Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 03h00

INSEGURANÇA PÚBLICA

À mercê do crime

O assassinato brutal e covarde do médico Roberto Kikawa é uma perda sem tamanho. Um homem que dedicou a vida a fazer o bem ao próximo, em especial aos mais simples, com seu trabalho, as Carretas da Saúde, que levou atendimento eficiente à periferia de São Paulo e cujos resultados foram premiados pelo reconhecimento de sua iniciativa. A morte do dr. Roberto Kikawa deixa uma sensação de derrota de todos nós e nos empobrece como seres humanos. 

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

A sangue-frio

Por que as ONGs de direitos humanos e congêneres não se manifestam quando é assassinada uma pessoa que só fazia o bem? O dr. Roberto Kikawa, que entre outras ações positivas criou as Carretas da Saúde, um médico que só pensava em ajudar, foi morto por dois marginais a sangue-frio. Nem armado estava. Quando se mata um marginal, bandido, essas ONGs são as primeiras a se pronunciar.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

CONTAS PÚBLICAS

Temer e a Constituição

Os maiores beneficiários do absurdo reajuste de 16,38% para o Judiciário são os ministros do STF, guardiões da Constituição. Ora, se a principal função do STF é defender a Constituição, está tudo errado: ou eles não leram a Carta Magna ou pularam a página do artigo 169, § 1.º: “A despesa com pessoal não pode exceder os limites estabelecidos por lei complementar”. Com a palavra o presidente Michel Temer, constitucionalista por formação, que tem a obrigação constitucional de vetar tal aberração!

ARCÂNGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

A lei é para todos

A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara em seu artigo 21, § único: “... é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão (...)”. Neste ano o prazo máximo para esse tipo de ato seria 4 de julho. Importante observar que as disposições da lei obrigam todos os Poderes e o Ministério Público (artigo 1.º, § 3.º, I, a), incluídos os que se consideram “supremos”, acima do bem e do mal. A lei é para todos. 

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Cavalo de Troia

Cumprimentos pelo editorial As razões para o veto (11/11, A3), que tratou do projeto aprovado pelo Congresso de aumento de 16,38% no salário dos ministros do STF. É de lamentar a falta de discernimento de parlamentares em fim de mandato que pouco se incomodam em agravar a situação delicada da nossa economia. Muitos dos que aprovaram esse nefasto projeto de lei, com parecer favorável do relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), certamente agiram por despeito e com a pequenez de quem não consegue assimilar o porquê de não ter sido reeleito em outubro. De lamentar, também, a atuação das Comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Econômicos nesse processo legislativo. Ao emitirem pareceres favoráveis ao projeto, falharam vergonhosamente no cumprimento de um dever funcional de que estão incumbidas: aplicar as regras da Constituição federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal como norte de sua atuação. E se temos comissões negligentes, seus integrantes têm de ser punidos e substituídos. Em suma, o momento requer seriedade e parcimônia na gestão das finanças públicas. Esse projeto aprovado não só afronta a Constituição, como é um verdadeiro cavalo de Troia, pelos efeitos em cascata que acarretará na folha de pagamentos de todo o funcionalismo do País. Espera-se que o presidente Michel Temer, como professor constitucionalista que é, mostre a que veio e vete esse projeto.

FLÁVIO G. BELLEGARDE NUNES

flaviogonzaganunes@gmail.com

São Paulo

Horrorizados

Eunício Oliveira diz que senadores “estão horrorizados” após conversa com o economista Paulo Guedes. Ora, ora, horrorizados estão milhões de brasileiros com a atitude de Eunício na presidência do Senado, aprovando aumento abusivo para os “mais iguais”, enquanto mais de 13 milhões de desempregados vivem como mulambos à procura de emprego em todo o País.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

Eunício lembra o Justo Veríssimo, personagem de Chico Anysio, com o bordão: “Quero que o Brasil se exploda”.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Calamidade

É incrível! Estão pensando em aprovar “estado de calamidade financeira” para o Estado do Rio de Janeiro. Mas todos os Estados estão - uns mais, outros menos - na mesma situação. E não só financeira. Criada essa possibilidade para o Rio, a porta estará aberta para todos os demais. Que seguirão, em sua maioria, o mesmo caminho. Assim deixarão de lado as obrigações de efetuar licitações, pagar ao funcionalismo e aos credores em dia, cumprir suas obrigações legais, financeiras e tributárias com a União e os demais entes públicos. E, ainda, de atender os munícipes na conformidade das leis que lá vigem. Enfim, se criará uma situação de privilégio incompatível com a situação do País. Mas há algo mais estranho ainda: estado de calamidade financeira?! O que é isso? Onde está previsto? Ele dá permissão para descumprirem tais obrigações exatamente porque deixaram de cumpri-las anteriormente? É uma verdadeira contradição em termos. Incompatível com o Estado de Direito.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

EDUCAÇÃO E CULTURA

‘Macunaíma’, 90 anos

A obra-prima de Mario de Andrade foi adaptada para o cinema com maestria, trazendo Grande Otelo em atuação sublime, e também para o teatro, muitas vezes - destaque para a montagem de 1978 com direção de Antunes Filho. Obra seminal da literatura brasileira, hoje está relegada aos amantes da literatura, infelizmente, poucos em nosso Brasil deseducado. Entrei para um curso de teatro, depois dos 40 anos, por hobby, e ao chegar lá acreditei piamente que encontraria jovens lidos, inquietos em busca de conhecimento. Triste engano, o retrato do Brasil está ali: certa vez uma professora mencionou a obra e, pasmem, nenhum dos jovens presentes a havia lido e muitos nem sequer sabiam do que se tratava!

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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OS ERROS E ACERTOS DE BOLSONARO

Excelente e oportuno o artigo do jornalista Rolf Kuntz ("Bolsonaro, Trump e o lulismo com sinal trocado", 11/11, A2) sobre os pré-desvios de conduta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe nestes primeiros dias de formação de planos. Realmente, as medidas de apoio à política internacional de Donald Trump não fazem por merecer os méritos de nossa diplomacia internacionalista de sempre, que nos fez sermos vistos como um dos países mais liberais e fraternos. Nossa indústria e agronegócio sempre dependeram muito dessa política e não podemos, agora, estar sujeitos a retrocessos de consequências imprevisíveis e de difícil reparo. Por outro lado, as estocadas nas liberdades de imprensa, educação e pensamento nos afastam da imagem do liberalismo de ideias que sempre nos favoreceu. Os erros passados que corromperam nossa educação serão facilmente corrigidos com projetos e pessoas dirigidos a uma escola séria que reconduza nossos jovens ao caminho do saber. A corrupção que destruiu nosso país destruiu também nossa educação, por não remunerar e formar convenientemente nossos mestres. A Coreia reformulou toda a sua escola em menos de 20 anos e o modelo pode ser copiado. O presidente Bolsonaro deve aproveitar que nosso país ainda dispõe de grandes homens e pensadores para auxiliá-lo.

Roberto Cardieri Ferreira roberto1283@terra.com.br

Ilha Solteira

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FUTURO IMPREVISÍVEL

Sempre impecável a escrita de Rolf Kuntz, mas desta vez (11/11, A2) ele erra ao tentar adivinhar o que será de fato o futuro de um governo que nem começou. Governo futuro, que está formando o primeiro ministério. Expectativas todos temos, contudo baseá-las em discursos de campanha ou, ainda, em rescaldos da campanha é incorreto. Aos jornalistas em geral: afiem suas canetas e aguardem o dia 1.º de janeiro de 2019, mas lembrem-se de que as mudanças de sinal foram exigidas pela população e que o presidente eleito soube captá-las.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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'AS CRUZADAS DE BOLSONARO'

Enquanto nossos ouvidos foram feridos com o que há de mais nojento, chulo e baixo durante os últimos 15 anos, o "Estadão", em reportagem especial, nos mostra como o nosso novo presidente se dedicava a aperfeiçoar a nossa língua, já que tinha dificuldades com o Português, fazendo e enviando palavras cruzadas à página de entretenimento do jornal ("As cruzadas de Bolsonaro", 11/11, A12). Este é um grande exemplo, motivo de orgulho para nós, brasileiros, não sentirmos vergonha de quem nos governa.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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HISTÓRIA

Sensacional a reportagem especial do "Estadão" "As cruzadas de Bolsonaro" (11/11, A12). Aproveito para sugerir ao ex-presidente Luiz Inácio, que agora curte merecidas "férias" em Curitiba, que faça um esforço mental hercúleo, aproveite o ócio, leia e medite no bom exemplo do nosso novo presidente. Dessa forma, ele não teria incentivado a ignorância do nosso povo exaltando o próprio (mau) exemplo de absoluta falta de cultura (e gabando-se disso). Ademais, saiba ele que a vida, a fortuna e o poder podem ser bem mais úteis e bem mais aproveitados quando se tem instrução. Até que enfim temos a esperança de um país culto, em posição de Primeiro Mundo.

Luiz A. Q. Aquino luizaquino@queirozdeaquino.com.br

São Paulo

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JAIR ENTREGADOR DE JORNAL

Ótima a matéria do "Estadão" (11/11) que conta que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, aos 16 anos de idade, na cidade de Eldorado (SP), era entregador do jornal "Estado", o que lhe garantia receita para seus fins de semana. E, como confessa Bolsonaro, que tinha dificuldades com o Português, apesar de gostar de estudar, e foi no exercício das palavras cruzadas que não só melhorou seu vocabulário, como fez seu próprio dicionário. Persistente, criava também modelos de palavras cruzadas, como mostrou a matéria, que inclusive foram publicados no "Estadão", por volta de 1971. Esta é mais uma história de um filho simples do interior desta pátria que chega ao Planalto. Dele se espera que dignifique o honroso cargo, promovendo desenvolvimento econômico e social - diferente do "demiurgo de Garanhuns", o hoje presidiário Lula da Silva, que desonrou seu cargo, quando no poder, preferindo com sua "tigrada" roubar a Nação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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COMÉDIA PASTELÃO 

 

Para um leitor que acha o governo Bolsonaro uma comédia pastelão, antes esta que a outra anterior - e mais séria: a "Ali Babá e os 40 ladrões". 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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BOLSONARO EM BRASÍLIA

Como eleitor de Jair Bolsonaro, assisti com tristeza à sua presença em Brasília em júbilo na comemoração do aniversário da Constituição de 1988, ladeado pelos "Sarneys" que saqueiam a Pátria. Espero que em sua posse, entre os convidados, esteja apenas o povo, e que suba a rampa do Planalto sob os acordes da Banda dos Fuzileiros Navais tocando "Aquarela do Brasil". A Nação agradecerá.

Osvaldo Carneiro Filho osvaldo.carneiro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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A CONSTITUIÇÃO E OS PODERES

O anfitrião da festa da Constituição foi ninguém menos do que o presidente do Senado, Eunício Oliveira. As piadas políticas, de fato, baixaram muito de nível!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FLECHADA

Michel Temer, que goza de uma injustificada rejeição, poderá ganhar muitos pontos com a opinião pública vetando o abusivo e inexplicável aumento salarial concedido por 41 senadores comandados por Eunício Oliveira, conhecido como "Índio" nas planilhas das propinas, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que acarretará mais um rombo nas combalidas contas públicas. Foi uma flechada nas costas do novo governo desferida por um presidente do Senado que foi defenestrado pelo eleitor e que apoiou o "Lula Livre".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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REAJUSTE DO STF

Uma pergunta para especialistas: o presidente Temer pode deixar de sancionar ou vetar para o próximo presidente? O eleito já disse que vetaria. Seria um boa ideia!

Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

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TIMING

Falam sempre em Constituição e pautar tudo baseado nela. Será que este aumento dos salários dos ministros do STF, com reflexo em todo o Judiciário, pode ser feito agora? 180 dias, antes ou depois de uma eleição, não é permitido, certo? O que Temer está esperando para vetar?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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TEMER X BRASIL

Eunício Oliveira (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara) estão plantando bombas-relógio (R$ 259 bilhões) no caminho do Brasil. Só Temer (presidente) tem o poder de desativá-las (vetar), mas está nas mãos do Judiciário (uma das bombas) para, em 2019, apená-lo com muito ou pouco rigor. A cabeça de Temer está a prêmio se vetar, mas se não vetar explodem as bombas. E agora, José?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CACHORRADA

Eunício de Oliveira, presidente do Senado, não reeleito, não teve dúvidas de aprontar uma canalhada. Com a participação da maioria dos senadores de todos os partidos, aumentou em 16,38% os salários dos ministros do STF e aprovou desonerações várias gerando um rombo de centenas de bilhões de reais no orçamento federal dos próximos anos. Isso não é uma cachorrada com o futuro presidente, Jair Bolsonaro. É uma monumental cachorrada com o País.  Espero que o eleitorado se lembre desse gesto para nunca mais trazer de volta ao poder tão vergonhosa figura, nem a dos senadores que participaram desse golpe. 

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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TODOS NO MESMO BARCO

Vários analistas políticos afirmam que o Senado impôs uma derrota ao governo de Jair Bolsonaro, que ainda não se iniciou, ao conceder reajuste aos togados do Supremo Tribunal Federal, o que acarretará um custo de mais de R$ 4 bilhões à sociedade, além do consequente efeito-cascata, ainda incalculável. Prestariam serviço mais útil, no entanto, se divulgassem que tal decisão, tomada com rapidez poucas vezes vista naquela casa, contribuirá para o desequilíbrio das contas públicas a ser enfrentado pela próxima equipe. Seria também interessante que chamassem atenção para o fato de que estamos todos no mesmo barco e que torcer contra, incondicionalmente, neste momento crítico, desencadeará um jogo no qual todos perderemos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TAMBÉM QUERO

Ministros do STF querem 16,38%. Generais querem 23%. Reivindicações justíssimas. Muitos até merecem. A maioria não. Em qualquer atividade há o joio e o trigo. Eu e todos os aposentados e pensionistas do INSS merecemos pelo menos 500%. Fácil explicar. Meu exemplo: contribuí durante 25 anos pelo teto de 20 (vinte) salários mínimos. Durante 10 anos, pelo máximo do valor de referência (hoje em torno de R$ 10 mil). Fui aposentado com 8 salários mínimos em 1997 e hoje ganho 3 salários mínimos. Deveria, pela lógica, numa conta ponderada, estar com pelo menos R$ 15 mil. Não errei nas contas. Isso vale com porcentuais diferenciados para todos os aposentados e pensionistas da velha guarda. Qual dos aumentos é o mais justo? Com a palavra, a população e as autoridades. E nunca tive mordomias.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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DEUSES

Muito se tem escrito, menos do que falado, sobre a atitude do Senado ao conceder ao Judiciário l6,38% de aumento de salário para uma casta de nababos que não desconfiam, mas têm certeza de que descendem, até mesmo por afinidades, de Zeus, Hera e dos demais habitantes do Monte Olimpo. Esse aumento causará um efeito-cascata que beneficiará togados e sem toga. Quanto aos 208 milhões de brasileiros, que preparem linimentos e pomadas para um próximo enrabamento. O papel do Senado de estuprador só pode ser reparado pelo presidente Michel Temer, num último ato de presidente de fato, vetando esta excrecência que não deixa de fazer do Senado um vassalo da Justiça. Presidente Temer, mostre o mínimo de brio patriótico e vete totalmente este instrumento que exclui o Legislativo do "Espírito das Leis" de que trata o Barão de Montesquieu. Senhor presidente, vete este aumento e reduza o seu ofuscamento no cargo incidentalmente ocupado.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PERGUNTAS PARA A JUSTIÇA

Não sou tão burro para falar mal do nosso STF - posso até ser processado por isso -, mas é correto eles agirem como agem? Uma mulher criminosa e abastada, que faz parte de uma quadrilha, sai da prisão para cuidar dos seus filhos, mas as que são pobres e têm filhos pequenos não são igualmente libertas, isso é justiça? Por que não são presos os que roubam milhões - que dariam para comprar milhões de celulares -, se roubar apenas um celular é crime? Por que os salários da maioria da população são miseráveis, e ainda ela tem de saldar suas dívidas apenas com o que ganha ainda que seus filhos passem fome? Por que os salários da Justiça têm um aumento absurdo, que vai onerar toda a folha de pagamento do Estado, dizendo que é apenas reposição salarial? Por que o povo não tem "reposição salarial" e ainda tem de retirar impostos do seu minúsculo salário e não tem nenhum retorno por isso? Por que parei de perguntar porquês? Porque são tantas as certezas de que nunca terei nenhuma resposta, apesar de a Constituição dizer a mentira de que somos iguais perante a lei. Quase neste último trecho sorri, mas chorei.  

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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REPOSIÇÃO DE PERDAS

Os ministros do STF dizem que não se trata de aumento de salário, e sim de reposição de perda. Que tal se pensassem também nas perdas de leitos hospitalares, na perda de empregos, na perda de dignidade de grande parte de pobres brasileiros que recebem uma mísera aposentadoria de R$ 954,00 mensais? 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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A FAVOR DO AUXÍLIO-MORADIA

O auxílio-moradia é um penduricalho indecente. Em primeiro lugar, porque não é auxílio, não é parcela de um aluguel, é todo ele e mais um pouco, R$ 4.500,00! Dá para comprar um imóvel, como uma vez confessou aquele ministro primo de Collor.  Segundo, para que serve o salário dos membros do Judiciário? Férias de dois meses em Paris, viagens de netos à Disney, uma poupancinha para os filhotes que até 25 anos têm direito a um auxílio-escola? Para nós, o povo, salário serve para pagar aluguel, comprar roupa, comida, educar filhos, pagar seguro-saúde, seguro de vida... Isso tudo, no Judiciário, vem por fora. Fico imaginando que estes caras - só os tratando assim - têm um piscinão em casa cheio de dinheiro, como o velho Tio Patinhas, em que se banham todos os dias. Entendo, por mais injusto que seja, que é melhor deixar esta gente com o seu auxílio-moradia, que é direito questionável, que trocá-lo por um aumento salarial. O aumento salarial alcança a aposentadoria e as ricas pensões, enquanto o auxílio-moradia se limita aos da ativa (suponho!) e não provoca efeito-cascata senão no âmbito federal. É injusto, de duvidosa legalidade e é recebível por liminar do ministro Luiz Fux. O que querem é institucionalizar a ilegalidade, mas, percebam, sai mais barato pagar a casinha dos magistrados. Então, sou a favor do auxílio-moradia.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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EXEMPLO

Agora está justificado o porquê da reposição de 16,38% do salário dos magistrados do STF aprovada no Senado. É que durante longos nove anos eles trabalharam arduamente, dia e noite, para finalmente derrubarem a censura imposta ao "Estadão", que estava proibido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica envolvendo a família Sarney. Portanto, aposentados e trabalhadores em geral deste país varonil e que recebem um salário mínimo mensal e que a partir do próximo ano terão um aumento de R$ 40, parem de reclamar e mirem-se no exemplo destes pobres magistrados. Lembrem-se de que vocês só precisam trabalhar três anos para receber o que eles recebem em um único mês!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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FIM DA MORDAÇA

Foram 3.327 dias, mas acabou! Agora, os "do Maranhão" foram defenestrados para sempre do poder. "O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos." 

Célia Henriques Guercio celitar@icloud.com

Curitiba 

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BOI BARRICA

Só para lembrar aos leitores que Boi Barrica foi uma operação da Polícia Federal para apurar e investigar Fernando Sarney, que era suspeito de fazer caixa 2 na campanha de Roseana Sarney para governar o Maranhão em 2006, com um saque de R$ 2 milhões em dinheiro vivo. Fernando Sarney foi indiciado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. E o nome Boi Barrica refere se ao grupo folclórico local apadrinhado da Família Sarney. Agora, com o fim da censura à publicação deste processo, podemos saber como foi o andamento e o resultado dessa investigação?

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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MORDAÇA NUNCA MAIS

O ministro do STF Ricardo Lewandowski, ao cassar o acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), eliminou a censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo" para não publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, confirmando o que o STF garantira em julgamento nos idos de 2009: "A plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia". O ministro Lewandowski cumpriu com sua obrigação como um dos guardiães de nossa Carta Magna, apesar da deplorável e inconcebível morosidade da ação - 3.327 dias -, demonstrando ao mundo que no Brasil de hoje a imprensa tem respeitados os seus direitos determinados pela Constituição federal. Ao pedir o julgamento do mérito da ação movida por Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, o jornal "Estado", por meio de seu competente advogado o dr. Manuel Alceu Affonso Ferreira, defendeu seus direitos e, por extensão, os de toda a imprensa brasileira. Todo este embate vitorioso no Judiciário fortaleceu nosso Estado Democrático de Direito e foi possível graças ao posicionamento intransigente na defesa da imprensa livre, que sempre caracterizou a atuação do saudoso jornalista dr. Ruy Mesquita. É oportuno relembrar a frase imortal do dr. Júlio de Mesquita Filho: "Democracia se constrói com imprensa livre". Aos inimigos do Estado Democrático de Direito defendido pela imprensa realmente livre, prevalece, desde quinta-feira "8/10", a determinação: na imprensa, mordaça nunca mais! 

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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A VERDADE

O jornal "O Estado" foi privado de justiça por nove anos. Por que o Judiciário se calou por nove anos? Essa é a questão e, notem, o tema era: "liberdade de imprensa". Até agora a verdade não veio à tona, afinal por que o STF amordaçou o jornal "O Estado" por tanto tempo e, por consequência, beneficiou a família Sarney? "A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta" (Ruy Barbosa); alguém já disse: "A justiça que tarda, falha, e falha porque tarda". Hoje, no Brasil, todos se regozijam pela decisão do sr. Ricardo Lewandowski, quando na verdade deveríamos pedir contas ao Poder Judiciário pelo atraso na prestação jurisdicional. A morosidade de nove anos é uma afronta ao povo brasileiro, que, de mãos atadas, não tem como reclamar dos imperadores do poder. Quem vai contar a verdade sobre este moroso processo?

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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TEMOS CONDIÇÕES?

Ministros do STF tiveram aprovação pelo Senado do reajuste de 16,38% sobre os seus "supersalários", que de R$ 33,7 mil passarão para R$ 39,2 mil mensais, e o efeito-cascata que esse reajuste provoca pode custar de R$ 4,1 bilhões a R$ 6 bilhões por ano... Estamos em condições de assumir isso? Será que o atual e ainda presidente vai autorizar? Não deve aprovar... Só se for para "limpar" a barra dos envolvidos em casos de corrupção, levando-nos a crer que a impunidade da Ju$tiça tem tudo que ver com os desvios e corrupções cometidas nos últimos 20 (vinte) anos de desgoverno, que causaram um enorme desemprego e uma crise sem precedentes. Se aprovado e$$e "absurdo" reajuste, deve ser estendido aos demais trabalhadores... Temos condições? As reformas previdenciária, política, tributária e outras ficam para depois? 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Minha mensagem para a ex-presidente do STF ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha: sou aposentada há 20 anos, contribuo generosamente para o INSS, sem retorno algum. Os aposentados tiveram os seus pedidos de desaposentação indeferidos pela ilustríssima juíza. Fiquei indignada ao saber do "aumentozinho" que o STF obteve, e torno público o meu inconformismo.

Helena Christina Dal Colletto helenachristinadc@gmail.com

Amparo 

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A PREVIDÊNCIA E A CRISE DOS ESTADOS

Li no "Estadão" que o governo Temer vai propor ao governo Bolsonaro a aprovação, ainda nesta legislatura, da reforma da Previdência, em troca da ajuda para os Estados que não deverão frechar suas contas em 2018. O povo brasileiro elegeu o candidato Jair Bolsonaro para mudar o "status quo" político do Brasil. Todos querem ver acabar o "toma lá, da cá". Espero que o presidente eleito não aceite esta manobra e trate de aplicar as leis existentes, para exigir que os Estados inadimplentes saiam desta solução sem a "mão na cabeça" do governo central. Chega de protecionismo.

Maurício Lima  mapeli@uol.com.br

São Paulo

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CAPITALIZAÇÃO

Cumprimento o sr. presidente da República eleito, ao ter dúvidas sobre o uso de um tipo de sistema de capitalização para estabelecer a futura reforma da Previdência. No passado, a reforma trabalhista que criou o FGTS, baseada num cálculo de "boteco" em que o depósito de 8% ao mês mais 10% do saldo do FGTS equivaleria ao valor estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na realidade, nem mesmo com acréscimos de multa estabelecidos posteriormente conseguiram restabelecer o valor estabelecido na legislação original que a CLT fixava a indenização por despedida sem justa causa, de um salário por ano trabalhado, considerando por último salário pago. Com certeza, o mesmo acontecerá com referência à aposentadoria proposta para a reforma proposta que circula. Importante: sou aposentado, mas tenho preocupação com meus filhos e netos.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Urgente, necessária e com plena possibilidade de fazer justiça a todos os seus contribuintes. Visivelmente, temos solução para isso e sem a possibilidade de choradeira de alguma classe: setor público, militares e os contribuintes do setor privado, INSS. Basta que cada classe se aposente baseado nas suas contribuições e por ela seja mantida no tempo da inatividade e nunca se valendo dos recursos pagos pelo setor privado do INSS ou pela União, que certamente não aguentará o abuso no uso de valores exorbitantes pelas classes aquinhoadas com a proteção das autoridades que fingem não saber do ocorrido e se valem dos recursos dos trabalhadores mais humildes.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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LEI DE GERSON

De acordo com uma matéria publicada no UOL, "reforma trabalhista não criou empregos prometidos, e informalidade cresce". E, ainda, de acordo com o Blog do Sakamoto, "reforma trabalhista foi a maior propaganda enganosa do governo Temer".  O.k., com o apoio maciço da mídia, chego à conclusão de que eu estava errada ao defender a reforma trabalhista. Então vou "torcer" para que a mídia (UOL, "Folha de S.Paulo"...) e Leonardo Sakamoto consigam derrubar a reforma trabalhista e colham o que plantaram. Mas abro mão dessa colheita, pois sei que será danosa, vão colher ervas daninhas. Será que a culpa do alto índice de desemprego é da reforma trabalhista ou dos próprios eleitores, que levaram para o segundo turno um poste indicado por um presidiário? Nenhuma reforma será benéfica, enquanto os próprios eleitores votarem em políticos corruptos. Sinceramente, o Brasil é a cara do "Gerson": quer levar vantagem, mas só se ferra. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A NOVA JUSTIÇA DO TRABALHO

Atuando há mais de 47 anos na advocacia em defesa de empresas de porte, sempre critiquei as demandas que extravasavam os limites do direito, da realidade e da moral. Inclusive, como juiz classista de empregadores, nas mais das vezes procurava orientar os advogados no que se colocava de exageros nos pedidos formulados, infelizmente, sem limites nas normas legais e que davam ideia de que ao advogado cabe pedir e ao magistrado, deferir ou não. Tal forma de advogar não tinha quaisquer formas de controle jurisdicional, inclusive com alguns magistrados que acabavam por contornar os eventuais exageros de pedidos em ações trabalhistas. Por tais razões é que vejo que as modificações que foram introduzidas na legislação do trabalho, a exemplo da condenação em honorários advocatícios para ambos os lados da demanda, bem como na condenação em honorários periciais e custas, levaram as partes, por orientação, obviamente, de seus advogados conscientes e bem formados, a pensar com mais profundidade em pedidos que teriam ou não possibilidade de aceitação em sentenças. Outro fato que me leva a dar por acertada a orientação legislativa atual é a de que os tribunais vêm atuando de forma uníssona no controle do direito aplicável aos processos, inclusive punindo com multas por litigância de má-fé aqueles que se utilizam inadequadamente dos meios recursais para continuar defendendo aquilo que se torna indefensável, procrastinando a solução do litígio a favor de quaisquer das partes, preferencialmente aos empregadores, deixando ao descumprimento a obrigação de pagar, em ações que acabam por serem prejudicadas ao se quedarem aos processos de recuperação judicial ou, mesmo, de falências das empresas que deixaram seus trabalhadores ao léo. A reforma trabalhista, ao contrário do que pretendem as forças esquerdistas de nosso Legislativo, fez o certo e dando meios aos juízes de proferirem sentenças que representam o direito. 

Arlindo Cestaro Filho arlindo.cestaro@gmail.com

São Paulo

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O CONGRESSO PÓS-ELEIÇÃO

Lendo o que o "Estadão" publica sob o título "Centro tenta se agrupar após resultado das urnas" (11/11, A4), vendo a foto dos velhos, desgastados e derrotados caciques Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati, bem como a nota de Alberto Goldman, pensei com meus botões como se usa a Língua Portuguesa para dizerem coisas com seu significado completamente oposto ou, ao menos, inexato e falaz. Ora, chamar de centro um partido sempre em cima do muro, abrigando socialistas como FHC, esquerdistas como Aloysio, o motorista de Lamarca, Aécio, o indigno, e tantos outros marginais que ludibriaram alguns homens de bem, passando-se por democratas, é um atentado à verdade dos fatos. Fazer oposição à maioria da Nação, que optou pelo verdadeiro centro democrático representado pelos vencedores da eleição, é simplesmente um deboche que a Nação não vai tolerar, principalmente se tal movimento abrigar as velhas e torpes raposas cujo passado e presente são uma das vergonhas nacionais. Esta gente, tão desmoralizada e desacreditada, deveria ter seu passado exposto ao público para calarem-se envergonhados se ainda tiverem vergonha na cara. O País precisa de paz para tentar consertar os estragos que os velhos conchavos entre o PT e seus comparsas causaram à Nação, não só no campo econômico, como nos da ética e da moral. As recentes conquistas políticas não podem ser frustradas pela impatriótica e vil atitude dos eternos parasitas da Nação.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PRODUTIVIDADE

Sobre a nota na "Coluna do Estadão" de 11/11 "Em 16 anos na Câmara, Onyl aprovou 2 projetos" (página A4), penso que é injusta a apreciação do desempenho do deputado Onyx Lorenzoni, que somente teve dois projetos aprovados na Câmara. Ora, permitam-me um simples cálculo aritmético: em 4 mandatos, os 513 deputados, se todos eles conseguissem aprovar apenas 2 projetos, o resultado seria de 16.416 leis a se somarem ao cipoal de leis brasileiras, que certamente, no conceito popular, seriam mais algumas que "não pegam".

José Carlos Ferreira jcferr@terra.com.br

Santana de Parnaíba

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OPERAÇÃO CAPITU

A denominação da mais recente operação da Polícia Federal deixa patente que seus integrantes leram no máximo a orelha do livro "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Nenhuma surpresa. O que espanta, mesmo, é que tampouco os jornalistas Julia Affonso, Breno Pires e Fausto Macedo tenham entendido o romance. Com as universidades sob ataque, agora é que as artimanhas da ironia machadiana não serão mesmo compreendidas nessas paragens.

Dimitri Pinheiro dimpinhas@gmail.com

São Paulo

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NOSSO RICO DINHEIRINHO NA PRIVADA

É dinheiro na cueca, é dinheiro na meia, é dinheiro na privada ("Estado" de 10/11, A8), é dinheiro voando pela janela. Certo que, em sendo vilões a se espojarem no vil metal, nada de edificante se pode esperar. Mas estes meliantes poderiam ser menos desavergonhados e respeitar um pouco mais o que a bandidagem de alto coturno costuma chamar de "recursos", na verdade dinheiro que, embora sujo por imundas mãos, outrora foi limpo:  saiu do parco bolso do contribuinte, este pobre cristão que está a apertar o cinto para salvar o panetone do Natal. Quanta vergonha! Quanta injustiça!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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DESINSETIZAÇÃO

A Polícia Federal informa que na próxima sexta-feira não haverá expediente na superintendência de Curitiba em razão de desinsetização. Deveriam aproveitar a oportunidade para fazer também uma desratização.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA DERSA

Sou funcionário de carreira na Dersa há quase 43 anos e posso afirmar que essa empresa sempre primou pela elaboração e execução de projetos rodoviários com tecnologia moderna, que resultaram na construção das principais rodovias do Estado de São Paulo (Imigrantes, Bandeirantes, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, trechos oeste e sul do Rodoanel, duplicação das rodovias D. Pedro I e Tamoios), além do projeto e gerenciamento da construção do trecho norte do Rodoanel e da rodovia de contorno das cidades de Caraguatatuba e São Sebastião, entre outras atividades afins. Isso, por si só, comprova a importância da Dersa como vetor para o desenvolvimento da infraestrutura de transportes do Estado, uma empresa que foi e ainda continua sendo um marco da engenharia nacional de ponta, tanto pelos aspectos técnicos e de segurança das rodovias construídas como pelo seu pioneirismo no desenvolvimento da operação desses sistemas viários de grande porte, com foco no atendimento aos usuários, e que serviram de modelo para as concessionárias que atualmente operam essas rodovias. Durante estes longos anos de trabalho dedicado ao sucesso da empresa, vivenciei a sua administração por vários governos, entre 1976 e 2018, e o meu desgosto pelas manchetes que tomaram conta da mídia sobre a corrupção na Dersa, manchando o seu bom nome, conseguido ao longo de anos de bons serviços prestados. Essa má conduta administrativa começou na época da construção do trecho oeste do Rodoanel, durante o governo Mário Covas, que interferiu diretamente na administração da Dersa, que colocou pessoas com viés político, sem conhecimento de engenharia rodoviária. E essa prática maligna acabou se perpetuando nos governos seguintes do PSDB, atingindo as obras sob responsabilidade da Dersa. Na época da construção do trecho oeste do Rodoanel, as primeiras páginas dos jornais apontaram o nome de Manfred Albert von Richthofen, então diretor de Engenharia, e em seguida as manchetes se voltaram para a corrupção nas obras do trecho sul do Rodoanel, sob a batuta do ex-diretor de Engenharia Paulo Vieira de Souza, também conhecido por Paulo Preto, e por último as obras do trecho norte do Rodoanel envolvendo o nome do último presidente Laurence Casagrande Lourenço, todos sem conhecimentos técnicos rodoviários. Entretanto, essas pessoas foram colocadas nesse cargo para atender aos interesses políticos do governo, porém, com o recrudescimento do combate à corrupção, vieram à tona os grandes escândalos que já sabemos. Infelizmente, o nome da Dersa acaba sendo o destaque das manchetes, com a culpa pela malversação do dinheiro público recaindo diretamente sobre a empresa, e não sobre os verdadeiros culpados, os "medalhões" políticos beneficiários dessa corrupção. Não posso concordar com essa proposta de acabar com a Dersa ou incorporá-la ao DER, que está sendo avaliada pelo futuro governo João Doria. Outras ideias, melhores e mais comprometidas com a dinâmica do setor de infraestrutura de transporte rodoviário, devem ser avaliadas, considerando o importante papel que a Dersa vem desempenhando no principal setor ligado à fluidez do transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, no desenvolvimento do nosso país.

Claudio Dias cldias@superig.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA EM NITERÓI

O desligamento que aconteceu em Niterói (RJ) no fim de semana era um desastre anunciado. Mas a questão é: por que deixaram construir naquele local? Vou mais além: por que permitem construir em áreas de risco? Para que aconteçam essas tragédias? Alegam que não deram licença. Mas como a construção foi feita? Por que não procuram impedir quando se está construindo no início? Para que o Estado depois os indenize para tirá-los dali? Mas a indenização é dinheiro da sociedade, então nós é que pagamos por isso?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ÉTICA NOS ESPORTES 

Na edição de 10/11, pudemos notar se a ética faz parte dos esportes ou não ("Bônus por ética rende polêmica a Neymar", página A25). Sim, faz, mas somente de alguns poucos. E não sou eu que estou fazendo juízo disso. São os próprios esportes que escolhem comprar a ética ou serem éticos.  Na mesma página do "Esporte" vemos dois esportes com visão, preceitos, postulados e éticas diferentes. O futebol, comprando a ética para seus jogadores, e o rugby, propagando a verdadeira, a intrínseca e inspiradora ética. A culpa não é somente dos jogadores, mas sim de toda a "baixeza" da indústria do futebol no mundo. Esperaria que a ética fosse ensinada, e não comprada com "bônus por ética", como os dirigentes do futebol têm feito. Espero que exemplos éticos sejam inspiradores e se destaquem nas páginas de todos os jornais. 

Luiz Eduardo Rossi Campedelli campedelli@einstein.br

São Paulo

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O VOTO DO FUTURO

A recontagem dos votos na Flórida traz consigo uma mensagem: apesar de a democracia continuar sendo a melhor forma de governo até hoje, o modo de votar está defasado até nas maiores democracias do mundo. Como solução, não me refiro à alternativa de urnas eletrônicas, com toda a fragilidade e problemas que elas envolvem. Ora, se tudo hoje é online, inclusive as transações financeiras de vulto, o que impede que voto seja online utilizando os mesmos critérios de segurança. Isso ocorrendo, o voto, que é a vontade individual de cada cidadão, poderia ser mudado online segundo o mesmo procedimento quando se desejasse. Sendo que poderia continuar ocorrendo numa cabine individual. Assim, a retirada de apoio a um representante que não esteja correspondendo com as expectativas seria imediata e sem burocracia. Não há melhor remédio contra todo tipo de negociatas. E haveria ainda mais benefícios: um deputado, por exemplo, poderia representar tantos votos quanto os que a ele delegaram o poder de representá-los. Assim, ao deputado votar algum projeto, seu voto teria o exato peso de quantos eleitores ele representa. Haveria deputados representando muitos eleitores e outros representando interesses minoritários. Assim, todos seriam mais bem representados do que são hoje. As manipulações legais de pesos por região e a lista de deputados espúrios que entram puxados pelos mais votados e agem atendendo outros interesses deixaria de ocorrer. E, para dar estabilidade aos cargos executivos, estes seriam escolhidos num sistema de parlamentarismo em que cada deputado eleitor representaria tantos votos quanto os que lhe delegaram. Poderia me estender na questão, mas creio que como aperitivo para o pensamento a respeito isso já basta. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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