Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2018 | 03h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Clima e soberania

Aldo Rebelo, então deputado federal filiado ao PCdoB, líder do governo Lula da Silva, foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia do governo de Dilma Rousseff, em 2014. Contra robustas evidências científicas, Aldo Rebelo, devoto do materialismo dialético aplicado à natureza, tanto quanto Jair Bolsonaro, o futuro presidente, que não comunga dessa ideologia, parecem não acreditar nem no risco do aquecimento global nem no papel crucial do Brasil no delicado equilíbrio do clima do planeta. Naquela época me desfiliei da Academia Brasileira de Ciência por não concordar com o silêncio dessa entidade, que deveria insurgir-se contra tal distopia. Na continuidade desse silêncio, que afeta muito mais a humanidade do que a soberania nacional, devo agora me desfiliar do Brasil?

ANTONIO CARLOS MARTINS DE CAMARGO, médico, professor titular da USP, aposentado

antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

Sem fundamento

Militares cultivam uma idiocrasia de soberania nacional desprovida de fundamentos reais. A Região Amazônica tem influência real no clima, incluído o regime de chuvas, em largas extensões do território sul-americano. E as ameaças ao aquecimento global, com as consequências que já despontam, estão cientificamente comprovadas. A negação não passa de atitude autoritária irresponsável.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

COP-25

Uma coisa é não sediar a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP-25. Outra é alinhar-se com as atitudes toscas e irresponsáveis de Donald Trump nas questões ambientais, como, por exemplo, abandonar o Acordo de Paris sobre o aquecimento global, pois suas consequências (seca, inundações) estão duramente atingindo o Brasil.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Meio Ambiente

Será que alguém poderia explicar ao presidente eleito que uma política ambiental equivocada prejudicaria não somente o desenvolvimento do Brasil, como todo o planeta, e teria efeitos nefastos no presente e no futuro, muitos deles, infelizmente, irreversíveis?

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

Mudança de embaixada

O Brasil é um país em que muçulmanos e judeus convivem muito bem. Transferir nossa embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém implica interferir numa questão milenar, em que não temos participação nem podemos ajudar; e nos expor a problemas, prejuízos e aborrecimentos evitáveis. Parece-me que o dinheiro gasto nessa transferência poderia ser muito mais bem empregado, por exemplo, no auxílio aos brasileiros afetados pela seca. Por que não fazer o que é simples e eficaz?

JOEL MASSARI REZENDE

joelrezende07@gmail.com

São Paulo

Retórica x realidade

Quatro ministros com passagem pelo governo Temer e três chegam do DEM. A composição do time de ministros de Bolsonaro está longe da retórica da campanha de que seria o fim de “presidencialismo de coalização” ou da política como balcão de negócios. E o tal superenxugamento do número de ministérios? A promessa era de, no máximo, 15. Já devem chegar a 22, número próximo dos atuais 29. A realidade manda um abraço.

ALEXANDRE PASTRE

alexandrepastre@gmail.com

São Carlos

E o futuro superministro Paulo Guedes reuniu-se com Renan Calheiros... Bem, deixa pra lá!

JOSE PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

O INDULTO

Pingos nos is

A mídia em geral continua informando erradamente acerca do decreto de indulto. As manchetes levam a pensar que a maioria obtida no plenário do STF convalida as insensatas “bondades temerárias”. Não é verdade. Arguida a inconstitucionalidade do decreto do indulto (mancada da Procuradoria-Geral da República, o caminho teria de ser outro), os ministros que formam até agora a maioria se limitaram a examinar seus aspectos formais. E, acertadamente, afirmaram não haver vícios de forma ou de origem. Agora, o conteúdo são outros quinhentos. Até o momento só dois ministros o analisaram. E corretamente concluíram que o presidente da República exorbitou na concessão do benefício, alargando seus efeitos de maneira suspeita e indevida. As questões de conteúdo e alcance é que deveriam ter sido questionadas. Enfim, mais um episódio infeliz na nau de insensatos que se tornou o “país dos bruzundangas”.

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Saúde não importa

Já era sabido que o programa Mais Médicos no Brasil era comercial e de doutrinação ideológica. É claro, então, que Cuba não estava interessada na saúde do povo brasileiro, como disse o dr. Drauzio Varella no Estadão de sábado, e tampouco está o governo brasileiro, haja vista o caos recorrente nos hospitais em todo o País. Penso, aliás, que nenhum governo tem essa preocupação, caso contrário não fomentariam alimentos nocivos no longo prazo, condições de vida estressantes no trânsito, no trabalho e nas escolas. Não fomentariam, acima de tudo, guerras de dominação religiosa, ideológica e geográfica. A saúde ideal das pessoas em todo o planeta depende do status social e financeiro que elas têm na vida.

LEONOR TOYO NISIYAMA

leonor.tn@gmail.com

Osasco

INFRAESTRUTURA URBANA

Negligência e indenização

O sinistro no viaduto da Marginal deveu-se à absoluta falta de inspeção qualificada e manutenção adequada pela Municipalidade, caracterizando negligência. Esse fato está trazendo incômodos e elevadíssimos custos aos munícipes de todas as regiões da capital paulista, eis que a Marginal do Pinheiros é uma das três vias mais importantes da cidade. É bom que a Prefeitura estude uma grande indenização difusa à população, como, exemplificativamente, redução drástica do valor do IPTU de 2019, na casa dos R$ 2 bilhões, que correspondem a aproximadamente 20% da receita desse tributo e representarão os gastos com horas perdidas, negócios adiados, consumo e desgaste extras.

ALCIDES FERRARI NETO, perito de engenharia

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

*

CAIXA DE PANDORA

 

As maldades implementadas pela Suprema Corte à população deste país recentemente não têm precedentes na história moderna brasileira. Ministros que posam de sérios, honestos e de conduta ilibada afrontam o cidadão com ações que fogem ao entendimento do mais pacato cidadão, à revolta exacerbada dos mais exaltados. A cada dia nos surpreendemos com atitudes que nos fazem desanimar de acreditar na nossa Justiça  e orar pelo sucesso de um  futuro governo que lave nossa alma. A ditadura dos magistrados brasileiros é nociva ao País e beneficia, a olhos vistos, crime e criminosos. A recente atitude do presidente Michel Temer de sancionar o escandaloso e irresponsável reajuste do salário dos ministros da Suprema Corte, já  era prenúncio de compensações, que não demoraram a chegar. E vieram em forma  do "liberou geral" e da abertura das celas de quem conspirou contra a nação e o perdão de quem escandalizou o Brasil e o mundo com suas ações delituosas. O indulto de Natal tem o endereço e o recado certos,  beneficiar o presidente e seus amigos, que amargam seriíssimos problemas com a Justiça, porque roubaram e traíram seus cidadãos. Parabéns ao ministro Luiz Fux, que pediu vistas e interrompeu mais este escândalo do nosso inconfiável Supremo Tribunal Federal (STF). Resta saber por quanto tempo ele irá aguentar essa pressão.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

*

ESTADOS EM CRISE

 

A situação fiscal dos Estados brasileiros está perigosa há décadas. O aumento exponencial nos gastos públicos, com pagamento de salários e pensões, não vem de hoje. O problema é que a crise econômica antecipou um cenário que, cedo ou tarde, seria a realidade do poder público brasileiro. Se não forem feitas modificações no sistema tributário, dando aos governadores e prefeitos maior participação na arrecadação, nos próximos anos veremos as 26 unidades da Federação e o Distrito Federal na mesma condição de atraso no pagamento de salários e de benefícios previstos na Constituição, como é o caso da gratificação natalina, popularmente conhecida como 13.º salário. O mesmo se aplica aos mais de 5 mil municípios. A situação é preocupante!

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

*

A FICHA NÃO CAIU

 

"Decisões judiciais a favor de Estados ameaçam ajuste fiscal do novo governo" ("Estadão", 25/11/2018). As medidas judiciais a favor de Estados inadimplentes, que sistematicamente continuam a gastar mais do que arrecadam, mostram a incapacidade de setores do Judiciário de encarrar realisticamente o problema da falência do Estado. Agem como se a União tivesse possibilidades infinitas, muito além de sua real capacidade, empurrando para a frente problemas que não querem resolver. Por mais que sentenciem, tribunais não criam dinheiro quando este não existe mais nos cofres públicos. Para alguns juízes e promotores não caiu ainda a ficha de que o Estado brasileiro está quebrado em todos os níveis. Se continuar assim, também chegará a eles a hora de não receberem mais seus salários - diga-se de passagem, muito maiores do que a maioria do povo que os sustenta com os tributos cobrados pelo Estado.

                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)        

 

*

PIADA DE CHICAGO

 

O "Estadão" de 30/11 noticiou (B7) que o futuro ministro da Economia, seguidor da escola de Chicago, pretende criar um "gatilho" para o teto de gastos do governo. Alguém tem de explicar para este senhor que teto é teto. Esse "gatilho" pretendido é o mesmo que um "alçapão" para o tento, por onde fugirão todos os "monstros" confinados sob ele. Só pode ser piada!

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

*

CHEGA!

 

Paulo Guedes começou a se aproximar de Renan Calheiros. Ruim para o governo Bolsonaro, péssimo para os brasileiros.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

13.º SALÁRIO

 

Perguntar não ofende: o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, receberá seu 13.º salário este ano?

 

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

 

*

GOVERNADOR PRESO

Governador do Rio de Janeiro está preso. Parabéns à Operação Lava Jato. Lembramos ao ministro Gilmar Mendes que tem cliente na parada.

Roberto Marques de Oliveira robertomarques@veseg.com.br

Paraguaçu Paulista

 

*

O PODER NA CADEIA

 

A prisão de outro governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, braço direito do multicriminoso Sérgio Cabral, é mais uma triste página na história do País. Todos os presidentes da República vivos Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer deveriam estar na cadeia também. O Brasil está apenas engatinhando para deixar de ser uma sociedade criminosa, o império do crime, para tentar se tornar, no futuro, um país digno. Há muito a ser feito na guerra contra o crime organizado político, algumas batalhas importantes foram ganhas, haverá reação dos criminosos, liderados pelo presidente Michel Temer, que articula um indulto gigantesco a favor do crime organizado. Não é hora de cantar vitória, o jogo não está ganho, muito pelo contrário, tudo indica que haverá uma grande virada se criminosos como Temer e Aécio continuarem jogando sem marcação. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

RAIO-X DA CORRUPÇÃO CARIOCA

 

Por incrível que pareça, nos últimos 20 anos (1998 a 2018) todos os governadores cariocas acabaram na cadeia. Tudo começou com Anthony Garotinho, preso em 2016 e outras duas vezes em 2017. Logo após foi a vez de Sérgio Cabral ser preso, em 2016. Não contente, veio Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador Anthony, ambos presos em 2017, e, agora, Luiz Fernando Pezão. Esta "quadrilha de fanfarrões" foi responsável pela "quebra" do Estado do Rio de Janeiro - e olha que não estão incluídos vários outros "figurões" corruptos, que eram considerados acima de qualquer suspeita.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

RIO DE JANEIRO

 

Rio, de janeiro a janeiro assaltado pela bandidagem de dentro e de fora dos presídios. Até quando?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

ATÉ TU, GOVERNADOR?

 

E quem diria que Pezão também colocava o "mãozão"!

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

*

'POLÍTICA NO CAMBURÃO'

 

Neste final de era "petralha" (Michel Temer era vice de Dilma) vemos com muita clareza e evidência em que medida esta era aviltou a nação brasileira. Presidente preso e/ou indiciado, ministros idem, ex-governadores e governador do Rio presos, e a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal indicados por Lula e Dilma acabou tornando este país praticamente inviável. Tudo isso está repercutindo no exterior, como lemos nos jornais da Europa e dos EUA, o que nos causa muita vergonha. E, ao que tudo indica, os ladrões esquerdopatas, que se dizem democratas, continuarão insistindo em desmoralizar ainda mais o Brasil. Que Jair Bolsonaro e sua equipe consigam superar tudo isso para tentar nos colocar, novamente, no lugar que merecemos estar perante o mundo.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

*

BOCA DE LOBO

 

O Brasil vem passando por um processo de limpeza na política, haja vista o excelente trabalho da Justiça e, até, de boa parte da sociedade, que, vigilante e com mais recursos à mão, resolveu entrar na guerra, culminando nos últimos resultados eleitorais e no número de processos por má gestão e corrupção, levando à prisão e à perda de mandatos ex-presidente da República, governadores, prefeitos, deputados, senadores e até representantes do Judiciário como procuradores, ministros de tribunais de contas e tantos outros que se encontram em vias de entrarem na "boca do lobo". A má gestão e a corrupção desenfreada - aliadas às velhas práticas políticas e à compulsividade humana de levar vantagem, principalmente, sobre os recursos públicos - foram as principais responsáveis pelo grito de revolta e desejo de liberdade, sobretudo, e pela virada que está no início, mas que pretende punir com rigor todos aqueles que roubam, matam, mentem, desviam, dão maus exemplos, enfim, fazem de tudo para aumentar o patrimônio alcançado à custa da pobreza alheia e dos desserviços prestados à população.

 

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

 

*

HERANÇAS MALDITAS

 

Nosso país vive, no momento, na encruzilhada da corrupção e da honestidade, situação que herdamos de 13 anos num ostracismo de moral, lisura e patriotismo, subjugado por uma quadrilha de ex-terroristas, sindicalistas pelegos e ideólogos marxistas, que nos puseram de joelhos, ao rés do chão. A indecência e a imoralidade reinaram soberanas neste período do "comunosocialismopetista". Agora, juntamos a todos estes 13 anos do petismo mais 8 do até agora insuspeito PSDB e dos plantonistas do extinto PMDB, agora MDB, partidos ditos bonzinhos, mas que por alguns maus partidários colaboraram com esta perfídia herdada pelos brasileiros. Nossas instituições, Justiça Federal, Polícia Federal, Promotoria e Ministério Público Federal, colocaram uma parte dos responsáveis pelas falcatruas atrás das grades, mas, pelas últimas decisões de nosso STF, tudo indica que muito mais cedo do que podemos imaginar parte desses quadrilheiros estará na rua, leves, livres e sorridentes. Por essas e outras decisões colegiadas, ou monocráticas, é que devemos estar atentos. Toda nossa participação nos movimentos de rua, para limpar nosso país da impunidade política administrativa e legislativa, foi e está sendo em vão. Que os ventos que soprarão a partir de janeiro varram esse odor fétido, impregnado nas nossas diversas instituições.  

 

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

*

OS CONTRIBUINTES DANÇARAM

 

Michel Temer sancionou o aumento salarial para o Judiciário. O salário do ministro da Suprema Corte será de R$ 39 mil. Jair Bolsonaro terá mais problemas em 2019, pois essa decisão gera um aumento automático para a magistratura e para os integrantes do Ministério Público. Outras categorias poderão receber aumentos, pois o salário do ministro do Supremo estabelece o teto para as carreiras de servidores. Portanto, Temer prepara o terreno para perder o foro privilegiado a partir de 1.º de janeiro próximo. Nesse momento tão crítico, Temer não poderia se indispor com os membros do Judiciário. Quem paga a conta somos nós, os contribuintes.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

JUSTIÇA CEGA E ESQUIZOFRÊNICA

 

Os sete ministros do STF que votaram a favor do reajuste de 16,38% no próprio salário cometeram um pecado antipatriótico imperdoável: em atitude francamente egocêntrica, elitista e esquizofrênica, deram as costas aos 12 milhões de desempregados e à grave recessão econômica do País. Guardadas as devidas proporções, em nada diferiram do comportamento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao ser flagrado comendo churrasco em restaurante de luxo em Istambul, enquanto seu povo morria, e morre, de fome. Todos nós sabemos, estes ministros inclusive, que quem mais sofre com esta crise é a parte mais frágil e carente da população e é por respeito a estes cidadãos que sacrifícios são necessários. Os magistrados de fato praticaram o fundamento da "justiça cega": fecharam os olhos à opinião pública, à crise, ao Brasil. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

AJUSTE FISCAL

 

A mídia destes últimos dias tem dito que o novo governo pode nomear aproximadamente 7 mil cargos vagos. Não façam isso. E, como primeira providência, demitam os quase 20 mil ocupados pelos governos anteriores. Não paguem o aumento do Judiciário e obriguem os governos estaduais e municipais a fazerem o mesmo, sob pena de não terem recursos repassados. Só com essa providência os governos economizariam no mínimo R$ 50 bilhões. Já apurei. Quem quiser que audite minhas informações para ver se são verídicas. Um bom início para o ajuste fiscal que será necessário.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

QUANTOS MINISTÉRIOS?

 

Senhor futuro presidente, e os "somente" 15 ministérios prometidos na campanha? Tornar-se-ão quantos?

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

*

MINISTÉRIO DO BERIMBAU

 

É uma vergonha que Jair Bolsonaro tenha reduzido o Ministério da Cultura a uma mera Secretaria do Ministério da Cidadania e que o escolhido para assumir a pasta, Osmar Terra, não saiba absolutamente nada sobre cultura. Seu comentário infame e de mau gosto, "só toco berimbau", reflete bem o baixo nível, a vulgaridade e o grotesco do novo governo. Pobre Brasil, um país cada vez mais subdesenvolvido, ignorante e retrógrado. Hoje em dia, dá vergonha ser brasileiro.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

CULTURA

 

Não podemos nos dizer surpresos com a escolha do ministro da cultura, que apenas toca berimbau, pois durante toda a sua campanha Jair Bolsonaro criticou duramente a Lei Rouanet, dizendo que artistas mamavam no dinheiro público e cogitando de acabar com a lei. Sem dizer que o seu livro de cabeceira do presidente eleito, e que me parece o único, é do torturador Brilhante Ustra. Certamente, cultura não é do governo eleito, a não ser a cultura das armas.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*

PT EM FESTA COM OSMAR TERRA

 

O PT está em festa com a indicação do deputado Osmar Terra para o Ministério da Cidadania. É que o maior dos redutos do PT - incluindo militantes esquerdopatas - está enraizado no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), especialmente na Senarc (Bolsa Família), Snas (programas sociais) e Fnas (transferência de recursos), espraiando-se no Conselho Nacional de Assistência Social e Conselhos Estaduais. Foram 14 anos de aparelhamento do PT, que desconstruiu a autoria dos programas sociais, todos elaborados nos governos anteriores. É que Osmar Terra foi ministro do MDS, momento em que foi avisado da situação. Fraco, leniente e condescendente em demasia (característica típica dos intelectuais), omitiu-se deliberadamente - empoderando os petistas enraizados no MDS.  Bolsonaro terá grandes problemas no governo, se mantido este status quo. Se há uma estrutura onde deve ser feita a mais ampla varredura e expurgo de militância petista, este local se chama MDS.

 

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

 

*

JUSTIÇA VIRA GRANDE PF

 

Quando comentei o editorial "O simbolismo de um acordo" (23/11, A3), fiz referência ao uso, segundo eu, indevido ou abusivo, de "conjunções subordinadas condicionais". Na sexta-feira (30/11), lendo o que Eliane Cantanhêde escreveu na página A6, surpreenderam-me comentários hipotéticos muito intrigantes: "Se o tempo passa e nada acontece, há o temor de Sérgio Moro ser confrontado pela mãe irada com o assassinado da filha, o pai desesperado com mais um assalto na sua loja, todos achando que nada mudou e, injustamente, frise-se, cobrando: E esse Moro, não fez nada?" Vou além no devaneio novelesco da autora: "Pior: ele não pode, por pressão da sociedade (?), a do novo governo (?) ou excesso de exigência consigo mesmo (?), sair numa corrida desabalada (?) para mostrar serviço e resultados logo (?). Se não é trágico, só pode ser cômico. Recomendo, com todo o respeito, a alguma emissora de TV contratar a autora como roteirista de "thrillers" de ficção.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

VIVENDO E APRENDENDO

 

O ex-ministro Antônio Palocci está em liberdade apesar da condenação de 12 anos, 2 meses e 20 dias. Preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016, agora foi para prisão domiciliar com monitoramento de tornozeleira eletrônica, com a delação premiada a pena caiu para 9 anos e 10 dias, mas tinha chegado há mais de 18 anos quando foi julgado em segunda instância. Palocci foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O petista foi ministro da Fazenda no governo Lula e chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Acusado de intermediar as relações entre o PT e o grupo Odebrecht num esquema milionário de recursos desviados. Palocci acusou Lula e Dilma, na delação, de serem os beneficiados. Dilma nega e o chama de mentiroso; já Lula, sua defesa foi feita pelo Partido dos Trabalhadores, alegando que Palocci mentiu para receber o benefício da liberdade e gozar os milhões roubados que conseguiu durante os dois governos petistas. Só uma pergunta: se Antônio Palocci amealhou tantos milhões e é bandido, como afirmou o PT na defesa de Lula, por que ele continuou como um dos homens mais poderosos nos dois governos e chegou até a ser sondado para ser o sucessor de Lula e do PT à Presidência da República? Dilma simplesmente caiu de paraquedas por falta de um outro nome quando Palocci caiu em desgraça. Algo está errado nesta história macabra, da qual ainda vamos ter outros capítulos escabrosos nos próximos meses. Quem viver verá!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

*

SODOMA E GOMORRA

 

Legislação antiga, anacrônica, arcaica, repleta de brechas que permitem a livre interpretação e se adequam a cada específica situação e de acordo com o interesse pessoal e financeiro de quem delas necessita ou de quem as aplica, não levando nunca em vista o escopo real da lei: justiça. Políticos que não têm biografia, mas sim folhas corridas quilométricas, fruto da libertinagem jurídica e total alienação de um povo voltado apenas e tão somente para o próprio umbigo. Uma Corte Suprema formada por indicados que não são aprovados por seus notórios conhecimentos jurídicos ou sua ilibada reputação. Leva-se em consideração para tal indicação e efetivação, pelo ocupante de plantão da Presidência da República, tão somente o seu viés político ou a necessidade do indicador de se livrar futuramente de algum problema com a "Justiça". Assim, temos uma Carta Magna que mais parece um contrato para formação de uma empresa, políticos e juristas do naipe que habitam o lupanar e, voilá, esta "constituído" o Bordel Brasil, por onde todos nós, queiramos ou não, transitamos e vivemos, nesta esbórnia geral. Tinha razão Romero Jucá: a suruba tem de ser total.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

*

ESQUERDA INTERNACIONAL

 

Observando as declarações que o ex-candidato derrotado Fernando Haddad deu recentemente em entrevista durante evento em Nova York, nos EUA, chega-se à conclusão de que ele fala do Brasil como se falasse de um país que não fosse o dele, de um povo que não fosse o dele e de um modo que um verdadeiro brasileiro, patriota e orgulhoso de seu país, jamais falaria. Mais não fez que realçar o caráter internacionalista das esquerdas utópicas que, apesar de possuírem as mesmas construções arquetípicas de sempre, não se lembram jamais de que, ainda na grande guerra de 1914, essas mesmas esquerdas, que sonhavam com a sua universalização, viram-se frustradas pelos nacionalismos que falaram mais alto a cada uma das consciências de seus camaradas.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

 

*

UM PASSO IMENSO NA DIREÇÃO CERTA

 

Parabéns ao governo federal e às 68 empresas (87% do mercado) pelo acordo alcançado que prevê retirar 144 mil toneladas de açúcar de alimentos e bebidas até 2022. Trata-se de uma iniciativa de importância ímpar para melhorar a saúde dos brasileiros. No topo do que pode ser feito com impacto em nossa saúde está o que comemos. E comer de forma adequada é algo que depende não só dos consumidores, mas também dos fornecedores. Produtos industrializados constituem grande parte do que consumimos. Torná-los mais saudáveis é algo da maior importância. Que o público saiba apreciar e valorizar o esforço destas empresas neste sentido. Que as demais empresas (13% do mercado) sigam o exemplo e façam o mesmo. Que esta iniciativa, no futuro, se expanda também para outras famílias de produtos, e também para o sal e para as gorduras. Que atinja inclusive outros componentes cujo consumo ocorre de modo prejudicial à saúde. Que o sucesso das indústrias neste sentido motive os restaurantes e demais fornecedores de alimentos em geral a tomar iniciativas semelhantes. Que nossa cultura gastronômica evolua valorizando não só o que é apetitoso e gostoso, mas também o que é nutritivo e saudável. 

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

*

'TRANSPORTE URBANO'

 

Sobre o editorial "Transporte urbano" (29/11, A3), os entusiastas do uso da bicicleta na locomoção diária parecem não atentar para duas restrições. A primeira consiste na ignorância e imprudência dos nossos motoristas. Enquanto os condutores brasileiros não aprenderem a se comportar de maneira civilizada, usar a bicicleta como meio de transporte será uma aventura. A segunda é a temperatura. O Brasil é um país tropical, e não é nada agradável chegar ao trabalho empapado de suor. 

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

*

CADÊ O TREM?

 

Em 28 de outubro de 2018, a Rodovia dos Bandeirantes completou 40 anos de existência. Neste evento comemorativo do aniversário da melhor rodovia do Brasil, cabe uma pergunta: cadê o trem? Cadê a ferrovia projetada para o canteiro central dessa rodovia? Rodovia cujos parâmetros de raio de curva e declividade são aqueles adotados pela ferrovia. Nestes 129 anos de República, os nossos trens andaram outros 129 anos de marcha à ré. Se, por um milagre, Dom Pedro II ressuscitasse, certamente faria essa pergunta: Cadê o trem? O terminal de carga do Aeroporto Internacional de Viracopos é responsável por movimentar cerca de 40% de toda carga aérea importada no País e não existe ferrovia para o seu transporte terrestre.

 

Luciano Mendes de Aguiar luciano.mendes@aguiar.com

Santana de Parnaíba

 

*

VALE A PENA COMPARAR

 

O governo chinês inaugura, meio constrangido por causa do atraso na sua construção, a ponte marítima de 55 km que liga Macau a Hong Kong. O custo dessa ponte foi de US$ 15 bilhões e o tempo de sua construção foi de nove anos, já levando em consideração o possível atraso. Na média, o dispêndio na construção dessa nada modesta ponte foi de US$ 1,7 bilhão por ano. Mal comparando, o primeiro governo do PT, sem qualquer constrangimento, desfalcou a Petrobrás, durante seus quatro anos, em R$ 42,8 bilhões ou, levando em consideração o valor do dólar na época, cerca de US$ 18 bilhões. Uma média de US$ 4,5 bilhões por ano. Evidentemente, espera-se que esse valor médio de esfalque na Petrobrás tenha ocorrido somente nos quatro anos do primeiro ano do governo do PT e interrompido imediatamente depois.

 

Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

 

*

CAIXEIRO VIRTUAL INDESEJÁVEL

 

Tremendamente enervante, revoltante, indesejável e impossível de se livrar são as chamadas de telemarketing feitas por máquinas automáticas de chamadas telefônicas tanto para celular quanto para fixo. Adquiri o serviço Vivo fibra há alguns meses, e no pacote me forneceram uma linha telefônica fixa que nunca informei para qualquer pessoa, nem mesmo para meus familiares, pois os familiares e amigos me contatam pelo celular. Para minha revolta e desgraça, pois perdi o meu sagrado sossego, passei a receber chamadas de telemarketing de todos os tipos, desde oferta para túmulos até remédio para aumentar o tamanho do pênis. Procurei saber como poderia me livrar desse tipo de invasão de privacidade, mas não existe nada que seja efetivo, nem sequer o número pode ser conhecido, pois a "secretária eletrônica" registra como chamada "anonymous". 

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.