Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2018 | 02h30

CONTAS PÚBLICAS

Aumento para o Judiciário

Um Congresso renovado, um Executivo renovado e... o mesmíssimo Judiciário torcendo para que os que foram apeados do poder, agora já sem votos, lhe concedam generoso aumento salarial, dando em troca a moeda podre do auxílio-moradia, que vale para todos os seus membros e também para o Ministério Público, em decisão liminar apenas. A “guilda” que foi posta porta fora do Legislativo não tem o direito de criar despesa de qualquer natureza, a não ser para enfrentar emergências. Afinal, ainda tem mandato, mas já não nos representa. O atual governo, que vai se saindo melhor que a encomenda, deve suspender todos os aumentos previstos ou a serem concedidos para 2019. E o Judiciário deve, publicamente, abdicar das suas pretensões e inserir-se, finalmente, na nova sociedade brasileira. 

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

Prensa neles

Concordo com o futuro ministro Paulo Guedes: prensa neles! Os congressistas que não se elegeram vão tentar jogar o Brasil num buraco ainda mais fundo. Lembro que em 1995 o presidente Bill Clinton começou a ter problemas sérios com o Congresso americano, que ameaçava sua administração. O que fez o presidente? Fechou todos os serviços dos EUA que dependiam de aprovação dele. Afetou setores importantes, como o turismo, entre outros. Resultado: rapidamente os parlamentares voltaram à realidade e se alinharam aos programas do governo. É assim que se trata quem quer mais atrapalhar do que ajudar.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Não é hora

O presidente eleito disse não ser hora de aumentar os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que refletem em toda a magistratura. Está de parabéns! Os 18 mil mais bem remunerados entre os servidores públicos do País, que aproveitam 60 dias de férias, feriadões - incluindo um de sexta-feira que só para eles começa na quarta -, além de longos recessos, podem e devem esperar.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

‘Quo vadis?’

Causam-nos grande preocupação declarações públicas do presidente eleito e/ou de seus futuros ministros-chave, em especial sobre temas internacionais, que têm mostrado desconhecimento de causa ou, no mínimo, falta de habilidade do futuro primeiro mandatário, que, diga-se, foi eleito não por suas ideias e seus programas de governo, mas, sim, pelos votos “contra” - contra os políticos corruptos, contra parte do Judiciário, contra a violência e, principalmente, contra o partido no poder por 13 anos. Antes de Jair Bolsonaro consolidar a formatação ministerial do seu governo, criar atritos internacionais de modo similar ao do atual presidente americano é, no mínimo, falta de habilidade, de visão, de discernimento e preparo para as responsabilidades que o cargo de presidente requer. E o mais difícil de aceitar é, após a péssima repercussão das declarações, assistir a novas declarações desmentindo as anteriores, ou dizendo que “nada ainda está resolvido”. Também são frustrantes algumas afirmações de futuros ministros que estão em contradição com falas do recém-eleito. Sem falar na infeliz observação do futuro titular da Economia sobre uma “prensa” no Congresso. Isso mostra falta de coordenação da equipe, ou de sincronismo. Enfim, tudo isso causa desesperança na população que nele confiou. Imaginem a insegurança que essa situação traz ao mercado, às empresas que estão pensando em retomar os investimentos. Tudo muito prejudicial ao País.

VIZMARK IMAMURA

vizmark.imamura@icloud.com

São Paulo

Previdência

A hesitação do presidente eleito acerca da urgente e necessária reforma da Previdência demonstra claramente suas dúvidas e o pouco conhecimento da matéria. Aliás, essa foi a tônica em qualquer assunto, antes, quando era inquirido e agora, eleito, ele se recusa a dar aos jornalistas a mínima nota de seus planos e do que pensa de cada um.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Diplomacia 

As palavras do presidente eleito alegando prematuridade do Egito em retaliar o Brasil por algo que “não foi decidido ainda” parecem revelar que ele não tem ideia do peso de suas falas.

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Não é cedo demais?

O presidente eleito há dias nem tomou posse, mas as críticas e cobranças já começaram. O mais estranho é que, embora nenhum presidente seja infalível, exigem que ele acerte na mosca em todas as propostas e declarações. Nem admitem que ele vacile ou reveja as propostas de governo. Ele é um ser humano como qualquer outro. Deixem o homem trabalhar na tentativa de fazer um bom governo e endireitar o nosso país! 

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Destino

O povo, querendo se livrar do PT, elegeu Jair Bolsonaro presidente do Brasil. A nossa esperança é que o presidente eleito cumpra as suas promessas, esqueça as asneiras que andou dizendo e nos tire deste buraco. Que Deus nos abençoe!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Guedes x Skaf

O economista Paulo Guedes, guru e futuro superministro da Economia do governo Bolsonaro, disse que salvará a indústria, “apesar dos industriais brasileiros”. A resposta de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi que “a indústria brasileira sobreviveu, apesar dos governos”. Diante dessa polêmica troca de ironias, cabe dizer que ambos os lados têm razão. Muitos industriais querem viver à sombra da proteção do governo federal. E vários desgovernos, sobretudo os lulopetistas, prejudicaram muito a economia, causando profunda desindustrialização no País. Que no novo governo, de Bolsonaro, ambos os lados possam sentar-se à mesma mesa de forma proativa e harmonizada, para encontrarem meios e modos de recuperar e modernizar o ocioso e desatualizado parque industrial brasileiro, de forma a possibilitar novos negócios, criar empregos e obter bons resultados para uma cadeia produtiva tão importante na economia do País. Mãos à obra, Brasil!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MULHERES NO GOVERNO

A patrulha vai continuar no governo Jair Bolsonaro, que nem começou ainda. Ao Bolsonaro nomear sua equipe de transição, chamava a atenção o fato de não haver nela, até ontem, nenhuma mulher. Depois de tudo o que vimos com a nomeação de mulheres nos governos anteriores, a escolha de uma mulher para a transição do governo Bolsonaro e ou ministério teria de ser muito bem pensada. Não faz muito tempo vimos mulheres em posições de destaque, mas que não deixaram saudades. Parte delas protagonizou polêmicas as mais diversas durante sua atuação, e por isso estão na memória dos brasileiros Erenice Guerra, Luislinda Valois, Dilma Rousseff, Ideli Salvatti e a atual e militante a serviço do presidiário Gleisi Hoffmann - quanto a esta, nunca é demais perguntar: esta senhora não trabalha? Posso fazer essa pergunta porque pago o seu salário. Lamentável, ainda, que na formação da equipe de Bolsonaro não se faça referência a uma mulher que reúne todas as condições para ocupar qualquer cargo neste país: Maria Silvia Bastos Marques, que não faz muito tempo deixou a presidência do BNDES porque não pôde fazer o trabalho que era preciso naquela instituição. Aliás, a caixa preta do BNDES merece ser aberta. Com certeza temos muitos nomes femininos à disposição. Portanto, senhor presidente, escolha bem as pessoas que comporão seu governo, sejam homens ou mulheres, mas as condições primeiras devem ser o mérito e a competência, pois o que se viu nos últimos tempos foi um grande guarda-chuva para abrigar militantes que fizeram, e algumas ainda fazem, mal ao País.

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

AUTOFLAGELO

Ao indicar Magno Malta (PR-ES), que já foi cabo eleitoral de Dilma Rousseff, para ocupar cargo de ministro em seu governo, Jair Bolsonaro ignora a recente história política brasileira e se autoflagela com certeiro tiro em seu próprio pé.

Roberto Twiaschor 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

'A REFORMA ADMINISTRATIVA'

Elucidativo e preocupante o excelente editorial do "Estadão" de 2/11 (pág. A3) "A reforma administrativa". Entre outros riscos atribuíveis à citada reforma, consta a esdrúxula ideia de fundir os Ministérios da Agricultura com o Ministério do Meio Ambiente, ambos com funções tão importantes quanto díspares. Consta, também, que tal conceito seria da lavra do todo-poderoso superministro Paulo Guedes, atual guru do futuro presidente Bolsonaro. Que a sorte ajude Bolsonaro.

José Sebastião de Paiva 

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

MÁ IDEIA

Juntar o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura?! Pôr a raposa para tomar conta do galinheiro, sr. futuro presidente? Desista dessa ideia, se o senhor se preocupa minimamente com o meio ambiente.

Elisa M. Andrade 

elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

NÚMERO DE MINISTÉRIOS

Sempre se reclamou do número de ministérios no Brasil. Nos anos 1980 e 1990, o número de pastas era reduzido. Já agora alguns se insurgem contra a redução na Esplanada.

Heitor Vianna P. Filho 

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

OPERAÇÃO CENTRIFUGAÇÃO

O governo Temer tem 29 pastas ministeriais. É muito cacique para pouco índio. A equipe de Jair Bolsonaro terá apenas 16 ministérios. Bolsonaro precisa enxugar esta gigantesca máquina estatal. O capitão prometeu acabar com vários cargos comissionados também. Bolsonaro precisa vender os imóveis do governo federal e cortar as despesas na carne. Será, por fim, que o futuro presidente terá coragem de viajar no Aerolula?

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

EFICIÊNCIA

Embora a redução dos custos com a reforma administrativa proposta por Bolsonaro aparentemente seja mínima, o ganho em eficiência pode ser enorme. A pulverização de atribuições por vários ministérios atrasa e dificulta a tomada de decisões importantes.

Marcos Lefevre 

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

Jair Bolsonaro, em seu primeiro compromisso em Brasília como presidente eleito, ouviu da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, a defesa e cumprimento da Constituição. No entanto, estes magistrados ficaram omissos e se esqueceram de que, por ocasião do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, passou por cima desta mesma Constituição e suavizou a punição da presidente cassada, sem que houvesse qualquer manifestação em defesa dela.

José Carlos Degaspare 

degaspare@uol.com.br

São Paulo

RECADOS AO PRESIDENTE

Quero cumprimentar o fotógrafo Dida Sampaio pela foto publicada na página A6 na edição de ontem do "Estado" ("Bolsonaro ouve 'recados' de PGR e STF"). Um primor de imagem, especialmente quando levamos em conta as declarações dadas por integrantes da equipe de transição do governo eleito. Que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja o guardião da nossa Constituição e que o presidente eleito seja guiado pela nossa Carta Magna, como ele próprio fez questão de frisar. 

José Luiz Couto 

coutto13@hotmail.com

Itapeva 

ULTRAJANTE

Na cerimônia de comemoração dos 30 anos da Carta Magna de 1988, sua excelência (minúsculas mesmo) o presidente do STF lembrou ao presidente eleito respeito à Constituição. Poderia ser hilariante, não fosse ridículo e ultrajante, pois mais uma vez age como o macaquinho que senta em cima do rabo para falar dos outros, tendo em vista ele e seus pares ignorarem a Constituição, sem o mínimo pudor, para livrar amigos do peito. Vale lembrar que, de todas as "nobres otoridades" presentes à cerimônia e mostradas pelas câmeras, a única pessoa que demonstrou respeito ao ouvir o Hino Nacional foi o presidente Jair Bolsonaro.

Aparecida Dileide Gaziolla 

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Jair Bolsonaro já começou a trabalhar e muito bem. Foi correta a escolha para o Ministério da Justiça. Não procedem as críticas com relação à nomeação do juiz federal Sérgio Moro para o cargo de ministro da Justiça, sob a infundada alegação de que ele havia feito compromisso de continuar na magistratura com o "caso" da Operação Lava Jato. As situações e condições são diversas. Naquela época, eram vários e complexos os processos. Essa dificuldade está superada com a condenação do réu ex-presidente da República, já confirmada em segunda instância, o que autoriza o recolhimento dele. Compromisso cumprido. Não só pela condução deste que talvez seja o processo mais importante desta época, mas também pelas outras atuações, sempre destacadas pela mídia, e a farta experiência que adquiriu nas várias décadas de judicatura, Moro tem o direito e os méritos para ser alçado ao Ministério da Justiça. Anote-se que já foi definida sua substituição por outra magistrada, também conhecedora da mesma causa, não havendo por que manter o juiz Moro naquele foro, quando pode ser mais útil no Ministério. A aceitação para o novo e penoso cargo merece mais cumprimentos, ao nomeante e ao nomeado, do que qualquer crítica. Em lugar de acomodar-se em sua jurisdição, Sérgio Moro passará para um cargo de mais responsabilidade, difícil e pesado, demonstrando seu patriotismo.  

Silvio Marques 

marquesnetosilvio@gmail.com.br

São José dos Campos

IMORAL

Nunca fui contra a Operação Lava Jato, apesar de reconhecer certo jacobinismo em alguns integrantes da operação, porém a decisão do juiz Sérgio Moro de aceitar o convite do novo presidente da República para assumir o Ministério da Justiça, e levando-se em conta a atuação que ele teve durante o período eleitoral, equivale a um juiz de futebol que apita a final da Copa do Mundo, depois, ir trabalhar na confederação da seleção vencedora. Ou seja, absolutamente ilegal, imoral e inaceitável. Ficamos um pouco mais parecidos com uma Republiqueta bananeira.

Sandro Ferreira 

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

MORO E LULA

Com a saída do juiz Sérgio Moro da 13.ª Vara Criminal de Curitiba para o superministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, o responsável pela Operação Lava Jato poderia sentenciar o caso do sítio de Atibaia e do apartamento de cobertura ao lado da do presidiário Lula da Silva. Ora, a ação já está "madura" e Sérgio Moro fecharia com chave de ouro sua caminhada para acabar com a corrupção instalada no País, como juiz da primeira instância. O povo de bem agradece.

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

SINA

"Lulla" terá mais um recurso de sua condenação julgado no STF. Mais um. Triste sina petista. Sim, além do Mercadante irrevogável, tem-se agora um "Lulla" recursável...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

PRECEDENTES

"Fachin decide que caberá à 2.ª turma do STF analisar habeas corpus de Lula" ("Estado", 6/11). Data vênia, se a 2.ª turma do Supremo liberar o "cara", teremos de liberar todos os presos que foram julgados por juízes que se aposentaram, renunciaram, etc. 

Moises Goldstein 

mg2448@icloud.com

São Paulo

VELHO DITADO NA SEGUNDA TURMA

Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa.

Flávio Cesar Pigari 

flavio.pigari@gmail.com

Jales

ESTÁ DECIDIDO

Estou seriamente pensando em fazer uma visita ao criminoso de São Bernardo, como diz o professor Marco Antonio Villa. Não que esteja com vontade de visitá-lo. É só para dizer na cara dele o que disse o leitor sr. Eugênio José Alati, de Campinas: "O povo brasileiro definiu o lugar de cada um: Bolsonaro na Presidência e Lula na cadeia". Genial.

Antonio Molina 

molinaengenharia.santafe@gmail.com

Santa Fé do Sul

NOCIVA RESISTÊNCIA

Jair Bolsonaro, seguindo suas promessas de campanha, está constituindo um time de ministros de primeira linha, com homens capazes, ligados às áreas que dominam, inteligentes e, acima de tudo, honestos. O passado de cada um dos indicados, até agora sem ranhuras em seus atos, permite esse elogio. Pela primeira vez um presidente da República monta uma equipe sem as horrendas negociações partidárias, em que invariavelmente os indicados, além de serem leigos na matéria de sua pasta, não raramente eram devedores na Justiça. Trocavam-se mais ministros do que se trocavam as camisas. Atacado por esquerdopatas como "nazifascista" (concentração dos poderes nas mãos do líder da nação), Bolsonaro calou a boca desta gente dando carta branca aos superministros Paulo Guedes (Fazenda) e Sérgio Moro (Justiça) para a atuação em suas respectivas áreas. Que fascismo é este em que se delegam poderes? Só mesmo na mente doentia da "seita" petista que queria ver Lula livre e a concretização do desejo da perpetuação do partido no poder. Perderam a eleição e o rumo.  

Sérgio Dafré 

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

NOVOS TEMPOS E LUTA

Saúde, Educação, Segurança, três pilares e muitas dúvidas. Privatizações, reformas políticas, reforma da Previdência, reforma tributária, etc., etc. Meu Deus, por onde começar? Essas e outras urgências serão a dor de cabeça diária de nosso presidente eleito democraticamente, e assim seria se fosse outro o vencedor. Ele precisa ter, junto com os seus auxiliares e o povo, competência e paciência, afinal os desmandos dos últimos 13 anos foram enormes. É preciso fazer com que o nosso país seja respeitado e apreciado por todos. Temos tudo para sermos uma grande nação, somos um país abençoado, nosso povo é pacífico, não temos desastres climáticos, guerras nem inimigos. Esperamos que o capitão venha colocar o País em seu devido lugar. Será que nossa hora chegou? Democracia é isto, aceitar a derrota e a vitória, pois andam juntas, e trabalhar para construir uma nação única e respeitada. O respeito ao oposto, seja de qualquer segmento, é respeitar a si mesmo. É o princípio-chave de uma democracia.

Francisco Eugênio Alves de França 

fefranca_3@hotmail.com

São Paulo

TRANSIÇÃO TEMER-BOLSONARO

O momento político é de construir pontes, e não de apagar indícios. A despeito da terra arrasada (pela corrupção), o bom legado deve ser sempre levado em consideração. Afinal, quem poupa tempo adianta o futuro.

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

TODOS BAIXARÃO A BOLA

Saiu de moda, mas volta já, já a expressão "zona de conforto". Zona de conforto é onde se situava a grande mídia, procurada e abastecida de notícias por todos os atores políticos do Brasil. Por todos, não, pois Bolsonaro, percebendo a sua fraqueza institucional e não sendo levado a sério pela grande imprensa, não era procurado e seu partido nanico era considerado sigla sem valor. Assim, B17 inovou e encontrou nas redes sociais a melhor alternativa. Afinal, muita gente não lê jornal, muita gente não vê noticiário de TV, mas a grande maioria dos brasileiros está no "zap", no "Face" e no Instagram. A mídia tradicional vai se reinventar, com certeza, e vai passar a tratar os seus governantes com respeito. Bolsonaro, por sua vez, depois de dar a sua vingativa-esnobada em certos sistemas nacionais de mídia, vai baixar a bola. Mas não se enganem, sem perdão nem esquecimento, mas num nível que permita a boa convivência. Não venham estas meninotas da TV ousadamente, com atuações desrespeitosas, buscar fama e promoção. Uma delas, dia destes, ao fazer quilométrica pergunta à porta-voz da Casa Branca - querendo indispor o governo americano com o nosso novo governo -, recebeu monossilábica resposta. Bem feito!

Roberto Viana Santos 

rovisa681@gmail.com

Salvador

METAS

Como toda organização, um governo precisa de metas claras e quantificadas, a fim de que o seu desempenho possa ser monitorado, inclusive pelos cidadãos. A seguir, um "brainstorm" pessoal, a título de sugestão: 1) equilíbrio/superávit fiscal, compreendendo a reforma da Previdência, a cobrança dos impostos sem renúncias fiscais, a responsabilidade fiscal, o teto de gastos e uma redução das despesas de custeio de no mínimo 20%, além de fim aos subsídios a partidos políticos. 2) Inflação abaixo de 4% ao ano. 3) Desemprego urbano abaixo de 5%. 4) Ocupação de 100% da base da pirâmide social com renda razoável. 5) 100% de alfabetização na idade de 7 anos. 6). Desflorestamento zero em dois anos. 7) Corruptos punidos e na cadeia. 8) Redução da criminalidade em 80%. 9) Voto distrital e mínimo de 4% dos votos para participar de Senado, Câmara e Assembleias.

Harald Hellmuth 

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

COMPORTAMENTO PRESIDENCIÁVEL

O incidente diplomático com o Egito, que se negou a receber o chanceler brasileiro após Bolsonaro anunciar a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, evidenciou que o presidente eleito deve começar a ponderar que suas manifestações, desde 28 de outubro, passaram a ter caráter institucional e são determinantes ao futuro exercício do cargo, nas suas relações internas e externas.Honyldo Roberto Pereira Pinto 

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

SABEDORIA 

Jair Bolsonaro parece não ter ainda absorvido devidamente os fatos de que o pleito eleitoral está encerrado, de que já passou da hora de descer do palanque e de que, a partir de 1 de janeiro de 2019, ele será, perante o mundo, o representante do Estado brasileiro. Seu linguajar e suas opiniões, a partir daí, não mais refletirão seu modo particular de pensar, mas os rumos estratégicos a serem adotados tanto no cenário externo quanto no interno. É imprescindível que o núcleo duro de transição que acaba de se formar disponha, portanto, desde já, de mecanismos capazes de barrar colocações particulares que, se emitidas no calor das provocações, podem gerar estragos irreversíveis. O Brasil, depois de governos que quase o arruinaram, tem entre outras tarefas urgentes a do soerguimento da economia e a de promover o crescimento econômico. Assim, no presente momento, precisa atrair investimentos. Por isso, declarações discriminatórias, por exemplo, a respeito de grupos internacionais, embora façam parte de um elenco particular de ideias, devem ser evitadas ou tratadas com o máximo de cuidado. É hora de sabedoria, não de paixão.

Paulo Roberto Gotaç 

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

NÃO SE DESCULPOU

Triste a nação que elege para presidente um político que manda mulheres calarem a boca e as chama de "vagabunda"; que diz que vai "fuzilar a 'petralhada' do Acre"; que se deve matar "uns 30 mil e, se morrerem inocentes, tudo bem"; que estica dedinhos de crianças em seu colo simulando na mão delas uma arma de fogo. O que mais nos frustra é que ele nunca pediu desculpas ou se retratou por estes fatos, explicitamente exibidos nas propagandas eleitorais gratuitas na televisão. Todo bom politico deveria ser humilde e reconhecer os seus erros.

Célio Borba 

borba.celio@bol.com.br

Curitiba

MENSAGEM DA GARRAFA

Nada de lugar comum. Acordar e ler a mensagem da garrafa de Fernão Lara Mesquita (6/11, A2) nos tira da bolha dos "mitos" e nos dá parâmetros que por aqui são lendas. O café é amargo, como amargo é saber como estamos longe do ideal, lendo o artigo de Lara Mesquita no desjejum. No País dos imprescindíveis, dos heróis e dos mitos de pés de barro podemos sonhar e, quem sabe, buscar um ideal.

Leandro Ferreira 

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

UM PARLAMENTO PARA CHAMAR DE MEU

Como bem mostra Fernão Lara Mesquita (6/11, A2), houvesse aqui, no Brasil, o sistema americano de voto distrital com recall, não leríamos vexados a desanimadora notícia de que 1/3 dos parlamentares que decidirão o futuro do Brasil estão com pendências judiciais. Cada vez fica mais urgente implantar uma reforma política que acabe com este arremedo de cidadão que somos e resgate nosso legítimo direito de votar diretamente sobre as medidas e as pessoas que irão decidir sobre nossa vida.

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon@terra.com.br

São Paulo

KASSAB NO GOVERNO DE SP

Sr. João Doria, colocar o sr. Gilberto Kassab em sua equipe no governo do Estado de São Paulo demonstra que o exemplo de Jair Bolsonaro não lhe serviu. Kassab foi um dos piores prefeitos que São Paulo já teve, além de em sua gestão ter acontecido o escândalo das aprovações irregulares de obras na cidade. Coloque em sua equipe pessoas técnicas, e não políticos desgastados e que em nada vão contribuir. Se insistir em colocar políticos para ter apoio, como é de praxe em todos os Estados da Nação, me lembrarei disso na próxima eleição. Agindo assim, demonstra ser mais um político como os que já estão aí. Faça diferente.

Carlos Alberto Duarte 

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

PÉSSIMA ESCOLHA

Governador João Doria, se dei meu voto a V.S., foi pela proposta de que faria um governo sem vícios, etc. Mas, mal começou, já nomeou praticamente como seu braço direito (para a Casa Civil) Gilberto Kassab, que não fez nada pela cidade de São Paulo enquanto prefeito. Só se preocupava em conseguir "verbas" para fundar seu partido, o PSD, tanto é que foi denunciado na Operação Lava Jato. E, mal saiu da prefeitura, ficou dependurado nas saias da "gerentona impeachmada". Poupe-nos de arrependimento, por favor.

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

VIVACIDADE

Parabéns a Gilberto Kassab, pela sua agilidade em manter o foro privilegiado.

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

ESTADOS EM CRISE

"Se governador deixar débito, pode responder à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)" ("Estadão", 5/11). A matéria mostra como estão fora da realidade certos enquadramentos da Lei de Responsabilidade Fiscal em Estados deficitários. Não adianta prender governadores inadimplentes quando não existe dinheiro nos cofres públicos. Como funcionários públicos não são demissíveis, os governadores foram herdando máquinas cada vez mais inchadas, que gradativamente foram consumindo os recursos, e na maioria dos casos ainda prestam péssimos serviços. Antigamente a inflação corrigia estes problemas, mas hoje isso é impossível. O problema é que alguns consideram as possibilidades do Estado ilimitadas, inspirados num pensamento esquerdista. A URSS e seus satélites faliram porque queriam consumir mais do que produziam, e, no Brasil, o Estado dirigido pelos petistas repetiu os mesmos erros e nos legou esta crise, de difícil solução sem cortar na carne.                           

Ulf Hermann Mondl 

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

PLANO PARA A ECONOMIA

É curioso como muitos querem que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, mesmo sem ser economista, informe e explique desde já os detalhes de seu plano econômico. Ora, nem Itamar Franco nem FHC (então ministro da Fazenda) entendiam de Economia.  A não ser seus fundamentos básicos. No entanto, montaram a equipe que criou o Plano Real e o "tripé" (dólar flutuante, superávit primário e Lei de Responsabilidade Fiscal) que foi combatido, recusado e desvirtuado pelo PT, mas que até hoje resistiu e é reconhecido como instrumento eficiente e eficaz para o funcionamento de nosso setor econômico e financeiro oficial.

José Etuley Barbosa Gonçalves 

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

A CONTROVERSA CPMF

Parodiando a música popular brasileira, "eu voltei, agora para ficar (...)", eis que pode voltar o tributo sobre as movimentações financeiras, até então, desde a sua criação, para sanar o caos da saúde no Brasil, criado em 1990, com alíquota de 0,38%. Recriado no governo Fernando Henrique Cardoso, foi batizado de CPMF. A ideia da tributação é de Paulo Guedes, nomeado pelo novo governo ministro da Economia. Numa fase de cortes de ministérios e de contenção de gastos em todos os setores, a sobrecarga só poderia recair sobre o lado mais fraco, que é o povão, movimentador principalmente nos bancos. Começou bem mal o ministro da Economia. Geralmente, a saída é vampirizar a massa popular.

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

'MUY AMIGOS'

O sr. Marcos Cintra, conselheiro de Paulo Guedes, afirma que o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) seria o "pior dos mundos" se fosse adotado no Brasil, e defende uma espécie de CPMF. A título de informação, o IVA é adotado em mais de 150 países. Será que de novo só nós estamos certos? Cuidado, Guedes, assessores assim são "muy amigos".

Gustavo Guimarães da Veiga 

ggveiga@outlook.com

São Paulo

MERCADO INFORMAL DE TRABALHO

O número de trabalhadores no Brasil sem carteira assinada e no mercado informal de trabalho disparou e já atingiu o recorde de 43%. São milhões de trabalhadores sem direitos trabalhistas, sem aposentadoria futura, sem proteção, que trabalham cada vez mais horas em situação de total precariedade e insegurança. Ótimo para as empresas e os donos do capital, que podem livremente explorar a grande mão de obra abundante e excedente, pagando salários de fome e obtendo lucros cada vez maiores à custa do suor alheio. Com os avanços tecnológicos e a automação, o problema do emprego só vai piorar. Voltamos ao neoliberalismo do século 19, com os trabalhadores totalmente vulneráveis, fragilizados e à mercê da exploração capitalista, graças às leis feitas sob encomenda pelos patrões e empresários em seu benefício próprio.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

BOTIJÃO DE GÁS

O botijão de gás saiu da refinaria por R$ 23 e chegou à minha cozinha por R$ 82. Refinaria: 34% do preço, 16% de ICMS, 3% de importação, 47% dos revendedores. Agora, vai sair da refinaria por R$ 25 e vai chegar ao meu fogão a...? Atravessadores unidos jamais serão vencidos. Somos nós a caminho da câmara de gás!Paulo Sergio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

       

A UNIVERSIDADE E A DEMOCRACIA

O diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Floriano de Azevedo Marques, entrevistado por este jornal (5/11, A8), declarou que "garante a democracia" a decisão do STF consolidando a transformação da universidade pública em bunker político pelos esquerdistas. Agora, teria a mesma opinião se, desafiando a truculência dos "democratas" marxistas, a manifestação política fosse de alunos não esquerdistas? Será?

Homero Vianna Jr. 

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

PASSAPORTE PARA O FUTURO

O ponto fraco do Brasil como país e do governo Bolsonaro em formação é a questão educacional. É de Malcom X a frase de que educação é o passaporte para o futuro. E é mesmo. Ocorre que o Brasil é famoso por suas péssimas classificações nos rankings internacionais de educação. E nossa deficiência vai desde o ensino fundamental ao universitário. Somos campeões em dar diplomas universitários a analfabetos funcionais. O que acontece aqui, com notáveis exceções, é para apagar e começar tudo de novo. Especialmente porque nosso desempenho é consequência direta de pensamentos equivocados a respeito de como agir. E, do jeito que estamos, não há como o nosso país ter futuro. Nem se todo o resto der certo. Assim sendo, que tal nomear como ministro da área alguém como Cláudia Costin, coordenadora do Centro de Excelência e Inovação de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas e ex-diretora do Banco Mundial? Que tal contratar uma consultoria, por exemplo, da Finlândia, campeã mundial em educação e especialista em exportar o seu modelo para diversos países? Se podemos trazer médicos de Cuba para nos ajudar com a saúde, por que não podemos importar uma solução de qualidade comprovada para a nossa educação?

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

AS 'MEMBRAS' DA ANPR

A alazã da nossa intelectualidade, a assombrosa Dilma Rousseff, fez deplorável e ridícula escola. Na "Carta de Trancoso", dada à luz em esforçado evento promovido pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), os membros do gênero feminino ganharam o místico codinome de "membras". A pressurosa e iluminada membra-diretora-secretária da associação veio a público esclarecer que era "para promover a inclusão". Durma-se com tal cabotinismo.

Alexandre de Macedo Marques 

ammarques@uol.com.br

São Paulo

A POLÍCIA DEBAIXO DE CHUVA

Na sexta-feira, Dia de Finados, envolvi-me em acidente de trânsito ao final da tarde em Brasília, quando fui atingido por outro veículo.  Carros imobilizados aguardavam a perícia e vários policiais estavam no local. Por volta das 19 horas iniciou uma chuva fina, intermitente, enquanto eu estava dentro do carro (para não me molhar). Em determinado momento, saí do carro, protegido com o meu guarda-chuva, quando percebi um detalhe: nenhum policial estava protegido com algo básico e muito óbvio, uma capa de chuva! Todos molhados, parecendo estarem acostumados com aquilo. Dirigi-me a um deles e perguntei sobre a capa. Resposta: a polícia não tem capa de chuva! Há alguns anos a PM teria tentado comprar essa proteção - que se equipara a um EPI (equipamento de proteção individual), mas teria sido criticada por "especialistas", e a compra foi suspensa (e ninguém fez mais nada). Assim, os nossos policiais estão expostos às intempéries, sem uma simples capa de chuva para os proteger. Lembro que as chuvas chegaram definitivamente e vão se intensificar nos próximos meses. Depois, que não reclamem do absenteísmo entre os policiais, provocado por doenças (gripes, resfriados, pneumonia) decorrentes da omissão e da falta de respeito do governo do Distrito Federal para com estes profissionais. Não me surpreenderei se souber que esse descaso também ocorre em outros Estados. Se fosse outra categoria profissional, hordas de sindicalistas estariam protestando "contra a falta de segurança", pelo "desrespeito à categoria", etc. Mas parece que no Brasil o policial pode ser desrespeitado pelo próprio Estado e tratado com descaso, sem problema nenhum, enquanto "os que decidem" estão em confortáveis salas com ar-condicionado e cafezinho bem quentinho à disposição. Fiquei tão envergonhado e constrangido com a situação que voltei ao meu carro, deixei o guarda-chuva e retornei à companhia dos policiais - agora menos constrangido. Recado ao novo governo: verifique as condições de trabalho da polícia e, por favor, providencie capas de chuva.   

 

Milton Córdova Junior 

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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