Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2018 | 02h00

STF

Supremo contra a Nação

Não acredito! Tão logo o presidente Dias Toffoli agendou para 10 de abril de 2019 a apreciação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da validade da prisão após condenação em segunda instância, em purpurinado ato de urgência bem ensaiada, o ministro Marco Aurélio Mello, ao apagar das luzes do ano judiciário, toma nebulosa decisão monocrática, carta marcada, atendendo a pedido do PCdoB, mandando soltar presos nessa condição. Em ação não menos perversa para a ordem constitucional e os interesses do Tesouro Nacional, o ministro Ricardo Lewandowski derrubou a decisão que adiava o reajuste dos vencimentos dos servidores públicos. Com os supremos que temos não precisamos de inimigos. O Brasil envergonha-se dessas vãs e destruidoras idiossincrasias togadas. O que dizem os demais ministros supremos? Invocando o padre Antônio Vieira, reflitam: “Omissão é um pecado que se faz não fazendo”.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Vergonha

Um ministro derruba medida provisória do reajuste do funcionalismo e ajuda a quebrar mais ainda o Brasil. Outro ignora condenação em segunda instância e libera todos os presos nessa condição. Haja vergonha!

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Não dá para confiar

Quando a população começa a crer que nosso país pode ter jeito, um ministro do STF nos dá uma ducha de água fria, um choque de realidade. Triste o país onde não se pode confiar na mais alta Corte.

Marcos Lefévre

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Monocracia

Como que ratificando a indignação do advogado Cristiano Caiado de Acioli, quando afirmou que o STF “é uma vergonha”, o ministro Marco Aurélio Mello, do alto de sua monocracia, emitiu liminar determinando a libertação de todos os condenados em segunda instância, sentenciados com base em decisão colegiada da Corte. Com isso cria ele uma instabilidade jurídica grave, além de confirmar o fato de que pertence ao grupo dos encastelados no órgão máximo do Judiciário que verdadeiramente sabotam a esperança de uma sociedade que tenta diminuir o nível de impunidade dos corruptos de alta estirpe. Espera-se que se restabeleça o bom senso. 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Só para libertar Lula?!

Como pode um ministro do STF, sozinho, liberar um preso, indo contra o que foi decidido pelo colegiado da mesma Corte? Parece piada! Com todo o respeito que o cargo merece, lamento muito essa atitude do ministro. Por mais que tenha suas convicções, a Constituição e as decisões do colegiado têm de prevalecer. Nada justifica essa atitude pessoal!

Antonio Carlos Srougé

acsrouge@uol.com.br 

São Paulo

Superlotação carcerária

Para soltar os presos julgados em segunda instância Marco Aurélio argumenta que as cadeias estão superlotadas. Por que não propõe, primeiro, soltar os presos ainda sem julgamento, que são milhares e, obviamente, nem sequer foram condenados? Seria pelo fato de o presidiário Lula, julgado e condenado duas vezes, não se enquadrar nesse critério? Pobre Brasil!

Natalino Martins

natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

Muita humilhação

O ministro Marco Aurélio, em vez de ser um guardião da lei, presta um desserviço à Nação. Essa atitude de votar pela soltura de Lula nos humilha, enfraquece e apavora, pois, por essa decisão, o crime compensa.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Reino da impunidade

Enquanto a Justiça amolece com políticos corruptos, a impunidade se intromete como uma rocha nos desígnios do Brasil.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Insegurança jurídica

Não há como concordar com a decisão do ministro Marco Aurélio. Sem entrar no mérito da licitude da prisão em segunda instância, beira o absurdo que uma questão de tamanha importância seja resolvida de maneira provisória (liminar), às vésperas do recesso forense e por um único ministro. O que mais incomoda são as mudanças bruscas no entendimento da Corte, em questão de poucos meses. Se isso assusta o operador do Direito, nem imagino o que se passa na cabeça de um leigo. Os tribunais não deviam zelar pela estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência?

Richard Tomal Filho

richard.filho@outlook.com

Curitiba

Bagunça constitucional

O ministro Marco Aurélio Mello continua a provocar instabilidade jurídica ao mandar soltar os presos condenados em segunda instância. Alguém consegue explicar para que existe um tribunal, se suas próprias decisões não são cumpridas? Uma verdadeira bagunça constitucional!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Abaixo a ditadura!

O ministro Marco Aurélio Mello age como se fosse um ditador com poderes absolutos. Sua decisão, em caráter liminar, não se pode sobrepor às decisões do plenário - três desde 2016 - que permitem a prisão de condenados em segunda instância. O presidente do STF, Dias Toffoli, que derrubou a liminar, tem o dever de convocar imediatamente seus pares e, em conjunto, desautorizar Marco Aurélio. O País não pode ser jogado numa crise institucional de consequências imprevisíveis. E deverão ser adotados os trâmites legais para a decretação do impeachment do ministro Marco Aurélio por conduta temerária de afronta à própria Corte e à estabilidade da democracia brasileira. Basta!

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Almir Pazzianotto Pinto, Amauri Elias Xavier - Sindicato Rural de Itapetininga, Andreas de Souza Fein, Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência das Instalações, Bycon e The New York Times.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Dezembro negro

O apagar das luzes de 2018 promete custar caro ao Brasil. Além do indulto para políticos corruptos, do afrouxamento da Lei de Responsabilidade Fiscal, do aumento salarial dos ministros do STF e seus desdobramentos, agora o magistrado Marco Aurélio Mello determinou a soltura de todos os condenados em 2.ª instância, de olho em Lula. Brasil, você ainda acredita?

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

A canetada do ministro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido do PCdoB para suspender a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, decidiu, monocraticamente, suspender a execução da pena daqueles que tenham sido presos sem o trânsito em julgado definitivo de suas condenações, incluindo o caso de Lula. Assim, neste nosso esdrúxulo sistema presidencialista e ministerial, cada qual dos poderosos de plantão faz e desfaz das convicções e esperanças nacionais, ao bel prazer de suas divinizadas e próprias convicções personalistas. E a democracia, em cujas veias circula o sangue das leis produzidas pela coluna espinhal da sociedade, doenças autoimunes atacam todo o corpo, que, doente de si mesmo, padece de modo lento e corroendo-se.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Indigno

Se o STF fosse tão ágil quanto os advogados do presidiário Lula, não teríamos de estar discutindo prisão após trânsito em julgado. Já estaria tudo resolvido. O que acontece é que ministros desqualificados não trabalham produtivamente, acumulam processos e emitem liminares ao saírem de férias. Será que estes ministros chegam em casa e olham nos olhos da família com a sensação de dever bem feito e cumprido, sem nenhum sentimento de vergonha das decisões que tomam, contra decisões de jurisprudência, decisões contra as turmas do próprio STF, Constituição e, principalmente, contra o povo? É uma vergonha. Um homem na posição do sr. Marco Aurélio Mello tomar uma decisão dessas, na calada da noite, não é digna de um magistrado. Ele é mais um dos que envergonham o Judiciário.

Helio Wellichen

wellichen@icloud.com

Campinas

Azedou o Natal

Estarrecedor! O pior que poderia acontecer na véspera de Natal!  O ministro do STF Marco Aurélio Mello pirou de vez: por alguma razão que desconhecemos, desgraçadamente, em ato arbitrário decide suspender todas as prisões até aqui em 2.ª instância. A medida pode favorecer e livrar da cadeia Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, entre outros, e até o chefe da quadrilha que assaltou o Brasil, Lula da Silva. A decisão envergonha a Nação e confirma, também, que hoje temos um Supremo Tribunal Federal sem motivo para se orgulhar. Se essa decisão não for revertida nas próximas horas, certamente Marco Aurélio azeda o Natal dos brasileiros preocupados com a ética, que, cansados com a falta de segurança pública, o alto desemprego, etc., têm no implacável combate à corrupção e prisão de seus vis o único consolo institucional. Este, infelizmente, o ministro do STF acaba de jogar no lixo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Sempre ele

Oriundo da Justiça do Trabalho, esta jabuticaba jurídica brasileira, e por acaso primo de ex-presidente de triste memória, o ministro Marco Aurélio aprontou mais uma de suas estripulias.    Ardilosamente, agiu na última hora e passou para trás o soltador Gilmar Mendes, faturando de baciada a soltura de todos os condenados em segunda instância que há no País. Superou em muito sua proeza anterior, quando soltou Salvatore Cacciola, que logo se escafedeu. Se não houver uma pronta reação de ministros mais responsáveis, muita gente vai pensar que é uma boa ideia mandar um soldado e um cabo até o Supremo Tribunal Federal.

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Liminar contra prisão em 2.ª instância

Aguardar pacientemente o instante de distração para dar o bote na presa é definido numa palavra que vem da língua tupi: tocaia. A sociedade brasileira acaba de ser apanhada numa ação de tocaia.

Paulo Mario B. de Araujo

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Profecia

Na sexta-feira após o segundo turno das eleições, o "Estadão" online publicou a seguinte carta de minha autoria: "O objetivo principal do PT não era ganhar as eleições, mas tirar o presidiário da cadeia. Os petistas sabem que, caso Lula esteja preso em 1/1/2019, a chance de ele seguir trancafiado até o fim de 2022 é enorme. Todos os esforços e recursos do partido continuam direcionados ao propósito maior, fazendo com que os próximos dois meses sejam de uma pressão nunca vista sobre a Justiça brasileira". Ontem, 47 dias após a publicação, cumpriu-se a minha profecia.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Decisão inconsequente

O preceito mais desrespeitado pela magistratura - inclusive ministros do STF - é o artigo 25 do Código de Ética da Magistratura: "especialmente ao proferir decisões, incumbe ao magistrado atuar de forma cautelosa, atento às consequências que pode provocar".

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Canalhice

Ministro Marco Aurélio, do STF, liberta condenados em 2.ª instância e Lula pode ser solto. Ainda tem gente que acha que o STF não é uma vergonha internacional. E aí, senhores militares, como ficamos nesta?

Leonidas Ronconi

ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

Soltura de presos

O STF passa o atestado de canalhice.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Estarrecedor

Estarrecedor foi o ato do sr. ministro Marco Aurélio, mandando soltar todos aqueles que porventura tenham habeas corpus em pendência e que ainda não foram julgados pela terceira instância. O ministro cospe, assim, no ato que eles mesmos aprovaram: a prisão logo após condenação em segunda instância. Isso mostra a má-fé do nosso STF, que monocraticamente interfere na vida dos brasileiros. Só nos resta pedir em clemência a volta dos militares no poder, para pôr fim a estas instituições que não querem de forma alguma ver o Brasil caminhar rumo à prosperidade. Desabafo de um cidadão cansado de ter de aguentar tanto desrespeito com o País e o povo brasileiro.

Urias Borrasca

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

Prende e solta

Já não sei quem é o bandido, se quem está preso ou quem manda soltar.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

Vergonha do STF

Dias atrás, dentro de um avião, um advogado exerceu seu pleno direito de cidadão, sua liberdade de expressão, e declarou próximo do ministro Ricardo Lewandowski que o STF é uma vergonha. O ministro, em seguida, exacerbando de suas funções, mandou deter o cidadão. Lewandowski é o ministro que manteve os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, por meio de uma manobra urdida juntamente com o crápula Renan Calheiros - isso fora outras derrapagens que faz, aproveitando-se do cargo que ocupa. Esta semana, o presidente do STF, que nem em concurso passou, tirou o processo de cinco deputados do Rio de Janeiro que estão presos por formação de quadrilha e corrupção das mãos da ministra Cármen Lúcia e entregou o processo nas mãos do ministro laxante Gilmar Mendes. Por que será? O que Gilmar tem que Cármen não tem? Ontem, o ministro Marco Aurélio Mello mandou soltar todos os presos com condenação em segunda instância, por meio de uma liminar, isso um dia antes do recesso do STF. Agora pergunto: o advogado disse que o STF é uma vergonha e foi detido. Isso quer dizer que falar a verdade neste país causa prisão. Meu Deus, que país é este?   

Henrique Schnaider

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Zombaria

Marco Aurélio, até quando zombará do povo brasileiro? Até quando tentará soltar aqueles que tanto fizeram mal ao País e às suas crianças, onde você está? Você jogou uma pedra na janela do Brasil e saiu correndo; como empregado do povo brasileiro, dê-nos uma explicação plausível. São mais de 240 mil marginais que você quer soltar? Você está ferindo todas as decisões de seus colegas, do quase extinto Supremo? Por quê?

Jorge Peixoto Frisene

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Cautela

A decisão preliminar e unilateral do juiz Marco Aurélio Mello não significa que os prisioneiros serão libertados automaticamente. Eles terão de levar seus casos aos tribunais locais que originalmente os condenaram, num processo que pode levar algum tempinho para que cada caso seja devidamente revisado. A decisão não se aplica a prisioneiros considerados perigosos ou capazes de interferir numa investigação em andamento. A periculosidade e a influência de cada um dos prisioneiros VIP beneficiados pela decisão deve ser considerada com bastante cautela. Demore o que demorar. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

O 'mensalão' de Kassab

Será que apenas nós, eleitores, sabíamos que mais dia menos dia a Polícia Federal chegaria a Gilberto Kassab? Em sua ânsia de se candidatar presidente em 2022, nem tendo ainda assumido o governo de São Paulo, João Doria poderia ter ido com menos fome ao pote quando indicou Kassab como seu principal secretário. Isso porque até as pedras de São Paulo sabem que, enquanto prefeito, a única preocupação de Kassab foi fundar seu partido, o PSD, que por sinal já nasceu bem grandinho. Muita grana dos paulistanos deve ter jorrado para essa empreitada, porque só salário de prefeito não paga tamanha façanha.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Respingos no governador

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que Kassab continuou a ter mesada da JBS após virar ministro de Temer, e a Polícia Federal achou R$ 300 mil em dinheiro no apartamento do dito-cujo, além de tantos outros processos... Com a palavra, o sr. governador eleito, João Doria, que recebeu o meu voto na última eleição e nomeou Kassab como secretário de governo no Estado de São Paulo. Cadê a transparência?

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Os exageros do Congresso Nacional

Cada senador brasileiro tem o direito de receber R$ 33,7 mil no início e no término de seu mandato, o chamado auxílio-mudança. Este valor duplicado foi pago aos senadores que se reelegeram. Não entendo o motivo pelo qual tanto dinheiro é destinado para este auxílio, se os senadores utilizam apartamentos funcionais em Brasília. É necessário tanto dinheiro para transportar os bens dos senadores? Parece ser mais um dos exageros que acontecem diariamente dentro do Congresso Nacional. Os parlamentares sabem perfeitamente que existem milhares de miseráveis no Brasil. Diante de um salário mínimo de R$ 954,00, a falta de coerência é alarmante.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Auxílio-mudança

Uma reforma política é urgente. Não dá mais para aceitar tantas benesses dadas aos parlamentares brasileiros. Convênio médico, odontológico, carros, motoristas e tantos assessores, gasolina, conta de telefone, etc., tudo pago com o dinheiro do cidadão. E o que dizer da verba paga para a mudança em início e no fim de mandato? Desde 2014 o penduricalho existe, e todos estão caladinhos. Felizmente, a imprensa trouxe para o público mais essa mordida. De 81 senadores, apenas 7 abriram mão do auxílio-mudança; já na Câmara, dos 513 deputados, apenas 3 renunciaram à ajuda. Por um lado, dá para entender por que muitos querem se eleger, por outro, espera-se que com a renovação no Congresso essas práticas vergonhosas sejam extintas. É inaceitável, num país como o nosso, com mais de 13 milhões de desempregados e muitos sem ter o que comer e onde morar, que esses parlamentares não se sintam envergonhados, não é, Tiririca?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Sem vergonha

Os altos funcionários públicos brasileiros deveriam ficar roxos de vergonha após lerem o artigo de Fernão Lara Mesquita "A corte é a corte, é a corte" (18/12, A2), mas nem sequer enrubescem.

Herman Mendes

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

Dois lados

Se, de um lado da página A2 do "Estado" de 18/12, eu tenho o nosso presidente Michel Temer com o seu copo meio cheio ("Mercosul - o resgate de um patrimônio"), do outro lado eu tenho Fernão Lara Mesquita com o seu copo meio vazio ("A corte é a corte, é a corte..."). Melhor assim, afinal, nada como ler um artigo de um presidente bem elaborado e de muito bom tom. Haja vista que as redes sociais (subterrâneo) dominam o "sistema". O contraponto de Lara Mesquita ao vizinho Temer é o que garante o interesse do leitor pelo produto. Produto este que tem preço, mas que não garante as convergências dos informes de Bolsonaro às redes sociais, por exemplo. Dois lados, dois pensamentos divergentes e duas visões de um Brasil plural. Numa plataforma ("Estadão") muito digna e "constitucional", diga-se de passagem. Às vezes a verdade dói, mas é melhor que seja dita, tanto de um lado quanto do outro.

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

A volta dos que não foram

Em pauta, a ira do contribuinte com a regulamentação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do agonizante auxílio-moradia para os magistrados sem teto (?), a ser pago a partir de janeiro de 2019, no valor de até R$ 4,3 mil/mês, reajustado ano a ano. O que falar do indecente e imoral auxílio-mudança, em torno de R$ 20 milhões, que será pago pelo Congresso como ajuda de custo de fim e início de mandatos, aos 298 parlamentares reeleitos em 2018, incluídos os que têm residência fixa em Brasília? Congresso Nacional, "casa de muro baixo" tão vergonhosa quanto o Supremo Tribunal Federal!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Penduricalhos

Com pesar, informo que foi recriado o falecido penduricalho auxílio-moradia pago a juízes e promotores.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Auxílio-moradia

Como é que é? O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) define quanto em penduricalhos os juízes, promotores e o escambau vão receber? Tem autoridade constitucional para isso? Não precisava consultar o Congresso Nacional? Não precisava verificar se há verba para efetuar os pagamentos? Não precisava verificar se os pagamentos constam do Orçamento do ano? Se as respostas às duas últimas questões forem não, acredito que o Executivo não necessita disponibilizar as verbas para os pagamentos, visto que é ilegal pagar o que não consta do Orçamento.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

Subterfúgios judiciais

Assim como, no passado, um ministro do STF recebia auxílio de moradia e a sua mulher, desembargadora, também, e na maior cara de pau ele dizia que era legal, assim também muitos juízes - não só 1%, como divulga a mídia - receberão o tal auxílio não via fraudes, mas subterfúgios legais: transferindo seus imóveis para os filhos; adquirindo moradias em nome destes; evitando transferência para onde tenham imóvel residencial (valendo-se do instituto da inamovibilidade) e por aí afora. Mentes criativas não faltarão. Temer ou Bolsonaro devem fazer valer o combinado. Até entre os marginais do "bicho" vale o escrito!

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

Universo paralelo

O serviço público no Brasil tem uma casta de privilegiados na qual, entre outros, se incluem juízes e promotores, cujos salários e "fringe benefits" superam em muito o que ganha a maioria da população. Podem ser assimilados à antiga nobreza com muitos direitos, que se originaram na época do antigo Reino do Brasil, permanecendo muitos até agora como na área de mobilidade (carruagens e hoje automóveis), etc. A recente deliberação do CNJ em restaurar o benefício do auxílio-moradia é uma afronta ao País e aos contribuintes de imposto. Brasília, pelo visto, é um universo paralelo pouco compreendido por quem vive fora deste espaço.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Aumento salarial e auxílio-moradia

Dá uma peninha a constante penúria da falta de vergonha... Mas muito maior é a vontade de esgoelar um "juiz ladrão"!

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Necessidade

Fala-se tanto sobre o auxílio-moradia, mas somente para os membros do Judiciário do País, que é a classe mais bem paga entre todas as outras, mas se esquecem de uma classe que necessita urgentemente do "auxílio-moradia", pois é uma categoria de funcionários essencial para o País, que é a classe dos professores, que necessitam fazer viagens, às vezes por estradas péssimas e para locais distantes de onde residem, isso com despesas pagas pelo próprio bolso. Quanto a isso, parece que todos aqueles que permitem o pagamento do auxílio-moradia para os membros do Judiciário acham que os professores não têm necessidade desse "auxílio". Podemos dizer com toda a sinceridade que os professores necessitam muito mais do que os privilegiados membros do Judiciário nacional. Fica um desafio: faça-se uma pesquisa para verificar e constatar quem mais necessita, se os membros do Judiciário ou os professores.

Nilson Soares da Silva

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

20 anos

Em 20 anos o número de servidores subiu 82% no Brasil. É a filosofia socialista. 20 anos? Então começou com o sociólogo/socialista Fernando Henrique Cardoso, que fica de vez em quando opinando sobre o que os governos devem fazer. Fala como se tivesse feito um governo ímpar, exemplar, quando na realidade privatizou patrimônio público no que nada funciona. Apontem-me um que funciona a contento. Apontem-me qual atingiu a meta estabelecida em contrato. E, ainda, abriu os cofres do governo para emprestar aos que queriam participar da privatização. Sabiam disso? A privatização foi feita com dinheiro público. Nenhuma empresa botou seu dinheiro no fogo. Vejam no BNDES ou outro banco governamental quanto pegaram de empréstimo as operadoras de telefonia, as distribuidoras de energia elétrica, etc., e ainda quanto devem. E essa dívida não é pouca, não. 

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Facada no Sistema S

"(Paulo) Guedes quer cortar metade dos repasses ao Sistema S" ("Estadão", 18/12). Francamente, prezados leitores, nunca acreditei neste Sistema S. Para mim, tanto o Sesi quanto o Sesc e o Senac, que juntos receberam no ano de 2018 a bagatela de R$ 17,1 bilhões, foram comandados por vários carniceiros. Agora eu pergunto: cadê essa grana toda? Foi feito o rastreamento dessa fortuna? Como tudo no Brasil, sabemos a origem dos recursos, mas não sabemos e nunca saberemos o seu destino. Ou você acha que foram empregados em causas sociais? Será que uma boa parte não foi para diversos bolsos espalhados Brasil afora?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Amigo íntimo de Toffoli

Condenado a 41 anos de cadeia, José Dirceu, que é "amigo íntimo" do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli - que lá atrás foi seu empregado -, declarou, com sua eterna arrogância, que a cadeira presidencial "queima", alusão feita para Jair Bolsonaro ("Estadão", 19/12). Na verdade, percebendo as mudanças introduzidas pelo novo governo, Dirceu sabe que voltará para a cadeia para dar continuidade ao cumprimento de sua pena. Afinal, quem vai "queimar" na prisão é o próprio condenado que dilapidou o País. É o Brasil mudando! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Fora do baralho

"Vamos deixar o Bolsonaro tomar posse", disse Zé Dirceu (19/12, A6), como se caso ele não deixasse, Bolsonaro não tomaria posse. Cara ridículo. Já chega de Dirceu, a opinião dele não interessa a ninguém. É carta fora do baralho.

Gustavo Guimarães da Veiga

ggveiga@outlook.com

São Paulo

'A cadeira queima'

Se tem alguém que pode dizer que a cadeira queima, do poder, este é José Dirceu, tanto que, mesmo sem ter sentado nela, foi queimado por uma sucessão de crimes cometidos em nome dela.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Teste de fogo

O presidiário petista Zé Dirceu sabe melhor do que ninguém que toda cadeira de onde emana algum poder de fato queima, mesmo se o seu ocupante for um fraco de caráter e não resistir pela moral e pela honra deixando-se ser combustível, pois o ego, a ganância e o deslumbre pelo poder são voláteis, e não houve "melhor" exemplo disso do que ele mesmo, Zé Dirceu, o podestável do governo Lula e seus atos de corrupção que, aliás, rivalizam com a figura de Lula, o outro presidiário petista, ou, se preferir, petista presidiário. No entanto, aguardo ansiosamente o teste de caráter e resistência de Bolsonaro ao se sentar naquela cadeira, pois nele, além de meu voto, também confiei o meu futuro neste país e espero não ter cometido o mesmo erro que cometi quando votei (confesso) da primeira vez em Lula...

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

Sem descer do palanque

Presidente Bolsonaro, o senhor prometeu fazer um governo antítese do PT. Por favor, não repita Lula, leia o editorial "Sem descer do palanque", do "Estadão" de ontem (19/12, A3) e caia na real, para o bem do Brasil!

Cesar Araujo

cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

Erro estratégico

Votei em Bolsonaro com muita convicção de que ele trará dias melhores para nosso Brasil. No entanto, começo a perceber que ele, sem nenhuma necessidade, está tomando medidas que poderão prejudicar muito o seu governo: seu batismo no Rio Jordão, as declarações que vai transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém, e que vai retirar a Representação Palestina de Brasília, tudo isso é uma declaração de guerra contra o mundo árabe. Antes de tomar tais decisões, o sr. Bolsonaro deveria ter procurado conhecer melhor a história dos acontecimentos no Oriente Médio, e saber que a Resolução da ONU de 29 de novembro de 1947 é muito clara em não permitir que Jerusalém seja propriedade exclusiva de Israel. O sr. Binyamin Netanyahu já anunciou que estará presente no dia da posse do sr. Bolsonaro, fortalecendo assim os laços diplomáticos entre Brasil e Israel. A pergunta que deve ser respondida é a seguinte: qual é o volume de exportação de produtos brasileiros para o Oriente Médio? Qual é o volume de exportação de produtos brasileiros para Israel? A resposta confirmará o considerável erro estratégico do sr. Bolsonaro diante do mundo árabe. A mistura de religião com política pode atrapalhar seriamente nosso próximo governo.

Wiliam Rady

wiliamrady@wrady.com.br

São Paulo

Raposa Serra do Sol

O Estado de Roraima, no norte do Brasil, abriga um dos mais "misteriosos" rincões brasileiros e, talvez pela distância dos grandes centros, não é explorado de forma rentável para o governo. No território de Roraima está situada a reserva indígena Raposa Serra do Sol, maior reserva do mundo, inexplorada por governos brasileiros, servindo de habitação para meia dúzia de indígenas sem condições de explorá-la convenientemente. A "raposa", segundo o presidente eleito Jair Bolsonaro, é a mais rica do mundo, sendo motivo para que Bolsonaro reveja, a partir de janeiro, os termos de "proteção" ao índio e o integre em parte à civilização, porque sabe-se que os indígenas brasileiros nunca estiveram tão adaptados à cultura europeia do branco. Está, isso sim, fazendo comércio proibido com traficantes, sob o beneplácito das leis que os protegem. Senhor presidente, este é um dos poços brasileiros em que seu governo deve ir fundo.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Olho grande

"Bolsonaro fala em rever Raposa Serra do Sol" ("Estadão", 18/12, A8). O presidente eleito e os empresários aliados, de olho grande no dinheiro, falam em integrar o índio. Certamente, eles sabem que índio integrado é índio sobrevivente.

Fausto Ferraz Filho

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

Equação justa

Com efeito, a discussão da questão indígena pelo futuro governo Bolsonaro vem em muito boa hora. Ao tempo em que o País atravessa a mais profunda e severa crise econômica de sua história, não se pode simplesmente prosseguir com a atual política de demarcação de milhões de hectares de intocáveis terras indígenas habitadas por alguns milhares de pessoas, desprezando o gigantesco e ainda inexplorado potencial de riquezas minerais estratégicas existentes em suas áreas, entre as quais se destacam o nióbio, ouro, diamante, ametista, cobre, titânio, entre outros, além da alta fertilidade do solo. É preciso encontrar uma equação política e econômica justa e equilibrada, que permita aos "brancos" a exploração e monetização da enorme riqueza por ora enterrada em protegido solo indígena, dando aos "peles-vermelhas" os royalties a que fazem jus como primeiros habitantes deste país. O resultado desta nova abordagem será a divisão da riqueza proporcionada pela exploração do solo entre todos, no que só haverá ganhadores. Por oportuno, basta lembrar que o mesmo já ocorre nos Estados Unidos, onde a prática de exploração de áreas demarcadas indígenas mediante o pagamento de parte dos lucros aos nativos existe há anos, sem nenhum problema. Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Diplomação

Como eleitora da bancada ativista, me senti profundamente desrespeitada pela confusão na diplomação dos deputados. Não cabe ao deputado Alexandre Frota decidir quem subirá ao palco ou mesmo garantir a ordem. Muito menos agredir um colega. O seu mandato vale tanto quanto o da bancada ativista. 

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

TCU

Uma das maiores vergonhas a que assisti na minha vida foi ver, na segunda-feira, dois ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) absolveram dois políticos corruptos. Lembrei-me de um jogo de futebol. "Quanto está o jogo?", perguntou um deles. "4 a 3." "Então vamos virar o jogo para 5 a 3." E assim foi feito. E eles devem dormir bem. 

Ariovaldo J. Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo 

O preço da incompetência

A Prefeitura de São Paulo, desde 15 de novembro, quando da queda do viaduto na Marginal do Rio Pinheiros, anda baratinada e afirma que gastará R$ 30 milhões para refazer a estrutura e demorará cerca de cinco meses. Garanto que, se chamassem uma empresa estrangeira de ponta, ela faria por menos de metade do preço e no máximo em dois meses. São as agruras do desgoverno da "cidade linda" se torna mais feia a cada dia pela má qualidade de sua gestão.

Yvette Kfouri Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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