Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2018 | 06h00

Contas Públicas

Reposição de perdas?

Não poderia ser mais inoportuno o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que já recebem mais de 30 vezes o valor do salário mínimo, com que a maioria esmagadora dos brasileiros é obrigada a sobreviver. A alegação de que se trata “apenas” de repor perdas de poder aquisitivo é uma ofensa ao cidadão comum, que vive com uma fração do valor do tal reajuste de R$ 5.530,32. Esse aumento implica, na prática, reajustar todo o funcionalismo público, elite que percebe os maiores salários do Brasil e não corre o risco de perder o emprego, como os mais de 13 milhões que hoje não têm salário! Mais que o discurso sobre a necessidade de preservar a democracia, este é o momento de preservar os valores éticos e de o STF dar sua contribuição ao esforço para diminuir o déficit fiscal e, principalmente, reduzir as desigualdades e, assim, se reconectar com a cidadania. Afinal, com um salário de R$ 33.763 não me parece que um cidadão passe necessidades. Esse reajuste vai exigir esforço adicional da população para o ajuste fiscal, na forma de redução de direitos, perda de mais empregos, aumento ainda maior das desigualdades... Não se trata de defender direita ou esquerda, qualquer governo sério seria obrigado a fazer um ajuste fiscal. Trata-se, sim, de evitar uma ruptura, por absoluta falta de opções. Na minha opinião, ainda há tempo de o STF se reconectar com o cidadão, por meio de uma solicitação ao presidente da República para que vete o aumento. Seria uma colaboração inestimável para o País entrar num círculo virtuoso que permita a construção de uma nação mais equilibrada e justa.

Mauro Furlanetto Lima

mauro.furlanetto@globo.com

São Paulo

Desemprego tributado

O editorial Desempregados racharão a conta (9/11, A3) é leitura obrigatória em todas a repartições públicas do País e, principalmente, nas salas dos administradores públicos, políticos e sindicalistas. Estamos no momento mais injusto da História do Brasil, em que quem não tem emprego (13 milhões de pessoas) tem de pagar impostos e gastar parte de suas economias para sustentar uma máquina pública corrupta, ineficiente e parasita. Nos últimos anos o governo petista destruiu a economia, sob os aplausos dos sindicatos (com dinheiro garantido), e usou uma política de benefícios para o funcionalismo que aumentou ainda mais as diferenças e injustiças sociais. Que o presidente Temer tenha a dignidade e a ética de não aprovar esse aumento. E que os governadores eleitos tenham responsabilidade no uso do dinheiro dos contribuintes em cada Estado.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

Na boca do gol

A aprovação do aumento dos ministros do STF pelo Senado dá uma oportunidade ao presidente Temer de se remir perante a opinião pública e vetar a imoral lei que chega para a sua sanção. O efeito cascata teria forte impacto na economia, já combalida pelos desmandos dos políticos. O Senado deu um tiro no pé. Temer não pode perder este gol, basta tocar a bola para o fundo da rede.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Sem chance

Atolado até o pescoço em denúncias de corrupção, Michel Temer vem negociando há meses com Dias Toffoli o aumento do Judiciário. Poderia barrar esse absurdo, mas não o fará. É o mais do mesmo, o toma lá dá cá, o é dando que se recebe.

Marisa Bodenstorfer

baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha

Oportunidade de ouro

Não fosse o medo do STF, especialmente após a conclusão do seu mandato, Temer teria uma oportunidade de ouro para agradar a todos os brasileiros, vetando esse aumento imoral e descabido para os marajás do Judiciário. Os cerca de R$ 6 mil vão mudar a vida “sofrida” deles?

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Veta, presidente!

O Brasil sério espera que o presidente Michel Temer vete essa excrescência, esse absurdo e inoportuno reajuste salarial para o Judiciário, com efeito cascata. O Brasil está quebrado, não tem dinheiro nem para atender às demandas da saúde, da educação, da segurança e de investimentos públicos que poderiam criar mais empregos para os brasileiros. No entanto, na calada da noite, um conluio de maus brasileiros aprovou aumento de salário para as classes já privilegiadas, como disse o Estadão no editorial Desempregados racharão a conta. Uma vergonha! Que Michel Temer deixe um bom e positivo nome para a História. Para o lixo vão esses chupins, interesseiros, maus brasileiros.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Enem

Extravagâncias

Presumindo que os nossos alunos sejam especialistas em fonoaudiologia, o tema da redação no Enem em 2017 foi “Desafios para a formação educacional de surdos”. Em 2018, uma das questões da avaliação de linguagem enunciava: “Acuenda o Pajubá: conheça o ‘dialeto secreto’ utilizado por gays e travestis”. Como uma pessoa sem contato com o grupo LGBT e sem conhecimento de tal dialeto, já que é “secreto”, pode responder a uma questão sobre isso? E que tal uma redação sobre “linguagem de corpo” do Trump...? Os responsáveis pelo Enem devem viver numa “cidade secreta” do Brasil, onde faltam problemas que possam ser abordados: violência, pobreza, desemprego, serviços precários de todo tipo, e por aí vai. O objetivo é medir conhecimentos e raciocínio ou pôr os participantes numa saia-justa e aumentar a apreensão dos jovens, cada vez mais?

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Crime organizado

Tráfico de armas e drogas

Está mais do que na hora de os países sul-americanos se unirem e criarem uma força policial assemelhada à Interpol que, em conjunto, passe não só a investigar, mas a prender, sem barreiras fronteiriças, criminosos que agem internacionalmente, como o bandido Marcelo Pinheiro Veiga, vulgo Piloto, que ameaçou de morte a procuradora-geral do Paraguai, Sandra Quiñonez, e disse que vai cumprir a ameaça onde ela se encontrar. Piloto confessa publicamente: “Todo mundo sabe que me dedico ao comércio de armas e drogas. Compro aqui, em Assunção, e vendo em Ciudad del Leste, Pedro Juan Caballero, em Salto del Guairá. Compro e vendo” - conforme publicado no Estadão de 9/11 (A16).

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Aumento salarial do STF

Exultante com a aprovação do aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seu presidente, ministro Dias Toffoli, em declarações à imprensa, comemorou o reajuste como um substituto ao controverso auxílio-moradia. Ora, o auxílio-moradia pago indiscriminadamente a todos os magistrados, como é feito hoje, é para lá de imoral e só acontece em razão de decisão monocrática proferida, em 2014, pelo relator da matéria no STF, ministro Luiz Fux, que se vestiu de legislador e até hoje não levou o processo à apreciação do plenário. Valer-se dessa anomalia, no período da mais severa crise econômica vivida pelo País, para reajustar em 16,38% os salários das duas categorias mais bem pagas entre os servidores públicos, parece imoral. Isso faz constrangedora a imagem do presidente do Supremo, festejando a aprovação de um reajuste imoral que hipoteticamente poderá vir a substituir um penduricalho imoral, em tudo insensível às monumentais dificuldades dos seus empregadores, os que pagam o seu régio salario: os cidadãos brasileiros.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

A afronta do Senado

O reajuste de 16,38% concedido pelo Senado ao Poder Judiciário brasileiro é mais do que um aumento, é uma verdadeira afronta ao País. Qual o interesse dos senhores senadores em aprovar este reajuste no momento em que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, faz um apelo para que isso não ocorresse? Será que a irresponsabilidade destes representantes do povo não tem limites ou os interesses por trás disso são muito mais poderosos do que uma simples "cortesia"? O Brasil precisa mudar, com urgência, e afastar do poder estes senhores que já causaram muitos males a esta Nação.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

'Nada de novo no front'

A aprovação pelo Senado do reajuste dos togados do Supremo Tribunal Federal (STF) custará mais de R$ 4 bilhões às contas públicas, além dos exponenciais efeitos-cascata, montante a ser parcialmente compensado, segundo o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, pela rediscussão entre os pares do constrangedor auxílio-moradia. A concessão do aumento num momento tão delicado para as contas públicas evidencia o fato de que boa parte dos integrantes do Senado, por não ter sido reeleita, assumiu uma atitude de vil represália, ao reafirmar sua disposição de deixar um panorama de terra arrasada e de criar dificuldades para o próximo governo, como se não bastassem as que ele já terá de enfrentar. Quem esperava ver surgir uma ponta de espírito público após os surpreendentes resultados das últimas eleições enganou-se. Ao contrário, a decisão dos nobres senadores faz lembrar mais o título do clássico de Erich Maria Remarque sobre a Primeira Guerra Mundial: "Nada de novo no front".

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Desprezíveis até o fim

Indignei-me com a aprovação do reajuste que os ministros do STF conquistaram aos seus vencimentos, apesar de estarem no topo da pirâmide do funcionalismo público. Quero, aqui, reiterar o meu repúdio aos ministros e, agora, aos 41 senadores que a aprovaram, no final da atual legislatura. Muitos dos quais não estarão no Senado a partir do ano que vem, por não terem conseguido se reeleger. Não existe nenhuma desculpa paras todos eles. Num país com 24 milhões entre desempregados e os que estão vivendo dos denominados "bicos", tal atitude deve ser classificada como imoral e debochada. E cabe aqui salientar que as atividades daquele tribunal não podem ser classificadas como exemplares. São inúmeros os casos relatados pela imprensa de ministros que decidiram sobre processos nos quais os réus eram pessoas ligadas, de qualquer forma, a eles, apesar do que reza o próprio Regimento Interno do STF. Assim como casos em que um ministro pede vista a um processo e o devolve para julgamento quando bem entender, também apesar do referido regimento. Tanto os ministros como os senadores que agora sacramentaram esse reajuste que é uma provocação, com certeza, sabem que o salário mínimo para o próximo exercício, já aprovado pelo Congresso Nacional, será de apenas R$ 998,00, ou seja, um reajuste de aproximadamente 0,4% sobre o atual. Já os ministros do STF, com um reajuste de 16,38%, passarão a receber R$ 39,2 mil por mês, e pior, reajuste que se irradiará, no mínimo, sobre todo o funcionalismo ligado à Justiça. Um país onde o menor salário será de R$ 998,00 e o maior, de R$ 39.200,00, não pode prosperar ante tamanha injustiça social. Quero também deixar o meu especial repúdio ao senador do meu Estado José Serra (PSDB-SP), que terá mais quatro amos de mandato, por estar entre aqueles que aprovaram mais esta afronta a todos nós.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Reaju$te

Senado safado! Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Golpistas

Que vergonha destes senadores aprovarem o aumento ao Judiciário num momento inoportuno que os brasileiros trabalhadores estão passando. Só queremos ver em quanto o salário mínimo será aumentado, pois, conforme for, teremos de sair às ruas protestar contra estes verdadeiros golpistas.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

A mão de Dias Toffoli

Não podemos em hipótese alguma nos sentir surpresos com o aumento concedido ao Judiciário, manobra que teve a mão do presidente do STF, Dias Tofolli, pois sabemos - e não é de hoje - que o Judiciário brasileiro nunca esteve presente na vida da grande maioria dos brasileiros, em sua defesa, na defesa dos direitos coletivos e difusos, e sim prestou apenas serviço aos poderosos e sempre teve o seu próprio umbigo em primeiríssimo lugar.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Reajuste para o Judiciário

É por isso que são Três Poderes. Podem tudo. Um legisla, outro executa e o outro usufrui.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Recados

Ao conceder aumento ao Judiciário, o Senado dá recados a todos, com acenos de alguns denunciados pela Operação Lava Jato, futuros interessados em simpatias dos julgadores excelsos, com acenos dos já declarados opositores ao governo, no caso dos votos dos filiados ao PDT e, ainda, com os acenos congruentes de senadores que apenas mais reafirmam a verdadeira divisão nacional, a incrível distância do salário mínimo ao salário máximo.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Parfum 'de merde'

Exalando densa catinga, o aumento ao STF cheira muito mal. Mas eles não se importam. Senadores e ministros têm péssimo olfato...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

De olho no futuro

Um aviso aos 41 senadores da República que votaram favoravelmente ao aumento de 16,38% para o Judiciário: janeiro de 2019 está aí, vocês contrariaram a vontade do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e de todo o povo brasileiro. Lembremos que horas antes da votação no Senado, Bolsonaro disse, em Brasília, exatamente o seguinte sobre a questão: "Obviamente, não é o momento". Estamos numa fase em que ou todo mundo tem ou ninguém tem, e o Judiciário já é o mais bem aquinhoado do País. Agora, a pergunta que não quer calar: por que os senadores aprovaram esse aumento ao Judiciário se historicamente eles, do Judiciário, ganharam muito, mas muito mais mesmo, do que o resto dos trabalhadores brasileiros? Estariam os senadores comprando suas futuras sentenças?

Arnaldo de Almeida

Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Ato magnânimo

Com a aprovação do aumento salarial do Judiciário, será a hora de o presidente Michel Temer, em ato magnânimo, "aparecer" e vetar a irresponsável medida. É sabido que Temer e vários outros da politicalha perderão o foro privilegiado e responderão pelos crimes cometidos, mas a pergunta que não quer calar é: "Fará Temer este gesto magnânimo" de vetar o desserviço imposto ao País? 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Questão de prioridades

Contra a vontade de Bolsonaro, o Senado aprovou o aumento salarial do Judiciário, bastante questionável neste momento. Contra a vontade do Brasil, o Congresso não vai votar a desesperadamente necessária reforma da Previdência. É questão de prioridades, certo?

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Derrota do Brasil

"General Heleno: Reajuste do Judiciário não é derrota para Bolsonaro, 'é preocupação'" ("Estadão", 8/11). O general Heleno foi até diplomático, pois o que o irresponsável presidente do Senado, Eunício Oliveira, fez na questão do reajuste do Senado, não foi uma derrota de Bolsonaro, que nada teve que ver com essa maior gastança com os privilegiados do Judiciário, que prestam péssimos serviços, como o resto do Estado, ao povo, consumindo 1/3 do PIB em tributos. Foi uma derrota do Brasil.   

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Ignorados

Permitam-me discordar da manchete "Senado ignora Bolsonaro e dá reajuste de 16% para o Judiciário". Quem o senado (com minúscula, mesmo) ignorou foram o povo brasileiro e a decência.

Fernando Caiuby

fernando@elvirabrandao.com.br

Vinhedo

Destinatário

Recado dos senadores não foi para o presidente eleito, foi contra o Brasil. 

 

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

Temporal à frente

O bom senso recomenda que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, use toda sua vasta experiência parlamentar para evitar contrariedades políticas no Senado Federal. Caso contrário, não terá sossego. A aprovação, a toque de caixa, do aumento dos salários dos ministros do STF é forte evidência dos prenúncios de temporais e forte aguaceiro, que Bolsonaro enfrentará na Câmara Alta. Com caneladas no MDB, partido com maioria na Câmara Alta, e no senador Renan Calheiros, Bolsonaro enfrentará tormentas e dificuldades. Sem diálogo e convergência, tudo ficará mais complicado. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

Discriminação salarial

O Senado Federal aprovou o reajuste dos ministros do Supremo. E como fica a situação dos demais integrantes dos Judiciários, sejam estaduais ou federais? Ou o reajuste é apenas para os cargos dos 11 integrantes do STF? E, em paralelo, de quanto será o reajuste do salário mínimo e dos aposentados? Por que a discriminação? Como se constata, no Brasil continua a discriminação salarial. Será que o novo presidente vai ficar omisso?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Ao contribuinte

Aumento de 16% para o Supremo. Para a indústria automobilística, R$ 1,5 bilhão de bondade fiscal anual. E para nós, os 208 milhões de otários enrabáveis, mais vaselina!

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Vingança

Estão dizendo que este reajuste dos proventos dos magistrados foi combinado, no dia da sessão solene, entre Eunício Oliveira e Dias Toffoli. Sete dos nove senadores tucanos votaram a favor, e dizem que como uma vingança contra Bolsonaro. Ledo engano, se votaram por vingança, não foi contra o presidente eleito, foi contra o Brasil. Ainda bem que o picolé de chuchu não foi o eleito.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Ferido

Está claro que Eunício Oliveira foi ferido em sua vaidade e também por não ter sido reeleito viabilizou o aumento dos ministros do STF. Talvez também para permitir que alguns de seus pares comprometidos com a Justiça sensibilizem o dissimulado presidente do STF, Dias Toffoli.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Calhordice

Então é isto: os ratos que estão sendo obrigados a deixar o navio, porque não se reelegeram - navio este que não vai mais afundar -, não poderiam fazer outra coisa que não fosse coisa de rato. Ou por medo, comprando liberdade futura, já que perderam a excrecência do foro privilegiado, ou por vingança, ou, juntando tudo e resultando em pura calhordice, deram um aumento abusivo aos magistrados que não precisam, mas que prontamente aceitaram, enquanto professores, muito mais necessários para o crescimento de uma nação, foram parar na "lanterna" do campeonato das categorias profissionais. Pela tibieza do discurso sobre esse assalto, "PilaTemer", que tem o poder de veto, parece querer lavar as mãos, seguindo o mesmo rastilho de pólvora do Senado. Mirian Leitão culpou o governo que nem começou de haver incentivado essa atitude rasteira do Senado. Não, dona Leitão, a derrota não foi do novo governo, mas do povo brasileiro, cuja alegria, além de não ver nem ouvir mais alguns destacados comentaristas, também está sendo não ter reelegido muitas ratazanas raivosas e improdutivas, embora ainda tenha sobrado bastante. Mas a faxina continua nas próximas eleições. 

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Inoportuna e oportunista

Inoportuna esta votação do aumento salarial do STF diante da crise econômica que assola o País. Em breve este Senado imoral será substituído, além do seu atual presidente, que foi demitido pelas urnas do Ceará, Eunício de Oliveira. A atitude oportunista não surpreende ninguém, pois faz parte da cultura política votar certas pautas ao apagar das luzes. Alguns derrotistas da imprensa imputam a derrota da votação do aumento ao STF ao presidente Bolsonaro. Balela, os congressistas pensam neles próprios, em seus bolsos e em seu futuro, pois muitos estão com o rabo preso e precisam das bênçãos dos poderosos. Dinheiro para a saúde, saneamento, educação não tem, mas para os marajás nunca falta. Desta vez coube à Toffoli negociar esse escracho. Não fosse ele, teria sido outro. Uma vergonha! O nome destes senadores deve ficar na memória dos eleitores para que numa próxima eleição não sejam esquecidos. Os desempregados que se virem, porque a elite dos funcionários públicos, esta vai bem, obrigada.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Supérfluo

Já estamos vivenciando a fase de pós-eleição, ou seja, enxugamento da máquina administrativa, dispensa dos não concursados no funcionalismo, fim das mordomias e outros. Porém, o Judiciário conseguiu do Senado, na "calada da noite", um aumento de 16,38%, o que ocasionará um déficit de R$ 4 bilhões num ano. Atitudes como esta, além de prejudicar o Orçamento da União, são um gasto supérfluo a ser pago pelos pagadores de impostos.

Jose Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo 

Dias melhores

Jair Bolsonaro, eleito presidente, declarou não ser o mais capacitado para o cargo, mas que Deus capacita os escolhidos. Não estando mais no palanque, sabe que doravante suas atitudes e decisões terão reflexos no "andar da carruagem". Quando aparenta estar em dúvida sobre o que defendeu e ora vacila, como em relação à reforma da Previdência, talvez esteja buscando colocar na consciência de seus auxiliares mais próximos que, pensar mais e bem, antes de "bater o martelo" numa determinada direção, possa surgir uma solução mais consensual, econômica, fiscal e socialmente falando. Talvez também, na ênfase de fazer não só economia com a redução e aglutinação de ministérios, como o superministério da Economia, esteja incitando outros auxiliares não próximos, como Maílson da Nóbrega, a darem suas contribuições para decisões que ainda não foram tomadas, mas estão em discussão nesta fase de transição de governos. Que surja o melhor, o possível. Pequenas atitudes são como alavanca: criam um "momento" em que elevados pesos são removidos! Parabéns, presidente e cidadão de bem que vêm o futuro governo com esperança de dias melhores!

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

'Prensa'

Está certo Paulo Guedes ao recomendar uma "prensa" nos atuais congressistas para votarem a reforma da Previdência (8/11, A3). Afinal, eles são da velha política e nunca representaram seus eleitores. Talvez a prensa faça-os pensar no País uma única vez, a mais importante do seu mandato. Isso não é prepotência do governo eleito, mas simplesmente senso de urgência. Já que não há imprensa neles, quem sabe a prensa funcione! Aliás, não se trata de algo que "o futuro governo julga necessário", é algo comprovadamente necessário, haja vista o número de países que quebraram pelos mesmos motivos. Como é possível dialogar com inimigos da Pátria? Prensa neles!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Prensa neles!

Sem qualquer lado partidário, exclusivamente como cidadão brasileiro, concordo plenamente com o comentário do futuro ministro da Economia, sr. Paulo Guedes ("A bola está com o Congresso: prensa neles!"). Inoportuna foi a reação do senador Tasso Jereissati, arguindo o debate. Ora, a reforma previdenciária é debatida há mais de um ano, sendo protelada por interesses eleitorais, andamento diferente na apreciação de matérias que envolvam benefícios aos congressistas. No contexto, realmente, o Congresso é "soberano, independente", mas o poder de seus representantes emana do povo, e este está cansado de bancar legisladores eternamente omissos e distantes da realidade brasileira. O arrogante alerta "cuidado com as palavras" serve para todos os homens públicos, inclusive para seu autor, assim como é dever de todos os congressistas servirem com a esperada presteza e prontidão. Espera-se que tenham percebido, nas últimas eleições, que o eleitor abandonou a passividade e assumiu o protagonismo político. Trabalhem mais e cumpram suas obrigações legislativas ou serão prensados, sim.

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

O alcance da reforma

Que há necessidade de reforma da Previdência quase todos concordam. O que não está sendo claro é o alcance dela. O governo e, principalmente, os parlamentares devem partir para uma verdadeira reforma. Meia sola não basta. Senão, daqui a poucos anos terá de vir uma reforma bem mais rígida. Enquanto isso o Brasil terá perdido um enorme tempo, talvez irrecuperável. A reforma deve atingir a todos. Não pode haver exceções. A idade mínima de aposentadoria deve ser para todos: 65 anos para homens e mulheres, para civis e militares, iniciativa privada ou serviço público, para trabalhadores urbanos e rurais. Para que exceção? Pela Constituição, todos são iguais perante a lei. Isso é ou está se tornando regra em todas as economias do mundo. Particularmente, por que as mulheres devem se aposentar antes, se vivem em média mais cinco anos que os homens? Por que os militares devem aposentar antes, como o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, tenente-coronel aposentado aos 43 anos? Por que, ao contrário da maioria dos países, cônjuges viúvos podem acumular aposentadorias e pensões? Há casos em que viúvas recebem ou ficarão recebendo durante mais de 60 anos tais benefícios. Os gastos serão suportados por todos os brasileiros. 

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha 

Auditoria independente

A mídia pede resposta sobre a reforma da Previdência, os economistas de escrivaninha dão seus comentários baseados em déficits e os políticos parecem entorpecidos em suas cadeiras confortáveis, mas até hoje ninguém falou numa "auditoria independente" dentro desse sistema, que mais parece um tabu. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deveria assumir essa ideia. Porque as contribuições dos trabalhadores e patronais são muito acima do que recebem os aposentados da inciativa privada, o que geraria um superávit caso a Previdência fosse bem administrada por gestores capazes e independentes, e não gerida por cargo político, como aconteceu nas últimas décadas. Exemplo disso foi auditoria recente nos afastamentos indevidos por invalidez, que representará R$ 15 bilhões de economia. Fizeram administração suspeita no BNDES, na Caixa Econômica, no Banco do Brasil, no FGTS e por que não fariam na Previdência? Fora igualar o teto da aposentadoria privada para a pública, cujo funcionalismo em pleno século 21 é tratado como uma casta superior de brasileiros, que se aposenta com salário integral! Auditoria independente já, antes de qualquer reforma da Previdência! 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Para todos

Se realmente a Constituição será seguida ao pé da letra, e se somos, mesmo, iguais perante a lei, por que nessa reforma da Previdência, por cujo rombo não somos responsáveis, ficarão de fora os magistrados e os miliares? 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Outra batalha?

Nem bem saímos de uma árdua batalha em que derrotamos o PT e seus aliados, pelo andar dos acontecimentos, os quase 60 milhões de robôs terão de engraxar suas engrenagens e partir para um novo embate, para que a luta não tenha sido em vão. Além do solitário e destruído PT, que não aceita a vitória do oponente, articulistas, colunistas de alguns jornais e revistas e certas redes de televisão parecem também torcer pelo "quanto pior melhor".  Memória curta destes jornalistas! Primeira página do Plano de governo Haddad: censura na mídia, inclusive na internet. Estaria bom para vocês?  Discursos vindos da Justiça e do Judiciário citam insistentemente a Constituição e a democracia, com se a nossa Carta Magna e o regime democrático fossem desprezados e atirados ao lixo no próximo governo. Data vênia, excelências, essa preocupação só existiria se o partido, camaleão, que trocou o plano de governo várias vezes, suprimindo itens autoritários que restringiam direitos individuais, da imprensa e, inclusive, da autoridade da Suprema Corte, tivesse saído vitorioso. Nunca é tarde lembrar que esse foi o único partido a não assinar a Constituição de 1988, e a desrespeita com frequência. "Nós temos uma Suprema Corte, um Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um Parlamento totalmente acovardados" (presidiário Lula). "É questão de tempo para a gente tomar o poder"; "o Judiciário não é poder da República"; "deveria tirar todos os poderes do Supremo Tribunal" (presidiário Zé Dirceu). Essas ameaças e xingamentos dos últimos meses mostram realmente onde é que morava o perigo. 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Um pouco de filosofia da história

O Brasil, nos governos FHC, Lula da Silva e Dilma, considerando seus reflexos na sociedade, mostrou características pouco citadas no estudo da queda das civilizações: sua corrosão interna, onde a imoralidade pontual foi substituída pela amoralidade agigantada. Pena, sintomas de declínio antes mesmo de atingir um ápice civilizatório. Conseguirá o governo Bolsonaro, com grande apoio popular, reverter a tendência? Acreditamos que sim.  

Dilermando Wiegmann Sanches

cataro22@yahoo.com.br

Curitiba     

Tragédia na educação

O Brasil caiu para a última posição (entre 35 países) em ranking sobre prestígio do professor ("Estadão", 8/11, A18). Motivos não faltam: falta de respeito ao professor por alunos e pais (agressões, insultos, desacatos, humilhação), salários (insuficientes), carreira pouco segura, jornada(s) de trabalho longas, tempo de preparo de aulas e de estudo não considerados. Por tudo isso, o País está perdendo eventuais excelentes professores que preferem outra carreira. Mas ainda há notícias péssimas na educação brasileira. No último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), em 2016, o Brasil colocou-se entre os dez últimos. Não bastasse tudo isso, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou para o ensino médio diurno aulas online em 20% da carga horária e 30% para o ensino noturno, medidas essas que vão seguramente piorar a educação no País. Percebe-se que ainda não atingimos o fundo do poço!

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Prioridade

O artigo de Priscila Cruz ("Não há solução mágica para a educação", 9/11, A2) termina de forma clara: "A responsabilidade do presidente da República na condução das políticas educacionais é imensa". É uma pena que a questão da educação só seja discutida bem depois que das questões econômicas e políticas. Mais uma vez não se coloca a educação em primeiríssimo plano.  

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Sanções ao Irã

Irã e Coreia do Norte são grandes amigos que compartilham a ditadura como forma de governo e, como objetivo nacional, o desenvolvimento de arsenais balísticos, nucleares e de destruição em massa. Para a Coreia do Norte essas armas representam a garantia de manutenção do regime e uma preciosa mercadoria. Para o Irã, o caminho para o Paraíso. A lavagem cerebral é tanta que a maioria dos norte-coreanos desconhece o mundo à sua volta. Já a maioria dos iranianos sabe do resto do mundo e o aprecia. Ocorre que quem está no poder em Teerã é uma minoria que quer ver a morte dos infiéis: judeus, cristãos e até sunitas. Os norte-coreanos querem ser temidos e poder vender mísseis com ogivas de altíssimo poder destrutivo a quem as almeja e pode pagar o preço. A tecnologia de mísseis do Irã vem de lá, só que os aiatolás os pintam com outras cores e agregam outros dizeres. Os iranianos não vendem armas, eles distribuem armas aos seus aliados - incluindo centenas de milhares de mísseis - ao Hizbolá, aos sírios, a Gaza e a exércitos e terroristas amigos em diversas regiões do Oriente Médio e do mundo. O caso do atentado à Amia na Argentina - o maior ato terrorista ocorrido na América do Sul - é emblemático. Por que fazem isso? Para promover um tipo de Armageddon do qual imaginam sair vitoriosos de forma milagrosa. Em suma: os norte-coreanos agem segundo uma lógica e os iranianos, segundo suas crenças. Será que as sanções norte-americanas ao Irã irão dar certo, fazendo com que os iranianos voltem à mesa de negociações? Só se a maioria silenciosa de sua população se manifestar dando um basta capaz de ameaçar a estabilidade do regime. Isso vai acontecer? Será melhor se sim. 

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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