Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2018 | 03h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Novos rumos

Está praticamente formado o Ministério do governo de Jair Bolsonaro. Parece competente e bem-intencionado. Mas treino é treino e jogo é jogo...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Primeira linha

Se todos os auxiliares do presidente eleito forem da estirpe do general Augusto Heleno Ribeiro Pereira (futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), o otimismo é justificável. Conhecendo-o há mais de 50 anos, afirmo ex cathedra tratar-se de um patriota, intelectualmente brilhante e moralmente incorruptível.

EDUARDO A. SICKERT P. DE MELO

vovonumero1@hotmail.com

Marília

Estado laico

É assustador ver uma pastora evangélica que deverá assumir o futuro Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos dizer que sua igreja vai mudar a Nação brasileira. O que ela quer dizer com isso? Que o ministério sob sua chefia vai trabalhar para que todos os brasileiros se convertam em evangélicos...? Alguém precisa avisá-la de que a pasta que vai ocupar é laica e ela deverá trabalhar para o bem de todos os brasileiros, independentemente de suas crenças.

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

Isenção

A futura ministra Damares Alves, sendo pastora, terá a isenção necessária para discutir e deliberar sobre assuntos da sua pasta acima de suas crenças pessoais? Ou estaremos todos sujeitos a elas?

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Guerra das bancadas

O presidente Bolsonaro não pode ficar refém das bancadas da bala, da Bíblia, do boi nem de nenhuma outra. Ele precisa de livre trânsito para realizar suas propostas, cumprir suas promessas de candidato. Assim, não parece justa a rebelião da bancada evangélica porque Magno Malta deixou de ser participante do governo. Muito mais importante para o Brasil é que todas as bancadas fiquem atentas ao cumprimento do que foi prometido em campanha, exercitando suas influências para o adimplemento obrigacional eleitoral. Tudo sem toma lá dá cá.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Governabilidade

Tenho lido e ouvido muitos comentaristas políticos, professores, colunistas, etc., criticando o tom bolsonarista, do próprio presidente e de jovens deputados eleitos que não concordam com o tal toma lá dá cá. Dizem os citados acima que será impossível fazer um governo sem os habituais conchavos. Afinal, se até hoje o sistema sempre foi esse... Agora, que me respondam esses críticos: e o governo funcionou? Vamos deixar que se tente fazer algo novo, chega das maracutaias da velha corja de políticos. Se não der certo, então, procuremos outros meios.

SENIZE ALONSO

senizealonso@ig.com.br

Taboão da Serra

‘Plano Real’ de Sergio Moro

O mais eficiente – e disponível – “Plano Real” contra o crime depende unicamente do Judiciário e do Ministério Público: basta que se cumpra a legislação penal vigente, sem tolerâncias nem condescendências com os criminosos. Também já passa da hora de pôr ordem na casa e acabar com a “farra” nas penitenciárias por ocasião das visitas dos advogados pombos-correio do crime. Sem esquecer, óbvio, a necessidade de tomar providências quanto aos honorários advocatícios oriundos do crime, uma das maiores lavanderias de dinheiro da República.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Coaf investiga

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está investigando operações de componentes da família Bolsonaro. Eu apoio essa investigação e todas as que investigarem membros dos três Poderes, tanto federais como estaduais e municipais. Mas fico intrigado pensando por que o Coaf não teve a mesma atuação nos governos do Lula e Dilma. Terá sido por medo de sobrecarga...?! E os Tribunais de Contas, cujas descobertas a mídia nunca noticia?

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Pés no chão

A família Bolsonaro precisa acordar do sonho longínquo de que poderia chegar à Presidência da República e ter o deputado mais votado de 2018, tem de pôr os pés no chão. Sem desmerecer a vitória significativa, é importante compreender que não se tratou apenas de mérito pessoal e que se deve considerar também o contexto da negação de “tudo isso que está aí”, que com certeza alavancou parte da vitória da família no pleito. Pôr os pés no chão fará um grande bem a todos. Seus eleitores e não eleitores aguardam que os Bolsonaros o façam a tempo. O Brasil, em seu contexto global, é maior e mais complexo que a comunidade das redes sociais ou o condomínio na Barra, no Rio de Janeiro. Agradar a todos é missão impossível, mas é quase unânime a vergonha alheia ao observar certos comportamentos do filho deputado mundo afora.

VINÍCIUS RAMOS

macedo.ramos@gmail.com

Recife

Reforma da Previdência

Bolsonaro considera “fatiar” a reforma da Previdência, acreditando que assim será mais fácil aprová-la. Pode ser verdade, mas, por outro lado, o fatiamento dará mais força às corporações para que atuem em prol de que seus superbenefícios sejam mantidos intactos. O futuro presidente não pode deixar de considerar que a maior causa dos grandes déficits da Previdência não é a idade, mas sim o tratamento privilegiado dado a grupo de servidores públicos. Não há reforma da Previdência que seja digna do nome se o tratamento dos beneficiários não for feito de modo igualitário, para todos. Atenção, futuro presidente, arma-se uma armadilha para o senhor e para nós.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Enquanto não se separar previdência e assistência social nas contas públicas, a reforma previdenciária terá dificuldade de ser aprovada no Congresso. Esses conceitos precisam ser aclarados e separados para podermos resolver o imbróglio do Orçamento nacional, rumo à solução dessa pendência financeira.

JOSÉ DE ANCHIETA N. DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A POBREZA NO BRASIL

Segundo foi divulgado pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,8 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. Em um ano, 2 milhões de brasileiros entraram na extrema pobreza. Os governos de Lula e de Dilma Rousseff são responsáveis por este resultado lastimável, pois lançaram o Brasil na mais grave recessão de toda a sua história. Lula continua utilizando muito dinheiro em sua defesa, mesmo sabendo que cometeu crimes. A história não muda nunca: o dinheiro dos pobres é direcionado aos poderosos, ricos e com ótimos advogados. Ainda bem que os eleitores colocaram os petistas bem longe do poder, nas cidades, nos Estados e no Congresso Nacional.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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NOSSA TRISTE REALIDADE


Um em cada quatro brasileiros, 55 milhões de pessoas, estão em situação de pobreza, afirma IBGE. Esse pano de fundo para todos os cenários que são criados pelas situações e atuações políticas e jurídicas deveria moldar, de forma mais pragmática, e orientando para a melhor hermenêutica, todas as doutrinas que se apegam em fundamentalismos de letras de lei ou em corporativismos aparentemente legítimos, mas descolados, todos, de nossa triste realidade. Legalidades sem legitimidades, em nome do que quer que seja, podem estar fundamentadas nas letras da própria Constituição federal, mas jamais em seus verdadeiros princípios.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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OBSTÁCULO À PAZ


54,8 milhões de miseráveis habitam a “nação da pobreza” dentro do Brasil, o país das desigualdades iníquas e assombrosas. O verdadeiro grande problema do mundo é a desigualdade econômica. Tudo o mais é corolário. Não há progresso se a distribuição da riqueza não contempla todos. Um bilhão de seres humanos vive na pobreza, num mundo socialmente injusto e indiferente. Nunca haverá paz verdadeira enquanto pessoas e nações viverem em condições totalmente desiguais. Democracia pressupõe oportunidades iguais para todos.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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VERGONHOSO


A pobreza aumentou no Brasil nos últimos anos, apesar da ladainha do PT de que tinha tirado milhões dessa situação. Contudo, foi o próprio PT que nos levou a essa situação, em especial durante o governo de Dilma Rousseff, aquela que comprou Pasadena e que deixou um legado de desemprego monstruoso ao País. É lamentável e vergonhoso não vermos os dirigentes deste corrupto partido nada falarem agora, a respeito destes números do IBGE. Por quê? Porque, na verdade, o problema deles é o próprio bolso. Simples assim.


Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo


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CORRUPÇÃO NA SAÚDE


Mutretas até na compra de medicamentos! Sob suspeita, agora, o Ministério da Saúde, conforme matéria do “Estadão” de 6/12: “TCU coloca sob suspeita contrato de R4 220 milhões no Ministério da Saúde”. Para atender 7.813 pacientes com câncer de mama, recentemente o ministério pagou para cada frasco-ampola de trastuzumabe R$ 938,94. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) coloca sob suspeita um novo contrato, de R$ 220 milhões, em que o ministério pagava pela mesma medicação R$ 1.293,30 o frasco-ampola, ou 38% a mais do que nas compras anteriores. Recurso público pelo ralo... O laboratório que fornece o medicamento é a Tecpar, que é vinculada ao governo do Paraná.  Por causa dessa suposta irregularidade, o TCU em boa hora mandou reter 27,39% dos pagamentos, valor que equivale à diferença paga pelo mesmo medicamento. É nestas discrepâncias de valor detectadas pelo TCU que os recursos da saúde desaparecem no Brasil e deixam os pacientes do SUS humilhados pelo caos do atendimento.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DESCASO CUBANO


Está mais que comprovado e evidente que a decisão do governo cubano de deixar abruptamente o Programa Mais Médicos já estava tomada muito antes das declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, questionando o programa, pois já havia, há tempo, um acordo entre Cuba e o recém-eleito presidente mexicano, López Obrador, visando a remanejar 3 mil médicos cubanos do Brasil para o México. Isso demonstra claramente o descaso do governo cubano com a saúde da população brasileira carente que dependia do atendimento destes médicos, que nada têm que ver com questões políticas e é a parte mais frágil e sofrida desta cadeia bizarra de acontecimentos. Mais claro e contundente, ainda, é constatar que o país comunista caribenho usa com maestria o expediente capitalista de “vender” saúde para outros países, usando como moeda peculiar de troca os próprios médicos. Atribuir a interrupção do programa e suas consequências a Jair Bolsonaro é visão flagrantemente tendenciosa da questão.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ROUBO EM MEDIDA PROVISÓRIA


Diante do contundente depoimento do ex-ministro Antônio Palocci à Justiça do Distrito Federal, revelando o criminoso e condenável envolvimento direto de Lula na aprovação de medida provisória que prorrogou incentivos fiscais de montadoras de veículos instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sobretudo à Caoa (Hyundai) e MMC (Mitsubishi), a defesa do ex-presidente afirmou que as afirmações tinham o nítido objetivo de atacar a honra e a reputação de Lula. Diante da absurda assertiva, cabe perguntar: que honra e reputação?! Com efeito, cada um tem a banca de defesa que merece. Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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QUE COMPLEXIDADE?


O ministro Gilmar Mendes, alegando complexidade da matéria, pediu vista e adiou a decisão sobre mais um pedido de habeas corpus de Lula da Silva. De um lado, temos um ex-presidente apenado, preso e respondendo a mais oito processos. Do outro, um ex-juiz aclamado pelo povo, acusado de ter sido parcial. Não existe complexidade nenhuma, pois a voz do povo é a voz de Deus.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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ABSURDO JURÍDICO


O absurdo e mal fundamentado habeas corpus solicitado pelos “adevogados” do etílico, inculto e belo chefão prisioneiro deve ter sido solicitado no formato exigido pelo cliente, que tem ganas do juiz Sérgio Moro, que simplesmente aplicou a lei. Não dá para acreditar que não tenha sido de outra forma, pois misturar suspeição não provada, sem a oitiva do suspeito, envolvida neste infausto pedido é um absurdo jurídico. Na realidade, esse pedido deveria ter sido negado de pronto, e nunca ter ido ao julgamento da segunda turma do STF. Mas, ao que parece, o chefão continua no manche, e seus subordinados, atendendo às suas ordens. E o mundo, ao tomar conhecimento do que por aqui ocorre, gargalha. “Cosi, la nave va.”


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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SUPREMO FAVORECEDOR


Gilmar Mendes funciona assim (ele está lá para isso mesmo): ou liberta através de habeas corpus ou pede vista (mais tempo de análise), sempre objetivando a favorecer o criminoso. no caso, o ex-presidente e presidiário Lula da Silva.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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SERIA O MINISTRO UM ET?


Se surgisse no céu, contra o fundo de uma lua cheia, o ministro do STF Gilmar Mendes, pedalando uma bicicleta, não acreditem que seja uma obra de Steven Spielberg. Creiam que seja uma artimanha do presidente da República, em conluio com o Senado. As mais esdrúxulas decisões surgidas do STF, a maioria, sempre tiveram a chancela de Gilmar Mendes, sendo notórias as suas decisões de libertar da prisão os ratos que a Lava Jato havia aprisionado. A mais recente obra-prima do surpreendente gnomo da nossa imaginação é a proibição de entrevistas com Adélio Bispo dos Santos, o pau mandado que, por algumas moedas, foi convencido pelos adversários de Bolsonaro de que ficaria rico e famoso se tirasse do caminho do PT aquele empecilho. A atuação do ministro Gilmar Mendes tem se caracterizado por “escorregões” e “tombos” jurídicos que só denigrem a nossa Suprema Corte. Meu caro infante, este é o preço amargo de uma democracia que promete se transformar diante de nações com menores condições de estarem melhor no pódio dos grandes.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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DERROTA DE FACHIN


Que medo, o ministro Edson Fachin votou contra; mantendo a tradição, os demais votam a favor. Mais uma derrota do ministro Fachin.


Adilson Pelegrino apelegrino@terra.com.br

São Paulo


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ARITMÉTICA PROCESSUAL


Quatro ministros e um presidente. Dois ministros já votaram. O terceiro ministro pediu vista. Provavelmente, trará voto pronto. Impedido por circunstâncias, o quarto ministro se ausenta. Vota o presidente. Empata a votação. Empate pró-impetrante. Lula livre, leve, solto. Amplo, geral e irrestrito. Simples assim...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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UM TRIBUNAL PARA LULA


Fico orgulhoso de ver a defesa de posições das quais compartilho completamente, que este prestigioso órgão de imprensa exerce. Lamento, entretanto, que nunca vi tecer qualquer comentário sobre uma situação que incomoda todo o povo brasileiro. Vemos apelação atrás de apelação de advogados de Lula sobre a situação dele. Todos os processos têm sido julgados com agilidade. Será que ninguém se dá conta de que o que o STF está fazendo consiste num enorme privilégio a Lula? Se não, vejamos. Diversos políticos que têm investigações concluídas a respeito deles e mostram responsabilidades que permitem eventuais condenações estão sendo deixados para trás, casos destacáveis os de Renan Calheiros, Romero Jucá, Elder Barbalho, afora inúmeros cidadãos comuns, cujos processos estão na fila do STF há muitos anos, e nada. Não seria o caso de, com a credibilidade que ao “Estado” é devida, “cutucar a onça com vara curta”, denunciando o STF da prevaricação que ali se está praticando?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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SÁBIAS PALAVRAS


O “filósofo” e presidiário Lula da Silva, sempre arrogante, disse que o juiz Sérgio Moro “fez política, e não justiça”. Independentemente da infâmia, omitiu que “elle” próprio optou pela gatunagem, e não pela política honesta. Estas são palavras de um gozador fanfarrão. Como disse Gleisi Hoffmann, acertadamente, “querem que ele mofe na cadeia”. O povo bateu palmas!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O NATAL DO EX-PRESIDENTE


Senhores ministros do Supremo Tribunal Federal (SFT) Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, respeitosamente vos pergunto onde é que o presidiário Lula da Silva passará o Natal: na cadeia ou em casa? Lei? Ora, lei! Suas Excelências estão acima de tudo. Soltaram até o Zé Dirceu!


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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FELIZ ANO NOVO


Realmente, nosso país comemora um ano novo, graças ao expurgo de Lula e sua camarilha do poder, em face da eleição para presidente da República de Jair Bolsonaro. Espera-se que todos nós, brasileiros, sejamos felizes e que o novo presidente consiga levar avante a realização do mínimo de objetivos que, se concretizados, possibilitarão o soerguimento de nosso Brasil.


Ernesto José Dias ernestojdias@gmail.com

São Paulo


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PESQUISA


Em vez de solicitar à Procuradoria-Geral da República que adote “providências cabíveis” a respeito das ofensas disparadas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) durante episódio ocorrido a bordo de aeronave comercial, envolvendo o ministro Ricardo Lewandowski e o advogado Cristiano Calado de Acioli, quando este afirmou publicamente ter vergonha da Corte Suprema, o presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, bem que poderia, num ato de ousada autoavaliação, patrocinar uma pesquisa, a ser desenvolvida por um dos muitos institutos especializados, que vise a revelar o que leva um cidadão comum a se expor espontaneamente e declarar que a instituição que deveria inspirar o respeito da população é uma vergonha.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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OXIGÊNIO PARA A JUSTIÇA


O ministro Ricardo Lewandowski, que deu voz de prisão a um advogado que resolveu reverberar em pleno voo um sentimento contido na garganta de muitos brasileiros sobre as atitudes vergonhosas adotadas pelo STF nos últimos anos – seja quando a Corte mantém os direitos políticos de uma ex-presidente cassada ou quando manda soltar um renomado chefe de quadrilha (José Dirceu) condenado a mais de 30 anos de prisão, sem maiores explicações –, na verdade, é um defensor da plena liberdade de expressão, desde que ninguém critique o Supremo. A pergunta é: quando a PEC da Bengala será aprovada, antecipando de 75 anos para 70 anos a saída destes ilustres do STF, dando uma necessária oxigenada no Judiciário?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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SABE QUEM ESTÁ FALANDO?


Alguém sabe de algum criminoso cujo processo estava aos cuidados do ministro Ricardo Lewandowski que tenha recebido voz de prisão?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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IMPEACHMENT


O jurista Modesto Carvalhosa pede impeachment de Lewandowski. Está mais do que na hora!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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O OFENDIDO LEWANDOWSKI


Seria cômico, não fosse triste, a postura deste ministro que se sentiu ofendido por uma afirmativa feita por um colega de profissão. Agora pergunto: quantas vezes ele e seus “parças” Gilmar Mendes e Dias Toffoli ofenderam mais de 200 milhões de brasileiros, e nada aconteceu? Vou comentar apenas um deles, pois são tantos que seria difícil de relembrá-los: nenhum de nós chamou a polícia quando ele, contrariando todas as leis em vigor, impediu que no impeachment de Dilma Rousseff esta desastrada ex-presidente fosse considerada inelegível por oito anos. Felizmente, o povo deu a resposta nesta última eleição e ela não conseguiu se eleger senadora por Minas Gerais. É uma pena que a maioria destes togados se julgue super-homens e que estejam acima da lei.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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JURISPRUDÊNCIA DA VERGONHA


Lewandowski judicializou a sem-vergonhice. Será que vai criar jurisprudência?


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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REPERCUSSÃO


Não se viu em todas as mídias tamanha repercussão quando o ex-melhor presidente, presidiário em Curitiba, disse diretamente a Dilma o seguinte: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado”. Pois é, alguém sabe como o STF tratou ou respondeu a Lula naquela ocasião? Mostrem-me! Felizmente e tomara que o episódio entre o ministro Ricardo Lewandowski e o advogado Cristiano Caiado de Acioli tenha repercussão, ainda por muito tempo, em todas as mídias, e quem sabe até na mídia internacional. Isso acontecendo, os brasileiros de bem terão a grande oportunidade de julgar tal ação. O povo, e somente o povo, poderá dizer, realmente, quem tem razão.


Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo


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OFENSAS E OFENSAS


Ora, são dois pesos e duas medidas? O cidadão que disse sentia vergonha do STF foi motivo de ameaça de prisão. Eu pergunto: e quando Lula disse “nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada”, em diálogo com Dilma Rousseff, o que aconteceu?


Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito


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RESPONSABILIDADE


Sobre a “vergonha” do STF externada por um cidadão de livre e espontânea vontade e ameaçado de prisão pelo ministro Lewandowski a título de “defender a honra do tribunal”, seria interessante lembrar que, havendo falta de vergonha e suposta desonra, um dos responsáveis por ela é o próprio ministro Lewandowski, com seus votos pró-PT, desde o mensalão e, agora, em especial a soltura do condenado Lula.


Mario Cobucci Junior maritocobcci@gmail.com

São Paulo


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A HONRA DO SUPREMO


Honra? Que honra?


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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REFORMA ELEITORAL E POLÍTICA


Após o transcurso das eleições que elegeram presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, merece uma avaliação crítica o processo eleitoral, e uma profunda reformulação. Esta reforma do processo eleitoral é necessária para o aperfeiçoamento democrático das eleições em todos os níveis, e prevalecer a vontade popular. A primeira seria a coincidência dos mandatos e em consequência de eleições de quatro em quatro anos. O País não suporta fazer eleições de dois em dois anos, pois os gastos e a paralisação da máquina pública são evidentes, sem falar nos altos custos despendidos. Reeleição: será permitida a reeleição nos níveis municipal, estadual e federal, mas os detentores de mandatos executivos candidatos deverão licenciar-se com seis meses de antecedência. Por quê? Trata-se de uma disputa desigual, pois o detentor do mandato executivo usa a máquina pública contra os seus concorrentes, corrompendo o processo democrático. O financiamento público de campanhas é necessário para democratizar o processo eleitoral, pois os doadores de recursos naturalmente irão fazer dos seus candidatos seus representantes na máquina pública, o que, traduzindo em termos, significa tráfico de influência. É preciso, também, haver regras e critérios para a criação de partidos. Atualmente existem 35 partidos oficializados no Brasil, muitos deles criados como legendas de aluguel que se prestam para os fins mais inconfessos, inclusive para negociar vagas de candidatos, espaços em rádios e televisão. Merece, também, uma reflexão o voto de legenda nos pleitos para as Casas Legislativas, pois muitos que obtiveram expressiva votação e não conseguiram se eleger, ao passo que muitos candidatos com votação inferior vão assumir os mandatos. Os suplentes de senadores deverão ser aqueles que obtiverem a segunda maior votação após o eleito, e não na forma atual, pois os suplentes que atualmente exercem o mandato não têm votos. Não permitir as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Fim do voto de legenda. Deverão ser eleitos os mais votados em todos os partidos. Eis algumas sugestões para avaliações, análise e alterações no processo eleitoral, tornando seu aperfeiçoamento democrático.


Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte


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FIM DOS PALÁCIOS


O Brasil é um país pobre, grande parte da população vive em favelas, na mais absoluta miséria, convivendo com esgoto a céu aberto, muito distante da civilização. Isso torna ainda mais ridícula a disputa entre a União e Família Imperial pelo Palácio da Guanabara. Esse episódio patético deveria servir para que todos os palácios do País, que hoje servem de prefeitura e sede de governo, fossem transformados em palácios de utilidade pública: escolas, hospitais, museus, creches, parques. Todos os palácios brasileiros deveriam ser abertos e servir ao povo, e não aos governantes. 


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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UM MODELO


Somente agora Cuba permitiu acesso à internet a seus cidadãos. Um modelo!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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