Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2018 | 02h00

Pré-governo Bolsonaro

Fé na democracia

Impossível pensar em fatos isolados, principalmente nos relacionamentos sociais. O que leva o presidente eleito Jair Bolsonaro a dizer que “o poder popular não precisa mais de intermediação” tanto pode ser referência ao sucesso de sua campanha pelas redes sociais como estar ligado a seu conhecimento pessoal desse Congresso após longo convívio - e todos sabemos que esse Congresso é intratável. Poderíamos até, numa terceira hipótese, entrever ensaios de uma possível ditadura, mas nos parece que os militares estão pouco propensos a isso. Então, é prematuro aventar conclusões. Mas é importante que o novo presidente saiba, antes de começar seu mandato, que os 13 anos de petismo nos amadureceram para sabermos os procedimentos corretos para um bom governo. E somos as redes sociais, mesmo com a gritaria de muitos inconsequentes que ali estão só para atrapalhar o diálogo imprescindível numa democracia.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Parece-me que vivemos num país de surdos. Consta no artigo 1.º, § único, da Constituição que todo o poder emana do povo e deve ser exercido por seus representantes eleitos. Porém nossos representantes só trabalham em prol de interesses próprios e partidários. Se houver em nossos três Poderes verdadeiros representantes, creio que não devam passar de uns 30%. Portanto, diante da fala do nosso presidente eleito Jair Bolsonaro os antirrepublicanos que ponham suas barbas de molho, porque o povo já acordou. 

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

Que medo é esse?

Bolsonaro já disse uma centena de vezes que respeitará a Constituição. Aliás, em seu primeiro pronunciamento à Nação logo após eleito tinha em mãos o “livrinho”, que foi impiedosamente rasgado por seus adversários nos últimos meses. No entanto, recai sobre ele o receio de que a nossa Carta Magna seja pisoteada em seu mandato. Definido o resultado do segundo turno, Bolsonaro ainda não tinha soltado seu primeiro “hurra” e o presidente do Supremo, Dias Toffoli, disse que “o eleito deve fidelidade à Constituição e às instituições da República”. Em novembro presenteou-o com exemplar de uma edição comemorativa dos 30 anos da Constituição de 1988. Em visita ao Tribunal Superior Eleitoral, a presidente Rosa Weber ofertou-lhe outro “livrinho” e na diplomação cutucou-o: “A democracia, não nos esqueçamos, repele a noção autoritária do pensamento único”. Será que, se tivesse sido Fernando Haddad o vencedor, a democracia e a Carta teriam sido tão evocadas? Os preocupados que durmam tranquilos, desse susto não morrem. O perigo real de mentes deturpadas tomarem o poder foi afastado em outubro e a partir de 1.º de janeiro o Brasil viverá um “novo tempo”. 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@homail.com

Jundiaí

Má distribuição de renda

É revoltante ver nababos do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República lamentando a má distribuição de renda no Brasil, como fez a ministra Rosa Weber na diplomação do presidente Bolsonaro. Falam como se nada tivessem que ver com isso. Ora, vamos deixar de hipocrisia, pois um dos principais agentes, se não o principal causador da má distribuição de renda no Brasil é o próprio Judiciário. Para começar, toma para si 2% de tudo o que se produz no Brasil - enquanto nos demais países o custo do Judiciário não passa de 0,5% do PIB, segundo Samuel Pessôa (Estadão, 2/12) -, com rendimentos, mordomias e aposentadorias superprivilegiados, e entrega serviços de quinta. Demora um tempo enorme para dar solução aos processos, aceita recursos meramente protelatórios em verdadeira conivência com a parte interessada, interrompe com liminares obras, licitações e privatizações a torto e a direito, sem avaliar consequências. Se o Judiciário não avançasse tanto no bolso dos contribuintes e prestasse serviço mais eficiente, decerto a educação, bem como os serviços de saúde, até as prisões poderiam ser melhores. E, enfim, a distribuição de renda seria mais justa no Brasil. Basta de demagogia. 

Milton Bonassi

mbonassi@uol.com.br

São Paulo

Lulopetismo

Esperneio de perdedor

Trágica ironia, foi assim que o derrotado Fernando Haddad se referiu ao dia da diplomação do vitorioso Bolsonaro. Os petistas são como o lobo, mudam o pelo, mas não o vício. Tudo o que não parta deles ou não seja de seu interesse está errado. Questionam a Justiça por ter trancafiado o criminoso Lula, questionam as eleições por terem sido derrotados, questionam tudo o que os afasta do poder, onde enriqueceram. Até tentaram suspender o acordo Boeing-Embraer, demonstrando ignorância da necessidade do negócio - como sempre, “contra tudo”. Farão assim durante o governo Bolsonaro, todavia a sociedade já os conhece melhor e não se deixará levar por interesses ideológicos esquerdistas, normalmente fracassados e corruptos, como demonstraram no governo.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Diplomação 

#vaoterqueme engolir!

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Artilharia de marionetes

Eleger alguém que não fosse de esquerda foi uma grande batalha, mas o futuro governo ainda nem começou e a cada dia a artilharia de esquerda vem sendo mais intensa. E será assim mesmo depois da posse. Até aí, já era esperado. Porém o pior é ver pessoas que votaram no Álvaro Dias e no João Amoêdo se juntando à esquerda (que tanto diziam odiar) para esse combate. Lembro a esses ingênuos de direita que o êxito do Bolsonaro será o êxito deles como brasileiros e o fracasso não levará o Álvaro ou o Amoêdo a lugar algum, apenas reforçará a volta da esquerda, que é especialista em aproveitar esse tipo de falha. Portanto, parem de torcer pelo quanto pior, melhor. Deixem de ser marionetes da esquerda.

Jose Ghiotto Neto

joseghiotto@terra.com.br

São Paulo

Coaf

E o sigilo bancário?

Parece que o sigilo bancário só dá cobertura às pessoas que movimentam milhões, muitas vezes de origem criminosa. Nesses casos, nem mesmo a Receita Federal e os demais órgãos fiscalizadores recebem tanta informação como a da movimentação “merreca” de dinheiro da família Bolsonaro. Qual é o intuito, manchar o nome do novo presidente? Que vergonha!

Carlos dos Reis Carvalho

bigcharles020@gmail.com 

Avaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Bolsonaro sob ataque

Espantosa a sanha dos alvoraçados opositores do presidente Jair Bolsonaro. Inutilmente, passaram a campanha eleitoral toda distorcendo fatos, inventando terríveis defeitos, usando contra ele todos os epítetos que jogam contra os seus opositores na tentativa de desmoralizá-lo. Agora, como hienas, atiram-se famintos na mal iniciada investigação de indícios relatados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas contas de um assessor do filho dele, o senador eleito Flávio Bolsonaro, quando era deputado. Note-se que estão investigando o assessor e que não há nenhuma menção ou investigação do senador. Exploram o fato como se fosse uma verdade indiscutível que houve crime mais do que comprovado e insinuam a cumplicidade do senador e do presidente. Tudo isso porque o assessor tem um relacionamento antigo com o presidente e teria depositado R$ 24 mil, via cheques nominais, na conta da esposa de Jair Bolsonaro. O presidente não só não titubeou em assumir esse fato, como esclareceu que este valor era parte do pagamento de um empréstimo pessoal que havia feito ao assessor, ressaltando que depósitos ilegais jamais seriam feitos com cheques nominais. Além disso, afirmou que as respostas relativas aos indícios apontados eram, como não poderia deixar de ser, de responsabilidade do assessor, dono da conta investigada. Foi o que bastou para as hienas subirem o tom para cobrar explicações mais detalhadas do presidente, como se ele fosse o responsável por algum fato oculto, ainda não indicado pelos investigadores. Assim agem todos os ideólogos do politicamente correto, que se dizem democratas, mas que não conseguem aceitar o fato de que foram derrotados. Não nos esqueçamos de que estes democratas fajutos são os mesmos que silenciaram sobre o grande número de crimes, que até hoje negam e que envolveram quantias bilionárias, cometidos pelos seus admirados governantes, a quem idolatraram nos últimos 30 anos, alegando sempre inocência, sem nenhuma explicação ou prova que anulassem a imensa quantidade de provas contra eles. Nós, que votamos em Bolsonaro, temos certeza de que ele não cometeu nenhum crime ao emprestar dinheiro a um amigo de longa data e de que é perda de tempo dar ouvidos a detratores que sabem que seus dias de roubalheira e mentiras estão acabando.

Carlos Ney Millen Coutinho

cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

Novela sem desfecho

A exploração midiática sobre os R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz, bem como os R$ 24 mil depositados na conta da primeira-dama Michele Bolsonaro merecem um basta. Assim, nada mais justo que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) proceda a uma varredura nas contas dos envolvidos e venha a público demonstrar a veracidade das ocorrências, eliminando, de vez, os capítulos vistos e por virem desta verdadeira novela sem desfecho.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

'A façanha de errar de véspera'

Tique-taque, tique-taque e o ex-assessor não diz de onde veio o dinheiro. Seu ex-chefe lhe derrama elogios. O cheque para Michelle Bolsonaro paira no ar sem explicação convincente. Empréstimo? Cadê a prova? O navio capitânea nem saiu do cais e já parece ter sido torpedeado. Pobre Brasil! Se gritar "pega ladrão!", não fica um, meu irmão!

Antonio Carlos Ferraz Milller

ferrazmiller@gmail.com

São Paulo

Coaf e o motorista

E agora? O que fazer com as movimentações ilegais detectadas pelo Coaf? Será que o motorista vai pagar o pato? 

Maria Ísis Monteiro de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Ressaca da farra

Depois de verdadeira farra com o dinheiro público, bilhões de reais desviados nos 13 anos do governo PT, repentinamente o Coaf descobre R$ 24 mil "suspeitos" na conta dos Bolsonaro. Será que a razão desse achado tem que ver com a futura demissão maciça de petistas do Coaf - que contam, até então, com salários exorbitantes - que ocorrerá a partir da entrada de Sérgio Moro no superministério da Justiça?

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Coaf, o implacável

Expresso minha admiração pelo eficiente trabalho do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, no imbróglio da movimentação bancária do serviçal dos Bolsonaro. Tal eficiência me faz concluir que o dinheiro do maior roubo do planeta, cuja apuração tem custado afincado trabalho da Operação Lava Jato, circulou, por anos e anos, em containers, vagões, jamantas e afins. Os trocados, como sabido, por malas e cuecas. Ai dos ladravazes (incluído o maior deles) se um só níquel da megaladroeira passasse pelo guichê de um banco: o rigoroso crivo do Coaf os pilharia infalível e impiedosamente, e a mão de obra da Lava Jato estaria enormemente facilitada.

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Desvio de finalidade

Sem prejuízo das medidas adequadas que devem ser aplicadas ao caso, me parece que a ação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em relação à movimentação bancária do ex-assessor de Flávio Bolsonaro enquadra-se em "desvio de finalidade" (ou desvio de poder), quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto (art. 11, inc. I, Lei 8.429/92 - Lei da Improbidade), explícita ou implicitamente, na regra de competência. É um tipo de delito de elevada dificuldade de comprovação, pois a autoridade que pratica um ato com desvio de poder procura simular, justificando o ato em nome do interesse público, ou seja, sob a aparência de legalidade, mascarando a real intenção da autoridade. Ou seja: é a prática de um ato legal com a aparência de determinada finalidade (exemplo: investigação de movimentações atípicas é atribuição do Coaf), mas com outra intenção implícita (causar constrangimento ao presidente eleito). Os indícios de desvio de finalidade são por demais conhecidos: mais de dez anos de descalabro nos governos eleitos após 2002, com movimentações atípicas na casa das dezenas e centenas de milhões de reais (mensalão, petrolão), período em que jamais se teve notícia, pelo Coaf, de "movimentações atípicas".

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Futuro imutável

Fim de mais um ano, um novo se aproximando e, com ele, como é de praxe, renovamos nossa esperanças num futuro melhor. Ops, mas leio no "Estadão" que o Conselho de Ética (?) pode ficar com o PT no Senado, na nova legislatura (11/12, A4). Na mesma notícia, essa possibilidade está atrelada às articulações na disputa pela presidência do Senado, em que este execrável bando de quadrilheiros dará, em contrapartida, apoio ao "ilibado" símbolo de decoro, de moral e de honestidade Renan Calheiros. Minha mente viaja para o futuro e ainda vejo nele os 11 cavaleiros do apocalipse ameaçando a humanidade por intermédio do Supremo Tribunal Federal (STF), Brasília como um lupanar administrativo, político e jurídico de um do bordel principal chamado Brasil. Gleisi Hoffmann, a louca, vagando pelos corredores sombrios, clamando por justiça para aquele seu ente amado aprisionado injustamente nas masmorras de Curitiba. Meus fugazes sonhos e minhas doces esperanças se desvanecem. Acordo para a dura realidade. Nada mudou, nada mudará. Estamos eternamente dormindo em berço esplêndido e acordando nesta mesma realidade imutável de sempre.

Renato Otto Ortlepp

renatotto@hotmail.com

São Paulo

O Senado de Renan Calheiros

Parece piada, mas infelizmente neste nosso Senado liderado pelo senhor Renan Calheiros tudo pode acontecer! Conselho de Ética com o PT?

Cleo Aidar

fhaidar@terra.com.br

São Paulo

Perfil de Renan

Os homens de bem não temem Renan Calheiros. Só os outros.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

Ética

Conselho de Ética pode ficar com PT no Senado. Ética é mais uma palavra que não existe nos dicionários dos citados.

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

Aécio Neves

A Polícia Federal deflagrou esta semana uma nova operação que chegou mais uma vez ao ainda senador Aécio Neves. Mas o STF não aceitou os pedidos para suspensão do mandato, recolhimento noturno e buscas no gabinete e imóvel funcional do parlamentar. Na diplomação do novo presidente, Jair Bolsonaro, a ministra da mesma instituição, Rosa Weber, em tom de repreensão, lembrou que as minorias não podem ser esquecidas neste país tão desigual. Pelo visto, para alguns do caríssimo STF, com duplo sentido, o senador pertence às minorias.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Operação Ross

"Bora" trabalhar, ministro Gilmar Mendes! O ministro Marco Aurélio Mello assinou mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG), da irmã Andréa Neves e do deputado Paulinho da Força (SD-SP), entre outros! "Last, but not least", em coerência com decisões pretéritas, a sociedade aguarda a sua inexorável contraordem, favorável ao amigo senador, logicamente! A mídia é toda sua, suprassumo Gilmar Mendes...

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Ilicitudes vitalícias

A roubalheira política desenfreada nas esferas federal, estadual e municipal apenas confirma o quanto temos sido dirigidos pela corrupção.  Ao que tudo indica, faz tempo que os impostos pagos obedientemente pelo contribuinte abastecem uma fileira atemporal e infinita de bandidos do colarinho branco.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Um longo caminho

O jurista Modesto Carvalhosa (8/12, A2) ilustra com simplicidade a sabedoria popular: o exemplo vem de cima. Que os Três Poderes e as empresas estão contaminados pela corrupção já foi bem demonstrado pela Lava Jato. Agora constatamos, entristecidos, que nossa Constituição, tão ardentemente defendida na recente campanha eleitoral, sofre do mesmo mal, pois foi elaborada em diversos de seus artigos de forma a que alguns poucos se apropriassem dos recursos públicos, configurando corrupção constitucionalizada. Será bem longo o caminho da recuperação da decência no País. 

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Vingança

O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, vai terminar seu mandato sem colocar em votação a lei geral das telecomunicações, aprovada em 2016 na Câmara, sob a alegação de que o atual governo não pediu a votação e que o futuro governo não se manifestou a respeito. O "Índio", assim conhecido nas planilhas da corrupção, não teve o mesmo cuidado quando colocou em votação o aumento abusivo e irresponsável para o Judiciário, que causará mais um rombo nas combalidas contas públicas.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Sombras 

Magistral o editorial do "Estadão" "O perigo da democracia direta" (12/12, A3), que faz um alerta palpável a respeito da fala presidencial durante o processo de diplomação ocorrido em Brasília, quando Jair Bolsonaro afirmou que "o poder popular não precisa mais de intermediação", levando as pessoas de maior sensatez a um necessário exercício de adivinhação a respeito do real sentido de tal assertiva. A colunista Vera Magalhães, também na edição de ontem, dia 12, com o senso crítico que lhe é peculiar, demonstrava sua estranheza a respeito das razões que levaram o futuro presidente a escolher alguém da caserna para sua coordenação política. A bem da verdade, Bolsonaro - em que pesem suas limitações - deve ter noção de que a "lua de mel" com o eleitorado e, por conseguinte, com a sociedade terá prazo de validade, provavelmente não muito longo. Algumas reformas cruciais para que o novo governo apresente resultados esperados logo em seu começo - especialmente na área econômica - dependerão da aprovação de medidas (algumas delas sabidamente impopulares) sem as quais o futuro governo estaria fadado a andar em círculos. Infere-se, portanto, que Bolsonaro ou tem plena convicção de que o Congresso com o qual necessariamente terá de dialogar irá lhe dar um cheque em branco para pôr em práticas as medidas que sua equipe pretende implantar logo de início, ou teria no bolso do colete alguma outra estratégia que a sociedade ainda desconhece. De qualquer forma, o uso indiscriminado das redes sociais como estratégia para pressionar congressistas e aquela porção da sociedade que eventualmente discorde das medidas que serão adotadas cheira a totalitarismo, um novo tipo de totalitarismo, é verdade, mas que ganha forma na medida em que um número cada vez mais crescente e influenciável - cujo entendimento de assuntos complexos se pauta naquilo que coloca este grupo de pessoas numa zona de conforto - tem acesso às redes sociais. Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, se serviu deste prato e, ao que parece, achou-o saboroso. Portanto, não deve ser desprezada a hipótese de que a sociedade brasileira possa estar às voltas com uma nova forma de fazer política, que se distancia do entendimento básico do que é o funcionamento de um regime democrático digno do nome.

Fernando Cesar Gasparini

phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim 

Democracia 'direta'

O presidente eleito Jair Bolsonaro pode até entender que o conceito de "democracia direta", além de inconstitucional, é inviável, por ser impossível, numa democracia representativa, governar sem o Congresso. O problema maior, entretanto, não é ele propriamente. Bolsonaro recebeu votos e foi eleito por uma população amplamente heterogênea, dentre os quais destacam-se, em número nada desprezível, grupos de extrema-direita pouco simpáticos à política, aos políticos e até à própria democracia. E é destes grupos que ele será mais pressionado, por meio das redes sociais com que ele tanto simpatiza, a desprezar a democracia representativa para satisfazer de forma autoritária a vontade da maioria popular. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

'O peso da farda'

Lendo a coluna de Vera Magalhães no "Estadão" de ontem, 12/12 ("O peso da farda"), notei o seu pronunciamento de grande preocupação com a inclusão de vários militares de alto escalão no comando da política nacional sob o governo do recém-eleito presidente, deputado Jair Messias Bolsonaro, também um capitão da reserva. Eu não sinto essa preocupação, pelo contrário, fico entusiasmado e tenho certeza de que a maioria dos brasileiros também. Isso porque o povo brasileiro sabe que os oficiais generais são muito educados, cultos e, acima de tudo, patriotas e honestos no trato com as coisas públicas. Por que tanto temor, se eles correspondem aos anseios da população no combate à corrupção?

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Discurso na diplomação

Na diplomação de Bolsonaro como presidente da República, este fez um discurso tranquilo, como era esperado, e disse que o seu norte é a Constituição. Já a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, pareceu querer dar uma descompostura no novo presidente ao falar com certo rigor nos direitos humanos, cuja carta celebrava 70 anos naquele dia. Quando o "apedeuta" e seu "poste" foram diplomados, como foram tratados? Bandidos já conhecidos de longa data, ainda parecem ser aos que indicaram esses ministros verdadeiros deuses. Qual seria o discurso, se Fernando Haddad tivesse sido eleito, este com 22 processos e inquéritos nas costas? Discurso mais do que dispensável e desagradável, ministra Rosa. Desejo ainda destacar que o "solta bandidos" foi fotografado de costas para a plateia, que figura desprezível.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Fatos, verdades e narrativas

Duas notícias irmanadas na segunda-feira (10/12): na primeira, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que foi candidato do PT à Presidência da República, disse ser uma trágica ironia, um paradoxo, o fato de Jair Bolsonaro ser diplomado como presidente da República pelo TSE no dia em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completava 70 anos; na segunda notícia, eis que a defesa de Fernando Haddad pediu ao Tribunal de Justiça do Estado, por meio de habeas corpus, trancamento da ação penal em que o petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro de R$ 2,6 milhões. Ironia por ironia, a política pede passagem pela História, nas narrativas que se sustentam, nos fatos que se comprovam e nas verdades que se constroem.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

A opinião de Luciano Huck

Não sei por que este jornal gastou mais de metade de página numa entrevista com o animador de auditório Luciano Huck (9/12, A8), que do alto de sua "sapiência sócio-política" decretou que Jair Bolsonaro não tem um projeto para o País. Quem é ele para julgar Bolsonaro? Embora pareça perdido neste cipoal imundo que é a montagem de um governo, é bom lembrar que Bolsonaro trabalha numa operação desgastante porque negocia um apoio necessário com tipos interessados apenas em ganhar o máximo possível para si e em momento algum em favor do País, e lembram mais hienas famintas disputando restos de cadáver na savana. Huck entende o que de Brasil? Vive numa torre de marfim e quer apenas aparecer para sua torcida, desfiando pensamentos que se acham aos montes nos jornais, livros, revistas e por aí. Melhor será justificar se usa a Lei Rouanet e em que projeto que possa desenvolver a cultura do País.

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

Desconstrução

Se Bolsonaro ainda não tem um projeto para o País, como disse Luciano Huck, com certeza Bolsonaro já tem ideias e intenções claras do que tem de desfazer no País: desfazer todo o mal que sobrou da herança PT e que o partido ainda está deixando para trás. Descontruir, primeiro, para, em seguida, construir com segurança e responsabilidade.

Arcângelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Melhoramos?

Luciano Huck, em sua entrevista ao "Estadão" de domingo, disse algumas asneiras, mas a maior é que o Brasil melhorou na educação nos últimos 20 anos - sinal de que não leu nenhum dos índices sobre educação. Pioramos em tudo, inclusive no respeito aos professores. Luciano deve viver em outro país ou mundo. 

Constantino Frollini Neto

netofrollini@gmail.com

São Paulo

O incrível Huck

O Brasil aguarda com incontida ansiedade e esperança a apresentação do projeto de governo de Luciano Huck. Quem?!

Vicky Vogel

vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

Fernanda Montenegro

Assisti na internet ao vídeo do pronunciamento da atriz Fernanda Montenegro sobre seus colegas famosos na Lei Rouanet. Surpreendi-me com a pobreza do conteúdo, pois Fernanda é artista genial. Meu recado à classe artística é o conhecido mote (às avessas) "mais pão e (menos) circo". O que a corja "recebeu" do dinheiro do povo daria para distribuir milhares de bolsas-família. 

Luiz Almada de Alencar Barros

almadabarros@terra.com.br

São Paulo

Uma visão mais otimista

Quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi defenestrada do poder, as estimativas para cobrir o rombo da Previdência estavam num nível "crítico". Depois de dois anos e quatro meses da gestão competente do presidente Michel Temer, que estabilizou a economia do País, mesmo sem conseguir reformar a Previdência, essas estimativas foram reduzidas a nível "temerário". A partir de 2019, durante os quatro anos vindouros da gestão do presidente Jair Bolsonaro, que promete consolidar a recuperação econômica do País, as estimativas poderão ser reduzidas a nível "tolerável". Daí para a frente, com o crescimento sustentável do PIB, pleno emprego e reformas pontuais da Previdência, essas estimativas poderão ser reduzidas até a nível "administrável". Viver para ver.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Previdência

Gastos dos Estados coma Previdência sobem cinco vezes mais do que com os da educação. É preocupante essa situação, porque, além de não haver dinheiro para a educação, também não há para a saúde, a segurança, etc. E ela se acentuou nos últimos dez anos. Governo PT, claro. Quem não quer mamar nas tetas do governo? Aí, quando começa a faltar teta... O fato de não haver uma Previdência igual única para todos, que é o ideal, pode levar União, Estados e municípios ao agravamento do problema que já estão enfrentando. Outro fator que contribui, quando foi criada a Previdência, é o aumento médio da expectativa de vida do brasileiro. Antigamente, quando o trabalhador se aposentava, poucos anos de vida tinha ainda. Diziam que aposentadoria era praga, porque o novo aposentado quase não vivia para usufruir. Hoje é diferente. A expectativa de vida do brasileiro aumentou 30,5 anos desde a década de 40. Isso pesa na Previdência. Deve-se dar atenção e tratar o assunto com seriedade e responsabilidade, mas, por outro lado, há opiniões contrárias dizendo que a Previdência não é deficitária. Quando o povo saberá a verdade sobre isso? Eu acho que nunca. A única coisa que a sociedade está vendo, porque a mídia publica, senão nem disso saberia, é esta corrupção, os roubos, os altos salários nos Três Poderes da República e que quebraram o País e lhe apresentam a fatura.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

No colo do próximo

Segundo levantamento realizado por fonte de credibilidade, nada menos do que 11 Estados da Federação entregarão seus governos aos novos governadores com um considerável "devo, não nego, pago no Dia de São Nunca". Desde que foi criada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo a qual o Estado só pode gastar no limite do que recebe, ela não é cumprida e o calote é repassado ao sucessor, estando o caloteiro pronto a entregar o seu posto e ser punido com férias prolongadas nas mais paradisíacas estâncias brasileiras ou longas visitas às históricas cidades do Primeiro Mundo. E por que isso acontece? Porque os Tribunais de Contas (TC) da União, Estados e Municípios são locupletados como se fossem (ou são) cabides de empregos para os derrotados nas urnas ou afilhados políticos que sabem de que forma devem fiscalizar as contas, num rito em que tanto os governos como os "fiscais" sabem como atuar. Penso que tanto a União quanto Estados e municípios, enquanto não cumprirem a LRF, estas unidades nacionais sem condições econômicas ou negligentes na sua gestão darão ao seu sucessor a mensagem de César aos gladiadores, na arena do Coliseu romano: "Ave, gestores, para gerir suas administrações, que os Tribunais de Contas lhes sejam como Bartimeu, o cego, filho de Timeu".

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

'Coisas' do Brasil

O atual ministro da Fazenda concluiu e entregou um relatório ao futuro governo Bolsonaro sugerindo reduzir o reajuste do salário mínimo em 2019. Enquanto isso, o mesmo governo Temer concedeu reajuste indecente ao Judiciário, cujo efeito cascata é imprevisível. Ou seja, os mais necessitados pagando a conta dos beneficiados. São "coisas" do Brasil que devem ser extirpadas para sempre!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Planos de saúde

Será que um dia ainda veremos um tribunal ou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidir questões a favor do cidadão? Depois de anos lutando nos tribunais contra o aumento do plano de saúde por idade, o ganho da causa foi dado à operadora, apesar da lei do idoso! Viva o lobby brasileiro contra o cidadão comum!  

Maria Paula Sampaio

mpaula90@terra.com.br

São Paulo

Bolsa-estupro

A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, propõe uma espécie de "bolsa-estupro", para mulheres que decidirem ter o filho fruto de um estupro. Gostaria de saber quando será criada uma bolsa para os humanos? Por enquanto, não vemos ninguém preocupado com o bolso dos humanos, e sim como assaltar estes bolsos. Assim fica difícil de este país mudar, se cada um que chega lá pensa em criar privilégios para aqueles que suas pastas defendem. O Estado ficará maior do que é. E qual a pena para quem comete o estupro, tem alguém pensando sobre isso e em como resolver? 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Tragédia em Campinas

Como sempre, nestes atentados perpetrados por loucos para o qual lei alguma tem remédio, os antiarmas e seus batidos clichês pelo desarmamento explorando o drama alheio! E, como sempre, ninguém, ironicamente, se pergunta por que nunca há nestas situações e lugares um homem bom, armado, para deter um homem mau que está armado.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

Presidente forte?

Quando da paralisação dos caminhoneiros, cujos motivos ainda não foram convincentes, houve comentaristas que disseram levianamente, ou imbuídos de má-fé, que o presidente Temer era um fraco, pois se fosse um homem forte teria dito um sonoro "não" às reivindicações apresentadas, como certamente teria feito o atual presidente francês. Presentemente, o mundo está tendo a oportunidade de constatar a força do poder de Macron. Pois é, nada como um dia depois do outro.

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Brexit

"Premiê britânica recorre à Europa para salvar acordo do Brexit" ("Estadão", 11/12/2018). Theresa May tenta desesperadamente enrolar e procrastinar uma votação no Parlamento das condições de um Brexit, que na realidade não mudará mais nada. Os europeus já avisaram que não há mais nada a negociar do que já foi, bem como a Corte de Justiça da União Europeia sentenciou que o Reino Unido poderá facilmente se arrepender até a última hora de sua saída. Vamos ver qual será o desfecho desta longa novela, com muitos lances emocionantes até a última hora. Eu, pessoalmente, aposto que não haverá um Brexit.                    

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Um secretariado de ministros

A presença de seis ex-ministros e de representantes de importantes segmentos políticos, sociais e econômicos no secretariado do governador eleito João Dória confirma São Paulo como principal centro econômico do País e sua condição de metrópole nacional. É a volta de sua potência depois de três décadas de governos de coalizão de caciques que levaram o País à crise. É importante que se desenvolvam as regiões pobres, mas isso não pode ser em prejuízo das já desenvolvidas, como ocorreu. São Paulo, Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e outros Estados potentes têm de ser mantidos em condições de atender a objetivos locais e render os dividendos que possam ser aplicados nas regiões carentes, como resultado de equilíbrio econômico e sem as mazelas politiqueiras. Dória monta um "ministério", Bolsonaro constitui o seu ministério sem o imoral escambo de votos parlamentares por cargos e ministérios de "porteira fechada". Presidente e governadores terão de enfrentar vespeiros incrustados na administração pública, que precisam ser debelados para obter o novo Brasil ditado pelas urnas, com mais trabalho, saúde, educação, moradia, segurança pública e bem-estar. Feito isso, reafirmarão a conquista do respeito popular e revigorarão a maltratada República brasileira. Poderão, até, estar inaugurando um novo ciclo: a Sétima República...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

'Pensar grande'

"Não vamos pensar pequeno. Vamos pensar grande", disse o governador eleito de São Paulo, João Doria, quando questionado sobre o que motivou a escolha de remanescentes da Esplanada dos Ministérios de Temer. Boa, seu ex-prefeito, São Paulo, agora, pensa grande: grande em buracos, grande em semáforos quebrados, grande em cracolândia, grande em várias privatizações que não saíram do papel e, principalmente, grande em garganta, seu principal atributo! São Paulo, em sua grandiosidade, não merecia mais esse castigo.

Jose Claudio Bertoncello

jcberton10@hotmail.com

São Paulo

Aumento salarial

Quer dizer que o governador, secretários e tal vão ter aumento de salário? E os funcionários públicos comuns, que há muito tempo esperam por um aumento salarial ou que pelo menos fosse reposta a inflação de todo este período, pois há muito tempo estamos sem aumento salarial, mas "a culpa é sempre do funcionalismo"? O Brasil não vai mudar nunca.

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

Água mole em pedra dura

Desde o início das concessões de rodovias do Estado de São Paulo, venho, na condição de usuário e cidadão, tentando obstinadamente denunciar o que entendo por falcatruas. Nestes 18 anos, foram centenas de denúncias somando incursões, fotos, documentos, e-mails, viagens, processos, etc. Sempre entendi que tudo sempre esteve extremamente blindado, já que relatava tudo claramente ao então governador Geraldo Alckmin, sem qualquer providência de sua parte. Como agora a CCR confessou aos promotores Silvio Marques e Carlos Blat que doou R$ 10 milhões às campanhas de Alckmin, é com eles que tive uma audiência para lhes mostrar tudo o que amealhei nestes 18 anos. Dois dos nomes que eu mencionava ao governador, à época, como sendo pessoas de má conduta, apenas obtinha como resposta que eram pessoas da sua confiança. Hoje são réus em ações estaduais e federais.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Barulho de madrugada

Peço às autoridades competentes da cidade de São Paulo que tomem providências para fazer cessar o barulho ensurdecedor que vara madrugadas e cuja origem é a escola de futebol dos Santos Futebol Clube localizada na Rua Luiz Augusto Pereira de Queiroz, 85, no Jardim da Saúde.

Thomaz Leme

togale53@gmail.com

São Paulo 

Caos na saúde carioca

No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e seus comparsas roubaram tanto que hoje já é possível vermos parturiente dando à luz nos corredores dos hospitais...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Dalila teimou e nasceu no rio

Apesar de tudo o que se nega às mães pobres do Brasil, na hora do nascimento de seus filhos, algumas crianças teimam em nascer neste país da incompetência, da desigualdade, da corrupção e da mais repugnante desumanidade. Ali, no chão do Hospital Municipal Don Pedro, na antiga Cidade Maravilhosa, nasceu a menina Dalila, contra tudo o que se fez para que ela não viesse ao mundo. Nascer pobre no rico Brasil é uma saga para poucos heróis e heroínas, como esta teimosa Dalila. Um beijo para você e sua heroica mãe.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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