Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2018 | 03h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Mais do mesmo

Vazam informações dando conta de que a reforma da Previdência pode estar ameaçada pela ação de partidos que não foram até agora contemplados com ministérios. A alegação que paira no ar é de que não há justificativa para a apreciação de proposta tão impopular entre os eleitores sem que haja alguma compensação. O presidente eleito Jair Bolsonaro já se definiu como não adepto da política do toma lá dá cá e afirmou reiteradamente que não a praticará. Assim, a essencial interação com o Parlamento constituirá, como tem ocorrido em governos anteriores, o seu grande desafio. Por outro lado, é preocupante a perspectiva de que boa parte do Congresso, dentro do espírito pragmático e egoísta que sempre o caracterizou, já inicie a transformação da reforma em moeda de troca e não a encare como elemento fundamental para o saneamento das contas públicas. Mais do mesmo. 

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Reforma da Previdência

Está cada vez mais evidente que o Brasil precisa urgentemente da reforma da Previdência, que deve atingir, além dos trabalhadores privados (INSS), todos os servidores públicos – federais, estaduais, municipais, de empresas públicas e autarquias, do Executivo, Legislativo e Judiciário, militares das Forças Armadas e das polícias estaduais, trabalhadores urbanos e rurais, homens e mulheres. A idade mínima de aposentadoria deve ser igual para todos. Não pode haver exceções. Senão em poucos anos terá de vir uma reforma bem mais rígida. Enquanto isso o Brasil terá perdido um tempo enorme, talvez irrecuperável.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Vetar já

Conforme a manchete do Estadão de ontem, Para cumprir teto, Bolsonaro terá de cortar R$ 37 bi por ano. Será que o presidente Michel Temer ainda está indeciso sobre se deverá vetar o aumento de 16,38% para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que resultaria num aumento em cascata para o funcionalismo federal? Esse é um passo importante para que o Brasil possa sair da calamidade financeira em que se encontra.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Corte de gastos

O governo Bolsonaro precisará cortar gastos de R$ 37 bilhões por ano. Nesse sentido, a criação da Secretaria da Privatização é uma necessidade. Do incrível número de 138 estatais existentes, muitas delas devem ser rapidamente eliminadas – por ironia, um exemplo claro é a empresa que administra o lunático “trem-bala”. As que ficarem deverão comprovar, sem caixas-pretas e “contabilidades criativas”, dogmas de estatais, que conseguem sustentar-se e dar lucro ao Estado. Um governo enxuto e preocupado com suas verdadeiras atribuições custa menos e, além disso, é mais eficiente e mais fácil de administrar.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

O caminho certo

Há estatais extremamente importantes para que o governo atue em setores do mercado. Não é o caso da Petrobrás. O ideal mesmo é fatiar a companhia e privatizá-la. Assim abriremos o mercado, estimularemos a concorrência na exploração do petróleo e – finalmente! – teremos combustíveis mais baratos.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

Caixa d’água furada

A situação pré-falimentar em que se encontram vários Estados mais se assemelha a uma caixa d’água furada, por onde vazam os contínuos repasses de dinheiro público, arrecadado via impostos de quem ainda produz. Enquanto não se fizer o verdadeiro enxugamento da máquina pública nesses Estados, respeitando o princípio de gastar muito menos do que se arrecada, a caixa vai continuar vazando. Ou se tapam os buracos pra valer, ou a caixa vai secar de vez. 

ARTUR LOVRO

artlovro@hotmail.com

São Paulo

Ameaças ao eleito

O serviço de inteligência da Polícia Federal investiga duas novas ameaças contra Jair Bolsonaro. Dois vídeos que circulam nas redes sociais mostram homens armados fazendo ameaças e falando em atirar no presidente eleito. Em mensagens no Twitter publicadas nos dias 3 e 6 deste mês, o vereador Carlos Bolsonaro, um de seus filhos, compartilhou os vídeos e advertiu para o risco de se menosprezarem os ataques verbais. Os que tramam o assassinato de Bolsonaro devem se lembrar de que seu vice-presidente é o general Hamilton Mourão, que não é de brincadeira e foi escolhido justamente para substituí-lo numa emergência. Outros generais também cercam o presidente eleito. Os bandidos que ameaçam Jair Bolsonaro que se cuidem! 

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

INFRAESTRUTURA URBANA

Cidade nada linda

São Paulo estará cada vez mais longe de ser uma “cidade linda” se continuar apenas a remendar tudo o que já está deteriorado: pontes, viadutos, ruas, avenidas, calçadas, parques, jardins, prédios municipais, estações, enfim, tudo o que é de responsabilidade da administração municipal. Remendos contínuos, recapeamentos de qualidade duvidosa ou mesmo de duração limitada não levarão São Paulo a merecer qualquer adjetivo honroso de qualidade. Planejamentos de recuperação de uma cidade com a dimensão de São Paulo devem ser para 20, 30 ou mesmo 50 anos. A continuidade de um projeto dessa envergadura precisa, de alguma forma, independer da troca de prefeitos. Novos prefeitos devem se comprometer e garantir que manterão ou até mesmo melhorarão tais projetos durante o seu mandato.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo

Asfalto ‘novo’

É incrível como em grande parte das vias recapeadas recentemente em São Paulo se tem a impressão, de repente, de cair em buracos. O que acontece é a falta de nivelamento de tampão de poços de visita, que deveria ser parte integrante do tal recapeamento. Isso é de fácil solução, mas a liberação do pagamento à empreiteira só deveria ser feita após vistoria de engenheiro da Prefeitura constatando que o serviço foi executado a contento. Enquanto isso não for consertado, sofrem nosso automóvel, nossa coluna vertebral e, possivelmente, muitos motoqueiros, em quedas por causa desse serviço deficiente.

STANKO SVARCIC

ssvarcic@gmail.com

São Paulo

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FERNANDO HADDAD VIRA RÉU

A Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra Fernando Haddad por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ele ter recebido pagamento realizado pela UTC para quitar dívida de campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2012. Desde os relatos da carta de Pero Vaz de Caminha fazendo pedidos pessoais ao rei de Portugal a história brasileira é caracterizada pela mistura dos interesses e bens públicos com os interesses privados. Mas até que ponto a cultura histórica pode ser ajuizada como desculpas para as condutas morais que todos deveriam aquilatar como inquestionáveis ao ter responsabilidade sobre os interesses e os bens públicos, sobretudo num país de necessidades financeiras tão aflitivas como o Brasil? Neste país do "rouba, mas faz", do "não começou comigo" e do "sempre foi assim", temos de ter finalmente, agora, a pertinácia atemporal do brocardo latino "dura lex sed lex".

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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'DUPLIPENSAR'

"Justiça põe Haddad no banco dos réus por R$ 2,6 mi de empreiteira" ("Estadão", 20/11). O confronto entre os "honestos" petistas e os "corruptos fascistas" (melhor liberais) fica bem evidente na comparação do passado de Haddad - o candidato derrotado dos grotões e dos "progressistas", agora réu em processo criminal por corrupção - com o dos "perigosos" liberais que ganharam as eleições e agora passam a "ameaçar" a democracia. Aliás, para o PT, democracia é o que apenas falam de si, e nunca o discurso dos seus adversários, que sempre são uma ameaça ao que entendem, na sua visão ideológica, ser "democracia progressista", que nos levaria a uma ditadura do proletariado tropical. Um interessante caso de "duplipensar". 

                   

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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COMPANHEIROS DE VERDADE

Fernando Haddad vira réu na Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Haddad é cada vez mais Lula. E, se as acusações se comprovarem, ambos podem se tornar companheiros de verdade. Quem sabe. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO EM FORMAÇÃO

Com o governo que Jair Bolsonaro está montando, os eleitores que votaram apenas contra Fernando Haddad devem estar chegando à conclusão de que, por linhas tortas, vamos ao caminho certo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O TIME EM CAMPO

O equipe que irá compor o governo de Jair Messias Bolsonaro está quase formada. A partir de janeiro de 2019, já estarão atuando, e rogamos que dê tudo certo, até porque o povo brasileiro não suportará mais viver de promessas...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PALAVRAS AO VENTO

O deputado Luiz Henrique Mandetta, confirmado por Bolsonaro como ministro da Saúde, ainda não foi empossado no cargo, mas já deu início às suas frases de agrado ao "chefe" ao declarar nada de novo entre o PT e o governo de Cuba quanto ao Programa Mais Médicos, como um convênio entre o PT e Cuba. Como ministro da Saúde, um dos setores mais degradados do País, palavras lançadas ao vento agradam ao presidente e mais ainda aos jornais diários, pelo impacto que causam e pela simpatia que "colam" na frase. O ministro Mandetta, se aprovar, terá oportunidade de cunhar outras frases de efeito jornalístico quando se deparar com a situação deplorável em que se encontra este setor. Suas intervenções estão diretamente ligadas às mudanças de comportamento das secretarias e das Secretarias de Saúde dos Estados, grande parte delas adversária de seu "chefe". Todos os nomeados fazem citações dos descalabros de suas pastas, mas sabem que caberá a eles mudar essa situação, dependendo da "muleta" de seu presidente que terá pela frente problemas de infraestrutura que não facilitam sua execução pela catastrófica situação econômica do País.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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OS PARTIDOS RECLAMAM

"Sem ministérios, partidos ameaçam reforma da Previdência", "Coluna do Estadão", 21/11). Isso é o que dá nós termos um país infestado de "pseudo-partidos": o presidente eleito não tem paz para indicar seus próprios ministros. Tem de cortar o mal na carne: a cláusula de barreira já foi um avanço, mas só o fim do famigerado Fundo Partidário permitirá que os parlamentares se eduquem para um "toma lá, da cá" que privilegie o povo, e não seus currais. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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TOMA LÁ, DÁ CÁ

Impressionante! Os "caras" nem sentaram a bunda nas cadeiras do Congresso e já estão ameaçando o futuro governo ("Coluna do Estadão", 21/11). Assim se faz "política" no nosso Brasil. 

Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

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VITALIDADE E CONFIANÇA

Que os atuais legisladores atentem para o editorial de 20/11 do "Estadão" "A reforma e a crise dos Estados" e se empenhem em aprovar ainda em 2018 a reforma da Previdência. Vitalidade e confiança garantirão a retomada dos investimentos, deixando o atraso para trás.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS E SINDICATOS

Combinados, os editoriais "Questão de moralidade" e "O custo de cada voto" (18/11, A3) mostraram com clareza solar que é possível, necessário e urgente acabar com o malfadado fundo partidário e, também, com a propaganda eleitoral "gratuita" paga com o dinheiro do contribuinte por meio de isenções fiscais às emissoras de rádio e TV. O mesmo vale para os sindicatos, que, assim como os partidos políticos, são entidades privadas que sóem viver de dinheiro fácil e, no caso daqueles, do financiamento compulsório até de trabalhadores a eles não associados, por meio de contribuições acessórias aprovadas em assembleias nada representativas - contribuições que, em muitíssimos casos, superam de longe o extinto imposto sindical anual equivalente a 1/30 avos do salário. Para que se tenha uma ideia, há sindicato em São Paulo cobrando 12% de um salário ao ano (em prestações mensais). Ou seja, antes, como imposto, cobrava-se o equivalente a um dia de salário; hoje, como contribuições "negociais", "confederativas" e "assistenciais", os sindicatos garfam dos trabalhadores o equivalente a 12 dias de trabalho.

Luiz Mario Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA

Merece servir de exemplo a transparência com que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu entorno vêm tratando a formação do novo governo. Aliás, nunca se viu tamanha comunicação sobre essa formação, o que traz tranquilidade quanto ao futuro democrático do governo: será positivo, cumpridor de promessas e pronto nas decisões, caracterizando o governo desejado e no qual imperam a ordem e a hierarquia.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O PRESIDENTE DA PETROBRÁS

Há alguns meses, quando da greve dos caminhoneiros, Roberto Castello Branco disse em entrevista à "Folha de S. Paulo" que a crise ensinou uma lição: "A necessidade de privatizar, não só a Petrobrás, mas outras estatais. É inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada, enquanto o Estado não tem dinheiro para cumprir obrigações básicas, como saúde, educação e segurança pública, que até mesmo tiveram recursos cortados para financiar o subsídio ao diesel". Este é o nome escolhido por Jair Bolsonaro para a presidência da Petrobrás. Ao que tudo indica, a empresa será salva, pois a era petista acabou com ela. E não só ela, mas muitas estatais foram tungadas. Agora, Bolsonaro levará anos de seu governo consertando os estragos - era previsível. E que venham as privatizações. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DO POÇO AO POSTO

"O vice-presidente eleito, Antônio Hamilton Mourão (general da reserva), afirmou nesta segunda-feira que as áreas de distribuição e refino da Petrobrás podem ser privatizadas no governo de Jair Bolsonaro. Ele sustenta que a intenção é manter estatal o 'núcleo duro' da empresa, notadamente a área de prospecção" ("O Globo", 20/11). Uma grande empresa de petróleo tem de operar do poço ao posto, ou seja, ser integrada para ter equilíbrio financeiro. A Petrobrás faz isso, com sucesso.

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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O ENTRA E SAI DO TRIBUTO

A atividade-fim do governo é arrecadação tributária, sendo assim, o que importa se vem de empresas públicas ou privadas? Se públicas, a arrecadação muitas vezes retorna para atender as necessidades financeiras da própria empresa; se privada, entra efetivamente no caixa do governo. Portanto, que se privatize tudo, assim o que entra não sai mais para cobrir rombos em estatais.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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'A EXCITAÇÃO DO FIM DO CICLO'

Sobre o artigo de José Eduardo Faria ("Estado", 20/11, A2), não investir contra pessoas em geral ou pontuais, apontadas como responsáveis por nossa felicidade, "apud" liberdade, é um péssimo conselho para o novo presidente eleito. Não investir contra 13 anos e 8 meses de lulodilmopetismo é como negar o holocausto.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CONTINÊNCIA

Na página A8 do "Estadão" de 21/11, publicou-se foto em que Jair Bolsonaro aparece fazendo continência à prestigiosa Raquel Dodge, procuradora-geral da República. Alguém precisa avisar Bolsonaro de que continência é coisa de caserna e todos esperam um civil na Presidência da República a partir de 1.º de janeiro.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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INCÔMODO

Sobre a entrevista de Silas Malafaia ("'A guinada à direita com Bolsonaro vai ser longa'", "Estadão", 20/11, A6), uma das poucas coisas que me incomodam no futuro governo Bolsonaro é o aumento da participação dos evangélicos nas decisões políticas em nível nacional. Se o PT, o PSOL e congêneres representam o atraso à esquerda, os líderes evangélicos o representam à direita. São indivíduos desqualificados, preconceituosos, de mentalidade atrasada, que, como se não bastasse, exploram dezenas de milhões de incautos. Tenho verdadeiro pavor de que eles cheguem ao poder, o que seria tão perigoso quanto a volta do PT.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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PROMESSA CUMPRIDA

Louvável que o novo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) cumpriu sua promessa de destinar R$ 2 milhões (de emenda parlamentar) para a Santa Casa de Juiz de Fora (MG), que, com competência, o atendeu depois que sofreu um atentado, quando foi gravemente ferido com uma facada naquela cidade mineira. Que o cumprimento de suas promessas não pare por aí. E, como torcemos e acreditamos, também sejam cumpridas durante a sua gestão no Planalto suas promessas feitas na campanha eleitoral, como a de alavancar o nosso desenvolvimento econômico, acabar com o alto desemprego, diminuir o tamanho do Estado, enfrentar de forma implacável a insuportável criminalidade existente no País, etc.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ROMBO

O "Estadão" deu: o governo Jair Bolsonaro vai ter de cortar R$ 37,7 bilhões por ano para cumprir teto (21/11, B1). Uma pergunta singela: quem provocou isso ainda está solto?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA E INVESTIMENTO

Aguardo ansiosamente a economia de recursos públicos do novo governo, que prometeu deixar de gastar o nosso suado dinheiro na forma de impostos com embaixadas de compadrio inúteis como a de Cuba e outras. Mas sugiro, além da atual embaixada brasileira em Washington, com seu habitual trabalho diplomático entre governos, que o sr. Bolsonaro, inovando, abra uma segunda, dedicada exclusivamente a promover o comércio e a fomentar os negócios entre os dois países. Isso não seria gasto, mas investimento. Cansei de sustentar militantes vagabundos e ideologias fracassadas, aqui dentro e lá fora, mas adoraria ver um Brasil capitalista com C maiúsculo ao se tornar para valer parceiro fiel da grande nação norte-americana. Ali, sim, todos nós ganhamos.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

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OS RECURSOS DO MEGALEILÃO

Estados e municípios devem ficar com até 15% do dinheiro arrecadado com o megaleilão do petróleo. Estão botando dinheiro bom para ajudar Estados quebrados, com gestão incompetente. Poderiam usar esse dinheiro em benefício da sociedade. Saúde, educação, transporte, moradia, saneamento básico, etc. E, se não houver um meio legal para desonerar e diminuir a folha de pagamento dos Estados e municípios, o problema continuará. Daqui a um ou dois anos estarão batendo à porta do governo federal de novo pedindo dinheiro. Se não houver um meio legal de os governos federal, estadual e municipal demitirem funcionários, este problema só tende a se agravar. O Estado tem de saber qual o seu tamanho, de acordo com suas receitas. O empresário privado não contrata se não precisa. Já o poder público, é o que mais faz. Atende ao pedido do senador ou do deputado. "Dá um jeito aí", "coloca em qualquer lugar", e assim começa a se deteriorar a administração pública. Os problemas pelos quais estão passando agora foram originados por eles, políticos, então eles que encontrem a solução, sem lançar mão de um dinheiro que não é deles, mas de uma riqueza mineral que pertence à Nação. Não tem meu apoio essa decisão.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INDÚSTRIA 

Quando se fala em desenvolvimento e em aumento de emprego, fala-se previamente em ações no campo de investimentos, de aumento da produtividade e de aumento de produção. Em situação macroeconômica de capacidade ociosa, um aproveitamento emergencial de expansão de "oferta" já potencialmente existente pode ser obtido com ações imediatas indicadas por áreas potenciais de "procura" disponíveis, que estimulariam em alguns casos de modo significativo a produção e o emprego. Não se pode negar que a busca de possíveis áreas nessas condições constitui-se numa prioridade para o crescimento do PIB no curto e no médio prazos, com expansão do emprego atual, mais que imprescindível no Brasil. O desenvolvimento como um processo de longo prazo, associado a novas tecnologias e a novos investimentos, complementaria grandes aumentos de produtividade, de produção, de expansão da qualidade e da quantidade de novos empregos, bem como de bem-estar. Vale a pena insistir quando uma ideia relevante é apresentada. Muito oportunas são a análise e as sugestões feitas pelo profundo conhecedor de ciência, tecnologia, energia e educação o professor José Goldemberg, em seu artigo "O papel da ciência no desenvolvimento do País", publicado no "Estado" de 19/11/2018 (página A2). Ele aponta que a "atividade científica e tecnológica do País cresceu muito, sobretudo na USP, graças à autonomia financeira das universidades públicas garantida por uma porcentagem fixa do ICMS e à Fapesp, que também recebe uma fração fixa de impostos". Mas o governo militar e os governos democráticos desde 1985 não conseguiram resolver: como transformar excelentes trabalhos de grupos de pesquisa universitários em benefícios diretos à população... O problema, aí, não se encontra na universidade, mas na política econômica que isolou o País com barreiras alfandegárias que limitam as importações. "Elas impediram a disponibilidade de tecnologias modernas que poderiam ser escolhidas, adaptadas às necessidades industriais e desenvolver novas tecnologias pelos quadros universitários capacitados, permitindo a elas competir no mercado externo. Essa capacidade ociosa de 'oferta' já existe. O que falta é 'procura' pelas indústrias por causa das políticas macroeconômicas do governo federal, que mantiveram a economia brasileira muito fechada. Diante da intenção de abertura comercial do novo governo federal, o longo prazo é bastante promissor". Mas, de imediato, "os diversos ministérios (sobretudo os das áreas de Defesa) e as empresas estatais deveriam ser encorajados a procurar mais os serviços das universidades." "No Brasil as agências reguladoras ANP, Aneel e Anatel, têm poder de redirecionar recursos e pesquisas com os fundos setoriais - que determinam que 1% do faturamento das empresas do setor seja direcionado à pesquisa." Neste momento em que está sendo divulgado que o futuro ministro Paulo Guedes pensa em criar uma secretaria de Produtividade e Emprego, levando inclusive empresários para a futura administração, e também que o nome para Minas e Energia está sendo pensado, é desejável que essas importantes sugestões do professor Goldemberg sejam consideradas pela equipe do futuro governo.

Renata Miceli Zoudine apjunior1@yahoo.com.br

São Paulo 

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FERIADOS DEMAIS

Eu não entendo os comerciantes no Brasil, mais de 90% perdem muito dinheiro com os feriados, e novembro de 2018 se tornou indecente. A esperança é, agora, com um governo mais alinhado com o mundo real, haver impostos e talvez feriados com desconto em impostos por perdas e danos, ou fazer como Jânio Quadros fez em São Paulo: todos os feriados caíam na segunda-feira. Ficou bom para todos. Só sei que quase dois meses de feriado por ano não pode continuar. 

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

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CORREÇÃO

Já que se cogita de corrigir uma série de distorções neste país, gostaria de lembrar que o excesso de feriados também prejudica o nosso desenvolvimento, pois aumenta o custo da produção. Está na hora de fazer uma análise e eliminar uma parte deles, mesmo que se tenha de incorporar aos salários, se a tese do direito adquirido prevalecer.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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FERIADO, CIDADANIA & RACISMO

20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Não é preciso criar mais um feriado. Não é preciso dar cor à consciência. Basta tê-la. E o racismo desaparece...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONSCIÊNCIA HUMANA

Não deixa de ser importante o dia dedicado à consciência negra (20 de novembro), mas, para mim, é frustrante não ter uma data para alertar, mexer e instigar a importância da "consciência humana", que teria de ser exercitada em todos os momentos. Consciência da responsabilidade do humano (em tese, o mais inteligente dos seres) com a totalidade do meio em que vivemos. Responsabilidade com os animais, com os vegetais, com os minerais, com as águas, etc. Não é necessário pesquisar muito para saber o que a arrogância e a ganância nossa já provocaram em perdas para nós mesmos. Só para lembrar: ouro, tungstênio, madeira e seres humanos (escravidão). Pensam que acabou? Então procurem saber mais sobre nióbio, petróleo, soja, carne, seres humanos (escravas sexuais, Mais Médicos e órgãos para transplante). Precisamos ou não de uma data para lembrar em todas as datas que temos o dever da responsabilidade consciente de que somos muito importantes, mas apenas uma espécie dentro de tanta diversidade, independentemente da cor da pele?

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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QUEBRA-CABEÇA

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi questionado em recente entrevista coletiva sobre a saída repentina de Cuba do programa Mais Médicos. Como é notório, a iniciativa não partiu dele, nem poderia, pois ainda não tomou posse. Limitou-se a apresentar pontos de vista futuramente negociáveis sobre aspectos ligados às remunerações destinadas aos médicos, aos credenciamentos, verdadeiras caixas pretas, e à possibilidade de os familiares acompanharem os profissionais durante a estada no Brasil. Assim, não lhe caberia responder a questionamento algum, e sim à ditadura caribenha, que, por sinal, não forneceu até agora os motivos objetivos da retirada. Vamos, então, combinar: falta uma peça fundamental neste quebra-cabeça, e ela não está em poder do governo brasileiro e muito menos da equipe de transição.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MAIS MÉDICOS

O programa Mais Médicos é importante para atender a população em cidades que não têm condições financeiras de manter um profissional da área da saúde. O confronto de viés ideológico entre Cuba e o presidente eleito do Brasil está levando à saída dos médicos cubanos do País. Estima-se que o pagamento efetuado pelo programa, durante o período de 2013 a 2018, vai girar em torno de algo como R$ 8 bilhões, sendo apenas R$ 2 bilhões destinados aos médicos e R$ 6 bilhões enviados diretamente ao regime comunista de Cuba. A transparência dos dados e das informações é fundamental para tornar claro o conflito político que afetará o atendimento médico de milhões de brasileiros.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DECISÃO BRUSCA

Pois é, foi só o futuro presidente da República, acertadamente, dizer que exigiria dos médicos cubanos o exame de qualificação, o Revalida, bem como o pagamento integral dos respectivos salários aos médicos, e não apenas 30%, como vinha sendo pago, para que a gloriosa e democrática república de Cuba ordenasse a retirada dos profissionais do Brasil, pouco se importando se uma decisão tão brusca afetaria ou não o atendimento dos necessitados. Triste constatar que ainda existem ingênuos, ou oportunistas, que acreditam nas balelas dos ditos governos voltados para os mais pobres, a exemplo do PT. Como perguntar não ofende, indago qual foi o montante gasto pelo Tesouro Nacional com tal programa, nele incluído o porcentual levado pelo PT, pois, como é sabido e notório, dita agremiação não tem por hábito dar ponto sem nó. Pergunto, ainda, qual governante ou dirigente desse partido algum dia se submeteu a consultas e tratamentos com os médicos cubanos? A "Jararaca" já se sabe que nunca! Incoerente, não?

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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VOCAÇÃO IDEOLÓGICA 

O programa Mais Médicos só foi implantado aqui por causa da verdadeira vocação ideológica do partido que o contratou durante sua gestão no comando do País. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, não pode ser culpado pelo encerramento do contrato, pois apenas confirmou sua conhecida visão antes mesmo das urnas o elegerem. Mas a ele cabe, a partir de janeiro de 2019, mostrar que é possível resolver esta grave questão, dentro das normas brasileiras e sem submeter profissionais a um regime de contratação que em muitos pontos se assemelha ao da escravidão.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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DIREITOS HUMANOS

É inadmissível o procedimento do governo ditatorial comunista cubano escravizando os seus próprios cidadãos, médicos, trabalhando no Brasil com os seus familiares reféns em Cuba para lhe garantir a fonte de renda constante de um contrato em desrespeito aos direitos humanos fechado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). E até hoje, após seis anos, nunca vimos um questionamento sequer da ONU a respeito - e sua Comissão de Direitos Humanos ainda tenta interferir na condenação do presidiário, corrupto, Lula da Silva. Afinal, para que serve a ONU?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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MÉDICOS BRASILEIROS

Para solucionar o impasse da saída dos médicos cubanos, basta oferecer aos médicos brasileiros todo o dinheiro que era enviado para Cuba. Em vez de financiar a ditadura cubana, vamos financiar a saúde no Brasil. Com tanto dinheiro disponível haverá filas de médicos brasileiros gabaritados e dispostos a trabalhar em qualquer lugar. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SABEDORIA

Maneira inteligente e esperta de resolver a questão da saída dos médicos cubanos é usar a sabedoria. 1) Considerando que um curso de Medicina, tanto no sistema público de ensino quanto no privado, está em torno de R$ 1 milhão para o governo ou para a família; 2) considerando que os mais bem dotados de dinheiro chegam em porcentagem muito maior às escolas de Medicina não pagas do governo; 3) considerando que os menos privilegiados vão ao Fies para se formarem, ficando endividados por vários anos e foram as famílias mais sacrificadas; e 4) considerando as necessidades do povo brasileiro que pagou as escolas, resolve o governo: 1) convocar os formados em Medicina nas escolas do governo por dois anos para as Forças Armadas, ganhando como aspirante ou segundo tenente. Esse serviço, conforme a avaliação do local em que o oficial servir, servirá de peso a favor nos concursos de especialização ou nas residências médicas, considerando o tempo de serviço para esses cursos. 2) Será mantido um serviço via internet de especialistas 24 horas, para orientar estes médicos em suas dúvidas, donde o tempo será considerado como residência. 3) Terá este programa também uma parte de voluntariado dos médicos formados em escolas particulares. Essa maneira é como resolviam as potências europeias os problemas médicos nas colônias, e assim foram descobertas curas de várias doenças, inclusive a lepra. Este método também era usado nos CPOR, e muitos profissionais amigos meus aprenderam neste período que se chamava estágio muitas dicas para sua vida futura, ficaram mais humanos com o contato com os mais pobres e aprenderam a se autodisciplinar para a futura vida profissional.

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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O QUE PODEMOS ESPERAR?

Nos últimos dias estamos vendo a verdadeira fotografia do Brasil. Congressistas que foram rejeitados pelo povo nas últimas eleições usando a vingança como arma tentando libertar bandidos. Quando, na realidade, crimes praticados por políticos contra o povo nunca deveriam prescrever, e sim serem classificados como crimes hediondos. Na Justiça, muitos juízes agem de acordo com suas convicções políticas, esquecendo-se de que eles são a "nossa tábua de salvação". O que podemos esperar?

Wilson Matiotta  loluvies@gmail.com

São Paulo

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O CURSO DO PSL

Sobre o "curso" que o PSL dará à sua bancada novata no Congresso Nacional, eu pretendo, no início do próximo ano, sugerir aos deputados federais e senadores a proposta de uma emenda constitucional. Hoje, qualquer indivíduo alfabetizado pode concorrer a um cargo de prefeito, governador, presidente, vereador, deputado estadual, deputado federal, senador. Como é possível alguém que não tenha o mínimo de intimidade com a Constituição, que rege tudo e todos no Brasil, assumir funções de tamanha responsabilidade e que demandam a compreensão da Lei Maior? A solução é um teste de conhecimentos, elementares e compatíveis com cada cargo, da Constituição. Para estarem aptos a registrar candidatura, estabelecer-se-á que os pretensos postulantes, assim como seus vices e suplentes, sejam aprovados no teste. Estou certo de que essa emenda, uma vez aprovada, promoveria um verdadeiro salto triplo à frente na qualidade da política, das legislaturas e das administrações do País.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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REAJUSTES DOS SALÁRIOS NO STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de dizer: "Efeito cascata do reajuste a juízes é papagaiada". Será, senhor ministro? Isso é que é corporativismo. O senhor assina se responsabilizando pelas consequências? Nos reajustes anteriores foi aquela "cascataiada". 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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O 'LIMPADOR' DE FLORESTAS

Finalmente, depois da ocorrência de mais de 80 mortos e cerca de mil desaparecidos, no Estado da Califórnia o inacreditável presidente norte-americano foi àquela região. Como já havia feito desde o início, criticando o governador daquele Estado pela falta de controle das florestas, voltou a envergonhar os norte-americanos afirmando que eles deveriam se espelhar no governo da Finlândia, que cuidava da limpeza das suas florestas, conforme havia lhe afirmado o presidente daquele país. Os próprios finlandeses foram os primeiros a se divertirem por tão absurda declaração. Um deles colocou nas redes sociais um finlandês com um aspirador de mão em meio a uma floresta. O presidente daquele país afirmou que não se lembra de ter feito tal declaração. E nem poderia se lembrar, mesmo, de tamanha abobrinha. Fico imaginando aquele presidente limpando a Floresta Amazônica. É evidente que, para quem tem o mínimo respeito pela ciência, não se podem ignorar os alertas dados por cientistas ligados ao Acordo de Paris. Por oportuno, cumpre lembrar que Donald Trump foi eleito apenas pela maioria do Colégio Eleitoral, cuja votação vale mais que a própria votação popular, na qual Trump perdeu por mais de 3 milhões e votos. Um sistema único no mundo e por demais complicado para ser explicado neste espaço. Pois bem, é essa figura singular que o nosso presidente eleito - pela maioria do voto popular -, Jair Bolsonaro, pretende seguir, tanto que já indicou para o Ministério das Relações Exteriores um diplomata inexperiente, mas que tem em Trump o seu guru. Agora Deus tem de dar mostras de que é realmente brasileiro, como muitos acreditam.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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TOLERÂNCIA ZERO JÁ

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalização da fuga de local de acidente de trânsito para tentar escapar de processos cíveis e/ou criminais é mais do que acertada. Mas o problema é que neste paiseco podem apostar que essa decisão será inócua. Juízes continuarão a aplicar penas alternativas, se tanto! Enquanto não houver tolerância zero com crimes e estrita observação das leis, levando hordas de pessoas para a cadeia por infrações menores, como ocorre em países do Primeiro Mundo, o Brasil permanecerá aquém do seu potencial e continuará sendo o playground da malandragem.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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