Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2018 | 05h00

Pré-governo Bolsonaro

Sem ‘toma lá dá cá’

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, diz que só serão escolhidos para o seu Ministério técnicos de reconhecida capacidade para as respectivas pastas. Contudo ele vai enfrentar dificuldades. Acostumados ao “toma lá dá cá” e ao “quanto é que eu levo nisso?”, os donos de partidos Valdemar da Costa Neto, do PR, e Roberto Jefferson, do PTB, não vão querer sujeitar-se à decisão do novo presidente, ameaçando-o de oposição. Aliás, não só esses dois, mas outros políticos também acostumados à “base de coalizão” criada por Lula para se manter indefinidamente no poder a qualquer custo não vão querer perder o poder de barganha na indicação de apadrinhados para ministérios e outros rendosos cargos públicos. 

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

Mãos à obra

Ante a possibilidade de vitória, Bolsonaro e Paulo Guedes puseram logo a mão na massa para entender melhor o tamanho da “herança” que lhes caberia. O presidente Michel Temer abriu-lhes o caminho e facilitou o trabalho. Parece que a “encrenca” os assustou, pois de pronto aceitaram a reforma da Previdência já em pauta e puseram o adiamento de aumento salarial dos servidores para 2019 em perspectiva de aprovação no Legislativo, entre outras medidas. Estão sendo coerentes com as propostas de campanha e previdentes ao aproveitarem a “lua de mel”. Mas terão de tomar ainda muitas outras medidas amargas para desmontar as minas camufladas pela “progressista” economia ciclística dos pedaleiros petistas, que nos abrigam a conviver com uma pororoca recessiva. Ao não titubearem, Bolsonaro e Guedes indicam firmeza à plateia ávida de boas notícias.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Brasil esperançoso

Após anos de crises, há uma esperança de um Brasil melhor, mais justo, principalmente com Sergio Moro no Ministério da Justiça, dando o apoio necessário ao presidente Bolsonaro. Cercar-se de gente boa é o primeiro passo. Estivemos a um passo de uma crise quase tão grave quanto a de 1929 nos EUA. O País desmantelou-se em todas as esferas: violência por todo lado, desemprego em massa, falta de recursos para educação e saúde, desrespeito a autoridades, além da falta de fé nos nossos dirigentes. Agora não é hora de críticas dos que não torcem por um governo equilibrado, porque querem tudo como estava; e, sim, de compreensão pelos esforços que o novo governo quer empreender. 

Marcia Algranti

m24opala@gmail.com

Teresópolis (RJ)

Feliz governo novo

Por ser vetusto, fica difícil manifestar crença no novo governo. Entretanto, manifesto meu fio de esperança, pois sempre sofrerei as consequências de qualquer falha do novo governo federal. Discretamente, apostei minhas modestas fichas em JK, JG e até nos governos militares, embora ciente que não se tratava de revolução, mas de golpe na Constituição de então, totalmente pisoteada. Tudo em vão. O FGTS foi nada mais, nada menos que um fundo constituído por valores antecipados equivalentes a indenizações trabalhistas, recolhidos pelos empresários mensalmente, porém compensados ao serem embutidos no preço final de cada produto pago pelo consumidor, e transformado em BNH, idêntico ao Minha Casa, Minha Vida do PT. Não acreditei em Collor, e tinha razão. Com a devida cautela, acreditei nas reformas de FHC, surfando no Plano Real. Ainda com cautela, tive esperança nos governos do PT, porém constatei que a prioridade eram governos estrangeiros. Por favor, Bolsonaro, não me desiluda!

Carlos Gonçalves de Faria

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Gás boliviano

Renovação do contrato

No artigo Novo governo, novas ideias e novos avanços (3/11, B2) Adriano Pires mostra que domina a questão do petróleo no País. Numa passagem, falando do suprimento de gás natural, lembra que o contrato com a Bolívia, que termina em 2019, tem de ser renegociado. Sobre essa fonte de gás, gostaria de lembrar alguns aspectos do negócio. A instalação de extração e tratamento de gás na Bolívia foi feita/custeada pela Petrobrás, que tinha as devidas autorizações para atuar naquele país. Se não me engano, as negociações se deram ao tempo do antecessor de Evo Morales na Bolívia e de Fernando Henrique Cardoso pelo Brasil. O contrato era muito generoso com a Bolívia. Construído o gasoduto para transportar o gás para o Brasil, dimensionado para uma demanda futura, iniciou-se o transporte com fluxo reduzido, compatível com a demanda inicial, que era baixa. Em certo momento, houve lá a troca de presidente, por Evo Morales, e de nossa parte, por Lulla. Nesse tempo houve o episódio da expropriação da usina, que foi ocupada pelas Forças Armadas bolivianas, com o beneplácito de Lulla. Ou seja, a expropriação foi consentida. Quanto ao preço do gás, foi cobrado não pelo volume fornecido, mas pela capacidade máxima do gasoduto. E o Brasil aceitou! Mais adiante, já com consumo próximo da capacidade do gasoduto, Morales “descobriu” que havia na mistura de gases que se verifica no gás natural certo componente que, separado, teria valor bem mais elevado. Mas era apenas um componente da mistura do combustível. Morales exigiu aumento do preço por isso e o Brasil acatou, bovinamente. Uma vez que estamos avançando na produção de gás natural, o fornecimento da Bolívia deixará de ser indispensável e isso deverá ser considerado na discussão de novo contrato.

Mario Helvio Miotto

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Correios

Filatelia

Os nossos Correios foram durante décadas e décadas um orgulho nacional e exemplo para outras nações. O Brasil foi o segundo país a lançar selos, em 1843, os famosos Olhos de Boi, antes dos EUA e da Alemanha. Nos últimos anos a filatelia foi quase destruída, por incompetência. Existem países que vivem da filatelia! Foram lançados selos autocolantes, mas foi esquecida uma camada intermediária que permite a separação dos selos das cartas com água, para as coleções. Os selos autocolantes brasileiros não desgrudam das cartas. É um horror para cada filatelista, mundialmente. Selos são o cartão de visita de um país! Ademais, uma carta enviada em 1930 do Brasil para a Alemanha levou cinco dias, via dirigível Zeppelin. Nos últimos anos, com aviões a jato, as cartas ditas prioritárias passaram a levar dois a três meses no mesmo percurso. Cada ano envio 50 cartas de Natal em dezembro para a Alemanha, a França e os EUA e, com sorte, só chegam perto da Páscoa...

Michael Peuser, filatelista

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Acordo comercial Mercosul-Europa

Finalmente, o acordo comercial Mercosul-Europa está para ser assinado. E, então, poderemos desfrutar de um acordo com um player do tamanho do mercado europeu. Pena que não saiu antes. Pena que só saiu quando uma nova leva de acordos bem mais modernos e bem mais amplos estão sendo assinados: entre os EUA , México e Canadá; entre os EUA e Europa, entre os EUA e os seus parceiros do extremo oriente, etc. Pena que possa conter cláusulas que dificultem nossa integração no novo cenário mundial que se delineia. Pena que só saiu quando a Argentina passa por uma crise sem precedentes e toda questão do Mercosul está sob análise. A grande pergunta é: do jeito que está, vale a pena?

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

A dura crítica da China 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, não pode brincar de frases de efeito, como fez no final de sua campanha ao dizer que "a China não está comprando do Brasil, ela está comprando o Brasil". Retórica desprezível e muito parecida com a do retrógrado PT. Em resposta, uma dura advertência veio do governo chinês a Bolsonaro, dizendo que seguir os passos de Donald Trump pode custar caro ao País. Hoje, a China é o melhor mercado para os produtos brasileiros, e no ano passado importou do Brasil US$ 47,4 bilhões, ou R$ 176 bilhões. Seria prudente o presidente eleito respeitar a realidade do mercado e, principalmente, o comércio internacional. Então o que dizer dos EUA e de outros países onde é permitido aos investidores externos todo tipo de negócio, como compra de empresas, terras, etc.? Ora, o Brasil não vai criar bons empregos e distribuir renda, etc. sem a participação do capital externo. Aliás, nenhum país conseguiu nem vai conseguir essa façanha.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Buraco mais fundo

O senhor Luiz Fernando Stamposki, que comentou sobre o editorial "China faz alerta a Bolsonaro", esqueceu de que ele já faz parte daqueles que com seus votos "cegos" anteriores já enviou a economia brasileira ladeira abaixo. Ainda bem que com seu novo voto "cego" não pode enviar ainda mais a economia brasileira para um buraco ainda mais fundo.

Leonidas M. Miguez leomiguez@terra.com.br

São Pedro

Política externa

Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores dos governos Lula-Dilma, responsável pela famigerada e inócua política Sul-Sul, pela abertura de representações diplomáticas nos lugares mais inusitados e pelo apoio a ditaduras latino-americanas e africanas, reapareceu na mídia criticando a pouca importância dada pelos bolsonaristas ao Mercosul. Bolsonaro tem razão quando afirma que quem quer ser o melhor tem de se unir aos melhores, daí dar preferência aos EUA, à União Europeia, à China, ao Japão e a Israel. Amorim esperava uma vitória petista para sair do anonimato e voltar à boa vida. Vai ter de esperar.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Imposto único, ideia absurda

Marcos Cintra é o homem do imposto único, lembram? Como consolação, aceita a CPMF. Dificilmente dará certo no governo Bolsonaro, a menos que o presidente vire totalmente a casaca.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

Reforma da Previdência

Uma proposta maluca, mas de viabilidade imediata: capitalização, já aventada, é a solução para a Previdência, mas com fundos independentes (CLT, professores, militares e funcionalismo), para manter a estrutura de benefícios atuais e evitar resistências na sociedade e no Congresso. A questão é como e quando reverter do sistema solidário atual para o sistema de capitalização aos aposentados, e aos próximos a aposentar. A solução quase "imediata" está na captação de recurso asiático para os próximos 35 a 40 anos, cujo rendimento na origem está próximo de "zero", e exercer aplicação no mercado brasileiro, de onde podemos pagar regiamente, e onde já há fundos de pensão estrangeiros usufruindo. A devolução do principal torna-se viável quando os pensionistas deixarem de existir, onde me incluo. Faltam-me 25 anos para chegar aos 100 anos, matematicamente sei que poderei contribuir na devolução do principal bem antes disso.

Lourenco Nampo lnampo@gmail.com 

São Paulo

Mau precedente

A Previdência baseada em capitalização não deu certo no Chile e não vai dar certo no Brasil. A equipe econômica de Bolsonaro sabe disso. Por que insiste?

Tibor Raboczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

Sérgio Moro na Justiça

A garota de recados Gleisi Hoffmann informou que Lula está indignado com a ida de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Não poderia haver melhor evidência do acerto da escolha de Jair Bolsonaro.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Lula indignado

Por acaso alguém vai tomar as dores do preso?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Quanta diferença

Hoje o PT faz um imenso alvoroço com a nomeação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Certo estava Lula quando nomeou Márcio Thomaz Bastos, um criminalista, para o mesmo cargo. Lula sempre teve visão, sabia que precisaria do melhor criminalista para seus projetos de poder.

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

O PT e a esperança

O PT, mau perdedor, não se conforma com a eleição democrática e sem golpismos de Jair Bolsonaro. Quer Lula livre. Passando por cima das leis. Não aceita a liberdade de escolha de Sérgio Moro. Mantém a fanática e histérica Gleisi Hoffmann berrando aos quatro mundos buscando o impossível e antidemocrático. O povo manteve o impeachment da arrogante Dilma Rousseff, que também deveria se recolher à sua insignificância e tirar umas longas férias, de preferência em Pasadena. O Brasil está cheio de esperança e quer sossego e entusiasmo para galgar novas paragens.    

Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

Indicações

A maior de todas é o bebezinho chorão Lula fazendo birra com a indicação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Talvez ele ache que correta foi a indicação dele feita por Dilma para ganhar foro privilegiado e não ser preso. Aliás, já passou do ridículo esta imprestável oposição. Cumprimento Jair Bolsonaro, indicando ministros compatíveis com suas respectivas funções. Coerência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Alienação da realidade

No programa humorístico "A Praça é Nossa", um personagem marcou presença significativa: um mendigo, coberto de farrapos, fumando um toco de charuto, todo empertigado, cheio de poses, declarando os compromissos que era chamado a desempenhar perante altas autoridades, nacionais e internacionais! Assim está o PT, implodindo com o tempo, desprovido de senso do ridículo, gastando suas fichas com recursos jurídicos medíocres, aplaudido por baderneiros e queimadores de pneus e latas de lixo, enfim, um verdadeiro exército de Brancaleone vagando pelas estradas à procura de pretextos para justificar sua existência. Quando a cegueira e a arrogância comandam as ações, a sabedoria se retira envergonhada, pois fica desperdiçada a gratificante oportunidade de uma reflexão baseada na humildade.     

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

O PT após a eleição

O PT sempre mostrando que não saber perder, e mostra claramente que a imbecilidade é maior que a estupidez. E ainda se acham cheios de direitos. Lamentável.

Maria M. J. Simões mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

O julgamento de Lula

Com a proximidade do interrogatório de Lula referente ao processo envolvendo o sítio de Atibaia, agendado para este mês de novembro, presumo ser oportuna a seguinte reflexão. No rosário de ações versando sobre corrupção passiva que pesa sobre o ex-presidente Lula, não se pode nunca perder de vista suas veementes declarações reafirmando seu total desconhecimento das gigantescas irregularidades que estiveram em curso durante o seu governo, tanto no que concerne ao mensalão quanto à corrupção na Petrobrás. Assume um caráter elementar, basilar, portanto, rememorar, aperceber e sobrestimar a evidência de que, neste cenário, o desconhecimento total de tais delitos somente se justificaria se se tratasse de um episódio patológico, envolvendo aguda debilidade mental, o que levaria um indivíduo a uma completa alienação da realidade berrante que estaria se desenrolando debaixo do seu próprio nariz. Porém, por todo o tempo que o conhecemos, estamos bem cientes da sua astúcia, da sua esperteza, e bem certos de que retardo mental, com toda certeza, não é o seu caso. E, assim sendo, jamais poderíamos isentá-lo e absolvê-lo sob o pretexto de ter sido ingenuamente ludibriado por seus camaradas. Mas, muito pelo contrário, num sistema judiciário isento, não corrupto, o simples fato da evidência de uma omissão consciente, com consequências tremendamente nefastas para o País sob o seu governo, e negada perante o juiz com perjúrio, deve obrigatoriamente redundar em veemente repúdio e inevitável severa punição. E tudo isso sem considerar, ainda, o agravante capital, qual seja, a forte suspeita que também sobre si recai de ter sido ele próprio o orquestrador das mencionadas irregularidades, crime este que se apõe categoricamente acima dos demais e de que é também acusado. Em face dessa obviedade, torna-se, por conseguinte, incompreensível, inacreditável e espantoso que uma denominada "ala dos mais bem-dotados" (os "intelectuais") se mostre solidária e tome partido na defesa da inocência do ex-presidente, sob a pretensa alegação de perseguição e golpe políticos. Tamanha é a inversão de valores a que temos chegado.

 

José Ribeiro Gomes gomesjrg@gmail.com

Florianópolis

Privilégio

A hospedagem de Lula em cela (sala) especial no prédio da superintendência da Polícia Federal em Curitiba não é compatível com os princípios básicos da igualdade social protagonizados por um Ministério da Justiça que abraça o princípio de que todos são iguais perante a lei. Ou não?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

O furor da seta

"Gestão de superpasta da Justiça é impraticável, avaliam ex-ministros" ("Estadão", 2/11). A avaliação da suposta impraticabilidade da superpasta da Justiça vem de vozes suspeitas, pois são as de ministros petistas fracassados, que já antecipadamente verbalizam seus medos mais profundos, de Sérgio Moro dar certo e pôr em xeque as competências de petistas malsucedidos. O furor da seta sempre dignifica o alvo.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Ingresso na magistratura 

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, num evento nos Estados Unidos, que discorda da permissão legal que permite que, no Brasil, um "garoto" de 23/25 anos, "recém-formado", se torne juiz sem ter conhecimento da realidade, porque "ainda lhe falta experiência de vida" e a "socialização que lhe dá a devida responsabilidade". Embora a crítica de Toffoli mereça reflexão, os rigorosos concursos para o ingresso no Judiciário do País são eficientes em selecionar candidatos aptos ao imediato exercício da judicatura. Ineficiente, este sim, o processo para acesso ao STF - que privilegia critérios políticos -, o que criou a insólita situação de Toffoli ingressar na Corte apesar de, à época, estar condenado numa ação no Estado do Amapá, porque, segundo a sentença, teria participado de esquema de fraude à Lei de Licitações. Toffoli, que prestou dois concursos para a magistratura paulista e foi reprovado em ambos, ainda protagoniza outra curiosa condição, a de haver sido indicado por um ex-presidente da República - para quem advogou - hoje cumprindo pena de prisão. Antes, portanto, de se debruçar sobre os critérios para o ingresso inicial na magistratura, urge que os legisladores pátrios cuidem de aperfeiçoar os dispositivos constitucionais que regem o acesso ao mais alto degrau do Poder Judiciário. 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Toffoli, o experiente

O atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em evento nos Estados Unidos organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse ser contrário a jovens de "pouca idade, sem experiência, mas com o peso da caneta nas mãos" para julgarem casos sem "ter se socializado" e sem conhecimento da realidade. Sobre o próprio caminho trilhado para chegar ao STF - sem nunca ter conseguido aprovação em concurso para juiz -, preferiu calar-se. Quem ficou muito aborrecido pela ingratidão foi o presidiário Lula da Silva.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Juízes sem experiência

Fiquei pasmo ao ver a declaração do sr. Dias Toffoli, ao afirmar que juízes no Brasil assumem a função sem experiência ("Estadão", 3/11, A8). Gostaria de perguntar ao sr. Toffoli como foi que ele assumiu um posto no STF. Não tinha experiência, porém foi imposto pelo PT, uma vez que era funcionário do sr. José Dirceu, e hoje em dia participa de julgamentos contra o PT, mas em nenhum momento se afastou pelo fato de haver conflito de interesses, por exemplo. Pelas declarações do sr. Toffoli, agora entendi o velho ditado "faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço".

Francisco Ruggero f.ruggero@terra.com.br

São Paulo 

Inadmissível

"Nós recrutamos no Brasil juízes que são recém-formados, 23, 24, 25 anos, sem experiência de vida" foi o comentário de Dias Toffoli, presidente do STF. Tais garotos foram aprovados em concursos, são inteligentes, de fato inexperientes, mas inadmissível é ser reprovado na seleção para juiz e se tornar ministro do STF, o mais elevado cargo na Justiça.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Indireta

O sr. Dias Toffoli afirmou, em discurso num evento nos EUA, que os juízes brasileiros assumem o cargo ainda jovens, sem ter socializado e antes de adquirir conhecimento da realidade, certamente numa indireta ao juiz Sérgio Moro, por ter aceitado o cargo de ministro da Justiça. Porém, gostaria de saber sua opinião se um indivíduo que não conseguiu passar em concurso da magistratura poderia ocupar qualquer ministério e ainda mais tornar-se ministro do Supremo Tribunal Federal. Não explica que complica!

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

Preparo

O presidente do STF, Dias Toffoli afirmou que os juízes assumem o cargo muito jovens e ainda não estão preparados para a realidade social. Logo ele, com seu conhecido currículo. Seria cômico, não fosse trágico!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Vejam quem fala...

Para Toffoli, juízes assumem sem experiência, ainda jovens "sem ter socializado...". Seja lá o que isso quer dizer! E, ainda, "antes de adquirir conhecimento da realidade". Alô, excelência, preconceito contra os jovens que estudam, prestam concurso para juízes e se aprimoram? O que o senhor tem a dizer sobre quem é nomeado sem nem sequer passar num concurso, cuja única qualidade foi ter sido advogado de quem o nomeou?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

O STF e as liberdades

Este veículo de comunicação está sob censura há 3.324 dias, por determinação judicial. Não tem como festejar a hipocrisia do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão sobre manifestações nas universidades na véspera das eleições. Mesmo porque, salvo engano, são de cunho político dirigido por um partido. Sabemos que as faculdades federais estão aparelhadas por partidos políticos. Leitor assíduo deste jornal, acredito que está na hora de buscar soluções coletivas. O STF não representa o povo e suas manifestações estão se tornando abusivas, não ajudando em nada a harmonia que o brasileiro precisa para, com união, fazermos um país melhor.

Jose Saad saad@motoguia.com.br

São Paulo

Oposição com ideias

Nem bem o presidente Jair Bolsonaro é eleito e os grupelhos esquerdistas se colocam como salvadores da Pátria, uma pátria que foi vilipendiada por esta gente que não tem compromisso com o País. Quando propõem salvar o Brasil, falam em nome da democracia, que nem sequer sabem o que é. Pedem respeito às liberdades democráticas e provocam tumulto e depredação em São Paulo? O que esta gente quer? Já passou da hora de criminalizar estas manifestações carregadas de violência e desrespeito ao cidadão, que tem seu direito de ir e vir sem ser incomodado. Esperamos que o novo Congresso coloque um freio nessa afronta. É do jogo que aquele que perde deve respeitar o que ganha, assim como deveria partir dos jornalistas manifestarem por meio de seus artigos preocupação com o grave momento do País, conclamando a sociedade a ajudar na superação da crise. Oposição se faz com ideias, não com violência e patrulhamento ideológico. Apesar de ter ganhado a eleição pelo processo democrático e legal, não faltarão sabotadores para inviabilizar um governo legítimo e, por incrível que possa parecer, muitos jornalistas considerados "isqueirinhos" adoram botar um fogo. Fica patente o desespero dos perdedores. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Mortadela de luxo

A tal "resistência" pregada pelos companheiros da sofisticada organização criminosa conta com cronista badalado. Isso, se ele não resolver aderir às celebridades que prometeram deixar o País, caso Bolsonaro vencesse as eleições. Para socialista que tem apartamento em Paris é mole... 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

'Os omissos'

Na última coluna publicada dia 1/11/2018, o sr. Luis Fernando Veríssimo ultrapassou as raias da civilidade e do bom senso. Seu "comentário" quanto a "costurar estrela vermelha nas roupas" relembra seu muito provável ídolo Hitler, que teve a mesma "engenhosa" ideia  no século passado. Talvez seja justamente esse o problema de Veríssimo colunista: estar ultrapassado. Hoje não mais se aceita racimo ou qualquer outro tipo de discriminação contra qualquer pessoa. Plenamente cabível um reconhecimento de erro e pedido de desculpas. É o mínimo que se espera.

Sergio Bushatsky sergio@advocaciabushatsky.com.br

São Paulo

Omissão política

"Os omissos" de Luis Fernando Veríssimo ilustra muito bem o momento atual da força do ódio e da mentira. Omitir-se é privar-se do pensar, fomentando o império da ignorância. A resistência é por recuperar o sabor do saber.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

Um fim em si mesma

Logo após a vitória de Bolsonaro, partidos de esquerda e centro-esquerda começaram a se organizar para arquitetar a oposição ao próximo governo, dentro e fora do Congresso. Ou seja, a oposição existe como um fim em si mesma, pois nem sequer quer saber dos atos do governo eleito democraticamente, pois todos são ainda futuros. O Brasil está infestado de interesseiros que pouco se importam com o País e com a sua população, pois a política dos eternos opositores não concorda com o que for, pois apenas é sempre contra. Mas contra o quê? E se os atos do futuro governo forem bons, ainda assim serão atacados? Por que, apenas porque são do governo, e não da oposição? Democracia é isso?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

Bom sinal

Se a oposição, esta principalmente, está reclamando do que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, está fazendo, é porque fez o certo. Eu ficaria preocupado se ela não reclamasse. Continue assim, presidente eleito.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Na era errada

Marcelo Rubens Paiva (3/11, C6) publicou uma lista de atentados ao Estado Democrático de Direito, ligando-os ao que ele chama de "era Bolsonaro". Instituições saíram em defesa dos atacados: a USP, a Guarda Civil, a Oficina do Estudante, o Ministério Público, o juiz de Florianópolis, a Universidade de Brasília, o STF... E o próprio Marcelo. Gente de sorte esses ofendidos! Fui vítima de cinco assaltos antes da "era Bolsonaro": ameaçada com correntes, faca e armas de fogo. Nas ruas, numa ONG que fundei e em minha casa. Empobreci com os roubos. Bem-vinda, pois, a "era Bolsonaro". Agora os ofendidos sensibilizam tanto que todos correm para defendê-los. Fui vítima de violência na "era" errada. Azar meu.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

A nova era Bolsonaro

Viajei por uma semana para fora do Brasil, a fim de aproveitar minha férias e ficar distante das eleições para refletir sobre o resultado. Ao voltar, encontro a excelente coluna de Marcelo Rubens Paiva ("A nova era Bolsonaro chegou") resumindo o que ocorreu no ambiente estudantil enquanto estive ausente. Fiquei perplexo com a descrição feita pelo colunista. Por fim, inacreditável o ataque à imprensa, assim como o veto à presença do representante do "O Estado de S. Paulo", de outros jornais e de agências internacionais na coletiva de imprensa do novo presidente da República.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

'Paciência histórica' e 'O tempo dos intelectuais'

Li os dois artigos dos professores Luiz Werneck Vianna e Fernando Henrique Cardoso (4/11, A2) e encontrei um medo infundado e a busca de uma oposição de centro-esquerda ao governo, que nem começou. O que será preciso é adequação aos novos tempos e olhar o futuro com otimismo e sem temor. Falo isso por haver mecanismos institucionais que impedem que presidentes se tornem imperadores. Entre estes sistemas de contenção encontramos o STF, o Congresso Nacional, os militares brasileiros... sim, os militares de hoje são outros com visões diferentes daqueles de 50 anos atrás. O mundo, então, virou de cabeça para baixo literalmente. Falar em comunismo? Ora, professores, isso não existe mais. O que sobrou são ditaduras comandaras por espertos que tomaram o poder, ou seus sucessores. Sobrou a China, num regime político comunista, mas que é sem dúvida capitalista. Tem mais, os mestres esquecem que uma coisa é a retórica de campanha, que serviu como antítese àquilo que herdamos do petismo. Serviu perfeitamente como uma luva para a eleição, acertando com o desejo maior da população que foi não querer saber de Lula e seus asseclas. Na prática, o novo presidente do Brasil terá de adaptar-se ao país real. Seu economista-chefe terá de buscar soluções factíveis e aceitáveis pela sociedade. Por falar em sociedade, esta, então, deu um show de democracia. Métodos antigos de veiculação de ideias foram substituídos por participação e envolvimento genuíno. 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Contorcionismo intelectual 

Sobre os artigos "A hora dos intelectuais" e "Paciência histórica", publicados lado a lado na edição de 4/11 do "Estadão", o Brasil necessita, para o desmonte do voluntarismo esquerdopata lulopetista, de rumo e de homens com ideias práticas, não de contorcionismos intelectuais.

Antonio Guilherme aguilherme@me.com

São Paulo

FHC e o 'centro radical'

Os valores que FHC sustenta são razoáveis, mas a expressão "centro radical" é infeliz. O próprio PSDB, historicamente, tem combatido a ideia de radicalismo há décadas, em nome do pragmatismo da permanência no poder: o "sujar as mãos" que ele mesmo proferiu, enquanto presidente. Ou da oposição aos governos petistas, quando pretendeu assumir seu protagonismo. Nisso, particularmente, não difere da ala hegemônica do PT, que seguiu princípio similar por outras vias. A social democracia, que ambos visavam efetivar, na prática, foi desfigurada, desconstituída e estilhaçada; entre outras razões, por um antagonismo artificial e míope entre os partidos, que em perspectiva histórica se revela uma tolice. O caciquismo e os divisionismos internos aceleraram tal degradação, do qual testemunhamos os escombros. Que os valores e práticas social-democratas são necessários ao Brasil é uma obviedade, pela profunda desigualdade econômica, pela tensão social estimulada, pela fragilidade institucional da Democracia e pelos vorazes e rapaces interesses econômicos que miram os "recursos" nacionais, materiais e humanos, como fonte de "rentabilidade". Mas o ideal de um Estado de Bem Estar não pode ser apenas a figura de uma "utopia possível", se ela é solapada cotidianamente por práticas de hegemonia de grupelhos, corporações ou caciques. Tem de ser uma visão construída com a sociedade, com aqueles comprometidos com o interesse público e republicano, que também aspiram a um mundo melhor. Eles existem, aqui e em todo o mundo. Mas estão se exaurindo, e também se extinguindo pela avalanche autoritária que assola o mundo. Que a reconstrução comece. Mas sem demora, que o espectro do "tarde demais" é o que se desenha no horizonte. 

Roberto Yokota rkyokota@gmail.com

São Paulo

O PSDB e o novo governo

Quanto ao posicionamento do PSDB, é necessário mostrar-se coerente e apoiar o País naquilo que precisa e ser contra algum devaneio do presidente eleito. Para isso, não deve aceitar cargos no governo. Que João Doria tenha essa sabedoria, do contrário, poderá perder a grande oportunidade de ser presidente em 2022. A conta é básica, se Jair Bolsonaro faz um bom governo, escolherá um dos seus do PSL para sua sucessão; se faz um mau governo com apoio de João Doria e do PSDB, ninguém vai querer a sua continuidade.

Nathan Lorenzetti lorenzetti@fomele.org

Araraquara

Vitória em SP

Após a sétima vitória consecutiva (!) do partido tucano na eleição para o governo do Estado de São Paulo, sua sede já pode ser carinhosamente chamada de Palácio do PSDBandeirantes, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

Engodo

Mais uma vez o Estado de São Paulo será governado pelo PSDB, e mais, por João Doria, o maior engodo político dos últimos anos, que usará o Estado para fazer sua campanha política para a Presidência. Esperemos para ver.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Partido morto

Cumprimento o sr. Marcio França (PSB), pela postura não só nas eleições, como com o colega de mandato que ora se finda. Cumprimento também o ex-governador Geraldo Alckmin, que vai deixar saudades, não só pelo trabalho técnico deixado no Estado de São Paulo, mas pela sua postura política, que espero continue em outro partido. E, finalmente, meus pêsames aos membros do PSDB que ainda não se desligaram deste partido morto.

Lydia L. Ebide  lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

Reconhecimento

A derrota e a desmoralização política são muito ruins. Geraldo Alckmin, ex-governador do Estado de São Paulo, deve fazer uma meditação pausada, consciente, e reconhecer, sobretudo, as suas culpas, do PSDB e dos principais caciques tucanos que nunca saíram do muro nem tiveram a dignidade patriótica de lutar pela defesa da Pátria, sempre compactuando com os erros absurdos dos governantes petistas e até lhes defendendo em momentos críticos e prejudiciais à Nação, como fez FHC por ocasião do mensalão. O povo brasileiro ficou observando o comportamento de Alckmin nunca ter combatido o mal petista feito ao País. O povo se cansou e, desta feita, resolveu mudar para outro lado, um que lhe despertou maior confiança, Bolsonaro (PSL), um desconhecido, sem fundo partidário e sem apoio dos políticos e da mídia, mas com demonstração de amor à Pátria e ao seu povo. Não seja Alckmin injusto querendo culpara João Doria por sua derrota. A culpa é dos próprios tucanos.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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