Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2018 | 03h00

DESPESAS PÚBLICAS

Uma tragédia

Há dias o Estado vem publicando matérias sobre o abusivo aumento do Poder Judiciário e temas correlatos, que nos levam a constatações estarrecedoras. Em 27/11 (A4) o tema foi a sanção do reajuste e a revogação do auxílio-moradia. Há um gráfico, Auxílio turbinado, com dados inacreditáveis de aumento da despesa pública no pagamento desse imoral auxílio-moradia. Explicito o maior: na Justiça do Trabalho os valores passaram de R$ 1,46 milhão (2013) para R$ 186,17 milhões (2017), ou seja, a despesa aumentou 125 vezes! Em 1.º/12 (A8) o jornal nos dá conta de que o Senado se antecipa ao STF e manda pagar o novo teto, desde já, nos subsídios de dezembro e no 13.º salário. E o dispositivo constitucional que veda tal decisão? Às favas! Em 3/12 temos (A4) que as despesas com pessoal quadruplicaram entre 1995 e 2017. Simples assim! Lê-se que a despesa média na magistratura é de R$ 48,5 mil. E o teto constitucional? Letra morta! Na mesma edição (A6) se verifica que a despesa com o Judiciário chega a inacreditáveis 2% do PIB. E ainda se constata que o governo interrompeu em 2017 a publicação do Boletim Estatístico de Pessoal, iniciada em 1995, com dados dos servidores dos três Poderes. Então se estabeleceu uma disparidade na publicação desses dados entre os órgãos do governo. Quanto menos possibilidade de comparações úteis, sobretudo quando se pensa em reformas do Estado, melhor para as corporações. Desobediência às leis, até à Constituição, falta de ordem e absoluto desrespeito ao contribuinte ficam claros nessa série trágica e assustadora sobre despesas públicas, cujos valores, caro leitor, serão lá depositados por você. 

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeiracompuland.com.br

Petrópolis (RJ)

Ostentação

Além do alto custo com pessoal, quadruplicado, deveríamos analisar ainda os gastos do Judiciário com suas instalações: prédios suntuosos, edificações próprias que ostentam um luxo não visto nos outros Poderes.

MARCO CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Que ridículo!

O mais recente documento aprovado e divulgado pelo diretório nacional do PT para orientar seus rumos a partir de 2019 é um primor de deboche e arrogância. A resolução afirma, sem a mínima vergonha, que um dos equívocos do partido foi ter sido republicano “com quem não é e nunca foi republicano”, citando nominalmente, como fazendo parte desse grupo, a mídia monopolista, parte do Judiciário, as Forças Armadas e os aparatos de segurança, parte do Ministério Público e grande da Polícia Federal. Só pode ser brincadeira! Afinal, todos se lembram dos exemplos absurdos – e não foram poucos – de antirrepublicanismo protagonizados pelo PT desde o impeachment de Dilma Rousseff, em que o desrespeito à imprensa livre e ao Poder Judiciário foi mais regra do que exceção. Enquanto o PT não abandonar essa soberba, continuará a se prestar ao papel que mais e melhor desempenhou nos últimos anos: o de ridículo. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Ilusionistas

Em sua coletiva o PT não reconheceu seus erros, mas descobriu o culpado pela avassaladora derrota do partido: o povo! Aparece agora com papo de anjo, pensando em novamente iludir a Nação. Não vai conseguir.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

DIPLOMACIA

Economia e relações carnais

No final da década de 80 e início da de 90, o governo populista argentino do presidente Carlos Menem anunciava “relações carnais” com o governo norte-americano, na época na gestão Bush pai, recentemente falecido. Implementou-se na Argentina uma política neoliberal ao gosto da Escola de Chicago e dos republicanos da época e se instituiu um delirante plano econômico de arrocho fiscal e paridade do peso com o dólar, o chamado Plano Cavallo, acreditando no estreitamento das relações econômicas “carnais” dos dois países. Mas os americanos estavam mais interessados no Oriente Médio, com o desfecho da Guerra do Golfo, no Kuwait e no Iraque, e sua amante argentina não só abriu seus mercados, entre outras coisas, mas passou por profundo processo de privatização para “sanear as contas”, como asseverava a doutrina ideológica do Consenso de Washington. O resultado foi uma crise social pior que a herdada no início do governo – e o início da moda de bater panelas em protestos, que foi aqui copiada da politizada classe média argentina, aliás, duramente penalizada pelas medidas ao longo dos anos e que apoiara entusiasticamente a eleição de Menem. E foi também o processo que levou os Kirchners ao poder, em década de ostracismo econômico. Se o roteiro da peça e a receita econômica são semelhantes, também semelhante é, infelizmente, o comportamento das elites latinas, liberais no palco e estatistas nos bastidores. Não quer dizer que o desfecho seja inevitável, pois as condições econômicas são diferentes e a capacidade brasileira é mais complexa e diversificada. Nada é inevitável nas ações políticas, diplomáticas e sociais se houver conhecimento e inteligência, e não apenas voluntarismo, também demonstrado na era Menem. Aprender com a História, mesmo a recente, é prudente. Ações impensadas e voluntaristas, como as que se desenham, têm efeitos deletérios por longo período. E as “relações carnais” assumem a pior simbologia possível, no imaginário popular.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Barão nos EUA

Gostaria de partilhar com os brasileiros a informação de que temos uma estátua do barão do Rio Branco em Nova York, no Parque Bryant, na 6.ª Avenida, bem conservada. Que orgulho!

KENJI OSHIRO

kenjioshiro@uol.com.br

Piracicaba 

PARIS EM CHAMAS

Despreparo

A França, para desencanto de seu jovem e ecológico presidente, Emmanuel Macron, passa pela perplexidade de ter de enfrentar violento movimento de oposição na Cidade Luz contra medidas impopulares chanceladas por seu governo. Da agitação não emergem interlocutores aptos a dialogar e negociar, modelo novo turbinado pelas redes sociais, já conhecido por nós, quando padecemos os efeitos maléficos da greve dos caminhoneiros, ainda sentidos na economia. Tais dinâmicas de protesto começam a se tornar frequentes mundo afora e parecem indicar que as lideranças oficiais não estão preparadas para lidar com elas. Enquanto isso, radicais de direita e de esquerda aproveitam para faturar politicamente.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

A SAÍDA CUBANA

"Cuba negociou com o México antes de deixar o Mais Médicos" foi a manchete do "Estadão" de domingo (2/12). Infere-se que, prevendo a vitória de Jair Bolsonaro, Cuba procurou exportar seus "médicos", que receberão apenas 25% da importância paga por "cabeça". Logo, Cuba inova "fabricando" um novo tipo de commodity, uma mercadoria de exportação para compor o PIB do país. A lavagem cerebral de nossos irmãos cubanos causou-me grande espanto quando recebi, por e-mail, a justificativa de uma colega alergista cubana. Transcrevo suas palavras: "Nuestra formación profesional nos permite comprender la necesidad de recuperar recursos para poder brindar la asistencia gratuita, a todos por igual, y en cualquier lugar y garantizarla con la calidad requerida". Disse-lhe: "Discordamos, eu e a imensa maioria do povo brasileiro, porque os seres humanos não são mercadorias". E, novamente, como no caso do Brasil, Cuba reterá 75% do salário de cada "médico" no México. Provavelmente, também estarão impedidos de levar suas famílias, como ocorreu aqui, comprovando a existência de escravos do século 21 no regime comunista de Cuba. Onde estão os defensores dos direitos humanos para condenar essa mercantilização do ser humano?  

 

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

*

OS 'ESCRAVOS' DE CUBA

Cuba insiste em voltar a um dos períodos mais desprezíveis da história, a escravidão. Agora, segundo reportagem no "Estadão" de domingo, em franca negociação com o México para voltar à lucrativa (para o governo cubano, é claro) prática de oferecer seus médicos no mesmo regime de escravidão recebido aqui de braços abertos pelo governo (?) Dilma Rousseff, isto é, 70% dos salários voltando para Cuba. Inacreditável!                     

Odon Ferreira da Costa odonfcosta@uol.com.br

São Paulo

*

REGIME NEFASTO

O regime cubano trata os médicos como mercadoria que pode ser alugada, cobrando "apenas 75% de taxa de proteção". Regime nefasto, podre, mas que ainda tem admiradores, da mesma qualidade.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

  

*

MALANDRAGEM

Sem dúvida, o governo cubano é malandro: vive há décadas de mesadas, teúdo e manteúdo, nada produz e agora aufere a mais valia do trabalho semiescravo de seus cidadãos. E consegue convencer os fiéis de que age sempre por benevolência...

Solange Campos solammc@gmail.com

Belo Horizonte

*

PEGOS NA MENTIRA

Por que os ditos experts nada falam da atitude do PT, que no Brasil acha que não deve haver trabalho escravo, mas em Cuba eles aceitam até estupro?

  

Marieta Barugo  mbarugo@bol.com.br

São Paulo

*

PROGRAMA AMEAÇADO

Em entrevista ao "Estadão" (30/11), o doutor global Drauzio Varella diz que o Programa Mais Médicos está ameaçado, listando uma série de problemas.  O interessante nessa entrevista foi ele afirmar que os cursos em Cuba, de quatro anos, preparam os alunos para "as coisas básicas" - seja lá o que queira dizer com isso - e que os cursos no Brasil não são bons porque as faculdades estão abrindo por interesses econômicos. Por fim, disse: "(...) e tem a sacanagem de Cuba, que não pode ser eximido da responsabilidade. Precisava ter dado um prazo. Isso mostra que eles (o governo cubano?!) não estavam interessados na saúde do povo brasileiro". Oras, acredito que será necessário desenhar para o doutor global entender que, se existem tantas faculdades abertas por interesses econômicos, estas só passaram a existir para o "inominável" se vangloriar da criação delas - e quem sabe embolsar alguma propina? - e que quem teria de ter interesse na saúde do povo brasileiro seria este mesmo indivíduo, que, ao invés disso, preferiu desviar muito dinheiro, por meio do Programa Mais Médicos, para os ídolos da mais longeva ditadura, apoiando a escravidão dos profissionais cubanos. Muito bacaninha, né, doutor?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

*

SOLUÇÃO ÓBVIA

A solução óbvia para o Programa Mais Médicos, mas que ainda não ouvi, seria: não havendo preenchimento de vagas pelas inscrições voluntárias, estas devem ser preenchidas pelos médicos egressos das faculdades públicas. Nada mais pertinente e justo que estes retribuam seus serviços à sociedade que sustentou sua formação profissional.

Marcos Carbonari, médico jmarcoscarbonari@gmail.com

São Paulo

*

'BRASIL ACIMA DE TUDO'

Com todo o respeito ao eminente jurista Miguel Reale Júnior, permito-me discordar de alguns de seus pontos de vista apresentados no brilhante artigo "Brasil acima de tudo", publicado em 1.º de dezembro (página A2). Entendo que o lema adotado pela vitoriosa campanha do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, "Brasil acima de tudo", longe de ser uma declaração de supremacia em face dos demais países, trata-se, tão somente, de ênfase nos interesses do Brasil, em primeiro lugar. A frase "Deus acima de todos", antes de desfazer o Estado laico, como foi dito, refere-se à volta às origens do lema político do positivismo "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim", que inspirou a frase de nossa bandeira. Sendo o amor ao próximo e a Deus o principal mandamento das Sagradas Escrituras. Cabe também ressaltar que o Brasil é um país laico desde a Constituição de 1891, mas não é laicista, ou seja, seu povo é eminentemente cristão e preza pelos valores tradicionais de pátria, família e amor ao próximo. Desde aquela Constituição (1891), o catolicismo romano deixou de ser a religião oficial do País, como estabelecia a Constituição de 1824, mas o Brasil não se tornou uma nação de ateus. A tradição brasileira, que se confunde com a de suas Forças Armadas, e também com o ideal do novo governo, é de respeito às demais nações e à justiça. Assim foi na Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil foi a única nação da América do Sul a ter lutado junto dos aliados, tendo perdido mais de 3 mil homens, entre os militares da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e Mercante. Teve um papel tão relevante na Segunda Guerra que disputou, ao término dela, uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, só não a tendo obtido por pressão da Rússia. A França, de Emmanuel Macron, nem sequer foi cogitada para assumir tal lugar de honra. Este é o patriotismo defendido pelo governo Bolsonaro, e não o nacionalismo exacerbado, que foi combatido pelos nossos militares na Segunda Guerra Mundial (nazismo e fascismo). Quanto à desistência do Brasil em sediar a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 2019, é mais do que sensato, diante do atual descalabro econômico em que se encontra o País, economizar US$ 400 milhões. Quanto à saída do Acordo de Paris, já foi manifestado pelo presidente eleito que essa decisão ainda não foi tomada, entretanto reforçou, em relação ao projeto Triplo A, que os interesses brasileiros sempre estarão na frente.

Roberto Cesar Saraiva Leontsinis roberto.leontsinis@terra.com.br

Sorocaba

*

DESCORTESIA

Que descortesia de Miguel Reale Júnior escrever que o nosso novo chanceler "apenas sabe tocar berimbau" ("Estadão", 1/12, A2). Se fosse o papai Miguel Reale, isso jamais teria acontecido. Defender o entreguismo faz mal à saúde e escrever com o fígado, também.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

RESPIRA, BRASIL!

Apesar do respeito que merece a palavra do ilustre professor Miguel Reale Júnior ("Brasil acima de tudo", 1/12, A2), não é crível que com o governo de Jair Bolsonaro deixará o Estado de ser laico, nem que deixaremos de ser cosmopolitas, nem que cultuaremos um nacionalismo exacerbado, nem que passaremos a exercer intolerâncias de todo tipo. O novo presidente pode ser um homem formado nos princípios bíblicos, na moralidade cristã, como a maioria do povo brasileiro, mas isso não o impediu de brandir a Carta Constitucional e afirmar, diante dos congressistas e demais autoridades constituídas, que será ela o norte a reger a vida da Nação. E assim deve ser. O que não se pode tolerar mais é a corrupção descarada, o banditismo sem freios, empunhando fuzis, a educação, em todos os níveis, dominada por doutrinas de extrema-esquerda, a intolerância à fé cristã que cresceu assustadoramente durante os governos petistas, com o apoio de grande parte da mídia, a ponto de querer enfiar goela abaixo da sociedade ideias que a ela são ignominiosas. Somos "conservadores"? Bem, que crime estamos cometendo? Avante, Bolsonaro, juntamente com seus ministros que sabem louvar a Deus. O Brasil precisa voltar a respirar.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

*

O BRASIL PRIMEIRO

Para mim, o "Brasil acima de tudo" do presidente Bolsonaro não é uma manifestação nacionalista, mas sim que o Brasil está acima de qualquer formação ideológico-partidária.

Mauro Faldini maurofaldini@hotmail.com

São Paulo

*

PREMISSA DUVIDOSA

Tenho respeito por Miguel Reale Júnior, mas basear todo o seu texto numa premissa duvidosa, as definições francesas de patriotismo e nacionalismo (1/12, A2) não contribui para nossa reflexão sobre as falas de Bolsonaro e seu ministro. E mais, ele faz parecer que os conceitos de Deus e religião se mesclam. Ora, deuses existem no psiquismo humano desde os primórdios dos tempos, pois a intuição de que somos muito pequenos em face do Todo é experiência comum aos homens. O sentimento de que somos muito pequenos em face de nossa nação, também, pois nenhum brasileiro deveria estar acima do Brasil. É pena ele ter escrito este texto tão frágil para fundamentar sua frustração com o governo eleito. 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

*

CLIMA QUENTE

No mundo globalizado, como destaca o artigo de Miguel Reale Júnior (1/12, A2), não podemos confundir patriotismo, um dever do cidadão, com o nacionalismo xenófobo e retrógrado. Em relação ao aquecimento global, as posições governamentais não podem ficar restritas aos benefícios imediatos de seu país, na medida em que o futuro da humanidade e as condições de vida estão ameaçadas. A atitude do futuro governo em não sediar a conferência sobre o aquecimento global e ameaçar o não cumprimento de acordos firmados pelo Brasil é, no mínimo, impensada, esdrúxula e contrária, provavelmente, à opinião da maioria de seus eleitores. Não podemos nos omitir. Com a palavra, o povo brasileiro.

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto 

*

CHEGA A SER ASSUSTADOR

A insistência com que o presidente eleito vem tratando o aquecimento global é assustadora, em vista da seriedade do assunto. Ele, como os seus filhos, também com mandatos parlamentares, têm em Donald Trump um líder a ser seguido, o que não é uma boa ideia. Trump é presidente do país mais poderoso do mundo e pode falar o que quiser, pois as consequências para o seu povo não serão drásticas, pelo menos no curto prazo. Já o presidente do Brasil, não, pois as consequências para nós serão gravíssimas. E, para piorar a situação, o presidente eleito pretende segui-lo quanto ao aquecimento global. Para tanto, já pediu e conseguiu do atual presidente fazer com que o Brasil desistisse de sediar a próxima conferência do clima. O Brasil seria escolhido exatamente por ter o maior bioma do planeta, que será fundamental para a humanidade estancar o aquecimento global. O presidente da França, Emmanuel Macron, já declarou que o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul depende do apoio do governo brasileiro ao Acordo de Paris. Há alguns dias, Bolsonaro rebateu que acredita na ciência sobre o aquecimento global, mas criticou a preservação de florestas dos países europeus, e disse: "Eu acredito na ciência e ponto final. Agora o que a Europa fez para manter as suas florestas, as suas matas ciliares? O que eles fizeram? Querem dar palpite aqui?". Ora, é essa visão de Bolsonaro que nos assusta. Primeiro que a ciência não é uma crença e só é válida se comprovada. Segundo que somente há pouco tempo o mundo realizou estudos sobre o aumento da temperatura média do planeta e a influência das atividades humanas sobre ela. Portanto, os perigos sobre o aquecimento global foram diagnosticados recentemente. As florestas da Europa foram abatidas bem antes de terem, inclusive, conhecimento da existência da América e suas enormes florestas, preservadas pelos seus habitantes, que hoje denominamos de maneira pejorativa de índios. Bolsonaro, aparentemente, desconhece que da imensa Mata Atlântica, a mais rica do mundo em biodiversidade, que existia quando os portugueses aqui chegaram restam apenas 5%. Da Floresta Amazônica original, já desmatamos 20% e, considerando as extensões de nossas florestas, não podemos dar lições aos europeus. Portanto, no fim, não importa quem devastou mais ou menos as suas florestas. O que está interessando é como poderemos fazer para não sucumbir às catástrofes que certamente virão. E Bolsonaro goste ou não, a solução mais viável está em nosso território. Portanto, o que deverá ser feito é uma união mundial em torno da correção do problema, e para tanto as demais nações deverão ajudar o Brasil a recuperar nossas florestas para recuperarmos o nosso planeta. O único que temos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

DUPLO ERRO

O presidente eleito, ao atribuir à defesa da soberania do País a decisão de não sediar a COP-25, erra duas vezes. A primeira por atribuir a sua conveniência e crença pessoal decisões que pertencem ao Estado; e a segunda, por revelar ao mundo sua pequenez diante de assunto tão sério e maior que todos nós. 

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

*

EXTREMISMO TOLO

Em relação à Convenção do Clima, seria prudente que o espelho do presidente eleito Jair Bolsonaro deixasse de refletir a imagem de Donald Trump.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

O TETO DE GASTOS DO EXÉRCITO

É absurdo que Jair Bolsonaro defenda o fim do teto de gastos do Exército. Ele quer que os militares tenham orçamento ilimitado, com todo tipo de privilégios e regalias, como se fossem uma casta, tudo pago pelos contribuintes (nós). É inaceitável que um presidente eleito defenda esse tipo de coisa, de forma corporativista e contra os interesses do País e de toda a sociedade.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

OS GASTOS DO JUDICIÁRIO

Sobre a manchete do "Estadão" de domingo "Judiciário quadruplica gasto com pessoal em duas décadas", soma-se ao custo mastodôntico das despesas com pessoal a ineficiência do Judiciário. Os nossos magistrados gozam 60 dias de férias, 17 dias de recessos e emendam todos os feriados. E mais: além de dois feriados exclusivos, 11 de agosto e 1.º de novembro, o de Sexta-feira Santa deles começa na quarta-feira! Imaginem o aumento de produtividade, se passassem a trabalhar como todo mundo. Haveria muito menos necessidade de novos juízes e supersalários a pagar.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

*

JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Algum brasileiro comum, trabalhador, batalhador do dia a dia, que não tem nenhum pistolão ou que não faça parte dos 2% mais ricos do País (que ficam com mais de 95% do PIB), ou que não seja um político brasileiro pode contar com o Judiciário brasileiro, caro, inoperante, ineficaz, elitista e cujas associações já estão se movimentando para pedir compensação pelo fim do imoral e absurdo auxílio-moradia? Mas, ao contrário do que alguns propalam em função de uma incipiente Operação Lava Jato - está aí Aécio Neves para corroborar -, o Judiciário brasileiro não fica atrás em nada do Executivo e do Legislativo brasileiros.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

DELES PARA ELES MESMOS

O Executivo e o Legislativo, com apoio do Judiciário, governam para si mesmos, divorciados da cidadania, que deveria ser o alvo de suas atenções. É o absurdo institucionalizado e um crime, pois prejudica a sociedade. Proposta: uma lei que criminaliza esse tipo de comportamento.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

ABSURDOS JURÍDICOS

Quer dizer que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski vai colocar na segunda turma daquela corte o julgamento de um habeas corpus da defesa de Lula afirmando que Sérgio Moro é um representante do imperialismo americano, como fala o PT? Até quando vai este teatro?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

A COR RUBRA DO SUPREMO

Certos togados do STF conseguem não ficar corados ao expor suas idiossincrasias políticas. Mas está ficando cada vez mais impossível de disfarçar o vermelhão de certo partido sob suas negras e empertigadas vestimentas.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

*

JULGAMENTO INVERSO

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar o enésimo habeas corpus em favor do presidiário Lula da Silva. Sua equipe de advogados - pagos regiamente - quer que aquela Corte reconheça que, com a ida do juiz Sérgio Moro para o ministério de Jair Bolsonaro, ficou "clara parcialidade e a motivação política na condenação imposta". Qualquer que seja o resultado desse recurso, na verdade o STF estará julgando não só Sergio Moro, mas toda a Operação Lava Jato. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

HABEAS CORPUS

O STF se acovardou ao aceitar a chicane do paciente pelo simples fato de o juiz aceitar o convite para ser ministro.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

*

DO ARMÁRIO

Lula diz que Sérgio Moro "saiu do armário" ao aceitar ministério. E o armário em que Lula entrou tem portas com grades!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

CONVENCIMENTO

Estaria Lula sendo convencido a aceitar prisão domiciliar, segundo notícias. Não tem sentido um presidiário a cumprir cadeia por um dos processos ter de ser incentivado a "aceitar" a prisão domiciliar, como se fosse um benemérito do Código Penal. Ele tem é de cumprir a pena integralmente, como milhares de criminosos que não têm nem 1% das regalias ofertadas a Lula, como se crime de ex-presidentes fossem diferenciados para "menos crime". Deveria, sim, é ter agravante pelo cargo ocupado e ainda se fazer de bobo alegando nada saber, acreditando que a sociedade, na qual se incluem os juízes, seja toda um bando de idiotas acreditando nas sandices do PT.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

ESCULHAMBAÇÃO FEDERAL

Como é possível que diretores de uma empresa como a JBS, corruptores, conforme delação na Lava Jato em que os irmãos Joesley e Wesley Batista confessaram que pagaram mais de R$ 1 bilhão em propina para mais de 200 políticos, ainda assim, depois de 18 meses deste fato estarrecedor, festejarem hoje que estão R$ 2,5 bilhões mais ricos? Isso foi divulgado pelo "Estadão" no domingo (2/12)! Ou seja, estes pilantras, orientados pelo Ministério Público - entenda-se Rodrigo Janot -, armaram uma cilada para o presidente Michel Temer, em pleno Palácio do Jaburu, se lambuzaram com financiamentos ilícitos do BNDES, corromperam para benefício próprio mais de 200 políticos, num dos piores crimes contra a Nação, e ainda assim continuam dirigindo suas empresas e auferindo lucros excepcionais! Só mesmo no Brasil! Se fosse, por exemplo, nos EUA, além de continuarem presos, teriam de se desfazer do seu negocio, transferindo o controle da empresa. Mas não, felizes, já estão engatilhando a compra de outras empresas. É ou não é uma esculhambação federal?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

QUEM É O CRIMINOSO?

O julgamento do decreto de Michel Temer para o indulto de Natal não terminou, mas, pelo andar da carruagem dos nobres ministros do STF, será concedido perdão para quem já cumpriu um quinto da pena, seja corrupto, lavador de dinheiro, participante de organização criminosa, ladrão, enfim, do nosso dinheiro. Isso faz com que me lembre de uma multa que recebi no dia 1.º de abril de 2017 - não, não é mentira - por ultrapassar um semáforo vermelho quando fui comprar um remédio para minha mãe, portadora de neuropatia pós-herpética, que sofre de dores terríveis. Sendo ela idosa, não suporta doses industrializadas, só manipuladas. A farmácia fica a 20 metros da Arena Allianz, em São Paulo, onde naquele dia acontecia o show de Justin Bieber. Trânsito caótico no entorno, embora eu implorasse ao agente de trânsito que me deixasse passar, ele não o permitiu. Ao fazer o retorno, peguei a rua onde dezenas de ônibus despejavam jovens que saltavam por sobre os carros para atravessar, aos urros, inclusive riscando o capô dos carros. Assustada diante da barbárie, ultrapassei o semáforo fechado. Tudo isso expliquei no recurso que tentei no Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), e declarei que em 42 anos de habilitação aquela era a minha terceira multa. Apresentei foto do frasco do remédio com o nome de minha mãe e a data da segunda-feira seguinte, nota fiscal com endereço da farmácia, mas nada adiantou. Perdi, ou seja, não houve atenuante, perdão, indulto, ninguém reduziu a multa para um quinto do valor, muito menos a pontuação na minha CNH. Daí concluo o seguinte: a criminosa de alta periculosidade neste país sou eu. 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

*

DECISÃO JUDICIAL SE CUMPRE

Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgava o indulto de Natal de Temer, os partidários de sua validação mostraram-se os mais ardorosos defensores da Constituição. Quer dizer, assim foi até serem surpreendidos pelo pedido de vista do ministro Luiz Fux. Aí, deixaram de lado o pudor, a lógica e a lei para tentarem uma manobra, sem previsão legal, que atendesse a seus interesses pessoais. Liderou o imbróglio o presidente da Corte, Dias Toffoli, que tentou um ardil nos moldes do que usou - então na segunda turma - para libertar José Dirceu. Desta vez não colou. Tomara que tenha aprendido que decisão judicial é para ser cumprida. Ainda que o insatisfeito seja ministro do STF. Até porque ninguém mais capacitado do que este para saber que, pela Constituição, todos somos iguais perante a lei, em direitos e obrigações.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

*

CORRUPÇÃO MATA

O presidente Temer, quando proclamou o indulto de Natal em 2017, mudou as regras, sacralizadas pela tradição, dos indultos de Natal. Será que essa arbitrária e injusta alteração, com sérias consequências para a sociedade e a Justiça, pode ser mudada a esmo, segundo o humor do presidente? Isso é constitucional? Se consentirmos, estaremos endeusando um monarca absolutista nos moldes de Luís XIV: L'État c'est moi. Portanto, a discussão no STF deve, antes, ponderar sobre essa infração aos costumes. É fato incontestável que ele não agiu como um democrata atento às expectativas do povo brasileiro de combate à corrupção. Espero que os ministros do STF não sejam farisaicos, formalistas e atentem não à letra da lei, mas ao espírito da lei e aos princípios mais profundos da democracia. Por outro lado, o presidente não estendeu o indulto aos crimes de violência. A corrupção mata. Não a um, mas a muitos. Quantos não terão morrido por não haver vaga para cirurgias, ou atendimento, ou remédios para doenças graves? Quantas crianças não ficaram sem creche ou ensino de qualidade, "mortas" para o futuro? Quantos desempregados não optaram pelo suicídio ou o alcoolismo, vítimas do desajuste fiscal e da corrupção? Haverá crime mais hediondo do que o praticado por políticos, o de colarinho branco? Crime de alta traição ao povo brasileiro que os elegeu e neles confiou. Até uma criança enxerga o assassinato com luvas de pelica contra um povo indefeso!

Maria Ascenção Ferreira Apolonia mafepol@uol.com.br

São Paulo

*

BODE EXPIATÓRIO

Jamais votei na "mulher sapiens" e, portanto, sinto tranquilidade em falar sobre Michel Temer, atualmente responsabilizado, com razão ou não, por todos os infortúnios do País, sob o comando de parte de uma imprensa parcial, sabe-se lá movida por quais interesses, devidamente apoiada por papagaios adestrados. Um indulto de Natal tem por base legal a Constituição federal (art.º 84, XII) e deve ter o aval do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, além de ser também acolhido pelo Ministério da Justiça. Então por que culpar apenas o presidente da República pelo indulto de Natal? Estranho, não? Trata-se de ignorância ou má-fé? E a responsabilidade do Congresso Nacional, onde fica nisso tudo? Por que o Poder Legislativo não incluiu ainda os delitos de corrupção no elenco dos crimes hediondos tipificados na Lei n.º 8.072/90? Crimes hediondos não são passíveis de indulto, até o meu gato de estimação sabe disso! Achar que o presidente da República tem interesse pessoal na concessão do indulto significa, além de conclusão simplista, concluir que os integrantes do supracitado conselho, do Ministério da Justiça, bem como todos os ministros do STF que não acolheram a inconstitucionalidade do decreto também o tenham! Parece um tanto exagerado, né não?  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

*

REPRESÁLIA DO SUPREMO

O indulto natalino editado pelo então presidente Michael Temer, que beneficia entre 21 e 39 presos condenados na Operação Lava Jato, julgado pelo STF, com o placar de 6 a 2, teve pedido de vista pelo ministro Luiz Fux. Isso só comprova que o STF continua apoiando a quadrilha de corruptos que dilapidou o Brasil. Isso porque com esse placar faltam apenas os votos de 3 ministros que, mesmo votando contra, já dão vitória ao indulto do presidente Temer. Todas as horas gastas nesse julgamento, pagas pelo contribuinte, nada mais são do que uma represália ao que disse Jair Bolsonaro, que este seria "o último indulto dado a presos no Brasil". Portanto, o STF terá de repensar cautelosamente o seu posicionamento neste novo governo que iniciará em 1.º de janeiro de 2019.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

*

FIM DE PAPO

A pena é para ser cumprida integralmente! Fim deste instrumento de benefícios a criminosos! Os benefícios serão somente os estabelecidos pela legislação penal vigente. E fim de papo. Resolver problemas prisionais é com a Justiça, o presidente da República tem mais o que fazer, como, por exemplo, só pensar no País!

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

PARADO

Ministro Luiz Fux (STF), não libere o pedido de vista do indulto de Natal de Temer. Não permita que os seus pares liberem o crime.

Jesus Antonio Ribeiro jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Paulo

*

O MINISTRO ATRAVESSOU O RUBICÃO

Esta excrecência chamada de indulto de Natal autoriza o presidente do País a dar uma espécie de perdão a criminosos segundo as regras estabelecidas por uma lei, mas desde o ano passado as tornou menos rígidas para que visivelmente tire da cadeia um bando de políticos e empresários milionários que a Operação Lava Jato conseguiu incriminar legalmente - um feito até então inédito quando se tratava de criminosos de alto coturno. Este ano, o presidente Temer, que brevemente poderá também ser incriminado, listou um bando de criminosos indultados e revoltou aqueles da Justiça, da Polícia Federal e demais pessoas que levantaram todas as malandragens de políticos e empresários envolvidos em transações que causaram bilhões de prejuízos ao País. O STF julga a medida e o ministro Luís Roberto Barroso considera ilegal o indulto deste ano e quer a sua anulação, mas daí vem outra figura do mesmo órgão, Alexandre de Moraes, que, do alto de sua importância togada, quer dar uma de César, que para entrar em Roma atravessou o Rubicão. Um despropósito, porque o "rubicão" daqui não passa de um córrego imundo e poluído do esgoto que contamina este país, que às vezes parece que vai dar certo, mas não. Moraes considerou que o STF não pode tirar a independência do presidente da República em casos como este, votou a favor do indulto e, queira ou não, deu carta branca a um Temer mais manchado que poleiro de galinheiro para editar medidas como esta, que incontestavelmente visa apenas a favorecer a podridão que junta políticos e empresários corruptos e faz a Operação Lava Jato e outras perderem sua eficiência. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

*

INDULTO E A LEI ROUANET

Sobre a carta do leitor sr. Dirceu Cardoso Gonçalves, publicada no sábado (1/12) no "Fórum dos Leitores" do "Estadão", gostaria de fazer algumas observações, porque gostei muito de sua posição. O indulto de Natal a presos, como várias outras práticas do passado, um passado que o vento levou junto com todo o seu romantismo, tempo em que os presos eram poucos e o cinema americano se inspirava para fazer filmes sobre esse assunto, que os espectadores saíam do cinema remando de tantas lágrimas que provocavam. As jovens eram apresentadas à sociedade ao completarem 18 anos no Baile das Debutantes, e, para marcar essa data tão importante, a família encomendava a um artista plástico (na época chamava-se pintor) um retrato da moça no seu vestido de baile. Embora pareçam coisas distintas, ambas são práticas que ficaram no passado, e se perdemos ou ganhamos com o progresso não podemos fazer distinção e só continuar a prestigiar aquilo que nos interessa. A Lei Rouanet é inconstitucional, uma vez que a lei deve ser igual para todos, e, se ela não pode atender a todos os artistas em todas as partes do Brasil, precisa ser revogada. Se o governo não atrapalhar, como sempre faz, os artistas não precisam ser ajudados, artistas são como qualquer outro tipo de profissional: há os ótimos, os bons, os regulares e os ruins, mas também tem gosto para tudo e preços para todos os bolsos. O Ministério da Cultura também precisa ser extinto, uma vez que sua atuação foi completamente desvirtuada. Quando um veículo desgovernado, sem breque e sem direção, está numa ladeira muito íngreme a 300 km/h, a única maneira de pará-lo antes que ele faça mais estragos é acabar com ele.

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

*

JUSTIÇA DO RIO EM SP

Considerando que a Justiça no Rio de Janeiro pegou quase todos os criminosos poderosos, é de indagar se não deveríamos trazer a Justiça competente do Rio para São Paulo, o Estado-máfia, onde é dez vezes pior o crime organizado, impune há 25 anos no poder. Aqui, parte da mídia abutre blinda, a Justiça é corrupta e o MP, omisso. O que fazer? São Paulo, impunidade por atacado, corrupção institucionalizada em todos os níveis. Ainda vamos ter a campanha "Volta Maluf"?

Carla Di Carli Desmond advogaciamaster@bol.com.br

São Paulo

*

A NÃO VAIA

No último jogo do Palmeiras no Allianz Park aconteceu - ou melhor, não aconteceu - algo que não pode passar despercebido: o presidente eleito Jair Bolsonaro não recebeu uma vaia sequer durante todo o tempo em que permaneceu lá. Este fenômeno - um presidente do Brasil não ser vaiado num evento público - não acontecia desde as manifestações populares de 2013, e não é por acaso. Não sabemos o que será o governo Bolsonaro, mas que o povo brasileiro está esperançoso, isso está. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

BOLSONARO NO ALLIANZ PARQUE

O presidente eleito Jair Bolsonaro esteve presente no Estádio Allianz Parque para assistir ao jogo final do Campeonato Brasileiro, quando o Palmeiras (já campeão) apenas cumpria tabela jogando contra o Vitória da Bahia para fazer a festa de comemoração da conquista do Brasileirão. Vendo isso, lembrei-me das vezes em que Lula e Dilma estiveram presentes nos estádios e foram ruidosamente vaiados e xingados pelos torcedores. Desta vez foi Bolsonaro que esteve presente, e não notei que ele tenha sido vaiado ou xingado. Como explicar essa mudança de comportamento dos torcedores?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

*

COMEMORAÇÃO EMBLEMÁTICA

Ao celebrar a presença do presidente eleito na comemoração do Campeonato Brasileiro, o que se ouviu não foram gritos com o nome do presidente eleito, mas, sim, "votos de felicidade" a Lula. Espero que o presidente eleito tenha escutado bem. Antipetismo é liberalismo econômico, e não bolsonarismo.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

A ESQUERDA CAVIAR

A página A2 de domingo (2/12) do "Estadão" trouxe-nos duas pérolas. A primeira, de Fernando Henrique Cardoso, "Um novo caminho", e a segunda, de Luiz Werneck Vianna, "Bye, bye, Brasil?". Ambos os autores choram suas mágoas. Com diz FHC, devidas ao tsunami que varreu o sistema político brasileiro, terminou o ciclo eleitoral iniciado depois da Constituição de 1988. Como bom descrente, FHC não diz "graças a Deus", como diz a maior parte dos brasileiros de bem. Quanto a Vianna, encerra seu pranto com um ridículo "até breve". Quanta presunção! Enquanto os patriotas e homens de bem desta nação estiverem a consertar os estragos da corrupta esquerda que nos (des)governou nas últimas décadas, os esquerdistas do caviar podem continuar a degustá-lo e a beber seu champanhe, só não podemos assegurar até quando. Quem viver verá.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

EM CIMA DO MURO

Na página A2 do "Estadão" de 2/12, dois sociólogos renomados (um ex-presidente) e a mesma ambiguidade, o mesmo "em cima do muro" de sempre! Ou, o que é pior: em artigos inteligentes, rebuscados, na página do melhor jornal do País, contrariando a sensatez, tentam validar tendências ideológicas que não deram certo ao Brasil. Se tem uma coisa que não precisamos agora é de intelectuais com dúvidas. Na mesma página, no "Fórum dos Leitores", em contribuição sucinta, o que nós, o povo, "simples mortais", queremos é a conclusão lapidar: "(...) que tenhamos de novo a vontade e o orgulho de dizer que somos brasileiros".

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais 

*

O OCASO DOS SOCIÓLOGOS - SEGUNDA VERSÃO

Uma vez mais, já que na primeira iniciativa não tive minha carta publicada, manifesto perplexidade pelo "Estadão" dar, exatamente como fez em 4/11/2018, uma opinião ao lado da outra, espaço para a dupla Fernando Henrique Cardoso e Luiz Werneck Vianna lamentar, com rebuscados argumentos sociológicos, a vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições. Estes vetustos sociólogos perderam a capacidade de perceber as mudanças recentes na sociedade brasileira e têm a obsessão de trabalhar com categorias teóricas que necessitam de mediações para se adaptarem à realidade social contemporânea. Eles não só erraram suas previsões sobre os resultados das eleições presidenciais, mas insistem em ver problemas e riscos para o Brasil. Demais, continuam a preceituar como deve se organizar e atuar uma oposição que ocupe o lugar de um hipotético centro radical. É chegada a hora de publicar opiniões de quem está mais sintonizado com as análises menos ortodoxas e sejam menos apegados às suas obras teóricas, pois as ciências sociais são dinâmicas, se renovam permanentemente em seus paradigmas.  

Amilcar Baiardi amilcar.baiardi@gmail.com

Salvador

*

NO MUNDO REAL

Com uma ponta de tristeza li os artigos "Bye, bye, Brasil" e "Um novo caminho", dos professores Luiz Werneck Vianna e Fernando Henrique Cardoso. Parece que combinaram no lamento. Contudo, cabe lembrá-los de que têm uma boa parcela de culpa no que aconteceu com o Brasil. Ou, melhor, todos nós os instruídos desta nação temos uma parcela de culpa, alguns por aceitarem o que aconteceu com o Brasil nos últimos 15 anos e a maioria por omissão. No primeiro grupo encontramos os políticos, os jornalistas e os próceres da Nação. No segundo, aqueles que só vieram a se manifestar nas ruas a partir do descalabro generalizado e da situação vergonhosa que já descortinávamos. Situação esta que vemos confirmada todos os dias. Literalmente, todos os dias os jornais nos mostram a podridão nas entranhas do poder. O que os professores esperavam que acontecesse? Talvez não tenham avaliado o poder suprapartidário dos meios de comunicação interpessoais. Estes, mais do que pesquisas eleitorais bastante duvidosas, tiveram um efeito democrático importante. Sim, é democrático, e não um efeito de manada, como querem alguns. Ver serem feitas pesquisas cientificamente furadas, que incluíam o ex-presidente Lula, preso e inelegível, só serviu para aguçar os espíritos alertas de uma grande maioria da população. Não foram fake news que empurraram os votos para o presidente eleito, foram a velha política, as falsas e tíbias oposições ao partido autodenominado de esquerda que tomou o poder e ao descalabro que se instalou no País. Agora, resta aguardar boas ações do novo governo, no mundo real, e encará-lo como uma nova experiência para o País, e que a Nação e seu povo encontrem melhores dias.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

*

FHC PERDOA O PT?

FHC, como bom cidadão de esquerda, afirmou o óbvio (2/12, A2): que Bolsonaro será julgado numa futura eleição daqui a quatro anos, "por retomar o crescimento, diminuir o desemprego, dar segurança à vida das pessoas, melhorar escolas e hospitais (...) e não pela ideologia". O sociólogo, porém, diz que no caso de ser bem-sucedido o futuro presidente, não justifica apoiar "a direita", mas também não pode apoiar a esquerda quando ela "deixa de reconhecer seus erros" (...), como se bastasse ao PT (e Cia Ltda.) reconhecer a incompetência administrativa, a prostituição na política e a corrupção absurda durante os seus 13 anos de governo. Caro ex-presidente, para a grande maioria dos brasileiros, pouco importa o PT assumir seus erros e até mesmo pedir desculpas; o estrago foi muito maior. Não foi somente roubar e quebrar o País, a "esquerda petista" nos deixou muitos analfabetos funcionais, e, ainda que o próximo governo alcance os resultados desejados pelos brasileiros, o caos nas universidades públicas, a divisão da sociedade, o ódio de classes podem perdurar bem mais, mesmo que tenhamos quatro anos bem-sucedidos na economia, na segurança, na saúde e na educação. Portanto, "reconhecer os erros" não é suficiente para perdoá-la.   

Evelin da Cunha Cury evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

*

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA

Que vergonha para o futebol argentino, Que vergonha "esportiva" para o mundo. A solução simples e apolítica (sem corrupção) seria como foi já feito no Brasil. Os dois times considerados campeões (empataram em 2 a 2 no primeiro jogo) já receberam as entradas. Dividem o título e, como castigo (art.5 ou 6), estão suspensos por um ano de participarem de torneios internacionais. Informem a Fifa da decisão. Só isso e ponto.

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

*

CAMPO DE MARTE SERÁ DESATIVADO

É impressionante, prezados leitores, mais uma vez a Prefeitura de São Paulo vai colocar tramela na porta depois de arrombada. Desta vez é o Campo de Marte, que, aliás, ouço dizer desde a gestão de Prestes Maia que ele será desativado. A queda de um avião na sexta-feira, com a morte do piloto e vários feridos, acredito ser a nona ou a décima queda em plena decolagem nos arredores do aeroporto, e o mesmo acontece com o Aeroporto de Congonhas. Toda vez que cai um avião aparece um político dizendo o que tem de e o que precisa ser feito, mas, na realidade, nada se faz, nada se cumpre, tudo não passa de politicagem, de promessas que certamente nunca serão cumpridas. Em outras palavras, conversa para boi dormir.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

PROTESTOS NA FRANÇA

Na França, o rei está nu, vestindo somente um colete amarelo. Manifestações tomaram conta da França após Macron implementar seu imposto ecológico. O povo não quer mais impostos. O povo não aguenta tantos impostos. O povo não acredita mais no aquecimento global, cuja verdade científica está sendo contestada por muitos cientistas de renome. O povo não confia em seus sindicatos nem no politicamente correto prevalente na mídia. O povo se sente sem voz. Uma Revolução Francesa pode estar nascendo, ameaçando os pilares e a estratégia filosófica da União Europeia. O governo francês não esperava que o movimento durasse ou que fosse se expandir. Não custa lembrar que a Revolução Francesa ocorrida em 1789 foi motivada por uma crise fiscal que irritou o povo, e a ela se somou a incompetência de Luis XVI.  Os ideais só vieram depois. Macron foi eleito para promover mudanças. O povo quer mudar, mas não as mudanças que Macron propõe. Macron quer mudar a França, mas não mudar o seu programa. Ou ele age rápido mostrando uma competência que lhe faltou até agora ou, talvez, seja melhor ir se preparando para uma saída à francesa.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.