Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2018 | 03h00

INFRAESTRUTURA URBANA

Crise e oportunidade

A péssima notícia sobre o viaduto na Marginal do Pinheiros que afundou é mais uma ótima oportunidade para avaliarmos a capacidade da Prefeitura, de suas secretarias e, principalmente, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Mas a população terá interesse em acompanhar detalhes das ações e da operação que serão postas em andamento? Em pouco tempo a cidade de São Paulo teve de interditar dois viadutos importantíssimos, um na Avenida dos Bandeirantes e outro na Marginal do Tietê. Suponho que os órgãos responsáveis tenham dados que ajudem a minimizar os impactos da interdição de uma das principais vias da cidade. Se os têm, está na hora de apresentar à população o que se vai fazer e por que se fará, com detalhes, não o que se diz naquelas entrevistas rápidas, superficiais, inócuas. Imagino que as autoridades saibam qual é a curva de adaptação da população à nova realidade de trânsito e como esta se dá. É uma informação importantíssima para direcionar futuras intervenções necessárias para recolocar São Paulo no cenário mundial, posição que vem perdendo. O melhor benefício das ciclovias implantadas na cidade foi a série de discussões a respeito de usos e direitos sobre vias e espaços públicos, sobre que cidade queremos. Está claro que são necessárias urgentes mudanças urbanas, não só pelo problema do trânsito, mas principalmente para diminuir a violência em que vivemos, dentre outras questões. Crime e desordem urbana estão intimamente associados. O afundamento desse viaduto é uma ótima oportunidade para descobrirmos de fato em que cidade vivemos e para onde queremos seguir.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Tragédias anunciadas

Os viadutos e pontes da cidade de São Paulo são submetidos a chuva, poluição e enormes esforços de movimentação, diuturnamente, durante décadas. Não é preciso ser nenhum sábio para perceber que uma hora vai vencer a validade de todos eles. Adiar o planejamento dos trabalhos de recuperação é ter a certeza de tragédias, em breve. 

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Minhocão

O Minhocão está em estado lastimável. Tem plantas daninhas crescendo nas juntas e mais de 1.500 pontos de infiltração. Quando chove, caem cachoeiras de água sobre as pessoas embaixo. Não há jeito para essa estrutura de 47 anos, sem manutenção. Ela concentra poluição, não tem segurança. A única solução é desmontar essa estrutura que só dá problemas e pode cair. Fazer como na cidade do Rio de Janeiro: desmontaram o “minhocão” de lá e fizeram o lindo Boulevard Olímpico. 

MARLENE KLAIOM DA SILVEIRA

marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

E o Rodoanel?

Podemos esperar caos no trânsito da capital paulista com a interdição de nada menos que cinco pistas da Marginal do Pinheiros, essa “rodovia federal” no meio da maior cidade do País, que já sofria com a constante desobediência na proibição de tráfego de caminhões durante o dia. Mas nada se fala da conclusão do Rodoanel, que, de acordo com o ex-governador Geraldo Alckmin, já deveria estar pronto há meses. Essa obra aliviará de forma muito importante não só o tráfego nas marginais, como também os pulmões dos paulistanos. Não estranha que o governador Márcio França, que perdeu a eleição para o governo do Estado, permaneça calado (talvez esteja preso no trânsito).

OSCAR THOMPSON

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

MAIS MÉDICOS

‘Legião estrangeira’

Médicos são médicos desde que os diplomas sejam validados. Cubanos ou brasileiros, todos têm de ser validados. Como aceitar 11 mil cubanos exercendo a medicina no Brasil sem conferir sua titulação? O ingresso deles no território nacional é, no mínimo, uma infração imigratória, infiltrando pessoas no País por meio de um acordo obscuro e com financiamento mais obscuro ainda. É preciso passar a limpo essa história muito mal contada. Por tão nobre profissão, brasileiros lutam com unhas e dentes para conquistar uma vaga em suas universidades. Ver essa “legião estrangeira” atuar no País sem maiores exigências é uma humilhação. Venha de fora quem tiver seus títulos validados para medicar aqui. Esses e outros mal explicados atos dos governos anteriores devem ser cabalmente esclarecidos.

JOÃO B. JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Cidadania brasileira

Os médicos cubanos prestaram valorosos serviços ao povo brasileiro. O Brasil deveria conceder-lhes a cidadania, assim como às suas famílias, que são mantidas em cativeiro em Cuba. Essa medida seria um tapa na cara da ditadura de Cuba, que explora a mão de obra cubana em condições análogas à escravidão. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Fugindo de quê?

Por mais que se torçam fatos e números, a conta não fecha! Cuba corre precipitadamente do programa Mais Médicos por algumas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que nem posse tomou ainda. Uma das questões em pauta é o fato de o profissional que aqui trabalha receber parte ínfima do valor pago àquele país. Reconhecidamente, Cuba vive na pindaíba, então, é estranho que não tenha tentado uma renegociação de porcentagem, ainda assim sairia no lucro. Outro tópico é a impossibilidade de os médicos que aqui estão trazerem sua família. Ora, o Brasil, bem ou mal, é conhecido por respeitar os diversos regimes de governo existentes no mundo, a soberania, enfim. Sobra, então, o teste de qualificação, conhecido como Revalida. Será disso que Cuba tem medo? Que se descubra que os seus profissionais não são competentes? Muitos se perguntam até se os que atendem a população brasileira são médicos mesmo. E se não são, o que são? Finalmente, por dados colhidos num portal de notícias, descubro que o Estado de São Paulo, sozinho, tem, grosso modo, o mesmo número de médicos cubanos, 1.394, que Minas Gerais e Bahia somados, 596 e 822, respectivamente. À época da oficialização do programa, cinco anos atrás, o PT alardeava que médicos brasileiros, malvados que são, não queriam ir para os bolsões de pobreza distantes dos grandes centros urbanos, daí a chamada dos médicos cubanos. Como se explica, então, que até cidades da Grande São Paulo, a região mais rica da América Latina, como Osasco e Cubatão, contem com tais profissionais? Enfim, só se foge rápido do que se tem muito medo. Resta apenas saber exatamente de quê.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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O NOVO CHANCELER

O professor de História da Política Externa da Faap, David Magalhães, expõe sua preocupação com a escolha do diplomata Ernesto Araújo para ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores, sob várias alegações, entre elas a de que as ideias do futuro chanceler reproduzem em vários momentos os argumentos do filósofo Olavo de Carvalho. Certamente, o professor estava muito confortável e despreocupado quando as ideias da filósofa Marilena Chauí, uma confessa odiadora da classe média, reproduziam a falida política externa brasileira, notadamente bolivariana, durante as gestões de Lula e Dilma. Ernesto Araújo reflete bem o pensamento dos eleitores de Jair Bolsonaro, já que é crítico da esquerda e defende o "nacionalismo ocidental". Seja bem vindo, chanceler!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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EM POLVOROSA

A esquerda raivosa está em polvorosa com a indicação do direitista Ernesto Araújo para ministro das Relações Exteriores. A raiva é por ele ter se mostrado sempre a favor do presidente Donald Trump, nos EUA. Tivemos 16 anos de Marco Aurélio Garcia (comunista até debaixo d'água), José Serra, Aloysio Nunes Ferreira, hoje políticos, mas que tiveram seu papel na luta em favor da ditadura cubana, e por isso mesmo em matéria de relações exteriores descemos ladeira abaixo. Só temos uma certeza: é mais fácil um direitista extremo vir para o caminho do meio do que um esquerdista extremo fazer o mesmo caminho, e com certeza o Brasil voltará a fazer seu papel no mundo, olhando para todos os povos, e não apenas para aqueles que convêm à esquerda.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SINAIS TROCADOS

Qualquer pessoa que acredita em relações realmente diplomáticas e quiser adiantar críticas ao novo Itamaraty, que tomará posse no próximo governo, na pessoa do chanceler escolhido, Ernesto Araújo, basta trocar os sinais das críticas que, certamente, fazia ao órgão na gestão do petista Celso Amorim.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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LUNÁTICO

Jair Bolsonaro escolheu o obscuro e desconhecido Ernesto Araújo como novo chanceler e ministro das Relações Exteriores. O pouco que se sabe é que Araújo é fã de carteirinha de Trump e que nunca chefiou uma embaixada no exterior. As coisas que ele escreveu sobre "marxismo cultural" são simplesmente risíveis e dignas de um lunático. Retrato do chefe, estamos vendo o novo governo ser formado pelas pessoas mais desqualificadas e despreparadas que se poderia imaginar. Difícil de mensurar o estrago que será causado ao País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NOVA SEITA NO BRASIL

Estou horrorizado com o blog do novo ministro das Relações Exteriores. Trata-se de um fanático recriando uma seita igual à Sociedade Brasileira da Tradição e Propriedade. Se o novo governo seguir essa linha, estarão criadas as condições para o PT voltar na sucessão de Bolsonaro. Tudo resultado da burrice crônica da direita antitudo e da falta de preparo intelectual da classe média que ora pende para a esquerda corrupta, ora para a direita ensandecida. E os democratas liberais ficam espremidos entre esses extremos. Vide a votação de João Amoedo.

Jose Eduardo Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Itu

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UM CASO CURIOSO

Acabei de ler todos os editoriais dos grandes jornais e revistas da imprensa tradicional. É quase unanimidade o descontentamento com o novo ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro. E o foco está por ser ele "discípulo" do filósofo Olavo de Carvalho, apoiador de Trump e por acreditar em Deus. A curiosidade é que nenhum dos veículos deu-se ao trabalho de entrevistar aquele que supostamente lhe foi fiador na nomeação: Olavo. Por quê?

Werly da G. dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ITAMARATY 'TRUMPISTA' E 'BOLSONARISTA'

"Análise: vem aí o novo Itamaraty, 'trumpista' e 'bolsonarista'" ("Estadão", 15/11, A6). Eliane Cantanhêde, lá no fundo, é uma criptopetista, começando já a lançar seu discreto e mortal veneno, manifestando seu inconformismo com a eleição de Bolsonaro, pela crítica a pessoas indicadas a cargos ministeriais pelo vitorioso. Uma censura muito reveladora de seu interior ideológico é como classifica Ernesto Araújo, que, por ser seu alvo, já sobe no conceito dos liberais, pois o que seriam qualidades intelectuais são, no seu entender, esquerdistas defeitos, que o fizeram ficar na geladeira do Itamaraty pelas administrações de FHC e do PT. O programa de limpeza do Itamaraty do lixo petista e esquerdista é uma desratização necessariamente a ser feita. A articulista, por sua condição de esquerdista, já de cara rotula depreciativamente o novo chanceler. Pena que o "Estadão" mantém em seus quadros uma pessoa tão intolerante, tendenciosa e venenosa, pois, aliás, o que se poderia esperar de alguém tão ligada à TV Globo?

                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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EM CAMPO

O presidente Jair Bolsonaro, no papel, está montando um time com um bom elenco. Espero que eles, dentro de campo, atinjam a nossa expectativa, mesmo porque neste jogo o número de substituições é ilimitado.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DEFESA

Justo no momento em que o presidente eleito propugna por se livrar de indicações político-partidárias para ocupar os cargos do primeiro escalão do seu governo, parece-me absolutamente natural preenchê-los com profissionais das respectivas áreas. Assim, no impedimento de nomes civis já plenamente capacitados e habilitados a dirigir a complexa engrenagem do Ministério da Defesa, parece-me acertada a decisão de nomear um oficial general, já na reserva, para ocupá-la. Em breve, dando continuidade aos programas educacionais voltados para a Defesa nas áreas de graduação, pós e mestrado, teremos civis aptos a cumprir essa nobre missão.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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SEGUE O 'TOMA LÁ, DÁ CÁ'

O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, não admite a eliminação da compra de apoio envolvendo o imortal e tradicional "toma lá, dá cá" com os Estados, principalmente aqueles que não rezaram pelos pregões do presidente eleito. Paulo Guedes propõe dividir a receita do megaleilão não equitativamente, mas beneficiando mais aqueles que lhe foram fiéis nas urnas. Esse megaleilão deve gerar uma receita de mais de R$ 100 bilhões. O governo do PT já passou por iniciativa igual, em que o dinheiro do pré-sal era distribuído entre municípios onde a afinidade que tinham com o petróleo se restringia a postos de gasolina. No período de distribuição dos disputados royalties, muitos prefeitos levaram vida de nababos, enquanto seus municípios passavam por agruras, incompatíveis com mansões na Costa Verde e jantares dos "guardanapos" nos mais sofisticados restaurantes parisienses. Hospitais, colégios, segurança pública e infraestrutura, enquanto o déficit das finanças serão medicados. É o fantasma do PT rondando o governo PSL.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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'BOMBAS CONTRA DESEMPREGADOS'

Desempregados e desamparados brasileiros, agradecemos e aplaudimos o editorial do "Estadão" de 15/11 (página A3) que denuncia as últimas sacanagens perpetradas pela Nomenklatura brasileira contra o povo que a elege e paga para receber em troca bombas em pautas congressuais. 12 milhões de desempregados, 50 milhões sobrevivendo na pobreza e os milhões que trabalham e produzem sustentando uma máquina pública obsoleta e enferrujada. Mimos natalinos para os "Supremos" que no efeito Cataratas do Iguaçu custarão R$ 6 bilhões ao povo e benefícios à "pobre" indústria automobilística de R$ 1,5 bilhão! Até quando abusarão da resignação da população que os sustenta?

         

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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AUTOPROTEÇÃO

O aumento salarial aprovado pelos senadores, na calada da noite, nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma futura autoproteção para os senadores que não conseguiram se reeleger e estão citados na Operação Lava Jato. Uma tentativa rasteira de saírem ilesos dos processos a que devem responder, ou seja, legislando em causa própria contra o dinheiro público arrecadado por meio dos escorchantes impostos pagos pelos contribuintes. Pobre povo brasileiro.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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BRIGA DE 'COMADRES'

O Judiciário está de "briguinha" com o Executivo sobre quem vai dar o primeiro passo. O Supremo Tribunal Federal quer que, primeiro, Michel Temer sancione o aumento salarial para, depois, acabar com a excrecência do auxílio-moradia. Já o governo quer que, primeiro, acabem com o malsinado auxílio para, depois, sancionar o ridículo aumento salarial. Na verdade, se Michel Temer tivesse coragem - é o que lhe falta -, vetaria o aumento e também acabaria com o auxílio-moradia. Pena que essa aptidão não existe no atual presidente. Já o Brasil, que se dane! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O SALÁRIO NO STF

Só relembrando, o aumento aprovado pelo Senado não é contra o presidente Bolsonaro, é contra o Brasil.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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A JUSTIÇA DE CURITIBA

Com efeito, a firmeza e o destemor com que a juíza Gabriela Hardt conduziu o primeiro interrogatório do condenado e presidiário Lula na audiência em Curitiba são prova inequívoca e suficiente de que o País não corre risco algum de que a Operação Lava Jato sofra qualquer esmorecimento no combate firme e forte à corrupção nossa de cada dia com a saída do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro. Seu lugar tem uma substituta à altura. Viva!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A SUBSTITUTA DE SÉRGIO MORO

Eu já tive oportunidade de ver juízas enérgicas arguindo acusados de práticas criminosas, mas igual à juíza substituta de Sérgio Moro, a dra. Gabriela Hardt, ainda não tinha visto. Todas as vezes em que Lula quis falar grosso, na quarta-feira, a magistrada o botou para ficar pianinho. O já condenado a mais de 12 anos de prisão tinha estampado no rosto o desespero por saber que mais anos virão para passar no cárcere. O inocente, assistido pelos melhores advogados do Brasil, não consegue provar o que ele sempre disse: "Não tem neste país viva alma mais honesta que eu". Acho que não seria demais aconselhar aqueles que irão depor perante a corajosa juíza a fazer uso da fralda para adultos. Precaução nunca é demais.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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SUJEITO ESTRANHO

Em depoimento, Lula usa uma verborragia que só Chacrinha conseguiria traduzir: "Eu não vim para explicar. Vim para confundir". Resulta numa mistura esquisita de desfaçatez com inocência, e de soberba com humildade cabocla.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PETULANTE

Como poderíamos qualificar a postura de Lula na quarta-feira (14/11) na 13.ª vara em Curitiba? Petulante? Insolente? Acho que sim. Deveria "baixar a bola", respeitando as instituições brasileiras e, assim, comportando-se como réu para tentar ganhar algum respeito do povo brasileiro esclarecido. Aquele que já foi todo-poderoso, que se jacta de ter dormido no Palácio de Buckingham, entre outros, hoje não passa de um criminoso comum, julgado por duas instâncias, tendo a segunda instância aumentado a sua pena. No entanto, a meu ver, foi sua ação na Presidência da República a mais grave, no mínimo prevaricando ao permitir passar sob suas barbas - e com a sua conivência, como já denunciou Antonio Palocci e comprovou o procurador-geral Rodrigo Janot, que o "distinguiu" com a pecha de chefe da quadrilha - roubos de bilhões de dólares que levaram o País ao fundo do poço com 13 milhões de desempregados. Recolha-se à sua insignificância e deixe de tumultuar o pacato povo brasileiro com suas bravatas, como tentou fazer perante a juíza federal Gabriela Hardt, que lhe repreendeu severamente. Bem que poderia ter passado sem essa.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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ESTE NÃO TEM JEITO

A julgar pela arrogância do presidiário mais honesto do Brasil, isso depois de sete meses em cana, creio que este não tem jeito. Tem de ir para a solitária já!

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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PERDIDO POR UM...

Como reflexo de que não há mais nada que possa (?) justificar a sua saída do conforto da Polícia Federal em Curitiba, o presidiário abandonou a gravata verde-amarela do primeiro depoimento por uma vermelha.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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DEPOIMENTO DE UM CRIMINOSO

O depoimento de Lula foi o de um criminoso preso por corrupção, exatamente o que ele é. 

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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O SÍTIO DE ATIBAIA

O laranja dono do sítio de Atibaia onde a Odebrecht e outras construtoras investiram uma grana alta - tudo legal e dentro das normas do propinoduto petista -, além da Oi, que instalou lá uma antena de mais de R$ 500 mil, mesmo não tendo outras propriedades em volta, está certo ao dizer de que nada sabia. Era tudo por conta da tia que, estando morta, nada pode falar. Mas podemos, como normais e honestos, deduzir que a propina era por conta de Lula e do PT, claro, tudo dentro do propinoduto petista. Sendo assim, o dono laranja não pode ser incriminado porque, na verdade, o sítio era frequentado por Lula, a tia e sua família. Ou seja, o laranja só era laranja. Pena que a casa caiu e o sítio apareceu na conta do facínora Lula, claro, tudo dentro das normas do propinoduto do PT (ético e honesto). Sem nos esquecermos do acordo de sangue, algo de mafiosos corruptos. É mole ou querem mais?

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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CONDENAÇÃO

É certo que o PT e os lulopetistas vão insistir, novamente, em mais uma perseguição a Lula, caso venha ele a ser condenado no caso do sítio de Atibaia. Merece cumprimentos a magistrada do caso, Gabriela Hardt, que presidiu a audiência de oitiva de Lula com firmeza e dentro da legalidade processual. Espremendo, entretanto, as respostas e fugas de Lula da Silva, chega-se a uma conclusão: será condenado, porque as provas são cabais para tanto e a defesa do réu, na verdade, não serve nem para roteiro de novela de dramaturgo de quinta categoria. Mais 15 anos a cumprir. É só esperar!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ABANDONADO, SEM APOIO

A vida é assim mesmo, Luiz Inácio Lula da Silva. Quem abandona os "cumpanheiros" pelos "cumpanheiros" será abandonado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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