Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2018 | 03h00

CONTAS PÚBLICAS

Políticos devedores

A matéria de capa do Estadão de ontem é, no mínimo, frustrante, pois quando achamos que há uma luz no fim do túnel vemos que, na realidade, está vindo uma locomotiva sem freios. Como podem deputados e senadores dever R$ 660 milhões à União? Só a família Barbalho deve R$ 253,2 milhões, que correspondem a 38% do total. Nesse grupo ainda temos devedores que nem quitaram os débitos anteriores e brigam para um novo Refis para novos abatimentos das dívidas. Outra vergonha é o sr. Newton Cardoso Jr., cuja dívida inicial era cerca de R$ 900 milhões, ter conseguido, como relator do processo, baixá-la para cerca de R$ 90 milhões. E para piorar a já caótica situação, temos como pauta na Câmara dos Deputados um projeto para alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal que cria condições para os municípios gastarem além do limite com despesas de pessoal. Esses indivíduos deveriam ser proibidos de tomar posse. Eles não pensam no País, só em continuar a mamata.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Em causa própria

Liderados pelo senador Jader Barbalho (R$ 135 milhões) e sua esposa, a deputada Elcione Barbalho (R$ 117 milhões), a lista de congressistas devedores de Imposto de Renda inclui o atual presidente do PSL, Luciano Bivar (R$ 27 milhões). Este é o país dos senadores e deputados que legislam em causa própria. Milionários que compram votos para se eleger, mantendo seu foro privilegiado e os “benefícios fiscais” que os isentam de pagar os tributos devidos. Um país de patrimonialistas e vigaristas no poder. A lista dos maiores devedores pode ser conferida no Estadão de ontem.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Quem...?!

Como mostrou o Estadão, alguns políticos devem mais de R$ 660 milhões do Refis, mas ficam fazendo leis para não terem de pagar. E quem eles querem, então, que pague? O desempregado, que não tem sequer o dinheiro da condução para procurar trabalho?

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

‘Centrão’ incomodado

Então, a articulação sem ‘caciques’ para o primeiro escalão do futuro governo incomoda o chamado ‘Centrão’? E onde é que está escrito que tem de ter ‘caciques’ para isso? Só porque é assim há anos? E que bons resultados isso trouxe para o País? Nenhum. A não ser perpetuá-los no poder. Em campanha, o presidente eleito já anunciara que faria assim. Quem quiser participar e somar, voltado para os interesses do País, estará dando uma boa demonstração de boas intenções políticas. Quem não quiser, que corra o risco. O povo saberá quem são esses políticos. 

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

É muito importante que o Congresso desempenhe seu real papel neste momento em que a sociedade clama por mudanças que objetivam pôr o nosso país no rumo certo. E que façam a representação dos interesses republicanos, assumindo um protagonismo nunca visto, liderando o pensamento estratégico, discutindo e aprovando as reformas de interesse da Nação, agindo de forma alinhada com princípios éticos, servindo de exemplo a uma sociedade cujos valores se encontram desvirtuados, e buscando o que nos é mais desafiador: a justiça social.

LUCIANO AGOSTINI

lucianoagostini@yahoo.com.br

Florianópolis

Privatizações

De uma hora para outra surgem no Brasil, de preferência nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, uns gênios cuja obra ninguém conhece. Em 1990 foi a economista Zélia Cardoso de Mello. Depois vieram o médico Antônio Palocci e a economista Dilma Rousseff. Deu no que deu. Desta vez o gênio é o economista Paulo Guedes, que quer vender o patrimônio público às pressas. É verdade que há dezenas de empresas estatais que já deveriam ter sido privatizadas. Outras há, entretanto, que devem ser objeto de reflexão aprofundada, tendo em mente a diferença que existe entre os conceitos de espaço público e espaço privado. O espaço privado é ocupado por empresas industriais e comerciais, instituições financeiras e outras, que têm entre os seus objetivos o de gerar lucros. No espaço público ficam atividades não lucrativas, como a diplomacia, a segurança nacional, o policiamento, o ensino básico, a saúde pública, etc., além de certas utilities, vitais para as demais atividades e que são monopolizáveis. Ora, a energia elétrica é um monopólio natural, do qual dependem a produção industrial, as comunicações, a saúde pública, a conservação dos alimentos, ou seja, praticamente tudo. Portanto, tarifas elétricas não devem ser formadas no espaço privado, pois influenciam todos os custos da economia e constituem um privilegiado instrumento de arrecadação de parte da renda dos demais setores, função que cabe ao erário. Parece-me, pois, no mínimo, estranho que o sr. Paulo Guedes convide um empresário dono de locadora de veículos para tratar de assunto de tamanha importância estratégica.

JOAQUIM DE CARVALHO

jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Petismo em ação

O escândalo de corrupção revelado pela Operação Sem Fundos mostra um desvio de cerca de R$ 1 bilhão na construção de edifício da Petrobrás na Bahia. Se considerarmos um salário médio na iniciativa privada de R$ 3 mil mensais, só esse montante desviado por uma corja daria para pagar o salário de cerca de 18 mil trabalhadores por um ano! O próximo governo e a sociedade precisam trabalhar com afinco no combate à corrupção, à roubalheira do dinheiro público, o que tem provocado a maior das injustiças sociais: o desemprego de 13 milhões de pessoas.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

A autoproclamada ‘lídera’

“A gente fará uma aliança até com o diabo para combatê-los”, bradou lá da Argentina a nova lídera da “resistência” ao novo governo, Dilma Rousseff. Só que antes ela precisa combinar com o coisa-ruim, que, pelo visto, há muito caiu fora – até ele! –, cansado dessa gente que achava que governar fosse um mero joguinho de rouba-montes, brincadeira infantil. Esqueceu-se a ex-presidenta de que ficou em mísero quarto lugar na eleição para o Senado por Minas, seu maior reduto de fãs. Essa senhora se recolha à sua total insignificância! 

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

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OPINIÕES DIVERGENTES

O "Estadão" publicou ontem a opinião da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sra. Maria Inês Fini ("Enem em tempos de VAR", 26/11, A2), defendendo - como só poderia fazê-lo - as questões arguidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. Destaco, do texto, um breve e elogioso histórico a respeito dos aspectos educacionais, sociais, entre outros não menos importantes, que embasaram o início da criação do exame (1998), relembrados pela articulista, que menciona, ainda, a participação de bons professores e pesquisadores com sólidas participações acadêmicas com quem se criou o Enem. Confesso, missão nada fácil, pois a sra. Fini conhece muito bem as dificuldades e precariedades do nosso ensino médio em âmbito nacional. Pela sua própria formação acadêmica, vasta e respeitada, o reconhecimento de erros deveria ser uma atitude honesta e correta. Quando ela diz, porém, em relação a alguns itens da prova, que "errou quem o interpretou como propaganda de origem sexual" (...) e "revelando competência de leitura e interpretação de textos, capacidade que parece ter faltado a leitores apressados ou radicais agressores", comete um erro básico ao não aceitar opiniões também pluralistas, divergentes e mencionadas por pessoas tão sérias e competentes como as que a autora escolheu para sua equipe de trabalho. Eu me enquadro entre estes e, também, como pai e avô, mesmo não sendo um educador, fiquei, sim, revoltado com certas questões. A autora sabe perfeitamente bem que há vieses políticos tentando conduzir a nossa relíquia, que são nossos jovens, a conceitos não pautados pela discussão democrática, mas sim pela "propaganda enganosa" que estão fazendo ao longo notadamente da última década. Deveríamos, sim, convocar o VAR - árbitro de vídeo -, pois tenho certeza de que o gol (as questões) seria anulado.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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SOCIODIALETO

Li no artigo "Enem em tempos de VAR", a defesa de questões sobre linguagem usada por certos grupos no Brasil constarem da avaliação. Nada contra os transgêneros, porém o artigo dá a conotação de existir um dialeto importante de ser compreendido para quem quer iniciar uma universidade. Em primeiro lugar, não se trata de dialeto, que é um conjunto de palavras usadas em distintas regiões brasileiras, usada por todos do local, daí ser importante a compreensão de um médico, por exemplo, que vá trabalhar na região. A linguagem falada entre os transgêneros é um sociodialeto falado entre certos grupos sociais, apenas entre si. Não consigo imaginar um aluno do Enem precisar saber de termos usados entre grupos que inclusive não os utilizam quando se consultam com um profissional.

Sônia Constantino constantino114@gmail.com

São Paulo

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'ENEM EM TEMPOS DE VAR'

Foi absolutamente infeliz a presidente do Inep em sua defesa da prova do Enem deste ano, com questões tolas que não mediram conhecimento, mediram modismos inúteis. A senhora presidente deveria assumir uma postura menos arrogante e mais decente, e não perder seu tempo (e o nosso) com "assuntos" que nada acrescentam à cultura dos jovens. A presidente e todos os diretamente envolvidos nesta infeliz ideia deveriam pedir desculpas à Nação. 

José Alfredo de T. Andrade tolosajaa78@gmail.com

Santos

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COMPREENSÃO

Lendo o artigo da doutora Maria Inês Fini, "Enem em tempos de VAR", publicado à página A2 deste jornal em sua edição de 26/11, comecei a entender por que mais de 70% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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SÉCULOS

Agradeço à doutora Maria Inês (26/11, A2) por haver melhorado meu pobre cabedal cultural, pois até ler seu texto eu julgava que a história da humanidade tinha mais de 21 séculos. Dessume-se, em consequência, que egípcios, fenícios, romanos, gregos, etc. não eram humanos. Ainda bem que fiz o vestibular antigo...

Antônio Luiz Bueno Barbosa antonioluiz@buenobarbosa.com.br

Braga, Portugal

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ESTAMOS PERDIDOS

Impressionante: a presidente do Inep, logo no início de seu artigo, limita o conhecimento da humanidade a 21 séculos! Isso, além de inúmeras outras inconsistências de informação e uma enorme tendência ideológica. E é esta pessoa que comanda a criação das provas do Enem. Estamos perdidos!

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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PROPOSTAS PARA A EDUCAÇÃO

Tentar doutrinar as crianças nas escolas é só mais um problema. Contudo, o principal problema do ensino no Brasil é a sua baixa qualidade. Tão baixa que chega a ser incompatível para uma nação como a nossa. Isso posto, quais as propostas do nosso novo ministro para este velho problema?   

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Excelente a nomeação de Ricardo Vélez Rodríguez para o Ministério da Educação do governo Bolsonaro. Espero que, como ministro, continue encontrando tempo para escrever para o "Estadão", onde acompanho seus artigos há vários anos.

Jorge Manuel de Oliveira bpparquejurema@gmail.com

Guarulhos

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PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO

Que os legisladores se lembrem: são 35 os partidos políticos. É, 35! Nessa discussão, tem muito partido pra pouca escola...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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É HORA DE A SOCIEDADE MUDAR

Quando vejo a disposição do empresário Salim Mattar, que comandará a secretaria das privatizações no governo Bolsonaro, dizer que vai fazer uma disrupção no País, porque acredita que é hora de a sociedade mudar, chego à conclusão de que a era dos caciques ladrões do dinheiro público está com seus dias contados. De fato, a sociedade está mudando, pois muitos brasileiros estão atentos às propostas de cada ministro e, melhor, sabem seus nomes - o que é, a meu ver, uma grande mudança. O Brasil amargou longos anos de crise, pois o "quadrilhão do PT" praticou o maior assalto aos cofres públicos da história brasileira, com a ajuda das grandes empreiteiras, todas envolvidas em falcatruas. Mattar é mais um nome que integra o grupo do novo governo, e que se Deus quiser levará o Brasil para outro patamar. Os brasileiros depositam suas esperanças nesta nova equipe, juntamente com o Congresso, que também iniciará fevereiro de cara nova. Que a corrupção faça parte do passado, os ladrões sejam punidos e um novo Brasil se abra para o mundo. Cumprimento o presidente Bolsonaro, que vem surpreendendo, pois está cumprindo o que prometeu durante sua campanha. Só nos resta torcer para que o País saia do lamaçal em que foi jogado e se recupere, voltando a ser um país viável. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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IDEOLOGIA DO ATRASO

Permita-me o professor Ives Gandra da Silva Martins cumprimentá-lo pelo excelente "Bolsonaro - a caminho do futuro" ("Estadão", 24/11, A2), no qual, com uma frase magistral e lapidar, sintetizou a desgraça que os tais progressistas - ideólogos do atraso - vêm causando aos povos sob seus domínios desde 1917. Com apenas 20 palavras, deu uma aula de História universal. Diz ele: "Os autodenominados 'progressistas' têm suas ideologias ultrapassadas, porque o futuro prometido se coloca a séculos de distância do presente sacrificado".  

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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'BOLSONARO - A CAMINHO DO FUTURO'

Como gostaria que todos brasileiros e estrangeiros tivessem a oportunidade de ler o artigo de Ives Gandra da Silva Martins publicado em 24/11. Acabaríamos de vez com os politicamente corretos e a torcida dos desalojados do "quanto pior, melhor".

Nelson Garlipp Homem de Melo Nelmel1@hotmail.com

Caraguatatuba

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FIM DAS APOSTAS

Àqueles que apostaram em que Jair Bolsonaro não sobreviveria ao atentado, agora, sobrava a opção de que sucumbisse à cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, que seria realizada ainda em dezembro, antes da posse. Sempre sobrava uma esperança maligna de que o pior acontecesse e que o processo eleitoral tivesse de ser retomado, com Fernando Haddad (agora réu) e Ciro Gomes. Mas, seja por "aderência entre as alças intestinais", seja por um gesto de prudência e amor à Pátria, a cirurgia foi adiada para depois da posse. Assim, garanto que se põe um fim nas expectativas pessimistas dos inconformados, pois, seja qual for o resultado da cirurgia, ou é Bolsonaro ou é general Mourão. E fim de papo! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TEMOR

Já perdemos alguns presidentes eleitos que não chegaram a tomar posse por terem morrido ou por outros motivos: foram Rodrigues Alves, Julio Prestes, Pedro Aleixo e Tancredo Neves. Tenho temor de que o atual presidente eleito não possa governar por algum motivo sinistro. Ele já sofreu um ataque em Juiz de Fora (MG) e até o momento ainda está lutando para se livrar do mal causado pela investida covarde que o acometeu. A perda de um presidente neste momento será uma facada no País. Deus que nos proteja!

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CHANTAGEM

Cumprindo promessa de campanha, Jair Bolsonaro pretende acabar com o "toma lá dá cá" entre o Planalto e o Legislativo, em vigor há décadas, e sofre ameaça de intimidação por chefes dos partidos do Centrão, acostumados a influenciar na indicação de ministros. O "Estadão" de 25/11 veiculou a notícia, que, em minha opinião, constitui inaceitável chantagem. Estariam os legisladores interessados em novo golpe militar como o de 1964?

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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AINDA DÁ TEMPO

Em seu comentário de domingo, 25/11, no "Estadão", sob o título "Sujeito (não tão) oculto", com subtítulo "talvez fosse melhor Jair Bolsonaro trocar a metafísica do distante Olavo de Carvalho pelos critérios de Paulo Guedes", Eliane Cantanhêde foi direta e definitiva. Carvalho é seu guru, que reside nos EUA e não quer voltar para o Brasil, explica a articulista. Na mesma página, li a entrevista de Olavo de Carvalho, que se mostrou, a meu ver, o dono da verdade, inclusive desafiando o "Estadão", gratuitamente e fora do contexto ("'Já gastei o meu estoque de ministros, não tenho mais'"). Um absurdo, comprovando a opinião da articulista. Li, também, anteriormente, entrevista com o futuro ministro das Relações Exteriores - cuja indicação diz-se ter sido de responsabilidade de Olavo de Carvalho -, e suas ideias me deixaram preocupado. Um diplomata adepto de Donald Trump, que nunca trabalhou fora do Brasil e poderá causar sérios prejuízos às exportações brasileiras. O mesmo acontece com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, cuja principal característica pela escolha foi apoiar o projeto Escola sem Partido, seja lá o quer dizer tamanha abobrinha. Imagino que seja uma escola para tornar os brasileiros alienados à política e serem mais facilmente manipulados por políticos inescrupulosos, mais ainda do que são hoje. Abrir mão do educador Mozart Neves, do Instituto Ayrton Senna, por pressão de uma bancada evangélica ignorante e inconveniente em fazer pressão para a escolha de um ministro num Estado laico, vetando o escolhido por não se manifestar a favor da escola sem partido, é simplesmente risível. E não adianta Bolsonaro desmentir a pressão que sofreu, não cola. Teve de afinar, sim. Obviamente, não o conhecendo, não posso fazer juízo da sua capacidade. Acredito, porém, que pessoas com o seu perfil não podem ser bons administradores públicos nem a mais indicada para sugerir a nomeação de ministros. Tanto é verdade que os únicos que indicou destoam, e muito, dos demais ministros indicados, e deveriam ser trocados antes da posse. Trump como ideal de liderança, que entre outras coisas não acredita no aquecimento global, não é um bom exemplo para o nosso presidente eleito copiar, muito pelo contrário. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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EGO INFLADO

Custou, mas acho que encontrei finalmente alguém com o ego e a soberba do ex-presidente Lula. Este senhor, Olavo de Carvalho, deu no domingo (25/11) uma entrevista ao "Estadão" na qual, entre outras coisas, disse "que é muito feliz" (que bom!) e que tem "mais leitores que o 'Estadão'" (que bom!). Conta que "não tem mais ministros no bolso do colete". Que bom, também, já que os ministros assoprados por ele são, infelizmente, os piores da nova safra. O da Educação não se compara ao primeiro escolhido, Mozart Neves (barrado pelos evangélicos); e o segundo, o diplomata Ernesto Araújo, escreveu coisas como "globalismo é anticristão e faz parte da ideologia marxista", "Europa é um espaço culturalmente vazio" e "a ideologia do aquecimento global é pseudociência e objetivo é sufocar países capitalistas e transferir protagonismo à China"... Será preciso dizer mais alguma coisa sobre este "achado" de Olavo de Carvalho?

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

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FILÓSOFO DOIDO

O filósofo Olavo de Carvalho, que vive há 13 anos nos EUA e tem bom relacionamento com a família de Jair Bolsonaro, ou está doido ou longe da realidade brasileira. Prova desta sua doideira é quando afirma, em sua entrevista ao "Estadão", que este jornal (como outros que citou) apoiou o PT e as Farc, que diz que são organizações criminosas, acobertando e escondendo a existência do Foro de São Paulo. Como leitor assíduo do "Estadão", sou testemunha de que, depois que o partido de Lula assumiu o poder, junto com a farsa de que iria governar o País, seu governo jamais teve qualquer apoio deste jornal, assim como sempre foi criticado pelo populismo e pela picaretagem que representam, também, o Foro de São Paulo, infelizmente custeado com os recursos dos contribuintes brasileiros. Se o filósofo estivesse preocupado com o nosso país, também não teria cometido a asneira de ter indicado - e foi aceito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro - o inexperiente e nada diplomático Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores, que idolatra Donald Trump e critica a China. E, ainda, no lugar de se gabar de ter indicado também o futuro ministro da Educação, o desconhecido Ricardo Vélez Rodriguez, deveria tentar convencer Bolsonaro a resistir à estúpida pressão da bancada evangélica e manter a indicação de Mozart Neves, muito mais bem preparado para este complexo cargo.  O Brasil, já cheio de problemas, não pode ficar à mercê de um Olavo de Carvalho, soberbo e desvinculado da nossa realidade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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'ESTOQUE DE MINISTROS'

Com amigos como Olavo de Carvalho, que indicou Ernesto Araújo para o Itamaraty e Ricardo Vélez Rodriguez para a Educação, Bolsonaro não precisa de oposição! Ainda bem que ele "gastou o estoque de ministros".

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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ARROGÂNCIA

Olavo de Carvalho diz, no portal "Estadão", que Cristovam Buarque não serve nem para professor de ginásio, mas sobre o preparo de Jair Bolsonaro (em quem votei) mantém prudente quietude. Faz parte. Diante da anelada expectativa de um Brasil de cara nova, a gente até tolera silêncios ensurdecedores e "otras cositas más", o que, todavia, não nos impede de proclamar: vá ser arrogante assim na casa do chapéu!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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ONDE ESTAVA A OAB?

"OAB cobra 'comprometimento' de Bolsonaro contra uso político do Ministério da Educação" ("Estadão", 25/11). Já que perguntar não ofende, pergunto: onde estava a dona Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) durante todo o mandato dos governos petistas? Além de conseguir promoções e belos cargos públicos para os mais aquinhoados dessa entidade, o que mais fizeram de bom para o Brasil? O que fizeram para impedir que o PT arruinasse tanto a economia nacional? E, agora, ela vai querer cobrar do novo presidente eleito pela vontade do povo o que não fez com o anterior?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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OS DESAFIOS DO BRASIL

  

Apesar das palavras desanimadoras do jornalista Rolf Kuntz no seu "O desafio da educação e as fixações de Bolsonaro" (25/11, A2), com relação ao futuro ministro Ricardo Vélez Rodriguez, pelo seu posicionamento simpático ao projeto Escola sem Partido, há que considerar que, pela defesa enfática que o futuro ministro também faz da proposta "Menos Brasília e mais Brasil", projetos como este ou práticas administrativas decorrentes da centralização como Enem ou Mais médicos, por inócuo, jamais teria espaço num país descentralizado que ele defende. De fato, pelas suas dimensões e diversidades, há muito o Brasil necessita de um novo pacto federativo. Não apenas pela Educação. Todos os setores necessitam de um exame na linha proposta pelo futuro ministro do MEC, incluindo o elétrico. As constantes notícias sobre socorro financeiro ao setor elétrico demonstram claramente que o seu centralismo - inovador para 1934, quando foi promulgado o Código de Águas - é hoje envelhecido, ultrapassado e muito, muito caro. Afinal, passaram-se 84 anos! No início da década de 30 tínhamos 800 MW de potência instalada. Hoje são 160 mil MW. O processo decisório, entretanto, parou no tempo. Nenhum país com as dimensões do Brasil tem condições de fiscalizar e administrar um setor com as magnitudes atuais. Essa é a questão central que atinge todos os setores que têm como defensores apenas a velha e corrupta classe política, rejeitada pelos eleitores em outubro. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA

A 10.ª Vara Federal, em Brasília, aceitou denúncia do Ministério Público contra o governo petista, que se refere desde a chegada espumante ao poder, com Lula em 2003, até a deposição por impeachment, com Dilma Rousseff, em 2016, incluindo aí Guido Mantega, João Vaccari Neto e Antonio Palocci. É justo com o País, mas é injustiça com o ex-presidente Lula que só ele e seu ex-ministro da Fazenda estejam presos. Todos merecem o mesmo destino, inclusive Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Edinho Silva, que têm o não menos injusto foro privilegiado.   

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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O QUADRILHÃO DO PT

Mais um processo contra a cúpula petista sobre desvios milionários dos cofres públicos, e seu velho argumento é de que a ação não se sustenta em fatos nem em provas e que seria resultado de um delírio acusatório do sr. Rodrigo Janot. Se prestarmos atenção, é o mesmo argumento desde o imbróglio do mensalão, repetido no petrolão. E basta ver o que aconteceu nestes dois processos: o desvio de verbas comprovado já deve estar perto do bilhão de reais. Portanto, conclui-se que deve ter ainda muito coelho neste mato.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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MAIS UM

O senhor Lula da Silva, desde 23/11, segundo publicou o "Estadão", é réu em mais um processo. Certamente virão outros, contudo, nas palavras do escudeiro Cristiano Zanin, teremos as explicações de sempre. Tudo bem! Ele é pago para isso. O lastimável é que o causídico não se dá conta (e se dá, pior ainda) do papel decorativo, ridículo e subalterno que desempenha. Nas audiências, o demiurgo patrão incinera seu diploma de bacharel em Direito na fogueira da sua vaidade. Só ele fala. Sua inteligência e eventual discernimento são triturados no moedor da prepotência do ex-presidente. Por último, sua experiência de advogado é jogada na lixeira pelo desprezo que o dono do PT devota a todos que o cercam. Que sentimento será este que move o advogado Zanin a se submeter a esse vexatório procedimento? Será por causa do seu sogro Roberto Teixeira? Sinceramente, um outro profissional já teria pegado seu chapéu e se mandado, como alguns já o fizeram. Mas não! Ele sempre está lá, com sua indefectível figura de paisagem. Para mim, um mistério!

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo 

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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Um único mandato de Jair Bolsonaro, mesmo depois sendo trocado por outra direita democrática, não desarma o aparelhamento do Estado montado pela "organização criminosa" de Lula e Cia.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Por onde andará José Dirceu? Escafedeu-se?

Nelio Esquerdo nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

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O AUMENTO SALARIAL DO STF

Um reajuste devastador para as contas públicas e para o planejamento do próximo governo, concedido por um Senado vingativo em virtude da não reeleição de alguns caciques; a indignação da sociedade contra a decisão, refletida em mais de 2,5 milhões de assinaturas e em protestos diante do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF); as justificativas esfarrapadas de alguns dos togados, como, por exemplo, a de que o auxílio-moradia poderá ser revisto para compensar os gastos e que o aumento será bancado pelo Tesouro, como se um tivesse sido repentinamente desenterrado em alguma ilha deserta à Robert Louis Stevenson; a aparente desconsideração dos beneficiados pelos inevitáveis efeitos-cascata que advirão das reivindicações de outras categorias e das repercussões nas finanças estaduais e municipais; finalmente, o dedo insistente apontando para os fatos de que a nossa Corte Suprema é uma das mais caras do mundo e de que cada ministro já percebe o equivalente a mais de 20 vezes o salário médio da população brasileira. Tudo isso está em jogo na decisão que o presidente Michel Temer terá de tomar nos próximos dias. Oxalá receba uma mensagem divina aconselhando-o.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO

Déficit orçamentário do País é estimado em R$ 139 bilhões para este exercício. E em aproximadamente R$ 100 bilhões para 2019. Isso porque a soma das despesas previstas nas respetivas dotações anuais é superior às receitas na mesma ordem dos valores acima. O que fazer para equacionar o problema? Aumentar tributos? Isso não é aconselhável em face do enorme porcentual que eles já representam sobre a economia brasileira. E sem retorno que os respalde e os justifique. Resta diminuir despesas, enquadrando-as, tanto quanto possível, em previsão orçamentária calculada e diminuída em face do déficit previsto. Conseguir a desvinculação de receitas vinculadas a gastos obrigatórios para permitir remanejamento em face de prioridades inadiáveis que surgirem e indicarem a urgência desse procedimento. Contingenciar, no início do exercício, o total das despesas duodecimais no mesmo valor do déficit anual previsto, só as liberando na medida em que se obtenham - difícil, mas não impossível - receitas extraordinárias (Receitas de Capital, eliminação de subsídios, etc.) suficientes. Que, entretanto, exigirão a compreensão e aval do Poder Legislativo para serem utilizadas. Mas que, tendo em vista a situação em que se encontra o País, não deverão faltar. Se nada disso ocorrer em face da pressão da demanda social que via de regra ocorre, a eliminação desses déficits ficará para as calendas gregas.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ORÇAMENTO ZERO

Um novo governo deveria partir de um orçamento zero. Pelas receitas/impostos sem aumentos, como já foi declarado. Do lado das despesas, pelo corte das despesas supérfluas. Um estudo de avaliação/quantificação dos cortes é devido ao eleitorado: a eliminação de aparelhados sem concurso, redução de cargos comissionados, eliminação de penduricalhos, redução do número de assessores a deputados e senadores, congelamento dos vencimentos, cortes de subsídios, eliminação de perdões de dívidas, etc. Em seguida, redução de número de deputados, senadores e vereadores. E eliminação de municípios que não suportam a própria administração. O corte dos pagamentos aos partidos é apenas uma fração do todo. Não me surpreenderia que a soma ultrapassasse os 20% do orçamento nacional, mesmo sem considerar a reforma da Previdência, que é urgente por razões de estrutura populacional. 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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BOMBA-RELÓGIO

Há grande preocupação com as finanças dos Estados, mas há uma bomba-relógio armada com os municípios. Na promulgação da Constituição em 1988 tínhamos cerca de 2.500 municípios, mas se criou uma facilidade para sua multiplicação e hoje temos mais de 5.500. Foram contratados milhões de funcionários e, em muitos casos, tivemos "ações entre amigos" com a criação de grupos que se apoderaram do poder utilizando os recursos de acordo com suas conveniências, e não em benefício da população. Em breve, teremos milhões de aposentadorias que vão exaurir os recursos dos municípios, impossibilitando-os de cuidarem da educação e da saúde dos munícipes. Quem vai desarmar essa bomba?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇAS

De novo: velhos políticos continuam pressionando o novo governo a receber benesses para aprovar as reformas que irão salvar o Estado brasileiro. Continuam achando que foram eleitos para tratar dos próprios interesses. Acho que este "modus operandi" está chegando ao fim...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MÃO ÚNICA

Só há um jeito de dobrar o Congresso Nacional em votações relativas às inadiáveis reformas previdenciária, fiscal, tributária e política: pressão popular.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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REGALIAS

Aguardamos ansiosos pela renovação do Congresso Nacional. Salta aos olhos e alegra a sofrida população a proposta da deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP), eleita com expressivo número de votos. Seu "carro chefe" é um senhor desafio, mas com total apoio popular: acabar com as mordomias e privilégios do Judiciário e do Legislativo, além de seus aviltantes salários, e sem falar da corrupção sistêmica que se instalou no País. Para os magistrados, são os detestáveis 82 dias, incluindo férias (60 dias), recessos de Natal, carnaval e Semana Santa (22 dias). No Parlamento é pior ainda. São 65 dias pelos mesmos motivos, além de que só trabalham de terça a quinta-feira (mais de 70 dias por ano), com o argumento de consultar as bases, como se não tivessem o conhecimento anterior. A ideia maior com que foram eleitos os novos congressistas foi modificar este estado de coisas, que revolta todos os trabalhadores da iniciativa privada e do Poder Executivo. Já sabemos que nossos homens públicos são defensores extremistas de suas regalias, mas também confiamos na persistência da deputada dos novos ares no Congresso, com a aprovação desta importante Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em favor da igualdade entre os nossos trabalhadores, prevista no artigo 5.º de nossa Constituição.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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EM MINAS GERAIS

Eu imagino o que o governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema - como grande empresário, um entusiasta da eficiência e da funcionalidade -, pensa da Cidade Administrativa de Minas Gerais. Construída por R$ 2 bilhões em valores atuais (o dobro do previsto, pelas razões que todos sabemos) e custando mais de R$ 10 milhões por mês em manutenção, é um símbolo mastodôntico de desperdício, megalomania e aplicação irresponsável de recursos públicos. A sociedade brasileira não pode mais aceitar, bovinamente, a aprovação e execução de projetos estapafúrdios num país com tantas carências básicas.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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PROTESTOS NA FRANÇA

O aumento dos combustíveis deflagrou enorme protesto em Paris nos últimos dias. Milhares de manifestantes foram às ruas da capital francesa também contra a perda do poder aquisitivo. Tem havido enorme queda de popularidade do presidente Emmanuel Macron em virtude das reformas econômicas e da flexibilização das leis trabalhistas. A grave situação política favorece a oposição tanto no curto prazo como no médio prazo. A Frente Nacional (partido de extrema-direita) mudou de nome para Agrupamento Nacional (AN), sob a liderança de Marine Le Pen, com o objetivo de apagar o passado antissemita que envolvia o partido na época de seu pai, Jean-Marie Le Pen. O objetivo dela é formar uma ampla bancada europeia nas eleições europeias (em maio de 2019) com o apoio da extrema-direita de outros países, visando a fortalecer seu nome para disputar o segundo turno das eleições presidenciais (em maio de 2022) e, assim, chegar ao poder na França.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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GA$OLINA

Desde setembro, no Brasil, o preço da gasolina na usina já despencou 31% (!), enquanto nos postos ficou apenas 1,75% mais barato. Além de conviver com a absurda questão de que quase 50% (!) do preço cobrado pelo combustível é de impostos, os consumidores se sentem verdadeiros idiotas na hora de pagar a conta. Com a palavra, a Petrobrá$.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O PREÇO DO COMBUSTÍVEL

Este governo federal não é sério. Nas refinarias os preços da gasolina caíram 30%, mas nas bombas dos postos de combustíveis, para o público consumidor, não só não caiu, como em alguns continua subindo. Saia logo, Temer...

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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'JAIR, O QUE VAMOS DIZER?'

No artigo de 22/11 (página A8), após considerações sobre a disputa pela hegemonia entre dois impérios, o jornalista William Waack indaga: "E aí, Jair, o que a gente vai responder?". A resposta que devemos esperar, não só de Jair Bolsonaro, mas de todos os brasileiros, é que o Brasil é um país multirracial, multirreligioso, multidiverso e o que manda na nossa sociedade são as nossas necessidades, nossos interesses, nossas prioridades. Alinhamento incondicional a doutrinas políticas ou a extremos religiosos leva à dependência, à submissão aos interesses alheios, que são insaciáveis e impiedosos, e, finalmente, a deixar-se dominar e a regredir aos tempos de colônia. Enfim, nossa opção é a equidistância na convivência com todos os povos. O lado a escolher é o nosso, o do Brasil. E que não nos levantamos de um colo que não desejávamos para sentar em outro. E que isso seja prontamente comunicado ao sr. John Bolton nos próximos dias. 

Ricardo Hanna  ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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DURO GOLPE CONTRA O CHAVISMO

Para variar, os EUA muitas vezes abrem mão do seu poderio militar para acertar certos tipos de contas. Basta-lhes o seu poderio judiciário, que quando estende os seus tentáculos, ai do crime organizado global. Agora chegou a vez dos dirigentes corruptos da Venezuela, denunciados por Alejandro Andrade, segurança de Hugo Chávez, que assinou um acordo de delação premiada com autoridades americanas. Nicolás Maduro já sabe que está, praticamente, com os seus dias contados.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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O CAPANGA DE CHÁVEZ

Acabei de ler a notícia sobre o capanga de Hugo Chávez, preso nos EUA. Mais de US$ 1 bilhão roubados da Venezuela, que ele investiu em propriedades, aviões, carros, joias e sabe Deus o que mais. Este é o bolivarianismo, que nossos petistas adoram e praticam, também em benefício próprio. Foi para isto que inventaram o Foro de São Paulo, para se apropriarem de todas as riquezas possíveis e abandonarem a população de seus países?   Isso é a democracia que pregam? Ainda bem que grande parte da população abriu os olhos e excluiu, pelo voto democrático, este tipo de bandido do poder. Que o próximo governo brasileiro continue combatendo a corrupção gigantesca institucionalizada pelo PT por meio de seu chefão e seus sequazes.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CIDADES EM RISCO

Em São Paulo, o colapso parcial de um viaduto na Marginal do Rio Pinheiros, com fortes evidências de falta de manutenção naquela estrutura de concreto, mostra os malefícios da falta de uma cultura de manutenção preventiva de pontes e viadutos, espalhados por todo o País, principalmente os de concreto, material considerado "eterno", mas que não é, pois todas as estruturas, seja qual for o material usado na construção, necessitam de alguma forma de manutenção preventiva e contínua. A falta de mentalidade de manutenção tem implicações estratégicas, pois devem existir muitas estruturas que, se colapsarem, produzirão sérios problemas de trânsito, com profundas consequências no entorno circundante. Embora resida em Santa Catarina, como morei e estudei em São Paulo por muito tempo, conheço até o lugar da estrutura colapsada, notando, até como engenheiro, que vizinha da estrutura danificada daquele viaduto existe uma subestação elétrica que alimenta as redes elétricas dos trens urbanos da CPTM. Um caminhão desembestado poderia não tão remotamente paralisar a circulação de tens urbanos que transportam milhares de passageiros diariamente lá, por um bom tempo. O Estado atual, com seus órgãos como a União, Estados e municípios, cujos dirigentes mudam regularmente, também no setor de transportes, tem sido incapaz de implementar e manter serviços estratégicos, como a manutenção regular de pontes e viadutos, e analisar nas imediações perigos estratégicos que possam ser advindos de acidentes rodoviários dos veículos que ali trafegam. Em Florianópolis, nas duas grandes pontes de acesso à ilha, para qualquer observador mais treinado, existem problemas de manutenção facilmente perceptíveis. Desse modo, sugiro, como possível iniciativa de sua futura administração, a criação de uma supervisão institucional da área de engenharia do Exército, que levantaria informações do que existe em pontes e viadutos, tanto rodoviárias quanto ferroviárias, estabelecendo uma ação permanente com órgãos rodoviários, federais, estaduais e grandes prefeituras, para conseguir implantar ao longo do tempo uma cultura de manutenção, que hoje infelizmente não existe. Sei que a tarefa é algo colossal, em face do tamanho do Brasil, mas a vejo ser possível de ser realizada apenas pelas Forças Armadas, cujo horizonte de visão é sempre o longo prazo. 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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MANUTENÇÃO NÃO DÁ VOTOS

Morando em São Paulo há mais de 50 anos, nunca assisti a uma inauguração por políticos de galerias fluviais, o que me permitiu assistir a mais de 50 enchentes na capital, ou seja, uma por ano. Nunca assisti, também, a nenhuma manutenção de pontes e viadutos nestes últimos 50 anos. Creches, então, só assisti a inaugurações em avenidas principais, onde o tráfego de ônibus é intenso e os passageiros - ou seja, os eleitores - podem vê-las, porque nas periferias, mesmo, elas não existem. O motivo, muito simples, é que elas não dão votos. Em outras palavras: política preventiva eles não sabem o que é.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DEGRADAÇÃO DEPRIMENTE

Pontes e viadutos em São Paulo mais parecem cascos de navios naufragados no mar de gente. Volto a dizer: é preciso ir a fundo na questão de viadutos e pontes da cidade de São Paulo. Há viadutos que começaram a ser reformados e foram abandonados por empreiteiras em gestões anteriores. Isso precisa ser investigado. E não é oportunismo da minha parte, não, com o desabamento do viaduto na Marginal. Há mais de dez anos, para chamar a atenção de autoridades sobre o descaso com as pontes, reuni um grupo e tapamos os buracos da Passarela do Piques, no centro de São Paulo. O jornalista Moacir Assunção é testemunha do que estou falando. À época, acompanhou a ação e deu uma nota no "Estadão" (e ninguém mais falou indignado sobre a Ponte da Bandeira e seus buracos do que Milton Jung e José Paulo de Andrade). Passei pela passarela neste domingo (25/11). Anos depois, continua tudo do mesmo jeito. É deprimente o estado da passarela que liga a Câmara Municipal ao Gabinete do Prefeito.  Buracos e rachaduras, muitos buracos e infiltração na parte central da velha construção sobre o terminal municipal. Mais parece casco de navio no mar de gente - goteiras não param de cair. Um gari me contou que os bueiros da passarela foram devorados pelo lixo. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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AS MIL ESCADAS DAS NOVAS ESTAÇÕES DO METRÔ

Será que ninguém percebe o projeto faraônico de engenharia da Linha Amarela do Metrô de São Paulo, que represa as pessoas, cria multidões e dificuldades para a saída das pessoas? Todos dando trombada (Luz) porque quem aprovou o projeto não imaginava que as pessoas iriam cruzar os caminhos? A Estação Sé na capital paulista, uma grande obra de engenharia entregue a São Paulo no dia 25/1/1978, portanto há 40 anos, é um exemplo de eficiência mesmo considerando as devidas proporções de horários de pico. Um projeto na Catedral da Sé não tem tantos lances de escada quanto nas estações da Linha Amarela, como a cansativa Pinheiros, Mackenzie e tantas estações, inclusive as da Linha Lilás, que faz com que o tempo que se ganha na viagem se perca nas escadas para sair daqueles verdadeiros buracos com cinco a seis lances de escada, nas quais as pessoas ficam rodando como idiotas. Em comparação, na Estação Portuguesa Tietê, ligada à maior estação rodoviária da América Latina, as pessoas têm um acesso rápido e escoa-se com rapidez para todas as direções. Vejam, senhores governantes, olhem a Estação Brás, ligada no mesmo nível de plataforma suspensa ao acesso inteligente aos trens da CPTM. As novas estações foram absurdamente caríssimas, travadas e demoradas para entregar por conta de tanto dinheiro do contribuinte esbanjado. Mais de 20 anos para estressar o povo, cansar a população, fora a perda de muitas vidas nas obras e acidentes. 

Tania Freire taniafreire@hotmail.com

São Paulo

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CAMPEONATO BRASILEIRO

A merecida conquista do Brasileirão pelo Palmeiras, no domingo, tem um significado particular, além do campeonato em si: a disposição, inteligência e experiência do septuagenário técnico Luis Felipe Scolari demonstram que, num país como o nosso, em que a expectativa de vida é cada vez maior, é possível, viável e até necessário manter o mercado de trabalho aberto à contratação de cidadãs e cidadãos da - ainda chamada - terceira idade, com plenas expectativas de bom desempenho e sucesso. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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'ACERTOU NO QUE NÃO VIU'

Sou palmeirense e estou feliz pela conquista do título do Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras. Dou, porém, a minha opinião sobre a coluna de Mauro Cezar Pereira publicada ontem no "Estadão" ("Acertou no que não viu", página D7). Como sempre faz, mais uma vez o autor escreve palavras não elogiosas para se referir ao título conquistado pelo Palmeiras. Mais uma vez, perde o autor a oportunidade de ser humilde e reconhecer a conquista do time. Mais uma vez, utiliza o autor palavras negativas, não elogiosas, para um assunto que deveria ser unicamente de elogios e de reconhecimento pelo título conquistado. E isso Pereira faz com todos os times, com todos os jogadores e com quase tudo sobre o que opina, não é caso com o Palmeiras. O autor é medíocre, tem palavras apenas críticas e baixas. Felipão não pode (como não deve), por exemplo, ser classificado como "velho", nunca! O articulista deve se preocupar com as palavras que usa, com a classificação e com as referências que tem dado nos últimos anos, porque só demonstra como é uma pessoa amarga, ranzinza e triste. Assim, ele nunca acerta

Attilio Jacobucci Junior attilio@rust.com.br

São Paulo

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MAIS COMENTARISTA

Este Mauro Cezar é flamenguista de mão cheia. Na ESPN, como aqui, no "Estadão", ele só sabe falar mal do Palmeiras. Agora é só o Felipão, que mesmo após a Copa de 2014 não serve para ser técnico, porque não se renova, e o Palmeiras, porque tem um time cheio de bons jogadores, mas que só ganhou o Brasileirão. Ele deveria ser menos torcedor e mais comentarista, porque para ele o que realmente interessa é o campeonato inglês. Vá para lá, então.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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CAMPEONATO MEDÍOCRE 

Não há como negar, mas este Campeonato Brasileiro simplesmente mostrou o quanto nosso futebol atravessa uma fase de baixa qualidade, e a maior prova está nos dois boleiros mais badalados no momento: Gabigol e Deyverson, que são apenas refugos de equipes europeias. O ex-santista foi para a Inter de Milão como promessa de ser um novo Neymar, e, depois de falhar na Itália e em Portugal, foi emprestado ao Santos. Deyverson passou pelo mesmo processo em alguns times europeus, desembarcou no Palmeiras e terminou badalado merecidamente graças a alguns gols decisivos, como neste contra o Vasco, domingo. O Palmeiras mereceu este campeonato e tinha a obrigação de vencer, como resposta a um patrocinador que investiu milhões na compra de alguns boleiros, mas já se decepcionara porque esperava ser campeão da Copa do Brasil e, principalmente, da Libertadores, que lhe abriria a chance de disputar o título de campeão mundial da Fifa, algo inédito ainda em sua história. Como não chegou lá, ficou o gosto amargo de este título parecer prêmio de consolação. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO EXEMPLAR

Com relação à final da Copa Libertadores da América, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), para evitar reincidências, pois o objetivo do esporte é congraçamento, em que os contendores são adversários, não inimigos, deveria, como punição exemplar ao ataque dos torcedores do River Plate ao ônibus do Boca Juniors, cancelar a final e proclamar campeão o Boca.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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FUTEBOL ARGENTINO E A INTOLERÂNCIA

Até quando este desrespeito do futebol argentino com o mundo vai continuar? Chega de Maradona endeusado pelo gol de mão. Lembro-me de quando a Seleção Argentina foi suspensa pela Fifa pois os jogadores, bêbados, a bordo de um avião em viagem internacional, abusaram de aeromoças. Agora, a Fifa deve suspender o futebol argentino por dois anos, por participar desta guerra  futebolística. Ou acabamos com esse tipo de futebol praticado na Argentina ou vamos acabar com o futebol da América do Sul.  

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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