Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2018 | 02h00

Contas públicas

Reforma urgente

Uma em cada três cidades fechará o ano no vermelho - a situação descrita na excelente abordagem do Estado de domingo faz saltar aos nossos olhos a necessidade premente de uma grande reforma política. Municípios e Estados que não têm condições de se sustentar obrigam ação governamental de reestruturação do arcabouço federativo. Além de mal administrados, eles precisam ter sua existência reavaliada. É de notar que a criação de municípios tem sido insensata. Emancipações fecham os olhos para a economia e nem sequer abordam a possibilidade de os novos municípios serem economicamente independentes. Tudo isso causa, ao final, mais carga tributária para o restante do País, pois a União é que acaba sustentando os Estados e municípios inadimplentes - veja-se o que acontece no Rio de Janeiro e em Roraima. Analisando dados do IBGE levando em conta o índice de dependência - que mostra a relação entre a população economicamente ativa e a economicamente dependente -, vê-se que um número enorme de municípios e alguns Estados com tal índice acima de 60% são inviáveis. Daí se deveriam estabelecer duas ações: 1) programa de desenvolvimento para deixá-los, em prazo estabelecido e sem prorrogações, em condição economicamente sustentável; e 2) encerramento imediato dos casos que se mostrem absolutamente insolúveis.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

Prefeituras no vermelho

É absolutamente inaceitável e intolerável que nada menos que um terço (!) das prefeituras do País - 1.444 - feche o ano no vermelho, com enormes dificuldades para honrar os pagamentos básicos de folha de pessoal e de fornecedores, entre outros, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios. Do jeito que a coisa vai mal, muito em breve também não haverá recursos suficientes para abastecer a frota policial e adquirir medicamentos e insumos hospitalares, entre outras necessidades. Como se vê, o País caminha engatado em marcha à ré rumo ao despenhadeiro. A que ponto chegamos!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Fechem-se os palácios

Romeu Zema, governador eleito de Minas Gerais, assumiu o compromisso de não utilizar o Palácio das Mangabeiras como residência oficial. Na realidade, todos os governadores deveriam ter atitude semelhante, incluído o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Os representantes do povo, eleitos por voto direto, deveriam dar o exemplo, cortando os gastos na carne. Recursos milionários são gastos mensalmente para manter luxuosos palácios por todo o País, debochando claramente da situação caótica de milhões de brasileiros pagadores de impostos mesmo sobrevivendo com um salário mínimo que não chega a mil reais.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Imposto de renda

Correção da tabela

Bolsonaro e seu guru econômico, Paulo Guedes, acenaram na campanha eleitoral com a elevação da base do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Isso significa, na prática, aumento real nos salários. É um grande passo, pois a falta de correção da tabela acumula uma defasagem de 80%. Que isso seja feito já em 1.º/1.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

Energia

No novo governo

Excelente a análise do professor José Goldemberg sobre a questão energética brasileira (17/12, A2). Destaco sua corajosa defesa das nossas usinas hidrelétricas e seus reservatórios, tão vilipendiados por quem não conhece bem o assunto. Como bem destaca o professor, “a ênfase posta nos impactos locais negativos - que é real em muitos casos - precisa ser balanceada com os impactos positivos para a população que é servida pela energia produzida”. Abrir mão desse bônus que nos foi presenteado pela natureza tem nos levado a uma produção de energia mais cara e mais poluente.

Marcos Lefevre

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Patrimônio

Navio oceanográfico 

Bastante simbólica a foto do navio oceanográfico da USP, na edição de domingo do Estadão, pois reflete fielmente a condição atual da universidade, que está próxima do naufrágio econômico-financeiro. Aliás, essa incompetência acadêmica para gerir patrimônio é semelhante à gestão do Museu do Ipiranga, que permanece fechado até hoje. A história sobre o destino da embarcação é surrealista e, como sempre, pondo dinheiro do contribuinte no ralo da incompetência e da má gestão pública.

Pedro Luiz Bicudo

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

Bandeira rasgada

Indignação é o sentimento despertado pela matéria do Estadão sobre o triste destino - ou abandono? - de um dos mais importantes testemunhos da soberania e da ciência brasileiras, o navio oceanográfico Professor W. Besnard. A USP ou a Marinha Brasileira não poderiam ao menos trocar a Bandeira Nacional rasgada, ainda hasteada no navio, por uma nova, íntegra? É uma questão de preservação da memória e de respeito aos símbolos de nossa nação.

Etelvino José Henriques Bechara, professor sênior da USP

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

Cesare Battisti

Onde procurar

Para a Polícia Federal cumprir a ordem de prisão para a extradição do assassino italiano Cesare Battisti, determinada pelo presidente da República, Michel Temer, sugiro que comece a procura do criminoso investigando conhecidos amigos dele que sempre o defenderam, como um certo senador, um ex-ministro de Justiça e outros do mesmo time. É muito provável que eles tenham contato com o fugitivo e até o estejam protegendo.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Antonio Brandileone, Arlete Pacheco, Artur Topgian, Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Carlos Battesti - Convergência Comunicação Estratégica, Carlos Eduardo de Barros Rodrigues, Creusa Colaço Monte Alegre, Ðecol, J.S. Marketing & Copyright Worldwide, Ingrid e Alexandru Solomon, José Alcides Muller, José Pastore, Júlio Roberto Ayres Brisola, Luciano Harary, Maurício Lima, Uriel Villas Boas e Vitor de Jesus.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Municípios sem recursos

Triste realidade, reflexo da quebradeira da economia brasileira, exclusivo legado petista: "Uma em cada três cidades fechará o ano no vermelho". A manchete do "Estadão" de 16/12 revela dados de um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) feito com prefeitos de 4.559 das 5.565 cidades do País. Segundo eles, 1.444 municípios, ou 31,7% dos pesquisados, estão sem condições de arcar com seus compromissos por causa da precária situação financeira. A única solução que encontram é parcelar o 13.º salário. 50% dessas cidades têm dívidas com fornecedores. Investimentos em obras? Nem pensar. Só resta aos prefeitos rezar para que a nossa economia se recupere e a arrecadação cresça. Mas é de questionar: será que estes prefeitos, sem recursos para administrar sua cidade, estão preocupados em cortar despesas improdutivas e diminuir radicalmente os cargos de indicações políticas? Infelizmente, pelo histórico lamentável destes administradores públicos, eu duvido que essas providências estejam sendo tomadas. E, em troca, os munícipes ficam com a péssima qualidade dos serviços prestados.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Estado inviável

"Cidades estouram em R$ 5 bilhões teto de gastos com pessoal" ("Estadão", 16/12). Em nível municipal, como nos demais, há uma falência generalizada de "órgãos", que ninguém quer ver, pois a Constituição Cidadã nos legou um Estado inviável 30 anos depois, que gasta mais do que arrecada, criou uma dívida impagável, além de dar muitos direitos, poucos deveres e responsabilidades, principalmente a seus funcionários privilegiados, que consome 1/3 do PIB e devolve pouco à sociedade. Sem uma reforma do Estado, incluindo sua Constituição, o Brasil ficará um país inviável no médio e no longo prazos.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

13.º salário atrasado

Sou professor aposentado da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), não recebi o 13.º salário e não há previsão de pagamento. Isso não se deve aos administradores atuais desta universidade. Deve-se à irresponsabilidade do ex-governador e, espero, ex-político Geraldo Alckmin, ao criar inúmeros campis da universidade por todo o Estado de São Paulo, com fins puramente políticos. Tive a oportunidade de seguir Alckmin, bem de perto, num seguimento da vida pública e sempre estive convencido de que não tem a devida probidade para cuidar dos interesses do Estado, a exemplo de sua conduta em favor das concessionárias de rodovias, em prejuízo do Estado. Nunca tomou qualquer providencia, por mais que eu o tenha alertado das falcatruas praticadas, inclusive pessoalmente.  

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

O jeitinho brasileiro

Diante do cenário atual de corrupção na política brasileira, o caso envolvendo um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que apresentou conta bancária de R$ 1,2 milhão, totalmente fora de sua realidade salarial, deixou claro à sociedade brasileira que servidores do Legislativo devolvem parte de seus salários para os parlamentares que os empregaram. E mais, este "jeitinho brasileiro endêmico" é peculiar nos 5.570 municípios brasileiros dos 26 Estados mais o Distrito Federal. Que barbaridade, tchê!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Os cupins do erário

Sabe o que é chocante? É que esta prática recorrente de parlamentares ficarem com parte do salário dos assim chamados "assessores parlamentares" é não só desonesta, mas demonstra uma voracidade mesquinha e abjeta daquele que quer tirar vantagem, se não do funcionário conivente que topa tudo por dinheiro, mas, sobretudo, do povo que mais sofre com o desamparo do Estado, mas paga impostos sem até saber o quanto! O mais repulsivo é que são gotas que vão enchendo baldes e baldes, porque todos sabem que a prática é recorrente. Portanto, não importa o valor pecuniário; importam os valores morais - ou a falta deles - embutidos nesta prática tão nociva, porque o prejuízo é sempre o mesmo de bilhões roubados. E ninguém venha falar em quantias irrisórias, pois estes são os cupins do erário, e cupins são capazes de corroer, além de madeira, estruturas de cimento inteiras. Portanto, esperamos que os responsáveis também por esse tipo de ilícito sejam exemplarmente punidos, pois não há relativismo moral que os justifique.  E não dá mais para fechar os olhos para aquilo que não queremos ver, porque desta forma não chegaremos a lugar nenhum.

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

O controle do Coaf

Engraçado, o médium João de Deus sacou R$ 35 milhões depois que foi denunciado e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não se manifestou, não disse nada... A história com o filho de Jair Bolsonaro é coisa mandada ou o quê?

Artur Topgian

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

Olho no dinheiro

Será que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já esta monitorando com a mesma agilidade que fez com as contas bancárias do motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro os saques efetuados das contas bancárias do médium João de Deus? E, da mesma forma, os polpudos honorários pagos aos seus defensores de renome nacional? De graça, por amor à profissão, ou ao médium, não deve ser.   

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Sigam o dinheiro

Oito executivos da OAS que trabalhavam numa área denominada Controladoria assinaram acordo de delação premiada revelando que a empreiteira pagava o equivalente a R$ 200 milhões/ano de propina aos diversos partidos políticos, até 2014, quando foi deflagrada a Operação Lava Jato. Essa vultosa quantia de uma única empresa, que permitiu o enriquecimento ilícito de inúmeros políticos, nunca foi detectada pelo Coaf, que certamente era mais um órgão público aparelhado pelo partido mais corrupto da história. Agora, no apagar das luzes, o Conselho ressuscitou para colocar pedras no caminho do futuro governo.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Assim não dá!

Como se já não bastassem as investidas da oposição e da politicalha que não foi agraciada pelo governo Jair Bolsonaro, seus filhos querem aparecer mais que o próprio pai. Primeiro, Eduardo Bolsonaro declarou que, com um "simples" soldado e um sargento - sem uso de Jeep - poderia acabar com o Supremo Tribunal Federal. Depois, atacou com veemência o programa cubano Mais Médicos. Por outro lado, Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu explicar o seu envolvimento com seu assessor Fabrício Queiroz, pelas movimentações atípicas de recursos identificadas pelo Coaf. Com "chave de ouro", Eduardo Bolsonaro disse que o governo irá implantar no País a pena de morte. Na verdade, não se sabem as razões para tamanho "estabanamento", mas uma coisa é certa: em boca fechada não entra mosquito. Assim não dá!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Pena de morte

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) visitou, a convite, um presídio na Indonésia onde foram executados dois brasileiros por tráfico de drogas. A Constituição brasileira estabelece a restrição a esta pena como causa pétrea. O deputado quer levar a plebiscito popular no Brasil a inclusão da pena de morte por tráfico de drogas e também desde que haja crime hediondo, tipo de crime que não falta no Brasil. O problema consiste em determinar na lei quais os juízes togados ou sem toga que seriam os algozes de tão séria sentença. O assunto é polêmico e, dada a realidade da religião no Brasil, tudo indica que o plebiscito não terá êxito.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Autoridade

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, afirmou que a aplicação da pena de morte no Brasil poderia ser discutida através de um plebiscito. O pai prontamente o desmentiu, dizendo que não existe essa possibilidade. Não é a primeira vez que isso acontece e Jair Bolsonaro precisa mostrar que tem autoridade em casa, com os filhos, que não podem falar sobre seu governo. Do contrário, como acreditar que terá essa autoridade com os 22 ministros que podem e devem falar?

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Falta de sintonia

O presidente eleito desautoriza o filho e descarta pena de morte. Acho que a família não se comunica. Cada um fala o que quer. Isso não é bom. Passa uma imagem de bagunça. Assim como esta questão envolvendo o assessor de um dos filhos. A primeira coisa que o presidente eleito ou seu filho deveriam fazer é chegar ao Coaf e perguntar: "A movimentação suspeita é de quanto?". "É tanto", diria o Coaf. Está aqui o cheque para depósito caução ou como garantia, até a apuração da movimentação. Pronto. Cortava o noticiário pela raiz. Desgastam-se e desgastam a imagem do governo eleito. Esta falta de sintonia e as desautorizações não ficam bem. Os filhos têm de se conscientizar de que o presidente eleito é o pai.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Refém

Será que depois destas denúncias contra os assessores da família Bolsonaro ele não vai ficar com seu poder político fragilizado e o deixar refém do Congresso? Por favor, de novo não!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Promessas

Mais uma promessa! Leio que o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), não reeleito, fazendo mea culpa da esquerda, prometeu não mais se candidatar a cargos públicos, "et pour cause", doou três dos seis ternos! Deputado, há promessas do senador Lindinho (daria alguma coisa publicamente!), do colega Jean Wyllys e de alguns artistas (saída do país, etc.), caso Jair Bolsonaro fosse eleito. Até agora, nada cumprido! Vamos torcer, vamos cobrar, hein!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Eleição no Senado

Voto aberto na eleição do presidente do Senado. O ministro Marco Aurélio Mello tem por obrigação decidir esta semana pelo voto aberto, conforme espera o povo brasileiro.

  

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Indulto de Natal

O Natal está chegando, e como fica o indulto do presidente Michel Temer?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Cerimônia de posse

O futuro ministro Ernesto Araújo disse que Jair Bolsonaro não convidou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para a cerimônia de posse em 1.º de janeiro. Acertada a decisão do presidente eleito. Não fará falta e evitará constrangimentos.

Roberto Garbati Becker

roberto_becker@yahoo.com

São Paulo

Peso

Cumprimento o presidente Bolsonaro, seu mandato irá começar sem compactuar com ditadores assassinos. Ao não convidar Nicolás Maduro e Raul Castro para sua posse, ele retira o peso de cumplicidade com genocidas sanguinários e, consequentemente, tira do Brasil a maldição de ser avalista de tantas mortes cruéis e inúteis de milhares de pessoas apenas por serem contrários ao governo egocêntrico e assassino.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

Venha

Bem que Nicolás Maduro poderia vir para a posse de Bolsonaro. Após a posse, ele estaria maduro para imediatamente e gentilmente ser encaminhado para o Tribunal de Haia, na Holanda, pelos crimes de genocídio do povo venezuelano.

Jose Rubens de Macedo Soares

joserubensms@gmail.com

São Paulo

Déspota

O presidente Nicolás Maduro diz que não viria ao Brasil porque Bolsonaro é fascista. Só pelo êxodo do povo venezuelano e o fechamento semana passada do último jornal de oposição na Venezuela não precisamos dizer quem é o fascista nesta história. É uma vergonha como a mídia ainda dá espaço a um déspota que detonou o próprio país, corrompeu tudo e todos e ainda mandou matar mais de 300 conterrâneos.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

Fluxo migratório

Mesmo com a entrada de 100 mil refugiados fugindo da crise na Venezuela, o Brasil teve saldo negativo de fluxo migratório em 2018. Mais de 252 mil brasileiros deixaram o País, num saldo negativo de 157 mil pessoas. É um triste e trágico retrato da decadência e da falta de perspectivas do Brasil de hoje. A eleição de Jair Bolsonaro para presidente apenas reforça este quadro sombrio e desalentador de queda e desesperança. É um país que deixou de atrair estrangeiros e que expulsa os brasileiros pela violência, corrupção, injustiça, desigualdade, burocracia e falta de oportunidades. De país do futuro, passamos a ser o país do retrocesso e do atraso.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

A extradição de Battisti

A extradição de Cesare Battisti foi decidida conjuntamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro e Michel Temer. Combinaram com o Battisti também?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Foragido

Assinar a extradição é fácil, difícil é encontrar Battisti.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Três patetas

O pateta 1 proibiu a extradição do terrorista Cesare Battisti, e, consequentemente, ele permaneceu livre e solto, e o pateta por vários motivos está preso. O pateta 2 resolveu, no apagar das luzes de seu governo, que Battisti deveria ser extraditado, canetada oportuna tal qual o aumento do STF. O pateta 3 ganhou a eleição e foi logo postando em redes sociais que Battisti seria extraditado. Bom! Diante de tantas patetadas, o terrorista especialista em fugas pelo mundo desapareceu. Acho que nem ele acreditou que pudessem aparecer mais patetas. Alguma editora poderia lançar o álbum de figurinhas de Battisti, seria um sucesso!

Paulo Cesar Zorzenon

ipecampos@uol.com.br

Ipeúna

Avisem o cara

"Cesare Battisti", tema requentado. Mas, cá para nós, o mundo todo deve estar rindo e curtindo as decisões de certos ministros da Corte Suprema brasileira. Hilariante! 

Jose Perin Garcia

jperin@uol.com.br

Santo André

Tempo

Como o terrorista italiano ainda está foragido, há tempo suficiente para a "resistência" fretar ônibus, recrutar os voluntários e preparar os sanduíches de mortadela para o seu injusto retorno.

Guto Pacheco

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

A histeria

A histeria tomou conta do País! O governo Bolsonaro ainda não começou, está apenas nas entrelinhas entre Temer e Jair, mas as comadres fofocam por detrás dos biombos, temerosas das falácias do aquecimento global, dos "suaves" pontapés tomados pelo Brasil do Mercosul, da União Europeia, dos contorcionismos da China e da Venezuela e do efêmero Trump, para tentarem barrar as reformas imprescindíveis que são mais do que necessárias para derrotar os que fazem da gestão pública o frangalho em que nos meteram políticos ávidos por dinheiro fácil, que dispensam trabalho por salários outorgados por magistrados estúpidos. Basta de hipocrisia e salvemos o que é direito: a honradez, a liberdade, o empreendedorismo, a soberania, a humanidade e nossos valores, com a humildade que vêm de Cristo.

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Michelle e os quadros sacros

Começa mal a nossa futura primeira-dama. Retirar os quadros sacros dos palácios onde irá morar é uma afronta à cultura. Arte sacra é laica e sua beleza transcende opiniões comprometidas. Afinal por que comprometer a beleza dos palácios, deixando as paredes nuas. Lembre-se também de que este negócio de adorar imagens não é um ponto negativo dos católicos, pois nada mais justo que homenagear a mãe de Jesus Cristo, uma vez que ele também é venerado pelos protestantes. Afinal, a senhora não guarda com carinho uma foto de sua mãe?

Jota Treffis

jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

Declaração universal

Poucos são capacitados a um texto tão esclarecedor como o de Celso Lafer no "Estadão" de domingo ("A Declaração Universal aos 70 anos", 16/12, A2). Arrojo-me a acrescentar que aos direitos correspondem responsabilidades dos seres humanos de fazerem prevalecer os direitos. Então, antes de tudo, os direitos e responsabilidades humanos haverão de constar nos currículos de ensino básico de todas as sociedades. Não se apercebeu ainda que os diretos universais ocupam o lugar de uma Constituição global, que são parte da "globalização". Este aspecto fundamental carece de divulgação. Eu me dei conta tardiamente.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Morte de jornalistas

O Brasil ficou, vergonhosamente, em oitavo lugar em mortes de jornalistas em 2018. O que depreende deste ranking é que somos ainda uma democracia incipiente, rastejante em muitos aspectos e num deles fundamental para a boa democracia: a liberdade de expressão e uma imprensa livre. E tudo isso ainda teve um adendo satisfatório para a intolerância contra os jornalistas: o presidente eleito Jair Bolsonaro fez uma campanha em desprezo às liberdades individuais e coletivas, com forte ênfase nos meios de comunicação, jornais principalmente.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Stanislaw Ponte Preta

Brilhante o artigo sobre Lalau escrito por Sérgio Augusto na edição de domingo no "Estadão" ("O inventor do festival de besteiras do País", 16/12, E2). Foi um privilégio ter lido seus textos. Se estivesse vivo, com certeza nos deliciaria sobre o festival de corrupção que invadiu o País. Saudade. 

Waldyr Sanchez

waldyrsanchez@gmail.com

São Paulo

A boa Lei Rouanet

Tenho lido muitos comentários negativos sobre a Lei Rouanet, particularmente depois da vitória de Jair Bolsonaro, que com o seu linguajar simples e direto deixa margem a falsas interpretações. Dia destes, depois que a grande Fernanda Montenegro encampou a defesa do benefício, a empresa que a emprega promoveu um debate na Globonews entre duas repórteres e uma "especialista", todas favoráveis, sem contraponto. A ênfase foi sobre os benefícios econômicos do patrocínio, que não é patrocínio (na verdade, trata-se de renúncia fiscal, pelo que a empresa não deve ter créditos divulgados, senão é propaganda gratuita, tipo um caixa 2). Pois bem, para cada real concedido, um e meio real é gerado, além de empregos, propagandearam as repórteres. Partiram de uma premissa falsa, pois as críticas não se fazem aos benefícios à cultura, nem aos seus custos, mas aos beneficiários privilegiados. Se se tratasse de investimento econômico, talvez fosse melhor revogar a lei, pois os recursos entrariam para o Tesouro e serviriam a diversas áreas de um Estado saqueado, gerando renda e empregos não calculados pelas defensoras. Se o princípio fundamental da lei é financiar a cultura, por que o chororô vem somente da turma do entretenimento e, neste, dos famosos? Este é o ponto: o grupo privilegiado dela se aproveita sem precisar sujeitar-se a risco; o lucro é certo e mais certo ainda é que, se houver frustração de receita, não haverá prejuízo. Já para talentos promissores, mas não famosos, sobram a busca de financiamento e as dívidas no caso de insucesso dos seus projetos. É justo?

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

E ainda tem gente defendendo

A Lei Rouanet dá um retorno de quase 60% sobre o valor investido. Era o argumento que faltava para enterrar de vez este subsídio. Dinheiro público, particularmente num país pobre como o nosso, é para ser investido em educação, saúde e segurança, e não em atividades de alto retorno financeiro que deveriam ser de interesse da iniciativa privada. 

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Conto do vigário

Está sendo veiculada em estações de rádio um primor de propaganda enganosa sobre acordos para perdas da poupança em planos econômicos patrocinada por bancos, órgãos governamentais e, para dar ainda mais credibilidade à peça institucional, até o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) participa dessa farsa monumental. Nela, entre tantas outras frases de efeito, selecionei as seguintes: "Se eu disser que tem dinheiro que é seu...". "...Não é fake news". E aquela que, para mim, é a suprema manifestação de escárnio e desfaçatez: "É só se cadastrar para receber". Desde julho de 2018, por intermédio de advogados constituídos, aderi ao referido acordo. Desde então, e segundo o Santander (do qual sou correntista e credor), os valores estão em "análise", e nenhuma outra informação é fornecida ou se tem acesso. Cinco meses já transcorreram, e não "é só se cadastrar para receber"? Se eu disser que tem dinheiro que é seu... Sim, o dinheiro é meu. Se essa palhaçada "não é fake news", então é empulhação, enganação deslavada, estelionato puro e simples. O "Estadão" não tem nenhuma obrigação de publicar meu texto, mas tem o dever de investigar e publicar o resultado deste conto do vigário que mais uma vez está sendo cometido contra poupadores, por bancos e, mais lamentável ainda, por uma entidade que se diz de defesa do consumidor, que, se não é conivente, é no mínimo omissa. Este é o lamentável Brasil de ontem, hoje e de sempre.

Renato Otto Ortlepp

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Paz e sossego

Ha vários meses tenho recebido pelo menos cinco chamadas diárias para o meu celular através dos números 01138277750, 01138277700 e 011387730. A grande maioria das chamadas eu rejeito, algumas tento receber alguma resposta sem nunca ter tido sucesso, apenas para agradecer a amada genitora da pessoa que responder por ter se lembrado de mim tantas vezes a cada dia - obviamente deve achar que tenho tempo disponível para correr atrás do celular e verificar quem está me ligando. Já perdi várias chamadas importantes por não atender achando que era chamada desses atenciosos números. Tentei saber a quem, ou qual empresa, pertencem esses números nas operadoras, Procon, até na delegacia, mas sem sucesso, são informações sigilosas, muito mais importantes que a minha paz e meu sossego. Alguém poderia me informar a quem pertencem esses números para que eu possa agradecer devidamente e parabenizar a respectiva amada genitora?

Vagner Ricciardi

vb.ricciardi@gmail.com

São Paulo 

Respeito

A mídia, especialmente a Rede Globo, pede respeito à profissão do jornalista todos os dias. Acho louvável ter respeito à classe, porém o respeito deveria se estender por todas as profissões, desde humilde gari até um presidente da República. Porém, ataca-se um presidente que ainda não está na Presidência, perdendo mais de 30% de um telejornal. Ataquem nossos legisladores inúteis, estes sim pelos quais não deveríamos ter o mínimo respeito, já que eles pertencem à classe dos desonestos. 

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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