Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br 

O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2018 | 03h00

GOVERNO TEMER

Transição republicana

O presidente Michel Temer, como divulgou o Estadão, deixará engatilhado, já com edital publicado neste mês de novembro, um pacote de concessões, facilitando o governo de Jair Bolsonaro, para que possa fazer esse leilão até março de 2019. São 12 terminais de aeroportos, trecho de 1.537 km da Ferrovia Norte-Sul e, nos portos, quatro terminais. O novo governo poderá arrecadar um mínimo de R$ 1,5 bilhão, com previsão de gerar R$ 6,4 bilhões de investimentos, além, da criação de milhares empregos. Destaque-se ainda que o Palácio do Planalto, como não poderia deixar de ser, vem dando todo o apoio à equipe de transição para a próxima administração. Que, de forma transparente, está recebendo todas as informações necessárias, desde o estágio atual das contas públicas até as obras paradas ou em andamento. Assim como Fernando Henrique Cardoso, em atitude republicana, fez com Lula da Silva, em 2002 – infelizmente, o ex-presidente petista, hoje presidiário, desuniu o País, com o seu odioso “nós contra eles”. Oxalá Bolsonaro, que também se vem mostrando cordial com a atual gestão nesta fase de transição, mantenha o clima de respeito às nossas instituições.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Estadista e restaurador

Em meio a perspectivas de mudança há muito não vistas no País, pouco se tem observado sobre a transição, embora ela seja tema diário nos noticiários. A atitude do presidente Michel Temer de abrir todo o seu governo para o sucessor mostra-se fundamental. Permitirá que o novo presidente comece produzindo já no seu primeiro dia de trabalho. É inegável que o presidente cessante deixa significativo legado. Logo ao assumir, fez questão de dizer que não concorreria à reeleição. Com medidas muitas vezes impopulares, corrigiu os descalabros petistas. E teve seu governo tumultuado por denúncias que o atingiram pessoalmente, além de ser vítima da irracional campanha que até hoje insiste em classificar o impeachment de “golpe” (tal como a de que o ex-presidente está preso sem provas). O fato é que Temer entregará o governo em melhores condições do que recebeu. Ao passar a casa em ordem e alertar o sucessor sobre os problemas existentes, conclui a missão que foi chamado extraordinariamente a cumprir. Quando a poeira da História cobrir seu período, certamente será reconhecido como estadista e restaurador do País na mais aguda crise enfrentada pelos brasileiros.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Chave de ouro

O presidente Temer deveria ter a coragem moral de vetar o aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Além do efeito cascata nas combalidas contas públicas, ainda se veem as inúmeras benesses e mordomias da Suprema Corte, que deveria ser a primeira a dar bons exemplos à Nação. O já desacreditado Legislativo, também beneficiado, por tabela, pela medida aprovada no Senado, nem pensou duas vezes. Mas a esperança de mudanças no País com o novo governo ainda nos poderá dar algum alento, apesar da pérfida herança.

JOÃO COELHO VÍTOLA

jvitola@globo.com

Brasília

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Tempo de esperança

Jair Bolsonaro foi eleito presidente com uma votação surpreendente de brasileiros adeptos de “ordem e progresso” e desejosos de uma real guinada do Brasil em direção ao enfrentamento dos grandes desafios que estão caracterizando o País neste século: corrupção, crime organizado, tráfico, desemprego por não dispor de mão de obra qualificada, etc. Felizmente, nosso futuro presidente, em sua simplicidade, vem demonstrando competência na montagem de uma equipe de alto nível, em sentido inverso ao dos governos populistas de padrão Lula.

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Sem toma lá dá cá

A forma como o presidente eleito, Jair Bolsonaro, está montando o seu governo é, acima de tudo, corajosa e inédita. Como ele bem diz, foi eleito sem a ajuda dos partidos políticos, que sempre o esnobaram, e agora busca quebrar a tradição do toma lá dá cá. Embora seja um político veterano, com vários mandatos de deputado federal, e sabendo como funciona a política em Brasília, resta saber se ele terá forças e condições de governar. Torcemos para que tudo dê certo.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

Norte

O artigo As políticas públicas assumidas por Bolsonaro (23/11, A2), do dr. Modesto Carvalhosa, em que se destacam o performance bond nas obras públicas, o voto distrital com recall, o fim das emendas parlamentares ao Orçamento e a extinção dos fundos partidário e eleitoral, deveria servir de norte para o futuro governo do Brasil.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Todos no mesmo barco

Não votei em Jair Messias Bolsonaro, porém, como ele venceu as eleições e será o nosso próximo presidente, rogo que faça um excelente governo. Nosso país está carente de um bom administrador e nossa gente só conseguirá ir avante no dia em que o Brasil for avante também. Boa sorte, presidente.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

CRIME E VIOLÊNCIA

Mais sonhos interrompidos

O menino João Victhor Valle Dias, de 9 anos, estava apenas sendo criança, soltando pipa, quando foi atingido por um tiro no peito. Não, não é cena de filme, mas a cidade do Rio de Janeiro pondo pais e filhos em mundos distintos, sem direito de escolha. A vergonhosa sina das balas perdidas mata, também, o carioca de tristeza.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Leis frouxas

Nossas leis penais são as mais indulgentes do planeta. Assaltos à mão armada, por exemplo, são cometidos no Rio de Janeiro a toda hora. Criminosos, quando presos, o que é uma possibilidade remotíssima, recebem punição muito aquém do crime praticado. Direitos humanos e regime de progressão de cumprimento de pena tratam de tirá-los o mais breve da cadeia, se acaso for. Existe em nossas leis um nítido viés ideológico com o propósito de desestabilizar a sociedade, pela impunidade. A república dos bandidos só não enxerga quem não quer.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

O ‘QUADRILHÃO DO PT’

A ex-presidente Dilma Rousseff, que se orgulhava de dizer que faria até “o diabo” para vencer uma eleição, certamente, fez coisa pior... Não por outra razão o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, de Brasília, tornou ré a ex-presidente, por formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, no caso conhecido como “quadrilhão do PT”. Na mesma decisão do juiz, além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, tornaram-se réus os presidiários Lula, Antonio Palocci e João Vaccari Neto.  O caso se refere a supostas irregularidades criminosas praticadas em conluio com empreiteiras no Ministério de Minas e Energia, na Petrobrás e no BNDES. Com toda a sua cúpula enquadrada por formação de quadrilha, não é possível que se permita ao PT seguir funcionando como partido político.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

PRIVATIZAR É PRECISO

  

Ao anunciar a criação de uma secretaria de privatizações, o futuro governo sinaliza sua prioridade de desfazer-se de parte das 148 estatais que hoje pesam no seu orçamento. O conjunto das estatais gerou, em 2017, um déficit de R$ 13,6 bilhões, informou o Tesouro Nacional. As estatais tiveram importante papel no desenvolvimento do Brasil, quando o País necessitava de infraestrutura e não havia investidores privados em condições ou com disposição para nela aplicar. Com o passar dos anos sua necessidade foi diminuindo e telefonia, parte do setor elétrico, transportes e outras áreas foram entregues à iniciativa privada. Alguns setores deram certo, outros nem tanto. Tudo se fez com a oposição de políticos, partidos e sindicatos interessados na manutenção do nocivo empreguismo trocado por votos congressuais. A Petrobrás deveria ser privatizada enquanto ainda é valiosa. Não sabemos se, com o advento do veículo elétrico e de outras aplicações da eletricidade, o petróleo continuará tendo o mesmo valor nas próximas décadas. Da mesma forma Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não têm razões para continuarem na forma estatal. Se submetidos à eficiente regulação, esses três gigantes da economia nacional poderão prestar melhores serviços à comunidade, sem os riscos de serem pilhados pelo empreguismo e outros males que as acometeram nos últimos anos. Até o trem, de carga e de passageiros, que vai fazer falta quando o País voltar ao desenvolvimento, se bem fiscalizado, poderá um dia circular e ser útil à economia nacional.

  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

A PRESIDÊNCIA DA CEF E DO BB

Francamente, me assustam os nomes indicados por Jair Bolsonaro para presidir a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB). Pedro Guimarães é genro de Léo Pinheiro, ex-presidente da Construtora OAS, e Rubens Novaes foi investigado e absolvido de acusação de peculato. Minha única dúvida foi por ter ouvido Bolsonaro repetir várias vezes que em seu governo nenhum cargo seria ocupado por investigados, indiciados, processados e muito menos por pessoas ligadas a corruptos e/ou corruptores. Eu só queria entender.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

OS PARTIDOS DO GOVERNO

Além do PCB, “Partido Chicago Boys”, aquinhoado com a economia, o governo do capitão é dominado pelo PPP, dos Pastores Pentecostais; o PDV, Partido Direita Volver; e o PMTC, o filosófico Pensamento Mágico & Teorias da Conspiração, que vai se instalar no Itamaraty. Além do come quieto DEM, Demiurgos Unidos de Ônix Lorenzoni, criadores do “homem”. O resto também é baixo clero.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

PRESSÃO POR INDICAÇÕES

A formação da administração do governo Bolsonaro mostra que vários grupos estão fazendo exigências em relação aos ocupantes de vários cargos. E mostra, também, as dificuldades para que suas pretensões sejam atendidas. Como aceitar, por exemplo, a indicação do colombiano Ricardo Vélez Rodríguez para o Ministério da Educação? Sem nenhum preconceito em relação ao fato de ser um estrangeiro, mas pelo seu posicionamento radical em questões políticas, que vai provocar muitos conflitos numa área muito sensível. Com essa indicação, aumenta a configuração de que o futuro governo enfrenta dificuldades no campo político para montar sua equipe.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

ANSEIOS

Em seu blog, o futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, interpreta o fenômeno Bolsonaro como “único candidato que soube traduzir os anseios da classe média (...)”. Poucos discordariam, mas eu discordo: Bolsonaro não “soube interpretar” os anseios, como se fosse algo pensado, estudado. Não, não foi necessário. Ele também estava insatisfeito, tinha e ainda tem os mesmos anseios da classe média. Bastou expressá-los com sinceridade, com autenticidade e com a espontaneidade que ele chama de caneladas. O primeiro evento foi a frase que falou à deputada Maria do Rosário. Todos os que viram ou souberam sentiram-se representados. Sim, lá estava um deputado que nos representava. Sentíamos vontade de tirar a mordaça do politicamente correto, e lá sentimos que alguém estava falando por nós. O que ocorreu depois já é história. Bolsonaro, sim, é um de nós que chegou lá. Sem marqueteiro, sem TV, sem ensaios. Apenas sendo ele mesmo. Por isso estamos todos com ele, por um Brasil melhor.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Sobre a reação negativa à indicação de Mozart Neves para o Ministério da Educação – que havia sido aventada –, uma das poucas coisas que me incomodam no futuro governo Bolsonaro é o aumento da influência dos evangélicos nas grandes decisões políticas do País. Se o PT, o PSOL e congêneres representam o atraso à esquerda, os líderes evangélicos representam-no à direita. São indivíduos desqualificados, preconceituosos, de mentalidade atrasada, que, como se não bastasse, exploram dezenas de milhões de incautos. Tenho verdadeiro pavor de que eles cheguem ao poder, o que seria tão perigoso quanto a volta do PT.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

*

ZERO EM PORTUGUÊS

Felizmente preterido para ser ministro da importantíssima pasta da Educação no governo Bolsonaro, o procurador da República Guilherme Schelb cometeu a seguinte frase em seu Twitter: “A democracia pode ser comparada a um jogo de xadres...”. Pode?!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

ESCOLA SEM PARTIDO

“Após reação de evangélicos, Bolsonaro tem encontro marcado com apoiador do ‘Escola sem Partido’” (“Estadão”, 22/11). O projeto Escola sem Partido não é apenas apoiado por eleitores evangélicos, mas também por não evangélicos, pois deveria ser considerada como uma importante iniciativa na luta cultural brasileira contra os abusos praticados por professores com viés esquerdista, praticando contra alunos menores de idade um real assédio moral nas escolas, bem como nas universidades, com a perseguição aos que não concordam com a pregação ideológica. As escolas e universidades devem voltar a ser espaços onde existem diversidade e liberdade de pensamento, coisas que hoje não mais existem em razão do veneno esquerdista, constantemente pregado impositivamente nestes espaços.                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

*

NOVA VISÃO

O Brasil merece a aprovação do projeto Escola sem Partido. São ótimas propostas que irão afastar uma visão equivocada de ensino, seguindo um caminho melhor para nossas crianças, deixando de lado toda esta doutrinação de esquerda, que só trouxe atraso em todos os aspectos ao nosso país. A população cansou desse modelo de escola com partido. Temos sempre de visar à família, aos bons costumes e à religião. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

*

NÃO À DOUTRINAÇÃO

Vocês, pais, sabem o que significa “identidade de gênero nas escolas”? Segundo o Decreto 7.037/2009, assinado em dezembro do ano citado, é dever do Estado “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade”. Esse decreto faz parte do programa nacional de direitos humanos e viola os valores da família tradicional brasileira. Isso porque a lei não fala em conviver com diferentes gêneros, mas em desconstruir a normatividade da família. Além deste, existem centenas de outros projetos de lei (PL) maléficos que tratam de identidade de gênero nas escolas. Só uma pergunta: você colocaria seu filho adolescente diante da TV para assistir àquela excrecência chamada “Amor e Sexo”? Caso aprovado o citado PL, assim se tornará a maneira de abordar o assunto nas salas de aula. A esdrúxula ideologia de gênero afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada um deve construir sua própria identidade e que todas as crianças devem experimentar todas as formas de sexualidade possíveis até encontrarem um gênero para si mesmas. A pergunta que se faz é: como isso se daria nas escolas? Como se vê, bota polêmica nisso. Por meio de materiais didáticos e uma nova pedagogia voltada para a desconstrução sexual. Atualmente, isso já acontece em alguns lugares como diretrizes educacionais, incentivando professores a falarem sobre o assunto em sala de aula, muitas vezes com materiais escolares que mais desinformam do que auxiliam. Prova disso é o crescimento de crianças confusas a respeito da própria sexualidade em países onde o assunto se tornou obrigatório em sala de aula, como a Escócia. Não é de hoje que um grupo de facínoras no Brasil busca abordar esse tipo de tema com as crianças nas aulas. A pressão popular, porém, tem impedido que essas propostas se concretizem de fato. Pesquisa recente mostra que em sua maioria os brasileiros acreditam que cabe às famílias educarem seus filhos sobre esses assuntos, pois dessa maneira os pais transmitirão a seus filhos aquilo em que acreditam. É papel fundamental da sociedade acompanhar de perto o trabalho dos governantes que elegeu, especialmente vereadores, deputados e senadores, pois são eles que votam as leis. Prefeitos, governadores e o presidente também têm de ser acompanhados de perto, para que cumpram aquilo que prometeram. Agindo dessa forma você não irá ser pego de surpresas indigestas dentro de sua própria casa.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

ESPERANÇAS

O sindicalista líder nato vindo do povo nos encheu de esperança ao assumir o poder da República, mas propagou a corrupção, contaminando a petroleira orgulho nacional, inflou a máquina pública, conluiado com as invasões, desvirtuou a finalidade do banco de desenvolvimento, bagunçou o Brasil e a América Latina, enriqueceu e, mesmo condenado, se diz honesto. Deu no que deu. Agora, um patriota promete combater a corrupção e colocar a casa em ordem: “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”. Esperamos que seja para valer, e não outra decepção.    

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

NOVOS RUMOS

O PT é um partido de esquerda que apoia e flerta com os poucos países socialistas que ainda restam. Há 30 anos caía o Muro de Berlim, que representou o prenúncio do fim do socialismo. Entidades de professores (Apeoesp), de estudantes (UNE) e de sindicalistas (CUT) apoiam as ideias retrógradas e ultrapassadas da esquerda. Já é passada a hora de a elite intelectual do nosso país eleger diretorias sem viés ideológico. Ano novo, vida nova, novo presidente, quem sabe também novos rumos para a UNE e a Apeoesp.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

AUDÁCIA

O Partido dos Trabalhadores teve a audácia de questionar no STF a validade do Decreto 9.527/18, que criou a Força-Tarefa de Inteligência para o combate ao crime organizado no Brasil. Não surpreende, é a mesma coisa que o peru questionar a validade da ceia de Natal. 

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

*

DINHEIRO PARA AS ELEIÇÕES

No editorial “O custo de cada voto” (18/11, A3), foi possível entender por que os candidatos a cargos eletivos no Brasil não precisam de muito dinheiro para se eleger. As redes sociais fizeram esse trabalho com custo zero e a profissão de marqueteiro político praticamente foi enterrada em 2018. Toda a linha de argumentação de que o Fundo Partidário era necessário, como também o tempo de TV, foi derrubada nesta última eleição. O custo do voto de Jair Bolsonaro no primeiro turno foi de R$ 0,02, e de R$ 0,04 no segundo turno. Enquanto isso, Fernando Haddad gastou 20 vezes mais no voto ao primeiro turno (R$ 0,38) e 17 vezes mais no segundo turno, valendo o voto R$ 0,70. Fica claro, dessa forma, que o que elegeu o candidato do PSL foi sua capacidade de convencer seu eleitorado. Nas próximas eleições não será necessário o gasto de bilhões nas campanhas. As redes sociais desempenharam um papel importantíssimo, derrubando o discurso de que era preciso dinheiro, marketing e muitos apoios. Espera-se que daqui em diante o dinheiro destinado às campanhas eleitorais seja utilizado na saúde, na educação, na segurança e em outros serviços essenciais, e que os candidatos abram mão dessa verba, que é um desperdício diante de tantos problemas que este país vem enfrentando. As redes sociais estarão atentas aos gastadores do dinheiro público. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

QUESTÃO DE MORALIDADE

Resumindo, depois da parcimoniosa campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República, o FEFC, Fundo Especial de Financiamento de Campanha, virou uma simples questão de finitude. Já era.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

MAIS MÉDICOS SEM CUBANOS

O futuro ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, atualmente deputado federal, criticou, com razão, o Programa Mais Médicos em muitos dos seus aspectos que com certeza têm a concordância da maioria da população. Eu, por exemplo, sempre achei um absurdo o governo brasileiro concordar em pagar R$ 10 mil para cada médico cubano, que dessa quantia recebia pouco menos de 20%, pois o restante era repassado ao governo cubano. Não interessa se essa é a legislação existente em Cuba, pois, descontados todos os trololós, é exploração de mão de obra, mesmo se forem considerados a compensação pelos seus estudos financiados pelo governo cubano. Paralelamente, o futuro presidente Jair Bolsonaro criou para si e, principalmente para o atual governo uma situação de emergência que teria sido evitada tivesse ele tomado as mesmas providências que estão sendo tomadas agora, na surdina, depois de sua posse. Alguns comentaristas políticos disseram que Cuba fez um favor ao futuro presidente, pois a retirada imediata dos 8 mil médicos cubanos até o dia 12/12 estourou na mão do atual presidente. Isso não vai ocorrer, pois atualmente, com a internet e as redes sociais, toda a população que vai pagar o pato pelo açodamento de Bolsonaro já sabe que a culpa é dele. Um velho brocardo popular já dizia que “em boca fechada não entra mosquito”. Agora não entraria o troco cubano também.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

O MAIS MÉDICO NOS RINCÕES?

No Estado de São Paulo, em 26 cidades havia o Mais Médicos com cubanos, tudo bem. O que me deixou intrigada é que estas cidades não eram no “fim do mundo do Brasil”, e sim em cidades próximas à capital de São Paulo, como Campinas, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Itapecerica, etc. E havia cubanos até na própria cidade de São Paulo. Por que razão médicos brasileiros de todas as regiões não aceitariam trabalhar nessas cidades? O que realmente os impedia? Ou só sobraram outras vagas?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

INSCRIÇÕES PARA O MAIS MÉDICOS

Ao contrário do que diziam os agourentos, 84% das vagas deixadas pelos médicos cubanos já foram preenchidas em apenas três dias. E agora, militância do “quanto pior, melhor”? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A REVOLUÇÃO AGRÍCOLA HOLANDESA

A Holanda está se tornando um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Com uma área pouco maior que Sergipe, a Holanda revolucionou métodos de produção de alimentos e obteve resultados incríveis. Esta verdadeira revolução holandesa deve ser seguida pelos demais países – a ideia é usar metade dos recursos e obter o dobro do resultado. O sucesso holandês não só vai alimentar o mundo, mas também pode salvar o que resta de florestas nativas do planeta. Não faz o menor sentido continuar apostando na eterna expansão da fronteira agrícola quando resultados tão extraordinários podem ser obtidos por um país que tem apenas 33 mil quilômetros quadrados! A nova ministra da Agricultura brasileira e a bancada ruralista devem viajar para a Holanda para aprenderem como se faz e introduzir esses novos métodos no Brasil o quanto antes. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

IMPASSE NA FRONTEIRA

Honduras é um dos países com maior número de homicídios do mundo. Entre as principais causas estão a sua debilitada economia e a consequente falta crônica de oportunidades. Em atitude extremada, milhares de hondurenhos se organizam em caravanas e, num clima de êxodo desesperado, se dirigem para os Estados Unidos, na expectativa de obter algum tipo de asilo que lhes permita criar condições para uma vida melhor. No meio do caminho, porém, há o México. Inicialmente, recebidos até com festas no sul deste país, menos desenvolvido e mais problemático, são estimulados a prosseguir e chegam a Tijuana, na fronteira com o gigante do norte. Aí encontram forte oposição, da população local que, temendo o colapso de sua cidade com o aumento repentino de estranhos, protesta em praça pública, com brados e cartazes de “fora, migrantes”. O impasse está formado e ameaça sair de controle, com consequências imprevisíveis. Mais do de sempre: solidariedade na miséria e temor pela perda de qualidade na zona de conforto.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CARAVANAS DE IMIGRANTES ILEGAIS E OS EUA

Cem por cento dos traficantes de drogas e membros de crime organizado que vieram de fora dos EUA e foram presos se assumem como imigrantes ilegais. Obviamente, muitos imigrantes ilegais são ótimas pessoas em busca apenas de uma oportunidade para si e sua família. Se, por um lado, combate às drogas e ao crime é prioridade nacional, por outro a concessão de asilo humanitário sempre foi de fundamental importância no decorrer de toda a história americana. Sem mencionar que os EUA sempre foram um dos principais países que acolheu todo tipo de imigrantes e cuja economia continua demandando complemento de trabalhadores vindos de fora em diversas categorias. Ou seja, imigração poderia ser uma relação ganha-ganha entre os imigrantes e o país. Mas por que não é? Porque para a coisa funcionar é preciso aplicar um filtro que separe o joio do trigo. E um filtro só existe quando se fala de imigração legal.  As caravanas de imigrantes são o oposto disso, propositalmente misturando bons com maus elementos. A quem isso interessa? Somente aos que representam uma séria ameaça à segurança nacional dos EUA e aos que pretendem posar como paladinos dos direitos dos pobres e indefesos. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.