foi alijada do poder nas últimas eleições.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PERFEITA INDICAÇÃO

 

Nomear o juiz Sérgio Moro como superministro da Justiça acredito ser uma decisão corretíssima. Sérgio Moro demonstrou ser um homem corajoso, ousado, discreto, honesto e, sobretudo, inteligente. Não importa o que a imprensa mundial pense sobre este novo cargo de Moro, o que todos nós mais queremos é que esta nomeação seja uma das mais felizes de todo o ministério.

 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

 

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AUSPICIOSO

 

Com efeito, não poderia soar mais auspicioso e altaneiro para o futuro governo Bolsonaro o aceite do juiz Sérgio Moro do convite para ser o futuro ministro da Justiça. No país que virou a verdadeira casa da mãe Joana há tempos, onde reinam a impunidade, os malfeitos, a sistêmica relação promíscua no deletério "tomaladacaísmo" que viceja entre políticos e empresários corruptos e corruptores, a presença do destemido e valente juiz à frente da importantíssima pasta da Justiça é um mais que positivo e encorajador sinal de que o vento virou a favor. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PREMONIÇÃO A CONFERIR

 

Em 2006 (!), Luiz Carlos Alborghetti (1945-2009), jornalista policial, dizia querer que... "o dr. Sérgio Moro, esta reserva moral da Justiça Federal, seja o ministro da Justiça do Brasil. Com ele, eu acredito que vai dar certo. Se ele estivesse lá, esta quadrilha do PT, já estaria todo mundo na cadeia".

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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DISTÂNCIA

 

Posso estar enganado, mas me parece que o brilhante dr. Sérgio Moro deveria continuar seu trabalho fundamental na Operação Lava Jato. Desculpe-me pela ousadia, dr. Moro, mas atrevo-me a dizer que um juiz deve ficar longe de qualquer poder (esquerda, direita, centro, etc., etc.), para agir com a isenção e a autoridade que têm sido a marca de sua atuação.

 

Izidoro Blikstein izidoro@blikstein.com

São Paulo

 

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JUSTIÇA

 

Não é só o combate à corrupção que o futuro ministro da Justiça tem de implantar; teria de agilizar o andamento de ações trabalhistas, principalmente, pois isso mexe com a vida do trabalhador, é questão de sobrevivência e é inadmissível ficar dez, quinze anos esperando, por exemplo, a correção de salários. As grandes empresas recorrem até a última instância, mesmo sabendo que vão perder, e o Judiciário aceita sem nada fazer.

 

Amauri Machado machadoamauri@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TÉCNICO

 

Tem sido anunciado que Sérgio Moro, antes, dizia que jamais seria político, e que agora, ao aceitar o cargo de ministro da Justiça, se transformou em político, contradizendo-se. Essa ideia nasceu quando foi perguntado se se candidataria a presidente da República, ocasião em que disse não ser político. A meu ver, político é aquele que se candidata a um cargo e é eleito pelo voto público. No governo há aqueles que são nomeados para exercer um determinado cargo, convidados que foram por políticos. São os chamados técnicos em suas carreiras, como técnicos são todos os funcionários públicos que exercem suas funções dentro do governo sem serem exatamente políticos na acepção da palavra, pois o fato de trabalharem no governo não os transforma em políticos. Sérgio Moro é um deles, e pelo que se tem noticiado, com chances de um dia ser nomeado ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), logo, não traiu a sua palavra, pois não se filiou a nenhum partido, não subiu em palanques, não fez discursos, não pediu votos, apenas aceitou um convite para exercer um cargo público dentro da profissão em que é especialista, convidado que foi por um político. Definitivamente, político não é, mais, sim, um grande patriota.

 

José Carlos Piçarra jcpicarra@hotmail.com

São Paulo

 

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COMPETÊNCIA

 

Realmente, assumir o superministério da Justiça não é para qualquer um, pois pouquíssimas pessoas no Brasil estariam preparadas para tal função. Mas acredito que o mais preparado e competente para tal função é o juiz Sérgio Moro. Ao aceitar o convite para o cargo, Moro não contrariou sua declaração de que não tinha a menor intenção de entrar na política, pois ele está aceitando assumir um ministério, por ser técnico e competente para a função e com a promessa do presidente eleito, de que terá liberdade para desenvolver o seu trabalho sem interferências das politicalhas. Moro, com todo o seu conhecimento e com toda a sua vontade de trabalhar e fazer o melhor, com certeza, vai continuar ajudando o nosso país a sair da crise e conquistar a nossa autoestima, perdida durante os últimos governos.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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POLÍTICO

 

Para Sérgio Moro, contrariando as suas próprias afirmações anteriores, "aceitar" a gratificação de ser ministro da gestão Bolsonaro, comprova-se que a condenação de Lula foi um ato eleitoreiro e político. 

 

Tibor Raboczkay tabocka@iq.usp.br

São Paulo

 

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REPERCUSSÃO NEGATIVA

 

O juiz Sérgio Moro está em evidência pelos processos que julgou sobre os acusados na Operação Lava Jato. E um destaque por certo tem a ver com a prisão do ex-presidente Lula, que o impediu de concorrer às recentes eleições. Como entender, então, que seja aceito por este importante integrante do o Judiciário o convite do presidente eleito para ocupar o ocupar o cargo de ministro da Justiça? Isso, por certo, terá uma repercussão muito negativa, e sua atitude pode ser caracterizada por um possível caráter político-partidário. O seu posicionamento vai exigir que ele seja muito convicto nas explicações. 

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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NO EMBALO

 

"Defesa de Lula prepara habeas corpus com base em nomeação de Moro." Estes advogados me fazem rir!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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INCONFORMADOS

 

Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff e outros petistas inconformados com o convite de Jair Bolsonaro e a aceitação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça ampliado, estão ironizando e preocupados porque ele é um nome com conhecimento nesta área para combater a corrupção, a lavagem de dinheiro e o crime organizado, motivo suficiente para prestar excelentes serviços para o Poder Executivo. É certeza que eles estariam aplaudindo, o que seria impossível, se Bolsonaro convidasse Rogério Favreto, por exemplo, desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), para o cargo.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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MURMÚRIOS

 

Murmúrios da esquerda, derrotada no último pleito, desaprovando a indicação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, não foram ouvidos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Observamos o mesmo desconforto, após o "sim" de Moro, no STF, onde alguns ministros criticaram a escolha. Como são murmúrios, ninguém ouviu, muito menos o capitão. Parodiando o jornalista Ibraim Sued, "os cães ladram e a caravana passa". 

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André 

 

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A IMAGEM DO JUDICIÁRIO

 

Com todo respeito ao ex-presidente do Supremo Carlos Ayres Britto, não passa de conversa mole sua declaração de que "Moro no governo compromete a imagem do Judiciário". Ora, dr. Britto, essa decisão do juiz Sérgio Moro de aceitar comandar o Ministério da Justiça na futura gestão de Jair Bolsonaro não é ilegal e tampouco imoral. Assim como também não é ilegal nem imoral, ou algo que esteja comprometendo a imagem do Judiciário, o fato de o ex-presidente do Supremo Sepúlveda Pertence advogar defendendo o corrupto e formador de quadrilha Lula. O que, na realidade, vem indignando a sociedade brasileira e prejudicando a imagem do Judiciário é ver ministros do STF falando desmedidamente fora dos autos, e ainda parte destes concedendo habeas corpus a amigos condenados por corrupção. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

 

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INTRIGA

 

A Polícia Federal precisa investigar, com rigor, notícias mentirosas e covardes intrigando o ministro do STF Celso de Mello com o futuro ministro da Justiça, juiz Sérgio Moro. Passou da hora de prender e enjaular patifes, canalhas e ordinários que espalham notícias falsas, envolvendo pessoas do bem. Desta feita, o alvo dos sórdidos criminosos é o competente e respeitado decano da Suprema Corte. 

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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REQUISITOS

 

Não entendo certos meios de comunicação quando discutem os requisitos mínimos necessários para ser um togado do STF, questionando que o juiz Sérgio Moro não poderia sê-lo devido a ser um juiz de primeira instância. Ora bolas, temos Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, este que nunca foi aprovado em concurso público para juiz e aquele, que rasgou a Constituição no processo de impeachment da presidente Dilma Vana Rousseff. Precisamos que nossa imprensa livre deixe de ser hipócrita.

 

Márcio Marcelo Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

 

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O ARQUIPÉLAGO

 

Existe hoje em nosso país um arquipélago em pleno Planalto Central, para ser mais exato, em Brasília. Chama-se "Supremo Tribunal Federal". Ele é composto por 11 ilhas distintas que em princípio deveriam ser comandadas por uma única chefia. Mas ocorre que essas ilhas agem individualmente, monocraticamente, como se não existisse um comando. Deixemos bem claro, aqui, que o erro se inicia no momento de serem escolhidos os mandatários de cada ilha. O presidente da República escolhe essas pessoas como lhe convém melhor. O ideal seria que esses candidatos, em primeiro lugar, fossem escolhidos entre juízes com pelo menos dez anos de carreira nos tribunais e que tivessem um mandato pré-determinado de no máximo oito anos, nunca sendo um cargo vitalício. Assistimos hoje a uma aberração que podemos considerar insuportável: o atual presidente ou mandatário das 11 ilhas nada mais é que um advogado que trabalhou para um partido político, tentou alguma vezes passar num exame para a magistratura sem êxito e, depois, foi um dos escolhidos como mandatário de uma das 11 ilhas. Vamos torcer e fazer votos para que este novo governo que está chegando tenha a sensibilidade necessária para corrigir mais essa aberração a que assistimos em nosso país.

 

Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

 

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TRUMP TROPICAL?

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem algumas ideias bastante equivocadas sobre a política externa brasileira: pretende transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém; está mais interessado em acordos bilaterais do que no Mercosul; e acha que a China está "comprando" o Brasil. A transferência da embaixada prejudica a imagem e os negócios brasileiros no tenso Oriente Médio e será condenada pela comunidade internacional, como aconteceu com os Estados Unidos. Dar as costas ao Mercosul nesta etapa decisiva de negociação de acordo comercial com a Comunidade Europeia somente prejudica o Brasil. A China é nosso maior parceiro comercial e a balança comercial está bastante favorável ao Brasil, como advertiu o jornal oficial chinês "China Daily". Não precisamos de um "Trump Tropical", já chega a versão americana.

 

Omar A. El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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A EMBAIXADA DE ISRAEL

 

É inaceitável a decisão de Jair Bolsonaro de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Ele escancara seu total desprezo pela ONU, pelo povo palestino e pelo direito internacional, uma vez que Jerusalém é uma cidade internacional, dividida entre israelenses e palestinos. Ele coloca o Brasil na trágica posição de pária internacional, que deve ser boicotado pelas nações democráticas. O Itamaraty não pode ficar calado e permitir tamanho absurdo. A comunidade árabe no Brasil também deve reagir à altura e protestar contra Bolsonaro, que os ofende e humilha. Ele, claramente, está ao lado dos opressores e contra os oprimidos, algo que o Brasil jamais poderia aceitar.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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INVESTIGAÇÕES

 

A mídia não cansa de falar nas investigações do assassinato de Marielle Franco, a vereadora. No entanto, a investigação da tentativa de assassinato do atual presidente eleito, Jair Bolsonaro, perpetrada por Adélio Bispo, um pau mandado que teve inúmeros e caros advogados para defendê-lo, estagnou. Queremos saber quem foi que o contratou, e que essas investigações prossigam rapidamente, pois, ao que tudo indica, foi gente de ideário esquerdopata, sem a menor dúvida. Que a Polícia Federal assuma, também, essas investigações.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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'LIBERDADE ACADÊMICA E PARTIDARISMO'

 

A professora Maria Paula Dallari Bucci, autora do artigo "Liberdade acadêmica e partidarismo" ("Estado", 30/10, A2), fala, fala, cita uma porção de leis para defender a autonomia universitária e a liberdade de cátedra, mas o que sentimos é que a defesa só é feita para um determinado grupo de uma determinada ideologia. Estamos enganados?

 

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

 

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LIBERDADE ACADÊMICA

 

Necessitamos de catedráticos isentos que ensinem sem doutrinar. 

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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ISTO É LIBERDADE DE CÁTEDRA?

 

Vejam como funciona: minha filha está na UEL. O professor da esquerda tem o WhatsApp da presidente da sala. Envia tudo contra a direita e ela, a robô, encaminha para toda a sala. Há alguns dias ela enviou a petição para votar "não" nas propostas de Jair Bolsonaro. É uma corrente e lavagem cerebral. Gleisi chega a enviar cartas aos alunos que são líderes. Um horror!

 

Gileno Pereira gileno49@hotmail.com

São Paulo

 

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MUDANÇA DE PARADIGMA

 

Na busca de um Estado que fosse a solução para todos os nossos problemas, chegamos a um Estado que se tornou a origem de nossos maiores problemas. Paulo Guedes acredita num Estado pequeno que libere o País para trabalhar e produzir. Trata-se de uma abordagem muito plausível e bem-sucedida em vários locais do mundo. Mas implica uma mudança radical nas expectativas dos brasileiros em relação ao papel do Estado ante a conjuntura que enfrentam em seu dia a dia. Principalmente, para os nossos políticos cujas promessas aos seus eleitores foram bem outras. Será possível mudar o paradigma? Os próximos meses dirão. 

 

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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AGÊNCIAS REGULADORAS

 

O presidente da Anatel está de saída (2/11, B3) e não fará falta. Sob ele ocorre a jabuticaba de call centers com telefones falsos que, quando o feliz cliente retorna o telefonema, ouve que o número é inexistente; tal jabuticaba não existe em nenhum país decente que respeita o consumidor. A Anatel tem site de "Atendimento" Eletrônico onde operadoras, como a Tim, abusam do consumidor sob as barbas da Anatel, incluindo pedir cancelamento de reclamações com informações falsas e ser atendida - indicando aparelhamento e cabide de emprego incompetentes vigente na Anatel. Agências reguladoras serão mais um campo para o urgente saneamento pelo novo governo.

 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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TRANSPORTE NO FERIADO

 

Dia 2/11, Dia de Finados, quando muitos vão aos cemitérios reverenciar seus entes queridos que nos deixaram, a Prefeitura de São Paulo anuncia que reforçaria a frota de ônibus que serve aos cemitérios paulistanos. Moro perto do Cemitério São Paulo e precisei ir até a Água Branca certo de que teria ônibus em abundância para esse pequeno percurso, já que todas as linhas que me servem passam próximas de cemitérios. Ledo engano: foi difícil de ir e mais difícil de voltar. Entendo que transportes urbanos são bens de utilidade pública, mas não é assim que entendem os empresários de ônibus, que só colocam seus carros em dias úteis, todos lotados e em horários convenientes a eles. E a Prefeitura, bem como a Câmara Municipal, são coniventes. São interesses comerciais que se sobrepõe aos interesses dos cidadãos que pagam seus impostos mais o valor do transporte e nem sempre contam com o transporte medianamente desejado. Em fins de semana e feriados não se pode contar com esse tipo de transporte, porque um carro com meia lotação não traz o lucro desejado aos vorazes donos das empresas. E o público que usa esse meio transporte aceita sem reclamar.

 

Delpino Verissimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

 

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