Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2018 | 03h00

PRÉ-GOVERNO BOLSONARO

Política externa

Não vejo nenhuma vantagem em vários dos anúncios do próximo governo, como a mudança da Embaixada do Brasil para Jerusalém, os comentários desnecessários sobre a China, a saída do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e do Pacto para Migração, o desinteresse pelo acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Os prejuízos diretos, econômicos e políticos, desses anúncios não são previstos? Os apelos dos países árabes e as críticas de Emmanuel Macron e Angela Merkel não foram suficientes para o alarme soar? O desmatamento da Amazônia é um problema local brasileiro? É atitude esperta seguir os passos do instável Donald Trump, que se pode voltar contra o Brasil a qualquer momento?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Acordo de Paris

O presidente eleito declarou pela internet que o Brasil imitará os EUA e “sairá fora” do Acordo de Paris caso não sejam acatadas as modificações que seu governo vai propor no documento assinado em 2015. E assegurou que (em seu governo) “nossa soberania jamais estará em jogo”. Já o futuro chanceler escreveu em seu blog que “a esquerda sequestrou e perverteu a causa ambiental, criando a ideologia da mudança climática”. Será muito bom para o Brasil que, antes de tomar posse, o presidente eleito se informe melhor, para saber que no Acordo de Paris não há ameaças à soberania de ninguém nem se preveem punições para os países que não puderem cumprir as metas acordadas. E seria ótimo que o futuro chanceler se convencesse de que o aquecimento global é um fenômeno climático, que não vem da direita nem da esquerda. E que ambos fiquem sabendo que o que abalará a soberania brasileira será o alinhamento incondicional e sem reciprocidade com os EUA ou com qualquer outro país, deixando de lado o Mercosul, a União Europeia, a China e os Estados árabes.

JOAQUIM DE CARVALHO

jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

O que está acontecendo?

Desde o resultado final da eleição até agora, às vésperas da posse de Jair Bolsonaro como o 38.° presidente do Brasil, noto uma grande preocupação de vários setores com duas questões: a manutenção do regime democrático e o respeito à Constituição. Não entendo o porquê. Receio de quê? Por acaso se sentiam seguros e protegidos durante os 13 anos e oito meses das administrações petistas? Depois de tanta corrupção e de tanta violência, estão com medo da presença de militares da reserva na nova equipe de governo? Militares costumam levar muito a sério a promessa de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Pesquisa CNI/Ibope

Não contribui para o Brasil que por pura ideologia se tente desqualificar o favorável e inédito índice de expectativas no futuro governo Bolsonaro, como se tem visto. É claro que preocupações são válidas, pelo currículo de alguns escolhidos para comandar setores estratégicos para o País, principalmente pela veia militar do novo governo, avivada neste momento pela lembrança dos 50 anos do odioso AI-5. Naturalmente que foi um feito extraordinário o ex-presidente Lula chegar ao final do mandato com 87% de aprovação. A grande questão é saber qual seria esse índice apurado agora, depois de tudo o que foi revelado e da herança que essa trágica experiência nos deixou.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

GOVERNO TEMER

Resultado injusto

É difícil acreditar que, na recente pesquisa CNI/Ibope, a avaliação do presidente Michel Temer tenha sido “ruim” ou “péssima” para 74% dos entrevistados - o “ótimo” ou “bom” oscilou de 4% a 5%, entre setembro e dezembro. Afinal, Temer foi responsável, em dois anos e meio de administração, por tirar o País da recessão ocasionada pelos 13 anos de desgovernos petistas. Graças a ele o Brasil vive momento de estabilidade das instituições. Também aprovou o teto dos gastos públicos, conseguiu a queda dos juros, da inflação e do desemprego. E só não conseguiu aprovar a reforma da Previdência por falta de compreensão dos deputados federais sobre a importância dela.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

GESTÃO PÚBLICA

Assessoria em excesso

A situação vivida pelos ex-assessores do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro levanta uma questão maior: a avaliação da real necessidade desse batalhão de assessores para os poderes públicos - federais, estaduais e municipais. Por que, por exemplo, um ex-presidente da República precisa de assessores, motoristas, etc., se dispõe de uma aposentadoria cujo valor já se diferencia em muito do de um aposentado comum? Porque a filha e o genro de uma ex-presidente que se diz de esquerda precisam usar carro oficial? No Legislativo, a situação é idêntica, com inúmeros assessores que ganham salários diferenciados. E não foram poucos os exemplos de práticas espúrias entre eleitos e seus assessores envolvendo captação salarial de subordinados. E o Judiciário, então, precisa ter um batalhão de carros oficiais, motoristas, assessores, etc., como na atualidade? Por fim, é aceitável que os Poderes legislem em causa própria, para seu benefício? Há que fazer uma ampla reavaliação da gestão pública. Na verdade, os fatos noticiados pela imprensa são apenas a ponta do iceberg. Fatos que só não se repetirão mais se não for reconstruída a base que dá margem aos exageros empregatícios e salariais que estimulam condutas impróprias entre chefes e subalternos.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

CESARE BATTISTI

Extradição & sumiço

Aqui, às vésperas de prisão, “inocentes” ficam doentes. Prevenido, e conhecendo o SUS, Cesare Battisti “extraditou-se”...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de ANPTrilhos e Associados, Consulado Geral da República Federal da Alemanha em São Paulo, Espaço Cênico Yoshifumi Yagi | Teatro Raul Belém Machado (Belo Horizonte), Interfarma, Izabel Avallone, Jose Claudio Bertoncello, Luiz Felipe Dias Farah, Renata Violante Guimarães Farah e Pedro Violante G. Farah, Mario Cobucci Junior, Orélio Andreazzi, Paulo Sergio Arisi e Unesco no Brasil.

ESTADO FALIDO

Grande número de prefeituras e mais de metade (!) dos Estados do Brasil estão insolventes, em estado pré-falimentar ou falimentar. Muito em breve a situação chegará a tal ponto que não haverá recursos suficientes sequer para honrar os pagamentos básicos. A que ponto chegamos!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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OLHO GORDO DOS RELAPSOS

 

Temos 14 Estados, mais o Distrito Federal, dirigidos por governadores relapsos, que desprezam o zelo pelos recursos dos contribuintes. Em absoluta crise financeira e sem recursos para pagar os salários dos servidores, agora, de olho gordo, querem saquear também boa parte dos R$ 100 bilhões ou mais de recursos que podem ser arrecadados com o megaleilão do pré-sal. A tal da cessão onerosa. Nesse sentido, estes relapsos eleitos nas urnas estão pressionando a equipe econômica de Michel Temer, e até mesmo a de Jair Bolsonaro, que nem assumiu o Planalto, para que o Congresso destine boa parte desta verba para seus Estados e para os munícipios. Para tal, não faltam jabuticabas que pretendem embutir neste emperrado projeto a ser aprovado no Congresso. Por exemplo, o perdão da dívida da Cemig, estatal de energia mineira que foi quebrada pela gestão petista de Fernando Pimentel, e financiamento a juros de pai para filho solicitado para empresas que constroem gasodutos. Também os governadores querem desta cessão onerosa recursos para pagar o 13.º salário dos servidores. Porém, a única coisa que estes falsos administradores públicos não querem é reduzir os gastos improdutivos e respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. E o Brasil que se lixe...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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BILHÕES

 

Mais de R$ 100 bilhões podem ser arrecadados com o megaleilão do pré-sal. Se eu fosse o futuro presidente Bolsonaro, não dividiria nenhum tostão com os Estados. Eles não se viraram até agora? Que continuem se virando. Eu usaria o dinheiro para acertar a dívida pública.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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ROMBO MONSTRUOSO

 

Os Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro são dos principais em arrecadação e importância política do País. Foram terrivelmente saqueados economicamente pelos seus governadores: Fernando Pimentel, Tarso Genro e Sérgio Cabral, provavelmente num preparativo já bem adiantado do golpe bolivariano posto em prática pelo PT, Partido dos Trabalhadores, com Lula da Silva e Dilma Rousseff, como está sendo feito criminosamente na Venezuela. Os saques feitos na economia pública desses Estados e da União foram monstruosos. O povo acordou, viu o gesto de traição ao Brasil, reagiu e mudou o rumo da nossa política carunchada e muito corroída pela fome dos insetos que atingiram este país, mudou e agora estamos na torcida por um Brasil melhor e aguardando que os ladrões devolvam o produto do butim e sejam exemplarmente punidos com longos anos de cadeia, já que não temos pena de morte.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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CARNAVAL 2019

 

As escolas de samba estão se articulando para rejeitar a ajuda da Prefeitura para o carnaval do Rio de Janeiro. Ótimo. Que rejeitem. A Prefeitura não deveria dar nada. Que as escolas de samba procurem patrocínio privado. A rede hoteleira e de restaurantes, que mais ganham com o carnaval, principalmente os hotéis, deveriam patrocinar as escolas de samba. Não contribuem e ainda se beneficiam de um evento patrocinado com recursos públicos.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CATACUMBA

 

Vem à tona o que era mais o menos evidente para o público: a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tem sido palco de manobras de catacumba envolvendo esquemas gigantescos de propina, troca espúria de favores, funcionários fantasmas cujos salários revertem para parlamentares e outras manobras ainda desconhecidas. Com metade dos eleitos composta por estreantes na política, espera-se que o espírito dominante na próxima legislatura seja o de renovação de procedimentos, mais transparência no trato do dinheiro público e de restauração de parte da confiança que porventura um dia a Casa tenha merecido da população. Por outro lado, é natural a curiosidade sobre cenários semelhantes nas Assembleias Legislativas de outros Estados.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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A PAUTA DO CONGRESSO

 

O presidente diplomado Jair Bolsonaro completou sua equipe de governo. Mas, por certo, deve estar preocupado com o andamento de questões na Câmara dos Deputados. A disputa do cargo de presidente, uma pretensão do atual ocupante do cargo maior, prepara uma pauta de votação de projetos com reflexos no Orçamento federal. E nas contas públicas, atingindo o futuro governo. Isso indica que, mesmo com a eleição de uma maioria conservadora, algumas lideranças atuais ainda não se mostram tão aliadas com o futuro governo.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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SEM RESTRIÇÕES

 

Presidente Bolsonaro, um conselho: toda vez que algum projeto do governo empacar por causa de picuinhas da oposição, venha a público, na TV, nas redes sociais e dê nome aos bois. Assim ficará evidente quem é contra o Brasil.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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SERVIDORES INEFICIENTES

 

Sobre a matéria “Colnago sinaliza apoio de Guedes a reforma que permita demitir servidor ineficiente” (“Estado”, 13/12), o atual sistema de avaliação de desempenho dos servidores públicos é uma piada, bem ao gosto do corporativismo estatal. Segundo Esteves Colnago, ministro do Planejamento e futuro secretário-adjunto da Fazenda do governo Bolsonaro, trata-se de uma formalidade, com atribuição de nota máxima a todos os servidores. Não admira a baixíssima produtividade mesmo com salários tão altos.

 

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

 

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DEVASSA

 

O novo presidente eleito tem de fazer uma devassa em todas as estatais. Em especial nos fundos de pensão das estatais onde os trabalhadores foram assaltados pelo governo anterior. É um crime o que fizeram com os fundos de pensão das estatais, como o Postalis, a Previ, o Centrus, etc. Aplicações na Sete Brasil ainda hoje estão sem qualquer esclarecimento e apuração. Lembram-me o caso do Banco Santos, quando aplicações de fundos de pensão enriqueceram alguns dirigentes que permanecem impunes, muitos deles no comando de entidades financeiras e ainda atuando no setor. Por que aplicaram na Sete Brasil? Quem mandou? Quem vai responder por isso? Alguns fundos de pensão com déficit ainda pagam bônus milionários a seus dirigentes e conselheiros. Isso tudo sob a omissão e cumplicidade da Previc e dos patrocinadores ligados ao governo federal. Outro segmento ainda não alcançado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é o das entidades sindicais e confederações de trabalhadores. Dirigentes dessas associações estão ricos desviando recursos e ocupando imóveis que faziam parte do patrimônio delas. Entidades como a Contag, CUT, Contraf e tantas outras devem ser fiscalizadas. Os recursos repassados são nossos. É dinheiro público, sim! Essa orgia durou 13 anos... mas a impunidade não pode durar para sempre! É muito trabalho, sim. Mas esperamos que o TCU, o Ministério Público e a Polícia Federal fiscalizem e apurem tudo.

 

Erica Maria Santos ericadf@bol.com.br

Brasília

 

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MAIS UMA USINA ATÔMICA

 

Uma das características do governo Bolsonaro é a descrença no aquecimento global, apesar dos estudos realizados e comprovados por inúmeros cientistas dos diversos países que se debruçaram sobre a questão. E a insensatez se faz mais absurda pelo fato de o nosso país ter em seu território um bioma que, sem nenhuma dúvida, é a maior arma que a humanidade possui para estancar tão catastrófica situação. Entre os eventos que ocorrerão com o aquecimento global, destaca-se a elevação do nível dos oceanos. Depois do desastre da Usina de Fukushima, no Japão, decorrente de um tsunami, alguns países começaram a desativar as suas usinas atômicas, entre eles a Alemanha, o país que nos forneceu, e fornecerá, mais um reator para a usina de Angra dos Reis. Como engenheiro, jamais entendi por qual motivo os governos anteriores escolheram exatamente aquela região para instalar o complexo das nossas usinas atômicas. Sim, pois ela se encontra próxima às maiores cidades do País, e um desastre ali teria consequências homéricas. A nuvem radioativa chegaria a São Paulo, por exemplo, em cerca de 40 minutos. Apesar de todos esses elementos, o novo ministro de Minas e Energia se manifestou no sentido de que a prioridade será terminar a construção da terceira usina atômica em Angra dor Reis. Alega como argumento que Angra 3 já consumiu R$ 8 bilhões, teria a capacidade de 1.405 MW, e seriam necessários mais R$ 15 bilhões para terminar a obra, que custaria, portanto, um total de R$ 23 bilhões. Por outro lado, desistir de Angra 3 custaria R$ 12 bilhões. Mas tal argumento torna-se inválido quando se sabe que a instalação de usinas fotovoltaicas, aproveitando a energia solar, sairia ainda mais barato, com a vantagem de serem instaladas por todo o território nacional, bem mais próximas dos consumidores. Nós estamos por demais atrasados para ingressar na energia fotovoltaica, pois a Suíça, por exemplo, a utiliza desde a década de 1980. O aquecimento global é uma realidade científica, e não uma manobra de marxistas, e uma das suas consequências é a elevação do nível dos oceanos, o que já vem acontecendo e é outro fator importante contra a construção de usinas nucleares em Angra dos Reis. O almirante apresentou uma estimativa de custo para o abandono da construção de Angra 3. Eu acrescentaria, ainda, as outras duas usinas atômicas também. Pois, por maior que seja o custo para desativá-las, será uma ninharia ante um desastre nuclear próximo às principais cidades e parques industriais do País.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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BOLSONARO E O ACORDO DE PARIS

 

O novo presidente da República lançou uma série de ataques contra o Acordo de Paris, mas todos os seus argumentos para abandonar o tratado só existem na sua imaginação. Sugiro que Jair Bolsonaro leia o tal acordo antes de proferir novas bravatas que só prejudicam o País perante a comunidade internacional. O Brasil e o mundo já se deram conta de que Bolsonaro vai agir como líder da bancada ruralista na Presidência da República, ele não precisa reafirmar isso diariamente.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O QUINTAL SUPREMO

 

Em evento no Rio de Janeiro, o ministro Dias Toffoli disse que “chegou a hora de a política voltar a conduzir o País”. “Se tudo vai parar no Judiciário, é porque as outras instâncias falharam.” Conforme estamos assistindo, a título de exemplo, a defesa do presidiário Lula entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com 78 questionamentos judiciais, incluindo mandados de segurança, reclamações e habeas corpus até 30/6 do corrente ano. Depois de julgado e condenado por todos os órgãos de que o País dispõe, lula faz do STF o seu quintalzinho. Os ministros ficam à disposição do presidiário para responder a todos os questionamentos propostos em tempo real. Qual cidadão neste país goza de tantos privilégios quando precisa do STF, mesmo não estando preso? Será que são as outras instâncias que falharam? Em 2011, o presidente do STF Cezar Peluso apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de recursos ao próprio Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo era dar mais agilidade às decisões judiciais de segunda instância. A PEC propunha a imediata execução das decisões judiciais, logo após a pronúncia da segunda instância – Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais. A proposta era também acabar com o efeito suspensivo e os recursos especial e extraordinário. Vejam o absurdo: desde 19 de janeiro de 2015, a PEC dos recursos, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), está parada na Secretaria Legislativa do Senado. E agora Toffoli sugere a criação de outras instâncias de decisões, pois, segundo ele, a judicialização no País se deve ao texto muito longo da Constituição e que ela deveria ser simplificada. Pois é, aumenta-se o quadro, mais pessoas debruçadas sobre um mesmo tema, o que faz com que o réu ganhe tempo, até que seu crime seja prescrito. Para entender a agilidade dos ministros do STF, basta ouvir um voto nas decisões que são televisionadas. Nada objetivo e claro, mas, sim, uma exibição de termos e citações que só atrasam as decisões. O STF deveria aprender como dar um voto com os ministros do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), do Rio Grande do Sul, pois são pagos para decidir, e não se exibir.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS UM ENGODO

 

Nós pensávamos que a Constituição de 1988 era a nossa salvação. Graças aos acontecimentos observados nos últimos anos, principalmente no Congresso Nacional e na Suprema Corte, descobrimos que a Constituição está com os parâmetros distorcidos. Ulysses Guimarães, Mauro Benevides, Jorge Arbage, Bernardo Cabral, Adolfo Oliveira e tantos outros constituintes elaboraram a “Constituição Cidadã”, como ficou conhecida. O bem-estar social nunca foi alcançado. O poder público ficou desorganizado. O retrocesso maior foi no disciplinamento jurídico e na organização do poder público. Lastimável, infelizmente.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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O CUSTO DO JUDICIÁRIO

 

Soubemos pela imprensa, recentemente, que nosso Judiciário tem um custo muito superior ao de países desenvolvidos. Isso poderia ser até aceitável, se ele cumprisse a sua missão. No entanto, os processos são engavetados, ninguém cumpre prazos e tivemos um processo arquivado no Supremo por falta de provas depois de 20 anos! A jurisprudência virou piada, juízes de primeira instância resolvem “de acordo com sua consciência”, e não de acordo com a lei, e os membros do Supremo decidem de forma contrária ao que foi estabelecido pelo próprio Supremo – vejam José Dirceu, leve e solto, já condenado em segunda instância a mais de 30 anos de prisão. Pedir vista se tornou uma forma confortável de adiar decisões, certamente para que nada se decida, por interesse de alguém, e a concessão de liminares adiadas “ad infinitum” se tornou uma forma de ativismo que serve para proteger interesses de grupos em detrimento da maioria. Certamente, a decadência do País e o aumento enorme das injustiças em relação à parte mais desprotegida da população são consequência direta da irresponsabilidade do Judiciário. Se não entenderem sua missão e criarem padrões e disciplina, nosso futuro continuará ameaçado.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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O AUMENTO DO SUPREMO

 

Fiz uma simulação do aumento salarial concedido recentemente ao Judiciário considerando, para facilidades de cálculo, um ministro solteiro e sem filhos, bem como o ilegítimo e imoral auxílio-moradia, que é isento de Imposto de Renda, não sendo mais pago. Para minha surpresa, o aumento que os magistrados tiveram foi negativo usando a atual tabela de Imposto de Renda na fonte. Pelas minhas contas, o aumento foi de menos 0,01%. Trocaram seis por meia dúzia. A menos que estejam planejando outra imoralidade qualquer. Quem duvidar faça as contas. Bolsonaro, abra o teu olho. Vai sobrar para o teu governo.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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STF MODIFICADO

 

Um senador recentemente apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com o objetivo de modificar a maneira de compor o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ser ministro do STF, o juiz deveria ser submetido a um exame, entre outros requisitos, e teria um mandato de cinco anos. Acabariam as indicações via presidente da República e os mandatos não seriam “eternos”. Imaginem que o PT, com seu projeto de permanência no poder, teria todo o STF indicado pelo presidente petista ao longo dos anos. Imaginem o Brasil se transformando numa Venezuela. Hoje, no STF, temos uma herança petista, e vejam só o que acontece: é juiz querendo acabar com a Lava Jato, é juiz dizendo que os juízes de primeira e segunda instâncias “têm poder demais”, é juiz querendo prender gente que simplesmente expõe sua opinião, é juiz preservando direitos políticos de presidente cassado, é uma sorte de absurdos que devem ter um fim o quanto antes. Eles tentam dar um toque de legalidade nas decisões que tomam em função daqueles a quem devem favores.

 

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

 

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TOGA INCOERENTE

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski tem dado demonstrações de ser contrário a todo tipo de prisão, começando pela prisão coercitiva, passando pela prisão preventiva e, terminando, contrário à prisão após a confirmação condenatória em segunda instância. Todavia, e para o espanto de todos, não se conteve e determinou que a Polícia Federal detivesse o advogado Cristiano Caiado, pelas palavras “desonrosas” lançadas por ele contra o STF durante um voo entre São Paulo e Brasília. Lewandowski pede para sair, o Brasil agradece!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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LIMITES

 

A melhor defesa para Ricardo Lewandowski foi feita pelo ministro Dias Toffoli, nos seus melhores dias de advogado sabido: vamos nos antecipar e processar o ofendido. Vamos empregar o nosso poder e acionar a Polícia Federal para apurar não o ato criminoso, mas a suposta ofensa ao STF. Sim, porque o ameaçado, aquele contra quem se cometeu o crime, foi o advogado Caiado. Calaram-se todos, mas o advogado ameaçado deve acionar a Justiça e processar aquele que abusou da autoridade, colocando-se acima de lei. Temos, como cidadãos, o direito de impor limites a uma Suprema Corte decaída.

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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FUTURO IMUTÁVEL

 

Fim de mais um ano, um novo se aproximando e com ele, como é de praxe, renovamos nossa esperanças num futuro melhor. Ops, mas leio no “Estadão” que o Conselho de Ética (?) pode ficar com o PT no Senado, na nova legislatura. Na mesma notícia, essa possibilidade está atrelada às articulações na disputa pela presidência do Senado, onde este execrável bando de quadrilheiros dará, em contrapartida, apoio ao “ilibado” símbolo de decoro, de moral e de honestidade, Renan Calheiros. Minha mente viaja para o futuro e ainda vejo nele os 11 cavaleiros do apocalipse ameaçando a humanidade por intermédio do STF, Brasília como um lupanar administrativo, político e jurídico de um do bordel principal chamado de Brasil. Gleisi Hoffmann, a louca, vagando pelos corredores sombrios, clamando por justiça para aquele seu ente amado aprisionado injustamente nas masmorras de Curitiba. Meus fugazes sonhos e minhas doces esperanças se desvanecem. Acordo para a dura realidade. Nada mudou, nada mudará. Estamos eternamente dormindo em berço esplêndido e acordando nesta mesma realidade imutável de sempre.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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SENADO, FEUDO DE RENAN

 

A coisa se resolve simples como água, é só colocar o criminoso na cadeia, como Cunha e Lula. O que será que impede Sérgio Moro e Jair Bolsonaro?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmaill.com

São Bernardo do Campo

 

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INQUIETO

 

Em entrevista na televisão recentemente, Renan Calheiros acusou extremo desconforto. Não parava de se mexer, gesticulava desproporcionalmente e arregalava os olhos. Certamente, temia a pergunta que poderia ser feita: por que o senhor é o político mais criticado do Brasil? Esboçou uma fuga pela tangente, dizendo que o presidente do Senado é foco constante de ataques, no entanto está se esforçando para ser novamente o grande morubixaba.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2015@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

 

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NÃO CHEGA?

 

Hoje o pior e mais poderoso político de Brasília chama-se Renan Calheiros. Precisa desenhar?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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MAIS UMA INTERVENÇÃO FEDERAL

 

Uma das coisas mais irresponsáveis da Constituição Cidadã foi criar os Estados de Amapá e Roraima, com toda a estrutura de um governo estadual, nos seus Três Poderes, sem a menor condição econômica de suportar tais estruturas. Hoje, 30 anos depois, vemos o irmão mais pobre, Roraima, falir efetivamente, exigindo intervenção federal. Nestes últimos anos a estrutura estatal que surgiu nunca conseguiu andar por suas próprias pernas, sempre necessitando da ajuda da União. Roraima, que equivale em termos de PIB à microrregião de Chapecó, em Santa Catarina, um pouquinho mais, obviamente não tem recursos para manter a atual estrutura existente, além dos encargos advindos da crise dos refugiados da Venezuela.                   

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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DEBOCHE VENEZUELANO

 

Nicolás Maduro, ditador venezuelano, diz que EUA e Brasil têm um plano de implantação de terrorismo na Venezuela. Isso é muito debochado, para quem vive aqui, e trágico para quem está lá, na Venezuela. E, infelizmente, há ignorantes no Brasil que defendem esta praga.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPRESSA ‘LIVRE’ NA VENEZUELA

 

Um dos últimos baluartes dos meios de comunicação social independentes da Venezuela, o jornal “El Nacional” está sendo calado pelo regime ditatorial de Nicolás Maduro. A partir de agora, o povo venezuelano receberá somente notícias sob a ótica do regime chavista. 

 

Roberto Garbati Becker roberto_becker@yahoo.com

São Paulo

 

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EUNICE PAIVA (1932-2018)

 

A morte de Eunice Paiva encerra a sua vida, mas não sua luta. O corpo de Rubens Paiva jamais foi encontrado. Que sua luta tão inspiradora não tenha sido em vão.

 

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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50 ANOS DO AI-5

 

Tenho 70 anos e sou testemunha de parte da história do Brasil. Posso afirmar que foi lamentável a abordagem que a mídia fez sobre a data de 13 de dezembro de 1968 quando se editou o Ato Institucional n.º 5 (AI-5). Parece que não houve um antes, tudo foi fruto de um presidente da República malvado e dos seus inescrupulosos ministros que se reuniram num dia e decidiram baixar o ato. Hoje já se confirmou que desde 1962, pelo menos, havia a acumulação de forças de guerrilha urbana e rural no Brasil preparando o terreno para implantar a Cuba do sul. Foram surpreendidos em 1964, se rearticularam e adotaram a luta armada contra a sociedade brasileira. Alguns agentes do Estado foram destacados para combatê-los, no mesmo estilo de luta utilizado, e seis anos depois puderam ser considerados vencedores. Compulse a verdade dos fatos e não acredite na revisão grasmcista esquerdista que a mídia e a maioria dos professores de História ensinam nas escolas. Infelizmente, nesta luta fratricida, morreram cerca de 500 patrícios dos dois lados da contenda, alguns inocentes. No mais, é manchete para vender jornal ou turbinar a audiência.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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AR-5

 

Todos os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos são “fake News”. E, se não houvesse o Ato Institucional n.º 5, haveria o AR-5 (Ato Revolucionário n.º 5). Há uma overdose relativamente à ditadura militar (1964-1985). Muito mais “civil” do que “militar”. Todas as outras ditaduras anteriores são ignoradas. E não há ditaduras sem o “consentimento” ou sem o “apoio” dos tais militares em nenhum país do mundo. E transformaram a mequetrefíssima e breguíssima “ditadura militar” em subproduto (mercadoria) cultural! Não faltam teatro, cinema e “literatura” sobre a tal “ditadura militar”. Financiados pela Lei Rouanet. Preferiria ter havido em 1964 a Rebentona da esquerda em vez da Redentora da direita.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O ANO DE 1968 E O AI-5

 

É papel inalienável do historiador relatar os fatos históricos e interpretá-los na forma devida para que na posteridade todos – e em especial os jovens – recebam herança adequada. Muito se tem escrito sobre a adoção do Ato Institucional n.º 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968. É oportuno, pois, rever causas determinantes, remotas ou próximas, sobretudo com foco naquelas patrocinadas pelos comunistas brasileiros, objetivando à implantação no País da ditadura do proletariado; e, frequentemente, justificadas com a alegação de combate à ditadura militar. Ei-las: 1) a preparação para a guerrilha de Xambioá, entre 1964 e 1968, quando vários dentre os 18 militantes comunistas que haviam passado por treinamento militar na China se estabeleceram no Araguaia, para iniciar um movimento guerrilheiro; 2) o surgimento em 1964, no meio universitário da cidade de Niterói, do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), em memória da captura e assassinato na Bolívia, em 8 de outubro de 1967, de Che Guevara; 3) a formação, em 1966, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), a partir da união de dissidentes da Política Operária (Polop) com remanescentes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), com a finalidade de empreender ações de guerrilha; 4) o atentado de 25 de julho de 1966, no Aeroporto de  Guararapes, no Recife, perpetrado pelos comunistas, com o objetivo de assassinar o general Costa e Silva, que se encontrava em campanha pela eleição à Presidência da República, e que ceifou a vida do jornalista Edson Registou de Carvalho e do vice almirante Nelson Gomes Fernandes; 5) a divulgação do texto “Algumas Questões Sobre as Guerrilhas no Brasil”, elaborado em outubro de 1967, em Havana, Cuba, por Carlos Marighella, no qual afirma que “esta contribuição teórica e prática da revolução cubana ao marxismo-leninismo elevou a um plano inteiramente novo a guerrilha, colocando-a na ordem-do-dia por toda a parte, em especial na América Latina”; 6) o surgimento, em 1967, da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização estruturada para a prática da guerrilha urbana; e 7) o ataque terrorista desencadeado em 26 de junho de 1968, contra o Quartel General do II Exército, no Ibirapuera, em São Paulo, e que matou o soldado Mário Kozel Filho. Por evidente, os fatos históricos ora citados são ignorados, omitidos e apagados da memória por aqueles que tratam do dramático período de 1968. Os livros adotados nas escolas – para mais de 6 milhões de alunos no ensino médio, dentre as 46 milhões de matrículas no ensino básico – deixam de transmitir aspectos essenciais, como as causas que geraram o AI-5, mencionadas neste texto. Por quê? Para desempenhar seu papel, os historiadores devem estar fora do universo dos analfabetos funcionais, dos doentes ideológicos ou dos que prezam a má-fé como paradigma existencial. Do contrário, jamais transmitirão a ideia ontológica de que o “objetivo fundamental do ser humano é a paz e a harmonia, tendo como instrumento a democracia, que por seu turno é alicerçada na liberdade, na verdade, na coragem e na ética”. E, por último e fundamental: a sociedade brasileira clama por mudança. A fraude, a falsidade e a corrupção receberam um duro golpe em 2018. A esperança, a fé e o otimismo entraram na agenda social e política. Todos precisam se conscientizar destes novos tempos em que cidadãos, contribuintes e eleitores estão imergindo.

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

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SONHOS E DEVANEIOS PARA 2019

 

Aos incansáveis sonhadores e otimistas, torço para que 2019 traga mais pão e feijão e menos canhão; mais amor, menos desamor; menos desencontro, mais emoção; mais ternura, menos hipocrisia; mais ação, menos opressão; mais ousadia, menos covardia; mais consideração, menos mutilação; mais cortesia, menos empulhação; mais fineza, menos indelicadeza; mais alegria, menos tristeza; mais certeza, menos incerteza; mais fé, menos desalento; mais espiritualidade, menos ordinarice; mais lealdade, menos traição; mais inteligência, menos burrice; mais comida, menos fome; mais entusiasmo, menos apatia; mais coragem, menos bazófia; mais eficiência, menos maledicência; mais candura, menos ilusão; mais responsabilidade, menos torpeza; mais flores, menos espinhos; mais conquistas, menos derrotadas; menos partidas, mais chegadas; mais delicadeza, menos estupidez; mais amizade, menos oportunismo.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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NOVO GOVERNO

 

Senhor Bolsonaro, retrocesso não. Supressão de direitos básicos, não. Cerceamento à liberdade de expressão, não. Respeito aos brasileiros. Não vamos nivelar a sociedade por baixo.

 

Alice  Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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