Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas dos leitores

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2018 | 03h00

NOVO TEMPO

Desejos de Natal

As luzes do Natal já despontam e começam a brilhar para todos os brasileiros. O cidadão comum aguarda, ansioso, que sua aposta na nova política, proposta pelo novo presidente, se confirme toda ela voltada para o bem comum, sem distinção social, partidária ou religiosa. Esse será o maior e melhor presente de que é merecedora a Nação, incentivando os investimentos, criando empregos, acabando com todo tipo de mordomias que infestam nossas instituições, cortando no possível os altos salários de todo um marajalato que humilha os trabalhadores. Os cidadãos e a classe empresarial são reféns do tributarismo insaciável e de uma ditadura legalizada do Judiciário, onde juízes numa canetada só liquidam os planos e sonhos de muita gente. A Nação espera um presente digno, pra valer, de mudança de paradigmas, para termos orgulho de nossas autoridades, e não o que sentimos hoje, que corrói as entranhas do cidadão decente que, esperançoso, ainda acredita num Brasil progressista, moderno e justo com seus cidadãos. Que a luz do Menino Deus guie nossos passos no próximo ano e nos vindouros. O Brasil merece.

ALOISIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Tarefa insana

Aproxima-se o dia da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, evento ansiosamente aguardado por milhões de brasileiros fartos do descalabro dos governos petistas. É um novo tempo que se anuncia. Desejamos-lhe todo o sucesso nesse formidável desafio que será estabelecer uma nova ordem na administração pública brasileira, implantada, massificada e muitas vezes vergonhosamente manipulada ao longo do período republicano - com destaque para os governos petistas - em favor de interesses espúrios. É verdadeiramente insana a tarefa de governar um país onde existe um emaranhado de instituições jurídicas interpostas, com funções por vezes paralelas e conflitantes, como STF, STJ, TSE, MPF, CNMP, CNJ, AGU, TCU e a incrível penca de juízes, estimados em cerca de 27 mil, um cipoal de cerca de 180 mil leis e uma Constituição com 250 artigos. Some-se a isso a existência de uma intricada malha tributária, 35 partidos políticos, 594 parlamentares e seus milhares de assessores, medidas provisórias, a absurda distorção salarial entre os três Poderes e o restante da população assalariada, 13 milhões de desempregados, 2.700 obras paradas, caótica infraestrutura de transportes, um sistema previdenciário suicida, uma dívida pública astronômica e outras incontáveis mazelas que compõem a desafiadora tarefa de gerir este país. Haja coragem, competência, apoio e disposição para encarar tantas fontes de conflito! Boa sorte, caro presidente Bolsonaro.

JOSE ROBERTO MARTINS

joromar@terra.com.br

Belo Horizonte

‘Mui amigos’

Os próximos quatro anos, de governo Bolsonaro, não serão nada fáceis. Estão fazendo de tudo e mais um pouco, antecipadamente, para não dar certo. O ministro Marco Aurélio Mello por pouco não conseguiu libertar mais de 160 mil presos condenados em segunda instância e, a tiracolo, o ex-presidente Lula, embora negue que seu objetivo fosse esse - nem a Velhinha de Taubaté lhe daria crédito. Com esse impensado ato, pôs o presidente do STF, Dias Toffoli, nomeado por Lula, na berlinda. Este derrubou a liminar do colega, acredito que meio a contragosto, mas não fosse isso e hoje o Brasil estaria em pé de guerra, às vésperas da posse de Bolsonaro. Dias antes, o ministro Luiz Fux criou uma brecha para a volta do auxílio-moradia para alguns magistrados, estimam-se 180, portanto, a gastança ainda não tem valor definido. E Ricardo Lewandowski concedeu liminar que mantém o reajuste salarial de servidores federais já em 2019. Custo da “brincadeira” para o erário: R$ 4,7 bilhões. Como desgraça pouca, para eles, é bobagem, Rodrigo Maia, chamado de amigo por Bolsonaro, no exercício da Presidência da República sancionou a lei que escancara a Lei de Responsabilidade Fiscal para que prefeitos irresponsáveis ultrapassem o teto de gastos com pessoal. Será que vai parar por aí ou Papai Noel vai trazer mais um saco de problemas para Bolsonaro? 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Justiça social

Se o novo governo pretende agir com justiça na iminente reforma da Previdência, deve focar exclusivamente no funcionalismo público. Com relação ao setor privado, somente as idades deveriam ser alteradas, em razão da nova expectativa de vida da população, os valores não devem ser alterados, porque já estão muito, muito baixos.

SAVÉRIO CRISTÓFARO

cristofaro@uol.com.br

Santo André

Tudo às claras

O novo presidente tem de fazer uma devassa em todas as estatais. Em especial nos fundos de pensão, onde os trabalhadores foram assaltados pelo governo anterior. É um crime o que fizeram com fundos como Postalis, Previ, Centrus, etc. As aplicações na Sete Brasil ainda hoje estão sem esclarecimento e apuração. Lembra-me o Banco Santos, onde aplicações de fundos de pensão enriqueceram alguns dirigentes que permanecem impunes, muitos no comando de entidades financeiras ou ainda atuando no setor. Por que aplicaram na Sete Brasil? Quem mandou? Quem vai responder por isso? Alguns fundos de pensão com déficit ainda pagam bônus milionários a seus dirigentes e conselheiros! Isso tudo sob a omissão ou cumplicidade da Previc e dos patrocinadores ligados ao governo federal. Um segmento ainda não investigado é o das entidades sindicais e confederações de trabalhadores. Há dirigentes que estão ricos desviando recursos e ocupando imóveis que faziam parte do patrimônio dessas associações. As centrais sindicais devem ser todas fiscalizadas. Afinal, os recursos repassados são nossos. É dinheiro público, sim! A orgia durou 13 anos, mas a impunidade não pode durar para sempre.

ERICA MARIA SANTOS

ericadf@bol.com.br

Brasília

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Acontece Comunicação e Notícias, Advocacia Mariz de Oliveira - Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Albert Uhlemayr - Vegra, Aloísio de Toledo César, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Associação Comercial de Ubatuba, Balcorp Suporte Administrativo Ltda., Bandeirantes, Beatriz Campos, Católicas Pelo Direito de Decidir, Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), CP4 Cursos no Exterior, Cultura Artística, Dehlicom Soluções em Comunicação Empresarial, Donna, Editora Unesp, Eletriza, Elo Consultoria, Endeavor Brasil, Ulisses Nutti Moreira, Vitor de Jesus e Viva! Agência de Comunicação.

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PAREM DE BRINCAR COM O PAÍS

Estamos infestados de dirigentes públicos que são incapazes de servir com dignidade a Nação. Brincam com ela ou zombam dela! Se não são corruptos, nefastas são suas decisões que até aviltam a Constituição. Exemplo clássico e recentíssimo desta esculhambação foi a estúpida decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que concedeu liminar que poderia libertar quase 170 mil presos condenados em segunda instância, inclusive o ex-presidente Lula e muitos dos corruptos da Operação Lava Jato. Com que direito? Só nos faz enojar essa atitude antirrepublicana! Marco Aurélio não merece mais exercer o cargo que ocupa no Supremo. Suprema Corte que hoje, infelizmente, se mostra decadente, caindo pelas tabelas das vaidades, do protagonismo improdutivo de seus ministros, que desconstroem o pouco de segurança jurídica que resta nesta nação. Agem descaradamente desrespeitando decisões democráticas e legítimas do Congresso e do presidente da República. Pior ainda é o silêncio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre este triste e lamentável episódio. Outro ministro que não faz jus ao seu assento no STF é Ricardo Lewandowski, que mandou às favas uma medida provisória enviada para o Congresso pelo Planalto que visava a suspender o reajuste dos servidores em 2019. Insensível com o rombo nas contas públicas, Lewandowski concedeu irresponsavelmente uma liminar que mantém o reajuste no ano que vem. Isso vai consumir dos cofres públicos mais R$ 4,7 bilhões, piorando ainda mais o déficit público, hoje na casa dos R$ 159 bilhões. E as excrescências não param por aí: novamente Marco Aurélio Mello, no mesmo dia da desastrada liminar para soltar até Lula (felizmente revogada por Dias Toffoli), atendendo a um pedido do PT - partido que quebrou a Petrobrás -, suspendeu decreto que permitia a venda de ativos da estatal. Eu disse "a pedido do PT". E, completando a indignação com os desmandos praticados somente nesta semana, o deputado Rodrigo Maia, aproveitando a ausência de Michel Temer do País, sentado na cadeira de presidente da República, sancionou uma vergonhosa lei, de decisão do Congresso, que desmoraliza a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que doravante vai permitir que prefeitos relapsos deste país (não são poucos) ultrapassem o limite de gastos sem que sejam penalizados. Uma afronta! Ora, não é possível mais continuar assistindo a tanta irresponsabilidade e desfaçatez dos nossos dirigentes públicos. Precisamos dar um basta! O povo não é idiota! Uma hora ele acorda.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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ORA, AS LEIS...

Será que o deputado Rodrigo Maia sancionou o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal para alguns municípios porque quer apoio à sua reeleição ou por ser do Rio de Janeiro e estar acostumado com irreverência às leis?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CONGRESSO MAU CARÁTER

Não bastam as pautas-bombas, temos um Congresso que só opera em proveito próprio. Aprovaram o aumento do Judiciário quando o resto do País pena por emprego e salário, mesmo que seja o mínimo. Agora, Rodrigo Maia, em sua campanha pelo comando da Câmara, em breve e meteórica passagem pela Presidência da República, sanciona a imoral vênia ao descumprimento da Lei de Responsabilidades Fiscal para municípios que extrapolaram seus tetos de gastos. Uma pouca, aliás, mais uma vergonha!

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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STF

Chegou a hora de atrasar os salários dos juízes! Eles têm de sentir na pele: "A skin in the game".

Lars Sigurd Bjorkstrom lars@acecoti.com

São Paulo

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COMO NÃO SENTIR VERGONHA?

É muito decepcionante ver que, apesar de toda a luta para colocar este país nos trilhos, após a desastrada e até criminosa atuação do PT, que nos jogou numa crise sem precedentes em nossa história, ainda tenhamos de lutar contra decisões monocráticas do Judiciário como a tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello. Já temos de conviver com a libertação de José Dirceu por Dias Toffoli, para que o condenado, livre, leve e solto, passasse a dar palpites em tudo o que se referiu às eleições e ao governo legitimamente eleito. Já temos de conviver com aumentos que impactarão nossa economia, ardilosamente articulados; já temos de aguentar um irresponsável presidente em exercício, Rodrigo Maia, usando sua caneta temporária para prejudicar o País e ministros do STF legislando no início do recesso do Judiciário sem nenhuma preocupação com o impacto financeiro de suas atitudes; e assistir passivamente a acordos que barganharam de mentirinha a concessão de aumentos contra a suspensão do auxílio-moradia a juízes, o que, de fato, não aconteceu, e ainda correr o risco de ter um sujeito desprezível como Renan Calheiros concorrendo à presidência do Senado. O que podemos fazer a respeito? Estaremos todos nas mãos destes irresponsáveis para sempre? A arrogância que permeia a decisão destes senhores, pouco interessados no Brasil, será o nosso calcanhar de Aquiles? São perguntas para as quais não encontro respostas e a única coisa que me ocorre é irmos maciçamente às ruas pedir um basta a essas atitudes. Irmos, como sempre fomos, de forma ordeira e pacífica, já que não nos enquadramos no rol do "quanto pior, melhor", mas mostrar que não somos um país de bananas que se submete a decisões que nos afetam diretamente para que os ditos cujos se sintam bem embaixo de suas togas ou nos cargos que lhes garantem a impunidade, como no caso do Legislativo. Os movimentos que levaram ao impeachment de Dilma, também beneficiada pela nossa Constituição rasgada por Lewandowski, que acaba de aprovar que aumentos salariais para servidores sejam antecipados - numa vingança explicita contra o novo governo - não devem ficar inertes enquanto se mobilizam para se tornarem partidos políticos, como pretende o MBL. E mostrar que essa revisão que querem fazer em abril é frontalmente contra os interesses da Nação, por permitir a impunidade. Até lá, estaremos todos imbuídos do sentimento manifestado pelo advogado naquele voo: o de ter vergonha do STF!

Rosangela de Lima Gatti roselgatti26@icloud.com

São Paulo

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DESESPERO

O ministro Marco Aurélio Mello, como vimos, com sua lambança decidindo libertar todos os presos condenados em segunda instância do Brasil, deixou a população em desespero. Imaginem dezenas de milhares de prisioneiros soltos por sua liminar, concedendo a liberdade aos que não tinham sua condenação transitado em julgado, sendo que, sabemos de sobejo, o foco era soltar o maior criminoso deste país. A que ponto chegou a Justiça no nosso Brasil!    

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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'DEBOCHE NO SUPREMO'

Oportuno e certeiro o editorial sobre o Supremo Tribunal Federal "Deboche no Supremo" ("Estadão", 21/12, A3). Tempos estranhos são estes no STF, instituição por princípio colegiada exatamente para representar a interpretação de várias cabeças em diversos assuntos. Não se trata de Lula, mas de segurança jurídica. A atitude descabida do ministro Marco Aurélio Mello deve ser vista sob o prisma de saúde mental. Não é possível entender, em sã consciência, o porquê desta decisão estapafúrdia e intempestiva. Talvez, ainda pior, falte humildade neste Olimpo da nação. 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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TEMPOS ESTRANHOS

Com efeito, ninguém melhor e mais indicado para proferir a instigante frase "tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República" do que o notório juiz do STF Marco Aurélio Mello... Teria sido melhor e mais apropriado ficar calado, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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40 ANOS DE TOGA

Envergonhado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse que em "40 anos de toga não podia conviver com manipulação de pauta". A declaração é procedente, todavia ele, como relator do processo, poderia colocar "à mesa", obrigando a manifestação de seus pares, mas quedou-se e optou pelo "quanto pior, melhor". Ora, o ministro deve ter faltado na aula do instituto de "colocar à mesa". 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ZELOSO JUIZ

Que uma leva de militantes de um partido político aceite permanecer sob sol e chuva em frente a um estabelecimento policial durante meses, apenas para dar bom dia a seu líder político condenado, é coisa que se pode compreender. Trata-se de fé. Que um time de futebol, incluindo os reservas, formado só por advogados ilustres (e caros) seja capaz de pedir habeas corpus e fazer apelações em série para libertar o seu cliente, também é coisa que se entende. É a profissão e o condenado pode pagar. O difícil de compreender é como um velho e experiente juiz, que só na mais alta Corte de Justiça tem mais de um quarto de século, encontre tanta motivação e veja tanta urgência para, sem que ninguém soubesse, ao apagar das luzes do ano jurídico, afrontar toda a Nação e os seus colegas de tribunal com a emissão de uma liminar determinando soltar milhares de presos pelo País afora, ou é caso de acometimento súbito de excesso de zelo pela presunção de inocência dos cidadãos (acontece) ou tem molusco esperneando e cochichando debaixo dessa toga. É ou não é?

José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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ANÁLISE

Pela segurança e ordem pública do País, não seria pertinente submeterem o sr. Marco Aurélio Mello, do STF, a avaliação psiquiátrica?

Mirtela Sofia Gori Maia ggmaia@gmail.com

Itatiba

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INSANIDADE

Alguém poderia me informar se os togados do Supremo passam por exame médico, inclusive de sanidade mental? Temos visto que as decisões dos supremos variam de acordo com o ego de cada um, o que me demonstra insanidade.

Francisco Ruggero f.ruggero@terra.com.br

São Paulo

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MINISTROS DE DEUS 

Com tantos recursos financeiros no Supremo Tribunal Federal, eles poderiam contratar psiquiatras, psicólogos e geriatras. Talvez assim os ministros de Deus deixem de ser protagonistas e exerçam as funções de fato. 

Jose Rubens de Macedo Soares joserubensms@gmail.com

São Paulo

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GENÉTICA

Não podemos pré-julgar a atitude absurda e irresponsável do ministro Marco Aurélio Mello. A culpa não é dele, coitado, o problema está no seu DNA. A carga genética da família Mello é dominante para os "absurdos" e o ministro parece que a carrega com orgulho.                                              

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

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FAMÍLIA

Espero que o padrinho Collor dê um puxão nas orelhas do Aurélio, depois da invenção de soltar criminosos presos. Mais uma medida anti-Brasil. Espero que, também ele, ele não me diga "teje preso".

Mário Alves Dente  eticototal@gmail.com

São Paulo

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INDICAÇÕES

Muito bom o artigo de Vera Magalhaes "Supremo como fonte de instabilidade política e jurídica" (21/12). Faltou, porém, abordar que a razão disso são indicações baseadas mais em parentesco ou amizade com o presidente da República ou algum familiar deste e menos nos requisitos exigidos pela Constituição. 

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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DESCALABRO FUNCIONAL

O ministro Luiz Fux condicionou a extinção do auxílio-moradia ao aumento obrigatório dos salários do Judiciário, afrontando regras orçamentárias que são constitucionalmente ditadas pelo Poder Executivo; o ministro Ricardo Lewandowski, além de ameaçar brasileiros em trânsito, em igual afronta, mantém reajuste de servidores públicos; e o ministro Marco Aurélio Mello decide, em decisão monocrática, soltar 170 mil presos, colidindo com decisão colegiada. Resumindo, dois atacam impiedosamente o planejamento orçamentário e outro, nosso direito à necessária segurança e equilíbrio jurídico num Estado Democrático de Direito. Neste andar, urge a atuação predominante da Corte Maior como colegiado, aplicando efetivamente seu Regimento Interno aos egos inflados de alguns. A continuar este descalabro funcional, até a formalidade das audiências, em todas as instâncias, corre sério risco de recorrente desrespeito e, consolidando-se tal situação, o Poder Judiciário, moralmente condenado pelo povo brasileiro, transitará em julgado.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

A última coisa que Marco Aurélio pensou foi nos 169 mil presos que poderiam ser soltos. 

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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ATO TRESLOUCADO

A revogação da prisão após condenação em 2.ª instância pareceu uma atitude de macaco bêbado em loja de louças. Após o ato tresloucado e a correção do ministro Dias Toffoli no mesmo dia, o autor alega que não pode conviver com a manipulação da pauta. Ora, como minha avó dizia, a porta da rua é serventia da casa, e garanto que fará falta como sanfona em enterro. Lembrou a soltura do banqueiro que fugiu para a Itália. 

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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CONSCIÊNCIA COLETIVA

Os ministros do STF, além de "probos, fidedignos e com imenso saber jurídico", são, também, excelentes psicólogos, pois estão, com suas atitudes erráticas, monocráticas e insanas, despertando nos brasileiros de bem a consciência coletiva que deve permear a sociedade, a de que já não é mais admissível a impunidade de "figurões".

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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INDECÊNCIA SUPREMA

A atitude monocrática do juiz Marco Aurélio Mello em 19/12/18 - contrária a voto anterior da maioria do colegiado do STF a favor da possibilidade de prisão de condenados em segunda instância - é um lamentável retrato da majestade de que se acham imbuídos funcionários públicos, quando afirmam: "Estou em paz com a MINHA (maiúsculo intencional) consciência". Como não lhes ocorre examinar conceitos como a ética ou o respeito democrático à opinião pública, deveriam ao menos se perguntar se é decente a atitude tomada.

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPREMO

Não só sinto vergonha de nosso Supremo, como tenho nojo de todos os ministros.

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo

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COLEGIADO

A decisão de Marco Aurélio deve ser repudiada, pois que rompe com o espírito de colegialidade e já antecipa, tornando o impedido, o seu voto para a questão da prisão em segundo grau. São essas pérolas supremas que fazem com que a sociedade civil não se orgulhe da sua corte e queira mudar a escolha e indicação dos ministros. Para isso o ministro Sergio Moro deve trabalhar em harmonia com o novo Parlamento, pondo fim à impunidade, à lentidão e à assimetria dos magistrados com a vontade e sede de justiça.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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REDENÇÃO

Dias Toffoli, ao derrubar liminar que poderia soltar Lula, se redimiu daquele habeas corpus que permitiu que José Dirceu deixasse a prisão, sem tornozeleira eletrônica, condenado que foi por assaltar os cofres da Petrobrás.

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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NEFASTOS

Fundamentalismos nefastos pululam ao longo da história. O mundo jurídico já foi repetidamente questionado por parecer ser e muitas vezes por desejar ser um mundo à parte deste mundo normal dos simples mortais. Por que ministros da mais alta Corte judicial do Brasil não mantêm qualquer maior preocupação com qualquer empatia com os cidadãos, com a sociedade e com o mundo dos que bancam e financiam todos esses diversos mundos que pululam, sim, mas que também urram de dores e berram por ações dignas e justas por parte dos que podem mudar as coisas? Limites existem. Forçá-los é pulular, afoitamente, pela história.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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FOCO ERRADO

PT ataca Dias Toffoli após suspender a liminar que manteve o presidiário Lula preso. Estão com o foco errado. Não manteve preso somente o presidiário Lula, não, mas quase 169 mil presidiários. Esta foi a conta feita de quantos seriam beneficiados com a liminar. Estaria solta toda sorte de apenados, inclusive o mais perigoso. Impressionante foi a rapidez no pedido de liberdade feito pelo advogado do presidiário Lula. 48 minutos após o ministro Marco Aurélio Mello deferir a liminar ele estava dando entrada no pedido. Quanta eficiência, hein? Dá para suspeitar de algo, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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GUARDIÃO OU ALGOZ DA CONSTITUIÇÃO?

Além do indulto de Natal que coloca milhares de marginais nas ruas, muitos deles aptos a cometerem mais crimes, imaginem o quadro que se abateria sobre a sociedade se a liminar determinada por Marco Aurélio Mello, do STF, para tirar Lula da cadeia não tivesse sido suspensa pelo presidente da Corte, Dias Toffoli! Teríamos 170 mil criminosos soltos, cada um cometendo só um crimezinho neste fim de ano (um assassinato aqui, um sequestro ali, um estupro acolá, etc.). Entenderam o que Marco Aurélio Mello fez para proteger Lula? 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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LULA TRAÍDO

Lula foi traído pela certeza que tinha de que com toda sua importância nacional e internacional alguém tivesse a audácia de incriminá-lo. Acontece que ambições políticas despertaram os mais íntimos sentimentos de justiça da periferia que sempre lhe foi hostil. Mais do que todos, sabedor das peripécias que aprontou, se conforma com sua condenação e se mostra relativamente conformado. Seus amigos advogados, políticos e enganados, porém, não se conformam e em atitudes extremamente inconsequentes tentam libertá-lo de todas as maneiras cabíveis e, principalmente, estapafúrdias. Grandes interesses dos dois lados estão contrariados. Aguardemos uma Justiça ilibada e vamos ver o que acontecerá. 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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FORA DO SUPREMO

A esquerda já defendeu a retirada de crucifixos de prédios da Justiça, inclusive do STF, alegando que o Estado é laico, mas ignora que Jesus - o aniversariante do Natal, convém lembrar - ultrapassa qualquer religião, pois é o Deus divisor da história. O que deve ser retirada do STF é a figura onipresente de Lula, preso por corrupção, já que conspurca o Judiciário, através da atuação descabida e tendenciosa de alguns ministros. Lula, um deus falso, já era.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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E A FACADA EM BOLSONARO?

O delegado da Polícia Federal Rodrigo Morais, que comanda o inquérito de Adélio Bispo de Oliveira, sobre o atentado ao presidente Jair Bolsonaro, não vai adiante. As suas atribuições nos governos Pimentel e Dilma, por si só, deveriam fazer com que o delegado se sentisse impedido. Após mais de três meses de investigação, nada foi apurado. Para quem assiste do lado de cá, fica a impressão de que nada está sendo feito. Se um atentado desse tivesse ocorrido nos EUA, o responsável já teria sido julgado e o crime, esclarecido. Aqui, tudo fica no "parece", mas nada foi dito sobre os quatro advogados que se declararam à disposição para defendê-lo. Só por isso, a investigação deveria ter avançado. A justiça não pode ser cega e muito menos ter cor. Lei é lei e todos estão subordinados a ela, mas no país das maravilhas alguns são mais iguais que outros. Que tristeza!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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