Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2018 | 06h00

Renovação política

Grade curricular

Estadão de domingo: PSL dará ‘curso’ para bancada novata. Essa informação alimenta a curiosidade de conhecer o currículo. Pessoalmente gostaria de saber se inclui: 1) As indicações políticas para as organizações do Estado, administração direta e indireta, desobedecem à Constituição no que se refere à independência dos Poderes. 2) As indicações políticas são imorais por tornarem as organizações ineficazes, ineficientes e corruptas, prejudicando e desmotivando o pessoal de carreira. 3) É importante que os compromissos com os eleitores sejam objeto de plano de ação durante a permanência no Legislativo ou no Executivo. 4) Sugestões de projetos visando ao atendimento das necessidades de infraestrutura necessária ao desenvolvimento do País. Naturalmente estarão incluídos o conhecimento do funcionamento vigente da Casa e as possibilidades de aperfeiçoamento.

Darcy Andrade de Almeida

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

Educação para deputados

Devemos comemorar qualquer movimento em prol da educação. Pioneiro em ministrar aulas aos postulantes a cargos políticos, o Partido Novo é agora seguido pelo PSL, que dará cursos à bancada novata sobre economia, saúde... É só assim, quando o exemplo vem de cima, que conseguiremos mudar o Brasil. Notícias alvissareiras!

Sandra Maria Gonçalves

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Oposição responsável

Muito boa a notícia de que o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) está articulando a formação de um bloco com outros partidos para fazer oposição responsável ao futuro governo de Jair Bolsonaro. Assim como não interessa ao País um governo sem oposição, também não interessa uma oposição raivosa, oportunista e irresponsável, como a que o PT gosta de fazer, em nome de uma sociedade ideal gestada na utopia e no devaneio.

Euclides Rossignoli

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos 

Foi auspicioso ler a matéria feita com Cid Gomes no Estado de ontem. O Brasil precisa de políticos com a visão externada pelo senador eleito. Portou-se como verdadeiro estadista, não como político revanchista. Ponderou, com sabedoria, uma postura política e democrática. O Brasil ainda tem jeito. 

Carlos B. Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Lei e ordem

Não esquecer o passado 

O editorial A ordem e a lei (19/11, A3) foi parcimonioso ao dizer que no “período em que o PT esteve no governo federal houve uma espécie de concessão deliberada à baderna, à desordem e à violência”. O que vimos foi autorização expressa para praticar violência, não só física, mas despudoradamente conceitual e ideológica. Os exemplos mais gritantes e absurdos foram tentar impingir na opinião pública que o impeachment de Dilma foi golpe e “eleição sem Lula é fraude”. Além do que autorizar verticalmente o exercício da medicina por cubanos sem a validação do diploma foi ato de violência legal - ou melhor, ilegal - ímpar. O passado petista não pode ser esquecido. Deve ser lembrado para que não se repita.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Brasil-Cuba

Confisco salarial

Mesmo recebendo apenas cerca de 15% do que o governo brasileiro paga ao governo de Cuba, os cubanos do Mais Médicos recebem bem mais do que seus compatriotas que trabalham em empresas mistas estrangeiras na ilha. De 1998 a 2001, quando coordenei em Cuba atividades de empresa mista associada à Unión de Níquel, os valores dos salários dos empregados cubanos eram entregues em dólares ao governo local, que fazia o pagamento aos empregados em pesos cubanos, que na ocasião tinham valor 30 vezes inferior ao da moeda dos EUA. Dessa forma os empregados recebiam menos de 3,5% do que pagávamos, o restante ficava com o governo cubano. Faço questão de registrar que os empregados cubanos tinham boa dedicação ao trabalho e trabalhavam bem. Como reconhecimento por esse bom desempenho, solicitamos e fomos autorizados pelo governo cubano a gratificar os melhores, mensalmente, com valores de 5 a 20 dólares, não mais, “para não criar exceção”.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com .br

Cotia

Ditaduras

O caso dos vencimentos do Mais Médicos, em que o governo castrista ficava com 70% do que o governo Dilma acordou em contrato pagar com o dinheiro dos brasileiros, enquanto os cubanos sem prestar exame de revalidação ficavam com 30%, mostra que todos ditadores são escravocratas e só agem para satisfazer os próprios interesses. Acham que o povo tem a obrigação de trabalhar e eles têm o direito de ficar com os ganhos.

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo

Ciência

Pesquisa e desenvolvimento

Muito oportuno o artigo O papel da ciência no desenvolvimento do País, do professor José Goldenberg (19/11, A2). Mas creio haver um outro caminho que pode acelerar o processo de transferência dos resultados das pesquisas universitárias em benefício da população: é a criação de startups pelas universidades e pelos institutos de pesquisa. Essas startups são a melhor forma de criação de demanda, capazes de transformar rapidamente as pesquisas em produtos e serviços de interesse da sociedade. Já temos a Fapesp com bastante experiência em apoiar as startups, por meio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe). Precisamos, agora, é criar estímulos para que os pesquisadores das universidades vejam a criação de startups como uma das prioridades da sua atividade acadêmica.

Flavio Grynszpan

fgrynszpan@gmail.com

São Paulo

Infraestrutura urbana

Prevenção no trânsito

Tardiamente as autoridades de trânsito em São Paulo constataram que a prevenção vale mil vezes mais do que a repressão. Fizeram caras e desnecessárias ciclovias, não pavimentaram ruas e avenidas, colocam inócua sinalização de perigo de enchentes e multam à vontade. Se o condutor vacila, recebe multa, já o gestor desassossega a população e diz apenas que não tem solução. É urgente que parte da arrecadação de multas e do IPVA seja destinada à conservação e manutenção das vias públicas, sob pena de termos logo o caos instaurado na cidade de São Paulo, com sérios reflexos no Brasil.

Yvette Kfouri Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Consciência Negra

Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra em algumas cidades do País. Mas a data não é feriado em todos os lugares. Poucos Estados instituíram o feriado como lei estadual e na maioria dos Estados poucas cidades anuíram o feriado. Interessante que a Bahia tem o maior número de afrodescendentes (81%), mas por lá só três cidades aderiram. Acredito que o feriado nada soma, visto que o nome da data já expõe distinção, pois a consciência sobre preconceitos e igualdade deve ser de todos nós. Mulheres, gays, negros e brancos devem ser tratados de forma igualitária, sem discriminação ou privilégios como as cotas universitárias para afros, afinal, os cérebros não são equivalentes? Enfim, acredito que a oportunidade para o emprego é a origem ainda da descriminação. Falta de consciência patronal.

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

Engenharia de trânsito

A partir de amanhã, quarta-feira, a CET deixará de ser chamada de Companhia de Engenharia de Tráfego para ser chamada de Companhia de Engenharia de Trânsito. Isso porque, como parte da sua "engenharia" para amenizar a perda da maior parte das pistas da Marginal Pinheiros, por causa do quase desabamento de um viaduto, não só não irão aproveitar a pista expressa da Marginal Pinheiros no sentido Castelo Branco para pular sabidos gargalos nas saídas das marginais nas pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso, como também liberaram do rodízio de automóveis o trecho mais crítico desse estrangulamento de pistas, aumentando o tráfego de veículos naquele ponto. Onde será que este pessoal estudou Engenharia? Na mesma escola onde Lula e seus amigos estudaram moral e ética?

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

O barbeiro de Lula

Fora outro o personagem, seria até comovente a manifestação humanitária do barbeiro de Lula, o senhor Eliseu Clemente, na entrevista dada ao repórter Ricardo Brandt, do "Estadão" - sem dúvida nenhuma, um furo ("O segredo do barbeiro de Lula na prisão", 18/11, A8). Dentro da sua simplicidade, manifesta o pensamento partilhado por muitos brasileiros ingênuos que, mal informados, têm piedade do ex-presidente preso em Curitiba. Desinformados, como soe acontecer com boa parte dos nossos patrícios, desconhecem que o senhor Lula da Silva não só praticou, como também permitiu que uma quadrilha assaltasse os cofres das instituições da Nação num montante tal de recursos que, certamente, se aplicados corretamente, enxugariam muitas lágrimas de nosso sofrido povo. Infelizmente, é esta a nossa realidade difícil de ser revertida, mas que se espera possa começar no próximo governo.

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Barba e cabelo

Quer dizer que até corte de cabelo e barba o spa da Polícia Federal em Curitiba disponibiliza ao preso? E, claro, à nossa custa!

Guto Pacheco

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

O segredo

O barbeiro Eliseu Clemente, de Colombo, periferia de Curitiba, fazia segredo do fechamento quinzenal de seu salão até que sua mulher começou a desconfiar de suas saídas. Então, foi autorizado por seu misterioso cliente a contar o segredo, só para ela. Como, então, o Brasil inteiro têm conhecimento do "mistero"? Maldosa como sou e nada penalizada, digo que essa é mais uma jogada do inominável para que os incautos, como o cabeleireiro, se sintam penalizados pela pessoa idosa, humilde e simples, cujo isolamento do cárcere só é amainado pela leitura, pela escrita - existem quantidades de folhas manuscritas - pela música, TV e os exercícios físicos, além das inúmeras reuniões com defensores e outros visitantes. Alguém duvida?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

Visitas

Em seis meses, o ex-presidente Lula recebeu 572 visitas na sede da Polícia Federal ("Estadão", 18/11, A8). Dessas visitas, quantas foram dos filhos?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Legislação libertina

A legislação penal brasileira é libertina com os infratores poderosos. Lula transformou em escritório particular e comitê político a carceragem da PF em Curitiba, recebendo incríveis 572 visitas em seis meses de prisão. No deboche inclui-se uma reunião simultânea com dez advogados. Eu só posso imaginar o custo desta banca, apesar de que, dada a origem do dinheiro, é fácil para o PT despendê-lo. O lado bom desta história é que, não obstante todos os estratagemas urdidos nessas visitas, Lula segue cumprindo sua pena.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Privilégio

Um ex-presidente da República condenado e preso em regime fechado é a prova de que as instituições ainda funcionam neste país. O problema é que, mesmo assim, alguns são mais iguais que outros. Lula está preso, ou melhor, hospedado numa das dependências da PF, em Curitiba, dispondo de mordomias exclusivas e recebendo, em média, mais de três visitas por dia. Em seis meses, foram 572 pessoas confabulando com o mais notório criminoso brasileiro. Todos são iguais perante a lei, mas Lula é o primeiro entre os iguais.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

O dinheiro do fundo eleitoral

Questão de moralidade e, também, de responsabilidade. O editorial do Estado de 18/11 (A3) "Questão de moralidade" registra que a "enganosa candidatura de Lula da Silva" foi o mais caro e ilegal uso de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC): R$ 20 milhões. E que "a devolução de recursos públicos, destinados a candidaturas impugnadas pela Justiça Eleitoral" (...) "está baseada em uma resolução normativa assinada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que defende que o Ministério Público Eleitoral deve pedir ressarcimento aos cofres públicos do dinheiro dado a candidatos que tenham sofrido condenações prévias que já os tornem inelegíveis antes mesmo de registro das candidaturas". Assim, tanto a questão da "falta de moralidade política" como a "responsabilidade por essa devolução" são do PT. Conclusão lógica e insofismável.

José Etuley B. Gonçalves

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Moralidade

Parabéns ao jornal pelo brilhante editorial "Questão de moralidade". Pena que muitos brasileiros não leiam uma mensagem tão importante.

Sidney Cantilena

sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

Os ricaços do PT

A dívida da campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, é de R$ 3,8 milhões. Haddad gastou R$ 39,2 milhões no total. Jair Bolsonaro, que gastou R$ 2,8 milhões, foi o vencedor nas últimas eleições. Os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) não têm limites para gastar dinheiro. Os honorários dos advogados de defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente preso em Curitiba, não são baratos, não. Ricaços são aqueles que se filiaram ao mais poderoso partido de esquerda brasileiro. Vai ser difícil de fazer a prestação de contas desta campanha de 2018 para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Será um novo Brasil?

Nesta ultima eleição de outubro, como demonstrou o editorial do "Estadão" (18/11, A3), para eleger um deputado federal o custo médio foi de R$ 10,21 por voto, ante R$ 20,00 em 2014, ou quase 100% mais. E, quem sabe vislumbrando um novo Brasil, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que se elegeu presidente com apenas R$ 2,4 milhões (ou US$ 640 mil), será um governo austero, porém ousado, conseguindo alavancar a nossa economia e melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. O PT, para eleger a desastrada cria de Lula, Dilma Rousseff, em 2014, gastou astronômicos R$ 406 milhões, ou quase US$ 110 milhões. Isso sem computar o que foi gasto com as doações de recursos ilegais, não declarados no TSE, das construtoras fornecedoras de seu governo. Não foi por outra razão que o PT quebrou o Brasil.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Prestação de contas

"Defesa de Bolsonaro esclarece 'falhas' apontadas pela área técnica do TSE" ("Estadão", 17/11). A "área técnica do TSE", tão rigorosa com Bolsonaro, que gastou apenas R$ 2,45 milhões (contra seu adversário, Haddad, que gastou R$ 36,6 milhões, quase 14,5 vezes mais), mostrando suas preocupações com a "rebimboca da parafuseta" que chegou a até uma despesa de R$ 5.035,00, realmente insignificante, mostra forte indício de aparelhamento dos "insuspeitos" analistas. A reportagem do "Estado" também omitiu que os excedentes dos recebimentos foram doados publicamente a entidades beneficentes pelo candidato vitorioso.                       

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Recontagem

As recentes eleições na Flórida terão recontagem. É isso mesmo, os votos serão recontados. Quando é que no Brasil podemos fazer isso, hein?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Novo governo

Vamos parar para pensar um pouco. Primeiro, estou longe de ser um expert em Economia e em Política. Acho importante dizer isso porque mostra que pelo menos tento fazer minha lição de casa. Também entendo que os brasileiros, de esquerda ou direita, perderam a noção do senso comum e a primeira coisa que vem à cabeça é "como EU vou tirar vantagem disso?". Lembram-se da história do "levar vantagem em tudo"? Pois é... Você, que está aí choramingando pelos cantos, que acha que vai perder direitos, que acha que de uma hora para outra a violência vai imperar num país esmigalhado pela corrupção (como se viver no Brasil fosse viver em flores), relaxe. Pense positivo. O governo que você queria seria corrupto, usaria seus esforços para continuar te enganando, enriquecendo cada vez mais os mais ricos e empobrecendo cada vez mais os mais pobres. Os artistas pró Lei Rouanet, por exemplo, continuariam ajudando na manipulação da massa. E os que ainda não teriam embarcado anseariam por fazê-lo. Se o governo de Bolsonaro vai ser bom eu não sei. Aliás, continuo tão cético a tudo em relação ao Brasil tanto quanto quando saí dele. Porque eu acredito que tudo começa pelo povo, e o povo está longe de mudar sua cultura. Para mim - e espero estar errado, de coração - este "gigante" não estava dormindo. Ele nunca existiu. Leiam e pesquisem a história do Brasil, um país que já começou torto. As notícias serão boas no início porque Bolsonaro é considerado pelo mundo capitalista como "market friendly". Ou seja, investimentos tendem a voltar para a maior economia da América Latina. E, se o governo fizer tudo certo, o País se recupera primeiro e, depois, começa a crescer. A parte de se recuperar vai demorar, tamanho o rombo deixado para trás por anos e anos de roubalheira. Por que o capitalismo é importante? Bem, você vive nele e dele. Ou você pensa que vai ter acesso a YouTube ou àquele iPhone da hora se o capitalismo acabasse? Então, façam sua parte como povo e continuem a fiscalizar o governo, como nunca fizeram. O "gigante" desta nação não existe e nunca existiu, mas pode estar se formando a partir de agora.

Waldemar Vieira Pinto Neto

wladivp@gmail.com

São Paulo

O eleitor

O artigo do sociólogo Paulo Delgado "O homem da multidão" (14/11, A2) deveria ser lido por todos, pois capta o que se passou nestas eleições com o povo brasileiro. "A profanação da soberania do eleitor recebeu um freio da multidão." Mas dizer que "quem não rasgar o manual da má compreensão dos fatos vai casar Marine Le Pen com Roger Walters em missa cantada por Bono Vox" foi genial. Lembra Margaret Thatcher com a frase "afinal, votar nem sempre é para escolher o melhor, às vezes é para impedir que o ruim queira ficar". E foi o que o povo brasileiro fez nesta eleição.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Jair Bolsonaro

Que clareza em argumentos a coluna de Flávio Tavares ("Será a posse antecipada?", 17/11, A2). Jornalismo de primeira. Nem de direita, nem de esquerda, absolutamente com ideias e argumentos claríssimos.

Vital Penha

vitalromaneli@gmail.com

Uberaba (MG)

'Será a posse antecipada?'

Gostaria de expor a minha insatisfação com o artigo "Será a posse antecipada?", de Flávio Tavares, da edição de 17/11 (página A2). De início, externalizo o meu respeito ao jornalista Flávio Tavares e ressalto a importância de os colunistas terem liberdade para expor a sua opinião. No entanto, o texto "Será a posse antecipada?" demonstra total desconhecimento do jornalista sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em seu artigo, ainda que implicitamente, o jornalista dá a entender que a conduta de Pedro Bellintani Balleoti teve a anuência da instituição e de seus alunos. Tal afirmação é despropositada e desrespeita os 147 anos de História do Mackenzie e os mais de 40 mil alunos e colaboradores. Como mackenzista - aluno da Faculdade de Direito -, posso afirmar, com propriedade, que o Mackenzie cultiva o respeito por todas as pessoas, independentemente da etnia, sexo ou religião. Nesse sentido, quero ressaltar que a instituição se orgulha por, desde a sua origem, ter essa posição. Convido o jornalista a conhecer melhor a história de George e Mary Ann Annesley Chamberlain e o incrível trabalho feito por eles na segunda metade do século 19. No que se refere aos alunos, considero as colocações do jornalista ainda mais injustas. Assim que as declarações de cunho racistas de Pedro Bellintani Balleoti ganharam notoriedade, rapidamente os alunos e professores se organizaram e repudiaram a sua conduta. Aliás, o próprio "Estadão" noticiou a posição firme dos alunos em relação ao ocorrido e as providências tomadas pela universidade. Por fim, observo que o fato de o Mackenzie ter decidido não se posicionar, institucionalmente, nas eleições de 2018 apenas reforça o caráter democrático da universidade. O Mackenzie caracteriza-se por ser um espaço aberto para discussão e debate de ideias, no qual o respeito é regra. E, neste cenário, tenho muito orgulho de ter professores e colegas de diferentes correntes ideológicas. Agradeço a O Estado de S. Paulo por este espaço e o cumprimento por, apesar das considerações acima, procurar oferecer um jornalismo independente e de qualidade.

Fernando Sanchez de Souza

fer.fss@hotmail.com

São Paulo

Os 'sem lugar'

Ganhei o dia - no feriado da Proclamação da República - ao deparar-me com o texto da doutora Isabelle Anchieta de Melo, socióloga e jornalista (talvez prefira jornalista e socióloga) que me trouxe luz sobre o atual momento da vida nacional e me convenceu de que não sou um pária e que estou inserido no contexto ali descrito ("Os 'sem-lugar': os brasileiros que não aderiram à guerra ideológica", Estadão, 14/11). Felizmente, nem tudo está perdido. Eu, que acreditava que o "aparelhamento" e a tomada da USP eram totais e definitivos, encontro neste texto uma clara manifestação de inteligência e lucidez. Parabéns, doutora Isabelle! 

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Aterrorizante

O Estadão de 16/11 publicou um perfil do futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Fraga Araújo, com declarações bem inusitadas e aterrorizantes. Segundo o futuro chanceler, formado em Letras e diplomata, a mudança climática é "trama marxista". Ora, a climatologia é uma ciência e estuda a relação do homem com os fenômenos atmosféricos, do qual é paciente. Também estuda a causa de mudanças climáticas causadas pelo homem, como a poluição, o efeito-estufa e outros. Foi por meio dela que se identificou, por exemplo, o fenômeno do El Niño, quando o aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical provoca alteração do clima. Fenômeno que aqui, no Brasil, intensifica a seca no Nordeste e as chuvas no Sudeste. Foi por meio de estudos na sua área de atuação que identificamos a destruição da camada do gás ozônio, uma frágil camada que envolve o planeta e nos protege dos raios ultravioleta emitidos pelo sol. A indústria substituiu o gás utilizado na fabricação de refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado e a camada de ozônio está se recuperando. O aquecimento global, ao contrário do que pensa o futuro chanceler, não é um dogma, mas o resultado de mudanças climáticas provocadas pela ação do homem, principalmente com a produção de CO2. Não são fenômenos hipotéticos, mas comprovados, como foi o da destruição da camada de ozônio. E os cientistas que estudam o fenômeno, independentemente de sua escolha ideológica, já alertaram que teremos de reverter a situação, sob pena de perdas humanas inimagináveis. Também recomendaram que a melhor maneira de reverter a situação será através das florestas. Pois bem, eis a razão de as declarações do futuro ministros serem aterrorizantes. O Brasil possui a maior floresta tropical do mundo ainda, apesar do desmatamento. Se o governo brasileiro não se engajar nessa luta, as possibilidades de êxito estarão seriamente reduzidas. Essa discussão me faz lembrar a do século 16, quando Copérnico foi condenado à morte por afirmar que o sol era o centro do sistema solar, e não a Terra, como acreditavam os membros da Igreja Católica. Galileu Galilei apresentou mais provas sobre a teoria de Copérnico. E recuou para não morrer. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

A política externa e seus desafios

Concordo que o meio ambiente afeta as gerações presentes e futuras, mas, de uma maneira geral, a geração atual não pode responder pelo descaso de gerações passadas. Os danos causados ao meio ambiente a partir da revolução industrial, por desmatamentos, por uso exaustivo de terras agriculturáveis, pelo uso indiscriminado de água para irrigação e pela produção maciça de combustíveis fósseis, devem ser valorizados e cobrados de todos os países de Primeiro Mundo que se beneficiaram dessas práticas nocivas. Valores arrecadados deveriam ser encaminhados para um fundo financiador de práticas de conservação em países cujas biodiversidades se mantêm intactas e protegidas.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Bolsonarice

O presidente eleito indicou para o Itamaraty um embaixador que parece ignorar o Barão do Rio Branco!

Fausto Ferraz Filho

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

Relações exteriores

Escolhido o novo ministro das Relações Exteriores, há agora a necessidade das diretrizes. Romper com Cuba e Venezuela é uma questão de princípios. Aprofundar relações com quem pode nos favorecer, comercialmente e tecnologicamente (EUA, Israel e Japão), deve ser prioridade.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Chanceleres

Muita gente, esqueropatas especialmente, está criticando a figura escolhida pelo presidente eleito para ser o seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, alegando todo tipo de coisas, como nunca ter sido embaixador, apesar de seus 29 anos de carreira no Itamaraty e efetivo por cinco anos na Embaixada do Brasil em Washington. Pergunto, então, qual foi a qualificação exigida para a escolha de Celso Amorim e de Aloysio Nunes Ferreira, um que já exerceu a função e outro que ainda a exerce? Sabemos, de sobra, o resultado obtido por estas figuras como chanceleres, ou seja, nenhum do qual possamos nos orgulhar.     Os que divergirem disso, que apontem o que estes fizeram nas relações internacionais brasileiras, especialmente com os países de Primeiro Mundo. Com o Terceiro Mundo, sabemos, só tivemos enormes prejuízos e nada de positivo ou objetivo, a não ser darmos dinheiro a paisecos governados por ditadores de esquerda, sem que estes jamais nos venham a pagar os empréstimos que receberam.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Termômetro

Em nota assinada por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Paulo Pimenta, o PT questiona a possível nomeação do diplomata Ernesto Fraga Araújo para dirigir o Itamaraty, por considerá-lo inexperiente e admirador de Donald Trump e de suas políticas às vezes polêmicas, embora elas não impeçam a movimentação de milhares de pessoas em caravanas originárias da América Central, em direção à fronteira americana, em busca de uma vida mais digna. Não é mencionado, também, no documento que a política externa praticada pelos governos petistas teve como uma das lamentáveis consequências a diminuição do protagonismo do Brasil no fluxo comercial do mundo desenvolvido. Os três parlamentares citam, ainda, a farsa do programa Mais Médicos, afirmando equivocadamente que a intenção anunciada, de regularizar a situação dos profissionais envolvidos, explorados pela ditadura cubana, criará constrangimento entre os países do mundo. Como se vê, qualquer medida pretendida pelo grupo que assumirá os destinos do País a partir de 1.º de janeiro de 2019 e que seja alvo de crítica do PT, certamente, será benéfica para a sociedade. Um excelente termômetro.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

O fim do 'Mais Médicos'

Ao chamar seus médicos de volta, Cuba tentou dar uma rasteira em Jair Bolsonaro para criar dificuldades antes mesmo de sua posse. Mas vamos ao que me interessa narrar. Por 20 dias fiquei acompanhando meu esposo numa UTI de um bem considerado hospital de São Paulo. Nesse tempo, pude perceber que a maioria dos médicos e médicas que trabalhavam (bem) naquela UTI era de nordestinos que tinham vindo exercer sua profissão em São Paulo. Nada contra, mas não me furto de fazer uma pergunta: por que os jovens médicos do Nordeste, antes de vir a São Paulo atrás de melhores salários, não cumprem um período de ao menos dois anos na região onde se formaram? E lá nos fundões do Brasil, onde a população é mais necessitada? Mas isso deveria, também, valer para todos os médicos recém-formados do Brasil: um serviço bem remunerado como o do Mais Médicos, mas com um teor de voluntariado compulsório em regiões do interior de seus Estados. Serviria, inclusive, para sensibilizar os novatos para nossas reais carências. Afinal, para mudar o Brasil todos devem dar seu esforço pessoal. Fica aqui a ideia.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Novos problemas

A atitude de Cuba de encerrar o Mais Médicos é não menos que ideológica e prenúncio de novos problemas. A ilha não está pagando ao Brasil as parcelas que deve pela construção do Porto de Mariel, com aportes do BNDES. Está parecendo que vamos levar calote. Por que é que pagamos R$ 11 mil a Cuba e os médicos ficam com apenas R$ 3 mil? Eles, os médicos, não podem trazer suas famílias ao Brasil, que ficam em Cuba como reféns para evitar que haja pedidos de asilo por aqui. Enfim, o novo mandatário cubano (?) deve saber o que está fazendo. 

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Médicos brasileiros

Além da ideologia para agradar o maior ídolo da esquerda brasileira, Fidel Castro, e ajudar na venda da sua maior commodity, a exportação de médicos, o governo PT aproveitou o desinteresse dos médicos brasileiros em não ir atender a população dos rincões do nosso Brasil para ficar nas grandes metrópoles ganhando dinheiro. Hoje, dizem que há 8 mil médicos brasileiros aguardando uma oportunidade no programa Mais Médicos. Eles, na ocasião, foram preteridos pelo nosso governo, que preferiu os cubanos. A maioria foi formada fora do País. Contratem eles, com urgência, sob a condição de exigir o exame Revalida e demissão sumária se não passar no exame, e a população atendida pelos médicos de Cuba não vai ficar desassistida. Pelo menos os daqui falam a mesma língua dos pacientes.

Maurício Lima

mapeli@uol.com.br

São Paulo

A mídia e os médicos cubanos

Engraçado que, na época da implantação do programa Mais Médico da ex-presidente Dilma, poucos da mídia se preocuparam em se informar sobre a dispensa dos médicos cubanos do Revalida. Mas, agora, esta mídia em peso só fala na falta que os médicos cubanos farão para os mais pobres. Ninguém comentou que uma grande maioria desses médicos cubanos se alojou no interior de São Paulo, o Estado mais rico do País e que deletou do poder a esquerda raivosa há mais de duas décadas. Isso só levanta dúvidas se a única função desses médicos era servir os mais pobres e carentes. Não seria para implantar a ideologia cubana? Porque saber que 40% dos recém-formados que prestaram o Revalida não alcançaram a nota mínima e que "a maioria não sabia tirar pressão dos pacientes nem abordar corretamente vítimas de trânsito" confirma nossa dúvida se os cubanos são mesmo médicos ou células comunistas prontas para serem reativadas. Serão eles "médicos mais ou menos"?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Concordamos

Nós, aposentados, concordamos com o aumento de proventos de 16,38% aprovado pelo Congresso Nacional em beneficio do Poder Judiciário. Concordamos com uma condicionante: que se aprove simultaneamente o aumento de mesmo valor aos aposentados desta nação. Uma vergonha a situação da classe dos aposentados, quando na administração pública todos recebem aumentos regulares, muitas vezes superiores ao aumento da inflação, e os aposentados amargam desvalorização contínua dos seus proventos.

Miguel Gross

mgross509@gmail.com

São Paulo 

É o efeito cascata, estúpidos!

O à vontade com que alguns ministros atropelam a Constituição já me alertava para a miopia intelectual e/ou desfaçatez ética que domina a Corte Suprema do Brasil. Mas a desculpa de que o imoral aumento salarial, cozinhado entre o ministro Dias Toffoli e a nauseante figura do presidente do Senado, seria compensado pelo abandono do auxílio-moradia pago a juízes é aleivosia espantosa. Desconhecem eles o efeito cascata que automaticamente repercute sobre todos os salários que se regulam pelo teto máximo que é o salário dos ministros do Supremo? Aí vai um grito de alerta: "É o efeito cascata, estúpidos!".

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

É dando que se recebe

Pelo andar da carruagem, Michel Temer gostaria de ter imunidade para não assinar o aumento do Judiciário. O Judiciário quer o aumento para acabar com os penduricalhos. Como se é dando que se recebe. 

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

Incêndio na Califórnia

Setenta e nove mortos e mais de mil desaparecidos. Infelizmente, existem coisas notoriamente perigosas como morar no meio de uma floresta - cercado de árvores -, mas as pessoas não aprendem com as tragédias alheias, até que o pior bate em sua porta. No Brasil, ocorre algo parecido com famílias morando em áreas sujeitas a deslizamentos e, quando ocorrem chuvas mais fortes, o drama se repete.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Tarde demais

Pensando cá com meus botões, se o suspeito de matar o médico Roberto Kikawa desde a adolescência já estava envolvido com o crime, com mais de dez passagens pela polícia quando ainda menor de idade, e, agora, respondendo por latrocínio, tudo leva a crer que, se tivéssemos uma lei mais severa neste país, se o menor infrator na época tivesse sido punido de acordo, como manda o figurino, baseado nos humanos direitos, talvez o médico idealizador das carretas da saúde hoje estivesse prestando seus serviços aos mais necessitados. Tomara que nossos governantes pensem melhor no assunto, antes que seja tarde demais.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Furto no voo

Inadmissível o furto da bolsa da senhora idosa em voo da Avianca para Nova York ("Aposentada é furtada em voo para Nova York - Ladrão pegou carteira de idosa de 88 anos e não deixou nem passaporte nem RG", "Estadão", 17/11). Segundo a matéria, a senhora teria se mudado de poltrona e deixado a bolsa na poltrona anterior (decisão, no mínimo, temerosa, uma vez que bolsa com documentos pessoais e dinheiro nunca se deve deixar longe dos olhos do proprietário). No entanto, a companhia aérea Avianca, sabendo que dois comissários ocuparam a poltrona da idosa após ela ter se mudado de poltrona, deveria inspecionar os pertences dos comissários, sob a pena de ter agido com descuido no caso. Mais uma vez, constata-se que as companhias aéreas não sabem lidar com casos mais complexos, e a Avianca é uma das mais citadas em casos mal resolvidos. Pobre passageiro que viaja em classe executiva e tem sua bolsa roubada, sabe-se lá por quem. As suspeitas recaem sobre um dos dois comissários que ocuparam a antiga poltrona da senhora aposentada. O mínimo que a Avianca deveria fazer seria investigar seriamente os dois comissários que ocuparam a poltrona anteriormente ocupada pela senhora aposentada.

Luiz Roberto Costa

costaluizroberto@bol.com.br

São Paulo 

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