Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2018 | 02h00

CONTAS PÚBLICAS

Aumento para o Judiciário

Manchete da primeira página do Estadão de ontem: Senado ignora Bolsonaro e dá reajuste de 16% para o Judiciário. Para os brasileiros de bem, o que o Senado ignorou foi o Brasil!

ROBERTO CARDERELLI

robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

Chupins da República

Na calada da noite, o presidente do Senado acertou com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) um aumento de 16,38% no salário dos integrantes daquela Corte. Manda quem pode, obedece quem tem juízo! Eunício Oliveira pôs as barbas de molho, pois logo terá de se haver com a Justiça. O efeito em cascata desse aumento causará mais um rombo nas contas públicas, permitindo até mesmo o aumento do salário dos próprios parlamentares! A árvore-símbolo do Brasil não deveria ser o ipê, mas, sim, o pau-brasil coberto de parasitas.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Marajás

Realmente, mais uma vez na calada da noite aprovam aumento salarial acima da inflação. Medrosos, temem enfrentar o povo, sabedores de antemão da sua reprovação. Afrontam desempregados, desvalidos, humildes, tendo como consequência aumentar o fosso da desigualdade. Insensíveis, escandalosos, escabrosos são os adjetivos publicáveis para definir os (ir)responsáveis por ato ignominioso dessa natureza. O veto presidencial é esperado e aprovado.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Safadeza

O pagamento dos penduricalhos ao juízes, entre eles o auxílio-moradia, sempre foi imoral. E agora o aumento salarial aprovado pelo Senado (onde há vários imorais) é simplesmente leviano e ultrajante para todos os brasileiros, que na sua maioria estão passando por enormes dificuldades. Torçamos para que o presidente Michel Temer impeça tamanha safadeza.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

Gesto de grandeza

O que a Nação espera, o que o Brasil precisa, o que o povo brasileiro pede ao presidente Michel Temer é que, num último gesto de grandeza, vete esse absurdo e inoportuno reajuste salarial aprovado pelos srs. senadores para o Judiciário! 

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Ofensa grave

Aumento de 16,38% para os notáveis da Justiça... Essa é a colaboração do Senado e do Judiciário para um Brasil melhor e mais democrático? Dá para imaginar o que espera o novo presidente. Acredito que todos os brasileiros patriotas, como eu, se sintam ofendidos.

JAIME E. SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Falta de patriotismo

Quando a situação do País pede que todos colaborem para ajudar a solucionar os graves problemas econômicos em que se encontra, as castas que já ganham muito bem são premiadas com um aumento salarial vergonhoso de mais de 16%, homologado por um bando de “apátridas”. É bom lembrar a essa turma que aprovou tal aumento que o salário mínimo de quem trabalha e produz é de R$ 954.

CARLOS DOS REIS CARVALHO

bigcharles020@gmail.com 

Avaré

Troco de perdedor

Para o STF, reajuste salarial de 16,38%; para o salário mínimo e os aposentados, índice abaixo da inflação. Muito bem, senadores e juízes, é assim que se dá o troco quando se perde eleição.

ELITON ROSA

elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

Salários dos mais iguais

A ex-primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher já dizia: “Não existe dinheiro público, e sim dinheiro do público”. Se todos os brasileiros (incluídos os “menos iguais”) pudessem aumentar os próprios salários, qual seria a porcentagem? Afinal, alguns privilegiados do poder alegam que R$ 33 mil é salário de fome! Os salários de todos os servidores, desde a Presidência da República até o mais humilde funcionário público, deveriam ser atrelados ao salário mínimo vigente no País, assim, sem dúvida, teríamos transparência absoluta sobre o uso do nosso suado dinheirinho.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Cara de pau

Senado e Supremo trocam afagos, no incestuoso “toma lá dá cá”. E depois dizem que a Constituição deve ser respeitada, enquanto a cara de pau continua igual. E o povo, de quem “todo o poder emana”, é que se dana! Ainda bem que isso tudo vai mudar quando Moro “moralizar”.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Felizmente, esse Senado vai ser renovado, a começar por seu presidente. Enquanto tivermos pessoas desse nível no comando do País, teremos de engolir barbaridades como essa do aumento de teto do STF, em fim de festa e momento de crise fiscal insuportável. Mas a faxina está apenas começando!

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

Para que e a quem serve?

O que esperar de um Senado que nesta altura, com o País quebrado, “concede” um reajuste salarial de 16%? Afinal, para que serve o Senado? Só para defender os interesses corporativos de grupos que não querem pagar suas dívidas com a Nação? 

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

O inimigo do Brasil não é nem a direita nem a esquerda, é esse Senado que está aí.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

CORRUPÇÃO

Sítio em Atibaia

Não entendo por que não se põe o sr. Fernando Bittar, dono na escritura do sítio em Atibaia, no centro das atenções. Ele deveria ter de explicar por que a Odebrecht fez tudo o que fez na propriedade para ele. Garanto que esse passarinho começaria a cantar!

CECILIA CENTURION

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROPOSTA INDECENTE 

Em mais um episódio de escandalosa irresponsabilidade, o Senado Federal aprovou - por 41 votos a favor, 16 contra e uma abstenção - o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, o que eleva em muito o déficit público, por gerar um efeito-cascata para os demais Poderes da União e os Estados. O desatino só foi perpetrado por obra e graça do presidente da Casa, o famigerado senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que incluiu de surpresa os projetos na pauta de votações - estavam engavetados desde 2016. Eunício, que não se reelegeu este ano, é investigado em dois processos e tem seu nome entre os mais citados em delações da Operação Lava Jato, e certamente conquistou prestígio entre poderosos pela ardilosa manobra: Dias Toffoli, presidente do STF, e Raquel Dodge, procuradora-geral da República, haviam feito lobby junto ao próprio Eunício para aprovação da proposta. À população, de imediato, resta a esperança remota de que o presidente da República, Michel Temer, vete o aumento. E aguardar que, mais à frente, o Congresso renovado pelas eleições e a paulatina substituição da procuradora-geral da República e de ministros do Supremo mostrem brasileiros imbuídos do espírito cívico que, há cerca de 15 anos, é moeda das mais raras na praça dos Três Poderes, na capital federal.

Sergio Ridel 

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

PARLAMENTO TERMINAL

É evidente que o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do STF e dos membros da PGR, incluído de supetão e sem discussão prévia na pauta do Senado, e aprovado sem dificuldade pelo plenário, tem clara conotação provocativa, orquestrada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira, e endossada por outros tantos parlamentares que apoiaram o candidato do PT, Fernando Haddad, nas eleições e não conseguiram se reeleger. Verdadeiros rebotalhos de um Parlamento em fim de feira que não deixarão a mínima saudade, somente péssimas lembranças da politicagem baseada em negociatas pessoais e corporativas. O veto do presidente Michel Temer a este reajuste bizarro não é esperança, mas obrigação. 

Luciano Harary 

lharary@hotmail.com

São Paulo 

O REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

Este vergonhoso aumento, aprovado por "manobra" do presidente do Senado, como sabemos, repercutirá para todos os juízes, desembargadores, e outros dos tribunais regionais espalhados pelo Brasil. Então, que suspendam as mordomias como assistência médica ilimitada, carros com motorista, restaurantes nos tribunais, auxílios e penduricalhos diversos, e outros.

Marco Antonio Ramos 

marcaoaposentado@gmail.com

Ourinhos

SUPREMO SALÁRIO

O Brasil está com os cofres tão abarrotados de dinheiro que pode se dar ao luxo de elevar os salários dos "Supremos" para R$ 39.200,00. Igual a 41 salários mínimos. Ou seja: eles vão ganhar por mês o que os aposentados do INSS recebem em três anos e cinco meses. Isso se chama injustiça social.

Paulo Sergio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

RETORNO

Férias de 60 dias, recessos, feriadões emendados, auxílio-moradia, aumento de salários de 16,38%, ótimo. Rapidez e agilidade, 0%.

Jonas de Matos 

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

DEMOCRACIA DE FACHADA

A aprovação em 7/11 do reajuste dos ministros do STF pelo Senado Federal é estarrecedora. Diante do quadro desolador das contas públicas, o valor de aumento de 16,38% aprovado nos salários trará impacto de mais de R$ 4 bilhões no Orçamento, segundo as primeiras avaliações de consultorias do Congresso. Além da pérola tropical em que se constituem os 38 centésimos porcentuais no valor do reajuste, temos ainda as declarações do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que, após agradecer ao Congresso pela aprovação do projeto, disse, na matéria publicada neste jornal (8/11, A8): "(...) principalmente porque agora poderemos enfrentar o problema do auxílio-moradia". Imagine, prezado leitor! Enfrentar o problema do auxílio-moradia! E os mais de 13 milhões de desempregados, que continuarão a pagar essa conta imoral, estão enfrentando o quê? Estes congressistas e egrégios tribunais estão definitivamente de costas para o País. A tragédia humanitária daqueles desempregados e demais desvalidos não os sensibiliza. Nada, absolutamente nada, os sensibiliza. E essas atitudes reforçam a certeza de que temos uma democracia de fachada, conforme demonstrado, com clareza solar, pelo jornalista Fernão Lara Mesquita no artigo "Que verdade nos libertaria - 2" (30/10, A2), neste "Estadão", cuja releitura sugiro após esta aprovação absolutamente perversa. 

Jose Antonio S. Bordeira 

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

O QUE É DEMOCRACIA?

Será que democracia é senadores traírem o voto de seus eleitores e aprovarem um aumento de 16,38% para o Judiciário? Ou será que democracia é as Forças Armadas fecharem o Congresso com o apoio dos eleitores traídos? O que diz a mídia, um dos pilares da democracia? 

Maria Carmen Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

SINTONIA ENTRE OS PODERES

No mesmo dia da primeira visita a Brasília do candidato eleito para governar o País nos próximos quatro anos, o Senado Federal, comandado por um senador reprovado nas urnas para a próxima legislatura, aprovou o reajuste dos salários dos ministros do STF. Ao responder à pergunta de um repórter sobre o impacto da medida, Jair Bolsonaro adotou um ar de riso, diferente da fisionomia séria e fechada que caracteriza sua comunicação com a imprensa, e apelou ao Congresso contra a medida. É claro que o futuro presidente já sabia o resultado, pois, com mais de ¼ de século atuando nesse ninho, conhece muito bem a sintonia entre os poderes, quando é para aprovar projetos de seus interesses.

Abel Pires Rodrigues 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

APOIO MACIÇO DO PSDB

O PSDB votou em massa, garantindo maioria no Senado ao aumento de 16% do Judiciário. Não podia ser escalonado, adiado? No mesmo dia, João Doria ofereceu apoio do PSDB ao presidente Jair Bolsonaro. Para apoio como este, não precisa ter PT na oposição!

Walter Sant'Anna 

Zebinden walter@sandraz.com.br

Campinas 

A SOCIEDADE REFÉM

É inaceitável o reajuste dado aos ministros do STF, que trará prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos devido ao efeito-cascata. Num jogo de cartas marcadas, os representantes dos Três Poderes fazem seus acordos na calada da noite, em gabinetes fechados, sem se importar com as consequências nefastas para o País e para o povo brasileiro, que são quem paga a conta. O Brasil não pode continuar sendo o país dos privilégios e do corporativismo, que ferem os princípios públicos e republicanos e fazem toda a sociedade refém de verdadeiras castas que só agem em benefício próprio.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

QUEM NÃO MERECE?

Senado aprova reajuste de 16% para ministros do STF. Eu também quero. Quem não quer? E quem não merece? O impacto inicial desta decisão é de mais de R$ 4 bilhões nas contas públicas. Mas não vai parar por aí. No final, os cidadãos que não trabalham para o governo serão os únicos a não receber este reajuste. 

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

GOLPE

Mais um golpe contra as finanças do Estado, perpetrado pelo presidente do Senado, com fortes vínculos com o PT no Ceará, um político que, no seu apagar de luzes, manobrou para atender ao STF e ao Ministério Público, que lhe garantiram com a desculpa esfarrapada de que não aumentariam as despesas de suas áreas. Hipocritamente, ignoraram que a cascata de aumentos vinculados, em demais áreas do funcionalismo da União e dos Estados, já foi detonada, uma pauta-bomba contra a futura administração Bolsonaro, mostrando que a oposição total do PT já está em pleno funcionamento.                          

Ulf Hermann Mondl 

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

CUIDADO, SENHORES

O novo governo federal está sofrendo, agora sim, um verdadeiro golpe. Desta vez, aplicado pelos congressistas. O resultado das eleições não importou em nada para estes bandidos. Eles ainda não entenderam por que grande parte deles não foi eleita. Está claro que o objetivo desta medida de aumentar os salários do Judiciário em 16% foi apenas para enfraquecer o novo governo. É obrigação do presidente Michel Temer mostrar alguma força e não sancionar este aumento absurdo, cujo único objetivo é  prejudicar o governo de Bolsonaro. Tomem cuidado, "senhores", saibam, que a vontade do povo é que deve nos governar e que ainda somos a maioria com vontade própria. 

Wilson Matiotta 

loluvies@gmail.com

São Paulo

IRRESPONSABILIDADE CRIMINOSA

O velho Churchill dizia: "A democracia é a pior forma de governo, salvo as demais". Se fosse vivo hoje (novembro de 2018) e tomasse conhecimento da irresponsável e torpe decisão do Senado da República quanto ao reajuste de 16% ao Judiciário, com todas as consequências catastróficas para a atual condição pré-falimentar do País, o velho chanceler britânico formularia assim sua menção ao regime democrático: "A democracia é a pior forma de governo, salvo as demais, com exceção ao que chamam de democracia o que no Brasil é um regime de irresponsabilidade e de vergonhoso compadrio entre os Poderes". Lembrei-me de Churchill e também de Ruy Barbosa e de seu desabafo: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem passa a ter vergonha de ser honesto". Nosso Legislativo e nosso Judiciário são uma vergonha e uma tristeza para a Nação. A esperança que resta a 58 milhões de eleitores é de que o novo governo faça o necessário para moralizar a política nacional, de cabo a rabo. Os demais 42 milhões de eleitores não consigo imaginar o que queiram para nosso futuro.

Mário Rubens Costa 

costamar31@terra.com.br

Campinas

VETO

O reajuste de 16%, aprovado pelo Senado, no cair do dia, mostra que nossos políticos não têm juízo, começando com o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), punido com a não reeleição, levando a crer ter agido como vingança. Mais do que irresponsável, o ato merece ser considerado como maldoso, odiento, uma vez que melhor que ninguém o sr. Eunício sabe da realidade da economia do País, para a qual ele colaborou em muito. Não estamos em condições econômicas de suportar o aumento e as correções em cascata, o que reafirma o desprezo que a sociedade tem por políticos em geral e, agora, em particular, pelo inútil Senado. O que fazer, se não vetar? Faça isso, presidente Temer, e a sofrida sociedade agradece.

Mario Cobucci Junior 

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

EM NOME PRÓPRIO

A gente até tenta fazer um país melhor, mas há setores contrários, um deles o Senado Federal. Reajuste irresponsável, fora de hora, sem qualquer respaldo popular.

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

UM BANDO DE MOLEQUES

Tudo o que se viu, anteontem no Senado, foi comandado por um irresponsável chamado Eunício de Oliveira, que o povo deletou do Congresso na última eleição. Este senhor - se assim podemos chama-lo -, num ato de molecagem, na calada da noite, juntamente com seus não patriotas, votaram reajuste de 16% para o Judiciário, acarretando em mais R$ 4,1 bilhões ao rombo nas contas públicas. Só nos resta que o atual presidente da República, sr. Michel Temer, coloque a mão na consciência e não sancione este disparate cometido pelo Senado.

Urias Borrasca 

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

PAVIMENTAÇÃO

Eunício Oliveira, presidente do Senado Federal até o fim do ano - porque não foi reeleito -, colocou em votação o aumento salarial do Judiciário, causando um efeito-cascata de R$ 4 bilhões. Na verdade, está pavimentando o próprio futuro, bem como o de toda a politicalha não reeleita, pois sem o foro privilegiado eles pretendem "adoçar" o Judiciário para que não seja rigoroso na aplicação das condenações que certamente virão. É só ficar atento ao desenrolar dos acontecimentos. Afinal, o lema é "uma mão lava a outra".

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

EUNÍCIO OLIVEIRA

Colocar na pauta aumentos para STF e PGR numa hora destas? Ou é para se proteger de futuras sentenças ou vingança eleitoral!

Tania Tavares 

taniatma@hotmail.com

São Paulo

O VELHO SENADO

Espero sinceramente que o aumento de 16% dado aos ministros do STF seja a última decisão que este Senado toma para prejudicar a governabilidade deste país.

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

DIAS CONTADOS

O Senado, ao aprovar um aumento de 16% aos ministros do STF, está pondo à prova a intolerância do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Aguardemos quando ele tomar posse...Artur Topgian 

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

  

ACERTANDO O PASSO

Na edição de 1 de novembro de 2018, o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou fotografia de Onyx Lorenzoni e Eliseu Padilha andando no Palácio do Planalto exibindo o mesmo passo. Isso significa o mesmo propósito, as mesmas intenções. Resta saber se a coincidência foi espontânea ou de quem partiu o pedido de "vamos acertar o passo". A foto me fez lembrar o professor Edmundo Vasconcelos, professor de Cirurgia na Faculdade de Medicina da USP dos anos 1950, que, ao iniciar suas caminhadas com residentes ou assistentes do seu serviço entre as árvores plantadas em frente ao Hospital das Clínicas, pedia: "Vamos acertar o passo". Fazia esse pedido para facilitar o entendimento das questões a serem tratadas, como espero que aconteça entre os dois ilustres políticos e demais membros da equipe de transição.

João Valente Barbas Filho 

leandro.barbas@gmail.com

São Paulo

SABOTAGEM

Os sr. Eugênio Bucci ("Do tiririquismo ao bolsonarismo", 8/11, A2), como todo bom petista, já começou a sabotar o governo de Jair Bolsonaro antes mesmo de ele assumir. O articulista gosta de embasar suas críticas citando frases alheias (algumas fora de contexto) de pessoas acima de qualquer suspeita. Mas é incapaz de enxergar o óbvio: Jair Bolsonaro foi eleito por pessoas (incluindo eu) que preferem a dúvida quanto ao que irá acontecer do que a certeza da repetição da catástrofe do que aconteceu nos governos petistas. Quem elegeu Bolsonaro não fomos nós, seus eleitores. Mas, sim, eles, os petistas.

Luciano Nogueira Marmontel 

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

PESADELO

Acordei de um pesadelo! Sonhei que Fernando Haddad havia sido eleito presidente e estava anunciando seu Ministério, à frente de uma enorme foto de Lula - com uma aura de Che Guevara - e cercado de seus futuros ministros: José Dirceu, Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos (Agricultura), Lindbergh Faria, Vanessa Graziotin, Tarso e Luciana Genro, Roberto Teixeira (Justiça), Marilena Chauí (Educação)... E, como ninguém é de ferro e em prol da "governabilidade", algumas óbvias concessões: Romero Jucá, Eunício Oliveira, Renan Calheiros, José Sarney, Edison Lobão, Fernando Collor... até Tiririca (Cultura). Caro professor Eugênio Bucci (8/11, A2), nosso voto em Bolsonaro não foi um "protesto cego e selvagem", foi para evitar que esse pesadelo virasse realidade.

César Garcia 

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo 

COMPARAÇÃO INFELIZ

O professor Eugênio Bucci foi infeliz ao comparar Tiririca a Bolsonaro, no seu artigo no "Estadão". Seria mais verdadeiro se fizesse a comparação entre tiririquismo x lulismo, que ele conhece muito bem. O que ambos têm em comum? A mentira, da parte de Tiririca uma mentira ingênua que levou milhões de pessoas a votarem nele, acreditando não propriamente em mudanças, mas porque ele simbolizava o escracho dessa política. Não mudou nada, pois teve uma atuação pífia e foi reeleito, com menos votos do que na primeira vez, mas muitos votos ainda. E o lulismo? Nada tem de ingênuo, foi uma clara demonstração de compra de votos e uma corrupção tão desavergonhada que uma ex-presidente sofreu impeachment, tal sua incompetência. O ex-presidente dono do PT está preso, assim como diversos de seus coparticipantes na roubalheira também estão ou foram presos. O professor critica Tiririca, de quem já conhece o trabalho, e coloca Bolsonaro sob suspeita alegando que quem votou nele deu um salto no escuro. Bolsonaro tem tudo para mudar este país, como Lula teve mas fez opção por outro caminho - e deu no que deu. É muito grande a torcida de parte da imprensa ligada ao lulismo para que o governo eleito legitimamente não dê certo. Devemos aprender com os erros. Bolsonaro tem tudo para levantar a moral deste país e consertá-lo, pois foi destruído pela era petista. É contra esse establishment que devemos lutar. Aliás, este deveria ser o desejo de todos os que aqui vivem. Espero que daqui a alguns anos o título do artigo do professor seja "Do lulismo ao bolsonarismo", e nele poderá comparar os dois, pois já terá conhecimento desse último e, portanto, seu artigo não será cego, muito menos um salto no escuro.

  

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

NÃO COMPREENDERAM

A lamentável comparação entre Bolsonaro e Tiririca demonstra que muitos analistas, grandes filósofos e jornalistas ainda não compreenderam o que ocorreu nessas eleições. Os dois parlamentares são absolutamente diferentes. Tiririca representa o deboche à classe política e um homem que só quis se dar bem, o que ficou provado neste novo mandato. Bolsonaro, embora truculento e tendo dito muitas bobagens, foi escolhido por alguns para o voto anti-PT, mas para a maioria dos seus eleitores é o resgate ao nacionalismo, à ordem, aos valores esquecidos propositadamente por um projeto de poder petista, e, principalmente, a resposta à população para as questões de segurança. Seus eleitores são os que cantavam o Hino Nacional na escola, mas também, felizmente, a juventude que escapou da doutrinação dos professores socialistas, os jovens politizados e comprometidos com seu futuro. É inútil a tentativa de minimizar a capacidade de um capitão, eleito presidente, no país que teve no cargo um sindicalista e, depois, a senhora Dilma, que saquearam a Nação, favoreceram países ideologicamente alinhados e, portanto, comprometeram o futuro dos brasileiros com administração incompetente. A capacidade de articulação e escolha de nomes técnicos como Sérgio Moro, Marcos Pontes e Paulo Guedes demonstra a real intenção de quem enxerga o Brasil e brasileiros, ao invés de um populista que divide o País para governar, separando-os por cor, sexo, raça e classe social.   

 

Evelin da Cunha Cury 

evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

O OPOSTO

Penso que Eugênio Bucci está sendo parcial ao tentar igualar o voto de protesto dado a Bolsonaro na última eleição presidencial a outros votos de protesto do tipo daquele que costuma eleger Tiririca. Quem vota em Tiririca "não está nem aí". E, agindo assim, desqualifica a seriedade inerente à política, fazendo dela apenas uma piada e cometendo o pecado de negar a si mesmo o nobre papel de cidadão. Ao contrário, quem recentemente votou em Bolsonaro foi, em grande parte, gente indignada com a apropriação indébita da política por ladrões que fizeram dela tão somente uma oportunidade de locupletar-se. Trata-se, portanto, de um eleitor com postura claramente oposta àquela do incauto desinformado que vota em Tiririca: é alguém que tenta, com a única e frágil arma que lhe restou usar no segundo turno, transformar a política - que perdera sua finalidade precípua - de novo em instrumento da democracia. Trata-se, assim, de uma atitude inteiramente diferente daquela que o articulista afirma ser. 

Marco A. Oliveira 

marco1942oliveira@gmail.com

São Paulo

VOTO CONSCIENTE

Ao contrário do que disse Eugênio Bucci (8/11, A2), meu voto no presidente Jair Bolsonaro não foi um "protesto cego e selvagem". Estudei os princípios defendidos pelo candidato. Estudei seu plano de governo. Pesquisei os ministros que irão participar dele e, principalmente, o fato de ser uma pessoa íntegra, honesta e ética. Estudei também o candidato Fernando Haddad. Este, além de responder a 32 processos administrativos, e até por enriquecimento ilícito, apresentou um programa de governo totalmente ditatorial bolivariano. Dos que comporiam seu governo, a maioria está envolvida na Lava Jato. O jornalista pode até chamar meu voto de "tiririquismo bolsonarista", mas jamais inconsciente. Porque tenho noção do que pagamos em impostos e o quanto a esquerda, que parece ser a mola-chave do jornalista, usurpou, vilipendiou, enganou e mentiu para as populações carentes do País, com seu manjado e caquético discurso de tirá-los da pobreza. Será que Bucci percebeu que depois de 13 anos dos governos PT a pobreza extrema ainda nos envergonha? Para mim Bucci faz parte do "tiririquismo do jornalismo inconsciente". 

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

'DO TIRIRIQUISMO AO BOLSONARISMO'

Causa perplexidade o artigo do sr. Eugênio Bucci, na edição de 8/11. Trata-se de um arrazoado besteirol ao comparar a vitória de Bolsonaro nas urnas com a trajetória do palhaço Tiririca. O sr. Bucci é "professor da USP", o que por si só não nos causa estranheza. Suas colocações vêm ao sabor daquele grupo "progressista" que busca oxigenar as mentes dos estudantes em salas de aula. É um exemplo clássico do aparelhamento das nossas universidades promovido durante os 15 anos de lulopetismo. Não é sem outra razão que o nível de educação do Brasil é péssimo. O presidente eleito vai ter muita dificuldade para demolir essa "estrutura" intelectual que gera atraso e ignorância.

Sérgio Luiz Corrêa 

seluco@uol.com.br

Santos

TIRIRIQUISMO JORNALÍSTICO

Pela quarta ou quinta vez consecutiva, o sr. Eugênio Bucci dedica suas mal traçadas linhas à tentativa de desconstruir o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Ocupa o espaço que tem no "Estadão" para fazer política partidária, o que é no mínimo antiético. Em sua última coluna (8/11), usa o ardil de aproveitar frases de editoriais do jornal tiradas do contexto respectivo para tentar "enriquecer" sua bolsonarofobia. Entre outras pérolas, destaca-se: "Bolsonaro é produto de um protesto cego e selvagem". Fica implícita a ideia de que a escolha inteligente e racional seria a escolha de candidato títere, sem caráter, aconselhado por presidiário e eleito pior prefeito que São Paulo já teve. Em vez de escrever essas bobagens, seria muito útil que o ativista político Bucci apresentasse sugestões para o bom andamento do próximo governo.

Nelson Penteado de Castro 

pentecas@uol.com.br

São Paulo

'SALTO NO ESCURO'

Sem dúvida que foi um "Salto no escuro" ("Estado", 29/10, A3) votar em Bolsonaro, porque no segundo turno tivemos de escolher um salto no escuro ou um desastre maior, com certeza, com a volta do PT ao poder. Acho que a maioria dos 58 milhões eleitores optou por votar contra os corruptos, que deixaram uma profunda crise para nosso povo. Com base nessa interpretação, entendo como inadequada a conclusão do jornalista Eugênio Bucci ("Estado", 8/11, A2) dizendo que os votos a favor de Bolsonaro foram "um protesto cego e selvagem". Pareceu-me que ofendeu a maioria dos 58 milhões, como eu, que votou contra a volta do lulopetismo, o que não foi um protesto cego nem selvagem. Afinal, ainda estamos numa democracia.José Ruiz Talhari 

talhari2015@gmail.com

São José do Rio Preto

O MEU VOTO

O meu voto não foi um "protesto cego e selvagem". Eu talvez não saiba quais as ideias do presidente eleito, mas eu sei exatamente quais as ideias de perpetuação no poder do PT.

Sergio Victor Milred 

smilred@uol.com.br

São Paulo

UM GRITO

Sim, Bolsonaro é produto de um "protesto selvagem", pois que seu histórico de opiniões nada politicamente corretas, para manter o alto calão desta opinião, feriu sensibilidades acostumadas a serem paparicadas como se quem exerce o poder de gastar o nosso dinheiro e o de informar sobre como nosso dinheiro é gasto são os donos da verdade. Um conluio bom para os "cinco" Poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário, imprensa e Igreja Católica Apostólica Romana. Porém, longe de ser "cego". Explico: é a classe média tradicional gritando sobre os descaminhos da pauta de quem ela sustenta praticamente sozinha e sem um mínimo de retorno, tanto financeiro quanto moral. Bolsonaro é apenas o pontapé inicial de um ciclo que se inicia agora. A transição do finalzinho do que foi iniciado em 31 de março de 1964, reflexo do pós-guerra mais longo de toda a história da humanidade, e que ainda estamos vivenciando, para o resgate de sua importância no tabuleiro do xadrez que se chama Brasil. Cansados de, apesar de numerosos e cientes de que sustentam os ricos trabalhando para eles e ainda consumindo ou vendendo seus produtos no comércio em geral; e também pagando pelas necessidades básicas dos pobres, que, além de não contribuírem com Imposto de Renda, são os principais usuários do SUS, de escolas, creches públicas, etc., serem meros peões descartáveis, principalmente quando o bagaço "dos" laranjas não possui sequer mais uma única gotinha de caldo para incrementar o suco dos "cinco" no "top of the pops" do poder. Deixo uma humilde dica, teacher: quando a classe média tradicional - que sem ainda se dar conta disso já está acordando para a vida - efetivamente deixar de ridiculamente importar-se em consumir como os ricos para simplesmente ostentar no vazio existencial das redes sociais e, finalmente, descobrir os privilégios de quem marca ponto diariamente, ganha por carteira-assinada, 30 dias de férias por ano e ainda 13.º salário, além de poder dedicar-se muitíssimo mais à família, ao lazer e ao ócio produtivo, haja vista mais tempo à disposição que os ricos e os pobres, pobres de vocês acostumados com um aglomerado de boçais no cabresto dos tais "cinco do top of the pops". Cuidem-se, aquele povo que vive, como os modernetes das redações mais estreladas fazem chacota, "uma vidinha medíocre de classe média" amam esse cotidiano "maçante e estressante" e estão cansados de viver e pagar pelas necessidades dos terceiros que vocês indicam, no conluio supracitado. Aguardem. E, como diz o povo: Bolsonaro é apenas "a ponta do iceberg".

Rogério Haeitmann Tridente 

rtridente@tjsp.jus.br

São Caetano do Sul

EUGÊNIO BUCCI

Antecipadamente agradecendo, não fosse pedir muito, o chefe da redação bem poderia propor ao articulista discorrer sobre, por exemplo: a honestidade do PT; a cultura politico-humanística de "Lulla"; a adega do Palácio do Planalto; a estratégia para votações no Congresso; a administração de empresas petrolíferas; passageiros (muito principalmente passageira) em viagens do Aerolula; projetos do casal presidencial para as reformas de apartamento e sítio; dos "Ronaldinhos" (como ajeitar a vida dos filhos); Dilma, articulação cognitiva; a ideologia como fomento de progresso (BNDES, porto em Cuba); logística "cumpañera" (apoio a ditaduras explícitas e estabelecidas); antiamericanismo, demagogia e populismo como marketing partidário; (coincidência!) Lula, o estadista (o maior, o fenomenal, o mito, o gênio político, o gerente do universo). Enfim, a critério, mas, quem sabe, talvez "Moro, o carrasco de Lula" ou até "Lula, o grande injustiçado" e ainda "Lula, a honestidade atrás das grades" talvez fosse mais apropriado. No aguardo, a conferir...A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

DESRESPEITO

Realmente, ECA, em relação a Eugênio Bucci, significa asco. Um artigo (8/11, A2) desrespeitoso ao presidente da República eleito, sr. Jair Bolsonaro. Quem é este sujeito, um defensor do presidiário Lula? Que moral ele tem para desqualificar um candidato escolhido pela maioria dos eleitores brasileiros? Por acaso Lula é mais preparado que Tiririca? Tiririca está preso? Tiririca está sendo processado? Bucci tem o perfil da "Folha", um pasquim desqualificado, e não do "Estadão". 

   

Nicolau Antonio Pedro 

anap.repres@uol.com.br

São Paulo

PROTESTO

Como assinante do "Estadão", deixo meu protesto após leitura da coluna do jornalista Eugênio Bucci, que com frequência tem se posicionado, senão contra o juiz Sérgio Moro, agora fazendo tábua rasa da atuação de um presidente que mal tomou posse do cargo, referindo-se ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (8/11, A2). No artigo "Do tiririquismo ao bolsonarismo", o articulista demonstra desrespeito aos 57 milhões de eleitores que elegeram Bolsonaro e alega que a vitória do presidente eleito foi um voto de protesto, comparável ao que elegeu o macaco Tião, no Rio de Janeiro. E, indo além, diz que os eleitores que votaram em Bolsonaro deram um salto no escuro. Votei em Bolsonaro sabendo exatamente o que esperar dele, porque ele deixou isso muito bem claro em suas promessas de campanha. Jamais votaria numa pessoa interposta de um presidiário, que merecidamente está na cadeia e que, mesmo assim, cativa a simpatia de boa parte de jornalistas. Pelo contrário, julgo que saltamos para fora do abismo em que nos jogou o PT "et caterva". Ninguém votou contra o "establishment", como Bucci alega, querendo eximir o PT de culpa sem dar nome correto aos bois. Votamos, sim, contra o PT e a imensa corrupção que ele trouxe ao País. Ninguém viu multidões nas ruas com cartazes "fora establishment", como pontua, vimos, sim, milhões de cartazes com "PT nunca mais". O "Estadão" sempre se notabilizou por sua posição contrária ao partido que arruinou nosso país. Espero que a equipe editorial deste grande jornal continue se pautando, como sempre, pelo bom jornalismo sem dar margem às dúvidas e controvérsias.

Paulo R. Kherlakian 

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

IMPRENSA LIVRE

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Educação (Unesco), 1.293 jornalistas foram assassinados desde 1983, incluídas as mais de 80 vítimas somente neste ano. A eles, um minuto de respeitoso silêncio. Aos criminosos que tentaram em vão calar a voz da imprensa e da liberdade de expressão, uma sonora vaia. Imprensa livre. Censura nunca mais. Basta!

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

PERFIL AUTORITÁRIO

A Casa Branca suspendeu a credencial de um jornalista desafeto de Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou que o jornalista da CNN informa somente notícias "falsas" e que, por isso, ele era o "inimigo do povo". Esse é o perfil de políticos deste viés, autoritários. Já se tornou até um clichê, mas vale lembrar: a imprensa livre é um dos pilares da democracia.

Richard Tomal Filho 

richard.filho@outlook.com

Curitiba

O DILEMA DO CAPITÃO

A polêmica transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém provocou a ira dos árabes do mundo todo contra o presidente americano, Donald Trump, que, certamente, começará a sofrer retaliações comerciais e econômicas dos países do Oriente Médio. Agora chegou a vez de o nosso presidente eleito tomar esta mesma decisão. Como árabe, acho que Jair Bolsonaro não deveria tomar partido nesta briga secular, já que o Brasil é um país de todas as raças e todos os credos, onde árabes e judeus convivem de maneira harmoniosa, e seria inevitável um partidarismo ideológico, mesmo que brando. Para quem está chegando agora e trazendo esperanças para um povo sofrido com tantos anos de desmandos e corrupção, não é de bom tom alimentar essa polêmica. Capitão, mantenha-se neutro e nos enchendo de esperanças, porque todos nós, brasileiros, árabes, judeus e muitas outras raças que amam este país, precisamos de você sem viés ideológico, apenas patriótico.

Elias Skaf 

eskaf@hotmail.com

São Paulo

EMBAIXADA EM ISRAEL

Se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, se deixar influenciar pelas lideranças evangélicas ao decidir sua política externa, haja retaliação. Que o pastor Silas Malafaia se mantenha próximo do presidente é aceitável; que influencie suas decisões é inadmissível. 

Maria Ísis M. M. de Barros 

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

A CELEUMA DAS EMBAIXADAS

Existem um território árabe e um território judeu. Duas sociedades, duas culturas, duas economias completamente diferentes em eterno conflito. Essa situação é um fato incontestável. Diante disso, por que o Brasil não poderia instalar uma embaixada distinta em cada um desses territórios? Afinal, são duas nações diferentes. Essa medida caracterizaria a situação como um fato consumado. Por que teremos de sujeitar nossa economia às desavenças daquelas duas nações? Temos muito que aprender com os judeus e também com a vigorosa cultura e a economia árabes. Duas nacionalidades muito bem recebidas no Brasil há várias gerações e que aqui vivem e convivem em plena harmonia. O nosso novo governo poderá inovar pacificando, pelo menos no interesse de nossas três nações, um conflito em que não temos por que priorizar um em detrimento do outro, gerando as nocivas retaliações desnecessárias e prejudiciais a todos. Deixemos a Embaixada do Brasil onde está, em Tel Aviv, e façamos outra em Jerusalém.

Renato Luiz Martins Nunes 

arquitetorenatonunes@gmail.com

Ubatuba 

RENOVAÇÃO EM SP

Para quem esperava uma renovação na política estadual paulista, o governador eleito, João Doria (PSDB), decepciona na escolha de secretários até agora anunciados. Primeiro, por não trazer nada de novo, Gilberto Kassab, figura carimbada e controversa, seja no âmbito político, seja no ético. Já ocupou vários cargos e em nenhum deles deixou uma marca virtuosa. Outros vêm da administração Temer. A baixa popularidade do presidente que os escolheu não inviabilizaria uma atuação de excelência, se não em todas as áreas, pelo menos em algumas delas, relativas às pastas de onde advêm. O que acontece hoje é que a educação vem decaindo ano a ano, sem que se tomem medidas mais efetivas para conter a erosão. Aparentemente, enfatiza-se mais a forma que o conteúdo. Já a cultura vem sendo literalmente "queimada": acervo pouco valorizado, prédios caindo aos pedaços, concessão de benefícios da Lei Rouanet com critérios discutíveis. Parece que estes ungidos visam mesmo a ressarcir o novo governador com aprovações seja na Câmara, seja na esfera federal, de onde vieram. Vejamos que méritos terão os projetos pautados.

Sergio Holl Lara 

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

OPERAÇÃO FURNA DA ONÇA

Quem diria, Chiquinho da Mangueira, tão honesto e ético, foi pego com a mão na grana e é mais um corrupto do carnaval do Rio de Janeiro, onde se lava dinheiro como nunca antes. E a Mangueira, idem? Este é um mau pressentimento de que o péssimo enredo escolhido parar 2019 vai trazer péssimas notícias para a Mangueira. 

Maria M. J. Simões 

mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

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