Fórum dos leitores

.

O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

Acuado e patético

Amparado por meia dúzia de gatos pingados à entrada da Justiça Federal em Curitiba, Lula da Silva, ao depor perante a juíza Gabriela Hardt, mostrou-se prepotente, ameaçador, autoritário, deseducado e irônico. Mas também acuado e patético, instigando a militância petista a se contrapor ao Ministério Público Federal e insinuando ligação do juiz Sergio Moro com o doleiro Alberto Youssef. Foi advertido e, depois de quase três horas depondo, voltou a seu confinamento. Ante a robustez das provas das reformas do sítio em Atibaia, ficou imaginando quantos anos mais de cana vai levar.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

“Não imaginei que fosse assim”, disse Lula do interrogatório da juíza Gabriela Hardt. Mal orientado pelos advogados, se é que foi, e ainda se considerando todo-poderoso, Lula vai caminhando para o encarceramento definitivo. Triste fim, mas merecido, de quem se gaba de ter dormido em palácios reais e não acordou do devaneio de voltar a ser o “cara” que tinha 85% de aprovação no seu pérfido governo. O futuro sempre chega e o dele chegou em 7 de abril.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Instituições desprezadas

O depoimento do ex-presidente na quarta-feira revela mais uma vez seu total desprezo às instituições e à ordem pública. Tentou, claramente, desestabilizar a magistrada que conduziu o interrogatório. Felizmente, ela o pôs em seu devido lugar, mostrando quem é o réu, embora este tentasse de todas as formas, com a sua costumeira arrogância e prepotência, tumultuar o processo. O que se espera é que de novo a justiça seja feita.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS 

‘Escravos’ importados

Dilma Rousseff instalou o programa Mais Médicos no mais claro espírito de “fazer o diabo” para ganhar as eleições. Permitiu o exercício da profissão médica sem revalidação do diploma e celebrou com Cuba um contrato de trabalho “escravo”, em que o patrão - o governo cubano - fica com 70% do salário pago pelo Brasil a título de “doação” e ainda retém a família dos contratados como refém na ilha. Concordo com as observações do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre o assunto, embora não com o jeito como foi feita a declaração, sabendo antecipadamente da possível reação de Cuba. Embora não haja como negar que a população mais pobre vai sofrer as consequências, devemos reconhecer as causas do serviço precário/inexistente no Norte-Nordeste, onde o número de habitantes por médico é quase três vezes o do Sudeste. Formar mais médicos e oferecer melhores condições de trabalho é o caminho. Lento, mas é bem melhor do que importar mais “escravos”! 

OMAR A. EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Muda, Brasil

Nem tomou posse e já colhe frutos das promessas de campanha. Na quarta-feira Cuba anunciou sua saída do Mais Médicos no Brasil porque o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu exigir: 1) Exame de suficiência para os médicos cubanos, o Revalida, exigido para médicos formados no exterior clinicarem no Brasil. Ardilosamente, o PT dispensou os médicos cubanos desse exame, provocando protestos infrutíferos das entidades médicas brasileiras. 2) Pagamento do salário de R$ 10 mil mensais diretamente aos médicos, e não ao governo cubano, que se apropria de cerca de 75% dos salários deles. Os 11.400 médicos cubanos dos primeiros anos do Mais Médicos custaram ao Brasil R$ 114 milhões por mês, importância equivalente a quatro meses do custeio de 2 mil leitos e 6 mil atendimentos/dia do Hospital das Clínicas de São Paulo, do qual fui superintendente. Verdadeiro crime de lesa-pátria. 3) Permitir aos médicos cubanos trazerem seus familiares, hoje proibidos pelo regime “democrático” de Cuba. Que o presidente eleito Jair Bolsonaro continue executando, sem titubeios, suas promessas de campanha, bandeiras da imensa maioria dos brasileiros, tanto dos que votaram nele como de muitos outros que o tinham como falastrão. 

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

Cuba blefa?

Exportar médicos é uma das mais importantes fontes de renda da ilha caribenha e custa a crer que o governo, com as suas conhecidas limitações econômicas, possa tão facilmente assim, de uma hora para outra, abrir mão de R$ 1,3 bilhão que o governo brasileiro manda a cada ano para lá. Isso sem falar que vai ter de receber de volta a Havana milhares de médicos desempregados, que terá de alimentar e realocar. Pode ser um blefe. Cuba pode estar apostando em que as dificuldades causadas à imagem do nosso futuro governo e aos cidadãos atendidos pelo programa, com a retirada súbita de todos esses profissionais, farão opresidente eleito afrouxar as suas exigências e manter o status quo do Mais Médicos. Se ceder à chantagem e cair nessa cilada, o próximo presidente do Brasil já começará o seu mandato como refém dos interesses daquele pequeno país. Para deleite dos petistas e de toda a esquerda brasileira. 

JOÃO MANUEL MAIO

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

IMPERATIVO LEGAL

Veta, Temer, veta!

Excelente e oportuno o artigo do professor Roberto Macedo Veta, Temer! (14/11, A2). E completo o argumento com um simples silogismo, baseado no parágrafo único do artigo 21 da Lei de Responsabilidade na Gestão Fiscal, em vigor: “É nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão”. Ora, o presidente Michel Temer está nos seus últimos 180 dias de mandato. Logo, aprovar a concessão de 16,38% de aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal é um ato nulo de pleno direito. Portanto, além de um imperativo econômico e fiscal, o veto à decisão ilegal do Senado é um imperativo jurídico. Junto-me ao coro de milhões de brasileiros: veta, Temer, veta!

FERNANDO MONTORO

fernandomontoro@uol.com.br

São Paulo

Muito oportuno o apelo/advertência do professor Roberto Macedo ao sr. Michel Temer. Talvez seja a última oportunidade de dar um pouco de brilho e luz a uma biografia que se caracteriza por um opaco e lúgubre cinza-rato. Veta, Temer!

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

MAIS MÉDICOS?

 

O programa Mais Médicos, feito pelo governo petista em parceria com o governo cubano, foi cancelado. Isso só mostra que era um programa “mais dinheiro” para os cofres de Cuba.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

PRÁTICA LESIVA

 

Será possível atender os necessitados de serviços médicos após a retirada dos profissionais cubanos de localidades nas quais só eles atendiam. Deixando de remeter divisas à “democrática” Cuba, sobram recursos para deslocamento dessas pessoas a locais em que os serviços médicos estão disponíveis. Além disso, essa alternativa favorece a saúde financeira do País.

 

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

 

*

NENHUM CENTAVO NOSSO

 

É ótimo saber que o dinheiro dos nossos impostos não está mais financiando Cuba. Esse país não merece nenhum centavo dos brasileiros. Em boa hora a ditadura cubana resolveu tirar os médicos cubanos do Brasil. De forma indireta, já começa muito bem o governo de Jair Bolsonaro.

 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

 

*

REALOCAÇÃO

 

Perguntar não ofende: será que os médicos cubanos vão ser realocados na Venezuela?

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

*

RESPOSTA AO CALOTE BOLIVARIANO

 

A notícia de que Venezuela, Moçambique e Cuba tomaram bilhões em empréstimos não pagos ao BNDES sob os governos do PT reforça a necessidade de revelar quais foram os critérios usados para beneficiar os amigos do regime à época, como prometido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou a abertura da caixa preta do banco quando tomar posse do cargo, para mostrar aos donos do dinheiro - o contribuinte - sob quais condições o suado dinheirinho tirado de nossa mesa foi usado. Medida complementar não menos importante para esclarecimentos seria a convocação do mais longevo presidente da história do BNDES, Luciano Coutinho, um petista de carteirinha que ocupou o cargo durante nove anos, tendo aprovado operações no valor estratosférico de R$ 1,56 trilhão, verba equivalente a 43 vezes o orçamento do Bolsa Família. Sugestão: em se constatando crimes durante administrações pregressas, fazer valer a lei, tanto para aqueles que já estão presos cumprindo pena com o aumento dela quanto também para aqueles que ainda transitam livres tendo apostando na impunidade proporcionada por um projeto de poder sem fim.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

*

HERANÇA MALDITA

 

“Venezuela, Cuba e Moçambique devem R$ 1,7 bi ao BNDES” (“Estadão”, 15/11, B5). A matéria relata, entre outras coisas, que dos empréstimos concedidos pelo BNDES já existe um calote de cerca R$ 1,8 bilhão com Cuba, Venezuela e Moçambique, de obras financiadas, que estão inadimplentes com seus pagamentos. Dois comentários: 1) Bolsonaro tem uma triste herança dos governos PT, cujo vice, Temer, deveria ser politicamente corresponsável; e 2) também deveria se fazer uma auditoria rigorosa para saber quem de fato analisou as garantias, com consequentes responsabilizações, para prestações não pagas e as ainda a pagar, que aumentaram mais e mais os rombos nas finanças públicas brasileiras. Como comentário adicional, pergunto: a região da Grande Florianópolis, que não tem um serviço de metrôs urbanos como o de Caracas, não mereceria essa infraestrutura? Isso sem falar de outras obras menores muito necessárias Brasil afora... 

                 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

*

EXECUTIVO ÚNICO

 

Muito se tem falado sobre a reforma tributária pela qual seria criado um imposto único para acabar com o verdadeiro cipoal de impostos que só servem para burocratizar os serviços de controle e coleta, atrapalhando a vida dos contribuintes, além de criar empregos públicos para executar tais serviços. Esse imposto único seria de enorme valia para o País. Fala-se também sobre a redução do número de ministérios federais à metade (dos 29 atuais para cerca de 15 ministérios). Minha proposta é reduzir para um único ministério e, por isonomia, secretarias estaduais e municiais únicas, que seriam o Ministério de Assistência Social dos Servidores Públicos (Massp) e suas congêneres secretarias Sassps. Qual a base para essa proposta? O “Estadão” de 14/11 publicou em sua primeira página notícia informando que “Estados fecharam 2017 com rombo de R$ 20 bi” devido ao comprometimento das receitas com (despesas de) pessoal (salários, benefícios e aposentadorias). De outro lado, sabe-se através da mídia que o Orçamento federal para 2019 prevê rombo de R$ 139 bilhões em decorrência do mesmo tipo de comprometimento. E o que nós, os contribuintes, podemos esperar em troca com serviços de saúde, educação, segurança, etc.? Nada! Ou, para ser mais justo, quase nada. O que isso mostra é que o Estado brasileiro (e igualmente os Estados e municípios brasileiros) se transformou numa entidade de assistência social para garantir emprego, salários, benefícios e aposentadorias para seus servidores, e nada mais. Ficam de fora desses privilégios os quase 200 milhões de cidadãos da parte privada da economia. Que mamata, hein?

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

*

O HOMEM MAU

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes parece que gosta de brincar de seu mau. Desta vez sua maldade foi contra os poupadores dos planos econômicos que causaram prejuízos a milhões de brasileiros há mais de duas décadas e meia e até agora não houve uma solução. Gilmar Mendes decidiu suspender os processos contra os banqueiros, atendendo a solicitação do Banco do Brasil e da Advocacia-Geral da União. Milhares de poupadores já morreram e outros tantos também não verão a cor de seu dinheiro, porque esta novela vem se arrastando de maneira irritante, sem o menor respeito aos direitos individuais do cidadão. Onde estão o Ministério Público Federal, os órgãos de defesa do consumidor e a imprensa livre, para porem fim a mais este descalabro praticado contra as pessoas de bem deste país?

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

*

BRASIL!

 

Gilmar Mendes trava o pagamento de acordo com poupadores. Que absurdo. E olha que já tinha acordo. E diga-se: pagamento do nosso dinheiro confiscado ilegalmente pelo governo. Mas estes mesmos membros do STF e todo o Judiciário se acham no direito de receber o aumento de 16,38%, mesmo com o impacto que isso vai causar nas contas públicas e estando o Brasil na sofrível situação econômica em que se encontra. É o Brasil mostrando a sua verdadeira cara, como diz a música.

 

João Serrano jtserrano@terra.com.br

Osasco

 

*

TELECATCH À VISTA

 

Na foto de primeira página do “Estadão” de 14/11, os quatro grandes da política nacional, Jair Bolsonaro (presidente do Brasil), Jorge Mussi (Superior Tribunal de Justiça ­- STJ), Luís Roberto Barroso (Supremo Tribunal Federal - STF) e Rosa Weber (STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral - TSE) conversam num informal bate-papo, mas prontos para entrarem no ringue caso Michel Temer não assine o aumento salarial acima da inflação pleiteado pelo Judiciário. Teremos uma verdadeira exibição de luta livre ao estilo “telecatch”, pois não haverá volta, apenas um espetáculo para o público. Durmam com esta!

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

*

EXEMPLAR DA CONSTITUIÇÃO

 

Ladeada por Jorge Mussi (STJ) e Luís Roberto Barroso (STF), a ministra Rosa Weber entrega um exemplar da Constituição a Jair Bolsonaro, como quem diz “eis aqui sua cartilha, use-a e empregue-a no cotidiano de seu governo”. Eu, no lugar dele, repetiria o gesto entregando também um exemplar da Constituição a cada um deles, a ela, Rosa Weber, como representante do TSE, a Jorge Mussi, como representante do STJ, e a Luís Roberto Barroso, representante do STF. Quanto a nós, prezados leitores, cabe fiscalizar e cobrar o uso da Constituição pelos três em toda decisão a ser tomada.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

*

O REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

 

Meus cumprimentos pelo direto e corretíssimo editorial “Uma questão de compostura” (14/11, A3). Despudorados(as) ou covardes! Infelizmente, assim o são alguns juízes, e ao extremo. Discordem de “sua excelência” em audiência, e certamente experimentarão o que digo! Tem de mudar, somos uma República!

 

Antonio C. de S. Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

 

*

VOTO DE POBREZA

 

Eu tenho asco de quem brinca com coisa séria, caso do ministro Marco Aurélio Mello, que ironizou a posição da colega Cármen Lúcia dizendo admirá-la por seu “voto de pobreza”. A pobreza é muito triste, indigna, humilhante. Quem faz parte do 1% mais rico do País deveria se envergonhar profundamente de tal declaração.

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

*

‘VETA, TEMER!’

 

O artigo do professor Roberto Macedo (“Veta, Temer!”, “Estadão”, 15/11, A2) seria uma aula de coerência, realismo e necessidade, não fosse no Brasil e não dependesse do tão logo ex-presidente Temer (que precisará - e muito - dos afagos do Judiciário para amenizar sua limpada de barra). Nota: imaginando o presidente Temer com o texto de aprovação na mão (no Jaburu, naquele mesmo porão escuro onde falou com Joesley) e pensando “um por todos e todos por um”.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

*

ECONOMIA MILITARIZADA

 

Utilizando algumas características normalmente associada aos militares (por exemplo: militar valoriza a função, e não cargo, haja vista que hoje o presidente eleito é oficial subalterno e o vice-presidente é general; militar segue à risca os princípios fundamentais em quase todos os segmentos humanos) e sabendo que na Economia receita igual à despesa é fundamental, com apenas esses dois princípios teremos uma execução econômica melhor. O executor da economia conforme as circunstâncias (no caso o Brasil, que está em situação pré-falimentar) pode julgar, corretamente, ser não aplicável o princípio de irredutibilidade de salários. Salários estes que muitas vezes não correspondem ao verdadeiro significado de contrapartida monetária a um serviço executado. Sem desobedecer aos princípios da Constituição quando necessário enfrentar direitos adquiridos (melhor chamar de tortos adquiridos), poderá, por exemplo, nivelar os salários de todos os funcionários do Legislativo e do Judiciário aos salários dos funcionários do Executivo, obedecendo ao art. IV da Constituição (que rege a igualdade de direitos) e o princípio de utilizar a função, e não o cargo, nas remunerações. Corrigindo preliminarmente as folhas salarias, a reforma da Previdência será mais justa e mais viável.

 

Tarcísio de Barros Bandeira tbb@osite.com.br

São Paulo

 

*

MINISTÉRIO BASE ZERO

 

Quem achava que Jair Bolsonaro não estava preparado para presidir o Brasil, agora deve estar mordendo a língua. Bem feito! O método que ele está adotando para a revisão dos ministérios é o célebre “Base Zero”, que começa perguntando “e se não houvesse ministérios?”. Assim, cada ministério dos 39 vai sendo questionado: para que isso, o que ele faz, por que faz isso, quanta gente seria necessária, não cabe dentro de outro? Em duas palavras: eficiência e meritocracia. Intuitivo para ele ou instruído, se todos os presidentes fizessem isso, o Brasil já seria o esquecido, mas ambicioso, “Estados Unidos do Brazil”. Quem viver verá!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

BOLSONARO E OS ÍNDIOS

 

“Índios quer ser como nós.” Em mais uma frase desastrosa, não que não soubéssemos de seus preconceitos e intolerâncias, afinal o próprio Jair Bolsonaro fez questão em 30 anos de vida pública de explicitar claramente os seus pensamentos exclusivistas, mas, caro presidente eleito, os índios não querem ser como nós, pois eles são muito melhores e foram os primeiros a estar em nosso país. Deveríamos honrá-los e sermos eternamente gratos.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*

O QUE O ÍNDIO QUER

 

Concordo com Bolsonaro, o índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Nunca me esqueço quando, no Dia do Índio, um cacique afirmou: “Não entendo o homem branco: quando chegou, queria que vestíssemos roupa. Agora, quer que andemos pelados”. Há duas semanas, numa reportagem no programa do jornalista Carlos Alberto Sardenberg às 13h na Rádio CBN, um índio protestou porque queria plantar soja (ou milho?) nas terras de sua reserva, com o que a Funai não concordava.

 

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

*

BRASIL & MEIO AMBIENTE

 

A responsabilidade do Brasil com o meio ambiente é global: em 2018, 150 milhões de árvores foram derrubadas no Xingu - e o ano não acabou. Essa notícia foi captada no Facebook, não na imprensa. Trata-se de um escândalo que a mídia não escandaliza. Trata-se de roubo do patrimônio nacional e de crime contra a humanidade, portanto não prescritível. Por outro lado, alguns participantes do próximo governo, de Bolsonaro, articulam asneiras irresponsáveis sobre o desmatamento. Além disso, membros da bancada ruralista ocuparão ministérios. É sabido que não precisam ser incorporadas novas áreas à produção agrícola e pecuária para aumentar a produção, para tanto sendo suficiente o aumento da produtividade. Os mercados estão abastecidos. É sabido, também, que as derrubadas põem em risco os regimes de chuvas, do clima, dos cursos d’água em todo o território nacional. A sociedade precisa acordar.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

*

‘O HOMEM DA MULTIDÃO’

 

Nada “delgado”, eu diria largo e profundo, o pensamento rasteiro e perspicaz de Paulo Delgado em “O homem da multidão” (14/11, A2). A coluna é clara, o voto foi a resposta de 13 anos de descaso e maquiagem. Quem, afinal, não votou no passado em Lula? Quem votaria nele de novo? Chega de brincar com o País, um basta à cegueira, a coluna instiga a pensar, “ouse pensar”. “O homem da multidão” quer emprego e reponsabilidade fiscal. Chega de bravatas e máscaras, queremos ouvir as verdades. Chega de velhos hábitos, temos smartphones, a informação da nova era. O PT teve o seu apogeu, hoje vive o seu ocaso, a página vermelha foi virada e a “próxima estação: esperança”.

 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

 

*

MÁ VONTADE

 

O leitor percebe nas entrelinhas ou nas pequenas distrações do autor a sua má-fé, senão a sua má vontade (Paulo Delgado, 14/11, A2). Copio: “A farda é um detalhe que está aí no inconsciente do País. Não importa se passou ou não pela sua cabeça o mito pacificador tenentista; o capitão Prestes que dirigiu com mão de ferro o mais importante partido de esquerda da história do País; a sina que é constatar que ao cansaço do populismo de Getúlio se seguiu um marechal; de Jânio-Jango, oito generais; e de Lula-Dilma um capitão e um general”. Corrijo: cinco, e não oito, generais depois de Jânio-Jango e apenas um capitão depois de Lula-Dilma.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

O DEPOIMENTO DO REIZINHO

 

Como de costume, o ex-presidente Lula, quando interrogado na quarta-feira pela juíza Gabriela Hardt, declarou que não sabia qual é a acusação contra ele; duvidou de que sua falecida esposa tenha pedido reforma no sítio de Atibaia; tentou ser o interrogador da juíza e ironizou sobre dormir no sítio de Atibaia, já que ninguém estranhou seu pernoite no Kremlin na Rússia. Se fosse um mortal, ia ser acusado de desrespeito à autoridade, mas o reizinho pode. É, pensando que este cínico foi presidente do Brasil por duas vezes, que vergonha!

 

Omar A. El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

*

PRÊMIO DA LAVA JATO

 

Pela primeira vez o arrogante e desaforado presidiário Lula da Silva conseguiu falar a verdade. Em seu interrogatório à juíza federal da 13.ª Vara Criminal de Curitiba, Gabriela Hardt, o demiurgo disse que a sua prisão era um “prêmio para a Lava Jato”, o que é verdade, especialmente, por ser “elle” o maior dilapidador do País. Com respostas grosseiras, o “cara de pau” levou várias descomposturas da juíza. Aliás, já é hora de acabar com a mordomia “delle” na prisão da Polícia Federal para, após raspar seu cabelo, jogá-lo na prisão comum, onde se encontram os demais “cumpanheros” criminosos.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

SILÊNCIO NA RESISTÊNCIA

 

Parece-me que nenhuma das “feministas da resistência” vai elogiar a juíza de Curitiba por ter dado uma sapatada no machista misógino de São Bernardo do Campo.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

*

O SÍTIO DE LULA

 

Se o sítio de Atibaia não é do Lula e da família dele, ele é, além de “a alma mais honesta” do Brasil, também o mais cara de pau do mundo! Como declarou Fernando Bittar, que se diz o dono real do sítio, Lula e a família frequentavam cada vez mais o sítio e começaram a levar seus pertences para uma propriedade que não lhes pertencia. Mais cara de pau ainda é que Lula, além de pedir propina para si, pede para os amigos também, porque ficou claro que dona Marisa pediu a reforma para a Odebrecht. É mesmo a família de alma mais honesta de todo o planeta e Bittar, o mais bondoso do mundo, que permitiu que uma família inteira invadisse sua propriedade. Será que Guilherme Boulos estava junto nesta invasão de propriedade?

 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

 

*

MENTIRAS

 

Quando será que a “Jararaca” vai tomar vergonha na cara e parar de mentir? Quantas mais traulitadas na cabeça dela serão necessárias para “ella” cair na real? O povo brasileiro está cansado de tantas desculpas descabidas.

 

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

*

PARA QUEM QUISER VER

 

Minha aversão ao sr. Luiz Inácio Lula da Silva é anterior ao Lula político, mas ainda assim ela é menor do que a minha descrença em pessoas que não aceitam que ele é extremamente pernicioso ao País. É muita cara de pau, muita dissimulação e que são apresentadas por um péssimo ator. Como olhar e não enxergar?

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

 

*

ROBERTO KUNIMASSA KIKAWA

 

O médico Roberto Kunimassa Kikawa, de 48 anos, que criou em 2008 o programa Carretas da Saúde (carretas que rodam o País levando atendimento médico especializado a pacientes do SUS), foi assassinado em São Paulo no dia 10/11/2018, durante uma tentativa de assalto. Após tornar-se médico, decidiu cursar teologia para ser missionário na África, mas uma grave infecção renal interrompeu seu sonho e, após concluir o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), foi professor de Medicina e médico na área pública e privada. Agora, dez anos após a criação do programa Carretas da Saúde, Roberto deixa um legado de 2 milhões de pacientes do SUS acolhidos nas centenas de unidades móveis (as carretas). Hoje faz poucos dias que foi assassinado, nenhum suspeito foi preso e, também, nenhuma organização dos direitos (?) humanos se manifestou como já o fizeram, corretamente, em outros casos de assassinato. Por quê?

 

Pedro Ulysses Susanna pedroulysses@uol.com.br

São Paulo

 

*

ASSASSINATOS

 

Eu acho que a TV Globo, para ser imparcial, se é, deveria, paralelamente às notícias de que até agora a morte da vereadora Marielle Franco não foi elucidada, noticiar também o assassinato dos policiais que estão na mesma situação e de chefes de família assassinados. Não sei por que tanta cobrança em torno do assassinato da vereadora. Até parece que foi o primeiro assassinato de uma política ou no País, e a sociedade está chocada. Até parece que no Brasil não há crimes, assassinatos. Parece que todos morrem de morte natural, então estão chocados com este primeiro assassinato no País. Poupem-me.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

‘ESTADÃO’ PREMIADO

 

Cumprimentos e felicitações ao “Estadão” nosso de cada dia, pela merecida conquista do Prêmio Veículos de Comunicação, na categoria Jornal Nacional, da revista “Propaganda”, da editora Referência e da Academia Brasileira de Marketing (Abramark). A premiação pelo segundo ano consecutivo é prova inequívoca e inquestionável do papel relevante do “Estadão” como fonte fidedigna de informação e referência de jornalismo íntegro, probo, transparente e em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão. Viva!

 

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

PRÊMIO VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

 

“Estado” é premiado como melhor jornal do País pelo 2.º ano consecutivo. Que maravilha! Eis aí um motivo pelo qual assino este jornal. Nesse período eleitoral, o “Estadão” comportou-se como gente grande, diferentemente de alguns periódicos que jogaram na lama sua reputação para proteger um partido. É do jogo criticar, trazer notícias, apurar denúncias e só publicar aquilo que realmente foi checado. Essa atitude dá ao jornal maior credibilidade. Temos jornalecos mundo afora que se ocupam de espalhar o caos e sujar nossa imagem lá fora. O “Estadão”, sempre firme e cuidadoso, passou ileso por esta guerra de fake news que tanta dor de cabeça e trabalho causaram entre as pessoas. Tudo passa nesta vida, mas um bom jornal permanece. Esse é o “Estadão”. Parabéns a todas as pessoas que se dedicam em propagar notícias tendo o cuidado de checá-las antes, permitindo que seus leitores sejam bem informados, sem que seja preciso apelar para meios sujos e desleais, como temos visto nos últimos tempos.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

ANTERO GRECO

 

Como um dos mais brilhantes jornalistas esportivos do País, Antero Greco, depois de 44 anos, deixa o “Estadão”. Vamos sentir falta de suas ótimas crónicas sobre o futebol brasileiro! Ponderado e respeitador com os que vivem neste mundo do futebol, Antero jamais foi cúmplice do sensacionalismo, apenas privilegiou a boa e construtiva notícia. Quiçá continue, mesmo que em outro veículo, nos brindando com suas ótimas análises sobre esse apaixonado esporte bretão.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.