Fórum dos Leitores

Pacote de irresponsabilidade

O Estado de S. Paulo

21 Novembro 2018 | 03h00

Quando as obras públicas em geral, já existentes de longa data, se tornam inúteis e perigosas à população, apenas um fator é responsável pela situação: falta de manutenção, incluindo reparos. E, nessas ocasiões, a autoridade de plantão vem a público procurar justificar o injustificável. Foi o que aconteceu, mais uma vez, agora, com o problema do trecho do viaduto da Marginal do Rio Pinheiros, sob o qual passa a linha de trens da CPTM. O secretário da área deu entrevista explicando toda a situação e justificando a ocorrência. Porém, no dia seguinte, os jornais revelaram que, da verba destinada à manutenção de pontes e viadutos, a Prefeitura de São Paulo gastou até o presente apenas 5%. E nós já estamos na metade de novembro. É claro que podem existir obras em andamento, que ainda não foram pagas, que absorverão mais valores. Porém continuarão sendo uma ínfima parcela. Existem na Prefeitura de São Paulo engenheiros e arquitetos concursados em número mais do que suficiente para vistoriarem regularmente com competência os equipamentos públicos da cidade, podendo, assim, estabelecer um programa detalhado de manutenção. O problema é que esses técnicos são relegados a atividades menores, para que empresas contratadas realizem as atividades que seriam da competência deles. Lembro-me de um editorial do “Estadão” da época da administração Haddad que comentava o fato ocorrido da Secretaria da Infraestrutura – exatamente a que deve cuidar de equipamentos públicos –, que havia contratado uma consultoria para o fornecimento de mão de obra de arquitetos e engenheiros, o que já seria um absurdo. Pois bem, a própria Controladoria da Prefeitura descobriu que a empresa contratada fornecera para tal contrato veterinários e assistentes sociais. O secretário da época ainda ficou zangado com a intromissão na “sua Secretaria”. Nunca soube se alguém foi punido exemplarmente por essa gatunagem. É por tais ilicitudes que pontes, viadutos e, principalmente, árvores sofrem abalos e despencam em nossa cidade. Qualquer pessoa pode constatar que entre os galhos de nossas árvores passam fios das mais variadas concessionárias de serviços, e estas são podadas não para serem mantidas saudáveis, mas para não atrapalharem a fiação. Proteção das árvores contra cupins, nem pensar. Tudo incluído no mesmo pacote de irresponsabilidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Falta de manutenção

“SP só gastou 5% do previsto com manutenção” (“Estadão”, 17/11). Infelizmente, não existe no Brasil uma cultura da importância da manutenção periódica de instalações e equipamentos. Na área de pontes e viadutos, então, o problema é maior ainda, pois o concreto é considerado um material “eterno”, o que na realidade não é. Nos últimos tempos têm-se registrado rupturas em pontes e viadutos, sendo o mais famoso o colapso da Ponte Morani, em Gênova, do qual se lamentam dezenas de mortos e feridos. Pelo Brasil e mundo afora existem muitas estruturas que ameaçam o meio circundante, por perigo de ameaça de integridade estrutural, por falta de manutenção.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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Sem escrúpulos

Oportuna e pertinente a carta do leitor sr. Valdy Callado (“Fórum dos Leitores”, 18/11, A3) sobre o acidente na obra de arte da Marginal do Rio Pinheiros e com duas afirmações corretas: 1) a necessidade de adotar um plano de vistorias e manutenções periódicas para prevenir e evitar acidentes como este. Vistorias que possam identificar danos no concreto e metais da infra e da superestrutura, nos aparelhos de apoio e nos selantes das juntas de dilatação das obras de arte. Essas ações permitirão, caso se constate alguma anomalia, as providências imediatas na recuperação e recomposição das partes comprometidas. E 2) uma obra bem executada com materiais adequados tem, como primeira barreira de proteção, o selante da junta de dilatação. Ele tem a principal função de evitar a penetração de materiais indesejáveis como chuva ácida, terra, pregos, pedras e outros que possam comprometer a trabalhabilidade das juntas. A importância do perfeito desempenho do selante proporciona a estanqueidade da junta, a proteção da estrutura, garante a qualidade e a longevidade da obra. É um elemento fundamental de custo muito baixo em relação ao custo de uma obra de arte. Infelizmente, a atuação inescrupulosa de empresas que copiam e imitam a forma geométrica de um selante consagrado, sem o cuidado de utilizar materiais adequados, pode gerar precocemente severos e graves danos a uma obra. Dois tipos de elastômeros sintéticos são aprovados pela ABNT-NBR 12 624, pelas suas qualidades conhecidas, certificadas e consagradas: o Policloropreno, mais conhecido pela marca Neoprene, e o EPDM – Etileno, Propileno, Dieno Monômero. Materiais resistentes à intempérie e que guardam as suas notáveis qualidades físicas pela resiliência e composição química. Além das movimentações do concreto, oriundas das variações térmicas, que são a dilatação e a retração ocasionando a abertura e o fechamento das juntas de dilatação; ocorrem outros movimentos dinâmicos em razão do tráfego dos veículos, que geram recalques diferenciais, cisalhamentos, torções e o somatório de todos.

Jorge Gabrielli Z. Calixto jgzc@jeene.com.br

São Paulo

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Desabamento em SP

Será que o viaduto da Marginal Pinheiros cedeu 2 metros pelo “peso excessivo” da placa “Cidade Linda” colocada na gestão do “ex-prefake” João Doria? Uma vergonha!

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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'Nero e a Lira'

No domingo, a coluna de Leandro Karnal, “Nero e a lira” (18/11, C3), abordou a displicência e a incapacidade de administrarem e de preservarem espaços públicos no Brasil. Isso não acontece com todos! Mas onde ocorre a falha existe um fator comum, que é a administração ideológica, aliada à falta de responsabilizar o administrador nomeado politicamente. É o caso do Museu Nacional do Rio de Janeiro, de responsabilidade direta do diretor da Universidade Federal do Rio: recursos existiam para um mínimo de preservação, e em último caso o prédio deveria ter sido isolado. É preciso passar o Brasil a limpo, retirando os administradores com viés ideológico e também dispensando e punindo os responsáveis. O colunista, a quem admiro e sigo, falhou em não indicar o responsável pela negligência imperdoável, em seguindo uma antiga tendência de ser bonzinho, que para felicidade dos brasileiros está sendo abandonada.

Martim Affonso Santa Lucci mslucci@uol.com.br

Campo Grande

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Feriadão

Este longo fim de semana que tivemos deveu-se aos feriados do Dia da Proclamação da República e da Bandeira. Mas muito poucos dedicaram um minuto que fosse a pensar a República como evolução política natural e a Bandeira como símbolo nacional, o que é uma pena. Os feriados servem a isto, à reflexão sobre acontecimento que consolida no presente a memória do passado. Se não for assim, melhor aboli-los, são meros dias sem trabalho ou escola, dedicados ao lazer. E esse não deve ser o espírito que os norteia.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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Os médicos cubanos e a saúde no Brasil

A saída dos médicos cubanos do Brasil, em razão do fim do Programa Mais Médicos, é apenas o começo da solução para a vergonhosa dependência ideológica e até cultural a que governos irresponsáveis submeteram a população. É preciso que o impacto seja trabalhado de forma racional e, principalmente, sem viés político-ideológico. Ver à frente apenas a questão objetiva: suprir a necessidade de atendimento à população. Já que o Brasil forma 20 mil médicos por ano, não parece ser difícil de suprir as 8 mil vagas abertas. Além dos formados locais, existem os brasileiros diplomados no exterior e profissionais dos outros países, que também podem participar. Nas instituições militares, quando um candidato entra para os cursos preparatórios, já sabe que, ao fim, será classificado para prestar serviços em qualquer ponto do território da instituição e lá deverá permanecer por um tempo determinado. Seria salutar se o mesmo critério fosse empregado ao que ingressa nos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e de outras áreas em escolas públicas ou custeados por bolsas oficiais. A legislação deveria estabelecer que, formado, ele seja levado para prestar serviços onde falte profissional de sua especialidade, recebendo salário de mercado (no caso do médico, os R$ 11 mil) e tenha a possibilidade de, findo o período compulsório, ali permanecer, se essa for sua vontade. Em vez de pagar intermináveis financiamentos de bolsas, esta seria a melhor retribuição à sociedade pelos investimentos na sua formação e, com certeza, supriria até os grotões com a mão de obra hoje escassa ou inexistente. Quanto aos cubanos que desejarem ficar, nada a opor, desde que, como os demais portadores de diplomas estrangeiros, passem pelo teste de revalidação.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Por uma cláusula

É preciso colocar os pingos nos is: quem rompeu o convênio dos médicos cubanos com o Programa Mais Médicos foi, unilateralmente, o governo cubano. Portanto, as possíveis consequências decorrentes da falta de atendimento imediato aos milhares de pacientes cuidados por estes médicos serão de responsabilidade não só de Cuba, mas também do governo petista que, à época do estabelecimento deste convênio, do alto de sua incompetência, não lembrou de prever cláusula contratual que obrigasse ao cumprimento de tempo mínimo de trabalho em caso de ruptura de uma das partes – cláusula esta obrigatória em qualquer contrato responsável desta natureza. Atribuir a culpa desta situação a Bolsonaro é brincadeira de mau gosto. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Antecipa, Temer!

Se o presidente Michel Temer tiver a coragem de antecipar a promessa de Jair Bolsonaro aos “médicos” cubanos de pagar salário integral, além de dar-lhes visto de residência e submetê-los à reavaliação de diplomas, eles ficam. Se prometer, também, enquadrá-los na legislação trabalhista atual, eles implorarão para ficar. Acabe logo com o blefe desta ditadura cubana.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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Tapa na cara

Iniciando o treino para vivência na democracia, uma comissão de médicos cubanos poderia tratar com o nosso governo o salário desejado, obviamente menor que o pago na integralidade a Cuba. Certamente, o nosso governo acordaria e, então, os flagelados cubanos poderiam permanecer no País e sustentarem satisfatoriamente sua família. Não seria um excelente tapa na cara dos Castros e asseclas?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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Mais médicos

O Brasil possui, segundo o Google, 400 mil médicos atuando no País e não me parece difícil resolver a saída de 8,5 mil, ainda que em algumas regiões remotas os cubanos tenham presença acentuada.

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

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Esdrúxula situação

Mesmo supondo que os cubanos do Programa Mais Médicos estejam perfeitamente habilitados para o exercício da Medicina, consoante a regulamentação da profissão no Brasil, não há avaliação política e econômica que justifique o tipo de contrato que foi elaborado, o qual se destinou primordialmente ao sustento do regime cubano. São cerca de R$ 65 milhões por mês destinados a engordar a ditadura cubana, perdão, a “democracia” cubana, além do que recebem os médicos. Sem falar que os médicos vêm sem a família, não escolheram onde trabalhar, recebem menos de 1/3 dos demais médicos do programa vindos de outros países, com total liberdade de trânsito no Brasil, podendo trazer a família. A única razão para justificar a aceitação dos cubanos a tal situação de liberdade condicional, para não dizer escravidão, é que se ficassem em Cuba estariam em pior condição. Só partidos de fanáticos, como o PT, pode considerar, no Brasil, aceitável essa esdrúxula situação. Quanto aos médicos, comparem a real capacitação deles e o processo de escolha com os exigidos para os Médicos sem Fronteiras.

Paulo M. B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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Porquês

Ainda que envolva profissionais da saúde, o Mais Médicos está  contaminado por patológicos, suspeitíssimos porquês. Por que só os cubanos recusam se submeter ao exame para revalidação do diploma? Por que  o Brasil não faz valer a lei brasileira? Por que o Ministério Público do Trabalho tolera que os profissionais cubanos sejam extorquidos em 3/4 do salário mensal? Por que as famílias não podem acompanhá-los? Por que Brasília pós-Dilma se curvou aos caprichos de Havana?

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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Sem saída

O Programa Mais Médicos, implantado pela “tigrada” petista, nada mais era do que financiar o governo cubano para manter o aliado e a esquerda no “puder”. Ora, vultosos recursos eram direcionados ao governo castrista, mas somente cerca de 25% eram pagos aos profissionais. Na verdade, esses médicos cubanos estão, literalmente, sem saída. Querem permanecer no Brasil e receber o valor correto pelos serviços executados, mas, por outro lado, sabem que serão proibidos de entrar em Cuba por oito anos. Esse foi um dos “tratos” da tigrada petista para fortalecer a esquerda na América do Sul, tão fácil assim!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Mais Médicos Social Club

O objetivo do Partido dos Trabalhadores (PT), longe de pretender resolver as deficiências da saúde pública nacional, era mesmo, com dinheiro do contribuinte brasileiro, salvar um dos últimos regimes comunistas ainda existentes no planeta. O leitor sr. Vanderlei Zanetti foi perfeito ao relembrar, aqui, a Lei de Murphy (18/11, A2): “(...) se algo pode dar errado, dará”. Mas Cuba tem capital humano maravilhoso, digno de importação. O conjunto Buena Vista Social Clube é um exemplo. Este, sim, sem nenhuma dúvida, doutorado em música! 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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Semiescravidão

Tenho visto as matérias na mídia em geral com relação ao Programa Mais Médicos e também sobre a decisão pela extinção deste programa e os seus reflexos. Porém não tenho visto nenhuma palavra sobre a má-fé do programa, pois não sabemos realmente se são médicos verdadeiramente formados, já que não passaram pela revalidação de seus diplomas de acordo com a legislação brasileira, e ainda um fator muito pior, que é a semiescravidão. Ficar com apenas 30% do salário e o restante ir para Cuba é uma afronta a qualquer legislação trabalhista brasileira. Considero escravidão. Nenhuma palavra sobre tudo de que se passou por cima como um trator para adotar este programa. A escravidão no Brasil ainda não acabou e estava sendo mantida pelo governo e por parte da mídia omissa. Ainda bem que o presidente que elegemos começa a desfazer a máquina para sustentar o governo cubano e extinguir realmente a escravidão no Brasil. A Lei Áurea deverá mudar de data de assinatura para o dia final do Programa Mais Médicos.

Valdemar Salamondac salamondac@outlook.com

São Paulo

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Epidemia de insensatez

A acalorada discussão em torno do êxodo de médicos cubanos é um exemplo infeliz de como o clima de debate ideológico que tomou conta do País contamina até programas de governo que mereciam uma análise isenta e menos apaixonada. Antes mesmo de assumir, o presidente eleito já coloca contra a parede o Programa Mais Médicos, ao provocar a retirada de 8 mil profissionais de saúde cubanos (contingente que corresponde a quase metade das vagas), sob a alegação de que não dispõem da comprovada qualificação, de que se encontram sob “regime escravo” e de que estão a serviço de uma ditadura comunista. O assunto divide opiniões de dois campos antagônicos. Para os militantes da esquerda tradicional, Cuba é a materialidade de uma forma icônica de governo irretocável e endeusado. Em eminentes debates sociológicos em restaurantes franceses, regados a Chateau, enaltecem a superioridade inquestionável do regime político igualitário. A falta de liberdade e a prisão de opositores, naturalmente, ficam de fora do cardápio. Os médicos cubanos são saudados como guardiões do éden socialista. Para a direita, o programa, por ter sido instituído durante a gestão Dilma Rousseff e por abranger profissionais originários da execrável pátria de Fidel, padece de um pecado original irreparável. Os suspeitos “doutores” seriam, na verdade, perigosos agentes infiltrados dedicados a expandir os tentáculos do comunismo internacional. Em meio a esse transcendente embate epistêmico-doutrinário, submeto às partes litigantes uma banal questão funcional: o Mais Médicos está dando certo? Não sou especialista, mas, pelo que tenho lido, os resultados têm sido bons. Se não por outra razão, uma oportunidade ímpar de levar profissionais da saúde a regiões carentes. Legiões de médicos cubanos estão diligentemente cumprindo a missão de promover assistência a tais áreas, propiciando êxito ao programa. Seu objetivo não é fomentar doutrinação marxista. Essa função já é exercida nas universidades públicas, onde os estudantes promovem passeatas, ocupações e colocam a “resistência democrática contra o fascismo” como pauta preferencial à formação acadêmica. Os coitados cubanos emigram ao Brasil com um objetivo bem mais despretensioso (mas não menos “revolucionário”): prestar auxílio médico a pessoas necessitadas. Não prescrevem panfletos, mas apenas receitas de medicamentos e xaropes. São módicos médicos. Por mais que detestemos admitir, a medicina cubana é bastante avançada, e sua excelência é internacionalmente reconhecida, até pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Deveria ser um privilégio contar com pessoas com boa formação prestando auxílio suplementar a um país que conta com um médico para cada 500 habitantes. Considere-se, ainda, que tais profissionais, em troca de um salário de R$ 11 mil, são conduzidos aos mais longínquos rincões, onde nossos “filhinhos de papai” formados nas boas faculdades de Medicina se recusam a atender, preferindo cuidar de madames hipocondríacas nas regiões nobres das grandes cidades. Afirmar, como fez nosso futuro presidente, que se trata de trabalho escravo parece-me um contrassenso partindo de quem já declarou que o trabalhador brasileiro tem excesso de direitos. Tampouco é razoável a contestação de que o governo cubano fica com 70% da verba revertida, em função da política de distribuição de renda do sistema socialista. O questionamento a esse repasse é ingerência em assuntos internos de uma nação independente com regime político distinto do nosso. Posição incoerente para quem reclamava justamente de que os governos do PT pautavam “suas relações internacionais pela afinidade ideológica, não pelos interesses do País”. Por fim, a acusação de que os médicos não têm certificação é tolice. O edital exige a formação e o diploma do contratado. Além disso, em seis anos de vigência do programa com milhares de profissionais atuantes, não se tem notícia de um caso notório sequer envolvendo negligência ou falta grave no atendimento. Deveríamos nos preocupar, isso sim, com os recorrentes casos de pessoas não habilitadas praticando cirurgias plásticas mal sucedidas em dondocas narcisistas ou com as centenas de casos de pacientes esquecidos em filas de espera de hospitais públicos, à espera de médicos displicentes que não cumprem o horário. O Programa Mais Médicos tem atendido com louvor aos propósitos dos países signatários. Serve a Cuba, que tem a possibilidade de empregar profissionais formados em suas faculdades de Medicina, obtendo uma remuneração adequada para os padrões daquele país. E serve ao Brasil, que consegue oferecer serviços de saúde a populações abandonadas pelo poder público. Não há razão plausível para romper esse acordo, benéfico para ambas as partes. 28 milhões de brasileiros serão prejudicados pela decisão da saída dos médicos. São pessoas simples, de comunidades afastadas, que sentirão saudades dos cubanos. Não sabem onde fica o Caribe e não entendem nada de política. Talvez comecem a pensar a respeito. Nosso Trump tupiniquim parece nutrir um ódio irracional por tudo o que provenha de Cuba, a exemplo do irascível mandatário norte-americano que venera. Talvez pudesse concretizar outro devaneio do seu ídolo ianque e construir também um muro na fronteira com a Venezuela. Ou, melhor ainda, pelos 16 mil km de fronteira terrestre, impedindo assim a entrada de drogas, armas, cigarros e comunismo. Dotado de um complexo de superioridade em relação a nossos parceiros latino-americanos e preocupado em macaquear a postura isolacionista do presidente americano (cujo interesse pelo Brasil e qualquer território abaixo do Texas é zero), parece extasiado em cortar os laços históricos com nossos vizinhos “hermanos”. Talvez fizesse melhor se, ao invés de provocar a saída de humildes profissionais que estão exercendo uma relevante função social, empenhasse-se em nos livrar dos nobres políticos e juízes cuja ausência ninguém iria notar, a não ser pela melhora na situação das contas públicas. Somos vítimas de uma incurável epidemia de insensatez. Deve haver realmente algo muito doente neste país miserável que assiste impotente à evasão de milhares de cérebros privilegiados em busca de melhores condições de trabalho no exterior, enquanto abre mão dos serviços de mais de 8 mil médicos. 

Sérgio Sayeg sygsergio@gmail.com

São Paulo

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Crise moral

Comemorar a volta dos médicos cubanos a Cuba mostra a profunda crise moral que afeta uma parte significativa da sociedade brasileira “cristã” e “democrata”.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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Bolsonaro e o social

A campanha do futuro presidente em nenhum momento abordou temas sociais, como o caso do Programa Mais Médicos. Por certo, se tivesse abordado a questão, teria merecido reação dos moradores que fazem uso e se beneficiam de um atendimento que não é comum em mais de 2 mil municípios, inclusive em regiões como São Paulo. Cabe, então, a indagação: o Bolsa Família e o Programa Minha Casa Minha Vida serão atingidos? 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Sinais de alerta

Não dei muita atenção aos comentários, praticamente anônimos, da imprensa internacional sobre a guinada do Brasil à “extrema-direita”, por entender que a votação da maioria dos eleitores não foi ideológica, mas sim anticorrupção e para resolver problemas concertos de (in)segurança pública, desemprego, dívida pública e por aí vai. Começo a ficar preocupado, entretanto, com as decisões de Jair Bolsonaro mesmo antes de assumir o poder: comentários negativos sobre a China; anúncio de mudança desnecessária da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém; briga com Cuba antes de ter um plano B implantado para atender, mesmo precariamente, a população servida hoje pelo Programa Mais Médicos; nomeação-surpresa de Tereza Cristina Dias, “musa do veneno”, para o Ministério da Agricultura, e de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores, que não me parece entusiasta de questões ambientais e relações mais estreitas com o Mercosul e a Europa. Senhor presidente eleito, não precisa assumir o papel de “Trump Tropical”; focalize em resolver os muitos problemas brasileiros sem atritos com o resto do mundo, especialmente os gratuitos.

Omar A. El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Risco zero

Não vejo risco excessivo na gestão Bolsonaro. Como foi dito, se o binômio competência-honestidade não funcionar nos ministérios, haverá dança das cadeiras no alto escalão, e, caso o próprio presidente eleito venha a fugir das promessas de campanha, o povo brasileiro vestirá o manto da oposição. Tudo isso, é claro, acompanhado pelo vigor do não menos importante slogan: acima de Deus, as instituições. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A transferência da embaixada em Israel

O Brasil é um país conhecido pela tolerância e pela convivência pacífica entre diversos povos e religiões. Parcela destacada da população brasileira é de ascendência árabe (a grande maioria cristãos), e para boa parte deles a causa palestina (povo que, aliás, possui uma significativa minoria cristã) toca no fundo do coração. A questão Israel/Palestina é uma das mais polêmicas do nosso tempo, e se não for tratada com muito tato e responsabilidade pelos nossos governantes irá provocar reações inflamadas de qualquer um dos lados. Espero que o presidente eleito reavalie sua ideia de transferir a embaixada em Israel para Jerusalém, que, entre outras consequências, será considerada como um tapa na cara para muitos brasileiros de origem árabe, além de ter o potencial de envenenar as relações destes com a comunidade judaica, que sempre foram cordiais e até fraternas.

Jorge Eduardo Rubies jrubies@uol.com.br

São Paulo

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Na mesma tecla

Vou continuar batendo na mesma tecla. Li as considerações de Viviane Senna, cujo nome está “entre os cotados para assumir o Ministério da Educação” no novo governo, em entrevista dada ao “Estadão” de sábado (17/11, A6). Com todo o respeito que essa notável líder em atividades educacionais merece, vejo que sua preocupação, como a dos demais educadores, permanece nos temas periféricos, tangenciando o problema central na educação brasileira. Preocupações com o analfabetismo, que ela considera como “a principal bandeira deste governo”, com os índices do Ideb, com a Escola sem Partido, etc. são acessórios. O problema da educação brasileira não se resolve com indivíduos alfabetizados, que tenham habilidades em Matemática ou linguagem, ou ainda com educação política, enquanto estes mesmos indivíduos não mostrarem ter a mínima educação ética, moral e cívica. Tudo começa por aí. Precisamos formar “gente” antes de outros aspectos educacionais. E, de uma maneira geral, observando o dia a dia do noticiário, vemos claramente que não temos “gente” educada, honesta, ética e com os mínimos princípios de civilidade. Vivemos como se estivéssemos numa selva. Barbárie de todo lado. Não adianta repensar uma Base Nacional Comum Curricular se esta não resgatar a matéria de Educação Moral e Cívica que existia no passado. E resgatá-la com extrema seriedade, como matéria mais importante do que todas as outras. Teria de ser obrigatória em todos os anos do ensino fundamental, com aulas diárias e causar reprovação dos alunos por mau aproveitamento. Desculpem a insistência.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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A defesa de Lula

Lula está sendo acusado, no caso do sítio de Atibaia, por ter-se beneficiado de propinas recebidas em forma de reformas. De que as reformas foram feitas não há dúvida alguma. De que Lula era o principal frequentador do local, também não. De que as reformas representaram benefício para aquele que mais frequenta a propriedade, idem que não. De que as reformas foram feitas sob as orientações da sra. Marisa Letícia, também não. De que foi Lula, e não a sra. Marisa ou o sr. Bittar, que solicitou a colaboração dos empreiteiros, isso foi declarado pelos empreiteiros e dito pelo próprio Lula num ato falho em depoimento seu no processo sobre o tríplex ao tentar se desvencilhar de ter de explicar sobre a reunião com Léo Pinheiro e Paulo Gordilho a respeito da cozinha de Guarujá, Lula disse que era sobre a cozinha do sítio de Atibaia. Esse depoimento ao juiz Sérgio Moro está em vídeo de amplo conhecimento público. Além de que o próprio Lula, em seu recente depoimento sobre o sítio, ponderou que a sra. Marisa não tinha relacionamento algum com empreiteiros. Muito menos o sr. Bittar. E o fato de que o sr. Bittar, pretenso “proprietário” do sítio e pretenso “sobrinho do coração”, também se beneficiou é irrelevante e não muda nada. Que nem Lula nem o sr. Bittar ressarciram quem executou o serviço, eles mesmos admitiram. Então qual seria a melhor estratégia para a defesa? Teria sido admitir a acusação – dado que era inegável – e pleitear uma pena menor. Ocorre que agora, que isso não foi feito, o que resta é tentar conturbar, alegar perseguição política, postergar na segunda instância, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal e, enquanto isso, solicitar proteção à ONU ou ao papa. No fim, a saída à moda de Dirceu ainda pode ser uma esperança: Dirceu, apesar de ter sido condenado severamente, anda livre, leve e solto. Para ele, a possibilidade de um desfecho diferente, se vier e quando vier, é algo remoto no momento. O importante para Dirceu acabou sendo não tanto os argumentos em seu favor, mas na mão de quem os mesmos acabaram caindo. Lula ainda pode vir a ter a mesma sorte deste seu dileto companheiro, cujo PowerPoint não seria muito diferente do seu. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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Causas perdidas

Condenado e detido dentro das regras constitucionais pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o presidiário Lula da Silva conta atualmente com uma equipe que soma nada menos que 21 (!) advogados regiamente pagos pelo ex-poderoso chefete da organização criminosa que assacou acintosamente por anos a fio o erário do País. Como é réu em pelo menos mais sete (!) inquéritos até agora, incluindo acusações de tráfico de influência e organização criminosa, entre outras, imaginem o tamanho da banca que será necessária para tentar defendê-lo das acusações absolutamente indefensáveis. O dinheiro que entrou em seus bolsos de forma criminosa acabará deles saindo para pagar os caríssimos honorários de seus advogados de causas perdidas. Como diz o velho e sábio adágio, “a riqueza fácil de ganhar é fácil de perder”. 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O cínico

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi arrogante e cínico diante da juíza Gabriela Hardt durante o interrogatório da última semana. Lula e seus advogados tentaram tumultuar a audiência judicial, sem constrangimento algum. Lula achou que estava num palanque político, utilizando um tom extravagante com os membros do Ministério Público. Continuando com o pacto de silêncio, Lula afirmou que não sabia nenhum detalhe da reforma do sítio de Atibaia. O patético depoente foi evasivo, pois estava visivelmente encurralado. Os empreiteiros e os políticos acharam que ficariam impunes por toda a vida, após cometerem atos ilícitos com o dinheiro público.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Boi ladrão

O depoimento do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva sobre o sítio de Atibaia (SP) à juíza Gabriela Hardt – substituta de Sérgio Moro, que assumirá em janeiro o superministério da Justiça do presidente Jair Bolsonaro – começou a deixar clara sua culpabilidade e que, daqui para a frente, ele continuará apanhando igual a “boi ladrão”. Se o ex-presidente não tivesse feito tudo o que fez para destruir o País, não estaria nessa situação (nem a maioria do povo brasileiro). Primeiro, foram as “surras” de Moro e as condenações em duas instâncias. Depois, a sova que ele e seu partido, o PT, por intermédio do poste Haddad e de vários companheiros, levaram nas urnas. Agora, o salafrário pegou pela frente uma brava, destemida e preparada mulher que já mostrou não estar para brincadeira e que, ao contrário do que ele pensa e falou no primeiro depoimento a ela, acabou esta de “nunca foi tão fácil roubar neste país”.

João Direnna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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Prisão domiciliar

As traquinagens desfrutadas no sítio de Atibaia foram de tal ordem que deixaram Lula transtornado em seu julgamento e seu fiel advogado, mudo. Peço vênia, na qualidade de mortal simples, que seja concedida a Lula a possibilidade de prisão domiciliar rigorosa, certamente em seu idílico sítio, como pálida homenagem ao que ele quis fazer pelo povo, certamente como mortal sensível, mas que esbarrou na complexidade da tentação. Afinal, como direito a usucapião, ampliado pela irrestrita generosidade do proprietário, poderia terminar seus dias em paz, como um simples burguês, que pelas aparências sempre quis ser. Quem sabe também ter tempo de sobra para aprender inglês, coisa que como líder mundial que queria ser fez muita falta para aumentar o brilho de sua estrela, que de vermelha agora está rosa choque.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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Usucapião

Lula é, mesmo, o dono do sítio de Atibaia. De tanto que frequentou, de tanta gente que convidou para lá ir, de tanta coisa sua que guardou lá por tanto tempo, ficou sendo dono desta propriedade por usucapião... Ou não?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Pedalinhos

Com toda vênia, por cortesia, os pedalinhos no sítio não deveriam ter os nomes dos netos do proprietário?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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Regalias de um corrupto

Como é possível que nesta terra tupiniquim um ex-presidente corrupto e formador de quadrilha, como Lula, que assaltou sem piedade esta nação e que, mesmo condenado a 12 anos e um mês de prisão, ainda assim lhe são oferecidas regalias excrescentes, como as 572 visitas em sua cela em Curitiba durante os seis meses em que esteve preso? Ou seja, em média, esse presidiário petista recebeu, neste período, quase quatro visitas por dia, seja de advogados, familiares, religiosos, aliados e até de seu barbeiro. Isso tudo além de ter utilizado a sua cela, sem restrição alguma, como comitê da campanha presidencial de Fernando Haddad. Será que está escrito na nossa Constituição que, mesmo sendo presidiário, um ex-presidente da Republica terá todas as regalias como as citadas acima? Ora, que Brasil é este? 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O barbeiro e as 572 visitas

Não podemos mais suportar tamanha ofensa à Nação do quadrilheiro. Por que não mandar o presidiário, quem nem curso superior tem, para uma prisão normal? Por que permitir uma romaria de advogados, políticos e os artistas que nada têm que ver com o presidiário, além de, como soubemos agora (“Estadão”, 18/11), um barbeiro a cada 15 dias? É o tapa final na cara da Nação! Isso não e justiça!

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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Revoltante

É simplesmente revoltante saber que um presidiário que arruinou o País e faliu a Petrobrás tenha autorização para que um barbeiro o visite duas vezes ao mês na cadeia. Qual o cidadão mortal que vai ao barbeiro duas vezes por mês? Sem contar ter recebido 572 visitas num período de seis meses. Sinceramente, este cara não é um presidiário. Pelo mal que fez ao País, deveria perder todas essas mordomias.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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Barbeiro na cadeia

Alguém pode explicar por que um preso comum está tendo toda essa mordomia? Quando deveria estar dividindo cela comum com presidiário comum? Barbeiro duas vezes por mês? Para quê? 

Antônio Sérgio Isnidarsi aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo

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O pequeno assassino

Não há como evitar que um sentimento de desolação nos tome quando uma pessoa como o médico Roberto Kikawa é fria e futilmente assassinado. O carrasco, um jovem de 18 anos com extensa ficha corrida (ou seja, já havia sido pego em outros delitos graves pelo sistema de Justiça e, por obviedade, não foi pego por um número muito maior de infrações), foi ainda assistido por outro adolescente. A pergunta retórica e batida é por onde andam os defensores dos direitos humanos que certamente defendem que pequenos assassinos profissionais permaneçam livres, leves e soltos pelas nossas ruas? Como este pessoal consegue relativizar os direitos humanos dessa forma? Essa política absolutamente burra que protege menores infratores precisa acabar! Por óbvio, um jovem que tem discernimento suficiente para influenciar no destino do nosso país votando para presidente da República tem, também, discernimento para entender o que é certo e o que não é. Digo mais! É óbvio que qualquer jovem, muito antes dos 16 anos, tem absoluta noção de quão errado é tirar a vida de outra pessoa. Chega! A bola está no campo de Sérgio Moro.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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Notícias falsas

Dados divulgados revelam que mais de 4,8 milhões de notícias falsas circularam entre julho e setembro – em apenas dois meses – deste ano no Brasil, sendo um dos assuntos principais dessas “fake News” a política (46,3%), além de temas relacionados a saúde e a como ganhar dinheiro de modo fácil. Essa própria estatística reforça outra, a que mostra os níveis preocupantes de alta porcentagem de analfabetismo funcional e de baixa porcentagem de letramento entre os estudantes brasileiros de todos os níveis do ensino. As tecnologias, entre as quais se incluem as redes sociais, são úteis e indispensáveis, mesmo, porém o senso crítico e a autonomia analítica parecem ceder lugar a julgamentos precipitados e a condutas irresponsáveis, promovendo uma nova era de condução de massas, talvez com a volta dos personalismos e o surgimento dos robôs, e todos eles a nos conduzirem.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Submarino ARA San Juan

É lamentável a declaração do governo argentino sobre o resgate do submarino ARA San Juan. Enquanto às famílias enlutadas pela perda de seus entes queridos só resta o último desejo, que é receber os corpos dos 44 membros da tripulação, dizer que “não há meios técnicos e recursos” é uma afronta aos familiares, a todos os argentinos e ao mundo. O correto é arregaçar as mangas, pedir ajuda aos países amigos que têm recursos e tecnologias mais avançadas e lutar até trazer ao solo argentino os corpos das vítimas e dar a seu povo esse último desejo.

Delpino Verissimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo 

 

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