Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2018 | 03h00

CONTAS PÚBLICAS

Pautas-bomba natalinas

Os Papais Noéis do Congresso Nacional querem distribuir R$ 94 bilhões em presentes de Natal a seus amiguinhos. São as pautas-bomba que eles passam para o presidente Michel Temer deixar para o próximo governo. E adivinhem quem vai pagar esses R$ 94 bilhões. Nós, que ainda acreditamos em Papai Noel!

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Irresponsabilidade fiscal

Os prefeitos argumentaram que o governo federal aprovou muitas desonerações fiscais nos últimos anos, diminuindo a capacidade arrecadatória de Estados e municípios, com a anuência do Congresso. E que servidores efetivos e inativos não podem ser retirados da folha de pagamentos. Por que, então, alegam, eles deveriam ser presos ou impedidos? Foi um “caloroso” virem-se, deputados. Mas nós é que continuamos pagando a conta da incompetência.

MARCELO KAWATOKO

marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

Patos mancos

As pautas-bomba no Congresso mais parecem vingança dos não reeleitos contra a Nação. Ao permitir que 1.700 prefeituras descumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal, os parlamentares transferem o problema para o governo federal, avalista das dívidas municipais. Espera-se que o presidente Michel Temer não sancione esse projeto. O Senado já ousou e Temer cedeu no caso do inoportuno reajuste de 16,38% para os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. As equipes de transição de Temer e Jair Bolsonaro precisam agir para impedir mais desatinos legislativos. Pelo visto, tudo o que esses parlamentares patos mancos votarem nos próximos dias tende a ser contrário ao interesse nacional e servirá ainda para ampliar a péssima imagem que o povo tem da classe política, principalmente dos ocupantes do Poder Legislativo. Recesso já!

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Poderes contra o povo

A propósito do plebiscito proposto por Roberto Macedo (16,38%? Três Poderes contra o povo, 6/12, A2), gostaria de adicionar um tema: a baixíssima produtividade da Justiça brasileira. Não é possível termos, além dos mais caros, os magistrados, promotores e defensores públicos que menos trabalham no mundo. São 60 dias de férias e 17 dias de recessos, além de feriados emendados e estendidos. Para essas categorias, a solução da própria ineficiência está sempre em mais concursos para mais servidores com mais supersalários, vantagens e privilégios.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

CORRUPÇÃO

Conspiração política?

O ex-ministro petista Antônio Palocci testemunhou que o então presidente Lula e seu filho Luís Cláudio receberam R$ 2,5 milhões pela prorrogação de medida provisória que beneficiava o setor automotivo e pela opção de compra dos caças Gripen, da sueca Saab. Mais uma ótima oportunidade para novamente se apurar se todas as acusações contra Lula fazem parte de uma gigantesca conspiração política contra o PT, como alega, ou se é tão somente mais um dos muitos crimes que afloram, seguidamente, de um bando criminoso que tem, convenientemente, uma ligação político-partidária.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

O pai dos pobres

Renovação de medida provisória decidida por Lula para beneficiar montadoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste teria rendido ao Lulinha R$ 2,5 milhões. Enquanto isso, o IBGE noticia o crescimento da pobreza no Brasil, atingindo 54,8 milhões de pessoas. Mais uma prova inequívoca da honestidade do presidiário Lula da Silva, que ousou se comparar a Getúlio Vargas.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Mazelas do PT

Quando o presidente eleito assumir e sua equipe começar a levantar toda a roubalheira, se verá que o Brasil, se tudo der certo, levará anos e mais anos para se libertar do lulopetismo. Só então o povo incauto entenderá para onde estava sendo levado.

URIAS BORRASCA

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

BOLIVARIANISMO

Quarto mandato na Bolívia

A possibilidade de disputar o quarto mandato consecutivo, conforme autorizado pelo Tribunal Eleitoral boliviano, é claramente inconstitucional. O referendo de 21 de fevereiro de 2016 rejeitou uma nova reeleição de Evo Morales. Uma vez manifestada a vontade popular, esta passa a ser vinculante e não pode ser desrespeitada. A única maneira de modificá-la é mediante nova consulta popular. O personalismo e a centralização de poder no presidencialismo latino-americano, com reeleição indefinida, levou às atuais graves crises políticas na Nicarágua e na Venezuela. Infelizmente, a Bolívia pode seguir o mesmo caminho. As instituições democráticas perdem legitimidade e acabam ficando em risco quando a esquerda não aceita a alternância de poder e altera regras para permanecer no governo.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

A FRANÇA E O CLIMA

Coletes amarelos

Os franceses estão mostrando que a maioria das pessoas é a favor de mudanças para controlar o clima, mas desde que bancadas pelos outros. Quando foi apresentada a conta que cada um teria de pagar, todos se revoltaram. Esse é um bom exemplo para aqueles que ficam prometendo um mundo ideal sem mostrar o preço que isso terá.

MARCOS DE LUCA ROTHEN

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

Sem interferência de ONGs

Os franceses, a meu ver, estão com a razão ao rejeitarem os impostos para controlar um problema climático que nem é exclusivo deles. Se o presente é próspero e superavitário, tudo bem, mas se não é, como na maioria absoluta global, não há razão para assumir compromissos visando a garantir o meio ambiente num futuro longínquo e incerto. Sugiro que as contribuições para defender o meio ambiente sejam calculadas por uma fórmula que leve em conta uma média aritmética ponderada do IDH e do PIB de cada país, cobradas exclusivamente pela ONU. Quanto maior o resultado médio, maior a contribuição.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DIA DA JUSTIÇA


Dia 8 de dezembro, quando é comemorado mais um Dia da Justiça, eu com alívio me lembro de que, estando o fórum fechado, não se comete injustiça!


Sylvio Moraes de Almeida juniaverna@uol.com.br

São Paulo


*

O STF É UMA VERGONHA


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, enviou na quarta-feira, dia 5/12, ofício à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pedindo providências sobre “ofensas dirigidas à Corte pelo advogado Cristiano Caiado de Acioli durante voo de São Paulo para Brasília, dia 4”. O advogado abordou o ministro Ricardo Lewandowski asseverando “ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”. O ministro respondeu ao advogado e pediu ao comissário de bordo que acionasse a Polícia Federal para prendê-lo. Já em Brasília, o advogado foi levado à Polícia Federal para prestar esclarecimentos. É um escárnio e uma torpeza o que fizeram com o advogado. O ministro Luís Roberto Barroso estava no mesmo voo e não foi importunado. O desabafo do dr. Cristiano é externado expressamente há anos ao STF por inúmeros brasileiros inconformados com decisões estapafúrdias, extravagantes, impertinentes e até dissuasórias de seus ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, principalmente. Lembremos as liberdades concedidas, por exemplo, a Salvatore Cacciola, Henrique Pizzolato, a traficante preso em flagrante com 211 kg de cocaína (ministro Marco Aurélio), liberdade concedida três vezes ao empresário Jacob Barata, entre outros casos lamentáveis (ministro Gilmar Mendes), decisões a favor de Lula (ministro Lewandowski), liberdades contínuas e inconsequentes concedidas pela segunda turma do STF com os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowski, sempre escabrosamente unidos (manobra de Toffoli resultou na soltura de José Dirceu, que estava preso condenado a 30 anos e 9 meses de prisão pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre). No presente imbróglio, é de causar estarrecimento que um ministro do STF renegue a liberdade de expressão e exorbite de seu cargo para fazer ameaças descaradas a quem o critica, sem reconhecer que é um homem público susceptível a receber comentários desfavoráveis. Juízes manifestaram solidariedade a Lewandowski, e a Ordem dos Advogados do Brasil, não fará o mesmo com o advogado Cristiano Caiado de Acioli?


Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos


*

A IMAGEM DO SUPREMO


Lendo o “Fórum dos Leitores” e, também, com muito orgulho, a coluna de Eugênio Bucci no “Estado” de quinta-feira (“O Supremo entre a imagem e a palavra”, 6/12, A2) – este autor meu conterrâneo, cujos pais foram meus professores no ginasial de antigamente (a mãe, de Inglês, e o pai, procurador de Justiça, de Moral e Cívica) –, não podia esperar atitude mais digna do jornalista. Parafraseando o ditado “a voz do povo é a voz de Deus”, não podia esperar outra performance do articulista a respeito do nosso STF e completar dizendo que comungo com todos os brasileiros envergonhados de tais autoridades. Gostaria, por último, de pedir, se me permitem, que sejam mais objetivos, a TV Justiça não é palco, o Brasil espera rapidez e conteúdo, muita explicação às vezes é subterfúgio para encobrir ideologias e interesses outros não confessáveis.


Itamar Carlos Trevisani itamarcarlostrevisani@gmail.com

Jaboticabal


*

‘O STF ENTRE A IMAGEM E A PALAVRA’


A superexposição realmente “banaliza a reputação dos ministros e fragiliza a casa da justiça”, mas a exposição das sessões plenárias do STF, através da TV Justiça, continua “sagrada” para garantir a transparência.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


*

O SALÁRIO DOS MINISTROS


O “Estado de S. Paulo” de 6/12 trouxe em sua tradicional página A2 os artigos de dois eminentes articulistas do periódico, Roberto Macedo (“16,38%? Três Poderes contra o povo”) e Eugênio Bucci (“O Supremo entre a imagem e a palavra”), que, se não se completam, com certeza se contradizem. Explico. Roberto Macedo tece suas considerações a respeito entendendo ser “inoportuno, injusto e aético” o reajuste salarial outorgado aos ministros do STF recentemente. Primeiramente, confunde o articulista a oportunidade econômica, financeira ou fiscal com a oportunidade legal, ou, no caso, constitucional. Está claro que a situação da economia brasileira é crítica, mas em momento algum se poderá dizer que para ela concorreu, mesmo de leve, o Poder Judiciário. Por outro lado, em se tratando de “reajustamento” de vencimentos, há que observar o quanto vem disciplinado pela norma de regência, no caso, a Constituição federal. Os ministros do STF, e assim todos os membros do Poder Judiciário – seus juízes – percebem subsídios fixados em “parcela única”, vedado o acréscimo de qualquer outra verba de natureza remuneratória, gratificação, adicionais, abonos, prêmio ou verba de representação, obedecido, em qualquer caso, “o disposto no artigo 37, X e XI” (Constituição federal). Ora, segundo o referido inciso X, do artigo 37, a Constituição federal impõe que tais subsídios “somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”. Pois bem, o que os juízes, através de suas associações, vinham reivindicando e tiveram, agora, atendidas tais reivindicações, inclusive através de uma árdua negociação que envolveu o cancelamento de pagamento de auxílio-moradia, que vinha sendo pago como uma espécie de substitutivo da falta de reajustes nos subsídios, desde 2015, era o cumprimento do quanto disposto no artigo 37 da Constituição, descumprido desde então. Se se chegou a um índice de 16,38% para essa reposição, foi para atender exatamente à situação caótica da economia, eis que o total da defasagem causada pelo descumprimento do referido artigo 37 chega a índice superior a 40%. Por seu turno, e já por isso, tal reajustamento, ainda que em importância inferior à devida, para uma recomposição plena, mostra-se justa e ética, considerando-se o parâmetro par tais conceitos exposto pelo próprio articulista, ou seja, “a avaliação que se assenta em verificar se a decisão beneficiou ou não o bem comum”. Pois bem, respondendo a isso, reporto-me ao artigo, na mesma página, de Eugênio Bucci, quando afirma “o que nem todo mundo percebeu, ao menos no Brasil, é que há uma incompatibilidade intransponível entre a natureza da função de julgar e a natureza dos holofotes da indústria do entretenimento e da imprensa sensacionalista”. A pretexto de “democratizar” a Justiça, e sob a ideologia da servidão jurídica e do acesso de todos ao Judiciário, distorceu-se o Poder do Estado transformando-o com a “submissão do poder jurisdicional ao poder político central, de modo a distorcerem-se interpretações constitucionais para atender a interesses ocasionais, e de gestão pública”. Entretanto, com os novos tempos em marcha, concordamos com Eugênio Bucci quando ressalta que “nossa democracia espera de seus juízes que eles assegurem a vigência dos direitos fundamentais e saibam fazer valer os freios constitucionais contra o arbítrio”. Para que se consiga restaurar a dignidade judicial, a fim da consecução do bem comum, ou da segurança jurídica dos jurisdicionados, no exercício do Poder de Estado, é que se buscou e se está conseguindo, a duras penas, o restabelecimento da ordem, com a restauração da dignidade do juiz, mediante vencimentos justos. No mesmo sentido de Eugênio Bucci, podemos concluir que “compete ao magistrado, como bom missionário do Direito, a necessidade sempre maior de oferecer às suas elevadas funções e sublime inspiração das melhores virtudes humanas, pois só assim poderá realizar a sua vocação não importa com que sacrifícios, mas cumprindo a grandeza do próprio destino da Justiça” para a realização do bem comum, mediante “a força de um idealismo e não simplesmente uma carreira despida de elevado objetivo”.


Genesio Vivanco Solano Sobrinho vivanco2@terra.com.br

São Paulo


*

BOLSONARO E A AMAZÔNIA


Dias atrás, assistindo ao programa “Estúdio I”, na Globo News, quando menos eu esperava, o jornalista Octavio Guedes me esclareceu sobre a origem do argumento, repetido à beça pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, sobre por qual razão é contra o Acordo de Paris. Sempre vem alegando que o acordo implica o Brasil perder a soberania no eixo das calhas dos Rios Solimões e Amazonas. Eu li o documento aprovado pelo nosso Congresso e sancionado pelo presidente Temer, e não encontrei nada a respeito. Mas o jornalista Octavio fez a mesma pesquisa e descobriu a origem de tal argumento. E não é que se trata de uma falácia? De fato, o projeto que ele cita como fazendo parte do Acordo de Paris é uma proposta de uma ONG colombiana para internacionalizar aquela faixa da Amazônia, que seria entre o Brasil, a Venezuela e a Colômbia. Está longe de ser um órgão de qualquer governo estrangeiro. Para utilizar um anglicismo em moda, é “fake news”. Se alguém da equipe de Bolsonaro lhe passou essa informação errada, não pode ocupar nenhum cargo em seu governo. Dispensável citar, aqui, que outras declarações extemporâneas do presidente eleito já vêm causando problemas ao País. Exemplo significativo é o Programa Mais Médicos, cuja manifestação sua provocou a retirada dos médicos cubanos de imediato, pegando o governo de calças curtas. Idêntica providência poderia ter sido tomada depois da sua posse, com o devido planejamento, para substituí-los sem nenhum problema para a população. Como bem disse o dr. Dráuzio Varella, depois dos sacrifícios do estudante e da sua família para chegar à formatura, os jovens médicos preferem trabalhar nas cidades para, inclusive, poderem fazer as especializações, o que será impossível nas regiões mais afastadas. O governo deveria, portanto, planejar um currículo para a formação de médicos, por exemplo, assemelhados aos tecnólogos na área de engenharia, capacitados a diagnosticar as doenças dos seus pacientes e os medicamentos a serem administrados, numa medicina preventiva. O presidente do Brasil também não tem o direito de se aliar ao presidente Donald Trump, pois será o povo brasileiro que pagará a conta que certamente virá, salgada e a troco de nada. A mudança de atitude, a preocupação em não falar nada que possa comprometer sua administração e, muito menos, o País, além de não o expor ao perigo desnecessariamente, vêm junto com os votos que o elegeram para presidente.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

O NOVO GOVERNO E O ACORDO DE PARIS


É humilhante para o Brasil que o presidente eleito e seu filho, o deputado jeca do boné, em troca de um afago de Donald Trump e de seu indizível assessor John Bolton, saiam por aí a dizer o que lhes vem à cabeça, sobre temas delicados como o Acordo de Paris, que foi assinado pelo Brasil após décadas de trabalho dos mais respeitados climatologistas, apoiados por diplomatas competentes e bem preparados. E é ridículo que o futuro chanceler, Ernesto Araújo, escreva em seu blog uma idiotice como esta: “A esquerda sequestrou e perverteu a causa ambiental, criando a ideologia da mudança climática”, também chamada de “climatismo”, que consistiria no “ajuntamento de dados que possam sugerir uma correlação entre aumento da temperatura e aumento da concentração de CO2 na atmosfera”.


Joaquim de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro


*

MÁ VONTADE


É lamentável a má vontade do novo governo brasileiro com as questões ambientais. Enquanto o mundo anda para a frente e evolui, o Brasil faz questão de se manter atrasado. A Europa começa a anunciar o banimento dos combustíveis fósseis, a China está fazendo gigantescas usinas solares, a Holanda desenvolve métodos muito mais produtivos na agricultura, a Índia faz enormes ações de reflorestamento. Nada disso comove o governo brasileiro, que já decretou que as mudanças climáticas são bobagens e que é preciso expandir a fronteira agrícola, removendo os obstáculos como a Amazônia e o Cerrado. É fundamental para o futuro do País que o novo ministro do Meio Ambiente seja uma pessoa alinhada aos importantes avanços que o mundo todo está realizando nas questões ambientais, e não um fóssil do passado.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE


Diante do impasse, sugiro o nome para a pasta adotado pelo governo francês: Ministério da Transição Ecológica e Solidária. Tem o mérito de apontar para a ecologia como cultura e valor agregado para o agronegócio.


Juarez Correia Barros Júnior juarezcorreiabarros@gmail.com

São Paulo


*

ÁREA PROTEGIDA


As instituições, ao longo dos últimos anos, sofreram degradações por meio da corrupção que ali se instalou. Continuam funcionando precariamente. Os Três Poderes foram contaminados; a maioria dos protagonistas está presa e suas defesas continuam a ocupar o tempo do STF. Uma das únicas instituições que ficou blindada foram as Forças Armadas. Elas ficaram longe da política e o povo ainda as tem como a tábua de salvação do País. O presidente eleito entendeu que ale estava a reserva florestal da ética, disciplina, hierarquia e da ordem. Ali estavam os cidadãos que poderiam compor sua equipe de governo. Suas escolhas apontam a direção certa para a recuperação econômica, social e ambiental do País.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


*

A MINISTRA PASTORA


A bancada evangélica, crescendo em todas as grandes metrópoles e mais ainda pelos mais pobres e longínquos rincões do País, acaba de conquistar um troféu invejável e raro, que é a conquista de um ministério no governo do presidente Jair Bolsonaro. Trata-se da pastora da Igreja Quadrangular Damares Alves, assessora parlamentar do senador Magno Alves (PR-ES). Damares foi nomeada ministra do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, não sendo inverdade. Bolsonaro não agradou aos representantes das demais igrejas por ter o presidente recebido uma lista “tríplice”. Das três sugestões, só uma prevaleceria. Queiram os santos, duendes e elfos inspirem uma defesa da mulher na nossa sociedade, porque já ultrapassou os limites a onda de feminismo no Brasil.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


*

ANTIABORTO


Toda pessoa abortista é um contrassenso personificado, já que está viva para defender suas ideias, por não ter sido abortada. É um paradoxo defender a morte no ventre alheio, por ter escapado dela no ventre da própria mãe. Enfim, os ativistas dessa sinistra causa propugnam a morte do outro só porque estão vivos e não foram calados pelo aborto. Sendo assim, que moral esses “exterminadores do futuro” têm para refutar a pastora Damares Alves, futura ministra antiaborto do governo Bolsonaro?


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


*

UMA BOMBA


Convenhamos, a montagem do ministério de Jair Bolsonaro tem tudo para dar errado: ministros com superpoderes, Guedes e Moro, militares sem tarimba e conhecimento tanto da pasta quando da política e evangélicos radicais intolerantes. Uma bomba que pode explodir muito rápido.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

ÔNIX


O ministro Ônix Lorenzoni, guando indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, era como se fosse um diamante de elevado valor, e muito bem lapidado, mas com este caso de caixa 2 em que está sendo acusado, essa pedra comprova, ou seja, é uma pedra ônix, de muito baixo valor e muito mal lapidada.


José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava


*

RETA FINAL


Já estamos na reta final da transição política e democrática, que se encerrará quando o presidente Jair Bolsonaro subir a ponte de comando “a fim de levar Brasil junto à flotilha das Nações vencedoras”. Certamente não haverá somente alegria, pois àqueles que nada fizeram e só roubaram, e que são fãs do “prisioneiro curitibano”, não representarão nada diante da equipe que será dirigia pelo presidente capitão. Boa sorte.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


*

PREJUDICAR


A canadense Bombardier, a maior concorrente da Embraer, associou-se à gigante europeia Airbus. Boeing e Embraer selaram joint-venture como forma de enfrentar as poderosas concorrentes, mas, como sempre, apareceram quatro “petralhas” para atrapalhar a negociação, impetrando ação judicial melando a união. É o partido de Lula apostando sempre no “quanto pior, melhor”.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

EMBRAER X BOEING


Quando penso que os “petralhas” não irão fazer mais nada, aparece mais uma, isso sempre com a conivência do Judiciário. Porque tem de ter o dedo deles sempre. É coisa comercial que envolve US$ 4,75 bilhões. Será que está faltando a “comissa” do ParTido?


Jose Roberto Palma palmajoseroberto@yahpoo.com.br

São Paulo


*

NOVOS TEMPOS


Realmente, já estamos respirando verdadeiros valores da justiça, da ordem e da paz social. Os policiais militares que recentemente mataram um bandido covarde em Valença (RJ) foram, pela ação, homenageados com medalhas e parabenizados pelo presidente eleito. Até há pouco tempo, o mesmo episódio teria como notícia de destaque a apreensão das armas e o afastamento dos policiais para responder a processo criminal. Direitos humanos eram para defender bandidos.


Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


*

RIO, CRIME E CORRUPÇÃO


O Rio de Janeiro está sob intervenção de forças militares visando à redução da ação de criminosos. Mas a ação de outros segmentos investigativos aponta para irregularidades do atual governador daquele Estado, Luiz Fernando Pezão, levando-o à prisão, a exemplo do seu antecessor, Sérgio Cabral. Como aceitar que pessoas de cargos maiores tenham tanta facilidade no desvio de verbas públicas? Mais do que nunca, os servidores precisam agir, para evitar o desprestigio de colegas que atuam de forma irregular ou se omitem.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

SÉRGIO CABRAL


Sérgio Cabral só deve sair da cadeia em junho de 2216! Isso, se os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli não ficarem com peninha e não o soltarem antes do réveillon, ou se for beneficiado com um generoso indulto de Natal de Temer. Aí tem festa de guardanapo em Paris! Brasil, engane-nos, que nós gostamos!


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

NOVO BRASIL


Justiça dos EUA acompanha a investigação sobre os portos (“Estadão”, 4/12). Acho que vai sobrar para o quase ex-presidente Michel Temer.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

SUGESTÃO


Nosso novo presidente quer pôr a casa em ordem e precisa de nossa colaboração. Que tal alterar para a realidade necessária, a quantidade de vereadores das cidades? Isso sem tocar no exército de auxiliares, tudo para onerar o já espoliado povo com tantas obrigações. Jaú, com 146 mil pessoas, precisa de 17, o máximo previsto na Constituição? Por que não 9 ou, melhor, 7, um número ideal, evitando a grave oneração existente à população? Caro presidente, não se esqueça dessa mudança, em benefício das cidades de nosso país.


Italo Poli Junior italipoli10@gmail.com

Jaú


*

OPERAÇÃO ‘SEM LIMITES’


Um esquema criminoso envolvendo o pagamento de US$ 31 milhões a funcionários da Petrobrás foi o alvo da 57.ª fase da Operação Lava Jato, realizada na quarta-feira (5/12), com a expedição, pela Justiça Federal do Paraná, de dezenas de mandados de intimações, de busca e apreensão e de prisões preventivas. Isso é muito prejudicial para a nova campanha publicitária veiculada pela empresa, que traz a ideia de que as antigas mazelas já foram resolvidas e que uma nova empresa surgiu, sem os comprometimentos do passado. Porque acontece serem como o cristal determinados fatos e alguns sentimentos, difíceis de colar e de serem reparados, uma vez quebrados. Precisaremos de muito tempo.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

TRADING


Cada dia mais somos surpreendidos pela corruptocracia do PT, amplamente disseminada por todos os lugares onde se possa imaginar, inclusive na insuspeita área de trading da Petrobrás, na qual também havia margem de manobra para muitos malfeitos, alvos da recente Operação Sem Limites, que tenta desvendar o que se passava lá. Fica sempre a pergunta se nesta área internacional do comércio petrolífero não há e haveria mais desses delitos praticados lá fora por todos.                   


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


*

CAIXA PRETA


No Tribunal de Contas da União estão tramitando centenas de processos sobre a Caixa Econômica Federal (CEF). Dizem os entendidos do governo Bolsonaro que a caixa preta do BNDES e a da Petrobrás ficarão “ruborizadas” com os achados na CEF. É o Brasil mudando!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

CRIMES E CRIMES, VÍTIMAS E VÍTIMAS


Noto a diligência com que a imprensa trata do caso Marielle. Correto que se investigue, que apurem os culpados e que os penalizem com o rigor da lei. Mas em minha alma fica uma questão: por que se cobra tanto a solução para este caso, e outros são literalmente abandonados/esquecidos? Lembremo-nos dos casos de Celso Daniel e Toninho do PT, de Campinas. Familiares destes dois cidadãos cobram até hoje investigação e indicação de culpados, e a imprensa calada. Por que isso? Temos cidadãos com respeitabilidade diferenciada? Ou o assassinato de homens vale menos que o de mulheres? Por que o Estado não se engaja numa campanha para cobrar das autoridades igualdade de tratamento? O caso específico de Celso Daniel é uma aberração. Mataram o ex-prefeito, em seguida mataram 7 das 8 testemunhas, obrigaram parentes a irem viver em outro país, e nada da imprensa trabalhar em cima disso. Convido o “Estado” a fazer algo a respeito.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


*

ROUBO NO MARANHÃO


Bandidos roubaram o Banco do Brasil na cidade de Bacabal e levaram R$ 100 milhões dessa agência. Seria interessante que o banco esclarecesse ao público o que fazia essa soma enorme nesta cidade no Estado do Maranhão. A quem se destinava essa imensa caixa dois? Certamente, não era para pagar o Bolsa Família da região. Seria bom que o Ministério Público investigasse quem é o político destinatário desse valor. É incrível, está tudo podre em nosso país? Como é possível que uma empresa como o Banco do Brasil possa estar envolvida com essas fraudes?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO


É assustadora a decisão da Justiça Militar paulista de arquivar processo do policial militar que matou um rapaz de 20 anos por “disparo involuntário”, em São Caetano do Sul (4/12). Está dado o salvo-conduto para que a Polícia Militar mate pessoas inocentes impunemente. A própria existência da Justiça Militar já é algo anacrônico e um retrocesso. Policiais militares deveriam ser julgados na Justiça comum e responder efetivamente pelos seus atos. O Brasil, hoje, é cada vez mais um país inimigo dos direitos humanos e da justiça. Viramos uma terra sem lei e bárbara, onde a Polícia pode atirar primeiro e perguntar depois.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


*

NOVO GOVERNO DE SÃO PAULO


O que o governador eleito de São Paulo vai fazer com dois órgãos absolutamente inúteis e parasitas de nosso Estado como o Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa? Nas últimas décadas, essa turma não produziu nada de positivo, gastou nosso dinheiro e foi conivente com todos os escândalos de desvio de dinheiro público, obras superfaturadas, etc. Gente que ganha muito bem para fazer isso?


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


*

FOGOS DE ARTIFÍCIO NO RÉVEILLON PAULISTA


Já que não existem fogos de artifício totalmente silenciosos e o seu espocar faz parte há muito do tradicionalíssimo ritual da passagem de ano, uma ideia que contemple a todos – público, hospitais da região da Avenida Paulista, autistas e cães – pode ser a simples redução do tempo de foguetório dos habituais 15 minutos para apenas três. Afinal, fogos sem barulho são como filme mudo, champanhe sem bolhas, Chopp sem colarinho, pipoca sem sal, futebol sem gols. Espoca, São Paulo! Feliz ano-novo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

PARIS EM CHAMAS


O veterano correspondente Gilles Lapouge, em sua coluna de 6/12, “Dias perigosos em Paris” (página A16), faz uma análise incrivelmente perspicaz da grave situação na França, que pode se degenerar num caos incontrolável, inflamando a França e, quiçá, a Europa. Ele compara os atos desencadeados pelos Coletes Amarelos com os eventos da Primavera Árabe e com os de Maio de 1968. De fato, os manifestantes, cujos atos de vandalismo incluíram o bloqueio de estradas e a pichação do túmulo do soldado desconhecido sob o Arco do Triunfo, foram validados pelo recuo do presidente Macron em aumentar os impostos sobre combustíveis, e foram comparados com ogros insaciáveis. Será que refrearão o seu apetite pantagruélico hoje ou, pelo contrário, deixarão o seu ódio aflorar como um lança-chamas a destruir uma cultura milenar?


Silvana Jacques Ibrahim silvanaib10@gmail.com

São Paulo


*

O CENTRO FRANCÊS


O tão badalado centrista Macron já está virando Micron. O Centro, bom para todos, não existe!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


*

FINAL DA COPA LIBERTADORES


Que decadência! O Estádio Santiago Bernabeau, do Real Madrid, vai ser palco da final da Copa Libertadores da América, entre Boca Juniors e River Plate. Palco por onde passaram Di Stefano, Puskas, Evaristo, Canário, na década de 60, e, mais recentemente, Zidane e outros galácticos vai arranhar sua imagem com uma “pelada” de terceira categoria. Nem deveria ter a disputa. Pelo que fizeram os torcedores do River na Argentina, o Boca Juniors deveria ser declarado campeão e o River Plate ser punido com suspensão de dois anos da Libertadores.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.