Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2018 | 03h00

GOVERNO TEMER

Comemoração dignificante

O presidente Michel Temer, em seu pronunciamento comemorativo dos 129 anos da República, classificou a transição para o governo de Jair Bolsonaro como das mais civilizadas e cordiais. Disse mais, que abriu todas as informações do governo à equipe do presidente eleito, a qual vai encontrar as finanças públicas em ordem. Atitude muito digna. Assim agindo, o presidente Temer está cumprindo o preceito da República, que é o povo exercendo sua soberania (governo do povo, para o povo), por intermédio dos seus delegados e representantes e por tempo determinado. O presidente Temer também está cumprindo o brocardo jurídico res transit cum onere suo – a coisa se transmite com o seu encargo.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Transição auspiciosa

Foi muito importante para a Nação o pronunciamento do presidente Michel Temer na quinta-feira, 15, porque, além de pregar a união do País, desejou sucesso ao eleito seu sucessor, Jair Bolsonaro. Temer destacou ainda, acertadamente, que o Brasil vive momento de estabilidade das instituições, porque, em dois anos e meio de governo, ele conseguiu pôr o Brasil nos trilhos, depois dos 13 longos anos de desastrado desgoverno petista.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Lei de Murphy

Antes tarde do que nunca. A situação dos médicos cubanos, clinicando no Brasil, ao longo do tempo era insustentável. Não é preciso enumerar os motivos. Era só uma questão de tempo. A Lei de Murphy, que não foi revogada, diz que, se algo pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. É isso aí!

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Típico de ditadura

Ditadores agem assim: ou minhas condições ou estou fora. Cuba nem esperou a posse do novo governo para anunciar a retirada de seus médicos “escravizados”. A exigência de exame de conhecimento e de pagamento de salário digno não pode ter sido o verdadeiro motivo para o anúncio unilateral e intempestivo do fim da parceria com o Brasil. Cuba não sabe sentar-se para conversar com divergentes soberanos, característica marcante de ditaduras. Mas o programa Mais Médicos vai continuar, certamente, e agora integralmente de forma correta e digna.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

As exigências de Jair Bolsonaro quanto a esse programa estão absolutamente corretas. O que Dilma Rousseff fez foi criar mais uma forma de dar o nosso dinheiro à ditadura cubana, “escravizando” seus médicos. Chega de darmos dinheiro a ditaduras!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Realidade constrangedora

O rompimento de Cuba com o programa Mais Médicos no Brasil revelou uma realidade constrangedora: formam-se no País 25 mil médicos anualmente, mas dependemos dos cubanos para suprir as regiões mais pobres e distantes, muitas vezes locais sem um médico sequer. Essa contradição envolve outra situação: nossas faculdades públicas de medicina formam alguns milhares desses profissionais, a um custo altíssimo. Não seria razoável que esses estudantes pagassem pelo curso e os que não têm condição financeira para tal prestassem serviços nesses locais carentes, durante um certo período de tempo? É claro que a prática deve estender-se aos formandos de outros cursos. Cobramos insistentemente do gestor público a razoabilidade de critérios, mas também precisamos rever nossas históricas práticas elitistas, corporativas e patrimonialistas, que eternizam privilégios e preservam nossos bolsões de pobreza. Que o futuro presidente da República atente que não basta focar somente na economia, esperam-se também novos parâmetros na tutela normativa do Estado, sempre buscando a tão propagada e pouco praticada igualdade entre todos os brasileiros.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

INFRAESTRUTURA URBANA

Manutenção permanente

A Prefeitura de São Paulo não tem programas de manutenção para seus viadutos e pontes, o que é de sua atribuição. Vistorias esporádicas são insuficientes em face da necessária manutenção periódica. E tais vistorias ainda são de faz de conta, haja vista os resultados. A Prefeitura concentra esforços só em projetos de intervenção urbana: basta avaliar os cerca de 30 em andamento, cobrindo enormes áreas da cidade, a fim de presentear as propriedades dos munícipes ao mercado imobiliário. Nesse quadro, não surpreende o acidente com o viaduto da Marginal do Pinheiros – e outros que se podem seguir. Quando a Prefeitura paulistana implantará um programa de manutenção periódica para cada um dos equipamentos viários, que tecnicamente o requerem, e o publicará?

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Segurança em causa

Geralmente as juntas de dilatação usadas em pontes, viadutos e estradas são as do tipo Jeene com perfil triangular. Essas juntas devem ser fabricadas com um composto de borracha sintética quimicamente denominado borracha de policloropreno, que tem alta resistência ao intemperismo (luz solar, água e ozônio) e a produtos derivados do petróleo (óleo, gasolina, diesel, etc.), bem como excelente resistência à compressão. Todavia muitos fabricantes não idôneos, para baratearem o custo de fabricação e serem competitivos, substituem um alto porcentual da borracha de policloropreno por um tipo de SBR (sigla em inglês para borracha de butadieno e estireno), que é utilizada no composto para fabricação de pneus e outros artefatos de borracha. Dessa maneira, as juntas perdem suas características físicas e químicas, tornando-se rapidamente quebradiças e sem elasticidade, o que causa extensa infiltração de água, afetando drasticamente os módulos de concreto e as colunas de sustentação. Para ter uma ideia, uma junta fabricada com policloropreno e bem colocada dura mais de 50 anos. Considerando o que aconteceu no viaduto da Marginal do Pinheiros no feriado, a Prefeitura de São Paulo tem de fazer uma vistoria geral nas mais de cem obras para rever como está o estado dessas juntas. Assim fazendo poderá evitar desastres muito mais graves. Principalmente na Rodovia dos Imigrantes, que liga o litoral à capital paulista.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

“O cidadão paulistano, escorchado por multas de trânsito astronômicas, pergunta-se: para onde vai todo esse dinheiro, se um dos viadutos com mais tráfego da cidade simplesmente desmorona vergonhosamente?”

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI / VINHEDO, SOBRE A FALTA DE MANUTENÇÃO DA INFRAESTRUTURA URBANA 

lpenchiari@gmail.com

“Se não fosse por suas famílias, retidas em Cuba como garantia de que os seus profissionais não desertem, a maioria deles ficaria por aqui”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE O MAIS MÉDICOS

mgoldstein@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PUNHALADAS

Não foi o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que recebeu as punhaladas, mas sim o sofrido povo brasileiro: a primeira punhalada foi o que fizeram o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e os outros senadores – alguns mandados para casa nas últimas eleições –, colocando em votação, na calada da noite de 7/11, e aprovando o reajuste salarial para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de 16,38%. Logo estes ministros, que ganham o maior salário do País, hoje de R$ 33.763,00, que passará a ser de R$ 39.293,00. O ministro Dias Toffoli apareceu sorridente em todos os jornais, enquanto os aposentados choravam e sofrem com um reajuste de 2%. A segunda punhalada, também uma vergonha: o presidente mais impopular da história da República, Michel Temer (3% de popularidade), mandou o Senado aprovar em 8/11, em 20 minutos, a Medida Provisória n.º 843/2018, do Programa Rota 2030, um benefício às montadoras de veículos, com incentivos para investimentos em pesquisas e abatimento do IPI e do Imposto de Renda. O valor da renúncia fiscal no primeiro ano será de aproximadamente R$ 1,5 bilhão e o programa tem validade de 15 anos. O povo brasileiro, enquanto isso, sofre pagando pesadas alíquotas do Imposto de Renda e a tabela não é corrigida há mais de oito anos. Essas autoridades não apunhalaram o presidente Bolsonaro, porque ele não aguentaria mais duas punhaladas além da terrível que recebeu durante a campanha e que quase lhe custou a vida, mas, sim, apunhalaram todo o sofrido povo brasileiro. Com tristeza pelos 13 milhões de brasileiros que estão desempregados e os 3 milhões de jovens que não têm esperança de conseguir o primeiro emprego, presidente Temer, o senhor já vai tarde.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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ESBÓRNIA

Enquanto os ministros do STF estão felizes com o reajuste fora de curva que receberam, de 16,38%, e passarão a viver confortavelmente, além dos penduricalhos, com soldos de R$ 39,2 mil a partir de 2019, ficou bem retratada esta perversa e dura realidade no editorial do “Estadão” “Desempregados racharão a conta” (9/11, A3). Sim, no mínimo os 12,5 milhões de desempregados e outros 14,8 milhões de trabalhadores subutilizados é que vão pagar esta conta, em torno de R$ 6 bilhões. Sem contar o efeito cascata Brasil afora, em razão desse reajuste. Com um déficit público que neste ano se repetirá em R$ 159 bilhões, herança petista, o crescimento econômico em 2018 será medíocre, em torno de 1,3%, o que impedirá a criação de empregos, e milhões de famílias vão continuar angustiadas ao ponto de não ter nem o que comer. Ora, não é isso o que se espera dos comandantes deste barco chamado Brasil, como considero os dirigentes dos Três Poderes (o presidente do Supremo, os presidentes das duas Casas do Congresso e o presidente da República). No fatídico dia 8/11, o presidente do STF, Dias Toffoli, passou o dia pressionando o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para que fosse aprovado o nefasto reajuste de 16,38% para os magistrados da Corte Suprema, e desgraçadamente foi atendido, com os 41 votos a favor de senadores dos principais partidos, que agiram também como cúmplices desta esbórnia. Não satisfeitos em prejudicar a Nação nisso, o Senado também deu outro golpe nas surradas contas públicas aprovando subsídios para beneficiar o setor automobilístico pelo programa Rota 2030, que vai consumir em 2019 outros R$ 2,4 bilhões. Será que o principal comandante deste barco chamado Brasil, o presidente Michel Temer, terá a dignidade de vetar essas excrescências aprovadas no Congresso?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESEMPREGADOS

Fermento da futura massa de manobra do agonizante PT.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PODERES CONTAMINADOS

Os Três Poderes da República estão contaminados e precisam fechar as portas. Aqui vai o destemor de um cidadão nascido em novembro de 1933, por tudo o que armaram para o nosso presidente da República, Jair Bolsonaro, e sua equipe, aprovando o aumento de 16,38% que o Senado concedeu aos juízes e juízas do Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) – aprovado pela Câmara com 296 votos em 2016 e com 41 votos pelo Senado agora, em novembro. Com certeza, a ceva de 296 deputados e de 41 senadores foi bem regada e garantida dentro do Congre$$o Nacional e não teve tempo de ver o novo presidente dizer, horas antes da aprovação, que este não era um momento para reajuste. O que vemos nas ruas são os perdedores torcendo somente para as falhas de Jair Bolsonaro. Políticos e juízes, muitos deles, covardes ladrões.

Leonidas Marques leo.marques.vr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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FALHA

Aumento para os juízes e todo o funcionalismo. Não se percebeu ainda que a cidadania – eleitores e contribuintes – é a patroa de todos eles. Não cabe que um empregado defina os seus vencimentos. Trata-se de uma falha no regime de governo democrático, que acaba tendo “nobres”. Como corrigir? De imediato, mediante pressão pelo veto do presidente. Depois, por pressão sobre senadores e deputados. Eventualmente, por mobilização para demonstrações. Solução institucional existe?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O POVO E OS ADJETIVOS DOS ACORDOS IMORAIS

A alma do povo brasileiro está sofrendo todas as intempéries da política impossível de suportar. Senado e Supremo mancomunados em vergonhosos “acordos” de bastidores, fechados na calada da noite, nos estertores do governo, felizmente em fim de festa, para a autopreservação de uns em defesa contra a punição de seus crimes e autoremuneração inescrupulosa de outros. Ignoram e não se envergonham dos “adjetivos” a eles dirigidos – considerando somente os publicáveis, poupando-os dos escabrosos –, que emanam do povo, ou seja, daqueles que dizem “de quem todo o poder emana”. A indignação extravasa-se em “adjetivos” a eles dirigidos por seus atos. Coletei alguns publicados nos últimos dias: caras de pau, parasitas, insensíveis, escandalosos, irresponsáveis, chupins, ignominiosos, imorais, levianos, ultrajantes, inoportunos, ofensivos, injuriantes, absurdos, safados, vergonhosos, afrontadores, apátridas. E eles nem ficam vermelhos de vergonha... Será, mesmo, possível “mudar tudo isso” com faxina moralizante? Será, mesmo, possível superar a crise insuportável em que nos colocaram e resolver a situação de país quebrado do Brasil com os comportamentos que aí estão? Minha esperança diz que sim, mas é imprescindível mudá-los. Ainda acredito que Deus vela por nós.

Renata Miceli Zoudine apjunior1@yahoo.com.br

São Paulo

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PAUTA-BOMBA

O peso das palavras de um presidente ou ministro de Estado não é igual ao de um cidadão comum. Apenas uma palavra do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ao falar em “prensa” referindo-se ao Congresso Nacional, causou um mal estar entre o Poder Legislativo e o Executivo. O presidente Eunício Oliveira aproveitou a oportunidade para destilar sua mágoa de ter sido defenestrado pelo eleitorado e pautou a aprovação do aumento dos ministros do STF; enviou a pauta-bomba para o presidente Temer sancionar ou vetar. Os novos integrantes do governo Bolsonaro ainda não entenderam que devem se abster de expressar suas ideias, por melhores que sejam, e tomar o cuidado em razão das consequências que elas trarão ao futuro governo e ao País.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESPREPARADO

As declarações rancorosas e descabidas do ainda presidente do Senado, Eunício Oliveira, publicadas recentemente no “Estado” só confirmam seu total despreparo para ocupar qualquer cargo público. Trata-se de uma pessoa que tem muito mais vocação para cafetão de casa de tolerância do que propriamente para presidir um dos Poderes da República.

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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ADEUS, SENADOR

O senador José Serra sinalizou que sairá da política ao terminar seu mandato em 2022. Ele votou a favor do aumento para os juízes e promotores que causará um rombo permanente de R$ 6 bilhões aos cofres públicos somente em 2019.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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E LÁ VÊM MAIS DESONERAÇÕES...

O Brasil, pelo que me consta, é campeão mundial em desonerações fiscais. Como se não bastasse o que já existe, criaram agora – e o Senado aprovou a toque de caixa – o programa Rota 2030, um desconto às montadoras de veículos, a título de investimentos em pesquisa, a um custo de mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos para os próximos dois anos. O interessante nisso tudo é que o consumidor final, que somos nós, os pagadores de impostos, nunca se beneficia e muito menos mama nessa teta.

Arnaldo de Almneida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PROFESSORES DESPRESTIGIADOS

Como podemos esperar um Brasil melhor com um povo educado, respeitoso, honesto e cumpridor de seus deveres, uma vez que lamentavelmente o Brasil é o último colocado em ranking de prestígio dos professores, que têm o papel fundamental nessa formação? Essa lamentável e vergonhosa situação é o resultado de pesquisa feita com 35 países, na qual o Brasil está simplesmente em último lugar, com um detalhe de suma importância: além de serem pessimamente mal remunerados, muitos dos nossos professores são ameaçados, agredidos, têm seu veículo danificado por alunos, verdadeiros vândalos, e chegam até ser mortos. Se queremos formar um país decente, deve-se dar todas as condições e apoio necessário para os professores exercerem suas atividades.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O FIM DO ‘MAIS MÉDICOS’

Cuba informa que vai retirar seus médicos do Brasil. Claro, afinal, o Programa Mais Médicos, criado pelo PT, nunca auxiliou os médicos, pois o salário deles ia direto para o governo comunista de Cuba. Chega de bancar esse regime! Se os médicos forem ficar, o contrato tem de ser com eles; não com o regime castrista.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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DECLARAÇÃO INCONSEQUENTE

A grosseira afirmação do futuro presidente Bolsonaro em relação à atitude do governo cubano em relação aos integrantes do Programa Mais Médicos levou ao rompimento de um acordo firmado entre os dois governos nos idos de 2013 e que trouxe alguns milhares de profissionais, resolvendo o atendimento à saúde em centenas de municípios brasileiros. Que o Brasil tem que ver com a forma de remuneração feita pelo governo cubano aos seus médicos? E como fica a situação do atendimento à saúde no Brasil? É mais um fato lamentável, oriundo da declaração inconsequente de um presidente que nem sequer tomou posse.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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RETROCESSO

É inaceitável a decisão de Jair Bolsonaro de acabar com o vitorioso programa de saúde Mais Médicos, em parceria com Cuba. Cerca de 30 milhões de pessoas pobres, sobretudo nas áreas rurais e indígenas e nas pequenas cidades do Nordeste, ficarão sem atendimento médico. Por um capricho e questão meramente ideológica, de forma cruel e insensível, Bolsonaro irá causar a morte e sofrimento a milhares de pessoas. É um imenso retrocesso na área de saúde pública. O novo governo nem começou, mas já estamos sentindo a magnitude dos estragos que serão feitos ao País e ao povo brasileiro.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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MAIS OU MENOS MÉDICOS

Todo mundo tem o direito de discordar, mas a mídia não para de falar da mazela que será o fim do Programa Mais Médicos, cuja competência desde sua implantação foi questionada pelas associações dos médicos brasileiros, quando a ex-presidente Dilma Rousseff os livrou do Revalida, exame que os capacitaria a exercer a medicina no Brasil. Por que essa mesma mídia nunca colocou os pés na lama para fazer um apanhado da competência ou não desses médicos, que por muitos relatos tinham a mesma capacidade de um enfermeiro recém-formado? Vimos pelas redes sociais vários relatos que vão de médico cubano se escondendo em banheiro quando aparecia uma emergência grave a receita de anticoncepcional para homens. Se houve erros básicos, e se alguma morte por incompetência também ocorreu, alguém relatou? Em vez de ficarem em suas escrivaninhas, peguem a estrada. Busquem histórias para fazer um balanço real sobre se estamos perdendo ou ganhando. Mas sem ideologia, por favor, porque estamos falando de vida.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MAI$ MÉDICO$

Como se sabe, da bolsa que o projeto Mais Médicos recebe do governo brasileiro, apenas 30% (!) cabem aos doutores cubanos, enquanto 70% (!) vão direto para os cofres da ditadura castrista. Resta saber se no arranjo deste projeto implantado no (des)governo de Dilma Rousseff parte deste montante não teria sido compromissado como retorno para os bolsos petistas. CPI já!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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HONESTO E PERSEGUIDO

O ex-presidente Lula da Silva declarou inúmeras vezes ser o brasileiro mais honesto que havia, além de se comparar a Jesus Cristo, a Tiradentes e a Getúlio Vargas. A inovação veio durante o depoimento a juíza Gabriela Hardt, na quarta-feira, quando afirmou ser o cidadão mais perseguido pela Justiça, tendo sido condenado sem provas no caso do triplex do Guarujá e já antevendo novas condenações envolvendo um apartamento em São Bernardo do Campo, um terreno para seu instituto e o sítio de Atibaia. A Justiça brasileira deixa a desejar e às vezes acerta em cheio, como no caso Lula.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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LULA DIANTE DA JUSTIÇA

“‘Se eu fosse candidato, eu ganharia no primeiro turno’, diz Lula” (“Estadão”, 15/11). Lula, o capo encarcerado da entidade criminosa politicamente organizada PT, como “bom” criminoso, nega olimpicamente seus crimes, batendo no mantra de que seria politicamente vitorioso, ignorando que presidiários não podem disputar cargos eleitorais. Cumprimentos à juíza Gabriela Hardt, que está cuidando muito bem da 13.ª Vara Federal de Curitiba, pois, além de deixar tranquilo Sérgio Moro em voos saneadores mais altos, não entrou no jogo do ex-presidente, colocando ele e seu advogado em seu devido lugar no interrogatório de quarta-feira.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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A IMPERTINENTE GLEISI

A senadora Gleisi Hoffmann, referindo-se ao diálogo entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e o PT, disse em alto e bom som: “Ele quer nos exterminar. Corro o risco de sair morta de lá”. Mais uma vez, a congressista se expressa de forma inadequada. “(Sérgio) Moro tem lado. Ao tirar férias e não se exonerar do cargo de juiz, dirigiu para quem ia ficar o processo. Para a juíza substituta, sua amiga, que vai fazer o que ele quiser, porque se ele se exonerasse, como manda a lei, o processo seria distribuído tecnicamente.” Gleisi está enfurecida. É muito entediante ouvir uma congressista falar dessa forma.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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NARIZ

Gleisi, uma coisa é andar de cabeça erguida, outra de nariz empinado. A maioria das pessoas com o nariz assim, como o seu, fez plástica. Não é algo natural. E às vezes até atrapalha a visão do indivíduo. Por exemplo, você reparou como a cozinha do tríplex no Guarujá era a mesma que a do sítio de Atibaia? Mesmos gostos dos proprietários, né? Coincidência. Não admitir erros e alegar perseguição por parte de um juiz, às vezes, até cola junto a um público menos esclarecido. Apesar do custo em mortadela para passar goela abaixo. Ocorre que, quanto mais juízes analisarem os diversos casos envolvendo companheiros e quanto mais detalhes aflorarem, mais difícil a coisa vai ficar. Vitimizar o PT é como o Corinthians reclamar da arbitragem. Dá uma peninha. O pior é que, quando um companheiro diz que a culpa não é minha, acaba, fatalmente, apontando de quem é a culpa. Como no caso de Lula com a sra. Marisa Letícia – sua grande companheira por quatro décadas e que, agora, repousa no além. As pessoas valorizam a gratidão e se afastam de quem levanta o nariz para quem lhe apoiou sinceramente. Não cheira bem. Assim, todo o cuidado é pouco, pois, ao semear em seus afiliados sentimentos de perseguição, de ansiedade, de tristeza e de raiva, é possível que brotem sentimentos não só de culpa, como de revolta.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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NA MÍDIA

O PT agiu corretamente ao eleger Gleisi Hoffmann como presidente do partido. Ela fala tanta bobagem que não sai da mídia.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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AINDA A CENSURA AO ‘ESTADO’

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubando a censura que proibia o “Estado” de publicar notícias da Operação Boi Barrica, envolvendo o nome do empresário Fernando Sarney, por festejada que deva ser, provoca questionamento. Isso em razão de nos nove anos em que o jornal esteve amordaçado, em quatro deles o processo estar em tramitação na Corte. Quando se vê o próprio Lewandowski destacar em sua decisão que o plenário do STF garantiu em julgamento em 2009 “a plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia”, a indagação só aumenta: quais os motivos que levam uma ação que envolve censura à imprensa – prática atentatória à democracia, rejeitada pela Constituição da República – a ter andamento tão lento, enquanto qualquer entre as inesgotáveis demandas apresentadas pela defesa de Lula da Silva, criminoso condenado em duas instâncias, por exemplo, merece toda a urgência do tribunal?

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA CENSURA QUE TEM LADO

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao liberar o caso Fernando Sarney depois de quase dez anos de censura ao jornal “O Estado de S. Paulo”, deixou claro que os processos têm tempo certo para ser julgados, ou seja, de acordo com o interesse e a vontade dos envolvidos. A família Sarney está praticamente fora do poder, os filhos perderam a eleição e o poder no Maranhão vai trocando de mãos. Nestes anos todos, não se viu a patrulha defender o jornal nem reclamar de que a censura era inaceitável, num país onde impera a liberdade de imprensa, mas todos os viúvos souberam chorar quando foi negado à “Folha de S.Paulo” entrevistar Lula. Vergonhoso saber que no Brasil a censura tem lado. Vivemos num país desigual, onde ainda o dinheiro fala mais alto. Mas o juiz Sérgio Moro está vindo aí e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) vai entrar na linha e fazer a função que foi abandonada nos governos do PT. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DANO IRREPARÁVEL

Primeiramente, cumprimento o Grupo Estado pela vitória que não foi só dele, mas da imprensa livre do País, após derrubada decisão de nove anos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) que impediu o principal jornal do País de veicular informações sobre a operação policial denominada Boi Barrica. Foram 3.327 dias de lastimável mordaça; censura prévia definida não por um gorila da ditadura, mas, inacreditavelmente, pelo próprio Poder Judiciário, em total afronta aos direitos e garantias previstos na Constituição federal. Expresso ao STF minha mais profunda reprovação pelo excessivo lapso temporal transcorrido desde que, em 2009, a sinistra tesoura do censor togado de primeiro grau impediu a livre circulação das notícias. O dano imposto pelo transcurso do tempo – seja para o matutino, seja para o público leitor –, evidentemente, é irreparável em face de uma morosidade sem qualquer justificativa. Se o direito à veiculação do que fora apurado era líquido e certo, acrescento que as pautas da imprensa também têm seu momento “certo” de ganhar as páginas jornalísticas, que é distinto do tempo cheio de “vistas” e “a perder de vista” dos tribunais, que se permitem atender, sempre prioritariamente, a infinitos recursos interpostos por um certo “reeducando” em Curitiba, enquanto dormitam sobre uma questão dessa envergadura e levam quase uma década para decidir se estamos ou não numa verdadeira democracia digna do nome,  com todos os direitos e garantias a ela inerentes. O princípio da liberdade de imprensa foi, sim, miseravelmente pisoteado pela Justiça brasileira, e agora nada do que disserem ou fizerem remendará o prejuízo imposto ao jornal e à Nação.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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DÚVIDA

O jornal “O Estado de S. Paulo” estava sob censura há mais de nove anos e a Justiça brasileira rindo da liberdade de imprensa. Para o cidadão comum, permanece uma dúvida: existe respeito à nossa Constituição ou a Justiça faz o que quer?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

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