Fórum dos Leitores

-

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2018 | 02h00

NOVOS PARADIGMAS

Os eleitos e nós

Elegemos nossos escolhidos e agora vivemos o momento das expectativas quanto às ações futuras do presidente e dos governadores, bem como ao comportamento legislativo dos novos parlamentares. Mas, e nós? Também elegemos novos comportamentos, reavaliamos nossa conduta moral, vamos abdicar de nosso persistente individualismo e participar das causas coletivas? Ou vamos continuar com o pensamento mágico de que basta votar a cada quatro anos e está tudo resolvido? Que os eleitos têm varinhas de condão, bastando um toque para que tudo mude para melhor? A realidade está aí, esperando uma percepção que há séculos nos impede de sermos uma nação plena. Portanto, é importante termos consciência de que os eleitos, somente eles, não vão fazer a mágica de mudar o nosso país. Precisam da nossa autocrítica, de propostas, elogios e críticas construtivas para governar e legislar. Sem nós são meros eleitos pela cor partidária e na onda de um entusiasmo passageiro, situação repetitiva que mantém o Brasil em desmerecido papel de inferioridade perante as nações.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Sociedade digital

As ponderações e análises dos políticos e dos analistas tradicionais sobre o momento atual da política brasileira se alicerçam numa visão analógica da nossa sociedade, que nestas eleições se tornou uma sociedade digital. Nesta nova sociedade há uma real democratização da participação popular, que deixou de ser passiva, apenas ouvindo opiniões, e passa a emitir as próprias, em tempo real. Nesta nova sociedade digital não há mais espaço para o modelo político-partidário existente, montado na difusão de ideias via rádio, TV e carros de som, um sistema passivo, unidirecional, completamente diferente do atual diálogo digital instantâneo. O conceito de “massa popular” foi substituído pelo da prevalência digital das opiniões individuais. É neste ponto que o grau de educação de um povo faz a grande diferença na escolha de seus dirigentes.

PEDRO LUIZ BICUDO

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

EDUCAÇÃO

Livre-pensar

No artigo Bolsonaro e a agenda da educação (5/11, A2), é legítima a preocupação do autor neste delicado momento de transição e expectativas acerca do novo governo. Que estudante gostaria de ver tolhida a capacidade de enriquecer sua cultura geral, prejudicada sua formação para o mercado de trabalho, diminuído seu senso crítico? A atitude do presidente eleito deve ser a de ouvir os agentes interessados na melhoria das questões relativas ao ensino, para que todos tenham acesso a uma educação diferenciada em sua qualidade, valorizando-se também o papel do professor. A importância da educação para o desenvolvimento de um país é de tal envergadura que a atual fase deve compreender a discussão acerca do conhecimento (preparo) de que crianças e jovens necessitam para se tornarem profissionais cidadãos, independentemente de quais virão a ser suas escolhas pessoais. Para isso nenhum tipo de doutrinação é bem-vindo.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Crescimento econômico

Luminar o editorial Falta o roteiro do crescimento (6/11, A3). Além de faltar um roteiro estratégico para o crescimento econômico do Brasil, falta também o elemento sequencial, que é um sistema de execução. Planejamento e execução são os dois componentes de uma estratégia digna do nome. O planejamento, que tem como resultado o plano ou roteiro estratégico, costuma ser desafiador, mas não se compara à execução, quando a realidade do dia a dia e os mais diversos obstáculos se impõem. Assim como há métodos de planejamento, há também os de execução, enquanto aqueles são relativamente conhecidos e aplicados, estes são desprezados pelos idealizadores e gestores de políticas públicas. As gestões petistas não se ocupavam da execução, visto ser baseada na avaliação de eficiência e efetividade, tidas como detalhes, aspectos secundários e mesmo estorvos por governos de esquerda. Caso Jair Bolsonaro e Paulo Guedes estejam realmente interessados em executar o que planejarem, há gente com competência para coordenar os esforços.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Política externa

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, precisa ter mais tato e muita calma nesta hora. Desafiar países com algumas medidas impopulares não me parece ser o melhor caminho. Tudo tem seu tempo e sua hora. Já houve reação dos países árabes quanto à pretendida mudança da Embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. Também a China deu “um passo atrás” com relação ao País, achando que Bolsonaro caminhará lado a lado com o enigmático presidente americano, Donald Trump. Apesar de acostumado a lidar com fogo, essa brincadeira pode atingir em cheio o nosso país. Como diria aquela velhinha lá de Taubaté, Bolsonaro que não vá com muita sede ao pote!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Meio-termo

Os eleitores de Jair Bolsonaro sempre o apoiaram pelo fato de ele defender o direito do cidadão à legítima defesa. Durante a campanha eleitoral, porém, Bolsonaro limitou-se a defender a posse de armas, omitindo a questão do porte. Agora ameaça chegar a “um meio-termo” nessa importante questão. Será mais um político a decepcionar o eleitorado?

ROBERTO DUFRAYER

robertodufrayer@gmail.com

Rio de Janeiro

CONSTITUIÇÃO, 30 ANOS

Reverenciar e cumprir

Na comemoração dos 30 anos da Constituição federal, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e Raquel Dodge, procuradora-geral da República do Brasil, fizeram enfáticos discursos. Foi dito que não basta reverenciar a Carta Magna, é preciso cumpri-la. Creio que todo brasileiro concorda com isso. Porém, quando o ministro do STF Ricardo Lewandowski descumpriu a Constituição para manter os direitos políticos de Dilma Rousseff, o supremo colegiado se calou. E quando Toffoli permitiu que um condenado em segunda instância cumprisse prisão domiciliar, mesmo havendo decisão contrária definida pelo STF, entendo que ele descumpriu a Lei Maior. Então, que o STF comece a reverenciar a Constituição cumprindo-a. É o que todos nós, cidadãos contribuintes que pagamos o salário desses servidores públicos, esperamos.

BENÊ DALBEN

bdalben@mpc.com.br

Campinas

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AINDA O DESASTRE DE MARIANA

Passaram-se 1.097 dias desde o rompimento da Barragem do Fundão, da Samarco, em Mariana (MG). 19 pessoas morreram e 670 km de destruição foram o saldo nefasto deixado por esse acidente. O Rio Doce foi gravemente atingido e o seu ecossistema aquático, praticamente erradicado. Além das perdas materiais, grande parte das vítimas que presenciaram o desastre ficou com algum tipo de transtorno de estresse pós-traumático. Parentes, casas e objetos pessoais foram perdidos, deixando um rastro de destruição indelével na vida dos moradores das 39 cidades atingidas pela lama da barragem. Dinheiro algum será suficiente para restituir esse prejuízo.

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

MARIANA SOB O TAPETE

Três anos após a maior tragédia ambiental de nossa história, que deixou 19 mortes, a investigação sobre a responsabilidade dos técnicos de Minas Gerais anda a passos de tartaruga. E, sobre a responsabilidade do Ministério de Minas e Energia, nem se fala. Conclusão: autoridades públicas só têm prerrogativas, mas não responsabilidades. Nem quando poderiam ter evitado o pior, se houvessem feito o que se esperava delas.

Jorge A. Nurkin  

nurkin@compassvgg.com

São Paulo

O ABOMINÁVEL CRIME DA SAMARCO

No dia 5 de novembro completou-se o terceiro aniversário de um crime escabroso praticado pelos dirigentes da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, com o rompimento da Barragem do Fundão, matando de pronto 19 pessoas, destruindo de pronto o povoado de Bento Rodrigues e causando a destruição da Bacia do Rio Doce no maior desastre ambiental da nossa história. Mudou, também, para sempre, a vida de milhares de pessoas nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Como engenheiro, me envergonho que existam em nossa classe profissionais desse quilate, pois não tenho dúvidas da culpa dos técnicos e dirigentes daquela empresa, que desrespeitaram conscientemente as rigorosas normas de engenharia, ultrapassando os limites estabelecidos pelos coeficientes de segurança da barragem. E continuam impunes até hoje. Também a empresa vai empurrando de barriga o ressarcimento das vítimas deste crime, sem comparação com qualquer outro ocorrido no Brasil. E a pergunta que não quer calar é para que servem uma Justiça e um Poder Judiciário que permitem tanta impunidade. Num país minimamente justo e organizado, estes criminosos já estariam há muito encarcerados e a empresa, proibida de exercer sus funções ou punidas com extremo rigor, assim como suas duas controladoras, uma delas a empresa Vale do Rio Doce. Completamente amorais, continuam usufruindo das chicanas que um Código Penal capenga permite àqueles que desfrutam de riquezas suficientes para se livrarem da cadeia. A nova vila que a Samarco destruiu, a ser construída em lugar da coberta pela lama, pelo acordo aprovado na ação que trata deste crime, só ficará pronta daqui a dois anos, como se os seus moradores pudessem esperar as conveniências de uma empresa imoral. O que eu espero, agora, é que o novo governo federal empreenda mudança no Código Penal para acabar com a impunidade, que além disso encarece imoralmente a Justiça brasileira, sustentada por todos nós.

Gilberto Pacini 

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

RESPONSABILIDADE TRIPLA

A Samarco é culpada pelo desastre em Mariana, mas não é a única. O governo federal e o de Minas Gerais são corresponsáveis, pois a fiscalização tem o direito, o dever de interditar, e não o fez - daí a catástrofe. O certo é dividir a responsabilidade e a conta por três.

Humberto Schuwartz Soares 

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

RENOVAÇÃO ESQUISITA

É correto dizer que na eleição deste ano houve renovação no Congresso Nacional? Sim! Assim como é verdade, também, que muitos deputados federais e senadores investigados por corrupção, felizmente, não se elegeram. Porém, dá para afirmar que teremos na próxima legislatura um Parlamento ético? Talvez não. Levantamento feito e publicado pelo o "Estadão" (5/11) mostra que 1/3 do Congresso eleito é alvo de investigações. Eles respondem por 504 acusações, 379 contra deputados e 161 contra senadores, e as acusações são graves, sendo as mais comuns de lavagem de dinheiro, corrupção e crimes eleitorais. Entre os deputados investigados eleitos estão Gleisi Hoffmann (PT) e Aécio Neves (PSDB). O partido campeão de parlamentares eleitos, porém investigados, na mosca: o PT de Lula, com 30 senadores e deputados. Em segundo lugar vêm o MDB, com 24; o PP, com 20; e o PSDB, com 14 parlamentares investigados. O PSL, de Jair Bolsonaro, também não pode cantar de galo, porque elegeu 8 com ações nas costas. Apenas mirrados seis partidos representados nas duas Casas não elegeram prováveis fichas sujas. Agora, cara de pau, mesmo, é a de um deputado eleito pelo Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (DEM), que diz estar feliz porque, dos 153 processos que enfrenta na Justiça, faltam "somente uns 100" para serem julgados. Renovação para lá de esquisita esta...

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

FICHA SUJA

O "Estado" de segunda-feira (5/11) nos trouxe a manchete de que 1/3 do Congresso eleito responde a processos na Justiça. Como perguntar não é ofensa, será que a Lei da Ficha Limpa ainda não entrou em vigor?

Virgílio Melhado Passoni 

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

UM ENEM PARA O ELEITOR

Um terço dos parlamentares eleitos está "pendurado" com processos na Justiça. A vantagem de Bolsonaro na eleição presidencial e a própria formação do nosso Congresso indicam que o eleitorado brasileiro, pela escolha da maioria, ou não está politizado o suficiente ou faz das eleições um momento de negociar seu voto, fazendo do sagrado direito às urnas um profano estupro ao democrático e sagrado direito às liberdades constitucionais. Uma reforma política, principalmente a eleitoral, já. 

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

UM TERÇO ESCAPOU

As eleições mostraram que o País não pactua com a corrupção e, assim, não reelegeu vários parlamentares. Mas, conforme a manchete do "Estadão" (5/11, A1), 198 parlamentares que respondem aos mais variados crimes conseguiram escapar do ostracismo imposto pelo honesto povo brasileiro. O que mais chama a atenção é que a "narizinho" Gleisi Hoffmann - também presidente do PT - e Aécio Neves (PSDB) - cujo avô deve estar rolando no caixão - tenham se livrado da "degola", juntamente com este "um terço" da politicalha corrupta. Que tristeza!

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

O GRANDE PROBLEMA DE BOLSONARO

1/3 do Congresso responde a processos, 1/3 do Supremo Tribunal Federal (STF) não é confiável. Só em tributos os deputados devem quase R$ 160 mi, imaginem os políticos em todos os níveis, mais os milhões de funcionários. E nem sequer se fala em devolver o que roubaram.

Ariovaldo Batista 

arioaba0@hotmail.com

São Bernardo do Campo

A VAQUINHA DO PT

Há dias o PT pediu à sua militância doações por meio de uma vaquinha virtual com o propósito de quitar dívidas da campanha da chapa Haddad-Manuela, derrotada no pleito de 28 de outubro.  Segundo divulgado, o partido precisaria de pelo menos R$ 4 milhões para zerar seus débitos, o dobro do custo total da campanha exitosa de Jair Bolsonaro à Presidência.  Evidentemente, não tenho os dados, mas como cidadão tenho o direito de especular. Causa estranheza que o PT, acusado por Antonio Palocci - protagonista de seus governos - de ter pilhado centenas de milhões dos cofres da Petrobrás, alegue, agora, não possuir meios para honrar suas despesas eleitorais. Essa história chama ainda mais a atenção se lembrarmos de Gilmar Mendes, ministro do STF, acusando o PT de ter instituído uma tal "cleptocracia" no País. A esse propósito, asseriu o ministro em 2016: "Se fizermos uma conta básica, veremos que o PT possui algo em torno de R$ 2 bilhões que foram desviados da Petrobrás". Segundo cálculos do próprio ministro, tal valor - reservado em algum canto - permitiria à sigla socialista bancar suas campanhas até o ano de 2038. Ora, o senhor ministro deve ter se louvado em informações confiáveis, porque, magistrado da mais alta Corte do País, jamais se exporia dizendo algo sem base. E quem sou eu para duvidar do que diz um ministro do STF? De forma que, se assim é, das duas uma: ou Gilmar mentiu ou disse mesmo a verdade, e esta vaquinha de agora não passa de grosseiro engodo para simular dificuldade inexistente. Façam suas apostas. 

 

Silvio Natal 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

CONTRIBUIÇÃO

Quer dizer que andaram de jatinho para cima e para baixo e, quando chega a conta, recorrerem aos companheiros pedindo contribuição? 

Moises Goldstein 

mg2448@icloud.com

São Paulo

UMA ESTRELA QUE SE APAGA

Toda e qualquer estrela tem seu tempo de vida. Muitas já morreram e sua claridade ainda continua no espaço a nos vislumbrar com sua beleza. Não foi o que aconteceu com a estrela do PT, que durou muito pouco tempo, por culpa de seus administradores, que se envolveram em ideologia, em corrupção e outros descaminhos que fizeram com que ela esteja no estertor de sua existência, deixando no ar só escuridão. E levará muitos anos para o Brasil se ver livre da maior crise deixada pelos 13 anos de administração nefasta do PT.

Urias Borrasca 

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

CAMINHOS JURÍDICOS INIDÔNEOS

A defesa do ex-presidente Lula pediu novamente a sua liberdade ao STF, alegando a perda de imparcialidade do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, para processá-lo. Assim, cada vez mais os arrazoados da defesa de Lula, ao mesmo tempo que enveredam por caminhos jurídicos inidôneos para fundamentar a sua causa de pedir, reafirmam com veemência a inexistência de fundamentações legítimas para arguir a sua prisão. Além do que, a própria alegação sobre vir a ser o futuro ministro da Justiça mais reforça a qualidade das sentenças já proferidas pelo ex-juiz e, agora, futuro ministro, Sérgio Moro.

Marcelo G. Jorge Feres 

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

INSISTÊNCIA

Mais uma petição ao STF solicitando libertação do boquirroto Lula da Silva, apoiada na aceitação do juiz Sérgio Moro do cargo de ministro do governo Bolsonaro, acusando-o de ter sido parcial no julgamento do triplex do Guarujá. O triunvirato do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, que ratificou a sentença dada por Moro e ainda aumentou a pena, também foi parcial? Lula errou e, como todo simples mortal, tem de cumprir a pena e ficar de bico calado.

José A. Muller 

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

PARA SEMPRE NO STF

Quantas vezes ainda o STF vai negar o pedido de Lula?

Robert Haller 

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

A IMAGEM DO JUDICIÁRIO

O ex-ministro do Supremo Carlos Ayres Britto disse que a presença de Sérgio Moro no governo compromete a imagem do Judiciário. Como assim, excelência? Mais comprometida do que já está com a farra dos auxílios-moradia ilegais? Ou com a injustificável mordomia nababesca encontrada em tantas Cortes do País? E o que dizer da proliferação de benesses e penduricalhos que engordam os vencimentos de Vossas Excelências e que, se não são ilegais, são altamente discutíveis? Também não nos esqueçamos dos dois meses de férias por ano, com vencimentos em dobro, de que gozam os membros do STF. O fato é que, graças a tanta medida de duvidosa moralidade, quase todos os juízes do País ganham bem acima do que permite o teto constitucional. É aí, sim, que a imagem do Judiciário fica bem desgastada e comprometida.

Marcos Candau 

carvalhocandau@gmail.com

São Paulo

PONTO DE VISTA

O ex-ministro do STF Ayres Brito disse que o juiz Sérgio Moro não deveria sair do Judiciário direto para o Executivo, pois é um cargo político e não ficaria bem para ele. Ora, vários juízes do STF fazem política sem sair do tribunal!

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

CARAVELAS QUEIMADAS

À falta de assunto sobre o novo governo, que vem soltando centralizada e dosadamente informações relativas à sua formação, a aceitação do Ministério da Justiça pelo juiz Moro ganha uma larga dimensão. Até aí, tudo bem, e transforma-se em polêmica: deveria ter esperado a vaga do STF, dizem os individualistas que acham desvantajosa a opção; não podia entrar já na política, dizem outros, sem perceber que o cavalo encilhado não passa duas vezes sem cavalheiro à sua porta; foi o carrasco do PT, clamam as Gleisis e Dilmas, omitindo que, ao condenar os condestáveis do regime passado, até o seu maioral, Jair Bolsonaro não era sequer uma hipótese considerada. Pouco viram a grandeza do gesto: Moro não está usufruindo o merecido prêmio, na verdade, está arriscando a não recebê-lo (o STF) se perder a sintonia com Bolsonaro. Moro está expandindo os limites da sua atuação para outros campos correlatos, particularmente os crimes transnacionais de contrabando e narcotráfico, entre outros. Estará moderando Bolsonaro nas mudanças legislativas que este pretende fazer. Como Cortês, Moro queimou as caravelas, tem de acabar o serviço.

Paulo Roberto Santos 

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

JUÍZES E POLÍTICA

Como desembargador aposentado, gostaria de saber se o rigoroso e diligente ministro Humberto Martins, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já pediu explicações ao juiz (será ainda?) Sérgio Moro sobre sua declaração, em entrevista de caráter político, com o presidente da República eleito, de haver aceito convite para exercer cargo também político, de ministro da Justiça. Afinal, foi isso o que fez em relação à desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que criticou declaração do ministro Dias Toffoli de que em 1964 não houve golpe ou revolução, mas um "movimento". Esta foi uma manifestação política, vedada aos juízes pela Lei Orgânica da Magistratura, mas aquela, não? Então tá, então...

Luiz Carlos Gomes Godoi 

vlggoddi@gmail.com

Santos

FUSÃO DE MINISTÉRIOS

Louvável e mais do que necessária a decisão do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de reduzir o número de Ministérios. Entretanto, não tem como considerarmos razoável uma fusão entre os Ministérios da Agricultura e o do Meio Ambiente É como pedir para o cachorro tomar conta da linguiça. Ou se mantém a independência do Ministério do Meio Ambiente ou se inclui em todas as pastas um departamento voltado ao meio ambiente pelo qual todos os projetos terão de passar e ser analisados. Uma nova indústria que se instale, a construção de um aeroporto, de um bairro, a poluição causada pelo aumento na produção de automóveis, tudo isso tem de ser analisado pela ótica de proteção ao meio ambiente e fica difícil de imaginar que um ministério capitaneado por um ministro da Agricultura possa cuidar dos nossos recursos hídricos, da fauna, da flora, das florestas, da qualidade do ar e de todos os demais aspectos ambientais. Há que reduzir custos e ministérios, mas sem comprometer o resultado final. Meio ambiente é coisa séria, é qualidade de vida, é sobrevivência de todas as espécies. A começar pela nossa.

João Manuel Maio 

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

BODE EXPIATÓRIO

A Agricultura mais uma vez serviu de bode expiatório no balão de ensaio da reorganização da estrutura de Estado brasileiro. O meio ambiente é uma matéria transversal, que interessa não só à agricultura, mas a todas as ações de Estado. É inocente, senão mal intencionado, achar que um ministério próprio seja garantia de proteção ambiental. Está corretíssimo o futuro governo em desmembrar esse feudo ideológico que muito grita e pouco resolve para influenciar políticas públicas. O Meio Ambiente deve estar em todos os ministérios, não apenas em um próprio, ou no Ministério da Agricultura. Só assim, com uma secretaria de meio ambiente em cada ministério, para tratar com harmonia, desde o início, os projetos de cada das pastas, poderemos ter uma agenda de desenvolvimento sustentável efetivamente transversal e harmônica com o desenvolvimento do Brasil.

Francisco de Godoy Bueno, vice-presidente Sociedade Rural Brasileira 

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

UNIÃO

Sugiro que o novo ministro do Meio Ambiente e seu colega da Agricultura plantem juntos um bosque de árvores brasileiras em risco de extinção. Depois desse plantio poderiam ir juntos plantar cana e soja. O momento é de união e esperança de um futuro melhor para o Brasil, os ruralistas e os ambientalistas têm muito em comum, se completam, juntos podem fazer do Brasil um gigante. Chega de brigas! 

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

USO COMERCIAL DE ALCÂNTARA

Que dúvidas havia sobre o uso comercial de Alcântara (2/11, A8)? Ideologias retrógradas? Só pode ser! Antes de começar a gerir a pasta do futuro, a da Ciência & Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes já coloca nos trilhos o uso como base de lançamentos comercial desse local estratégico, parte do patrimônio geográfico do Brasil. É por isso que Jair Bolsonaro rejeitará a indicação política incompetente para os ministérios, como já está provando com as primeiras escolhas nitidamente competentes. Benito Mussolini, o fascista, dizia: "Governare gli italiani non é difficile, è inutile". Ainda bem que Bolsonaro, o não fascista, pensa diferente: melhorar o País é difícil, mas não impossível. Brasil acima de tudo!

Gilberto Dib 

gilberto@dib.com.br

São Paulo

FUTURO

O período eleitoral e a eleição já terminaram, são passado. Temos um novo presidente, gostem ou não gostem, mas devemos a ele e à nossa pátria respeito e lealdade. Desde o dia 29 de outubro de 2018, com a oficialização do novo presidente, nós, eleitores e brasileiros, devemos juramento de compromisso com o futuro do Brasil - tudo o resto é passado, as discórdias, os maus tratos, os desentendimentos, as paixões e, principalmente, nossa dedicação e adoração à nossa pátria, que a partir de agora tem um novo mandatário e, para tal, este somente conseguirá levar nosso país ao futuro e ao campo das grandes nações se todos nós, brasileiros, estivermos compromissados com o brilho e a pujança da nossa pátria. Devemos esquecer a sensação da derrota ou da vitória, se não nos unirmos pelo bem de nosso país, ninguém será beneficiado com o insucesso e a desilusão do fracasso do País. Cada cidadão brasileiro deve lealdade à Pátria, portanto não podemos mais perder tempo e energia discutindo o que deveria ter sido ou não feito, é hora de olharmos somente para a frente, é hora de focarmos nossa energia e empenho no sucesso do novo presidente, pois somente assim toda a nação brasileira será beneficiada. Cada partido que discuta e analise os seus acertos e erros dentro de seus espaços e reflitam como podem de forma leal contribuir para que o Brasil cresça, seja pujante e abra as portas para o futuro com avanços que permitam readmitir os 12 milhões de desempregados, que permitam que nossos filhos e netos continuem enxergando oportunidade e futuro para sua vida e, principalmente, possam voltar a ter orgulho do Brasil. Amor à Pátria, determinação, empreendedorismo e confiança são conceitos básicos para que nosso país retome o crescimento e permita que o retorno desse investimento seja aplicado cada vez mais nas questões de infraestrutura em nosso país. Que a educação seja cada vez mais nosso diferencial e que a saúde confira a todos o bem-estar e a longevidade que tanto almejamos. É hora de sonhar com o Brasil, é hora de saber que o Brasil é grande, é hora de saber que não podemos perder a esperança.

Marino Mantovani Neto 

Mneto@lexxa.com.br

Vinhedo

ESTADOS EM CRISE

"Pelo menos 1,5 milhão de servidores estaduais correm o risco de ficar sem 13.º salário" ("Estadão", 5/11). Parece que a ficha não caiu ainda para muitos de que o Estado (União, Estados federados e municípios) gasta mais do que arrecada, tem uma dívida imensa, administrações inchadas, enfim, uma quase falência. Se não houver uma reforma saneadora, as coisas tenderão a ficar piores ainda.    

Ulf Hermann Mondl 

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

SOLUÇÃO

Uma solução e/ou ideia para o 1,5 milhão de servidores estaduais que corre o risco de ficar sem receber o 13.º salário até o fim do ano: que a Justiça confisque o dinheiro de todos os corruptos e corruptores, sejam eles políticos ou empresários; e que se cobrem das grandes empresas e bancos os impostos atrasados devidos há mais de 25 anos aos cofres públicos. Será que tem alguém com peito para tomar essa decisão, ou teremos de esperar até janeiro de 2019, quando um presidente destemido tomará posse e, consequentemente, as rédeas do País?

Arnaldo de Almeida Dotoli 

arnaldodotoli@uiol.com.br

São Paulo

'HORA DE REFORMAR O RH DO ESTADO'

Excelente e muito oportuno o artigo de Ana Carla Abrão Costa, Armínio Fraga Neto e Carlos Ari Sundfeld (4/11, B6), sobre a necessidade de melhorar a qualidade do funcionalismo público. Os servidores públicos têm sido demonizados nos últimos tempos, como ineficientes, perdulários, corporativistas e responsáveis pelos desequilíbrios orçamentários. As críticas até podem ser procedentes, mas o mais importante, como faz o artigo em questão, é apontar caminhos para sair dessa situação, pois servidores públicos sempre serão necessários. É imprescindível, e viável, reduzir a quantidade, exterminar uma quantidade absurda de cargos de livre provimento, redefinir funções, melhorar a seleção de pessoal, estruturar carreiras, acabar com as promoções por tempo de serviço, estimular a eficiência e o aprimoramento, implantar a meritocracia e a competição, acabar com os penduricalhos à remuneração e desenvolver uma política de valorização da função pública. O cidadão precisa ter motivos para ver o funcionário público como alguém que efetivamente colabora para a melhoria de sua qualidade de vida. Os experientes e qualificados autores do artigo mostraram caminhos a percorrer e que este é o momento para a mudança de rumos. Parabéns ao "Estadão", por sair da cômoda onda derrotista e publicar, até com chamada de primeira página, matéria de pouco apelo popular, mas de suma importância.

Adilson Abreu Dallari, professor titular de Direito Administrativo pela PUC/SP 

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

AGÊNCIAS REGULADORAS

Meu plano de saúde informa que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um aumento anual de 11,14% sobre minha mensalidade - para variar, sempre acima da inflação (4,48% no mesmo período). Em breve, minha aposentadoria pelo INSS (e a de milhares de contribuintes) estará integralmente engolida pelo plano de saúde. Sem comentários. Mas fica a pergunta: por que este favorecimento tão ostensivo às seguradoras em detrimento dos segurados? Há anos tanto os planos de saúde como as telefônicas são detentores de uma quantidade assustadora de reclamações. Como explicar tamanha omissão e inoperância da ANS e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), respectivamente, ditas agências "reguladoras", à vista da perpetuação de tantas irregularidades?Francisco A. M. J. B. Mello 

famjbmello@uol.com.br

Rio de Janeiro

NOVA POLÍTICA EXTERNA

Matéria de domingo (4/11), dizia que "nova política externa pode prejudicar as exportações". Lendo a primeira página do jornal daquele dia, juntamente com a reportagem na página do caderno de Economia, fiquei extremamente desapontado com o "Estado". É um dos poucos jornais que nos restam como paulistas sérios. A "Gazeta Mercantil" acabou, a "FSP", praticamente, e o "Valor" segue instruções do Grupo Globo, sobre o qual não faço juízo de valor. Voltando à matéria em questão, no primeiro parágrafo lê-se que o governo Bolsonaro poderia criar problemas com a China, a segunda maior potência do mundo. Logo no segundo parágrafo percebe-se que a matéria não tem nada que ver com a China. De lá em diante, a matéria inteira segue com gráficos e chamadas fortes, como "comércio forte", argumentos elaborados com o claro intuito de prejudicar Israel e favorecer a famigerada "causa palestina". Muitos jornalistas brasileiros que nada entendem da complexa disputa entre israelenses e palestinos fazem questão de transformar essa questão em algo do tipo forte contra o fraco, ou bom contra o mau, quando todos os que estudam a fundo o assunto sabem que a causa é muito complexa e que não existe uma resposta óbvia. Não há motivos para nós, um país jovem e distante, sem problemas históricos, como eles têm por lá, resolvermos dar palpites levianos com soluções simples e erradas. A própria Arábia Saudita, uma das maiores consumidoras dos nossos produtos, tem acordos de desenvolvimento com Israel, pois têm um grande inimigo em comum, o Irã, e um grande aliado em comum, os EUA. Um bom jornalismo deveria ser pautado por mostrar os dois lados de um evento. Cadê os pontos positivos de tudo o que Israel poderia nos fornecer, uma vez que o Brasil comece a apoiá-lo? Eventualmente, todas as tecnologias que Israel possui podem ser muito mais úteis ao Brasil, a começar pela questão da seca no Nordeste, e muitas outras ainda que nem foram aventadas. Além disso, todos sabem que o que vendemos aos países árabes são commodities ou quase commodities e que, apesar de não terem livre fluxo por questões sanitárias e de regras de abate, ainda assim seguem um preço global e podem ser vendidas a outro país que venderia as dele a esses países, e assim por diante. A BRF, por exemplo, já possui plantas locais, e estes países não teriam tantas opções de outros países para comprar esses produtos de uma hora para outra. Além de tudo, sabemos que Israel é um país com autonomia e autorização da ONU como qualquer outro para escolher sua capital. Se Israel deseja que Jerusalém seja sua capital, é lá que o Brasil deve ter sua embaixada, como o Brasil faz com todos os outros países. Vamos ficar na vanguarda e não para trás e desaparecer. Como país, e como jornal...

Ricardo de Campos 

ricardo.de.campos@uol.com.br

São Paulo

BRASIL E O MUNDO ÁRABE

Se for mesmo confirmado que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pretende mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, isso poderá vir a prejudicar em muito futuras relações diplomáticas e comerciais não só com o mundo árabe, mas também com outras nações muçulmanas e mesmo com nações ocidentais que não seguiram a decisão do presidente americano, Donald Trump. Como escreveu Vera Magalhães no artigo "O mundo de Bolsonaro" ("Estadão", 4/11, A8), "mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém pode trazer que tipo de benefício para o Brasil? Bolsonaro ignora que a maioria dos países não adotou essa visão, que o Brasil tem parceiros comerciais importantes no mundo árabe e que existe uma comunidade palestina e árabe relevante no Brasil". Em 2017 as exportações brasileiras para os países árabes somaram US$ 13,5 bilhões, com superávit de US$ 7,176 bilhões. Mesmo sem ainda uma decisão definitiva de mudança, na segunda-feira (5/11) o governo egípcio já cancelou a visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, numa agenda de negócios para os dias 8 a 11 de novembro. Mas não se trata só de questões econômicas. Consulte seus assessores, sr. presidente, consulte o Itamaraty ou os prováveis candidatos a ministros, os embaixadores Rubens Barbosa e Sérgio Amaral, por exemplo.  

Éllis A. Oliveira 

elliscnh@hotmail.com

Cunha

RECOMENDAÇÕES

Sr. Bolsonaro, o senhor está fazendo o que prometeu não fazer, agir ideologicamente! O senhor está colocando contra o Brasil países importantes comercialmente. O senhor não é Trump nem o Brasil é os Estados Unidos.

Cesar Araujo 

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

A EXTRADIÇÃO DE CESARE BATTISTI

Quando, no exterior, dizem que o processo de Lula é fraude, nos indignamos. Por que motivo Cesare Battisti, triplo assassino condenado na Itália, foi mantido no Brasil como se aquele país que tem mais de 2 mil anos de tradição não tivesse julgado corretamente essa pessoa? Só mesmo Lula e sua gangue poderiam ter tomado essa decisão.

Aldo Bertolucci 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

GOVERNO DE SÃO PAULO

Com tanta gente honesta e ficha limpa, o eleito para governador de São Paulo, João Doria, foi escolher Gilberto Kassab, um cidadão réu da Lava Jato, acusado de receber R$ 21 milhões da Odebrecht, para cuidar da Casa Civil do único Estado da Federação que tem as contas em ordem? Ou ele, Doria, começou mal ou já escolheu direitinho os seus "companheiros" de empreitada. Pobre São Paulo, o que te espera...

Jose Pedro 

Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

KASSAB

Futuro governador João Doria, o sr.  está começando muito mal nomeando para a Casa Civil um político envolvido na Lava Jato até o pescoço, figura marcada da política rasteira. Crie juízo, homem.

José Carlos Moraes Alvarenga 

cap.alvarenga@hotmail.com

Peruíbe

A POLÍCIA DE JOÃO DORIA

As falas do governador eleito de São Paulo, João Doria, sobre colocar mais polícia na rua e melhorar as condições de trabalho, inclusive salários, vão de encontro ao que a classe tem reclamado por anos. Colocar todos os policiais treinados nas academias para trabalhar diretamente na segurança e proteção da população é o que nós, das associações de classe, temos defendido; inclusive com a recontratação dos aposentados para, com sua experiência, executar as tarefas burocráticas. O anunciado propósito de contratar 21 mil novos policiais - 13 mil militares e 8 mil civis -, se alcançado, irá aumentar o poder de resolução da polícia, principalmente se vier acompanhada da adoção de tecnologia e inteligência similar às usadas na Inglaterra, Alemanha, Israel e Estados Unidos, como prevê o futuro governador. Os policiais querem apenas boas condições de trabalho, reconhecimento salarial e segurança jurídica para cumprir sua missão. Não querem continuar vítimas de represálias de bandidos protegidos por grupos criminosos, sociais e políticos antagônicos à instituição policial. O Estado que lhe coloca nas mãos uma arma como ferramenta de trabalho não pode ceder a pressões. Seus agentes não querem licença para matar indiscriminadamente, mas também não podem ser transformados em réus quando agem em defesa da sociedade e da própria vida e, para evitar o mal maior, sua ação resulta na morte do transgressor. A classe quer equilíbrio e que seus membros também sejam reconhecidos como detentores de direitos humanos.

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

PSD...B

Enquanto uma parte do PSDB (João Doria e os "cabeças pretas e tingidas") anuncia ser base aliada de primeira hora do governo Bolsonaro, a outra se declara de oposição (FHC, Serra, Goldman e os "cabeças brancas"). É isso aí: PSDB - Partido Social Dividido do Brasil. Estão depenando e partindo o tucano ao meio. PSDB, quem te viu, quem te vê...

J. S. Decol  

decoljs@gmail.com

São Paulo

ATIRANDO PARA MATAR

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que os snipers (atiradores de elite) da Polícia Militar do Estado vão mirar e atirar na cabeça de "bandido que está de fuzil". A esquerda argumentará que a polícia não pode atirar antes de comprovar a má intenção de um indivíduo sem camisa, de bermuda e chinelo, portando um fuzil.

Marcelo Melgaço 

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

ESTATUTO DO DESARMAMENTO

Nós, os cidadãos de bem, responsáveis, honestos e produtivos, desamparados pelo Estado inepto brasileiro em tantas áreas, mas em especial no quesito (falta) de segurança pública, já esperamos mesmo mais de uma década pelo retorno ao nosso direito civil e natural a ter e a portar armas para autodefesa que mais uns meses não farão falta para pôr fim ao nefando, injusto e petista Estatuto do Desarmamento, que fez a alegria da bandidagem nos últimos 15 anos. Os novos parlamentares que assumirem em janeiro terão esta responsabilidade, de nos devolver um direito tolhido pela ideologia de esquerda, que não hesitou em passar por cima da vontade e soberania popular expressada lá, no referendo de 2005. Então os novos legisladores bem que poderiam, junto com a abolição desta deformidade social, também aproveitar para acrescentarem uma espécie de "segunda emenda" clara à Constituição federal de 1988 para que nunca mais um governo qualquer tente nos tirar o direito à autodefesa.

Paulo Boccato 

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

VIOLÊNCIA E POPULAÇÃO ARMADA

A cada momento constata-se a violência espalhada por este Brasil continental. E era de esperar de um presidente recém-eleito algumas proposições que começam pelo investimento em segurança pública e ações sociais, para diminuir o risco de arregimentação de militantes por organizações criminosas. Mas, pelo visto, a proposta governamental é a facilitação de aquisição de armas pela população, como se essa fosse a solução. Esta proposta não pode prosperar, é preciso que organismos sociais pressionem no sentido de buscar alternativas práticas e viáveis.

Uriel Villas Boas 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Muitos defendem o rebaixamento da idade penal no Brasil, em razão do papel relevante dos menores de idade no crime organizado. Jovens de 16 anos conquistam novos direitos, mas ainda são estimulados a atuarem no crime. Traficantes de drogas recrutam e armam crianças cada vez mais novas, de modo que vem aumentando o número de roubos e de estupros, além do referido tráfico praticado por elas, além dos homicídios, que crescem de forma assustadora. Para ter uma ideia, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nos últimos 11 anos 553 mil pessoas foram assassinadas no País, salientando-se a impunidade dos responsáveis. Infelizmente, matéria apresentada no "O Estado de S. Paulo" na semana passada (1/11, A8) revela-se nada entusiasta sobre a solução do problema: "Redução da maioridade teria pouco impacto". Por favor, senhores, senadores e deputados, votamos no capitão Jair Bolsonaro e correligionários exatamente pela disposição que demonstraram em resolver este problema grave e de primeira necessidade para o País e sua população.

Maria Cecília Naclério Homem 

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

HOMENAGEM DO CORINTHIANS

Sou são-paulino desde meus primeiros anos de vida, mas o que presenciei no fim de semana me fez acreditar no quão valoroso é um time de futebol, que homenageia 11 pessoas assassinadas barbaramente numa sinagoga em Pittsburgh. Agora eu sei o seu significado. Corinthians, você é timão. Parabéns pela iniciativa. 

  

Paulo Emilio Bachman 

pebachman@bol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.