Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 03h00

CONGRESSO NACIONAL

Justiça x parlamentares

A denúncia do Estadão de ontem, em manchete, segundo a qual um terço dos parlamentares está com pendências judiciais é de deixar os cabelos em pé. Que perspectiva de futuro podemos ter, se tantos membros do Legislativo, o mais democrático dos Poderes, estão encrencados na Justiça? Temos de vigiar, para que golpes como o de 1964 não venham a ocorrer com a desculpa de pôr vergonha na cara dos políticos.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Só no Brasil...

Ao ler a matéria de capa do Estadão de ontem fiquei decepcionado, frustrado, etc., pois fico imaginando em que outro país do mundo pode existir um Congresso com um terço dos ocupantes acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, estelionato, assédio sexual, etc. Ao todo são 540 acusações. E fica a pergunta: cadê os órgãos (in)competentes, que não aceleram esses julgamentos? Talvez haja muita gente de rabo preso com os picaretas a serem julgados.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Retrato do povo?

Nunca concordei com aqueles que afirmam que o Congresso é o retrato do nosso povo. A informação de que um terço dos parlamentares federais responde a processos deixa claro que tal afirmação (acusação?) não é correta. Pois eu não acredito que um terço dos brasileiros responda a processos desse teor.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Devedores da União

Segundo o Estadão, deputados da “nova Câmara” devem R$ 158,4 milhões à União. A maior devedora é a deputada Elcione Barbalho, com R$ 47 milhões em duas empresas de comunicação (aliás, seu marido, o senador Jader Barbalho, é o campeão de dívidas, com R$ 57,7 milhões). Pelo Refis aprovado no início deste ano, que beneficiou vários parlamentares, a família Barbalho teve quatro das suas maiores parcelas negociadas. Já os cinco deputados que mais devem à União somam R$ 133,4 milhões. Então, o que vemos é um autêntico desrespeito ao povo. Os parlamentares endividam-se porque sabem que não vão pagar. E o governo ajuda no calote com o tal Refis, criado para refinanciar dívidas que nunca são quitadas. No fim, quem paga é o povo. Ou esse Refis acaba ou se mudam as regras. Mas o pior mesmo é a chantagem que tais devedores fazem com o governo: ou aprova o Refis ou eles não aprovam nada do interesse do governo. É assim que um governo começa a fazer água.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

OPOSIÇÃO A BOLSONARO

Desespero de perdedor

Reina solitário o PT na sua oposição sistemática, afastando outras agremiações de uma união construtiva e proveitosa. A solidão advém do desespero e inconformismo pela derrota, impondo aos lulopetistas o desejo insubstituível de atacar e agredir, fugindo aos padrões normais de oposição. A exclusão do partido do poder republicano deveu-se em especial à forma como se conduzem seus membros, que, se antes da perda ética do partido, conseguia efeitos e resultados, doravante, após a derrocada moral da legenda, impede a conquista de novos companheiros. Perfeitas, pois, as observações o editorial Os desesperados (4/11, A3), que retratam a atuação e o modo de ser do PT e de seus radicais membros.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Seria trágico se não fosse cômico os partidos de esquerda quererem alijar o PT do seu conglomerado de oposição “construtiva” ao governo de Jair Bolsonaro, como observa o editorial Os desesperados. Para acreditar na sinceridade deles basta renegarem o Foro de São Paulo, do qual todos são participantes. 

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

São Paulo

Águas passadas

Excelente a forma clara, direta e coerente do editorial Os desesperados. A soberba do PT para com os adversários e o egoísmo mostrado com relação aos partidos aliados isolaram a legenda no cenário político nacional. A meu ver, isso tudo é resultado da forma como a senadora e presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, faz suas articulações, com Lula orquestrando suas manobras, ônus e bônus, com os “companheiros”. Mas, enfim, o PT são águas passadas.

RONAN WIELEWSKI BOTELHO

ronan@ronanbotelho.com.br

Londrina (PR)

Difícil é o ‘mea culpa’

E prosseguem os trabalhos da dita “resistência” que o PT e seus puxadinhos prometem fazer aos vitoriosos do último pleito presidencial. No vale-tudo a que, tudo indica, se estão propondo, o PT está explorando a anunciada ida de Sergio Moro para o que estão chamando de Superministério da Justiça. A acusação é de que o juiz, movido por desmedida ambição, teria sido “parcial” no julgamento de Lula e condenado o réu com o deliberado propósito de tirá-lo da corrida presidencial. “Ao aceitar o convite (...) Moro revelou sua parcialidade como juiz (...) a máscara caiu”, diz nota do PT, aliás, corroborada por Dilma Rousseff, que repetiu o surrado clichê de que Lula teria sido condenado “sem provas”. Ora, tal imputação não resiste a um sopro. Afinal, aquele julgamento louvou-se em caminhões de provas de todos os tipos: periciais, testemunhais, documentais, etc. E a sentença de primeiro grau terminou sendo até generosa com o cacique petista, já que Moro o condenou a “apenas” nove anos de reclusão. A apelação interposta pela defesa e julgada pelo Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4) não apenas confirmou a decisão – e por votação unânime, diga-se –, como elevou a pena a 12 anos e um mês. Acusar os outros – aliás, sem provas – é fácil, difícil para o PT é fazer um bom e honesto mea culpa sobre os incontáveis “malfeitos” que o fizeram varrido nos principais colégios eleitorais do País.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Chororô lulopetista

O lobo perde o pelo, mas não perde a manha. Esmagado nas urnas, o PT insiste na idolatria cega ao guru de Garanhuns, invocando perseguição política do juiz Sergio Moro, que estaria agora evidenciada por sua indicação para o Ministério da Justiça. Esquecem, de fato, que essa “perseguição” foi referendada pelo TRF-4, em Porto Alegre, e até pelo STF, a cujas portas estão batendo novamente. Vão quebrar a cara mais uma vez!

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

A EMBAIXADA DO BRASIL EM ISRAEL

Em dezembro de 2017 o presidente Donald Trump decidiu levar para Jerusalém a embaixada dos Estados Unidos em Israel. Contrapondo-se nitidamente a essa decisão, no mesmo mês a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução condenando mudanças no status daquela cidade, em documento que enfatiza que "quaisquer decisões e ações para o propósito de se alterar o caráter, o estatuto e a composição demográfica da cidade Sagrada de Jerusalém não têm efeito legal, são nulas e devem ser revogadas". Tal resolução foi aprovada por 128 votos, inclusive o do Brasil. Nove países votaram contra: Estados Unidos, Israel, Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo; e 35 se abstiveram.  Já em 2018, o Conselho de Segurança voltou a discutir a questão e, com um único voto contrário, o dos Estados Unidos (e consequente veto), manifestou-se em bloco pela sua aprovação. A resolução de dezembro de 2017 veio se somar a inúmeras outras de teor semelhante, que foram aprovadas ao longo de mais de 70 anos, desde a Assembleia de 1947, então presidida pelo Brasil, na figura do ministro Osvaldo Aranha, que, com a Resolução 181, aprovou a partição da Palestina, com a criação de dois Estados e a preservação de Jerusalém como cidade-estado internacional independente. Na oportunidade, tal resolução obteve a aprovação do então recém-criado Estado de Israel. Posteriormente, com as várias guerras e conflitos ocorridos, Israel veio a ocupar toda Jerusalém e a declarar, unilateralmente, que esta passava a ser a sua capital, o que nunca fora reconhecido pela comunidade internacional, até a recente decisão do presidente Trump. Assim sendo, fica difícil de entender a mudança radical que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretende adotar sobre o status de Jerusalém, ao transferir para lá a nossa embaixada em Israel. Ressalte-se que o Brasil assumiu e foi fiador em sua origem da manutenção de Jerusalém como cidade internacional independente, posição que vem sustentando ao longo dos últimos 70 anos. O que ganhamos com essa mudança de posição? O que perdemos? Seria bom que se ponderasse bem, antes de assumir um compromisso definitivo sobre o assunto.  

 

Marcos Candau carvalhocandau@gmail.com

São Paulo

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OUTRA AGENDA

Por que Bolsonaro pretende mudar a embaixada brasileira para Jerusalém? Só para provocar o tão sofrido povo palestino e árabe? Não temos coisa melhor a fazer? Reduzir os ministérios para 16 é ótimo, excelente! Devemos prosseguir nesse sentido e reduzir os enormes exagerados custos burocráticos atuais. Muito sucesso ao presidente eleito nesse sentido.

Erhard Franz Adolf Dotti erdotti@gmail.com

São Paulo

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CONSEQUÊNCIAS COMERCIAIS

Além de a transferência da embaixada brasileira em Israel ser uma medida ilegal e imoral, negada por todos os países à exceção de EUA e Guatemala, as 22 nações que formam a Liga Árabe têm cerca de 360 milhões de habitantes e 23,4% da população mundial é muçulmana. Os países árabes produtores de petróleo concentram 40% dos recursos de todos os fundos do mundo. Só os países da Liga Árabe gastam cerca de US$ 20 bilhões. Sem margem de dúvida, com a transferência da embaixada, os árabes passarão a comprar café da África, carne da Turquia, Argentina ou Austrália e frango da França. Até os investimentos serão afastados. Sem margem de dúvida, o nosso país atravessa sérios problemas econômicos. O aforisma é verdadeiro: árvore não dá dinheiro, e o bom senso deve prevalecer. Não machuquemos mais o obreiro povo brasileiro.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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UMA IDEIA

Bolsonaro mostrou o desejo de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Por enquanto, não passa de uma ideia. Mas isso deverá ser pensado e repensado, pois poderá nos trazer muitos problemas com outros países do Oriente Médio. Porém, o estreitamento de relações com Israel e outros países desenvolvidos é muito importante. Chega de Cuba, Venezuela e de ditaduras centro-americanas e africanas que, pelas intenções funestas do chefão ora enjaulado, nos levaram bilhões de dólares, que dificilmente nos serão restituídos.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O MUNDO DE BOLSONARO

Ah, que saudade do conselheiro Marco Aurélio "toc-toc" Garcia!

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NENHUM DIÁLOGO

"Não é pra ter nenhum tipo de conversa." Com essas palavras, o presidiário Lula, "à Marcola", ordena os parlamentares petistas para que se posicionem firmemente contra projetos bolsonaristas, como o Escola sem Partido, a criminalização dos movimentos sociais e as vendas de blocos do pré-sal, que voltaram a ser discutidos. Invadir e depredar uma propriedade pública ou privada é crime e os responsáveis devem ser punidos de acordo com a lei. Em qualquer país sério do mundo oMST  seria considerado grupo terrorista, mas no Brasil de Lula é um movimento social que sobrevive com verbas públicas. Parodiando Figueiredo, Lula diria: "Eu não prendo e que arrebentem!".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ELES SE PERGUNTAM ONDE ERRARAM?

O PT está sentindo muita dificuldade de entender que todo poder emana do povo, que o exerce através de representantes eleitos. Porque, para o PT, povo era somente aquele atrelado às urnas através de bolsas e benesses em cabides de empregos por todo o Brasil, dos mais altos cargos até os menores, não em importância, mas em termos de remuneração. Atônitos, não conseguem ainda perceber onde erraram! Acontece que o brasileiro, gostando ou não, ainda é um povo conservador, amante da ética e de valores que preservem o que consideramos a maior das instituições, dita "burguesa" pela esquerda: a família. Na ânsia de aplicar na prática as teses de Gramsci, foram direto ao ponto, tentando desconstruir o que temos de mais caro. Gramsci é um grande filósofo marxista, que ousou contradizer os métodos do seu guru que entendia que só se imporia o comunismo numa sociedade arrombando a porta com violência. Gramsci, mais sutil, entendeu que a desconstrução da sociedade burguesa se faria de dentro para fora, sem violência física, mas destruindo os valores éticos e morais que seriam os sustentáculos de instituições perenes como a família e a religião. Esta implosão começaria nas salas de aula, (de)formando consciências de alunos ainda imaturos para o resto da vida. Por isso 90% dos professores hoje são marxistas, militantes petistas convictos e atuantes. Solapariam a sociedade "burguesa" e "retrógrada" também através das artes e da mídia, primeiro com mensagens subliminares difíceis de serem captadas como tal pelo grande público. Depois, com menos sutileza, através de novelas que chegaram a me causar asco, não por puritanismo banal, mas por enxergar o alcance da desconstrução ética e moral que se pretendia com aquelas mensagens. O que sei é que temos uma tarefa árdua pela frente, pois levará décadas para desmontar a obra do PT, e sem sutileza alguma digo que ele "obrou muito e bem". Todas as instituições estão tomadas por militantes, mas mesmo assim vencemos as eleições e trocamos pelo menos metade do Congresso Nacional. Estamos apenas dando o primeiro passo de uma longa jornada. Mas preservaremos o que temos de mais caro: os valores que sustentam a família e a fé. E a Nação se desenvolverá, com certeza, para todos os brasileiros. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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O ROMBO DO PT

Fernando Haddad (PT) gravou vídeo pedindo à militância que contribua para cobrir o rombo de mais R$ 4 milhões nas contas da campanha eleitoral. Ocorre que esse déficit é relativo somente à prestação de contas do primeiro turno. Como no segundo turno houve a "Operação Camaleão" no PT, que obrigou a produção de todo o material gráfico sem a cor vermelha e uma estrelinha muito da sumida, o déficit financeiro do segundo turno deverá ser muito maior. Como sempre, o PT recorre ao povo para pagar suas contas. Por sorte, como derrotado, deve arrecadar somente com a militância, e não com o tradicional saque às contas públicas ou das empresas estatais.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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DESPESAS DA CAMPANHA ELEITORAL

O PT está pedindo à militância ajuda para cobrir o déficit de R$ 4 milhões da campanha eleitoral. Problema fácil de resolver: basta pedir ajuda às dezenas de intelectuais e artistas milionários que declararam voto a Haddad. Certamente, Chico Buarque, Gil, Caetano e outros artistas que cobram cachês imensos não hesitarão em auxiliar o partido que tanto admiram.

Roberto A. Kirschner kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

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AÇÃO CONTRA BOLSONARO

É absurda e patética a nova ação do PT tentando desqualificar a vitória de Jair Bolsonaro por abuso do poder econômico ("Coluna do Estadão", 5/11, A4). O PT torrou nas eleições R$ 34,4 milhões e ainda está esmolando dos seus partidários mais R$ 4,3 milhões para quitar as contas da campanha. Já o partido de Bolsonaro gastou míseros R$ 1,7 milhão, 20 vezes menos que o PT! Perderam nas urnas, mas querem ganhar no golpe.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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DOAÇÕES

Data vênia, se o PT pede doações para quitar despesas da eleição, quem paga ou banca a defesa do "cara"?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A INDIGNAÇÃO DE LULA

Gleisi Hoffmann diz que Lula está indignado com a escolha de Sérgio Moro para ocupar o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro. Ora, a eleição de Bolsonaro foi o reflexo da indignação dos brasileiros com as coisas que Lula e sua turma aprontaram. Os eleitores deram um basta no período em que criminosos cuidavam para que as leis não os atingissem, opinavam sobre quem deveria ocupar os cargos-chave da Justiça para manter-se a salvo e manobravam com total desenvoltura, dando as cartas naquilo que lhes interessava. Bolsonaro hoje é mais popular do que Lula. Moro é muito mais popular do que Lula. Simplesmente por terem se posicionado a favor da lei e contra a corrupção. A indignação de Lula não é só dor de cotovelo, mas decorre da amarga constatação de que a grande maioria dos brasileiros entendeu qual é a de Lula. E olha com ojeriza em sua direção e na das pessoas que ele dirige. A democracia revolta Lula porque o povo descobriu o que está por trás da máscara de sua demagogia.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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REVOLTA NOS PRESÍDIOS

Fernandinho Beira-Mar, Gegê da Mangueira, Escadinha, Gleisi Hoffmann e "Lularápio" estão indignados com a nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça!

Jose Eduardo Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Itu 

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MITO OU MISTIFICAÇÃO

Bolsonaro é "mito", Moro é "mito", Lula era um demiurgo e filho do Brasil. Mito ou mistificação barata? Por que será que nós, brasileiros, não aceitamos os nossos líderes como pessoas normais e passíveis de erros e acertos? Por que temos de santificarmos os nossos líderes? Bolsonaro não é "mito", tampouco Moro, e Lula não é este deus que foi pintado e aclamado. Que possamos olhar para os nossos líderes sem a ótica do "mito". Nada de salvadores da Pátria, demiurgos, semideuses e santos. Aliás, de salvadores da Pátria as cadeias estão cheias.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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O MINISTRO SÉRGIO MORO

Ao contrário do que se afirma, não é a Justiça que está se metendo na política, é a política que se meteu com o crime. Nenhuma atividade criminosa é tão nociva para a sociedade quanto a roubalheira generalizada praticada diariamente pelos políticos. Há envolvimento da liderança de praticamente todos os partidos políticos na prática de atividades criminosas, o onipresente caixa 2 é apenas um dos crimes que essa gigantesca organização criminosa pratica com a maior naturalidade. Protegidos pelo inexpugnável manto da imunidade parlamentar, os políticos brasileiros se perderam no mundo do crime, e roubar dinheiro público é tão comum que eles nem se sentem criminosos. A nomeação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça significa que o caveirão da polícia finalmente vai subir a rampa dos palácios dominados pelo crime organizado.

Mario Barila mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PERDA DE TEMPO

As críticas negativas ao juiz Sérgio Moro, advindas principalmente de setores da esquerda, por sua aceitação do convite para assumir o Ministério da Justiça, são retóricas, gratuitas e absolutamente infundadas. Está mais do que claro ao bom entendedor que, ao afirmar em entrevista passada que não entraria para a política, Moro quis dizer política partidária. O juiz não está filiado a partido algum e foi convidado a assumir função administrativa de altíssima importância e complexidade. Seu aceite não configura mudança de opinião em relação à política partidária. Querer desconstruir a credibilidade de Sérgio Moro com argumentos pífios é perda de tempo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MORO POLÍTICO?

Função executiva há que ser função profissional, talvez Moro esteja inaugurando isso. O atraso do País se deve em parte por tornar função "profissional" em cargos políticos. Deus queira que isso esteja mudando!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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AOS CRÍTICOS

Sérgio Moro no Ministério da Justiça: "quem tem tem medo".

Fabiano Rangel Pusas frpusas@icloud.com

São Paulo

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PASSAR O BASTÃO

Não há motivo para tanto estardalhaço pelo fato de o juiz Sérgio Moro deixar o posto na Operação Lava Jato para assumir um ministério. Entre as virtudes da pessoa competente estão a de saber delegar, capacitar um sucessor e ter consciência de que ninguém é insubstituível. Cada um com seu estilo, o normal é que quem suceda uma pessoa capaz seja uma versão revisada e ampliada. Se dependesse de eleição, a juíza Gabriela Hardt ocuparia permanentemente o cargo. Sendo equilibrada e criteriosa, poderia ser também exemplo para muitas brasileiras que, infelizmente, têm de viver da casca, por falta total de conteúdo.

Irene Maria Dell' Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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CAMINHO CERTO

Extremamente promissor o início do governo Bolsonaro. Só nomes técnicos e de excelência reconhecida. E a maior garantia de que o capitão está no caminho certo é a gritaria do PT e de seus, digamos assim, tutelados mentais. Avante, capitão! A missão é árdua, e missão dada é missão cumprida.

Nei Gravina Job Neigravina@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESCOLHA ACERTADA

Ao vencedor, as batatas. Que as leve Bolsonaro. E, para descascá-las, ninguém melhor que Sérgio Moro. Avante, Brasil!

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O DESTINO DE MORO

Não concordo com a premissa de que o juiz Sérgio Moro não poderia mudar seu entendimento pessoal, ao longo do tempo e em razão da circunstância, e aceitar entrar para a política. Ninguém nasce juiz, ministro ou presidente. O destino que levou Moro a vestir a toga preta de juiz é o mesmo que o está levando de Curitiba a Brasília, para ser ministro da Justiça, e, quem sabe, poderá levá-lo a subir a rampa do Planalto, colocar a faixa verde e amarela e ser o próximo presidente do Brasil, em 2022. Boa sorte com o destino, ministro Moro.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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MUDANÇA DE IDEIA

Que bom que o juiz Sérgio Moro mudou de ideia. No Brasil muitas coisas vão mudar. Ele fará parte das mudanças para melhorar nosso país tão sofrido com políticos desonestos. Ele tem todas as qualidades e é a melhor pessoa para este cargo tão importante. Muda, Brasil!

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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'O SOLDADO MORO'

Como sempre, Eliane Cantanhêde traz uma análise precisa sobre a questão da nomeação de Sérgio Moro, na sua coluna de 2/11 (A6). E o PT demonstra mais uma vez sua capacidade de manipular os fatos, inverter consequência como causa, pois a nomeação de Moro é consequência de seu trabalho excepcional no combate à corrupção, não causa de condenações passadas. Deixemos eles esperneando, pois não cola, perderam a credibilidade faz tempo. 

Radoico Câmara Guimarães radoico@uol.com.br

São Paulo

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TAPA NA CARA

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ilustríssimo dr. Carlos Ayres Britto declarou que "Moro no governo  compromete a imagem do Judiciário". E o advogado Kakay, que "Moro no Ministério da Justiça é tapa na cara do Judiciário". Não posso entender essas declarações senão como pensamentos tortuosos, denotando o pecado da inveja a machucar a alma desses afamados juristas. Uma pena, porque eles poderiam colocar sua capacidade intelectual a serviço do novo governo, a fim de ajudar o País na luta contra a corrupção, mas não o fazem. Tapa na cara foi o fatiamento da Constituição pelo ministro Lewandowski em favor de Dilma Rousseff, erro crasso que o povo sabiamente consertou nas eleições, assim como os atos de outros ministros aliviando o cumprimento das penas de tantos condenados por corrupção, como José Dirceu, que continua a ameaçar a democracia com a tomada do poder a qualquer custo. Tapa na cara dos brasileiros, sobretudo, foram anos e anos de lulopetismo rebaixando nossos valores morais e arruinando nossa economia.

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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COLOCANDO OS PINGOS NOS 'IS'

O STF causou nos últimos tempos muita revolta na sociedade ao ver que ministros foram por demais subservientes quando concederam habeas corpus a torto e a direito para soltar gente endinheirada que claramente mostrou a sua cor. A escolha do juiz Sérgio Moro como ministro da Justiça, somada a um Executivo forte, transparente e legitimado pelo voto, mais um Legislativo cumpridor dos seus deveres, deverá colocar o Supremo no seu devido lugar. O tribunal não precisará mais legislar, somente julgar amparado pelas leis em vigor. Ou seja, serão colocados os pingos nos "is". Toda esperança reside no fato de que as pessoas eleitas vão, sim, fazer jus aos votos que receberam e fazer com que o Brasil seja respeitado mundialmente. Basta cumprir o que diz a Constituição e cada instituição fazer corretamente a sua parte. Vamos enterrar as velhas práticas políticas que tanto mal fizeram ao País. Hora da mudança, hora de acreditar que o Brasil tem jeito, basta querer.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NOVO GOVERNO

Pelo andar da carruagem, daqui para a frente tudo vai ser diferente, vamos todos, políticos, empresários, funcionários públicos em todos os níveis e brasileiras e brasileiros, todos, ter de praticar a honestidade e vivermos exclusivamente com o resultado de ganhos oficiais, sem corrupção, sem caixa 2, sem sonegação, etc. Será que é muito difícil praticar a honestidade? Vamos tentar? 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO

Se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretender constituir o seu Ministério somente com parlamentares sem "ficha suja", vai encontrar no máximo uma meia dúzia, e olhe lá...

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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LIÇÕES DE SEGURANÇA

É chegada a hora de aposentar o Rolls Royce presidencial. Desfilar em carro aberto é um perigo, ainda mais em tempos como estes. Que os conselhos do serviço secreto israelense se somem aos protocolos de segurança nacional. Aos alvos maiores, dr. Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, evitar inclusive exposição desnecessária.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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PENSAR PARA A FRENTE

Diariamente reencontro no "Fórum dos Leitores" vários de nós que há anos escrevemos para exprimir nossas opiniões e lutar pela melhoria de nosso país. Agora, deixamos para trás o partido e as pessoas que fizeram tanto mal nos últimos anos. Vamos esquecê-los e propor o que deve ser feito agora para que nossos filhos e netos tenham um futuro melhor. Penso em três coisas: a reforma deste Estado gordo, burocrático e pouco produtivo; o investimento em educação, para que as novas gerações sejam competentes e respeitem a sociedade onde vivem; e a revolução na infraestrutura, que mobilize recursos privados de longo prazo, com segurança jurídica, e que supra os brasileiros de saneamento básico, energia, ferrovias, rodovias e portos e habitações, gerando uma quantidade imensa de empregos e bem-estar para a população. Se o novo governo não perder de vista estes três objetivos, chegaremos àquele futuro que sempre ficou como o pote de ouro, na ponta do arco-íris. Boa caminhada!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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HAJA BOLSONARO!

Votei e fiz campanha para Bolsonaro e acredito ser o início de uma longa e ruidosa mudança. Falta, agora, educar os mais de 200 milhões de brasileiros que fazem barulho em seus apartamentos após as 22 horas, seguram o elevador, param em vagas de idosos, ultrapassam pela direita, aceleram após ultrapassarem os radares, dão um "por fora" ao garçom para serem mais bem servidos, furam filas em bancos e logradouros públicos, fumam e ouvem som alto nas praias sem se importarem com as pessoas à sua volta, não recolhem o cocô de seus pets nas calçadas, vão à escola para ofender professores esquecendo-se de que educação vem do berço, usurpadores de recursos públicos e dependentes das tetas governamentais. Enfim, serão necessárias muitas décadas para nos tornarmos um país melhor para viver. Muda, Brasil.

Moacyr Ferreira Júnior moacyrfj@icloud.com

São Paulo

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O CHORORÔ DOS SONHADORES

A edição de domingo (4/11) do "Estadão" é histórica. A realidade se impõe. Fernando Henrique Cardoso e Luiz Werneck Vianna (página A2) choram laconicamente o fracasso dos seus sonhos, e o editorial "Os desesperados" (página A3) coloca, talvez tardiamente, os pés no chão. Após uma semana de reflexões, os intelectuais começam a esboçar as explicações, ainda sem mea culpa, dos porquês da utopia constitucional de 1988 não ter dado certo e a propor novos sonhos de união das esquerdas. Não entendem que o radicalismo de esquerda e o viés de impunidade que nortearam a Carta de 1988 continham, escancaradamente, as sementes do fracasso justamente por negar os benefícios que a intervenção dos militares havia trazido, 24 anos antes, quando, interpretando os mesmos anseios de liberdade que os brasileiros cultivam agora, decidiram interromper a marcha da revolução gramscista que se avizinhava então e que se materializou inconfundivelmente nos últimos anos. Voltam a criticar o neoliberalismo, falar em cláusulas pétreas, centro radical, sociedade igualitária, ameaças às conquistas democráticas, solidariedade e defesa contra a barbárie... Acordem para a vida, senhores. A sociedade brasileira se cansou das teorias e decidiu pelo pragmatismo responsável que constrói as grandes nações. É hora de trabalhar pelo Brasil.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'PACIÊNCIA HISTÓRICA'

O artigo de FHC (4/11, A2) é de uma arrogância bem parecida com o PT. Não me lembro de nenhum momento de ação de FHC durante os governos do PT em que este não tenha mostrado apenas inação a respeito dos escabrosos e contínuos roubos praticados pelo partido então no governo. Será este o resumo de "paciência histórica não se confunde com inação"? Agora, depois de uma eleição legítima, vem arrotar preocupação com a democracia? Caindo num "individualismo possessivo" que sempre foi o seu forte? Inclusive quando não apoiou José Serra para presidente para poder posar de "sociólogo que passou o poder ao primeiro operário" (aliás, ladrão, que se diz o "mais honesto")?

P. Michael Wilke wilke.pmichael@gmail.com

São Paulo

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HAJA PACIÊNCIA!

Depois de criticar o eventual radicalismo do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, de se mostrar conivente com a aspiração petista de voltar ao poder, deixando para isso uma "porta aberta" que acabou enferrujando com o calor dos acontecimentos, FHC sai de cima do muro de um PSDB combalido, cuja única saída está à direita de João Doria, e propõe como solução não mais a esquerda retrógada, mas um centro radical (4/11, A2). Enquanto o discurso do presidente eleito não parece nada radical, o ex-presidente vem propor outra forma de radicalismo, que jamais caberia no centro, pois tudo o que é radical pende ora para um lado, ora para outro. 

Ricardo Daunt de Campos Salles dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A PACIÊNCIA DO ELEITOR BRASILEIRO

O artigo "Paciência histórica", do sociólogo e ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, é uma falácia. Urge dizer sem medo de equívocos que essa paciência quem a teve foi a sociedade, democrática e republicana, por 24 anos. Num primeiro momento, o PSDB aparentava ter apatia. Porém não é apático! É tão vermelho quanto o PT (espera-se que, com a vitória de João Doria, deixe de sê-lo). A verdade emergiu do depoimento do marqueteiro Duda Mendonça, contratado pelo PT. Este cidadão, ao depor na CPI dos Correios, confessou ter aberto uma conta no exterior para que o partido lhe pagasse. Se o PSDB fosse de fato oposição e quisesse o bem do Brasil, proporia então até mesmo a cassação do registro do PT. O que fez o PSDB, nobre ex-presidente? Silenciou! Sem deixar de lembrar que ulteriormente, na eleição de 2002, nós sabíamos, como Vossa Excelência também sabia, do projeto de poder do PT. Criar a falaz democracia do proletariado. E o governo de FHC não trabalhou para ganhar a eleição. Quedou-se inerte, por certo, pelo comprometimento ideológico com o PT. Portanto, o PSDB foi conivente com o descalabro econômico em que o País imergiu. E a ordem democrática só não foi rompida, como pretendia o demiurgo da cadeia de Curitiba, porque não conseguiu o controle social da mídia. Outra coisa que deve ser deletada é a premissa de que a esquerda é tida como progressista. Qual país socialista, no sentido estritamente político, está entre as sete economias do mundo? Nenhum! Pode haver país com falso socialismo. Isso porque, nas palavras do falecido socialista espanhol Felipe Gonzales, o governante de esquerda, tal como o violinista, pega o instrumento com a esquerda, mas toca com a direita. E a esquerda é tão progressista, segundo Roberto Campos, que se fosse administrar o deserto do Saara acabaria com a areia.

Dárcio Mendonça Falcão dmfalcao@aasp.org.br

São Paulo

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COTA ULTRAPASSADA

"Democrata, curvo-me à decisão da maioria. Mas não me amoldo, como não me amoldaria se fosse vencedor o polo oposto." Palavras recentemente publicadas na imprensa, pelo hoje desgastado e pouco convincente Fernando Henrique Cardoso (FHC), símbolo do PSDB, partido que implora por lideranças arejadas e que foi severamente esvaziado nas últimas eleições. Trata-se de sentença carregada de cosméticos sob os quais se esconde a verdadeira face de quem, pelo teor de sucessivos e erráticos posicionamentos anteriores, sempre explicitou, para perplexidade de muitos de seus fiéis, tradicionais e arrependidos eleitores, preferência pelo catecismo petista, responsável pela ruína do País, em nome de um projeto de poder que deveria se perpetuar, longe dos cânones democráticos. Tudo leva a crer que a cota de FHC já foi há muito ultrapassada. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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RADICALISMO DE CENTRO

FHC recentemente criou um termo novo que seria o "radicalismo de centro", não bem definido, que agora figurará junto do radicalismo de esquerda e de direita. Pergunta-se ao professor se haverá espaço para uma política de não radicais? Já pensou uma hipotética reportagem no futuro com o título "'Radicais de centro' atacam 'radicais de esquerda', com ajuda de 'radicais de direita', com uso de muita violência, num possível cenário de uma futura guerra civil?".         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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IMPACIÊNCIA

"A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade atuando em sentido oposto" é a terceira lei de Newton. Assim sendo, convocamos Aristóteles para enfatizar que "in medio virtus". Aí entram Fernando Henrique Cardoso e seu artigo no "Estadão" de domingo, "Paciência histórica", conclamando da necessidade de termos um "centro radical" para suceder o centro recém-falecido na eleição presidencial. Em reação aos anos de esquerda petista, tivemos a ação contrária de uma força de direita. O centro como corredor de passagem. FHC foi ungido na esteira de uma onda social-democrata, que morreu na praia, após o sucesso do Plano Real. O PSDB tornou-se conservador, abrindo espaço para a esquerda sindical. O Estado do Bem Estar Social, que reconstruiu os Estados Unidos de Franklin Roosevelt após 1933 e foi alicerce na Europa pós-guerra, sempre é lembrado em tempos difíceis na história de política brasileira. Mas, infelizmente, nunca é implementado. Seria certamente a ideologia de um "centro progressista e radicalmente democrático", almejado por FHC e social-democratas órfãos.

   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FALTA DE LIDERANÇA

A única paciência que temos é ter de aturar as opiniões quase diárias de um ex-presidente omisso, de passado marxista e cujo maior legado foi a eleição de Lula. A autofagia insana dos cardeais de seu partido é fruto exclusivo da falta de harmonia e liderança dele, que sempre semeou a discórdia entre seus pares, para manter a sua pose intacta. Caiu a máscara, FHC. A sua influência não elege nem síndico de prédio, atualmente. E que venham, sim, as mudanças de que o Brasil tanto precisa e que o PSDB possa respirar novos ares, liberto da velha guarda do discurso retrógrado da luta de classes e viés castrista.

Roberto Meir robertomeir@yahoo.com

São Paulo

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PATCHWORK

FHC, tal como Lula, ao envelhecer, não quer perder o protagonismo. Lula inventou-se uma "ideia" e FHC (4/11, A2) inventou-se o paladino de um "centro radical progressista", que nada mais é do que um mix de liberalismo na economia e progressismo nos costumes. Fez um patchwork. E ainda faz apologia em boca própria: pertence a uma tal família "espiritual" que paira soberana sobre as demais. Eu também envelheci, concordo que é doloroso, mas aconselho ambos a não agravarem seu sofrimento cultuando a arrogância, seja ela emocional, seja ela intelectual.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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O OCASO DOS SOCIÓLOGOS

A incapacidade de perceber as mudanças recentes na sociedade brasileira e a obsessão de trabalhar com categorias teóricas que necessitam, ao mínimo, de mediações para entender a realidade social contemporânea fizeram com que os vetustos sociólogos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Werneck Vianna errassem em suas previsões sobre os resultados das últimas eleições presidenciais e sobre a atração e o papel que um hipotético centro democrático teria nelas. Um tanto arranhados em suas vaidades, ambos, a seu modo (4/11, A2), se colocam como "Cassandras", a prever problemas de imagens e riscos para o Brasil com a eleição de Bolsonaro. Estes senhores, demasiadamente apegados às suas obras teóricas, deveriam se dar conta de que as Ciências Sociais são dinâmicas e se renovam em seus paradigmas, razão pela qual não convém fazer previsões a respeito de um governo que nem sequer começou e muito menos reduzir o fenômeno Bolsonaro ao autoritarismo e ao neoliberalismo.  

Amilcar Baiardi amilcar.baiardi@gmail.com

Salvador

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'A HORA DOS INTELECTUAIS'

Parafraseando Freud, "afinal, o que quer o sr. Luiz Werneck Vianna ("A hora dos intelectuais", 4/11, A2)? Escreve contra o quê? A que intelectuais se refere? Ao enxame dos autonominados "intelectuais" (?) que vão desde tocador de berimbau a figurante da Globo, de gente que fala javanês a filósofa sem rumo e que assina todos os manifestos favoráveis ao PT e ao seu chefe de terreiro? Aos que exercitam um gramscismo feito sob medida para seus desvarios existenciais? Ou aos poucos que eram críticos da esbórnia esquerdista-petolulista e agora se aliam ao PT gritando, como na lenda "olha o lobo, olha o lobo", num delírio de derrotados paranoicos, como se a democracia corresse perigo? "(...) Sem intelectuais não faremos isso (...)", afirma o sr. Werneck Vianna. Pergunto: o que é "isso"? Pergunto: a que intelectuais se refere? 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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PERDIDOS

Os "intelectuais" estão perdidos. Faz-se mister uma lavagem cerebral não só nos jovens, mas nos impregnados de ideologia e maus costumes, inclusive de omissão conivente, por considerações inconfessáveis. Aí estão os intelectuais a criticar erros dos governos petistas e, no mesmo texto, lamentando a vitória de Bolsonaro, em flagrante contradição. Vianna é mais explícito: "Essa miserável sucessão presidencial (...) com esse retorno patético ao anticomunismo do presidente eleito". E FHC se contorce em expressões artificiosas como "onda conservadora" e "paciência histórica".  Para com os dois e muitos outros, felizmente, frustrados: haja paciência!

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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SALVAÇÃO NACIONAL

Não existe salvação para o Brasil se os intelectuais de esquerda, por suposto, não assumirem a sua hora e fizerem acontecer. Assim determina um deles, Luiz Werneck Vianna, conclamando a classe a reagir à horda sem cérebro que ousou eleger um desclassificado capitão reformado, congressista de várias legislaturas, cheio de defeitos pessoais e posturas anticonstitucionais. Salvacionismo à Dom Sebastião!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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NO CONGRESSO NACIONAL

Renan Calheiros pretende ser presidente do Senado. Graças ao STF, ele ainda pode pensar como se estivesse no velho Brasil. Espero que seus processos aflorem antes da conhecida prescrição.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERFIL

O governo Bolsonaro começará sua prometida gestão transparente e proba lidando com um Congresso em que 1/3 dos eleitos é acusado de crimes de assédio sexual, corrupção, estelionato, improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito, envolvendo nada menos do que 160 deputados e 38 senadores, num total de 540 ações. Haja fé e determinação para governar com um Congresso com gente deste perfil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VOTO NEGADO

Segundo levantamento do "Estadão", 1/3 do Congresso eleito em 2018 tem processos na Justiça. Lavagem de dinheiro, corrupção e assédio sexual. São mais de 200 parlamentares. O processo em suas fases de tramitação não é impeditivo de candidatura a cargo eletivo. Só após a sentença e o trânsito em julgado. Nem poderia, pois se estaria cometendo um prejulgamento e uma injustiça, mas o eleitor, que tem seu livre arbítrio, desde que sabedor disso, poderia negar-lhe o voto. Ele não é juiz para se policiar de cometer uma injustiça. Muitos devem ter votado nestes candidatos sem nem saber dos processos a que respondem. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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LEGITIMIDADE

Ouvimos ruído crescente de vozes vindas do Congresso sobre a falta de legitimidade dos atuais congressistas para votar qualquer coisa que interesse ao Brasil. A todos aqueles congressistas que se sintam nessa situação, segue a seguinte mensagem: crie vergonha na cara e pede para sair! Para que este pessoal está lá, então? Faça-me o favor...

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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EMENDA CONSTITUCIONAL 46/2018

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou no dia 1/11/2018 que a emenda 46/2018, que equipara o teto do funcionalismo ao dos procuradores, é inconstitucional. Tudo bem! Pergunto agora: o auxílio-moradia percebido por alguns magistrados, inclusive os que têm casa própria, no valor de R$ 4.200,00 mensais, é constitucional? 

Ramiro Josué Sales ramirojsales@gmail.com

São José do Rio Preto

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A REALIDADE DOS PRECATÓRIOS

O editorial do "Estadão" sob o título "Cada vez mais urgente" (5/11, A3) trata da falta de uma linha de crédito especial para o pagamento dos precatórios dos Estados e municípios. Porém, aborda um dos maiores absurdos praticados pelos administradores públicos contra cidadãos e empresas, reféns de um verdadeiro calote oficial. Os precatórios se originam das dívidas que a administração pública tem, por não pagar o devido a seus servidores e àqueles que tiveram suas propriedades desapropriadas. Embora o governo federal tenha de adotar medidas para que os prejudicados sejam ressarcidos, a única providência foi aprovar a Emenda n.º 99, estendendo o prazo de 2020 para 2024, para Estados e municípios pagarem os precatórios. E creio que não é exagero classificar tais expedientes como ilícitos públicos. Explico com um exemplo. Um imóvel é desapropriado, por uma prefeitura, para a execução de uma obra pública. O prefeito, mais interessado em se promover do que em gerenciar a administração pública, determina a desapropriação sem que haja verba disponível no orçamento para tanto. Sabe que as consequências mão recairão durante o seu mandato. Avalia o valor do imóvel por um valor bem abaixo do de mercado, contando que o interessado procure a Justiça. Um processo para tal assunto se arrastará pelos tribunais, até o STF, por mais de dez anos, uma vez que os procuradores da administração têm ordem de recorrerem a todas as instâncias nos tribunais. E, quando finalmente o processo se transforma em precatório, a prefeitura já terá outro prefeito. Este, por sua vez, argumentando falta de verba, simplesmente não paga, sem que receba alguma punição, muito pelo contrário, continua evoluindo em sua carreira política. Eis a realidade dos precatórios, que conheço bem, pois espero o recebimento do meu há mais de 25 anos. Resta, agora, a esperança de que o novo presidente da República acabe com esta tramoia.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ENEM E IDEOLOGIA

No domingo (4/11) tivemos a primeira fase do exame nacional petista também conhecido como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Espero que o presidente eleito comece logo a faxina no Ministério da Educação, pois é impressionante o viés ideológico contido nas questões daquela prova. Não é justo o candidato que estudou três anos de ensino médio ser selecionado para uma universidade segundo os critérios da "cartilha petista" tendo de responder a questões de caráter político e ideológico, e não de conhecimento.

Sylvio Ferreira Sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo 

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50 ANOS DO MASP

Lendo o texto e vendo as imagens no "Estadão" de domingo ("50 anos de histórias", 4/11, C4 e C5), me lembrei de uma exposição neste mesmo local e com as mesmas obras que me deixou maravilhada, tanto pela montagem da mostra como pela iluminação das obras. Isso foi há muito tempo, quando dr. Julio Franco Neves era o diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e pena que naquele tempo não havia celulares para fotografar a exposição. Se no arquivo do "Estadão" tiver alguma foto dessa montagem, eu gostaria de ter acesso a ela, pois recordar é viver. Sou saudosista, sim, vendo as fotos no "Caderno 2", com esses cavaletes horríveis e essa impressão de bagunça e poluição visual, um horror, me lembrei de que Lina Bo Bardi era comunista e, como tal, devia odiar as belíssimas obras de arte dos grandes mestres do passado, achando-as "produto das classes opressoras", e teve a ideia de anular essas obras impedindo que elas fossem devidamente apreciadas pelo público. Seus autores grandes mestres do passado, usando todo o seu conhecimento e materiais da época e dedicando toda a sua vida para que isso acontecesse, de onde estiverem devem estar, como eu, terrivelmente tristes vendo como triunfaram as nulidades. Imbecis são idiotas que têm ideias. Lamentável!

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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RENOVAÇÃO

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) é nosso museu mais cultuado. Localização privilegiada, em área nobre, de fácil acesso. 12 anos para uma construção de caráter revolucionário. Altamente popular, bate recordes de visitação nas exposições de maior expressão.  A administração instável se preocupou em alterar a proposta original de apresentação em cavaletes, ultimamente renovada. Seguidos prejuízos financeiros limitaram aumentos no acervo. A aquisição do Pollock à venda por museu do Rio seria uma guinada à modernização, além de manter obra icônica de grande valor no País. Cultura não pode ser vista mais como benemerência nem só como desconto de Imposto de Renda. Trata-se de atividade produtiva como outra qualquer, e assim deveria ser administrada. Esperamos poder aclamar a renovação do museu de meia idade com o mesmo vigor que se faz hoje com nossa Pinacoteca.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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ZUZA HOMEM DE JAZZ, DIGO, DE MELO

Que beleza a matéria de capa do "Caderno 2" de ontem ("O homem do jazz - Zuza Homem de Melo é tema de documentário", 5/11/2018), reconhecendo suas competências e seu papel no cenário da música, além de dar notícia do documentário "Zuza, Homem de Jazz". Parabéns, campeão!

Sergio Vieira sergio.vieira@svdi.com.br

São Paulo

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POBRES FINADOS

Aproveitando a oportunidade da data de Finados, 2 de novembro, quando famílias inteiras choram e homenageiam seus entes queridos que já partiram, sinto-me levada a refletir a respeito do descaso do poder público com os cemitérios municipais. Em visita ao Cemitério São Paulo, ficamos surpresos com a falta de limpeza do local, extremamente chocados com o furto das placas de identificação do túmulo de nossos antepassados e igualmente fomos testemunhas do pesar de outras famílias que tiveram também os jazigos familiares saqueados. O que não me causou surpresa, em se tratando de Brasil, foi a quantidade de pessoas oferecendo seus serviços particulares para a segurança dos túmulos em questão. Estaríamos nós tão à deriva que até segurança privada teríamos de contratar para o descanso de nossos mortos? Agora a questão: esses jazigos não estariam sendo roubados propositadamente, a fim de que tais seguranças sejam contratados? Parece-me um belo tema a ser tratado pela segurança pública. E tenho certeza de que o Cemitério São Paulo é apenas um de tantos que enfrentam o mesmo desgosto.

Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo 

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