Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2018 | 02h00

Corrupção

Operação Boca de Lobo

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, vulgo Pezão, foi preso ontem, no contexto da Operação Lava Jato, por propina de R$ 39 milhões. Finalmente se fechou o “elo perdido” do esquema corruptor de Sérgio Cabral no Estado, restando a surpresa de quão tardia foi a medida. Pezão, obviamente, foi eleito com ajuda de seu antecessor, nos esquemas já bem conhecidos. Causou surpresa também que uma aparente “ilha de inocência ou impunidade” tanto tenha perdurado no comando do Estado, em já avançado estado de naufrágio financeiro. 

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Saqueadores

Desde 1998 todos os governadores eleitos no Rio foram presos, assim como todos os presidentes da Assembleia Legislativa, mais o ex-procurador-geral do Ministério Público Estadual. No Tribunal de Contas, presidente e cinco conselheiros tiveram igual destino. Está explicada a situação de penúria do Estado do Rio ou é preciso desenhar? 

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Enganadores

Inacreditável a capacidade dos políticos fluminenses de enganar os eleitores. Só podia dar nesse caos administrativo.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Crime continuado

Pezão é o quarto governador do Rio preso. O que isso significa? Que o esquema não parou, apesar de tudo. Por isso é tão importante que os corruptos permaneçam presos. Para mostrar que o crime não compensa. Senão o esquema não vai cessar nunca.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

À tripa-forra

O que me deixa mais indignada é pensar que esses larápios vivem em palácios, comendo do bom e do melhor com o dinheiro do povo. Cadeia é pouco!

Celita Rodrigues

celitar@icloud.com

Curitiba

Mar de esgoto

Com toda essa ressaca da corrupção, agora engrossada com a prisão do governador Pezão, fica risível a alegação da defesa do demiurgo de Garanhuns de que as acusações de corrupção se tratariam de uma marola ou de perseguição política. Com tal volume de imundícies, haja emissário submarino para o devido escoamento de tanta sujeira.

Luís Lago

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Rataria

Clímax da gatunagem na cúpula do governo do Rio de Janeiro - desgraça de fluminenses e cariocas -, a captura do governador Pezão pela Polícia Federal sinaliza a ação ilimitada da rataria nos governos estaduais, salvo exceções. E sublinha que o assalto ao dinheiro do povo foi a ração que alimentou as vitórias da dobradinha PT-PMDB de Sérgio Cabral e Pezão, acólitos de Lula e Dilma, José Dirceu, Antônio Palocci e outros salteadores menos votados. Ratos - novatos ou não - ainda não empossados que se acautelem com a Lava Jato.

José Maria Leal Paes

myguep23@gmail.com

Belém

O que mais falta?

O TRF-4 manteve mais uma condenação de José Dirceu, esta à pena de 8 anos e 10 meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Condenação em segundo grau confirmada e o criminoso continua livre, leve e solto?

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Delação premiada

A 8.ª turma do TRF-4 reconheceu a efetividade da delação do ex-ministro Antônio Palocci e o livrou da prisão em regime fechado. Quando mais de três políticos se reúnem para assaltar os cofres públicos, formam uma quadrilha, por definição e de fato, logo, são considerados bandidos. E no meio da bandidagem o salve-se quem puder é a única lei respeitada por todos. É o que torna a delação premiada a arma mais poderosa da Justiça.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Concessão de rodovias

No ano 2000 iniciei, na condição de usuário das estradas e cidadão, uma investigação no mar de falcatruas que foi, e continua sendo, a concessão de rodovias do Estado de São Paulo. Tenho o nome de deputados funcionários da antiga Comissão de Concessão envolvidos, de ex-secretários de Transportes, diretor-geral da Artesp, etc. Tudo devidamente documentado. Cansei de denunciar ao então governador Geraldo Alckmin (que agora se noticia que também teria recebido caixa 2 para suas campanhas eleitorais), ao Ministério Público, etc. Com a reportagem de ontem no Estadão.com sobre o caixa 2 da CCR para os envolvidos na concessão, reitero que continuo à disposição do Ministério Público, com três malas de documentos comprobatórios desse mar de corrupção. É só me convocar. Meu contato continua o mesmo.

Orivaldo T. De Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Empresas estatais

Mordomias

Apesar de constantemente citadas, as mordomias para empregados de estatais persistem. A Petrobrás já foi citada em reportagem como a mais ineficiente petroleira do mundo. E não é de admirar. Enquanto os trabalhadores comuns ganham 13 salários anuais, nessas empresas se pagam até 16, e muito mais altos que os da iniciativa privada e de muitas categorias de servidores públicos. Ali, mesmo os celetistas são praticamente indemissíveis e quando se abrem planos de demissão voluntária a lista de vantagens pagas é de estarrecer. Chegam a acumular vale-refeição, vale-almoço e cesta básica (que deveria ser para os mais pobres da sociedade), mais vale-creche, subsídios para escola e faculdade dos filhos, ricos planos de saúde subsidiados e fundos de pensão montados à custa das empresas. Há pouco tempo o TCU se disse estarrecido com as mordomias dos empregados do BNDES, mas no próprio TCU os salários são bem elevados. Fala-se num número imenso de trabalhadores de estatais afastados por causas médicas simples. E alguns que trabalham em serviços mais pesados e poderiam ser deslocados temporariamente para atividades mais leves são simplesmente afastados, às vezes por anos, todavia recebendo tudo integralmente.

Heitor Vianna P. Filho

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A prisão de Pezão

Por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Fernando Pezão, atual governador do Estado do Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal na manhã de ontem (29/11), acusado de apropriação indébita dos recursos públicos. Para mim, isso não foi nenhuma surpresa, e creio que muito menos para os cariocas que seguram indignadamente a pergunta: por que a nossa Justiça esperou Pezão terminar o seu mandato para prendê-lo? E quando será que o ministro Gilmar Mendes irá soltá-lo?

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Na cadeia

Finalmente, Sérgio Cabral vai relembrar a ceia em Paris. Só não terá guardanapos, mas terá Pezão.

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

O Rio e a imoralidade

Em entrevista à "Folha", há três meses, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, declarou, entre outras coisas, que achava "muito cruel a vida de político no Brasil" e que "há um excesso de poder de órgãos fiscalizadores" que "inviabiliza o Executivo". O agora preso governador não poderia ter sido mais transparente e estarrecedor ao indicar claramente que a corrupção estaria plenamente justificada para compensar a suposta vida dura, excessivamente fiscalizada e mal remunerada, de um político brasileiro. Não é por acaso que, com ele, já são quatro os governadores do Rio de Janeiro presos por corrupção: a imoralidade naquele Estado parece ter atingido o nível mais alto e despudorado possível. E o pior é que ainda não chegamos ao fundo do poço. O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, terá muito trabalho pela frente. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Tiro de misericórdia

A prisão do governador Pezão era o que faltava para completar a recuperação do Estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, no nível federal, as recuperações estão ameaçadas de sofrer um retrocesso com o julgamento do indulto de 2017 de Michel Temer, salvo se a maioria do pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) seguir o voto do ministro Luis Roberto Barroso. Temer, Pezão, Sérgio Cabral, Garotinho, Renan, Lula e demais adeptos da escola velha da política devem sair de cena com a posse de Jair Bolsonaro.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Atos escandalosos

A requentada edição do imoral indulto de Natal, de Michel Temer, é mais uma tentativa de desmoralizar a Justiça e a Operação Lava Jato, para livrar da cadeia 22 criminosos do colarinho branco e das mãos sujas, que incluem figuras como o notório Eduardo Cunha e outros expoentes dos "quadrilhões" da Câmara e do Senado Federal. Já basta o acordo entre amigos e colegas de casta feito por Temer e Dias Toffoli no aumento dos salários "supremos" e as bondades das desonerações fiscais de R$ 660 milhões para beneficiar o casal Jader Barbalho e outros amiguinhos como Newton Cardoso Júnior, que deve R$ 900 milhões, reduzidos a R$ 88 milhões e que serão "perdoados". Esses atos escandalosos derrubariam qualquer governo em país sério. O que não é, e nunca será, nosso caso.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

O indulto e a demora nos julgamentos

A concessão de indulto pelo presidente Temer no final de mais um ano provoca divergências. É levado em consideração o fato de que serão favorecidos muitos dos condenados nos processos da Lava Jato. Por outro lado, deveria ser avaliada uma situação que é inaceitável: o sistema judiciário, em todos os níveis, deveria ser mais rápido nos julgamentos, para evitar o que acontece em muitos presídios para onde é elevado grande número de detidos ainda sem condenação. Qual a razão de tanta demora? É uma questão que está ocorrendo há muito tempo.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Indulto de Natal

Se o indulto de Natal for aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo barulho com que o assunto vem sendo comentado nas redes sociais, Michel Temer pode até entregar o cargo, mas, além de sair pela porta dos fundos, sofrerá prisão domiciliar autoimposta, porque não haverá lugar no Brasil onde não sofra represálias da população. Fora que quando for julgado pelo processo do Porto de Santos, depois de preso, com certeza mofará na cadeia, porque o presidente eleito Jair Bolsonaro já declarou que em seu governo não haverá indulto. Será que valerá a pena Temer amansar para seus bandidos de estimação? A conferir.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Indultos que insultam

O presidente da nova República, Jair Bolsonaro, poderia de forma legal acabar com esta excrecência que representa para a sociedade o indulto de Natal, que corresponde a receber com sorrisos e abraços muitos dos que enlutaram um sem número de famílias. No STF diz o relator que o peso do crime de morte tem o mesmo peso que o crime de corrupção. Os julgadores deverão ter cuidado, porque, dos 39 condenados da Lava Jato, 21 seriam premiados com esse benefício. A autoria desse indulto ainda cabe a Michel Temer, que, nada mais tendo a perder, poderá libertar muitos de forma definitiva, pois jamais retornarão à prisão. O Código Penal e seus regulamentos merecem uma limpeza de forma que possam separar o joio do trigo, se houver trigo. O indulto age como uma penalidade à vítima e acaba odiando a Justiça.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Meia verdade

Depois de uma prolixa volta ao mundo, o ministro do STF Alexandre de Moraes concluiu seu voto dizendo que mexer no indulto de Natal de Michel Temer seria "invadir competência". No entanto, o magistrado ignorou que houve uma apropriação de competência anterior ao decreto julgado, quando o presidente da República estendeu o perdão a corruptos sem consultar 207 milhões de brasileiros.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Corrupção mata!

Afora o tenebroso "black Friday" de Temer, no discutível e suspeito indulto natalino deste ano, em tese, alguns supremos constitucionalistas (?) de ocasião, de cansativa retórica (Rolando Lero é fichinha diante deles), deram a entender que o crime compensa, especialmente para os bandidos de colarinho branco e outros de igual perigo à sociedade e ao erário. Assim decidido, independentemente do peso da sentença, os abastados e gananciosos corruptos terão a certeza de que o presidente lhes concederá o perdão humanitário (?) para um lauto réveillon e indiscriminados brindes festivos com os seus pares. Amplificando o grito do relator, ministro Barroso, "corrupção mata!", ministros! Reflitam na espécie, pois...

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Perdão

Para os desavisados, o indulto de Natal decretado por Michel Temer nada mais é do que o "perdão da pena", em que o beneficiado não tem de voltar para a cadeia nem cumprir nenhuma medida depois disso. Assim, fica esclarecido, de uma vez por todas, mais este malefício perpetrado pelo presidente em final de mandato. Muda Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Estatura

Para quem achava que Temer só era baixinho na estatura física, ele acabou de acabar com todos os mistérios e dúvidas: de fato, não tem envergadura para ser mito. E ainda falta um mês...

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Temer e os dois beijos

A menos de dois meses do fim do governo, Temer premia a nação brasileira com dois beijos: um ("Carinho em ato de violência", "Estadão de 28/11), beijando sua esposa; o outro, dado ao povo brasileiro, no dia anterior, com a sanção do aumento salarial de 16,38% - presente de Natal - concedido aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que, coitados (contemplados sob a óptica do cenário brasileiro, inclua-se aqui a periferia das grandes cidades), andam tão necessitados de receber um vencimento desta magnitude: R$ 39 mil mensais. É mole? Um, o beijo da simbologia contra a violência contra as mulheres; o outro, a simbologia da facada à bolsa de nós, os contribuintes. Esperava-se tudo de Temer, depois da fatídica noitada nos porões do palácio, que degolou as esperanças nele depositadas. Mas não se esperava que maculasse ainda mais a sua já debilitada imagem, traindo a confiança nele depositada. Estrangula as finanças do País, em benefício de corporações, na cabocla fórmula do "toma lá, dá cá". Neste beijo de Judas dado no povo brasileiro (que violentamente é obrigado a pagar a conta), contemplado o outro lado da moeda, vemos que o lastro desta moeda de troca é a pura ilegalidade, pois ultrapassa a linha demarcatória de gastos do Estado, fixada pela Constituição. Ato absolutamente ilegal e espúrio, que estremece as bases da segurança jurídica do Estado brasileiro: "É assim porque eu quero!". Nem os senhores ministros nem o presidente examinaram as subjacentes consequências desta cadeia desenfreada de aumentos, causa direta de fatos reais de sofrimento e miséria dos mais pobres! Realmente sombrio o apagar das luzes deste governo.

Antonio B. Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

O aumento em troca do auxílio

Enquanto os ministros do STF estão felizes com o reajuste de 16,38%, triste e indignado está o contribuinte brasileiro, porque vai ter de arcar com mais este rombo nas contas públicas, estimado em R$ 1,6 bilhão por ano, segundo Esteves Colnago, ministro do Planejamento. Deste impacto negativo de R$ 1,6 bilhão já estão descontados os valores referentes ao fim do auxílio-moradia definido pelo ministro Luiz Fux para os magistrados, integrantes do Ministério Público, dos tribunais de contas, etc. Aliás, do valor pago como auxílio-moradia (R$ 4,3 mil/mês), por liminar concedida, estes servidores, tratados sob o signo dos privilégios, jamais pagaram Imposto de Renda, lesando os cofres públicos em R$ 360 milhões por ano. E não resta dúvida de que o reajuste concedido por exclusiva pressão do STF é uma demonstração de que os membros da nossa Corte Suprema não estão preocupados com o déficit fiscal, que, infelizmente, vem impedindo a retomada vigorosa da nossa economia e a volta ao mercado de trabalho de mais de 13 milhões de desempregados. Isso porque os ministros não abrem mão de receber a partir de 2019 soldos mensais de R$ 39,1 mil, quase 40 salários mínimos! E o presidente Temer, com a faca no pescoço, preferiu ficar do lado da magistratura, dando uma banana ao povo brasileiro.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Ministro esperto     

Luiz Fux, ministro do STF, foi esperto. Próximo da inatividade, vai receber de forma permanente um aumento de 16,38%, em troca de um ganho provisório (auxílio-moradia), que não terá quando se aposentar. 

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

Esclarecer é preciso

Embora ache uma indecência reajustar a remuneração dos já muito bem remunerados ministros, que permanecem ministros porque lhes convém, já que ninguém nasce ministro nem é obrigado a morrer ministro, há um aspecto positivo nesse reajuste, pois agora o total da remuneração poderá sofrer a taxação do imposto sobre a renda, como é feito para os demais cidadãos contribuintes, aumentando, assim, o valor da receita arrecadada. sem tal reajuste, e com a permanência do auxílio-moradia, a receita federal não poderia taxar o polêmico auxílio, que espertamente foi considerado pelo Judiciário como "indenização", e, portanto, isento de tributação. Assim, Temer fez o jogo correto, possibilitando maior arrecadação. Quanto ao efeito cascata, é outra imoralidade que o Congresso vem permitindo, não votando leis que o proíbam, uma vez que a remuneração dos ministros do Supremo é o "teto" do funcionalismo público, e não o "piso", como desavergonhadamente vem sendo aplicado. Qualquer trabalhador da iniciativa privada sabe perfeitamente que "teto é teto" e "piso é piso".    

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Privilégios

Senhores ministros do STF, querem ganhar ótimos salários como na iniciativa privada? Larguem a toga!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

A batalha é árdua

A batalha é árdua. E com armas desiguais. O eleitor fazendo a limpeza com a única arma que tem (o voto), não reelegendo caciques que há anos estão no poder; e eles, no apagar das luzes da legislatura, legislando em causa própria. A Câmara aprovou a volta das indicações políticas em estatais, que estavam vetadas desde 2016. Agora, vão apressar a aprovação do seu aumento em razão do aumento dos ministros do STF. O famoso efeito cascata. No Judiciário, pelo andar da carruagem, deve ser aprovado o indulto natalino assinado pelo presidente Temer em 2017, que estava suspenso. O País é uma avalanche de lama fétida desde o mensalão, denunciado por Roberto Jefferson. A Lava Jato procura fazer seu papel, investigando e prendendo - como agora, com a prisão do governador Pezão, que foi agilizada para evitar revés nas investigações. Não se iludam. Tudo está sendo feito para acabar com a Lava Jato. Vão correr para fazer de tudo nesse sentido porque sabem que no novo governo vai ser diferente. Os poderosos que ainda têm mandato estão fazendo de tudo para "melar" a operação e suas investigações. A cada dia vemos a Polícia Federal cumprir seu papel prendendo quem roubou ou suspeitos de roubo que deixaram o povo sem nada. Não há hospitais funcionando, não há segurança pública, não há transporte, moradia, enfim, a população não tem nada. Na Câmara de Vereadores de Campos, no Estado do Rio, há 34 porteiros. Haja portas nesta câmara! No STF há 11 "capinhas", cada um ganhando quase R$ 12 mil - "capinha" é um funcionário só para cuidar (guardar) da toga e colocá-la no ministro quando este vai a uma sessão no plenário. Pode isso? Precisa disso? E tem de ganhar este salário de R$ 39 mil mensais? Isso é uma ofensa! Tem pessoas no Brasil graduadas desempregadas ou que não ganham a metade disso. A República brasileira está podre. As autoridades já perderam a vergonha. Outro dia um jornalista (ou colunista) disse que havia muito verde-oliva no novo governo. Eu acho que há muito pouco verde-oliva.  

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Supremo? 

Como o Brasil vai conviver com um STF tão apequenado e de reputação tão rasteira? Renunciem, ministros, e deixem de nos envergonhar: infelizmente, perderam nossa confiança e suas decisões são e serão vistas sempre com enorme desconfiança. Tornaram-se nefastos à Nação e motivo de repulsa.         

Milton Bonassi

mbonassi@uol.com.br

São Paulo

Sabotagem

Enquanto esta classe de togados comandados pelo STF, que pouco produzem e mais gastam, continuar a sabotar as ações que poderiam favorecer o País nesta hora em que todos deveriam dar um pouco de si, juntamente com o sr. Michel Temer, impingem ao Brasil mais gastos. Só nos resta torcer para que no futuro esta casta seja trocada por pessoas comprometidas com o bem-estar do País.

Urias Borrasca

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

'A força das corporações'

Sobre o editorial "A força das corporações" ("Estadão", 29/11, A3), sem nenhuma dúvida, nossa Constituição sempre teve dois pesos e duas medidas: para os pobres, nada; para os poderosos, quase tudo. Já na casa dos meus 70 anos, lembro-me bem de que o sonho de todo pai e toda mãe, desde  minha  meninice, era, e ainda é, que seus filhos fossem ou sejam funcionários públicos, tanto do Judiciário como do Legislativo e do Executivo, ou então em bancos públicos, tais como o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O grande chamariz sempre foram o alto salário em relação a outras categorias privadas e a estabilidade de emprego. Isso posto e esclarecido, vocês têm alguma dúvida de que a classe de trabalhadores da coisa pública sempre foi e ainda é privilegiada?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Efeito cascata

Não acharia grave o aumento salarial para os juízes do Supremo, não fosse o descabido efeito cascata. Afinal, como representantes máximos da Justiça deste país, deveriam mesmo ser muito bem pagos para ficarem acima de qualquer possibilidade de manipulação ou suborno. Mas o efeito cascata... francamente, não tem o menor cabimento!

Lucia Mendonça

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

Vergonha

Fiquei chocado ao comparar duas notícias no jornal de terça-feira (27/11): uma, dos EUA, sobre o glorioso pouso em Marte; e outra, em nossa pátria amada, informando que o nosso presidente, covarde e mancomunado com os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli, sancionou o aumento vergonhoso do Judiciário, pautado inescrupulosamente pela tão "admirada" Cármen Lúcia. Certamente, nenhum dos quatro se importa com os 12 milhões de desempregados que passam grande sofrimento e ganham nada todo mês. Enquanto os americanos se ufanam de sua terra, nós, pobres brasileiros, nos envergonhamos dia após dia de nossos representantes, cada vez mais.

Ademir Manir Sanna

ademir.sanna@gmail.com

São Paulo

Diante do espelho

Ministros do STF são cercados de puxa-sacos. Assessores, juízes de instâncias inferiores, advogados, alunos e outros insufladores da pavonice dos pretensos semideuses do Poder Judiciário. Porém, despidos da toga, nus diante do espelho, os ministros que tramam para sabotar a Operação Lava Jato, olhando para si mesmos, deveriam dizer: "Eu não passo de um livrador de corruptos. Minha carreira e meus títulos acadêmicos se resumem a isso. Sou um reles sabotador da Justiça travestido de magistrado".

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

O STF e a liberdade de Lula

O ministro Ricardo Lewandowski vai colocar em julgamento em dezembro mais um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, condenado em todas as instâncias em que foi julgado, inclusive no próprio STF, desta vez em nome de uma suposta imparcialidade do juiz de uma das instâncias. A tendência é pela rejeição, mas, de um tribunal que aumenta o próprio salário sem se importar com a grave crise que obriga o governo a dar o mínimo de ajuste ao salário mínimo e mantém a tabela do Imposto de Renda congelada há vários anos, podemos esperar o mesmo que do bumbum de um bebê. De lá pode sair qualquer coisa.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Água mole...

Volta e meia o STF é obrigado  a interromper suas atividades para julgar recurso pedindo a liberdade do criminoso condenado em segunda instância por órgão colegiado Lula da Silva. O privilegiado Lula conta com a simpatia de diversos ministros da mais alta Corte de Justiça do País, o que não ocorre com os demais presidiários. De tanto insistir, e para ver-se livre de tantos recursos, o STF poderá vir a libertar o "demiurgo de Garanhuns", provando que neste país alguns são mais iguais que outros.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Mais uma

Lewandowski diz que habeas corpus de Lula pode ser julgado em dezembro. Já não bastam as negativas anteriores? Será mais uma!

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

O privilégio nunca acaba

O que mais nos incomoda neste país é como políticos são privilegiados de todas as maneiras, mesmo quando não mais exercem mandatos, mas continuam recebendo todos os benefícios deles. O maior exemplo é o ex-presidente Lula, que, já condenado, não se consegue uma explicação real por que ainda tenha direito a seguranças e a veículo, se está preso numa cela da Polícia Federal em Curitiba. Parece uma piada, mas é pura realidade. E até quando isso vai durar? Só Deus sabe. Para começar, se preso e já condenado a passar vários anos na cadeia, por que, além desses privilégios, ainda continuar recebendo salários de ex-presidente, se o motivo de sua condenação foi ter cometido delitos quando exercia a Presidência da República? Ele tem sorte de ser no Brasil, porque, fosse na China, teria sido fuzilado e enterrado há muito tempo. 

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça 

'Qual deles?'

Registro, aqui, a minha perplexidade ao ler a crônica do emérito escritor Luis Fernando Veríssimo em que ele, indiretamente, defende Lula (29/11, C8), ignorando os diversos crimes comprovadamente cometidos pelo ex-presidente.

Celso Freitas

celsoabfreitas@hotmail.com

São Paulo

Corrupção nos fundos de pensão

Gostaria que todos os aposentados do Banco do Brasil, que recebem sua aposentadoria pela Previ, que ainda acreditam no PT pudessem ler o excelente artigo no "Estadão" de 28/11 "Era tudo mentira", de José Nêumanne, sobre a corrupção nos fundos de pensão, prejudicando os seus beneficiários. Ainda bem que a Previ, por onde recebo a minha aposentadoria, resistiu a essa roubalheira, o que infelizmente não aconteceu com o Postalis. Os fundos de pensão devem cobrar o prejuízo milionário desses responsáveis pelo desvio do dinheiro do contribuinte.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O berro

Com referência aos artigos publicados na edição de 28/11 no "Espaço Aberto" ("Era tudo mentira", de José Nêumanne, e "Página virada", de Almir Pazzianotto Pinto), publicados com letras cuja corpo da fonte tipográfica em áudio equivaleria a um mero sussurro, para manter a imagem de uma expressão escrita numa expressão verbal, eles deveriam ter sido publicados com letras garrafais, que equivaleriam a berros que todos os leitores prontamente entenderiam como a melhor e a mais apropriada forma de expressar tudo aquilo que tais artigos expõem e condenam. 

Paulo Adolpho Santi

pasanti@terra.com.br

Vinhedo

Rimando com ilusões

Os bilhões foram para os espertalhões que, no início, os guardavam nos colchões. Julgavam todos uns bobalhões, mas começaram as constatações. E vieram as indagações. Ninguém imaginava as dimensões, até que começaram as delações. E aí se souberam até os quinhões e vieram as repercussões. Caíram por terra todos os jargões e os heróis viraram ladrões. Buscaram o dinheiro em todos os rincões, conseguindo estreitar relações. Informações, documentações, constatações e condenações. A magnitude das dimensões espantou até os adivinhões... A poesia pode ir muito longe, mas não tão longe quanto foram os recursos. Tudo nela é superlativo. Assim, quando faltarem meios aos fundos Previ, Petros e Funcef para pagar as pensões, o período da propinocracia será lembrado com muito interesse. E todas as coisas nele rimarão com ilusões. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

A corrupção, os militares e o governo

A corrupção é o grande mal das décadas. Em diferentes formas, é identificada na vida brasileira há pelo menos um século. Foi motivo de golpes, revoluções e tentativas. Na maioria das vezes, as Forças Armadas, excitadas por políticos de oposição e forças da sociedade, depuseram governos, sustentaram outros e até assumiram a tarefa de governar. As utopias levaram a grandes enganos e sofrimentos. O que vivemos hoje é mais uma virada de mesa. Mas, desta vez, o próprio povo a materializou pela via democrática do voto. A eleição de Jair Bolsonaro e sua escolha de militares para compor o governo desfazem a narrativa dos esquerdistas que, perdoados pela Anistia em relação aos seus crimes, puderam voltar à política e, ao assumirem o poder, usaram seu tempo tentando demonizar generalizadamente os militares, por estes os terem enfrentado na luta armada. Pior que criaram a promiscuidade entre os poderes e, para se manterem no poder, produziram o mensalão, o petrolão e outras formas de assalto aos cofres públicos que comprometeram a classe política, escandalizaram os brasileiros e levaram ao resultado eleitoral recente. Hoje, o cidadão comum, apolítico por natureza, quer um governo sério, com segurança e tranquilidade para trabalhar, produzir, poupar, viver e ser feliz. E espera que os ativistas pendurados nas repartições, nas universidades e em instituições oficiais sejam desligados e os que forem titulares de carreiras, compelidos a atuar nas áreas para as quais foram contratados. Chega de fraude e mistificação.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

Qual o problema?

A patrulha critica Bolsonaro porque está nomeando militares para seu governo. Qual o problema? Ele foi eleito exatamente porque convenceu seus eleitores de que não ficaria de joelhos ao Congresso, e por enquanto não está, basta ver a composição de seu ministério - não se viu nenhum barulho quando Lula nomeou sindicalistas para seu governo. Já vimos do que eles foram capazes. Com relação aos militares, todos terão a oportunidade de mostrar a que vêm. Podemos pensar o seguinte: se com civis os ministérios foram tão mal, quem sabe sob o comando militar as coisas melhoram? Pelo menos na corrupção  petista que tomou conta do País não há militares envolvidos. Resta-nos aguardar e torcer para que o País retome seu caminho. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Pressão da bancada evangélica

Marco Feliciano será provavelmente o prego que faltava para fechar definitivamente o caixão dos ministérios de Bolsonaro, após destituir de sua primeira ideia, ótima, de fazer Mozart Ramos ministro da Educação, por pressão da bancada evangélica. Agora é a vez de a bancada indicar Marco Feliciano para a pasta, pasmem, dos direitos humanos.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Máfia do ISS

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou nesta semana, em segunda instância, a condenação de acusados de lavar dinheiro para a Máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS), descoberta na Prefeitura em 2013. A decisão abre caminho para a prisão, entre outros, do empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do vice-governador eleito Rodrigo Garcia (DEM), que teve a pena aumentada de 10 para 16 anos. Segundo o Ministério Público Estadual, o sentenciado era o locatário de uma sala comercial no centro de São Paulo usada pela máfia como seu escritório-central. A propósito, o que tem a dizer sobre o caso o ex-prefake e futuro governador João Doria?

Vicky Vogel

vogelvick7@gmail.com

São Paulo

Médicos cubanos

Parece que ninguém sabia, mas o Brasil possui médicos suficientes para atender toda nossa população tanto nos grandes centros como nos rincões perdidos nas margens dos rios da Amazônia. Isso ficou demonstrado quando o atual ditador de Cuba, Miguel Dias-Canel, em represália ao comportamento do novo presidente eleito Jair Bolsonaro, chamou de volta os 8.332 médicos cubanos que foram alugados pelo Brasil durante o governo Dilma a pedido do governo de Cuba. Dilma concordou logo em atender seu país irmão, mesmo sendo desnecessário. Com a saída rápida dos médicos cubanos, nosso governo também tratou logo de substitui-los, o quanto antes, e para surpresa geral apareceram todos os médicos necessários, contando até com os reservas, em caso de precisão. Cuba, para se manter economicamente, faz de tudo, até mesmo alugando seus médicos pelo mundo afora, ficando com 80% do aluguel e dando aos médicos apenas 20% do salário pago para eles irem se mantendo. Eles estão acostumados com parcos salários. Cuba parou no tempo desde a revolução castrista. Veem-se nos filmes e em fotografias seu casario e os automóveis dos anos 1950 rodando milagrosamente pelas suas ruas. Isso é o que o PT sonha para o nosso Brasil.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

A diplomacia bolsonariana

A julgar pelas últimas falas do filho do capitão Jair Bolsonaro e do futuro chanceler Ernesto Araújo, nossa diplomacia regredirá à Idade Média. Como na história do Cavaleiro da Triste Figura, Sancho Pança e Rocinante com ele combaterão os moinhos de vento do marxismo e do comunismo. Poderemos testemunhar fatos inéditos, tais como o Brasil não reconhecer mais o chinês e o russo como idiomas oficiais da ONU porque são falados por mais de um bilhão e seiscentos milhões de comunistas. Ou os imigrantes que por aqui aportarem serão imediatamente recambiados, se vestirem uma peça de cor vermelha, prova de que eles são visivelmente comunistas. Estes senhores e seus acólitos ressuscitaram aquele chanceler da ditadura cuja máxima era "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Só que a realidade atual é outra e eles vão ter de encontrar logo novos compradores - na escala da China - para nossos produtos agrícolas e nosso minério de ferro! Como será triste para a Casa de Rio Branco, berço e lar de uma das melhores diplomacias do mundo, assistir inerme a ignorantes pretensiosos e falsos cruzados falarem lá fora em nome do Brasil. Portanto, do Itamaraty já podemos ter dó antecipado. Os que agora se ajoelham diante de um velho guarda-livros e espírito teimosamente errante da política do "big stick" americana como John Bolton não sabem que ele alguns anos atrás humilhou um dos nossos mais brilhantes diplomatas, mandatário da ONU. A diplomacia bolsonariana praticará o servilismo gratuito, para vergonha e desdouro do Brasil!

Elias da Costa Lima

edacostalima@gmail.com

São Paulo

Política externa

O filho de Jair Bolsonaro com o boné da campanha de Trump para 2020 e o futuro chanceler brasileiro querendo eliminar o marxismo do Itamaraty. Bolsonaro não prometeu fazer um governo sem viés ideológico, ao contrário do governo lulopetista?

Não entendi!

Cesar Araujo

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

Carlos Ghosn

São frágeis as alegações que pesam contra o brasileiro Carlos Ghosn, preso em Tóquio semana passada. Tudo não passa de uma trama urdida por Hiroto Saikawa e pelas autoridades nipônicas para, ao tentar desmoralizar Ghosn, evitar a fusão da Renault com a Nissan/Mitsubishi. O que não se pode admitir é o sequestro, a incomunicabilidade e o linchamento "in absentia" como forma de negociar e exercer pressão. O Itamaraty deveria convocar o embaixador do Japão para explicações. Ghosn é cidadão brasileiro e esse tipo de expediente nada difere do adotado por piratas da Somália. 

Fernando Dourado Filho

douradofernando372@gmail.com

São Paulo

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