Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2018 | 03h00

LATINOBARÓMETRO

Ano horrível

A situação econômica, a criminalidade, a corrupção e a degradação política, nessa ordem, são os motivos da insatisfação com a democracia na América Latina, aponta o Latinobarómetro para o “annus horribilis” de 2018. Assim, a maior parte da população não percebe que a degradação política, somada à corrupção, é a causa do desemprego e da criminalidade, como também dos problemas na saúde e na educação, deficitárias. Se atentarmos para o fato de que democracia, além de liberdade, significa a possibilidade igual de todos terem acesso aos bens produzidos pela e para a sociedade, talvez expliquemos a grande esperança da maioria dos eleitores brasileiros ao escolherem um ex-militar com algumas atitudes ditas ditatoriais para representá-la. O que constatamos, até o momento, é que este ano quebrou muitos paradigmas e pode prenunciar uma era de mudanças positivas, sem os velhos chefões da política tradicional, o que já é um grande avanço. Avaliamos as escolhas feitas para os ministérios e aprovamos o critério técnico, então, há esperança. Aguardemos a medição do ano que vem.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Fuga em massa

Diante da certeza de que o presidente eleito Jair Bolsonaro iria rever o contrato do Mais Médicos, o governo de Cuba resolveu se antecipar e ordenou a seus profissionais que abandonem seus postos e retornem imediatamente à ilha. Está previsto que os últimos deixem o País até 20 de dezembro. Por trás de toda essa urgência transparece um fato, que a justificaria: o temor do regime de Havana de que, após a posse de Bolsonaro, o número de pedidos de asilo dos cubanos no Brasil fosse imensuravelmente maior, com a certeza de que seriam acatados pelo novo governo. Nada como um regime democrático para dizer o que é melhor para o seu povo... E viva la revolución!

CLÁUDIO JUCHEM 

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Rastro de destruição

Você estudou em escola pública? Então, terá de trabalhar de graça para o governo pelo resto da vida. Assim funciona a ditadura cubana, que obriga seus médicos a trabalharem longas horas sem remuneração, além do mínimo para subsistência. Não à toa o regime comunista foi um retumbante fracasso em todos os países em que foi implantado. Durou poucas décadas, mas deixou um rastro de miséria e atraso por onde passou.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Jeitinho brasileiro

Nos tempos da escravidão no Brasil, havia a figura do ganhador. Dicionários não dizem, mas ganhador era o escravo de aluguel, a serviço de outro senhor que não o seu dono. O proprietário ficava com a maior parte do ganho e o trabalhador, no máximo, com “a terça”. Terrível, não? Mas a mais-valia comunista é desprezada no caso dos cubanos do Mais Médicos. Bolsonaro nega-se a bancar a “escravidão” de médicos cubanos. Recusa-se a tolerar que eles tenham de se apartar das famílias, reféns na ilha como garantia do retorno. Não aceita que eles não passem por provas que atestem sua competência. Todos apoiam, em tese, a posição de Bolsonaro, mas ao mesmo tempo o criticam: poderia deixar isso para mais adiante... Ah, o jeitinho brasileiro! Aceitar o inaceitável desde que não lhe traga prejuízo. Porque, em médio prazo, o novo governo dará uma solução definitiva ao problema. Os que apoiam a continuação do Mais Médicos nos moldes atuais são os mesmos que apoiaram o nascimento das milícias, que fariam o serviço sujo de acabar com as quadrilhas, por meios ilegais. E hoje temos os milicianos ameaçando a sociedade do mesmo jeito. O problema não é fácil de resolver, mas o Exército adotou um modelo de solução na Amazônia Ocidental: todos os jovens médicos homens – por que não mulheres, nossas iguais? – podem ser convocados para o serviço militar, a qualquer tempo, burocracia zero. Faça-se isso e aloquem-se esses jovens, com a patente de oficial, nas cidades mais necessitadas, emergencialmente. O Ministério da Defesa faria a supervisão e fiscalização do processo. A esses jovens deveriam ser dadas vantagens em forma de pontuação para concurso de residência. Mais tempo, mais pontos. Não é ideia a ser desprezada, eu creio.

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

CORRUPÇÃO

Dos palácios ao xilindró

Orientado por seus advogados, Lula tentou intimidar a juíza Gabriela Hardt, logo no início de sua nova inquirição, na semana passada. Não deu certo a tentativa de desestabilizá-la. Serenamente a juíza deu sequência ao questionário. Lula tenta manter seu pedestal, ainda não se deu conta de sua atual situação. Fez questão de mencionar que foi hospedado pela rainha da Inglaterra, pela rainha da Suécia e no palácio do governo da Rússia. De lá para cá, todavia, a queda foi brusca e hoje ele se encontra em situação nada glamourosa.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

As obras no sítio em Atibaia

“Nunca foi tão fácil ser ladrão no Brasil”, disse Lula em seu depoimento perante a juíza Gabriela Hardt. Basta admitir, fazer um acordo e ficar com boa parte do roubo para si, aduziu. Curiosamente, Lula optou pelo caminho difícil de negar o inegável. Vejamos: Lula jogou a responsabilidade pelas obras na falecida esposa, mas lançou dúvidas de que dona Marisa tenha feito os pedidos para o sítio em Atibaia aos fornecedores da Petrobrás, porque não tinha relações com as empreiteiras. Realmente, dona Marisa não teria como fazer donos de empreiteiras que desconhecia irem ao sítio, reformarem a cozinha e fazerem todo tipo de benfeitorias que ela desejava. Como as vultosas reformas almejadas foram feitas de modo prioritário e totalmente gratuito, só pode ter sido outra pessoa quem as pediu. Os empreiteiros também não foram até Atibaia a pedido de Fernando Bittar, o “sobrinho querido” que deixara de frequentar o local. Ora, o único com cacife para tal era Lula. Ele está afundando mais e mais, à medida que se debate para manter sua inverossímil versão.

JORGE A. NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Alhos e bugalhos

Aos que misturam Lula com Atibaia digo que, aqui, nunca venceu nenhum candidato do PT nas eleições presidenciais nem para o governo estadual. O PT não tem nenhum vereador na Câmara Municipal e a última vez que o partido teve candidatura própria para a prefeitura foi em 1988, há exatos 30 anos.

MARCELO CIOTI

marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

“Apesar de Bolsonaro ter Messias no nome, não podemos esperar que seja o salvador da Pátria. Cada um de nós deve pensar em como pode ajudar seu governo a ser bem-sucedido, como esperamos”

JAIR NISIO / CURITIBA, SOBRE EXPECTATIVAS E REALIDADE

jair@smartwood.com.br

“Marcando território: ‘Sr. ex-presidente, se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema’”

  

SILVIO NATAL / SÃO PAULO, 

FRASE DA JUÍZA FEDERAL GABRIELA HARDT NO DEPOIMENTO DE LULA DA SILVA 

silvionatal49@gmail.com


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OS BLINDADOS DO STF

O Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo da Justiça nacional, o mais elevado responsável pelo julgamento e penalização daqueles que venham a prejudicar a aplicação de meios de segurança dos brasileiros, vem dar o pior exemplo de falha na aplicação de tais meios de segurança, fazendo com que seus próprios juízes venham a ser protegidos por carros blindados (“Supremo prepara compra de carros blindados para ministros”, “Estadão”, 17/11). Ou será que a blindagem é destinada a proteger o transporte dos valores dos seus incrivelmente elevados vencimentos e penduricalhos?

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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BRIGA DE GATO E RATO

O que neste momento se espera do presidente Michel Temer, que vem lutando para recuperar as contas públicas, é que vete o reajuste de 16,38% dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), já que ele deve gerar uma inoportuna despesa em 2019 de R$ 6 bilhões. Mas, como em briga de gato e rato, enquanto Temer diz que somente vetará esse reajuste se, antes, o STF acabar de vez com o excrescente penduricalho do auxílio-moradia, o ministro relator desta matéria no Supremo, Luiz Fux, responde que não vai dar um fim ao tal auxílio-moradia se Temer vetar o reajuste. Uma zorra... Concordo com o excelente editorial do “Estadão” intitulado “Uma questão de compostura” (14/11, A3).  Ora, como explica mais uma vez o jornal, este reajuste, por falta de previsão orçamentária, é ilegal e inconstitucional. Mesmo assim, o ministro Fux, que deveria ser guardião da nossa Carta Magna, na realidade deseja afrontar a Constituição. Como uma criança mimada, quer porque quer o ilegal reajuste de 16,38%, e, esnobando, coloca a faca no pescoço de Temer. E, pelo jeito, os outros ministros da Corte não reagem a favor do cumprimento da Constituição pensando somente no gozo deste reajuste indecente e fora de curva.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JUDICIÁRIO DESACREDITADO

Quando o Judiciário de um país que se diz democrático aquieta-se quando recebe um aumento abusivo em seus salários, algo em torno de quase 17% – fazendo com que um ministro passe a ganhar quase R$ 40 mil – ao passo que o salário mínimo foi reajustado em menos de 2%, eu, que não passo de um Zé Ninguém, sinto vergonha pela falta de escrúpulos de todo o nosso Judiciário, de todas as instâncias, que descaradamente entrega ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, um exemplar da Constituição brasileira (primeira página do “Estadão” de 14/11).

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CANETADAS INDECENTES

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, acaba de dar mais uma canetada monocrática indecente suspendendo direitos da população brasileira relacionados com o ressarcimento de perdas da poupança com os planos econômicos de Collor e outros. Mas o ministro Luís Roberto Barroso também agiu recentemente: fez circular em todos os Tribunais Regionais do Trabalho ordem de congelamento de todas as ações judiciais trabalhistas em curso relacionadas com pedidos de reparo por demissões imotivadas (perseguição pessoal ou política) em empresas de governo. Isso foi feito, evidentemente, para preservar Estados, municípios e Federação – todos quebrados – sem dinheiro sequer para o essencial. Mas o governo dispõe, é claro, de R$ 6 bilhões para o reajuste do Judiciário. Isso é que é governar em causa própria, não é mesmo, senhores ministros? Quem com a faca e o queijo nas mãos não gosta de levar vantagem em tudo? Temos vergonha das autoridades brasileiras.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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APESAR DISSO

Sobre o editorial “Bombas contra desempregados” (15/11, A3), faltou dizer que a suspensão do acordo com poupadores poderia minimizar o problema.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE FISCAL

“Governadores eleitos negociam mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal” (“Estadão”, 15/11). Faz muitas décadas que cada governante federal se pera com o problema da dívida dos Estados. Não é à toa que o mais inadimplente, Minas Gerais, é um administrado pelo PT, que por convicção ideológica acha que o “Estado” tem possibilidades ilimitadas. Mas a União, então, está igualmente falida, tal qual a maioria dos outros recém-eleitos. Uma das poucas coisas boas que Fernando Henrique Cardoso nos legou é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que por ser sistematicamente desobedecida nos levou à atual situação. Não adianta mudar a lei, o que tem de ser feito é cortar nas mordomias, nos salários altos, nas aposentadorias e no número de funcionários desnecessários. Enfim, cortar na carne.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ESTADOS EM CRISE

No Brasil, a maioria dos brasileiros possuidores dos cofres governamentais insistem em gastar mais do que é limitado pelas leis, daí a falta de controle chega a atingir 14 Estados que gastam, todos eles, com o excesso de pessoal contratado, um dinheiro que acaba fazendo falta no sistema de saúde, nos transportes e, principalmente, na segurança pública, que tem como indicador mais de 60 mil mortos por ano, por qualquer meio de violência. Jair Bolsonaro é Messias, mas não é a esperança de brasileiros ou de judeus. Estes l4 Estados devem passar por um garrote vil e ser obrigados a estampar em suas bandeiras “Ordem e Vergonha nos Gastos”. Estes 14 Estados estão sempre de pires na mão, às portas do Palácio do Planalto, ignorando o que seja responsabilidade fiscal.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MUDANÇA GOVERNAMENTAL

A percepção que se tem em face do novo governo federal, que toma posse em janeiro de 2019, é de que haverá uma profunda mudança dos rumos ideológicos que vivemos até aqui. Se tal alteração produzirá efeitos benéficos à maioria de nossa imensa população, só o futuro dirá. E quem viver verá.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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INIMIGOS

Integrantes de grupos partidários de esquerda, embandeirados de paladinos da democracia na campanha presidencial, durante a qual ressaltaram com insistência que ela estaria ameaçada caso o adversário fosse eleito, não se preparam para exercer uma oposição construtiva, como se deveria esperar. Em vez disso, assumiram, a partir do resultado das urnas, uma espécie de resistência guerrilheira contra o grupo vencedor. Capitaneados por fundamentalistas sem noção e influenciados por retóricas desgastadas, como a divulgada insistentemente por Fernando Henrique Cardoso, tomam atitudes contrárias aos princípios democráticos dos quais se autoproclamam guardiães. A insensatez e a falta de patriotismo diante de um Brasil quase falido por governos petistas nos últimos 14 anos são tais que chegam ao ponto de atribuir à nova equipe, ainda em formação, o ônus de culpa por várias mazelas antigas e até por outras mais recentes, como, por exemplo, a subida eventual de tarifas públicas. Com eles, o País não precisa se defender de inimigos externos, e sim guardar-se contra ataques endógenos virulentos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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A TAREFA MAIS DIFÍCIL

Novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (15/11, A1 e A4), terá a tarefa política de reaproximar o Brasil de países que têm dinheiro para pagar nossas exportações – em substituição ao financiamento petista de países inadimplentes para as empreiteiras se locupletarem, e, de quebra, para os partidos bolivarianos e extremistas de direita e de esquerda se reforçarem. A sua tarefa mais difícil será a de reconstruir no exterior a imagem de país democrático debilitada não pelos diplomatas esquerdistas do Itamaraty, que não têm força para tanto, mas sim por Lula, Dilma e o PT, com o apoio da rede global de militantes de partidos comunistas, useiros e vezeiros em manipulações sub-reptícias, que ainda subsiste em todos os continentes. Chanceler, bom trabalho e sucesso!

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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GOVERNO EM FORMAÇÃO

Sugiro a Jair Bolsonaro, quando anunciar seus futuros ministros, que faça igual à Igreja: divulgue os proclamas. Se ninguém se pronunciar, excetuando-se os esquerdopatas, confirme a indicação. E repita novamente no dia da posse. Se ninguém for contra, emposse-os.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BNDES

Joaquim Levy, que foi ministro do governo Dilma Rousseff, agora foi escolhido pelo presidente Bolsonaro para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na minha opinião, fará um excelente trabalho ali, até porque não haverá aqueles “do contra” para sabotarem seu trabalho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CAIXA PRETA

O BNDES é uma caixa preta de cristal à vista de toda Brasília, e tão secreta quanto os desígnios do universo e seus buracos negros!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O FIM DO MAIS MÉDICOS

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, não decidiu acabar com o programa Mais Médicos. Ele apenas, com o total apoio de seus eleitores, que pensam da mesma forma, decidiu que os médicos cubanos que atuam nesse programa no Brasil façam o exame de revalidação de seu diploma, como todos os médicos estrangeiros são obrigados a fazer para aqui exercerem a sua profissão; que eles deixem de ser extorquidos, tendo de enviar 60% de seus vencimentos como doação ao governo de Cuba; e que seja permitido aos que permanecerem no programa trazer sua família, o que hoje é proibido por Cuba. Nada mais justo e correto.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PASSIONAL

Infelizmente, as duas extremas (esquerda e direita) disputam qual é mais radical. “Data vênia” às duas, sou da opinião de que é inadmissível a escravidão, principalmente governamental, como ocorre no Mais Médicos. Por outro lado, a provocação da quebra do contrato do Mais Médicos sem o estabelecimento de procedimentos que o substituam imediatamente é algo passional e sem justificativa plausível. Eu, que já manifestei minha tênue esperança no novo governo, já passei a rever minhas posições, principalmente pela virulência manifestada por seus asseclas.

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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MAIS MÉDICOS E MENOS CAMPANHA

Cuba errou ao recolher seus médicos. O fez de forma precipitada, num jogo em que Cuba perdeu, o Brasil perdeu, os médicos perderam e, principalmente, a população atendida perdeu. O uso político de seus médicos reaviva táticas da guerra fria, quando a verdadeira estratégia teria sido a de pagar para ver. O programa, eficaz e de baixo custo, segundo dizem os especialistas, teria sofrido menos. E B17 (aparentemente, ainda em campanha), talvez, pudesse rever sua posição. O ganha-ganha, mais viável num cenário menos visceral, nos levaria a todos, quem sabe, a um outro entendimento: o de que interesses políticos antagônicos podem e devem conviver, sem que precisem recorrer à aniquilação mútua. Perdemos. Todos.

Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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PRECISAMOS DELES

No Brasil, pelo alto custo de um curso de Medicina e pela dificuldade de ingressar na faculdade pela concorrência, raros são os alunos que estudam em escolas públicas que conseguem fazer o curso, ficando a grande maioria das vagas para os que podem arcar com tudo isso, quando não compram uma vaga por preço para quem pode pagar. Sendo assim, regiões longínquas ou lugares ermos, mesmo com altos salários, não conseguem médicos porque os formandos não precisam e não se sujeitam. O caso de Cuba é diferente. Conversando com um médico de lá, ele me disse que não se importavam em ficar com apenas 1/3 do salário, visto que, com isso, estariam ajudando os demais conterrâneos a cursar Medicina em seu país, curso de referência mundial, já que, diferentemente daqui, lá, quem tiver aptidão, será médico. E se sujeitam a trabalhar em qualquer lugar a que forem designados, aonde os “filhos de papai” brasileiros não querem ir. Pergunto eu: se atendem às nossas necessidades, por que não deixar quieto? Se forem embora, quem irá substitui-los? Esta classe pobre depende deles e é a classe que mais dinheiro arrecada para os cofres públicos, portanto tem direito.

Cesar Maluf malufcesar@googlemail.com

São José do Rio Preto

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MÉDICOS EXPLORADOS

Não vale a exploração do homem pelo homem no jargão de Marx. Mas vale a exploração do Estado cubano aos médicos lotados no Brasil? O tempo, contudo, dirá que a quase totalidade deles quer permanecer no Brasil.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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‘MAIS MÉDICOS’, A MÁSCARA DA DITADURA

De 2013 a 2017, o Brasil ajudou a financiar a ditadura cubana, por meio do programa Mais Médicos, iniciado no governo Dilma, enviando para aquele país R$ 7,1 bilhões. Uma mera máscara que encobria o trabalho escravo dos cubanos. A fim de fazer propaganda do governo, os paramédicos, mais enfermeiros que médicos, encheram os bolsos dos amigos cubanos. O valor correspondente a cada contratado cubano era de R$ 11.520,00. Desse montante, os médicos recebiam R$ 3 mil e o restante era destinado à Opas. Agora, quando o presidente Bolsonaro disse que exigiria o Revalida para poder exercer a profissão, Cuba achou por bem chamar seus “escravos” de volta. Acredito que todos saibam que os médicos vinham para cá e deixavam suas famílias em Cuba. A decisão do presidente do Brasil sinalizou a importância de ter médicos diplomados e dispostos a trabalhar em lugares longínquos. Com certeza não faltarão candidatos aos postos, visto que ninguém será usado como vitrine de ideologia petista, mas, antes de tudo, serão profissionais que poderão atender a população desassistida deste país que sofre há anos por falta de saúde e vem sendo roubada e enganada por promessas mentirosas e demagógicas. Que 2019 nos reserve um Brasil melhor. Afinal, o povo legitimou sua vontade nas urnas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ESCRAVIDÃO CASTROPETISTA

Não fomos os últimos na América a abolir a escravatura. Continuamos escravagistas. O “Mais Médicos” o confirma...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA NACIONAL

A escravidão foi abolida em nosso país com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Todavia, sua versão moderna envolvendo trabalho compulsório e tráfico de pessoas continuou existindo de várias formas. Os médicos cubanos que vieram para o programa Mais Médicos recebiam só a minoria do seu salário (e o principal ia para Havana) e não tinham direito algum. Enquanto isso, suas famílias permaneciam como reféns em Cuba. Isso é uma vergonha nacional! O serviço que eles prestavam era importante. E eles vão, de fato, fazer falta. Mas, como disse a princesa Isabel, “se mil outros tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para pôr fim à escravidão!”.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PROPOSTA

O presidente eleito pode oferecer R$ 8 mil/mês pata cada médico cubano que ficar no Brasil e trouxer a família. Com tal proposta, ganharão os médicos e seus familiares, ganharão os pacientes deles, o governo economizará 20% do valor atualmente despendido e todos saberemos se os médicos são ou não escravos. Se Cuba retiver os familiares, estará provada a escravidão.

Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

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TELEMEDICINA

Atrair e reter médicos para pequenos povoados é uma tarefa quase impossível, pois a formação médica é continuada, vai muito além dos seis anos de faculdade e dos quatro de residência. É para a vida toda e só se dá perto dos centros disseminadores do saber e em trocas com seus iguais. Portanto, não tem que ver com falta de vocação, como muitos alegam. O senso de isolamento experimentado por eles, vivendo em localidades distantes, dificulta sua permanência. Aumentar a possibilidade de atuação do profissional brasileiro para que ele possa levar o que tem de mais valioso, sua mente, para lugares onde ele não possa estar torna-se inevitável. 70% dos casos no País resolvem-se pelo atendimento clínico, o que pode ser feito pelo uso da eletrônica, por meio de estações de serviço apropriadas, já existentes, aparelhadas para exame físico em atendimento ao vivo. É necessário proceder à regulação da telemedicina no Brasil, estabelecendo as normas éticas que forneçam segurança aos cuidados à distância. Sua implantação, por trazer uma mudança no paradigma da relação médico-paciente, deverá ser feita paulatinamente.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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NOSSAS LIMITAÇÕES

Como médico, permito-me uma sugestão ao presidente eleito e, principalmente, à sua assessoria. O questionamento (justo) pelos órgãos de imprensa sobre a posição do sr. Bolsonaro quanto aos médicos cubanos do programa Mais Médicos era mais que esperado. Causou-me grande desconforto o despreparo do sr. Bolsonaro para uma resposta adequada, que a meu ver seria: todos os médicos estrangeiros (formados fora do Brasil) têm de revalidar seu diploma para exercer a Medicina no Brasil – segundo Resolução n.º 3, de 22/6/2016, do CNE/CES. Isso inclui médicos brasileiros que estudaram fora, como, por exemplo, em Cuba ou na América do Sul. Vale para todos, inclusive os formados nos Estados Unidos e em países da Europa. Respeito muito o povo cubano, que vive sob um regime ditatorial severo. Povo sofrido e que se destaca, entre outras coisas, por grandes esportistas e grandes músicos. A carência de médicos nos rincões distantes do nosso país é de décadas. O pretenso enfrentamento do problema no governo Dilma, em rompantes, foi sem dúvida manobra política, sem o planejamento adequado e viável dentro das nossas limitações – que não permitem despejar mensalmente dezenas de milhões de reais para a ditadura cubana sob o pretexto do suposto (mas não real) pagamento destes médicos.

Odon Ferreira da Costa odonfcosta@uol.com.br

São Paulo

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PLANEJAMENTO E VONTADE POLÍTICA

Só poderia acabar em samba o que começou totalmente torto. O importe de médicos cubanos por meio do programa Mais Médicos foi uma das maiores – entre tantas – aberrações petistas, imposta goela abaixo por Dilma Rousseff, em claro desprezo e desrespeito pela opinião das lideranças médicas e praticamente ignorando a  lei brasileira de exigência de exame de validação de diploma médico. A sensibilização do governo cubano às críticas de Jair Bolsonaro é mera ladainha, pois Cuba já sabia que sem o apoio do PT o programa ficaria inviável. O Brasil forma anualmente número suficiente de médicos para suprir a falta de profissionais seja onde for. Bastam planejamento adequado e vontade política séria. O que o PT fez com Cuba, ao importar estes médicos, foi troca política de favores, que passou bem longe da adequação e da seriedade.

Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo

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FORO DISFARÇADO

2018 está chegando ao fim e há uma pergunta que não quer calar: o que acontecerá com os políticos que perderão o foro privilegiado e foram denunciados pela Operação Lava Jato? Nada? Qual é a mensagem que o Brasil quer passar para os países civilizados? Vamos deixar Temer, Jucá, Collor, Sarney e Lindbergh soltos por aí? Os políticos não podem viver às margens da lei. Precisamos recuperar o dinheiro desviado em esquemas de corrupção. A situação está muito ruim para que a Justiça simplesmente deixe para lá. O dinheiro precisa ser transferido dos paraísos fiscais de volta para o Brasil. É agora ou nunca. Chega de impunidade. Chega de palhaçada com o dinheiro dos contribuintes.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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OMISSÃO CRIMINOSA

A Prefeitura de São Paulo é digna de figurar no livro dos recordes (“Guinness Book”), pela omissão criminosa na manutenção e conservação de pontes e viadutos da cidade. Apesar dos mais de R$ 44 milhões destinados para essa tarefa, “conseguiram” aplicar somente 5% desse montante. O resultado está no deslocamento de um viaduto da Marginal Pinheiros que trará sérios prejuízos à toda a população, e, o pior, sem prazo para concluir a sua restauração. Aliás, vistorias de diversos engenheiros particulares informam que são mais de 33 outros viadutos e pontes que se encontram na rota do colapso. Já os responsáveis pela cidade... “ah, que se dane a cidade!”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESCÁRNIO

As palavras do dito sr. prefeito Bruno Covas são um escárnio (“Não havia nenhuma indicação ou possibilidade de que isso fosse acontecer. Não houve manifestação externa”). A incompetência é tão absurda que depois do acontecido qualquer ato ou palavra dele não valerão nem um centavo de real. Coitada da nossa cidade! Abandonada e imunda, logo, logo uma Gomorra dos dias atuais.

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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NÃO VALIA A PENA

Um viaduto cedeu, pois os prefeitos que passaram e o atual não quiseram sequer ouvir falar em manutenção preventiva, afinal manutenção não é obra, não é vista, não pode ser postergada “ad infinitum” com aumento nos valores.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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TRAGÉDIAS ANUNCIADAS

Viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros cedeu cerca de 2 metros há poucos dias. Isso não revela a precariedade e a falta de manutenção dos viadutos da capital? O incidente põe em foco novamente o problema da estrutura decrépita e obsoleta do Elevado João Goulart – Minhocão. 47 anos de uso. Praticamente sem manutenção. A engenheira civil de Estruturas dra. Karen Niccoli Ramirez (USP), em estudo, revelou existirem mais 1.500 (mil e quinhentos) pontos de infiltração d’água, nas juntas do Elevado João Goulart – Minhocão, o que compromete sua estrutura e capacidade de carga. “Ferrugem e umidade afetam estrutura do Minhocão, advertem especialistas”. Minhocão: problema estrutural que só se resolve com o a desmonte dessa estrutura arcaica, obsoleta e em seu lugar se faça belo Boulevard, ou parque, no chão, como no Rio, Boston, Montreal, Lyon, Seul, Madrid, atraindo o progresso, turismo, etc.

Francisco Gomes Machado, diretor do Movimento Desmonte Minhocão e vice-presidente do Conselho de Segurança de Santa Cecília fmachadosp.fgm@gmail.com

São Paulo

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