Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2018 | 03h00

CORRUPÇÃO

Operação Sem Fundos

A construção da Torre Pituba, em Salvador, pela OAS e pela Odebrecht, orçada em R$ 320 milhões, custou R$ 1,32 bilhão. O sobrepreço absurdo, que passou “despercebido”, foi uma artimanha engendrada por ex-dirigentes da Petrobrás e do fundo de pensão Petros com a participação ativa do PT, representado pela cunhada do arrecadador de propinas João Vaccari Neto. O PT faz inveja às maiores organizações criminosas, é um verdadeiro saco sem fundo.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Saque infindável

Propinas de R$ 68 mi beneficiaram PT e ex-dirigentes da Petrobrás e da Petros, diz Lava Jato (Estadão, 23/11). Mais uma interessante amostragem que explicita a corrupção disseminada em todo corpo do Estado pelos dirigentes e autoridades públicas petistas, que por muito tempo saquearam os cofres públicos. Como todo criminoso, obviamente Lula e comparsas negam tudo.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Lesados pelas fraudes

Contribuí durante 40 anos para o fundo de pensão Petros. Desde março meu benefício foi reduzido em mais de 20% por causa de uma “contribuição” imposta pelo fundo. Essa “contribuição” será cobrada pelos próximos 16 anos. Isso mesmo, 16 anos, e podendo chegar a 18! Possivelmente já terei falecido quando acabar essa redução imposta. O que aconteceu na Petros, como nos demais fundos de pensão das estatais, não se trata apenas de má gestão administrativa, como querem fazer-nos acreditar, mas de gestão fraudulenta e articulada, com todas as características de uma máfia, durante os governos petistas, que agora a Polícia Federal está desvendando. A redução do benefício foi chamada de “contribuição” com acordo da Receita Federal, para que não haja diminuição do Imposto de Renda. Penalizado duas vezes!

ANTONIO CARLOS NOGUEIRA

anogueira56@yahoo.com

São Paulo

‘Quadrilhão do PT’

Enfim, como corrupto ou conivente, todo petista faz parte.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

MAIS MÉDICOS

Mutreta

O Estadão informa que as vagas deixadas pelos cubanos do programa Mais Médicos no Brasil já estão praticamente preenchidas, em menos de uma semana. Ué, mas os petistas não diziam que os médicos brasileiros não queriam trabalhar?! Bem, isso não surpreende. Afinal, a turma do ‘Quadrilhão do PT’ (Lula, Dilma, Mantega, etc., propinas de mais de R$ 1 bilhão) não vive declarando que as acusações contra todos os réus não passam de mentiras, de delírios fantasiosos, blá-blá-blá...?

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Um país de dimensões continentais, com praticamente uma universidade federal em cada capital, receber médicos de Cuba só podia ter trambique, do tipo PT e o sonho do poder ditatorial.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

PRESIDÊNCIA DO SENADO

‘Conto do vigário’

O editorial Conto do vigário (22/11, A3) demonstra claramente a intenção de Renan Calheiros de presidir mais uma vez o Senado. Esse cidadão, por seu currículo criminal, além de péssimas práticas políticas, tem de ser alijado de tal pretensão, o País não pode mais conviver com quem não preenche os princípios da moralidade pública: probidade no exercício das funções, transparência, etc.

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Uma lástima

O editorial Conto do vigário classificou de forma precisa a reeleição por Alagoas de Renan para o Senado: uma lástima. O rasteiro IDH do Estado é, ao mesmo tempo, causa e consequência dessa representação. Já Minas Gerais não decepcionou, mantendo Dilma Rousseff no devido lugar e permitindo seu indiciamento pelo ‘Quadrilhão do PT’.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

CONTAS PÚBLICAS

Reajuste de 16,38%

Os ministros do Supremo Tribunal dizem que não é aumento, é reposição de perdas. Mas o Plano Real não decretou o fim da correção monetária justamente por reconhecer que esse cancro, invenção tupiniquim, era um dos alimentadores da inflação?! Quanto mais você reduz os seus efeitos, menor será a dedicação para extingui-la. Para que combater a inflação, se o poder de compra está sempre mantido? E por que devemos manter o poder aquisitivo apenas dos ministros do STF? Ora, o princípio constitucional da isonomia manda que todos tenham o mesmo direito. Cada assalariado, seja do poder público ou da iniciativa privada, deve ter, então, o mesmo direito de manter o poder aquisitivo de seu salário. Ou não? Inflação não é o aumento propriamente dito dos preços. Este nada mais é do que uma consequência da inflação, ou seja, do crescimento dos meios de pagamento sem que a produção de bens e serviços acompanhe essa expansão. O grande endividamento do governo, porém, consequência do déficit público, desentesourando a poupança, que entra em circulação, só nos mostra que a inflação está presente em larga escala. Os preços só não sobem mais porque a demanda está retraída pela crise, com alto índice de desemprego, aliada ao componente psicológico que nos leva a guardar um dinheirinho para os dias negros. O controle dos preços tem sido só uma consequência da crise, que, vencida, pode nos presentear com índices significativos de expansão dos preços – que, cuidadosamente, não estou chamando de inflação. Como ficará, então, o direito à recomposição do poder aquisitivo para toda a população brasileira? Ou somente os srs. ministros do STF terão esse sagrado direito?

LUIZ AUGUSTO CASSEB NAHUZ

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

Bestas de carga

Fiquei sabendo pelo Estadão que, sobre o reajuste salarial de 16,38% e o auxílio-moradia, a Associação dos Magistrados Brasileiros “sustentou que não há obstáculos para que a União e os Estados arquem com as duas coisas”. De fato, para manter suas vantagens e seus privilégios a Justiça (?) brasileira supera qualquer obstáculo, fazendo os cidadãos de bestas de carga.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

POR UM FIAPO DE DIGNIDADE

Será que, no apagar das luzes do presidente Michel Temer, sobrará um toco de vela de respeito aos 13 milhões de desempregados, para fazê-lo não sancionar o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que se autorotulam de “supremos”, mas agem como medíocres finórios?

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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ESCOLHA

Dependendo da solução que Michel Temer der ao aumento de salário dos ministros do STF vamos saber por qual porta ele vai sair da Presidência da República.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VETA TEMER!

O presidente Michel Temer tem tudo para vetar o aumento (sim, não é reajuste) salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que, sabemos, só em 2019 causará um rombo de mais de R$ 6 bilhões nos cofres públicos, invocando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Podemos inferir isso baseado em suas últimas declarações, de que esta é a sua vontade, inclusive com a promessa que fez ao seu sucessor. Aguardamos este veto,  o que melhorará, inclusive, a imagem de Temer perante a população, pois ainda tem uma alta rejeição.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O AUMENTO DO STF

O presidente Michel Temer diz que reajuste do STF não pode trazer “agravo econômico” ao País. Acredito que Temer tenha razão, até porque é sabido que o agravo econômico no Brasil é proveniente do aumento do salário dos aposentados do INSS... Pobre Brasil.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PEÇAM PARA SAIR

Inconformados, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) exigem reajuste salarial sem abrir mão do auxílio-moradia. Dizem que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, ou seja, uma coisa é a reposição salarial e a outra coisa é a benesse do auxílio-moradia, de que não podem abrir mão. Ora, se houvesse um pouco de hombridade – adjetivo em extinção nos dias de hoje –, deixariam de “mamar nas tetas” do governo para abrir suas próprias bancas de advogados. Certamente, ganhariam mais dinheiro e o Brasil agradeceria por mais essa graça alcançada.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RELAÇÃO

Sugiro – aliás, peço – ao “Estadão” desenvolver editorial relacionando os incêndios no Museu Nacional e num hospital no Rio de Janeiro e as quedas de viaduto em Brasília e em São Paulo à canalização dos recursos arrecadados pela União, pelos Estados e pelos municípios com privilégios dos funcionários públicos, que o STF quer agravar. Parece-me que esses são só sinais do que está por vir, dado que não sobram recursos para manutenção, quanto mais para construção.   

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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O DINHEIRO QUE FALTA

Com a reportagem “Sem verba nem funcionários, IBGE vê risco para Censo”, de 13/11, no “Estadão”, ficamos sabendo de mais uma decisão lesiva ao País, em benefício de interesses dos caciques da vez nos Três Poderes da República. Ocupando cargos temporários, ou não, na hora de decidirem a distribuição de verbas para o próximo exercício, priorizam seus interesses, ainda que mesquinhos e imorais. Refiro-me à falta de recursos para o Censo Demográfico de 2020 do IBGE, cujos preparativos, já em 2019, deve receber apenas entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, em vez do R$ 1 bilhão necessário. No total, o instituto calcula que precisaria de R$ 3,4 bilhões. Como é informado ao “Estadão”, “o Censo Demográfico é a pesquisa mais detalhada sobre a realidade de cada pedaço do Brasil e é considerada imprescindível para a definição de políticas públicas”. A equipe econômica do governo federal já se pronunciou no sentido de que a verba solicitada não poderá ser atendida. Entretanto, o Senado aprovou à sorrelfa o imoral reajuste dos ministros do STF, numa manobra sórdida do seu presidente, que foi denunciado na Operação Lava Jato e perderá o foro privilegiado daqui a pouco, tendo interesse pessoal em apoiar o pleito. O presidente Temer já sinalizou que não irá vetar o aumento. Pois bem, esse reajuste salarial, imoral perante a realidade brasileira, vai custar em 2019 a importância de R$ 7,2 bilhões. Daria para realizar o citado Censo e ainda dispor de verbas para a Saúde, que evitariam inúmeras mortes que com certeza acontecerão. Estas são algumas das consequências do “modestíssimo reajuste”, na classificação cínica do ministro Ricardo Lewandowski, que não abalarão em nada a consciência das excelências. E não existe na Constituição cláusula pétrea proibindo situações deste jaez. É de dar asco.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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UM SÉCULO DEPOIS

A rapidez da Justiça brasileira é assombrosa. Após 123 anos o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar o processo em que a família Orleans e Bragança, herdeiros da Princesa Isabel, reclama indenização do Estado pela desapropriação do palácio da Guanabara na proclamação da República. Os ministros ainda podem pedir vista e, mesmo que haja decisão, ainda cabe recurso ao STF. O próximo processo da lista, ainda sem data marcada para ser julgado, é Matusalém versus Noé, por danos morais e materiais causados pelo dilúvio. Os políticos com foro privilegiado, pegos na Lava Jato, podem dormir tranquilos. 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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‘PROFESSOR GUINSBURG’

Cumprimento o sr. Roberto Romano pela homenagem a Jacob Guinsburg (“Estadão”, 25/11, A2). Maravilhoso e muito bem escrito seu artigo. E muito oportuno, nesta época em que o uso do WhatsApp está desvirtuando a língua, sendo usado para vomitar imbecilidades! Umberto Eco, ao ler o “Estadão” de domingo, ficaria feliz em seu túmulo, pois sua proposta era estrangular os que usavam inadequadamente o telefone celular.

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

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DELÍRIOS

Chega a ser risível a acusação de Olavo de Carvalho, em entrevista ao “Estadão” de domingo (25/11, A8), de que “Estadão”, “Folha”, “O Globo” e “Veja” são “organizações criminosas” mancomunadas com o PT e as Farc. Isso faz parte da antiga tática, usada pelos dois lados da moeda, de querer imputar à mídia, especialmente àquela que mostra o que não querem ver, uma posição ideológica contrária à sua. Delírios. E a ameaça de processar o “Estadão”, dizendo que tem mais leitores, se não for mais ridícula, é tão quão a outra acusação. 

 

Bruno Henrique de Moura bhmoura@uol.com.br

Brasília

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LOUCO E ABUSADO

Até bem pouco tempo atrás, nunca tinha ouvido falar em Olavo de Carvalho. E passei muito bem.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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ATRASADOS

Os órfãos de Milton Friedman, à frente o banqueiro Paulo Guedes (já pararam as investigações contra ele?), chegam pelas mãos do capitão de artilharia para “reformar” o Brasil. Chegam atrasados, pois o livre-comércio, uma das pedras angulares da doutrina neoliberal do mestre de Chicago, é hoje tão repudiado pelos Estados Unidos de Trump como foi por eles elogiado e defendido há 30 anos. O capitalismo atual – o mais predador que a humanidade já conheceu – não cria riquezas como o conhecíamos até então. É parasitário, vive da especulação financeira e do jogo da Bolsa! Quase matava Grécia, Espanha e Portugal, com sua “receita” de austeridade que Frau Merkel queria empurrar-lhes goela abaixo. Já há estudos na Europa e nos próprios EUA que declaram o capitalismo atual, com a predominância financeira, incompatível com os Estados nacionais e com a democracia liberal, como fora apenas uma geração atrás o socialismo fracassado. Já conhecemos esta balela de privatizar para pagar a dívida interna. FHC recebeu de Itamar R$ 60 bilhões em dívida, privatizou quase tudo e deixou para Lula uma dívida dez vezes maior. O capitão, que parece só entender de cálculos algébricos para trajetória de tiros de canhão, será papado rapidamente por esta gente que até hoje não produziu um só prego em benefício do País!

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo

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O REAL PRECISA CAIR NA REAL

Somos a economia do real que precisa cair na real em nossas relações internacionais. Sair do lulismo/bolivarianismo de esquerda para cair em bolsonarismo de direita – por meio da “metapolítica” do futuro chanceler Ernesto Araújo –, ambos anacronismos históricos, nos afastará do protagonismo que deve prevalecer numa pragmática política externa do Itamaraty.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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GUERRA COMERCIAL

Em vez de se intrometer indevidamente na bilionária guerra comercial recém-declarada entre os EUA e a China, as duas maiores superpotências mundiais, será bem melhor para o Brasil ficar diplomaticamente à margem, sem tomar partido algum, apenas precavendo-se para não ser atingido pelo sangue que respingar do ringue. Como diz o adágio, “em briga de elefantes quem perde é a grama”.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL SERÁ GRANDE

O Brasil será um grande país quando parar de se comportar como colônia e passar a agir como matriz. O Brasil será grande quando parar de exportar café em grãos e passar a exportar café em cápsulas, parar de exportar soja e passar a exportar os produtos manufaturados de soja. O Brasil será grande quando aprender a ganhar dinheiro com a preservação de suas florestares e demais biomas, em vez de só se preocupar com a eterna expansão da fronteira agrícola. O Brasil tem potencial para ser um dos países que mais faturam com o turismo, temos de aprender a ganhar dinheiro com a preservação ambiental. Aí, sim, seremos uma grande nação.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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AUTOMAÇÃO E A SOLUÇÃO BRASILEIRA

A automação deve, muito em breve, revolucionar de modo ainda mais drástico a nossa vida. Máquinas já são capazes de executar todos os movimentos que os seres humanos fazem com muito mais precisão e velocidade e custos bem menores. Elas recebem informações diretamente dos sensores que utilizamos e as processam exatamente conforme a programação sem cometer os erros que seres humanos cometem. Já falam e a entendem a nossa fala (em todas as línguas), olham e classificam o que veem, escutam e classificam o que escutam, cheiram e classificam o que cheiram. E nem o tato nem o paladar lhes faltam. Para complementar, aprenderam a aprender do que vem, do que escutam, do que sentem, do que lhes é transmitido e do que fazem pelo método de tentativa e erro com muito mais eficiência do que nós. Além disso, enquanto pensamos num par de alternativas, máquinas simulam milhões ou bilhões delas. Não é à toa que estão se saindo cada vez melhor nos exames de admissão das melhores faculdades do mundo. Também já conversam, aprenderam a ser simpáticas ou não conforme a programação e demonstrar humores em expressões faciais. Desnecessário lembrar que o desenvolvimento de máquinas para serem assistentes, companheiros e até amantes corre em ritmo acelerado. E como elas evoluem muito rápido, dentro de algum tempo não conseguiremos acompanhar mais nem seu ritmo nem o seu raciocínio. Além disso, seu custo de produção é cada vez menor e a evolução dos produtos disponíveis cresce exponencialmente. Assim, não demorará muito até que elas estejam em todas as indústrias, em todas as fazendas, em todos os comércios, na prestação de serviço e dirigindo os veículos. No começo, lado a lado com os seres humanos. Mas a tendência é a automação crescer e o uso de mão de obra humana se tornar obsoleto. Esta onda já começou e a cada década se tornará mais avassaladora. E os empregos, estarão os seus dias contados? E os seres humanos, o que será deles? Calma. O Brasil já tem a solução para isso desde 20 de outubro de 2003. Com milhões de testes bem-sucedidos em todas as regiões do País, especialmente no Nordeste. E pode vender internacionalmente este seu know-how para todos os interessados. Chama-se PBF: Programa Bolsa Família. 

  

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Lavo, passo, cozinho, prego botão e conserto furo em meias, por muitos anos levantei cedo para fazer o café e levar os meus filhos para a escola e depois fui trabalhar, fui a muitas reuniões de pais depois do expediente, por anos administro a minha casa, faço compras, lido com a faxineira. Minha colega de trabalho há 30 anos se aposentou aos 60 anos de idade, solteira, sem filhos, e até hoje vive com os pais e até se orgulha de dizer que sua mãe ainda não a deixa fazer nada em casa. Eu, como sou homem, tenho de trabalhar mais cinco anos para me aposentar. Acho que sou alvo de preconceito de gênero! 

Marcos de Luca Rothen marcosrothen@hotmail.com

Goiânia 

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BODE EXPIATÓRIO

Hoje os funcionários públicos, erroneamente, são tidos como os grandes vilões da Previdência, o que é uma grande mentira. Analistas incompetentes e mal intencionados de plantão esculacham os funcionários. As renúncias fiscais, dívidas previdenciárias de grandes empresas que não são cobradas e a falta de combate efetivo à corrupção por políticos com certeza causam o déficit financeiro dos Estados. Pelo fim dos cargos comissionados e diminuição de agentes políticos urgente.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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RESERVAS

Manchete do “Estadão” na semana passada: “Bolsonaro terá de cortar R$ 37,2 bilhões para cumprir o teto de gastos em 2019”. Não seria interessante, neste primeiro ano de gestão, tirar esse valor das reservas elevadas que o Brasil possui, ao invés de cortar despesas para zerar esse déficit? Acredito ser essa a única forma para alavancar nossa economia, o que é extremamente necessário  para o progresso da nação e, com certeza, termos um segundo ano do governo muito bom para todos nós.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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PENTE-FINO PARA VALER?

Que seja para valer a ação do novo governo indicada na manchete do “Estadão” “Bolsonaro faz pente-fino e vai cortar cargos em banco estatal” (13/11). É uma ótima e louvável decisão para valorizar o servidor concursado de carreira. Precisamos dar um fim às indicações políticas para altos cargos comissionados na Caixa, no Banco do Brasil, no BNDES e em outros bancos públicos, cargos em que recebem até R$ 61,5 mil por mês – ou seja, acima do teto constitucional estabelecido de R$ 33,7 mil. Este esforço do novo governo de corte de gastos com pessoal comissionado, na sua maioria sem capacidade para exercer os cargos que ocupam (se é que comparecem...), precisa atingir toda a administração pública federal. Quiçá o sucesso que se espera desta ação sensibilize e se estenda ao Congresso, reduzindo mordomias e o número excessivo de assessores de deputados e senadores. E que esta mesma faxina de cargos de indicação política ocorra nas Casas Legislativas e na administração de Estados e municípios. Além do corte de gastos, certamente teremos com isso a melhora na produtividade e na qualidade da prestação do serviço público.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUADRILHÃO DO PT

Sem nenhuma sombra de dúvida, o Brasil é o país das oportunidades, haja vista que um simples torneiro mecânico alcança a Presidência da República e dá mais um salto gigantesco, tornando-se líder da maior organização criminosa brasileira, segundo o Ministério Público Federal. Para a Procuradoria-Geral da República, o esquema de corrupção montado pelos governos petistas amealhou a módica quantia de R$ 1,48 bilhão em propinas. O homem “mais honesto”, em depoimento à juíza federal do Paraná Gabriela Hardt, declarou a facilidade de ser ladrão neste país. O rouba, mas faz, deixou de valer, porque agora dá cadeia. Lula que o diga.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DO POVÃO AO QUADRILHÃO

Povão, mensalão, petrolão, quadrilhão, bilhão, povão... Quem elegeu o “Lulinha Paz e Amor”? Eu não! Quem reelegeu Lula após o mensalão? Dilma após o petrolão? E ainda apoia Lulão do Quadrilhão, que roubou o bilhão? Eu não! Quem, então? Quanto custa o Bolsa Família para a Nação com os indiretos da corrupção? Quem vai pagar o trilhão? Quem sabe o povão, que troca a educação pela televisão? Acho que não!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MAUS VENTOS PLANALTINOS

Péssimas notícias vêm de Brasília para a cúpula petista. O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, nos costumes, calcaram a moleira de Lula e sua gente. Triste fim de semana para os réus; nem tanto para seus advogados. A propósito, algo martela a cabeça do Brasil sério: quantos sítios com barquinhos e quantos tríplex meia-boca compraria a grana que esses defensores do indefensável já embolsaram?

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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IONESCO 

O Programa Mais Médicos foi anunciado à população brasileira, pelo governo de Dilma Rousseff, como solução para a assistência médica em locais nos quais os profissionais brasileiros não estariam dispostos a atuar, o que não correspondeu sempre à verdade, pois, muitas vezes, as vagas concedidas aos estrangeiros provieram da dispensa dos profissionais nativos pelas prefeituras que vislumbraram na substituição uma maneira mais econômica de manter o serviço básico. Torna-se claro hoje, também, que o viés supostamente humanitário do acordo, na verdade, constituiu somente a ponta de um iceberg cuja parte não visível – quase 90% – ocultou transações financeiras suspeitas que objetivavam permitir à ditadura cubana saldar as dívidas com o governo brasileiro, manobra absurda na qual o grande lesado foi o contribuinte daqui, que deveria ser o primeiro beneficiário dos recursos oriundos do seu BNDES. Tudo muito insólito, digno de uma peça de Ionesco.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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TERRA ARRASADA

O recente caso envolvendo o Mais Médicos trouxe à tona grave problema: a ausência ou escassez de médicos nos Estados e regiões mais pobres, apesar da existência de faculdades públicas de Medicina naquelas localidades. Em tese, elas poderiam suprir a mão de obra local, mas o problema é que as vagas são disputadas por estudantes de outras regiões, mais bem preparados, numa competição predatória e desigual: ao se formarem, retornam aos seus Estados de origem em razão de não terem raízes onde se formaram, deixando para trás um cenário equivalente ao de “terra arrasada”. Assim, as faculdades daquelas regiões são verdadeiros “cavalos de Troia” para os locais, pouco aproveitando aos seus cidadãos. Uma ideia é obrigar aos estudantes de outros Estados que, ao se formarem em faculdades públicas dessas regiões, nelas exercerão suas atividades por pelo menos dez anos.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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INSCRIÇÕES ABERTAS

A invasão ao site de inscrições para o Mais Médicos foi obra dos fakes de esquerda que usam e gostam de desinformação?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PEDRAS NO CAMINHO

Não bastasse a América Latina ser o atraso que é, principalmente nos campos político e econômico, com populistas e caudilhos se revezando no mando e impingindo atraso material a todo o continente, vemos, no âmbito do Esporte, a evidência de que também aí a coisa está andando para trás. No sábado (24/11), torcedores argentinos do River Plate, finalista da Taça Libertadores, protagonizaram o episódio bárbaro do apedrejamento do ônibus que conduzia o time do Boca Juniors, impondo àquela equipe danos de ordem moral e psicológica, além de ferimentos materiais – com hospitalização – em dois atletas (um dos quais capitão do time) que integravam o elenco e estavam no coletivo. Um evento magnífico que, em princípio, tinha tudo para coroar um torneio memorável – em particular pela fase de ambas as equipes finalistas – termina maculado, antes mesmo de seu início, pela ação estúpida de criminosos travestidos de torcedores. Como saldo, prejuízos para todos: para os organizadores, pela mácula que fica e que já entra para a história da competição; para os clubes e jogadores, por motivos óbvios; para o público – no estádio e em todo o mundo pela TV –, que viu adiado o evento, embaraçando seus afazeres; para as TVs, que têm sua programação previamente agendada e prejuízos financeiros; e para a imagem do país (Argentina), que sai irremediavelmente arranhada. Uma ação bárbara, inqualificável, antiesportiva e covarde que bem diz, todavia, do lastimável estágio de desenvolvimento humano em nosso continente. 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA

O futebol tornou-se uma guerra psicológica fora de campo. Hotel onde fica a delegação da equipe visitante é sempre cercado por torcedores do time da casa, que atiram rojões por toda a madrugada. Intimidações e ameaças levam a agressões com paus e pedras contra o ônibus da equipe adversária no caminho para o jogo. A solução parece uma distopia, mas necessária: 1) ficar em hotel de forma sigilosa e fora da cidade do jogo; 2) combinar o trajeto até o estádio com a polícia e seguir com escolta armada; 3) utilização de ônibus com vidro blindado para evitar atentados contra a vida dos jogadores de futebol.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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RIVER PLATE X BOCA JR

Os educadíssimos torcedores Hermanos do River são umas maravilhas no trato com os Hermanos do Boca. Fico pensando no que eles fariam se fosse com um Time brasileiro.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO

Após interdição, o Estádio Monumental de Núñez é liberado para a decisão entre River e Boca. A Conmebol deveria transferir este jogo para um país neutro. Será que a Conmebol vai punir algum clube? Claro que não. A Conmebol, com suas taças em disputa, Libertadores e Sul-Americana, não punem clubes de língua espanhola, só se forem pequenos. Punir times argentinos, uruguaios, nem pensar. O Flamengo, num jogo pela Libertadores ano passado, quando houve um tumulto provocado pela torcida, que não interrompeu nem impediu a realização do jogo, foi multado, se não me engano, em US$ 500 mil. Outros clubes brasileiros na disputa da Libertadores ou da Sul-Americana também receberam punições por bem menos do que a torcida do River fez com o ônibus do Boca. Os árbitros, cansamos de ver isso, prejudicam escandalosamente e acintosamente os clubes brasileiros. Será que a CBF vai se pronunciar sobre isso? Esta Libertadores é feita para argentinos ou uruguaios ganharem. Time brasileiro entra nesta festa e é olhado como penetra. Time brasileiro, quando ganha, tem de mostrar muito futebol. Como foi o Flamengo em 81, o São Paulo de Telê, o Corinthians há poucos anos, e mesmo assim fazem de tudo para prejudicar. Não temos uma Confederação para peitar isso. A CBF diz amém, quando deveria mandar um oficio declinando da disputa. Deixem eles com a Libertadores deles. Qual o prêmio que a Conmebol paga ao campeão? US$ 6 milhões. Não chega a R$ 20 milhões. Quanto receberá o campeão da Liga dos Campeões? 100 milhões de euros a partir de 2019, ou seja, mais de R$ 400 milhões. É claro que não dá para um time brasileiro disputar a Liga, a não ser com o campeão para a disputa do título mundial. A Conmebol paga uma merreca e enche o peito para falar da Libertadores. Vão catar coquinho.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A AMEAÇA DOS JAVAPORCOS

No paraíso rural do Brasil, javaporcos são dor de cabeça. Até quando o governo brasileiro continuará dificultando a caça desses invasores de origem alienígena, predadores selvagens, que se multiplicam exponencialmente, arrasando plantações de cereais e espalhando doenças como raiva e leptospirose por todo o País?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG) 

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