Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas no portal estadao.com.br

O Estado de São Paulo

12 Novembro 2018 | 05h21

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TRABALHO SEM MINISTÉRIO 

 

Bola dentro de Jair Bolsonaro! O presidente eleito faz muito bem em acabar com o Ministério do Trabalho, que há décadas é um feudo do PTB e do PDT, de Ciro Gomes. Nos últimos anos, a pasta mais serviu como um antro de corrupção, onde seus dirigentes cobravam até R$ 3 milhões de propina para autorizar registros para a criação de sindicatos dos trabalhadores, por exemplo. E não é por outra razão que, dos 11.354 sindicatos que existiam em 1991, este número em 2017 saltou para 17.200 sindicatos. Estes mais têm servido de orgia para pelegos travestidos de dirigentes sindicais que se lambuzam sem prestar contas dos milionários recursos distribuídos (R$ 3,5 bilhões em 2017). Infelizmente, este valor é recolhido anualmente dos trabalhadores por meio do Imposto Sindical. Felizmente, a obrigatoriedade de cobrança deste imposto foi extinta na gestão Temer. É lógico que não haverá prejuízo para os trabalhadores porque, conforme prometeu Bolsonaro, esta pasta será incorporada por outro ministério.  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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MINISTÉRIO DOS SINDICATOS

 

“Fim da pasta do Trabalho é ‘retrocesso’, diz procurador” (“Estadão”, 10/11). A visão equivocada do procurador Ronaldo Curado Fleury, com o fim da pasta do Trabalho, omite que a única atividade legítima do atual ministério é a fiscalização do trabalho, que facilmente pode ser realizada por uma simples secretaria nacional, acoplada à da Justiça ou outra. A atividade principal da atual pasta seria mais adequadamente descrita como “Ministério dos Sindicatos Trabalhistas”. Ela congrega cerca de 70 mil entidades quase todas inúteis, muitas já em processo de desagregação pelo término da obrigatoriedade do Imposto Sindical.

                          

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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BOLSONARO E O DESEMPREGO

 

É óbvio que Jair Bolsonaro está certo quando diz que o índice de desemprego é uma farsa. Aí vêm os críticos do novo presidente a justificar a precisão dos dados do IBGE. O instituto é respeitável e produz estatísticas necessárias à formulação de políticas públicas, mas não retrata o desemprego na prática. Andam fazendo ginástica divulgando que Bolsonaro tem pouco mais de 30% do eleitorado, e aí incluem nulos e brancos como contrários. Mas no índice real de desemprego excluem os “nem nem” e os que desistiram de buscar emprego, além dos subempregados informais. Vamos deixar de subterfúgios e descer dos palanques que a campanha eleitoral acabou. No Brasil real o desemprego é mais que estatística. Muito mais.

 

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

 

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A REFORMA ADMINISTRATIVA DE BOLSONARO

 

O ex-ministro Maílson da Nóbrega é mais um comentarista que não entendeu o que está acontecendo. No seu artigo “Uma ideia que não faz sentido” (7/11, A2), ele analisa a sobrecarga que o “czar” da Economia terá com a fusão de três ministérios, mas não analisa a sobrecarga que os presidentes tinham ao separar sua atenção para os detalhes de 39 ministérios para depois consolidá-los em sua cabeça tentando dirigir um país com assuntos fragmentados, redundantes uns com os outros e conflitantes. Um país pode ser considerado um conjunto de apenas dois componentes concretos: o território e os habitantes; e um abstrato: o Estado. Dessa forma, um bom presidente poderia ter apenas três superministros, cada um com uma parte dos assuntos e demandas não conflitante com os outros. Os 17 que Bolsonaro quer são um meio termo entre 3 e 39. Com isso a governabilidade se torna muito mais eficaz e eficiente. O general vitorioso distribui seus exércitos em frentes, não tão poucas que não consigam enfrentar todas as batalhas, nem tantas que guerreiem umas com as outras.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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UMA IDEIA QUE FAZ SENTIDO

 

Aquele que um dia propôs a Sarney jogar a toalha, diante da balbúrdia econômica, malogro financeiro, com impactos na política, desorganizando cada vez mais a realidade econômica, com planos econômicos em cascatas, todos deram em água, derrubando mercados, com índices inflacionários incontroláveis de 454% ao ano, chegando à estagflação, gerando um ringue no gabinete do então consultor-geral da República Saulo Ramos quando por pouco não se atracaram no momento em que o crítico e desanimado ministro da Fazenda (que agora retorna neste espaço, parece mais cansado) insistiu na renúncia de Sarney: o caótico cenário, resumindo ao final do mandato o total descontrole de preços, e cifras disparadas,  porcentuais próximos a 89% ao mês quando entregou a Collor. Neste ambiente, vem agora enumerar quantidade infinita da imensa burocracia brasileira, com todos os seus excessos, antecipando a queda de Paulo Guedes, desestimulando-o ao vaticinar: vai perder essa guerra para a burocracia e o corporativismo que corrói a economia, atravanca o Brasil. Não percebeu ou percebeu, mas aposta nos azares que jogaram o País na maior ciranda financeira já vista, nos idos de 1985/1987, assim sugeriu Maílson ao futuro “czar as economia”, apelido que adota advertindo que no seu tempo MP’s eram reeditadas na maior moleza e agora é só uma. É monstruoso, teratológico o tamanho da administração pública, ninguém desconhece. A administração fazendária segue o desenho do Brasil departamental e autárquico, enorme, inerte, um gigante deitado em berço esplêndido. Não serve de exemplo a gestão Collor, nem a própria, desastrosa, do crítico. A realidade é outra. A inteligência artificial já deve estar implantada e até robotizada interligando toda a estrutura fazendária, e o crítico desconhece. Restam extinguir os excessos, apresentar PDV’s e enxugar a máquina pública. Servidores públicos não podem ser demitidos, mas podem ser transferidos, realocados em outras funções: é preciso identificar setores estrangulados (e existem) harmonizando-os nos departamentos que faltam pessoas, redistribuindo-os, reorganizar a esfera pública federal. Simples, não é. Impossível tampouco. Arregaçar as mangas e trabalhar. Com alguns cliques se tem-se  todas hierarquias na tela, quando se quer resolver. Quando não, se buscam mil óbices, enaltecem de importâncias fajutas até a “subsecretaria da farinha de trigo e o setor de análises de partículas de ar húmido que agrega a secretaria geral da poeira das estradas não pavimentadas” como departamentos importantíssimos dentro da estrutura mofada e ultrapassada. Enfim, propõe o crítico permanecer, deixar tudo como está e jogar a toalha, como certa vez propôs a Saulo Ramos e ao Chefe Sarney, tomando uma descompostura.  Paulo Guedes com sua equipe está rascunhando o enxugamento da máquina federal, não é fácil. Ficar a enumerar a quantidade órgãos e secretarias que agigantam o Ministério da Fazenda, logo por quem, quando esteve lá com este propósito e fracassou, não é de bom tom.  Sabemos todos que a estrutura tabelioa, cartorária formatada há 500 anos pela coroa portuguesa permanece inalterada, inchada de funcionários preenchendo planilhas repetitivas, desnecessárias, tal como os monges copistas das ordenações do reino, a mesma cultura herdada do reino de Portugal e Algarves, enfim, pasmem, é isto que Maílson sugere, antevendo o desastre. Ora, há que se estimular: se não encarar com pessimismo exagerado agora, neste novo ciclo, com o superministério, se desdobrando, sob pena de retornaremos a Terra de Vera Cruz em mais quinhentos anos de retrocesso, reconhecendo a engessada estrutura fiscal da União, intocável e perdemos todos a guerra. Não é este o momento de previsões negativas. Temos muito pela frente. Arrumado o Ministério da Fazenda, enfrentaremos a reorganização dos Estados falidos, a luta não é pequena, por conseguinte. A ideia nova e complexa da equipe de Paulo Guedes faz muito sentido. Aguardemos os resultados.   

 

Arnaldo Cordeiro Montenegro ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

 

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CORPORATIVISMO EXPLÍCITO

 

O artigo do ex-ministro Maílson da Nobrega é o retrato mais puro do pensa o funcionário público. Quanto mais gente, melhor, menos a gente faz. Eficiência, trabalho e comprometimento estão fora de questão. O negócio é total descompromisso com o bom desempenho da função, afinal, a estabilidade garante a função. É claro que há exceções, estas, infelizmente, são pouquíssimas.

 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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O VETO DE MICHEL TEMER

 

Por 41 votos contra 16, o plenário do Senado aprovou na quarta-feira, 7/11, o aumento salarial de 16,38% aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No comando da vassalagem, o desqualificado pelos eleitores na última eleição, graças a Deus, Eunício de Oliveira, investigado pelo STF, deu um presente antecipado de Natal aos integrantes da Suprema Corte, e 41 repugnantes signatários, quase todos devedores na Justiça, o acompanharam nessa obscena votação. Mas, acredito, nem tudo está perdido. Michel Temer poderá sair-se como herói deste lamentável episódio. Assumiu o Brasil esfacelado pelos desgovernos petistas, imerso numa crise política, econômica e social sem precedentes, sofreu alguns desgastes políticos e com a Justiça, mas conseguiu reverter a crise econômica, baixar a inflação; o desemprego vem desacelerando, aprovou a reforma trabalhista e o teto dos gastos. Portanto, senhor presidente, para coroar de êxito seu curto mandato, tem duas opções: vetar ou vetar este verdadeiro acinte à Nação. Assim, esse vergonhoso, esse nojento ato covarde desses senadores será rechaçado e o senhor “vai para a galera”, com certeza. Gostaria imensamente que lesse o brilhante editorial de domingo (11/11, A3) do “Estado”, “As razões para o veto”. Se ainda pairam sobre a sua mente algumas dúvidas, não mais as terá.  

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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COMPROMISSO

 

O “Estadão” fez em editorial (11/11, A3) uma forte defesa do veto de Michel Temer ao aumento de salário dos membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público (MP), aprovado como retaliação do mau perdedor senador não reeleito Eunício de Oliveira e sua corriola, que acrescenta R$ 6 bilhões de às despesas anuais sem cobertura a partir de 2019. Eunício deu o troco ao povo desempregado que se recusou a reelegê-lo senador, entre outras coisas, por estar envolvido na Lava Jato. Mas Michel Temer não parece ter também compromisso com o povo e não se acredita que, afeito à politicagem, como sempre foi, vá contrariar interesse de juízes, mesmo tendo de mandar às favas a Constituição, da qual foi teórico professor.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

 

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‘AS RAZÕES PARA O VETO’

 

Existe algum vagabundo neste governo preocupado com a Constituição ou o País?

 

Ariovaldo Batista arioab06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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VETO AO AUMENTO

 

Michel Temer é membro-fundador do sistema que com os seus supersalários, pouco trabalho e aposentadorias integrais precoces explora há décadas o contribuinte brasileiro. Não há, portanto, a mínima possibilidade de ele vetar o aumento do Judiciário.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

 

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SANTA IGNORÂNCIA

 

O fanfarrão presidente do Senado, Eunício Oliveira, que, sem o foro privilegiado, responderá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, disse que “não está preocupado se Bolsonaro gostou ou não” do aumento salarial concedido ao Judiciário. Afinal, como elemento da politicalha cearense, demonstrou sua “santa ignorância” com seu desserviço ao País. Com sua profunda imbecilidade, não conseguiu perceber que não é Jair Bolsonaro, mas sim o Brasil que sofrerá com a bizarra medida. Isso acontece quando “este tipo” só tem olhos para trambicagens e tramoias. Ainda bem que o povo entendeu e o colocou no devido lugar, no “lixo”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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A IMORALIDADE É COM OS OUTROS

 

No Brasil somos todos iguais perante a lei. É claro que, se o cidadão for juiz ou promotor, essa igualdade não é tanta assim: além das regalias garantidas aos que trabalham no serviço público – estabilidade no emprego, gratificações, adicionais, licença prêmio e outras que tais –, ele ainda terá direito a foro especial, porte de arma, auxílios os mais diversos e, pasmem, tudo isso ganhando o mais alto salário do funcionalismo. Sendo assim, nada mais natural que esqueça os anos de devastação, deixados pelos governos petistas, por conta da população e una-se aos seus para melhorar os ganhos da categoria, afinal de contas, juízes e promotores, apesar da aparência nobre, também são gente. Foi o que os líderes das duas categorias – Dias Toffoli pelo Judiciário e Raquel Dodge pelo Ministério Público – fizeram, obtendo a decisiva colaboração de outro prócer da plutocracia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para lograr a obtenção do legítimo aumento. Legítimo, mas imoral. E daí, quem paga a conta? Isso é com a plebe – conosco, os menos iguais –, já que seres de tamanha relevância não se prestam a tratar dessas mesquinharias.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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UNIÃO PERFEITA

 

Casamento perfeito entre o Senado amoral e o Judiciário pomposo com resquícios de sentimentos monárquicos resultou neste aumento indecente de 16%, uma agressão contra todos nós, brasileiros. Talvez seus representantes estejam inconformados com o resultado da eleição e, com esta decisão acintosa, estejam a medir forças com o povo. Não é uma boa decisão, no mínimo imprudente e irresponsável para com a Nação.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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ROTA 2030

 

O decreto que regulamenta um novo regime automotivo brasileiro, batizado de Rota 2030, prevê que montadoras obtenham benefícios fiscais em troca de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Há necessidade de incentivar um setor cujo produto não está ao alcance de todos e não é de primeira necessidade? O investimento, na realidade, está sendo feito pelo governo. As montadoras, ao invés de recolherem o tributo, investem em pesquisa e desenvolvimento. Será? A renúncia do governo foi calculada em R$ 2 bilhões. Não é muito dinheiro, não? O que não daria para fazer com estes R$ 2 bilhões? As montadoras que tratem de investir com seus recursos. Aliás, já que estão falando do custo do efeito cascata nos vencimentos dos ministros do STF, que será em torno de R$ 4 bilhões, a renúncia fiscal é a metade desse custo. Reclamam de um aumento e concedem benefício fiscal? Não entendo. Alguém pode me explicar?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ROTA 2030 – INVESTIR NA INDÚSTRIA?

 

O que pude observar em quase três décadas de trabalho, primeiro na Coreia do Sul e, depois, na China, na criação da indústria de veículos automotores: na Coreia: educação universal intensiva desde a pré-escola até as universidades; preparação de áreas industriais, com toda a infraestrutura básica; oferecimento desta mão de obra e instalações industriais para as indústrias americanas e japonesas. Pronto. Na China, em Xi’an, Chongqing e Guanzhu: educação universal intensiva desde a pré-escola até as universidades; o Partido Comunista chinês investiu pesadamente nas universidades, faculdades de engenharia automotiva em aparelhagem adquirida da Alemanha e nos Estados Unidos, com incríveis laboratórios. Após a primeira década do investimento, com a formação de jovens idealistas chineses e com repatriação de cérebros do exterior, começaram a aparecer os resultados; ao mesmo tempo, determinou que todos o fabricantes de motociclos adquirissem da Alemanha ou nos Estados Unidos laboratórios de medição de emissões de gás de escapamento. Condição “sine qua non”, não poderiam fabricar motos. Bem adquiriram, mas não operavam, pois não precisavam disso para vender. Bem, diante do exposto, pode-se concluir que o investimento em educação e em universidades deu resultados esperados, enquanto investir nas indústrias não deu em quase nada. É para pensar!

 

Ibrahim Cotait Neto icotaitneto@uol.com.br

São Paulo

 

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PARECE PIADA

 

Essa Rota 2030 já começa mal. Sua aprovação em tempo recorde pelo Senado e assinatura ligeira exalam mal cheiro. Abrir mão de impostos, R$ 2,1 bilhões, para uma indústria que suga o consumidor é de lamentar. O dirigente da Anfavea fala em novas tecnologias – parece piada. Pega-se o que tem de razoável lá fora, traz e cobra como novidade aqui, só pode ser isso. O que a indústria vai desenvolver aqui?

 

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

 

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VOOS DE GALINHA

 

A política externa executada durante a era petista, rotulada pelos cardeais do partido como “humanista”, se propunha, na verdade, a obter hegemonias política e econômica sobre países periféricos, principalmente da América Latina e da África. Um dos resultados práticos de tal estratégia foi a retirada do Brasil do fluxo principal de comércio internacional, o que realmente agrega riquezas. A partir da saída de Dilma Rousseff, no entanto, observam-se esforços no sentido da sua reinserção nos canais mais importantes das trocas internacionais, o que demandará novos acordos e significará uma lamentável perda de tempo e energia. Este é um dos exemplos, entre muitos, de direcionamento motivado, não por interesses genuinamente nacionais, mas por projetos particulares de grupos que circunstancialmente estão exercendo o poder. Enquanto isso, o País do futuro continua a aguardá-lo e consegue, no máximo, alguns voos de galinha.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O LUCRO DISFARSANTE

 

A Petrobrás anunciou um lucro bacana na semana passada, de quase R$ 7 bilhões. Muitos vieram com a explicação de que grande parte desse resultado se deu em função da gestão Pedro Parente, que, conforme essa narrativa, reestruturou os negócios da companhia, incluindo venda de ativos não estratégicos (notem que em algum momento eles foram ditos como sendo estratégicos...), nova governança, compliance, etc. Isso é uma enorme farsa. O petróleo saiu da casa de US$ 30 por barril, no início de 2016, para cerca de US$ 80 por barril, atualmente. Nada mais. A empresa continua sendo horrivelmente ineficiente, assolada por corrupção e prejudicando não só o desenvolvimento do que poderia ser uma próspera indústria petroleira no Brasil, gerando uma enorme massa de empregos, como também prejudicando os cofres públicos com menor recolhimento de impostos sobre o lucro da empresa, menor competitividade nas propostas de exploração dos campos de petróleo brasileiros, etc. Jair Bolsonaro acha que basta colocar um homem honesto para gerir a companhia que tudo se resolve. Ele sabe que não é bem assim. Na hora que o tal homem honesto começar a mexer no enorme vespeiro em que se tornou a Petrobrás, Bolsonaro e seu amigo honesto começarão a sentir as picadas dos “coisa ruim”. Essa armadilha só se resolve privatizando este monstro, o que não deve ocorrer ao longo dos próximos quatro anos. Uma pena. O presidente que tiver a coragem de privatizar a Petrobrás será venerado no Brasil, como Ronald Reagan e Margareth Thatcher são nas nações de Primeiro Mundo. Procura-se um estadista.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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INTELECTUAIS

 

Lendo os artigos de Luiz Werneck Vianna e Eugênio Bucci (respectivamente publicados nos dias 4/11 e 8/11 com os títulos “A hora dos intelectuais” e “Do tiririquismo ao bolsonarismo”, pergunto-me por que tanto temor pela escolha de 58 milhões de eleitores. As declarações amargas de Werneck Vianna (“não são poucas as lições que essa ‘miserável’ sucessão nos deixa como legado”) e as de Eugênio Bucci (“(...) A comédia que precede o desastre (...)”) bem demonstram que os articulistas não creem na democracia com Bolsonaro, embora cressem de olhos fechados na “democracia” lulopetista, que quase arruinou a Petrobrás e o País, deixando-nos à beira da falência. É preciso lembrar que a maioria do povo decidiu e essa decisão merece respeito. Demos um salto no escuro? O futuro dirá, mas a obrigação de todos e de cada um é colaborar com o novo governo, cada qual dentro de suas possibilidades. Se der certo, glória a Deus!, como diz Cabo Daciolo. Se der errado, resta-nos ter saudade do governo Temer...

 

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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MAIOR IMPOSTO PARA OS MAIS RICOS

        

Há muito tenho percebido políticos e economistas defenderem o aumento de Imposto de Renda “para os mais ricos”, ou seja, para empresas de grande porte, sem se importarem com as drásticas consequências que podem advir dessa nefasta ideia. Ocorre que o aumento de imposto para produtores, consequentemente, aumentará o preço de seus respectivos produtos, bem assim aumento da inflação e maior custo na aquisição aos consumidores. Os Estados Unidos diminuíram os impostos, fato que resultou no crescimento da economia, da mesma forma o desemprego diminuiu e está em apenas 3,2%. Na condição de simples aposentado, beneficiário do INSS, estou preocupado com a possibilidade de tal possível medida, que servirá apenas para que o governo federal possa contratar despesas e empobrecer ainda mais o País. O governo federal mais parece uma “abelha rainha”, cujos membros da colmeia trabalham somente para sustentá-la; nós, brasileiros não somos abelhinhas.

 

Waldir Pereira walper.indaia@gmail.com

Vinhedo 

 

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GOVERNO DORIA

 

Decepção foi o que senti quando da publicação da informação de que Gilberto Kassab foi confirmado como futuro secretário da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo, no governo João Doria. Frustração pelos votos da minha família, em peso, agora, sem possibilidade de correção. Sr. Doria, é aguardar a próxima candidatura! Certamente não esqueceremos. 

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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O TRAIDOR

 

João Doria traiu seu padrinho, Geraldo Alckmin, e também está traindo seus eleitores nomeando Gilberto Kassab e “cumpanheiros” de Temer para serem seus secretários. Enfim, quem vai sobreviver nesta guerra suja: Doria, Alckmin ou o PSDB? Não estou nem aí, porque agora sou Partido Novo. 

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SP

 

Não conheço o trabalho do ministro Rossielli Soares, que foi secretário da Educação de Amazonas. Procurei no Google e encontrei as seguintes informações a respeito do recém-nomeado secretário da Educação de São Paulo, a saber: implantou projetos como o Sistema de Avaliação de Desempenho Educacional, Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Educação (Padeam), criou Plano de Cargos e Carreiras e sob sua gestão, Amazonas conseguiu avançar e superar as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em dezembro de 2017, o então secretário foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas a devolver R$ 2,2 milhões aos cofres públicos por obras em escolas pagas e não realizadas. Chama a atenção que o secretário da Educação por São Paulo, vindo do Ministério da Educação do governo Temer, não tenha nenhuma crítica ou comentário acerca das questões nas provas do Enem.    Ao governador Joao Doria um alerta, o Estado de São Paulo deveria ser a vitrine em matéria de educação, mas infelizmente estamos muito atrasados em tudo o que diz respeito à educação brasileira. Em São Paulo, a começar pelo péssimo estado das escolas, situação de violência, baixo rendimento de professores e alunos, desinteresse da comunidade e desvalorização da carreira.  O novo secretário terá muito trabalho pela frente. Espero que não seja um secretário somente de gabinete, e somente por estar ligado ao DEM, mas que visite escolas sem avisar, ouça as demandas da classe e assista por vezes a algumas aulas. Isso lhe dará um feedback de por onde melhorar o ensino e, mais que isso, marque seu nome na Educacao, pois atualmente os que passaram por São Paulo só cumpriram tabela. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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A GUERRA NO RIO DE JANEIRO

 

É inacreditável que o Brasil esteja discutindo seriamente a proposta de execução sumária sem julgamento de pessoas portando armas. A proposta do novo governador do Rio de Janeiro nada mais é que uma carta branca para a polícia executar quem eles quisessem, bastando depois colocar uma arma na mão do “meliante”. Alguém precisa avisar ao novo governador do Rio de Janeiro que há leis no Brasil, apesar dos pesares vivemos no Estado de Direito, não num filme de terror pós-apocalipse. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REFÉNS

 

O futuro do Estado do Rio de Janeiro nas mãos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e a Alerj nas mãos de bandidos.  Está bom para você?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

 

Creio que a redução da maioridade penal é uma questão de coerência: se um jovem de 16 anos tem discernimento suficiente para escolher presidente, governador e congressistas, então tal jovem consegue distinguir entre bom e mau proceder. Ou ele sabe o que faz e, portanto, pode votar e ser responsabilizado por seus atos, ou ele não sabe o que faz e, portanto, não deveria votar.

 

Celso Francisco Alvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

 

 

 

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