Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 03h00

CONTAS PÚBLICAS

Francamente!

No mesmo dia da divulgação do humilhante relatório da ONG Oxfam que apontou o Brasil entre os dez países mais desiguais do mundo, o presidente Michel Temer, num ato de traição ao seu próprio discurso, típico de político de sua têmpera, numa canetada sancionou o aumento dos salários dos membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Neste momento, na realidade que vivemos, com quase 12 milhões de desempregados, é uma tremenda falta de escrúpulos, um desrespeito ao povo brasileiro. A imoralidade foi tal que quatro dos 11 ministros votaram contra o aumento, aos quais rendemos nossas homenagens. A nós, pobres cidadãos, restava ainda um pouquinho de esperança de que Temer, num ato de reflexão, de estadista, no fim de um catastrófico governo, vetasse o aumento. Francamente! 

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Sancionou? O golpe ao apagar das luzes.

LUCIA MELCHERT

luciamelchert@gmail.com

São Paulo

Chave de ouro

E para fechar com chave de ouro só falta dar indulto de Natal ao “cara”.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Enxovalhada subserviência

Ao sancionar o vergonhoso reajuste para os togados do STF, Michel Temer jogou no lixo a chance de fechar o seu governo com uma chave dourada de dignidade. E o que é pior: deu as costas à tragédia dos milhões de desempregados brasileiros. 

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Legal, mas imoral

Falar em irresponsabilidade, ausência de civismo e prepotência é muito pouco para qualificar a atuação da plutocracia de Brasília no patrocínio do aumento dos vencimentos dos ministros do STF. O espanto é ainda maior ao se saber que, na mesma data em que o presidente Temer sancionou a lei autorizando o reajuste, o ministro Luiz Fux proferiu decisão revogando o auxílio-moradia dos juízes e condicionou sua vigência ao contracheque dos ministros do Supremo já com o aumento salarial, vestindo um ato republicano como se comercial fosse. Temer – que é alvo de denúncias por suspeitas de corrupção – jogou pelo ralo a oportunidade de sair com honra da vida pública e reduz sua biografia ao nível da dos atores dessa ópera grotesca que inflige mais um severo sacrifício à população do País. 

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Retórica e contradição

Luiz Fux retirou R$ 4,3 mil do auxílio-moradia dos membros do Judiciário porque, segundo ele, havia inviabilidade orçamentária. Contraditoriamente, isso justificou o aumento de R$ 6,2 mil para cada ministro, que resultará num efeito cascata de alguns bilhões para todo o funcionalismo, tornando ainda mais inviável o planejamento orçamentário. Ora, se a intenção fosse realmente preservar o Orçamento, não poderia ter havido essa negociação. Melhor seria ter deixado o auxílio-moradia, que não acarreta o efeito cascata.

MANOEL GIACOMO BIFULCO

advocacia.bifulco@hotmail.com

São Paulo

Inimigos do Brasil

A decisão de Temer de sancionar o reajuste de 16,38% do STF, capitaneado pelo ministro Dias Toffoli, mostra claramente que o País está longe de ter a colaboração dos três Poderes da República no combate à maior crise econômica e moral da nossa História. Os já abonados ministros do Supremo, preocupados apenas em amealhar cada vez mais para engordarem suas já polpudas contas bancárias, estão muito longe de dar exemplo à Nação. Eles lutaram “bravamente”, ao lado dos coniventes Senado e Executivo, para garantirem o champanhe, o caviar e o gordo peru de Natal. Já dizia um velho político que “é dando que recebe” e essa ação tem objetivos claros, já que todos os políticos envolvidos nessa traição ao povo estão implicados na Lava Jato e em outras situações delituosas. Para tentarem justificar essa barganha política combinaram de acabar com o auxílio-moradia, outra irregularidade concedida até a quem possui imóvel. As afrontas ao povo sério e ordeiro deste país não param, mas torço para que isso comece a mudar a partir do próximo ano.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Memória curta

O brasileiro tem memória curta. Quando Joaquim Levy assumiu o Ministério da Fazenda, no governo de Dilma Rousseff, também havia sido aprovado um aumento desse quilate para o STF. Levy, que tinha vindo para acertar as contas públicas, não pôde fazer absolutamente nada. E deu no que deu, num desastre financeiro, pois isso tem reflexos nos vencimentos de todos os níveis da administração pública. Por essas e outras, considero essa atitude como alta traição à Pátria. Mas eles não estão nem aí. Bolsonaro que se cuide.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Sabotagem

Deveria existir alguma cláusula na Constituição da República proibindo terminantemente mudanças drásticas, verdadeiras bombas que sabotam uma nova administração, durante o período de transição entre as eleições e a posse de um novo presidente. Mesmo com essa falta de visão na Carta Magna, o bom senso e a civilidade deveriam imperar, não permitindo que os três Poderes desrespeitem o desejo da maioria dos eleitores. Essa correria para atrapalhar de toda maneira o governo que se inicia em janeiro mostra bem o egoísmo, a falta de patriotismo e de consideração para com o País e os seus eleitores. 

CANDIDA L. ALVES DE ALMEIDA

almeida.candida@gmail.com

São Paulo

É uma pena

Quem tem contas a ajustar com a Justiça não tem condições de tomar as decisões firmes e responsáveis que o momento exige. A grande maioria dos nossos legisladores tem pendências judiciais e, por isso, eles estão tolhidos de votar com total autonomia. Michel Temer, que poderia ter seu nome enaltecido com uma administração digna de aplausos, ficou submerso e nas mãos do Congresso. Agora que a Nação esperava de sua parte um atitude de estadista, apequenou-se e sucumbiu mais uma vez ao sancionar o aumento dos ministros do STF. É uma pena!

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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JÁ VAI TARDE...

Ao sancionar o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Michel Temer ignorou o impacto de R$ 1,375 bilhão nas contas da União no ano que vem (R$ 4 bilhões, incluindo Estados e municípios), lavou as mãos e entrou definitivamente para o hall de presidentes moucos, inúteis e esquecíveis, que, diga-se de passagem, o Brasil não elegeu, mas produziu. O cacoete de girar as mãos com os indicadores em riste fica ainda mais pernóstico quando usado na tentativa de explicar o inexplicável.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TOMA LÁ, DÁ CÁ

Conforme armado, legislando em causa própria, Michel Temer sancionou o imoral aumento dos salários (ó!) do Supremo. Em contrapartida, no picadeiro STF, o obediente ministro Luiz Fux gastou quase 30 laudas para suspender o pagamento do auxílio-moradia dos magistrados, revogando o que concedera em 2014. Ministro, por economia processual, uma sintética lauda seria suficiente, poupando-nos de mais um diabólico espetáculo circense "me engana que eu gosto". Aplique-se aos profanos atos o que disse o saudoso Stanislaw Ponte Preta, sabiamente: "Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos".

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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REAJUSTE STF E AUXÍLIO-MORADIA

Espanta-me, como advogado e professor de Direito, ouvir um ministro da Suprema Corte afirmar que o resultado de um julgamento sob sua relatoria depende da aprovação de uma lei que trata do aumento salarial de suas excelências. Tal situação, com a máxima vênia, é constrangedora e reflete um pouco da imagem que a população tem do Poder Judiciário brasileiro. A decisão acerca da legalidade do pagamento do auxílio-moradia dos magistrados deveria ser enfrentada aos olhos da Constituição federal, tão somente. 

Gabriel Henrique Santoro ghsantoro@gmail.com

São Paulo

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PAU DE GALINHEIRO

O indecoroso aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal associou a imagem daquela Corte a um pau de galinheiro, honrosa exceção feita às três ministras e ao decano Celso de Mello. A sanção pelo presidente Temer, de quem nada se poderia esperar, é o epílogo de um mandato ralo abaixo para o esgoto da história.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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SABEDORIA POPULAR

O medíocre Michel Temer confirmou a sabedoria popular "de onde menos se espera é que não sai nada mesmo". Presidente Temer, o problema maior não é agradar aos teus futuros julgadores; gravíssimas são as hordas de marajás que vão passar pela porteira com o efeito cascata do reajuste aprovado. Parafraseando tempos e circunstâncias diferentes, "é o déficit público, estúpido!".

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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TEMER SERÁ JULGADO

Nos estertores de seu melancólico governo, e ao sancionar o reajuste de 16,38% para o STF, aprovado por um Senado que agiu traiçoeiramente contra os interesses da Nação, Michel Temer enlameou de vez sua biografia pessoal e política e colocou sobre ela uma pá de cal definitiva. O supremo (minúsculo, mesmo) demonstrou claramente seu viés interesseiro e chantagista e que a justiça (?) no Brasil é realmente cega, surda, muda, omissa e, principalmente, comprada. Dentro de pouco tempo, teremos a oportunidade de verificar se este "negócio" efetuado no balcão de trocas governamental surtirá o efeito desejado para aquele que está envolvido até o pescoço em falcatruas e que com essa execrável atitude, literalmente, está comprando com dinheiro do povo (mais uma vez) sua possível e quase certa absolvição. Lamentável.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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ACORDÃO TRIPARTITE

O PCCF, Primeiro Comando da Capital Federal, reuniu-se para perpetrar a grande bofetada na cara de todos os brasileiros decentes. Fico me perguntando se os chefões do butim terão coragem de se olhar no espelho sem sentir um resquício que seja de vergonha na cara. Quanta desfaçatez! 

Paulo Mario Beserra de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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O ACORDÃO

É fácil de perceber e é obvio que não faz sentido negociar o fim do auxílio-moradia a juízes que possuem imóvel próprio na comarca onde trabalham, em troca de um aumento a privilegiados juízes que provocará um efeito cascata estimado em R$ 4 bilhões aos cofres públicos ao ano. Claro que Temer espera outra contrapartida do STF, quando perder o foro privilegiado em janeiro. Com Joesley Batista o acordão foi feito na calada da noite e no porão do Palácio Jaburu. Já com o STF, foi no seu próprio gabinete e bem às claras.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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AUXÍLIO-MORDOMIA

Excluímos o auxílio-moradia. Novo nome: auxílio-mordomia. Afinal, só 16,38%. Nada mais justo.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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TREMER

O salário do $TF subiu, a cascata aumentou e Temer encolheu!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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COM OS DIAS CONTADOS

Ilusão dos quase 3 milhões de brasileiros que assinaram o "Veta Temer" o aumento abusivo de mais de 16% aos ministros do STF e à Procuradoria-Geral da República, dado pelo Congresso, que gerará um rombo de R$ 6 bilhões nas contas públicas para 2019 e Temer acaba de sancionar. Não nos esquecendo de que, ao descer a rampa, Temer estará sem foro privilegiado. Então, agradando à Justiça, quem sabe seu processo sobre o Porto de Santos ficará esquecido em qualquer gaveta na Justiça esperando que ele morra, dada sua idade avançada, deixando seus descendentes milionários? Ainda bem que este Brasil dos "Temers da vida" está com os dias contados.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A DÍVIDA DOS CONGRESSISTAS

Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obtidos pelo "Estado" por meio da Lei de Acesso à Informação, deputados e senadores que iniciarão um novo mandato em 1.º de fevereiro de 2019 devem R$ 660,8 milhões à União. Deste débito total, 90% são de apenas 15 congressistas, inscritos em seus CPFs ou em nome de empresas. Apenas como sugestão, que tal a União descontar 100% dos salários, acrescidos dos penduricalhos, destes mal acostumados e contumazes devedores? Alguns deles torcem por um novo Refis com generosos descontos. Afinal, não é de cima que vem o exemplo?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PRECISAMOS PARTICIPAR

No atual sistema representativo, nossos controles se limitam a eleger representantes que passam a atuar sem qualquer controle efetivo de seus atos. Uma irrisória minoria política e corporativa, destacando-se o Poder Legislativo, trata a coisa pública como própria. Oportuno indicar o artigo "As políticas públicas assumidas por Bolsonaro" (23/11, A2), do jurista Modesto Carvalhosa, que aponta a necessária ponte entre cidadãos e Estado, via referendos e plebiscitos bianuais, presentes nas modernas democracias do mundo. Precisamos começar a exigir nosso pleno direito de nos manifestarmos sobre os atos do poder público, ceifando os abusos e, principalmente, porque pagamos a conta. Por exemplo, não podemos mais ficar à mercê de legisladores amorais, eternos sonegadores, que alongam suas dívidas para nunca pagarem. Temos de afastar da vida pública esses aproveitadores que absorvem cada dia mais o orçamento público, solapando-nos recursos da saúde, educação e segurança. Para isso acontecer, precisamos participar.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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OBRA PÚBLICA COM SEGURO

Em mais um excelente artigo publicado no "Estadão", o jurista Modesto Carvalhosa espera que o futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), cumpra como prometido em campanha fazer um governo decente, de melhorias nas estruturas do Estado, suprimindo privilégios, reduzindo a burocracia, etc. Porém, gostaria de destacar uma sugestão de Carvalhosa que vai de encontro ao combate à corrupção e, principalmente, de impedir que as obras públicas contratadas, como pouco mais de 7 mil delas pelo País, e hoje praticamente paralisadas não percam sua continuidade. Trata-se de aprovar uma lei no Brasil, tal qual a que existe nos EUA desde 1894 - ou seja, há 124 anos -, conhecida como de regime de "performance bonds", obrigatório nas obras públicas contratadas pelas estatais, que inclui obrigatoriamente "uma seguradora nos contratos da empreitada, tornando possível quebrar a interlocução entre a construtora e os agentes públicos, garantindo para o Estado o preço, o prazo e a qualidade da obra". Certamente que, introduzida essa lei no País, ela iria acabar com a orgia dos políticos que em ano de eleição contratam irresponsavelmente obras, até com construtoras inidôneas, recebem a propina e abandonam as obras. Uma ótima sugestão para Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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COLABORAÇÃO

Depois da lamentável coluna de Eugênio Bucci em 22/11, quero cumprimentar o "Estadão" pela publicação dos artigos de Modesto Carvalhosa ("As políticas públicas assumidas por Bolsonaro", 23/11) e Ives Gandra da Silva Martins ("Bolsonaro - a caminho do futuro", 24/11). Estes dois artigos fazem honra ao melhor jornal brasileiro e denotam o civismo e a disposição dos seus autores de colaborar para o engrandecimento do Brasil. 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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NÃO FOI BOM PARA O BRASIL                                                                  

Enquanto um bom número de velhas raposas da política nacional foi rechaçado nas urnas na eleição passada, o eleitorado da terra dos marechais reelegeu Renan Calheiros para o Senado Federal. Não há dúvida de que isso não foi bom para o Brasil. E estou certo de que milhões de brasileiros pensam como eu. Quem não se lembra de sua participação no conchavo para que Dilma Rousseff, ao sofrer impeachment, não perdesse os direitos políticos por oito anos? Um requerimento da defesa de Dilma apresentado por um senador petista se sobrepôs à nossa Constituição. Impeachment e a perda dos direitos políticos foram votados em separado. Não deu outra: Dilma beneficiada. Ainda bem que o eleitor mineiro a jogou para escanteio na eleição passada. Alguém pode estar dizendo "ah, se Renan tivesse feito só isso...". Vou me prender somente a esse fato em virtude de ter ficado bastante clara a jogada. Hoje, sabemos que Renan está mais uma vez de olho na presidência do Senado. Tomara que não seja ele o vencedor, a sua vitória dificultará a vida do presidente Jair Bolsonaro, que repudia o "toma lá, dá cá". Senhores senadores, pensem nos interesses da Nação, e não nos interesses de velhas raposas da política brasileira.  

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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'CONTO DO VIGÁRIO'

Sobre o editorial "Conto do vigário" (24/11, A3), não decretar a prisão de Renan Calheiros, após inúmeras falcatruas que o Brasil inteiro comenta, foi a grande e imperdoável derrota do STF e da Operação Lava Jato em 2018.

Roberto Hungria rosohu@bol.com.br

Itapetininga

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O PODEROSO RENAN

Alguém consegue explicar de onde vem tanto poder de Renan Calheiros, pois tem inúmeros processos mofando nas gavetas do STF até prescreverem? 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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OS VOOS DE AÉCIO NEVES

Sobre a ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais contra Aécio Neves pelo uso de aeronaves do Estado, informo que em 13/3/2010 ele esteve em Varginha (MG) com a importante "missão" de receber o título de cidadão honorário da cidade. Outro agraciado foi seu então vice-governador e candidato à sucessão, Antonio Anastasia. Na ocasião, eu estive no Aeroporto de Varginha e testemunhei que eles vieram em jatinhos distintos. Ainda bem que Minas Gerais é um Estado riquíssimo...

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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DECEPÇÃO

Muita gente, inclusive eu, lamentou a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014. Mas fatos levados ao conhecimento dos brasileiros posteriormente, sobre a índole e a personalidade do atual senador e, infelizmente, futuro deputado pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, nos enchem de decepção. Afora muitos outros casos criminosos, está sendo processado, agora, por 1.337 voos sem comprovação de interesse público, enquanto governador de seu Estado, com custo total de R$ 11,5 milhões. Trata-se, ao que tudo indica, de político sem escrúpulos, no mínimo considerando a precariedade financeira em que deixou o Estado de Minas Gerais.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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PROPINA AFRICANA

Operação Lava Jato em São Paulo denuncia Lula por lavagem de R$ 1 milhão em negócio na Guiné Equatorial. E agora? Qual vai ser a próxima mentira que os advogados tentarão usar? 

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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COLECIONADOR DE PROCESSOS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mais famoso colecionador de processos. Lula foi denunciado por lavagem de dinheiro na Guiné Equatorial, por integrar uma organização criminosa junto com Dilma Rousseff, por tentar evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, por vender a Medida Provisória n.º 471, que beneficiava as montadoras de automóveis, por tentar interferir na aquisição de caças suecos, por ganhar terreno para construir o Instituto Lula, pela compra de um apartamento vizinho ao imóvel onde ele residia, por fazer o BNDES ajudar a Odebrecht, pelas reformas no sítio de Atibaia e, também, no tríplex no Guarujá. Ufa! Haja dinheiro para manter os advogados de defesa.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BONS FRUTOS

Não se conhecia que Lula era tão querido pela Guiné Equatorial a ponto de receber doações de tamanha magnitude. Talvez ele possa usar toda esta amizade para convencê-los a reduzir o tráfico de pessoas, principalmente de mulheres e crianças. Se fizesse isso, talvez o PT o indicasse para o Nobel da Paz.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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INÍCIO DA ENXURRADA

Mais uma vez o presidiário Lula da Silva é denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro, por receber cerca de R$ 1 milhão em "doações" ilícitas ao Instituto Lula (ILIS). Com a mudança radical do governo brasileiro, alguém tem duvidas de que esteja se iniciando uma enorme enxurrada de tramoias e trambiques, deixando à beira do colapso toda a "tigrada" petista? Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                              

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LULA E A GUINÉ EQUATORIAL

Se as autoridades se aprofundarem ainda mais nas negociatas de Lula, a "alma mais honesta deste país", com a Guiné "Ditatorial" (algo que o PT adora), iram achar mais coisas do tipo daquela grana e dos relógios apreendidos com o filho do ditador no Aeroporto de Viracopos tempos atrás.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DEPRESSÃO

O PT planta na mídia, que perderá o status "chapa branca", a informação de que Lula apresenta progressivos sinais de depressão em Curitiba. Estranha-se que Lula depressivo tenha demorado sete meses para ser anunciado pelo PT.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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RÉVEILLON COM LULA

Gostaria de saber se caciques do PT vão participar do Réveillon com Lula, organizado por petistas para acontecer ao lado da sede da Polícia Federal em Curitiba. E os romeiros que foram ver as condições dele, também.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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CULTO À PERSONALIDADE

Muito me preocupa a notícia, publicada no dia 26 de novembro no "Estadão", sobre a caravana que planeja passar o réveillon na estrada para poder estar em Brasília no dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro. O que não é muito diferente dos petistas que planejam comemorar a virada do ano ao lado da sede da PF em Curitiba, no que batizaram de "Réveillon com Lula". Eu me pergunto: realmente vale isso? Gastar horas que podiam ser comemoradas junto da família em estradas ou ao lado de uma sede de polícia, tudo por adoração a um político? É muito perigoso este culto à personalidade que algumas pessoas têm feito, e isso para ambos os lados, sejam lulistas ou bolsonaristas.

Daniel Guedes Teberga Moreira danielteberga@hotmail.com

Guarulhos

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PATRULHAMENTO

Nos últimos 50 anos tenho lido diariamente jornais e também revistas semanais, e com certeza nunca vi um patrulhamento tão grande da imprensa escrita e televisionada no que tange à indicação de ministros ou ocupantes de cargos num futuro governo. O lado positivo desse comportamento da imprensa, que muitas vezes o faz em atitude de claro confronto com o futuro governo, é que os ministros e ocupantes de cargos importantes têm sua vida pregressa esquadrinhada a fundo, com uma intensidade superior ao que normalmente é realizado pelo Gabinete de Segurança Institucional. As escolhas realizadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro têm se mostrado acertadas e afinadas com a sua plataforma eleitoral de buscar pessoas competentes, honestas e afinadas com um projeto de país, ao contrário de entregar ministérios, muitas vezes de "porteira fechada", a partidos políticos para se locupletarem, como tem sido praxe até hoje na política nacional. O resultado dessa atitude da imprensa resulta em que as pessoas que acompanham a política brasileira e leem jornais ficam conhecendo desde já os futuros ministros, muito diferente dos últimos governos, quando conhecíamos os nomes dos seus integrantes por denúncias da PGR ou por operações da Polícia Federal.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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OPOSIÇÃO E MÍDIA

A vitória de Jair Bolsonaro (ainda) não fez cair por terra a soberba de "iluministas" que dominam certas mídias. Criticavam a falta de "propostas e programas de governo concretas" do então candidato, e ora contribuem para denegri-lo por estar buscando formar uma equipe de ministros e auxiliares sem os podres das vergonhosas falcatruas e interesses espúrios do "toma lá, dá cá". A máquina da "esquerda" enferrujou, e sair pela direita não é sair pela culatra. Desta, o tiro levou por terra o impulso ao atraso que Lula "et caterva" impuseram ao Brasil e ao Terceiro Mundo. Novos tempos, com muita dificuldade para contorcionar os podres de poderes que posam de "formadores de opinião", garantirão o sucesso do governo de Jair Messias Bolsionaro, com a vigília de quem não dorme de touca.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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A VELHA E ULTRAPASSADA LUTA IDEOLÓGICA

Veículos de comunicação estrangeiros têm divulgado absoluta sinistrose em relação ao Brasil como consequência da eleição de Bolsonaro. Alguns por sua linha de esquerda, outros por visão estrábica de seus correspondentes. Parece até que encamparam a choradeira de Lula, Dilma e dos perdedores inconformados. O novo governo tem de fazer frente à campanha de difamação que petistas e muitos servidores cooptados fizeram contra o País no exterior. Destacar que o impeachment não foi golpe, que não há prisão sem o devido processo legal e que as eleições foram normais, sem denúncia formal nem a constatação de qualquer fraude. Estamos numa hora de virar a página. A esquerda tem de aceitar que perdeu as eleições e os eleitos têm de governar conforme prometeram em campanha. É preciso compreender que o conceito de esquerda e direita é coisa fora de moda. O povo, verdadeiro dono do poder, quer ação, administração, justiça, educação, emprego, segurança, desenvolvimento e bem-estar. A luta ideológica é algo velho e ultrapassado, abominado pelo povo.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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'OPOSIÇÃO NÃO É GUERRA'

O PT, tal qual a mula, é um híbrido, fruto da cópula entre política e sincretismo religioso. Para ele ganhar eleição, é processo de canonização que vale para a eternidade, e qualquer um que se oponha à venda de indulgências é "excomungado"; usa o terrorismo contra os "infiéis"; o espírito do líder pode "encarnar" num preposto; e tenta "condicionar" as mentes para levá-las à sabedoria. As religiões não se pretendem democráticas, não é da natureza nem do destino delas. Assim, discordo de Cid Gomes (26/11, A3): nem com "mea culpa" o PDT deveria aceitar o PT, já que esta não muda o seu DNA. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

                   

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OS DOIS LADOS

Sobre o editorial "Oposição não é guerra" (26/11, A3), numa eleição democrática, a guerra é inaceitável, mas para ambos os lados: vitoriosos e derrotados.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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GATO POR LEBRE

O candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT), disse que há dois anos já previra o que chamou de ascensão da extrema-direita no Brasil, o que se deu agora com a eleição de Jair Bolsonaro. Assim, têm razão Olavo de Carvalho e Voltaire - aquele afirmou, recentemente, que muitos confundem liberalismo com extrema-direita e este, ainda no século 18, recomendou a seus interlocutores: se quiserem debater comigo, primeiro definam os seus termos. Ou seja, toda conversa precisa se dar em terreno comum, onde todos conceituem os termos usados igualmente, senão, assim como o liberalismo poderá ser chamado de extrema-direita, o gato será chamado de lebre.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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INDUÇÃO AO ÓDIO

Impressionantes o cinismo e o deboche de Fernando Haddad, dizer que a elite retira verniz e vota Bolsonaro. Primeiro, não tirou verniz, acabou com o esgoto em que os governantes do PT e do PSDB deixaram o Brasil. Segundo, melhor tirar o verniz é tirar o mofo, colocar o limpo. Ninguém cai neste jogo sujo de tentar induzir ao ódio novamente. Chega de lixo, bem-vindo, novo governo. Graças a Deus.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE E ISENÇÃO

Não basta a liberdade de imprensa se não vier acompanhada de isenção nas suas avaliações. Infelizmente, boa parte da imprensa escolheu ser partidária e está colhendo os frutos da falta de profissionalismo, tendo caído no descrédito. A ver: quando Cuba resolveu retirar seus médicos do Brasil para passar uma rasteira no futuro do presidente eleito Jair Bolsonaro, a mídia se posicionou contra Bolsonaro por ter, durante a campanha, externado o desejo de acabar com aquele sistema escravocrata implantado pela ilha de Fidel no Brasil com o total consentimento de todos os órgãos de Direitos Humanos e da mídia em geral, que aplaudiram o "gesto humanitário" dos médicos cubanos. Pois sim, hoje se sabe o tanto que nos custou mantê-los aqui, pois ajudamos a sustentar uma ditadura podre e anacrônica à custa da exploração da mão de obra de seu povo. E os comentários terroristas daqueles que previam o caos na Saúde brasileira com a saída dos cubanos se revelaram um traque, e não uma bomba, pois hoje cerca de 92% das vagas deixadas em aberto já estão ocupadas... e certamente chegarão a 100%. O melhor de tudo foi descortinar mais um crime de lesa-pátria cometido pelo governo petista da "presidenta" Dilma Rousseff, cujo nome, aliás, está nos jornais desta semana, tendo sido declarada ré por crime de organização criminosa no esquema de corrupção conhecido como "quadrilhão do PT", juntamente com Lula, Mantega, Palocci e Vaccari Neto. Este é o Brasil sendo passado a limpo.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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RECADO A BOLSONARO

Não ouse baixar a guarda, pois o seu mandato, a partir de 1.º de janeiro de 2019, será permeado de sabotagens de todos os tipos, nos mais diversificados escalões do funcionalismo público. Uma "quinta coluna" de esquerda já deve estar se preparando para ação. O bloqueio cibernético nas inscrições de médicos para o programa "Mais Saúde" foi apenas um pequena amostra. Na minha opinião, somente o isolamento de José Dirceu, recluso em regime fechado, poderá amenizar um pouco o perigo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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E AGORA, PRESIDENTE?

Reportagem de 24/11 publicada no "Estadão" (página A17), sob o título "EUA perderão 10% do PIB com a piora no clima", abordou as consequências do aquecimento global naquele país.  Trata do relatório de 13 agências americanas, divulgado pela Casa Branca, que contradiz o próprio presidente Donald Trump. Logo no início, o relatório demonstra quão errado está o seu presidente e aqueles - como o nosso próximo presidente o seu futuro ministro das Relações Exteriores - que não aceitam o que já é visível. Muitos leitores do "Estadão", como eu, vêm se manifestando sobre o absurdo de o presidente eleito e alguns dos seus ministros não acreditarem no aquecimento global, quando o planeta vem nos dando mostras cada vez mais da realidade dos fatos. E, se atentarmos para o último relatório dos cientistas ligados ao Acordo de Paris, de que são as florestas as nossas maiores aliadas para reverter a situação, constata-se a gravidade do fato de o presidente eleito do Brasil se alinhar ao pensamento errático do presidente dos EUA. O gigante norte-americano sofrerá cada vez mais os efeitos do aumento da temperatura no planeta com os incêndios mortais e furacões cada vez mais ferozes, uma vez que estes surgem do aquecimento das águas do oceano. Aliás, o estudo aponta que a parte continental dos EUA está 1,8 grau mais quente do que há cem anos, cercado por mares em média 20 cm mais altos. O estudo do Programa de Pesquisa de Mudança Global dos EUA tem 1.655 páginas. É um compêndio elaborado por cientistas, portanto não é manobra marxista, e sim ciência, e não crença, como a do presidente Trump e do futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil. Basta, para cada um de nós, prestar atenção a eventos catastróficos cada vez mais constantes, como o incêndio das florestas da Califórnia e outros tantos pelo planeta afora. O Brasil passou a ter importância fundamental na reversão desta nossa caminhada rumo ao caos, pois ainda temos a maior floresta tropical da Terra e os cientistas nacionais vêm nos alertando há tempos sobre as consequências de sua destruição. Mesmo assim, a Amazônia vem sofrendo cada vez mais um ataque criminoso e suicida, agora agravado com o despejo de mercúrio nos seus rios por garimpeiros invasores. Ainda há tempo para o nosso futuro presidente rever o seu entendimento sobre o aquecimento global, inclusive desconvidando ministros que ainda não enxergam a realidade. A realidade jogou sobre o Brasil a responsabilidade para frear o aquecimento global, e, se não o fizermos, corremos o risco de sermos obrigados a tanto, pelos demais países. Temos também o maior potencial de energia fotovoltaica e poderemos ganhar muito dinheiro com a floresta em pé.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CALADOS

Desmatamento na Amazônia aumentou 13,8%. Floresta já perdeu 19,9%. O presidente Michel Temer (MDB) encerra seu governo como recordista do desmatamento anual na Amazônia nos últimos dez anos. A taxa anual do corte raso da floresta no período de agosto de 2017 a julho de 2018 foi de 7.900 km2, o que também significa um aumento de 13,8% em comparação com o ciclo anterior, segundo dados divulgados pelo governo na sexta-feira (23/11). E a bancada ruralista também está presente na equipe de Bolsonaro. Mas a sociedade se cala...

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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SUICÍDIO

A Floresta Amazônica está sendo destruída pela ambição de ruralistas, empresas de petróleo, mineração, hidrelétricas e muitas madeireiras. Vão transformar a maior floresta do mundo e pulmão do Brasil numa imensa plantação de soja e pastagem de criação bovina. Como a camada de terra é pequena, pois a floresta tropical se retroalimenta, teremos lá, em poucos anos, um imenso "Nordestão", e o Brasil morrendo por falta de água e de bom senso. A tendência é aumentar cada vez mais a devastação completa de nossa mais notável riqueza natural. O Brasil cometendo suicídio.

      

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

Quando o mundo decidir internacionalizar a Amazônia, os esquerdistas vão acusar os EUA, e não os brasileiros canalhas que a estão desmatando. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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AGRONEGÓCIO SUSTENTÁVEL

Pode até ser verdade que exista grupo demagógico e cínico disfarçado de ambientalista, como afirma o embaixador Roberto Jaguaribe, mas deve haver também grupos demagógicos e cínicos disfarçados de pecuaristas e agricultores, aliás, com grande força no Congresso Nacional, atuando na área de fronteira agrícola e fazendo com que o desmatamento "ilegal" se mantenha em níveis alarmantes, bem longe do objetivo apontado pela analista Aline Aguiar. Seria ótimo que os verdadeiros profissionais do agronegócio, que prezam a idoneidade e a eficiência, se livrassem desses execráveis grupos. 

Caio Quintela Fortes caioqf4@hotmail.com

São Paulo

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QUEDA NOS INDICADORES SOCIAIS

Relatório recente da organização não governamental Oxfam é bastante preciso e coerente em seus apontamentos. Precisamos, sim, ampliar os gastos sociais e reduzir as desigualdades, desde que haja critérios específicos e bem definidos. Além disso, uma forma indireta de redução da pobreza e ampliação do poder de compra é rever o modelo tributário, deixando de taxar o consumo e passando a tributar a renda, ou seja, paga mais quem ganha mais; simples assim. Desde o início da crise econômica e após as medidas, um tanto desastrosas, do governo Michel Temer, verifica-se que não houve a melhoria prometida e propagada nos programas de governo. O emprego não veio, a recuperação econômica não ocorreu e a renda da população caiu consideravelmente nos últimos anos. O crescimento da desigualdade é um claro e inquestionável sinal disso. Esperemos que nos próximos anos a tendência de piora se inverta e os brasileiros percebam melhorias na renda e nos serviços públicos prestados pelo Estado. O que não dá é para continuar nesta esculhambação ladeira abaixo.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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EDITORAS ENDIVIDADAS

Tenho acompanhado o caso das editoras que estão em processo de recuperação judicial por acumularem dívidas de mais de R$ 600 milhões. A tal da lei de recuperação judicial nada mais é do que a legalização dos trambiques empresariais, acobertando verdadeiros assaltos aos fornecedores, principalmente. Por incompetência e aventuras administrativas, essas empresas se endividam ao máximo e, depois, alegando dificuldades de "honrar seus compromissos", pedem a tal recuperação. No caso específico, elas propõem pagar as dívidas com um deságio, conhecido também como desconto, de 50% ou mais, com saldo para ser pago em dez anos ou mais. Assim, essa é a melhor forma de fazer "caixa" a custo zero, pois venderam os produtos ou receberam serviços, e o problema será dos fornecedores, que terão de se desdobrar para fazer frente aos seus compromissos. Gostaria de saber se os proprietários estão pré-falimentares também. Se elas falirem, com certeza outras mais competentes ocuparão seu lugar. Está na hora, e urgentemente, de acabar com este absurdo institucionalizado.

Luiz Francisco A. Salgado salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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NOVO MUNDO

Lembro-me de que, antigamente, na Saraiva, eu comprava livros como, por exemplo, "Abusado", de Caco Barcellos, por R$ 80. Ou mesmo revistas ("Showbizz", "Playboy", "Vencer") por R$ 10. Às vezes, lia em suas poltronas livros e jornais, sem ser incomodado. Era um regalo. Lembro-me, também, que um CD de jazz, por exemplo, custava uns R$ 45, ou seja, "Thelonious Monk" era só para quem tinha "muito bom gosto". O velho mundo físico de outrora, caro e superclasse média, acabou. Hoje não preciso mais ir ao Center Norte para escutar jazz, afinal, na palma da mão faço o meu playlist, superbarato. Na minha própria poltrona, leio e devoro Leandro Karnal, por exemplo, a preço de pinga. A "Showbizz", que eu adorava, assim como o jornal impresso, já não faz sentido, porque o "showbizz" e as notícias são virtuais, full time. O mundo mudou e nada será como antes. Mas acredito que a Saraiva, com toda a sua história e tradição, vai continuar alimentando corações e mentes, neste novo mundo admirável e disruptivo, adequando-se, certamente. 

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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BALA PERDIDA SEM IMPORTÂNCIA

Enquanto balas perdidas ceifarem a vida de inocentes apenas nas comunidades do Rio de Janeiro, como foi agora o caso de um menino de 9 anos no Complexo do Alemão, nada afetará as causas dessas tragédias. Nossas lideranças só se sensibilizam quando situações como esta acontecem em locais elitizados de nossa cidade, onde estes governantes residem, e quando eles tiverem receio de serem atingidos por esses trágicos acontecimentos. Eis a dura realidade que vivemos atualmente.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESPERANÇA DOS CARIOCAS

O juiz Wilson Witzel, eleito como o novo governador do Estado do Rio de Janeiro, juntamente com o também eleito novo presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, abriram uma grande porta da esperança para a pacificação no Estado do Rio, um dos mais afetados pela violência neste país estrangulado pelos esquerdistas do PT e do PSDB que nos governaram nos últimos 24 anos. Witzel e Bolsonaro já mostraram a que vieram: em primeiro lugar, direitos para os humanos, e não direitos para os bandidos, como vem acontecendo. Ambos já mostraram coragem e seriedade na solidariedade com o povo honesto, trabalhador e abandonado, criando uma grande expectativa de esperança no seu povo. Coragem, sabedoria e justiça para que possamos ter de volta a nossa Cidade Maravilhosa, orgulho do Brasil.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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PREOCUPANTE

É preocupante que o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, venha a minimizar as grotescas declarações do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que vai "abater quem portar fuzil" - ao que parece, quando usa o verbo "abater", um ato falho, que trata seres humanos como animais ao abate.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DIRETO DO OLIMPO

Um dos principais problemas de Sérgio Moro serão seus antigos colegas de profissão. Os magistrados se tornaram uma espécie de Olimpo, distantes das questões terrenas e, certamente, os maiores causadores da impunidade e do crescimento do crime organizado. 40% dos presos no Brasil, ou seja, cerca de 300 mil pessoas, não foram ainda julgados em primeira instância. Há políticos réus no STF há muitos anos em diversos processos que não são julgados. José Dirceu foi condenado em segunda instância a 30 anos, e o presidente do STF o libertou porque "no STJ sua pena poderia ser reduzida" a quanto, 29 anos? A Operação Boi Barrica manteve o "Estadão" calado por nove anos. Trabalhei numa empresa que se recusou a pagar propina a um fiscal no Porto de Santos e que teve de fazer um depósito judicial durante nove anos até ter seu direito reconhecido pelo Judiciário. Enquanto o Poder Judiciário não agir tempestivamente, impedindo recursos de má-fé e reconhecendo sua responsabilidade em relação à Nação, não teremos um país decente a transmitir aos nossos netos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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GUERRA CIVIL NO IÊMEN

O Iêmen do Norte tornou-se um Estado independente após a queda do Império Otomano, em 1918. O Iêmen do Sul era uma colônia britânica e tornou-se independente em 1967. O presidente Ali Abdullah Saleh, do Iêmen do Norte, durante o período de 1978 a 1990, tornou-se o presidente da atual República do Iêmen, após a unificação dos dois países em 1990. Em 1994, houve uma guerra civil separatista do sul, que foi derrotada após dois meses. O presidente permaneceu no poder até a Primavera Árabe, em 2011, quando sofreu um atentado a bomba. Ficou afastado do governo para tratamento médico, e o vice-presidente Hadi assumiu definitivamente o poder em 2012. A atual guerra civil marca o confronto de milícias houthis, que são xiitas com apoio do Irã, contra o presidente Hadi, com o apoio da Arábia Saudita, que é sunita. No palco da guerra há ainda um terceiro lado, a Al-Qaeda (grupo terrorista). Há muito petróleo em jogo, assim como influência regional e interferência de interesses de grandes potências com poder de veto no Conselho de Segurança. Por isso, milhares de pessoas vão continuar morrendo de fome, diante da impossibilidade de resolução do conflito pela ONU.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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