Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2018 | 04h30

AUXÍLIO-MORADIA

Como é que é?

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu quanto em penduricalhos os juízes, promotores e o escambau vão receber. Tem autoridade constitucional para isso? Não precisava consultar o Congresso? Não precisava verificar se há verba para efetuar os pagamentos? Não precisava verificar se esse dispêndio consta do Orçamento da União do ano? Se as respostas às duas últimas questões forem não, acredito que o Executivo não necessite liberar as verbas para os pagamentos, eis que é ilegal pagar o que não consta do Orçamento.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Os intocáveis

É descabido, essa pequena casta brasileira só pensa no próprio bolso, em como entrarem mais e mais benesses. O Judiciário já ganhou um aumento gordo. E ainda insiste no auxílio-moradia, que vai sangrar mais os cofres públicos. Eles não pensam nos brasileiros, que arcam com os custos de tudo isso pagando impostos altíssimos? Precisamos rever esses valores de supersalários para essa pequena classe intocável, que por si só decide o que quer sem se importar se o povo concorda ou não.

JONATAS ROSA

jonatasrosa@bol.com.br

São Paulo

Razoabilidade

Bastante razoável e factível a nova decisão do CNJ sobre o auxílio-moradia dos magistrados: terem sido transferidos da cidade de origem, não terem imóvel próprio no local e despesa paga mediante comprovação da despesa, etc. O atual valor do auxílio passa a ser o teto. É o tipo de proposta que merece o apoio da sociedade. Aliás, essa medida também poderia ser adotada pelo Legislativo. É o que deveria ter sido feito desde o início.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Passa-moleque

O Judiciário, na verdade, deu um passa-moleque no Brasil e no presidente Michel Temer. O combinado e imposto pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, foi que, uma vez sancionado o aumento de 16,38% do Judiciário, automaticamente terminaria o malsinado auxílio-moradia. Mas “aquelas” pessoas acima de qualquer suspeita, famintas por penduricalhos, resolveram receber o aumento escandaloso e também manter essa excrescência.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

O mundo está mudando...

Claro que é necessário, obrigação mesmo, que as autoridades e as instituições do País sejam respeitadas, sobretudo quando cumprem seus deveres constitucionais. Mas elas devem se impor pelo respeito e admiração dos cidadãos, com decisões que evidenciem superioridade moral. Bem, isso seria o ideal. Acontece que num país com mais de 12 milhões de desempregados e número desconhecido de subempregados, a maioria com salários aviltantes, é chocante o CNJ retornar, com desfaçatez de indignar qualquer cidadão decente, ao penduricalho do auxílio-moradia. Estão fazendo de todos nós um bando de imbecis, alheios ao que a História nos ensina. O mundo está mudando e esse pessoal parece não perceber. A Revolução Francesa, o movimento de 1968 na França, as manifestações de 2013 no Brasil e os coletes amarelos de novo na França são alguns exemplos de que, quando a paciência da população se exaure, se forma um tsunami incontrolável.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

CESARE BATTISTI

Críticas de Moro

Assim como o ex-presidente foi condenado e preso conforme as leis do Brasil, onde os questionamentos estão sendo feitos, Cesare Battisti deve ser extraditado e responder por seus crimes à Justiça da Itália. Nenhum país tem o direito de interferir em processos de outro que julga seus cidadãos estritamente dentro da lei e da Constituição. Nesse contexto, as críticas de Sergio Moro, futuro ministro da Justiça, sobre o refúgio concedido por Lula a Battisti fazem total sentido.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

A fuga do criminoso

Pelas minhas contas, o Cesare Battisti deve estar entre o Sudão do Sul e a Groenlândia, quase chegando à Patagônia... O aviso antecipado da sua extradição ajudou bastante. Nunca mais será encontrado.

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

POSSE DE BOLSONARO

Desconvidados

Em boa hora Jair Bolsonaro impediu a presença de Cuba e Venezuela em sua posse. Nos quase 14 anos de governo do PT, assistimos a tantas “bondades” de Lula e Dilma que Venezuela e Cuba devem bilhões ao Brasil. Mas não só esses países, temos ainda a Bolívia e ditaduras africanas. Que o novo presidente abra a tal caixa-preta do BNDES e cobre o dinheiro que os governos petistas tiraram dos brasileiros. É o mínimo que se espera, pagar é obrigação de quem deve.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Desconvidar os presidentes de Cuba e Venezuela para a posse de Bolsonaro é um fato irrelevante em si mesmo. O que importa é o recado a esses países: regimes autoritários outrora alinhados ao petismo, que provocou uma das maiores crises políticas, sociais e econômicas no Brasil, não são bem-vindos.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

METRÔ-SP

O cartel da Linha 5-Lilás

Por essas e outras não temos, no Brasil em geral, uma política e uma realidade de mobilidade pública minimamente decentes. Cartéis e máfias se apropriaram do sistema em todas as cidades (vou generalizar, o que evito), em maior ou menor escala, no conluio criminoso entre agentes públicos e privados, a tradicional oligarquia plutocrata. Mudam os nomes, mudam os executivos e os mandatários beneficiados. Mas a máquina se mantém, devidamente lubrificada com a reposição das peças, mais novas e com novo marketing, até liberal. O caso do Metrô paulista foi comprovado e julgado. Mas a lógica é presente desde sua Linha 1, hoje Azul (que remonta a qual época, mesmo?). Claro, todos os crimes prescritos, trancados ou com habeas corpus de juízes simpáticos e riquíssimas bancas... E nem vou falar do ônibus, que o negócio é mais grosseiro, também em seus agentes e negociatas imemoriais. E o povo, ó...

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O NOVO AUXÍLIO-MORADIA


Faz-me rir: alinhavada pelo presidente Dias Toffoli, nova resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevê um auxílio-moradia de até R$ 4,3 mil para a magistratura, a partir de janeiro próximo, com revisão todo ano. “As regras de concessão serão mais rígidas”, disse-me o Papai Noel de plantão do meu condomínio. Aos cabotinos e nada avexados Noéis supremos, diria o saudoso poetinha: “Escute, amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez?”.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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TAPEADO


Eu realmente acreditei que o Judiciário havia aberto mão do auxílio-moradia em troca do aumento de salário. É nisto que dá – ser feito de palhaço – confiar nas instituições de um país que não é sério.


Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)


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PENDURICALHOS


Data vênia, o aumento salarial não foi acertado para acabar com os penduricalhos?


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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AUXÍLIO IMORAL


Depois da deplorável chantagem exercida por um considerado “Supremo” Tribunal Federal sobre um moribundo presidente da República para que, em troca de sua aprovação a um infame autoreajuste nos salários de 16,38%, suas excelências chantagistas e partícipes do balcão de negócios em que todos os poderes podres desta nação estão metidos até o pescoço revogariam o “auxílio-imoraldia”, o Conselho Nacional de Justiça manda às favas qualquer eventual escrúpulo que poderia permear seus membros e resolve aprovar a retomada dessa excrescência, pois um dos “supremos” (Luiz Fux) gentilmente abriu a porteira e as burras do Estado, ao repassar a referida decisão de pagamento ou não aos conselhos das classes. E ainda temos de suportar participante dessa orgia mandar prender cidadão que manifesta publicamente vergonha deles e de suas ações. Aproveitem enquanto puderem, ou até que o povo cansado de tanto desprezo resolva por fim a tanta indecência e imoralidade.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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DESEMPENHO VERGONHOSO


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, responsável pela Operação Lava Jato na Corte, fez um balanço da atuação daquele tribunal em relação aos corruptos e “fanfarrões” do País. Ficou evidenciado que, enquanto as instâncias inferiores concluem seu mister com eficiência, é vergonhosa a atuação do STF na Lava Jato. Ora, enquanto foram condenados quase 150 corruptos, o desempenho do Supremo se restringiu a “um” singelo deputado federal. Mas nada de diferente se pode esperar quando existem ministros da estirpe de Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, não é mesmo?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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COMPARAÇÃO


Segundo entrevista do ministro Edson Fachin, “o Supremo é muito maior do que a Lava Jato”. Só é possível concordar com o ministro se a avaliação for quanto ao desprestígio.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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O SUPREMO E A LAVA JATO


O ministro Fachin está redondamente enganado ao acreditar que o STF é “muito maior” que a Operação Lava Jato. A Lava Jato levou para a cadeia Lula, o maior corrupto “nunca antes visto na história do nosso país”. A Lava Jato prendeu ex-políticos (sem foro privilegiado) e empresários envolvidos em corrupção e recuperou milhões de reais, devolvidos aos cofres públicos, enquanto o STF só liberou muitos corruptos, principalmente graças ao ministro Gilmar Mendes, e não contribuiu com nenhum centavo aos cofres públicos. Não é à toa que os brasileiros sentem vergonha do STF e manifestam esse sentimento diretamente, quando cruzam com os “nobres” ministros nos aeroportos ou nas redes sociais.


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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PÉROLA FALSA


Sobre o texto “Síndrome de supremacia aguda”, de José Nêumanne (“Estadão”, 17/12), o ministro Fachin, pelo visto incomodado ou talvez invejoso com a repercussão que a Operação Lava teve na história do País, soltou uma pérola logicamente falsa. Ontologicamente, o Supremo é uma coisa e a Operação Lava Jato é outra, pois ela se compõe de uma sucessão de atos judiciais decorrentes e sucessivos, ainda não terminados, provenientes da descoberta do maior escândalo de corrupção que houve no nosso planeta. Não há como comparar com tamanho ou alguma forma de dimensão uma corte constitucional e uma operação judicial muito complexa ainda em processo. Que pensamento infeliz do ministro, não tem a menor consistência ontológica!            

            

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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MUITO MAIOR...


1.183 dias para o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o primeiro parlamentar envolvido na Operação Lava Jato, desde que o ex-procurador da República Rodrigo Janot apresentou a primeira lista de políticos ligados à corrupção na Petrobrás. Por outo lado, o juiz Sérgio Moro decretou, no mesmo período, 203 condenações. Diante desses números, acrescidos aos somente 16 políticos apenados pela Corte desde 1988, e mesmo considerando o fato de que se trata de órgão colegiado, certamente assoberbado em face dos inúmeros casos que recebe para apreciação, não há como evitar, no entanto, uma boa dose de reflexão a respeito do significado de recente declaração do respectivo relator, ministro Edson Fachin, ao defender procedimentos mais ágeis na tramitação dos processos relacionados: “O tribunal é seguramente muito maior do que a Operação Lava Jato”.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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UMA MANCHA NO TCU


Assisti estarrecida à notícia de que dois ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro, se “desimpediram” de votar um caso que envolve companheiros seus, para livrá-los. Essa atitude mancha o TCU, pois ver ministros igualmente boquiabertos com a “safadeza” protagonizada em rede nacional é de uma desfaçatez sem tamanho. Por essas atitudes é que a forma de composição destes órgãos deveria ser revista. Não é tolerável assistir passivamente a tantos desrespeitos à lei, ministros votando de acordo com interesses partidários. Espera-se que a procuradora-geral junto do Tribunal de Contas da União, Cristina Machado, recorra dessa decisão, obrigando os ex-dirigentes do Senado Agaciel Maia (PR-DF) e Efraim Morais (DEM-PB) a devolverem R$ 14 milhões aos cofres públicos. É o mínimo.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DESIMPEDIMENTO


Dois Ministros do TCU se deram por impedidos e, depois, quando a previsão era desfavorável aos envolvidos, se autoproclamaram desimpedidos e deram seus votos logicamente para isentar ambos de suas responsabilidades. Só no Brasil que isso acontece, na terra da amizade e da impunidade.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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NA ALEGRIA DA IMPUNIDADE


Na sexta-feira (14/12) vivenciamos uma demonstração da certeza da impunidade que grassa neste país, responsável por desvios do dinheiro público em todas as esferas de governo. Em maio deste ano, durante a Operação Prato Feito, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, e o ex-secretário de governo da cidade foram presos em flagrante por corrupção. Mas as prisões preventivas foram revogadas no dia 15 de junho, por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do STF. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3), em seguida, impôs cinco medidas cautelares ao prefeito de Mauá, entre elas a suspensão em caráter liminar do cargo de prefeito. Esta foi também revogada pelo ministro Gilmar Mendes – desnecessário ler as decisões do ministro para tal liberalidade. Pois pasmem: o prefeito, depois de ser libertado, continuou comandando o esquema de propina, provavelmente sentindo-se mais à vontade para assaltar o erário de Mauá, e justamente na merenda e no uniforme escolar. Esse tipo de gatunagem deveria ser considerado crime hediondo. Quase todos neste país sabem que a merenda escolar nas escolas públicas, muitas vezes, é o principal alimento de várias crianças durante o dia. Na sexta-feira ele foi preso novamente por continuar larápio. Agora só falta o ministro Gilmar Mendes mandar soltá-lo de novo, afinal de contas, furtar na comida e nos uniformes as crianças de Mauá é considerado pela nossa claudicante Justiça um crime de somenos importância, por não atentar contra a vida de ninguém.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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CORRUPÇÃO


Será que os políticos brasileiros estão realmente preocupados com o bem-estar do povo? A população anda cansada. A cada dia aparece uma novidade avassaladora. A última envolve até pessoas ligadas ao presidente eleito.


Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo


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NO VERMELHO


O “Estadão” de domingo (16/12) nos trouxe em manchete que um em cada três municípios do País fechará 2018 com as contas no vermelho. Acredito que, se fizerem uma pesquisa sobre a situação do nosso povo, nove em cada nove brasileiros também estão no vermelho. Também, pudera, com os juros que cobram nos cartões de crédito não tem tatu que saia da toca.


Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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SEM CONTROLE


A constatação de que um em cada três municípios brasileiros fecha o ano com déficit orçamentário merece uma observação. Como funciona o sistema financeiro municipal, que não estabelece formas de controle na verba que entra e nos gastos? Até quando teremos situações inaceitáveis, já que impostos entram e nem sempre cumprem os objetivos das comunidades contribuintes?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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A FACA DO MINISTRO DA ECONOMIA


“Guedes quer cortar metade dos repasses ao Sistema S” (“Estadão”, 18/12). O novo superministro Paulo Guedes deveria “meter a faca” na corrupção generalizada que impera no governo brasileiro. Paulo Guedes pode começar demitindo o exército de assessores parlamentares que só existem para repassar o salário para os seus donos. Ele pode, também, mudar o sistema de licitação de obras públicas, uma fonte inesgotável de propinas, conluios e superfaturamentos. Paulo Guedes pode acabar com as nomeações políticas para cargos técnicos, onde leigos assumem cargos de chefia em empresas estatais com o único objetivo de desviar dinheiro dessas empresas para seus partidos. Jair Bolsonaro foi eleito para meter a faca na corrupção, é isso que o Brasil espera deste novo governo.


Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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SISTEMA S


Disse o ministro do próximo governo Paulo Guedes: “O Brasil é um país rico, virou o paraíso de burocratas, de piratas privados, em vez de ser o país do crescimento econômico”. E os bancos que cobram mais de 300% de juros, por exemplo, do cartão de crédito, anos após ano, e seus lucros crescem, o corte neles vai existir?


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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MEGA DA VIRADA


Há muito tempo ouvimos histórias tenebrosas sobre os sorteios das Loterias Caixa. Sempre que aparece uma denúncia, a Caixa se apressa para desmentir qualquer irregularidade e afirma que os sorteios são fiscalizados e que não existe a possibilidade de manipulação. Mas por que manter com unhas e dentes a ocultação dos nomes dos vencedores? Hoje li que a direção da Caixa Econômica Federal está dificultando a prestação de informações da instituição para a equipe do novo presidente. Como pode? Isso preocupa muito e, como faltam poucos dias para a realização do sorteio que mexe com a cabeça dos brasileiros e os deixa cheios de esperança, a Mega da Virada, pergunto: este ano o sorteio não vai levantar suspeitas? Onde existe fumaça tem fogo.


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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A CAIXA PRETA DA CAIXA


É muito importante que o novo presidente Jair Bolsonaro, ao tomar posse na Presidência, juntamente com o ministro da Justiça Sérgio Moro, não passe por descuidado não abrindo a “caixa preta” dos seus sorteios lotéricos. Os sorteios eletrônicos da Caixa são tão duvidosos e inconferíveis quanto os votos das urnas eletrônicas. Pode facilmente ser uma grande lavanderia de dinheiro público para os covardes corruptos que destroem a esperança dos brasileiros honestos e trabalhadores.


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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BARRADOS NO BAILE


Alguns setores da imprensa estão chamando de “gesto deselegante” a decisão de Jair Bolsonaro de não convidar os ditadores de Cuba e da Venezuela para a cerimônia de sua posse. Pergunto: seria “elegante” obrigar o povo brasileiro a ver estes dois genocidas num evento que celebra a democracia estendendo-lhes tapetes vermelhos?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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CUBA E VENEZUELA NA POSSE


Se Nicolás Maduro vier à posse de Bolsonaro, merece o tratamento adequado, em nome dos milhares de esfomeados e agredidos moralmente que vieram para o Brasil. Se o representante de Cuba vier, poderá ser encaminhado para a sala de Lula da Silva, onde cumpre a sua prisão diferenciada. Enfim, todos de ambos os países merecem o tratamento adequado, além da cobrança dos empréstimos que o BNDES fez a suas pátrias. Esquerda caloteira, fica pior não?


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


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DINHEIRO ROUBADO


A jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no “Estado” de ontem (“Rompimento já?”, 18/12, A6), aventa a hipótese de que o Brasil rompa as relações diplomáticas com a Venezuela e Cuba. Cantanhêde lembra a deterioração das relações com esses países desde o impeachment de Dilma Rousseff e ressalta o inusitado ato da diplomacia brasileira de, após convidar seus presidentes para a posse de Bolsonaro, ter cancelado os convites, “uma deselegância”, segundo ela. Ao concluir seu artigo, a colunista manifesta preocupação sobre o pagamento da “dinheirama que o BNDES da era Lula e Dilma despejou em Cuba e na Venezuela (aliás, para financiar projetos da Odebrecht). Vai micar? Essa é uma ótima pergunta”. A péssima resposta já foi dada pela delação da Odebrecht, nos autos da Operação Lava Jato: já micou! Os dois países caribenhos têm suas economias destroçadas e as obras que as administrações petistas financiaram – em conluio com seus governantes – tiveram o único objetivo de mascarar práticas criminosas. O mico já está sendo pago pelas vítimas: 209 milhões de brasileiros.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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AGRO EM RISCO


O editorial do “Estadão” de segunda-feira “O agro e o risco diplomático” (17/12, A3) deve ser leitura obrigatória para Jair Bolsonaro e seu extravagante ministro do Exterior. O Brasil está correndo o risco de perder bilhões de dólares na exportação de grãos e carnes para clientes tradicionais como a China e países árabes em razão de discutível alinhamento com o imprevisível Donald Trump.  


José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo


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CATÁSTROFES AMBIENTAIS


As catástrofes ambientais que atingem as mais diferentes regiões do planeta Terra, como, por exemplo, a erupção vulcânica na Guatemala, terremotos com tsunami na Indonésia, tufão no Japão e na China, furacão nos EUA, tornado em Itaperuçu no Paraná-Brasil, não são eventos isolados, estão, sim, concatenados numa sequência de fatores que ultrapassam o fenômeno do efeito-estufa e repercutem em terríveis mudanças climáticas localizadas, produzindo catástrofes ambientais imprevisíveis e sem precedentes. Aliás, o efeito-estufa é um fenômeno natural e necessário para manter a vida e uma temperatura segura no planeta Terra, incluindo gases em quantidades ideais como o CO2, metano, óxidos de azoto, ozônio, entre outros presentes na atmosfera. Entretanto, o problema urgente é o aumento descontrolado do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principalmente devido à queima das florestas, do carvão e de outros combustíveis fósseis. Nesse sentido, não comporta nenhum engano afirmar que a espécie humana está passando por um grande desafio em sua existência, principalmente porque as catástrofes ambientais, em razão do acúmulo descontrolado de CO2 na atmosfera, serão cada vez mais terríveis e sem previsão matemática de modelos do clima: desabrigando, inundando, sufocando e ceifando preciosas vidas. Dessa forma, num cenário ambiental caótico, catastrófico e irreversível, serve de alerta o profético filme “Planeta dos Macacos”, do original de 1968, em que o astronauta Taylor, estrelado pelo ator Charlton Heston, sobrevivente de uma missão espacial, aterrissa num planeta similar à Terra e, num determinado momento, cavalgando pelas areias de uma praia, descobre os destroços da famosa Estátua da Liberdade (Nova York, EUA) e descobre, para seu espanto, que está no mesmo planeta Terra, mas do futuro, dominado por uma espécie de símio que escraviza seres humanos – estes são mudos; aqueles, falantes. Imediatamente vem à cabeça do astronauta um insight: os humanos se destruíram! O filme tem um cenário futurístico e alarmante. Entretanto, para evitar que a ficção vire realidade, é preciso desconstruir o discurso sem base científica, vazio, incauto, superficial, epidérmico e “nonsense” de alguns agentes políticos nacionais e internacionais que atribuem as mudanças climáticas a fatores meramente conspiratórios. Detalhe: a situação do clima global é gravíssima. Minimizar essa realidade por meio de um discurso simples, demagógico e hipócrita é ser cúmplice, omisso e participante da destruição do meio ambiente global, do desaparecimento de muitas espécies da fauna e da flora pelo mundo afora, além de empurrar mais um pouco a espécie humana para a beira do abismo do desaparecimento.


Antonio Sergio Neves de Azevedo antonio22yy@hotmail.com

Curitiba


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A GAROTA GUATEMALTECA E O MENINO SÍRIO


O pequeno Aylan, menino sírio que apareceu morto numa praia da Europa, cuja foto chocou o mundo, e muitas outras crianças morreram quando seus pais estavam fugindo de uma guerra ou da miséria, procurando um lugar melhor para criar os filhos. A diferença entre a morte de Aylan e a da menina guatemalteca que morreu desidratada sob custódia dos EUA é que os pais de Aylan nada puderam fazer no mar quando naufragaram, mas a menina guatemalteca só precisava de cuidados médicos e sua morte poderia ter sido evitada. Bush filho foi um grande assassino, e a história um dia o descreverá assim, merecidamente! Donald Trump está indo para um caminho pior, pois terá mortes sem ter declarado guerra a nenhum país, a não ser para a intolerância e a xenofobia.


Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco


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O RESSURGIMENTO DA GUERRA FRIA


Ainda repercutem as denúncias de que a Rússia interferiu nas eleições norte-americanas, prejudicando Hillary Clinton e beneficiando Donald Trump. O presidente francês, Emmanuel Macron, reclama de que os russos estão por trás dos insurgentes de colete amarelo, que protestam há cinco semanas na França. Dois aviões russos invadiram o espaço aéreo brasileiro quando vieram participar de atividades na Venezuela, e o episódio chegou a mobilizar a 4.ª Frota Americana de Defesa rumo à costa brasileira. São fortes os indícios de que se desenham os contornos de um novo período de guerra fria. O mundo de hoje não precisa de tutores ao estilo dos que no pós Segunda Guerra Mundial ameaçaram o planeta com a guerra nuclear por mais de quatro décadas. Com a tecnologia e as comunicações de hoje, líderes fortes, ditadores ou caudilhos cometeriam imprudências impensáveis no mundo empírico do século passado. É preciso entender e, principalmente, respeitar a força da comunicação hoje disponível ao cidadão comum, já manifesta nas eleições e na instabilidade de governos ao redor do mundo. As utopias de direita e de esquerda são coisas do passado. Formar blocos de dominação não vale mais. O melhor que se tem para o momento é a busca de acordos e relações despidos de ideologia, calcados nos interesses bilaterais. Coisas que possam se parecer com a antiga URSS são risíveis...                


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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PROTESTOS NA FRANÇA


O lema em cartazes nas ruas é “respeite minha existência ou espere minha resistência”. Mulheres vestidas com blusas vermelhas, com a bandeira francesa no capuz, lembram Marianne (símbolo da República Francesa). Macron ofereceu muito pouco e muito tarde diante da raiva provocada pelo aumento do custo de vida e a frustação com o governo. O presidente não compreende a juventude, os trabalhadores e os protestos, assim como De Gaulle em 1968. As manifestações e as barricadas pelas ruas de Paris, em cinco sábados consecutivos, demonstram enorme insatisfação social pela ausência de representatividade política e falta de perspectiva de futuro para o país. As escolhas políticas são renúncia, eleições parlamentares ou troca do primeiro-ministro, que poderia ser inclusive o general Pierre de Villiers (ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas). Macron pode escolher a forma de sua capitulação diante do país.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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AS VAGAS DO MAIS MÉDICOS


A confusão em torno do programa Mais Médicos, diante da tempestiva ação cubana no rompimento do acordo, permite admitir o dedo do PT no ato. Não é novidade que o “lema” do partido, o “quanto pior, melhor”, predomina sempre na esperança de serem considerados o pai de tudo o que é bom – exceto os custos morais e financeiros, que para eles não existem. Vale dizer que a ação do governo em procurar suprir a ausência de médicos, em especial onde mais necessitam, em parte está sendo atendida e em breve será no todo necessário, não obstante a maldosa oposição, até quando se trata de saúde pública.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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‘POR SACERDÓCIO’


Não sou médico e tenho mais de 80 anos de vida, por isso quero perguntar ao leitor sr. Marcelo Gomes Lucio, que opinou no domingo na seção “Você no Estadão” (16/12, A3) que “médico brasileiro só trabalha onde tem 4G, wi-fi e ar-condicionado. E perto de um shopping, se não desiste mesmo”, por que o leitor não leva sua família para viver num destes lugares inóspitos que preconiza que os médicos deveriam ir incondicionalmente? Para ele e sua família, o local onde trabalhar e viver deve ter toda condição de vida normal possível, como, além dos citados: viver numa cidade bonita, com casas boas para morar, em bairros bons, boas escolas primárias e faculdades para os filhos (sem precisar separar-se deles para que estudem em escolas escolhidas), supermercados com todos os tipos de alimentos (peixes, carnes, legumes, frutas, etc.) de boa qualidade, teatros, cinemas, salas para espetáculos artísticos, arenas esportivas, clínicas, hospitais com recursos para bom atendimento, laboratórios de análise para exames médicos, pronto-socorro para emergências, asfalto, saneamento básico, condução farta para mobilidade da população, etc. Se quiser mais, posso elencar, ampliar as benesse de que o leitor desfruta e que acha que os médicos e sua família não precisam ter para viver decentemente. Se o leitor achar que, “por sacerdócio”, pode se adaptar, sugiro que escolha um dos tais lugares.


Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo


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QUEM ENTENDE?


A “gerentona” Dilma Rousseff, também conhecida como “mulher sapiens”, e que um dia aventou a possibilidade de ensacar vento, concedeu entrevista ao repórter Leonardo Fernandes e, indagada sobre as perspectivas de resistência fora da institucionalidade das organizações sociais e dos movimentos, em 2019, respondeu: “Eu acho que vai ser um momento fundamental para voltar a investir nas lutas fora da institucionalidade, na organização fora da institucionalidade. E dessa combinação entre institucionalidade e as lutas fora da institucionalidade é que está o xis da nossa resistência”. Você entendeu? Nem eu. E lembrar que esta mulher governou o Brasil durante pouco mais de seis anos...


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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AUTOCRÍTICA NA IMPRENSA


Meus mais efusivos cumprimentos ao sr. Carlos Alberto Di Franco pelo seu artigo de segunda-feira no “Estadão” (“Imprensa, autocrítica urgente e propositiva”, 17/12, A2), um verdadeiro raio-x da leniência da mídia em geral com o engodo do petismo. Que a mídia leia este artigo e faça sua autocrítica, urgente, como pede o articulista.


Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo


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A FUNÇÃO PRIMORDIAL DO JORNALISTA


Brilhante o artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco (17/12, A2). Tocou na ferida, abriu-a e deu o diagnóstico corretíssimo de como a imprensa tem se posicionado. Algumas passagens que repito abaixo resumem de fato o que nós, que ainda lemos jornais/revistas, percebemos diariamente: “A mídia convenceu a si própria de que estava numa luta entre o bem e o mal em vez de reportar (...)”. “A verdade, limpa e pura, é que frequentemente a população tem valores opostos aos nossos (...) é a favor da polícia, que a imprensa considera inimiga dos pobres, e contra os bandidos, que os jornalistas consideram vítimas da injustiça social”. Talvez isso que o brilhante jornalista expõe com clareza absoluta tenha origem na universidade controlada, na sua maioria, por pretensos ideólogos de uma doutrina ultrapassada, arcaica e sem propósito a não ser para eles, que vivem em outro mundo. É um artigo que deve ser guardado e mostrado de tempos em tempos, para lembrar que a função primordial do jornalista é informar. Simples assim.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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BAGUNÇA GENERALIZADA


A invasão das calçadas em frente a bares no Rio de Janeiro transformou-se numa afronta ao sossego dos moradores próximos. Há uma bagunça generalizada que perdura até altas horas da madrugada, com som fortíssimo. O tráfico de drogas tem ambiente propício. O churrasquinho ao ar livre dissemina sua fumaça, a obstrução das vias retira o direito de ir e vir dos moradores, enfim, ocorrem ali toda sorte de impropriedades para um ambiente civilizado. Este fato pode ser constatado, por exemplo, na esquina da Rua Capitão Salomão com a Visconde de Caravelas, no Humaitá. É lamentável que o poder público se omita diante destas circunstâncias durante anos e anos. Está insuportável morar perto de bares que obtêm lucros à custa da perturbação da ordem e do descanso dos cidadãos.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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