Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2018 | 03h00

CESARE BATTISTI

Finalmente, justiça?

Um dos sintomas do fim da era lulopetista já pode ser notado no comportamento dos tribunais. Ainda agora o ministro Luiz Fux, da Suprema Corte, vem de determinar a prisão, para posterior extradição, do homicida italiano Cesare Battisti, condenado em seu país por quatro assassinatos. O então presidente Lula da Silva e seu ministro da Justiça, Tarso Genro, impediram que o criminoso fosse extraditado para a Itália a fim de acertar as contas com a Justiça, criando um contencioso diplomático com um país amigo. Ao qualificar de período ditatorial a Itália democrática dos anos 70, Tarso Genro alegou, sem ruborizar, que não fazia sentido entregar um perseguido ao carrasco, deixando de fazer com Battisti o que fizera com os dois pugilistas cubanos que haviam pedido asilo aqui, mas foram imediatamente detidos a seu mando e enviados para as garras da ditadura castrista. Esse período infeliz da nossa História está sendo corrigido. É hora de completar o serviço com a extradição, para Battisti pagar a dívida com a Justiça de seu país. A exemplo de Lula.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Crime ‘revolucionário’

Uma coisa interessante na esquerda nacional e internacional é que os crimes perpetrados por alguns de seus integrantes são considerados atos justificáveis. No caso de Cesare Battisti, o assassinato de algumas pessoas na Itália seria um ato justificado “revolucionariamente”. Espero que o mais breve possível o terrorista italiano volte à prisão para pagar por seus crimes.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Perdão

Sou amigo pessoal de uma das várias vítimas de Cesare Battisti na Itália, Alberto Torregiani, filho do joalheiro Pierluigi Torregiani, assassinado pela gangue de Battisti num assalto à sua loja em 1979. Aos 16 anos de idade, Alberto era uma promessa do futebol italiano, mas nesse assalto, além de seu pai (adotivo!) perder a vida, uma bala na espinha tirou-lhe seu sonho de ser jogador profissional e o pôs para sempre numa cadeira de rodas. Não é culpa do povo brasileiro, sempre desejoso de justiça, este país ter a má imagem no exterior de covil dourado-ensolarado, eterno porto seguro de frente para o mar para bandidos do mundo todo. Neste caso, agentes do Estado brasileiro têm culpa. Perdão, italianos. Perdão vítimas de Battisti. Perdão, Alberto!

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Foragido

Com todo o respeito que eu tenho e devo ter por uma autoridade em cargo de tamanha importância como o de magistrado do STF, faço uma pergunta ao ministro Luiz Fux, por curiosidade: o senhor não imaginava que o Cesare Battisti, sabendo da ordem de prisão, daria no pé? E agora, como fica a cara do Brasil perante a Itália e a Justiça?

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Ordem das coisas

Alguém precisa avisar às excelências do STF: primeiro prende, depois anuncia em cadeia nacional de rádio e televisão que o sujeito foi preso. Cesare Battisti se evadiu depois de saber que seria preso. Como fica o juiz nessa situação? Lamentável.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Penas mais duras

Devemos apoiar de forma firme a iniciativa de Sergio Moro de endurecer as penas contra a corrupção. Praticada por agentes públicos, a corrupção mata no atacado, ao desviar recursos da saúde ou do saneamento. Portanto, punições severas o suficiente para coibir esse tipo de crime se fazem imprescindíveis.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

SISTEMA PENITENCIÁRIO

Cenário trágico

O sistema prisional brasileiro, segundo as informações que o público obtém, tem em torno de 40% de aprisionados sem julgamento. Atribuo essa delicada situação ao Judiciário, que deveria cuidar de analisar todos os casos e dar definição sobre a liberdade ou manutenção em prisão. Numa previsão rasteira, se 50% desse público fosse considerado inocente, ou, na pior das hipóteses, culpado, mas com tempo de prisão que já permitiria a libertação do preso, a população carcerária seria reduzida em 20%, o que é significativo. Poucas vezes, ou nunca, noto a imprensa e a Ordem dos Advogados do Brasil pressionarem o Judiciário para que cumpra essa responsabilidade. Há que considerar um mutirão País afora para se resolver essa situação. Só vejo comentários de que o Estado não tem cuidado da situação, pois não faz por adequar as vagas nas cadeias ao número de condenados. Por que não se faz pressão contínua sobre o inerte sistema Judiciário, que é tão lépido na hora de aumentar seus salários?

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

TRÂNSITO

Órgãos não se entendem

Estou acompanhando o processo de um acidente de trânsito e descobri que cada órgão de trânsito, de atendimento ou socorro tem seu próprio código de ocorrências. Fica difícil saber se o acidentado teve uma colisão com outro veículo, se caiu sozinho, se colidiu em obstáculo parado ou o que de fato aconteceu. A unificação dos códigos de ocorrências é elemento básico para a comunicação entre órgãos e facilitaria enormemente a obtenção de dados e estatísticas confiáveis. Samu, Corpo de Bombeiros, Socorro, Polícia Militar, Polícia Rodoviária, CET, concessionárias não falam a mesma língua em suas planilhas. Este é o momento para corrigir mais essa distorção, já que parece que caminhamos no sentido de ter uma inteligência centralizada para a segurança pública. Por que não fazer o mesmo para a segurança no trânsito?

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Ciclovias e ciclofaixas

A propósito da reportagem de 11/12, vale anotar que, em alguns casos, só a existência da ciclofaixa já é um problema, como, por exemplo, a que ladeia a Praça das Guianas, nos Jardins, que dá acesso à Avenida 9 de Julho. Por ali ninguém circula de bicicleta; entretanto, o engarrafamento do trânsito é permanente no local porque veículos vindos das Ruas Peru e Canadá se espremem por causa da existência da aludida ciclofaixa, formando um grande congestionamento. Está na hora de a Prefeitura agir com planejamento quando se trata da conservação ou, como no caso, extinção de ciclofaixas.

ALVARO A. FONSECA DE ARRUDA

alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


FORAGIDO


O condenado italiano Cesare Battisti, “abençoado” pelo presidiário Lula da Silva, que o livrou da deportação para cumprir pena em seu país, está em “Lins”: lugar incerto e não sabido. Também, com a agilidade do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mais uma vez cassou sua própria liminar, concedida há um ano, ficou com cara de “cachorro que quebrou o pote”. Quanta vergonha para explicar às autoridades italianas o acontecido!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A JUSTIÇA NO BRASIL


Vergonha ver corruptos liberados e terrorista foragido.


Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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ACABOU


Este criminoso italiano Cesare Battisti jamais deveria estar por aqui, e levando uma vida regalada. Mas, como Lula adora criminosos, o acolheu no Brasil. Sua extradição já deveria ter acontecido, não fosse a liminar que o ministro Fux concedeu e, agora, revogou, pois, penso, agora entenderam que uma nova era está surgindo. Acolher bandidos, dar dinheiro a ditadores sanguinários, conceder benesses para comunas, tudo isso chega ao fim com o novo governo que será empossado. Assim esperamos.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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IRONIAS DO DESTINO


Quem diria que o indivíduo que impediu a prisão e a deportação do assassino italiano Cesare Battisti está desde abril encarcerado e o assassino, livre, leve e solto, pelo menos até ontem. Aproveitando, gostaria de saber quem vai pagar a tropa de advogados que já está entrando com recursos para evitar a extradição do assassino, visto que o PT alega estar quebrado. Se alguém souber, favor informar-me.


Luiz Roberto Savoldelli avoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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CAIXA VAZIO


A campanha presidencial esgotou as reservas financeiras do Partido dos Trabalhadores (PT). Ué, onde estão os bilhões que o ministro Gilmar Mendes disse que o PT tinha para fazer campanhas até 2034? Xi, acho que o PT vai ter de se investigar. Melhor, pois vão acabar indo para a prisão os que restam. Autofagia no PT.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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ECONOMIA FINANCEIRO-PARTIDÁRIA


Disse a “presidenta” que “as reservas financeiras mantidas pelo PT esgotaram-se”. É, pois é... Depois de quebrar o Brasil, a admissão: o PT “se autoquebrou-se”.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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O PT NO CONSELHO DE ÉTICA


Querem deixar o Conselho de Ética do Senado para o PT. É um perigo, porque o PT só conhece a ética quando lhe interessa. Assim, punir adversários políticos interessará à agremiação. Será o partido rigoroso com os outros, já que lhe interessa a sua ética particular.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


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UMA AFRONTA


Renan Calheiros (MDB-AL) enlouqueceu! Em troca de apoio para tentar se eleger presidente do Senado (espero que não ocorra) em 2019, o senador de Alagoas, que já é réu e investigado em várias outras ações por atos de corrupção, parece que pirou de vez e ofereceu ao PT a presidência do Conselho de Ética da Casa. Pode? É uma afronta à Nação! Imaginem o PT, do presidiário Lula, que tem praticamente toda a sua cúpula também presa ou investigada pela quadrilha que montaram para assaltar o País, presidindo o Conselho de Ética. Ora, se pelas mãos do MDB, que tem hoje a presidência deste conselho, não se cassa um membro vil da Casa, com um petista, então, neste cargo, talvez só honestos opositores serão ameaçados.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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GOZAÇÃO


Analisando as atitudes e o comportamento do Poder Legislativo, ter Conselho de Ética no Parlamento só pode ser gozação. Prova é a existência de sessões ordinárias. 


Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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OXIGENAÇÃO


Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o recém-eleito governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, declara que seu partido, o PSDB, saiu enfraquecido das eleições, entre outros motivos, por ter perdido a sintonia com as vozes populares, por ter participado do governo Temer e pela endêmica disputa com o PT.  Pode-se afirmar, no entanto, que este último aspecto é, na verdade, uma espécie de cortina de fumaça para encobrir a ligação umbilical de esquerda que sempre existiu entre as duas agremiações, como evidenciado pelas incursões na mídia do errático Fernando Henrique Cardoso. Manifesta, também, o entrevistado a esperança, que é de todos os que já votaram em candidatos tucanos, de que ocorra uma saudável oxigenação nas lideranças para que o seu partido volte a constituir um agente importante no cenário político.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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A IMPREGNADA IMORALIDADE


Por mais criatividade que possa ter, Flávio Bolsonaro não conseguiu até agora, nem conseguirá, dar explicação plausível à movimentação financeira atípica de seu ex-assessor Fábio Queiroz, identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), por uma razão muito simples: as evidências que apontam para a famigerada e inercial prática, muito comum entre nós, da apropriação, por parte de vereadores e parlamentares, de parte do salário de servidores, para diversos “fins”, entre eles o caixa 2, são tão gritantes que não permitem outra explicação. Quando o senador eleito afirma não ter feito nada de errado, ele realmente acredita nisso, pois na concepção dele essa prática seguramente é um mal menor perto de tudo o que já se viu até agora desde o início da Operação Lava Jato. Muito provavelmente, Flávio Bolsonaro vai se safar desta e os respingos no seu pai serão esquecidos tão logo comece o novo governo. O que ficará para a sociedade, entretanto, é que a imoralidade que reina no universo da política brasileira está longe de acabar.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA ATÍPICA


Para saber como está a qualidade geral do sangue que circula numa pessoa, basta analisar uma simples gotícula do sangue e pronto. A explicação dada pelo senador recém-eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sobre o caso da movimentação bancária atípica do ex-assessor Fabrício Queiroz não convenceu ninguém. Tomara que a qualidade de sangue da família Bolsonaro, em especial a do futuro presidente Jair Bolsonaro, não esteja totalmente contaminada.


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


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FAMÍLIA BOLSONARO


Nada estranhas as “manobras” políticas da família. Ocorre que, se o político não fosse malandro, nem sequer teria como entrar na política. Se Bolsonaro conseguir mudar isso, já é uma grande vitória para o País. Não que a “família” não tenha de sofrer o peso da lei, se a lei começar a ser... lei. Com a palavra, o ministro Sérgio Moro.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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E O COAF FOI À PESCA


O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) resolveu dedicar-se à pesca. Encontrou um lambari, uma piabinha de uns 10 centímetros, numa pocinha de água perto de casa, mas faz um alarde... Obviamente, peixe é peixe e, como tal, deve ser tratado, descamado, limpado e que se investigue se não tem um maiorzinho, às vezes podem chegar a 30 centímetros. Pena é não ter se dedicado à emoção da pesca aos tubarões, mas, como filha de pescador que sou, desde sempre soube que o alto mar é para poucos, dá enjoo, muitas vezes o barco vira, joga todos na água e acabam por ser comidos pelos próprios tubarões. Melhor ater-se à piabinha mesmo, já que o seguro morreu de velho.


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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DE OLHO EM 2019


Lucidez, cultura, experiência, sensatez. Imperdível, sempre, Gabeira (“Notas de um velho marinheiro”, 14/12, A2).


Albino Bonomi

Ribeirão Preto


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A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA AVIANCA


“Quarta maior companhia aérea do País, Avianca entra em recuperação judicial” (“Estado”, 12/12, B8). O caso da Avianca me parece ser o de mais uma companhia aérea fadada ao insucesso. Li na matéria do “Estadão” que a Avianca não queria que o público soubesse de sua recuperação judicial. Como pode uma empresa com débitos beirando a casa dos R$ 500 milhões pretender que sua recuperação judicial corresse em sigilo? Transporte aéreo é um negócio que depende, entre outros fatores, da confiança dos usuários. Pergunto: uma empresa que não paga seus compromissos com aeroportos, no caso, Guarulhos, e nada foi dito sobre os outros aeroportos, como é que ela quer que os consumidores tenham confiança nela? Em todos os setores, a confiança dos consumidores é fator essencial, e o transporte aéreo é um setor que depende muito da confiança dos consumidores. Com dívidas na casa dos R$ 500 milhões, sugiro que a Avianca consiga um sócio com recursos financeiros que possam mitigar as suas dívidas, pois, do contrário, veremos o fim de mais uma companhia aérea.


Luiz Roberto Costa costaluizroberto@bol.com.br

São Paulo


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SETOR EM APUROS


Temer acabou com a aviação nacional, definitivamente! O que existe hoje: das quatro principais empresas, uma faliu e as outras vão continuar a fazer o feijão com arroz, enquanto o filé mignon fica para as estrangeiras com boas rotas lucrativas.


Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro


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IMPULSO FERROVIÁRIO


Em nome da Ferro Frente – Frente Nacional pela volta das Ferrovias, entidade representativa da sociedade civil, gostaria de tecer os seguintes comentários sobre o artigo “Impulso ferroviário e regulação excessiva”, do senador José Serra, publicado pelo “Estadão” na quinta-feira (13/12, A2): 1) A presença do Estado no setor de ferrovias é essencial para que o País tenha projetos estratégicos. 2)       O interesse público do Brasil, país continental e com enorme déficit no uso de sua malha ferroviária, precisa ser preservado; não pode estar subordinado aos interesses empresariais. 3) É necessária, de fato, a regulação do setor, com um marco regulatório que classifique as ferrovias conforme sua utilização e que garanta a garante a interoperabilidade entre concessões, ou seja, a livre circulação de todos os trens.


José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente nelson@emfoco.net

São Paulo


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TRANSPORTE SOBRE TRILHOS


Com muita satisfação e esperança li no “Estado” de 13/12 o senador José Serra falando sobre a expansão das ferrovias brasileiras e de propostas legislativas já existente sobre este assunto dormindo em berço esplêndido (“Impulso ferroviário e regulação excessiva”, página A2). Durante os anos de minha vida pude constatar que o transporte ferroviário, tanto de carga como de passageiros, regrediu, para a infelicidade dos usuários e da economia brasileira. Quando será que teremos um governo disposto a construir ou a dar concessão a interessados para investir com seriedade neste setor, trazendo bons meios de transporte aos usuários e cargas? Temos regiões excelentes de demandas para esse transporte. Não precisamos de trens de alto luxo e velocidade, caríssimos, mas de boas ferrovias com bons e confortáveis vagões para os passageiros e com uma velocidade desejada de 100 km/h. Isso criaria muitos empregos, geraria riqueza à União, diminuiria o fluxo rodoviário e ainda traria uma imensa economia de combustíveis, servindo melhor os passageiros e atendendo melhor e com melhor preço os transportes de carga. Espero que o novo presidente, Jair Bolsonaro, tenha lido o artigo e dê início a esse projeto, para o bem do País.


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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O MITO DA FERROVIA


Sobre o artigo “Impulso ferroviário e regulação excessiva”, de José Serra, publicado no “Estadão” em 13/12, o texto fala como se o Brasil fosse um país uniforme e genérico. Todas as matérias sobre ferrovias esquecem que a atividade de transportes, inclusive a ferroviária, é uma parte do PIB. As Regiões Sul e Sudeste perfazem cerca de 70% do PIB, além de serem a parte mais montanhosa do País, o que encarece e dificulta ferrovias. Também hoje em dia uma ferrovia só é sustentável se tiver carga o ano todo. Um bom exemplo é a finada Ferrovia do Amapá, que depois de o minério de manganês ficar invendável no mercado internacional, fechou, pois não havia mais cargas a transportar. Os trens urbanos obviamente têm um futuro nas cidades como meio de transporte de massa. As ferrovias que hoje persistem são aquelas onde há carga o ano todo em volume suficiente, sendo um bom exemplo as ferrovias da Vale do Rio Doce, que transportam minérios o ano todo. As ferrovias na Região Nordeste e Norte estão fadadas ao fracasso, pois lá não existe suficiente geração de carga para manter uma moderna estrutura ferroviária funcionando. A tão decantada Ferrovia Transnordestina, por exemplo, atravessa as regiões mais pobres daqueles Estados, onde não há cargas suficientes para mantê-la, mesmo com a construção das linhas a fundo perdido. Infelizmente, insiste o autor do artigo em voltar a escrever sobre o mito ferrovia no Brasil. As únicas partes com que concordo no artigo são as dificuldades em licenciar quaisquer empreendimentos, seja qual for, pois todos os órgãos ambientais e indigenistas envolvidos, por questões ideológicas, dificultam ao máximo qualquer empreendimento, inclusive ferrovias.       


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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CRISE NA GRÃ-BRETANHA


A vitória contra o voto de desconfiança dentro do Partido Conservador não resolve a paralisia do governo e apenas agrava a crise política da Grã-Bretanha. Diante do risco da maior catástrofe política britânica desde as Guerras Napoleônicas, no início do século 19, resta uma única opção para salvar o Reino Unido diante da hipótese de futura separação da Escócia e de reunificação da Irlanda: o líder da oposição Jeremy Corbyn deverá pedir um voto de desconfiança perante o Parlamento britânico contra a primeira-ministra Theresa May. Históricas votações derrubaram Ramsay MacDonald (em 1924) e James Callaghan (em 1979). Diante do momento dramático, um novo referendo para permanecer na União Europeia deveria ser convocado antes do próximo dia 29 de março, data prevista para o Brexit.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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BREXIT


São tantas votações repetidas que está até parecendo com as instâncias brasileiras. Não votaram para sair? Pois que saiam! Está mais do que claro que é o melhor para o Reino Unido.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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MAY GANHA SOBREVIDA NO CARGO


Chega de ficar pacificando estes brigões reincidentes da Europa continental ao custo de “sangue, suor e lágrimas”.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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PROTESTOS NA FRANÇA


Os protestos dos “Coletes Amarelos” na França se transformaram em manifestações antissemitas, com mensagens racistas, nas ruas e em redes sociais, culpando os judeus pelos problemas econômicos atuais e pedindo a sua saída do país. A gravidade da situação chegou ao ponto de as sinagogas de Paris serem fechadas e planejarem não abrir nem no sábado como medida de segurança. A polícia perdeu o controle da situação. E a cultura e a civilização francesa formam para o brejo na primeira crise.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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O CAOS


A França está imersa no caos por estes dias. O país vive o drama de ter hoje imigrantes demais, gente pobre demais, queda brutal de renda, mercado de trabalho precarizado, e isso é um drama atualmente no mundo inteiro. O Brasil vive também este drama: temos excesso de gente pobre e sem formação, um mercado de trabalho pobre e a demanda social por serviços e condições mínimas de vida é gigantesca. Os que falam que os Estados Unidos foram construídos por imigrantes se esquecem do momento histórico, era outra época. Um país inteiro a conquistar e muita demanda por mão de obra. Hoje, as populações envelhecem e as pensões corroem o erário. Emprego bem remunerado é algo cada vez mais incipiente no mundo. E, somado a isso, a população carente explode em regiões como Nigéria, Etiópia, Índia e Bangladesh. Os mercados mundiais não conseguem mais absorver esta colossal mão de obra necessitada de tudo. Enfim, o caos!


Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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REFUGIADOS VENEZUELANOS


Como a Venezuela tem um ótimo relacionamento com Cuba, Nicarágua, Bolívia e Rússia, deveria pegar os aviões que vieram da Rússia e mandar parte dos refugiados para lá, afinal de contas, como Nicolás Maduro bem diz, são democracias similares à da Venezuela. E, no Brasil, o PT e seus seguidores deveriam endossar isso, afinal de contas Roraima já não consegue nem dar atenção aos brasileiros que moram lá, como poderá ajudar mais tanta gente? Esta seria a saída correta e justa, afinal Maduro diz que as pessoas estão saindo de seu país porque querem, e não sendo obrigadas pelas péssimas e vergonhosas condições de vida lá.


Maria M. J. Simoes mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo


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AÇÃO E REAÇÃO


Como se sabe, a terceira lei de Newton afirma que a toda ação corresponde uma ação de igual intensidade no sentido contrário. Diante dela, antes que o futuro governo Jair Bolsonaro confirme a declarada intenção de que vai se dissociar do novo acordo do Pacto Global para Migração, é melhor levar em consideração que hoje há muito mais brasileiros vivendo no exterior – mais de 3 milhões! – do que imigrantes no Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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