Fórum dos Leitores

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Notas e informações, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2018 | 03h00

GOVERNO TEMER

Final de mandato

Um tanto lamentável o fim do mandato (parcial) do presidente Michel Temer. Entendo que este indesejável apagar de luzes tenha sido consequência dos problemas que deverá enfrentar na Justiça e que poderão trazer-lhe sérias preocupações. Outra fonte de adversidade é o barulho do inconformismo dos que nunca aceitaram o fato de Temer ter ocupado o lugar da ex-presidente Dilma Rousseff, a pecha de “golpista” ainda o fustiga, creio. Excluindo essas mazelas, por dever de justiça temos de reconhecer que Michel Temer, apesar de alguns percalços, fez uma boa administração. Somente um teimoso não se lembrará da terrível situação em que Temer recebeu o País: desemprego acima de 14 milhões de pessoas, inflação assustando o povo, a economia em marcha à ré, além de uma infinidade de outras questões que se somaram para pôr o Brasil na (quase)ingovernabilidade. Atualmente, o fantasma da inflação está enjaulado, os empresários já demonstraram confiança na recuperação da economia, a reforma trabalhista, se não foi completa ou não agradou a todos, teve bons resultados entre patrões e empregados. Enfim, o Brasil de hoje é mais respirável do que o era no último governo petista. Poder-se-iam citar inúmeros outros aspectos, mas, o que citei, com base no noticiário, será suficiente para reconhecer o trabalho de Temer. Problemas com a Justiça são outra história. Não tenho outorga – formal ou informal – para defender o atual presidente, apenas o dever de consciência. Espero que Bolsonaro consiga concluir a colocação desta pesada locomotiva nos trilhos!

JUSTO PENTEADO CHACON

justopchacon@gmail.com

Sorocaba

Herança bendita

Michel Temer despede-se da Presidência da República deixando um legado positivo inquestionável, para decepção dos seus detratores. Assumiu o País em frangalhos – consequência da aventura petista irresponsável, imoral e desastrada – e, em apenas dois anos de mandato, conseguiu a proeza de aprovar as reformas trabalhista e do ensino médio, manter a inflação sob controle e os juros baixos e repor o Brasil na trilha do crescimento econômico. Também teve a coragem de tomar medidas impopulares, embora necessárias, e pagou por isso com baixíssimos índices de aprovação popular. Ao assumir a Presidência, Michel Temer declarou que se conseguisse ao menos recolocar o Brasil no caminho do crescimento já se daria por satisfeito. Ele conseguiu e será lembrado por isso.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Grande legado

O presidente Temer, neste mês de dezembro, privatizou as distribuidoras da Eletrobrás. Como importante legado de sua gestão, também reduziu 21 estatais das 143 existentes – só o PT, no poder, criou 43, na maioria deficitárias. Quando Temer assumiu o Planalto, as estatais acumulavam prejuízos de R$ 25 bilhões, com a lei aprovada em 2017 que impede indicações políticas para a direção dessas empresas, elas devem terminar o ano com lucro de R$ 50 bilhões e 50 mil funcionários a menos, como informou Elena Landau. Nestes 30 meses de gestão Temer, sem as criminosas pedaladas fiscais de Dilma, o País saiu da pior recessão de sua História, com milhares de empresas quebradas e 14,2 milhões de trabalhadores desempregados. O PIB voltou a crescer, 1,1% em 2017 e este ano talvez chegue 1,5%. Graças à lei do Teto de Gastos, que pôs um freio na farra de despesas improdutivas com dinheiro dos contribuintes, a máquina federal não parou. E o desemprego caiu, porém ainda insuficientemente, para 11,7 milhões. Além da nova lei trabalhista, fraudes de bilhões no INSS foram eliminadas, assim como milhares de farsantes beneficiários do Bolsa Família foram substituídos por pessoas verdadeiramente necessitadas. Com a atuação transparente do Banco Central e de toda a equipe econômica, que recebe apoio do mercado, a taxa Selic, que estava em 14,25%, diminuiu para 6,5%. Em consequência, e com a ajuda da produção agrícola batendo seus próprios recordes, a inflação diminuiu bem nesse período e deve fechar 2018 em 3,7%, com previsão de 4,1% em 2019. À gestão Temer, infelizmente, faltou a cereja do bolo, pela não aprovação da reforma da Previdência, por culpa do nefasto ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que, para conceder delação premiada aos diretores da JBS, armou uma cilada contra o presidente da República. Devemos ressaltar também o excelente desempenho, nesse período, do Itamaraty, que fechou vários acordos comerciais, deixa outros encaminhados e ainda recuperou a imagem do Brasil depois do estrago petista. Por esses e mais outros avanços conquistados nos últimos 30 meses, o próximo governo, de Jair Bolsonaro – que, diga-se, montou um respeitável Ministério, ao qual, desejamos eficiência e ousadia –, receberá o Brasil em muito melhores condições que o da herança maldita do desastre de Lula e Dilma. Feliz 2019!

PAULO PANOSSIAN

paulpanossian@hotmail.com

São Carlos

SERVIÇO PÚBLICO

A isonomia é premente

As diferenças imensas de remuneração do setor público (que se somam a inúmeros penduricalhos de milhares de reais e aposentadoria com valor integral do salário) em comparação com o setor privado são um verdadeiro convite ao corporativismo e à corrupção. Isonomia de regras e limites reais de remuneração no setor público deveriam ser prioridade máxima no novo governo, que toma posse em 1.º de janeiro. Os milhões de brasileiros do setor privado, que trabalham 153 dias do ano somente para pagar impostos e arcam com pesadíssima carga tributária, de mais de 32%, bem como os milhões de desempregados, não suportam mais pagar os desatinos da casta pública e clamam pelo fim da farra com o dinheiro dos contribuintes para que eles próprios e o País possam ter uma oportunidade e um futuro. Basta! Chega de escárnio, chega de abusos! Não aguentamos mais!

LENKE PERES

Cotia

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e feliz e próspero ano novo de America A. Inove, Apae de Cajamar, Arnaldo de Almeida Dotoli, Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, BVRio, Célia Henriques Guercio Rodrigues, EMS S.A., Jeovah Ferreira, LB Comunica, Oficina da Comunicação Integrada, Paulo Fabrício Ucelli e Guilherme Olhier – DSOP Educação Financeira, PR Newswire, Ricardo Patah – UGT, Samuel Grossmann – Associação Brasil Parkinson, SCCBESME-Humanidade, SPMJ Comunicação e Universidade Federal de Santa Catarina.

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O FÓSFORO E A PÓLVORA

A um canal de TV, o general Augusto Heleno, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), declarou que o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do ora senador Flávio Bolsonaro, será resolvido e que se trata de um palito de fósforo diante da grave crise nacional. Sem dúvida, tem o eminente general a devida razão, mas é bom sempre lembrar que um palito de fósforo, muitas vezes, pode ser responsável por um grande incêndio. Assim, há urgência em que resolvam o caso, com explicações melhores e mais convincentes de Fabrício Queiroz, bem como as de Flávio Bolsonaro. Afinal, os brasileiros gostam de explicações lógicas e convincentes e não aceitam elucidações remendadas e adaptadas para as conveniências do momento. A inexistência de improbidade deve ser exposta claramente aos brasileiros e eleitores.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

BRINCANDO COM FOGO

Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado e eleito senador Flávio Bolsonaro, dá pistas de que está esnobando a investigação sobre uma movimentação financeira de R$ 1,2 milhão em que é suspeito, como indica apuração do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Parece fugir de sua responsabilidade quando deixou de prestar por duas vezes depoimento ao Ministério Público, alegando problemas de saúde. Porém, feliz e saudável, concede entrevista ao SBT afirmando “eu faço dinheiro”. É bom deixar claro que ele não trabalha na Casa da Moeda... Diz ele que faz dinheiro por ser expert em compra e venda de carros e pode complicar a família Bolsonaro quando também nega ter depositado R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como consta no Coaf. Por outro lado, Queiroz confirmou a dívida de R$ 40 mil com o futuro presidente, para quem deu dez cheques de R$ 4 mil. Ou seja, esperto, saiu pela tangente! Mas não convenceu, não explicou o principal: os repasses na sua conta bancária depositados por vários outros servidores da equipe do deputado Bolsonaro. Na realidade, Fabrício está brincando com fogo, que pode respingar em Flávio Bolsonaro.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

FÁCIL

A Receita Federal estabelece que empréstimos, mesmo interpessoais, devem ser informados na declaração de Imposto de Renda anual. Assim, o imaculado casal real Bolsonaro I e Michelle III, bem como Fabrício Queiroz, poderiam facilmente acabar com o “imbróglio” do Coaf apresentando suas declarações de renda para acabar com as insinuações maldosas que pairam sobre tão impolutas figuras.

Lauro Becker

kill.corrupts@gmail.com

Indaiatuba

NEBULOSO

Pela matéria do “Estadão” de 27/12 (página A4) sobre a entrevista ao “Jornal SBT” do ex- assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, sabe-se que Fabrício Queiroz não conseguiu explicar o depósito feito por Nathalia Melo de Queiroz, filha do ex-servidor, que, no período investigado, repassou a ele R$ 97.641,20 (99% do pagamento líquido da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), hipotético crédito mensal médio de R$ 7.510,86. Se diante desse fato nebuloso do ex-assessor Queiroz, que trabalhou mais de dez anos para o deputado estadual Flávio Bolsonaro, que nunca soube de nada, será que dá para confiar em Flávio como futuro senador?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

É LÍCITO?

Ex-assessor do deputado e senador eleito Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz diz que é “um cara de negócios”. Ele só precisa explicar que tipo de negócios ele faz, se lícito ou ilícito. Seria ele um agiota, que empresta dinheiro aos funcionários da Alerj e depois recebe seus salários? Se sim, que juros ele cobrava? Francamente, não vejo outra saída para ele justificar os depósitos em sua conta. Fora isso, a origem só pode ser devolução de parte dos salários dos funcionários dos gabinetes dos respectivos deputados contratantes. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

‘UM CARA DE NEGÓCIOS’

O “negócio” de Fabrício Queiroz é vender carros como laranja e fazer dinheiro como a Casa da Moeda!  

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

CARA DE PAU

O ex-assessor do clã dos Bolsonaro Fabrício Queiroz, que ainda não explicou as movimentações atípicas de recursos em suas contas bancárias, com a maior “cara de pau” disse que ele não é “laranja”, mas sim um “fazedor de dinheiro”. Afinal, ele tem alguma máquina de fazer dinheiro e a Polícia Federal não sabe? 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

CENA GROTESCA

Mais do que as respostas e as meias verdades ditas pelo motorista Queiroz, chamou a atenção na entrevista ao SBT a formulação das perguntas que foram feitas pela repórter. Havia algo de amadorismo, improvisação e desleixo, que seja a colocar em dúvida a concepção da entrevista. Temos um jornalismo de nível internacional em todos os setores da imprensa, para ficarmos inertes a essa cena grotesca.

Arlindo Carneiro Neto

ricaraizsp@gmail.com

São Paulo

COMO FICAR RICO

Fabrício Queiroz ex-assessor do deputado e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deu uma aula de como ganhar dinheiro na compra e venda de veículos. Só rindo...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

NEM O PRESIDENTE ACREDITA

Esta história de Fabrício Queiroz não cola nem em álbum de figurinha. “Tem que melhorar isso daí...”

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

FABRÍCIO QUEIROZ

Você compraria um carro usado de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL)?

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

A VERSÃO DE QUEIROZ

Para a maioria dos brasileiros que acreditaram no “mito” Bolsonaro, talvez a versão de Queiroz para a movimentação atípica em sua conta bancária seja plausível. Mas para as pessoas que não acreditam em coelhinhos da Páscoa e outras fantasias, essa história é de doer. Risível, para dizer o mínimo!

Therezinha Lima e Oliveira

therelira@gmail.com

São José dos Campos

JUSTIÇA OU DEMAGOGIA?

Sinceramente, não votei em Bolsonaro e este caso envolvendo Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, que movimentou aproximadamente R$ 1,2 milhão em um ano, de acordo com relatório do Coaf, já cansou a minha beleza. O.k., sou a favor de que este caso seja investigado, mas sugiro a criação de uma força-tarefa para investigar todos os políticos brasileiros, começando pelos federais e se estendendo para os estaduais e municipais. Tenho certeza de que, se fizerem uma investigação isenta, chegaremos à conclusão de que a movimentação bancária de Queiroz é dinheiro de pinga. Enfim, sou a favor de uma investigação completa e punição proporcional ao valor arrecadado de forma ilícita ou imoral para todos os políticos brasileiros. Se realmente desejamos nos transformar numa grande nação e deixar de ser apenas uma republiqueta de bananas, precisamos punir os tubarões, e não apenas um lambari. Ao invés de perdermos tempo questionando a movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas bancárias de Fabrício Queiroz, por que não questionamos a necessidade de bancarmos tantos assessores para estes políticos que aí estão? Que tal reduzirmos os cargos de senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores, suplentes, assessores? Pensarmos grande e pararmos de perder tempo com mixaria?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

A MESMA TECLA

A imprensa televisiva (diga-se TV Globo) continua batendo na mesma tecla, em todos os jornais diários: a conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, filho de Jair Bolsonaro. E os milhões na conta de Marisa, a vendedora de Avon, mulher do presidiário de Curitiba, não é mais assunto? E os milhões na conta do médium de Abadiânia? E as propinas dadas a Renan, que quer ser o presidente do Senado novamente? Pode isso?

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

O PT NO NORTE DE MINAS

O Vale do Jequitinhonha agradece a administração do PT. O petista Fernando Pimentel não teve dúvida e seguiu a orientação do PT: continuou a pagar as aposentadorias de juízes estaduais e, já que não há dinheiro para tudo, que se danem os professores primários do norte de Minas que recebem salários de fome. Tanto, o importante é manter o apoio das corporações e, quanto menos a população consiga estudar, melhor para o partido que sempre cultivou a ignorância como uma de suas bases estratégicas.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

DISTORÇÕES DO FUNDO PARTIDÁRIO

Sobre o editorial de quinta-feira no “Estado” (27/12, A3), eu resumiria o problema propondo um referendo sobre o assunto. Que os eleitores opinem.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O REI SOU EU

O brilhante e certeiro artigo “O Supremo sou Eu!”, de Denis Lerrer Rosenfield (24/12, A2), merece apenas um pequeno retoque. Em razão da dificuldade de saber quando o arbitrário ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, está ou não acometido de crises autistas/esquizofrênicas, diante de sua dispersiva energia, o referido “Eu” soaria mais autêntico em minúsculas, em total identificação com a estatura e as inconsequentes posturas do singular juiz supremo. Parabéns, professor Denis Rosenfield!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

AINDA O CASO ADÉLIO BISPO

Zanone Manuel de Oliveira Júnior, advogado do autor do atentado a faca contra Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, acaba de condená-lo à prisão perpétua, pois segundo o seu parecer o seu cliente sofre de problemas mentais. Acontece que, no caso do célebre Champinha, autor de duplo homicídio, os de Liana Friedenbach e de Felipe Caffé, e com o mesmo problema mental de Adélio Bispo sendo apontado, eis que a sua prisão está presente e efetiva até hoje, desde 2003, e sem qualquer prazo final estipulado. Às vezes o silêncio e a discrição são o melhor remédio para o mal das palavras não caladas.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

O QUE DIZ O ADVOGADO DE ADÉLIO

Todos têm direito à defesa, diz a lei. Mas diz a ética que um bom advogado que preze sua história, com carreira bem estabelecida, não deve sujá-la ao defender um bandido confesso, que tentou assassinar o candidato mais cotado à Presidência da República. Ainda mais quando este advogado de defesa, Zanone Oliveira Jr., aparece poucas horas depois do atentado admitindo ter um financiador anônimo de defesa de Adélio Bispo, que acabava de tentar assassinar Jair Bolsonaro. Agora, quando teve seu escritório vasculhado e seu celular apreendido pela Polícia Federal, vem reclamar seus direitos? Um advogado honesto, que preza seu nome, jamais pegaria um caso como este. Que a Defensoria Pública, que é paga para isso, defendesse o bandido. Zanone não pode reclamar de ser tachado de bandido igual ao agressor e quem o contratou. São todos farinha do mesmo saco podre. 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

LEI DA LAVAGEM DE DINHEIRO

Não haverá efetivo combate à lavagem de dinheiro se advogados e escritórios de advocacia não forem incluídos na Lei da Lavagem de Dinheiro, art. 9.º (Lei 9.613/98). Esse dispositivo legal obriga as pessoas nele relacionadas a informar o Coaf sobre transações financeiras que ultrapassarem limites estabelecidos pela autoridade competente e dispensar especial atenção às operações que possam constituir-se em crimes ou com ele relacionar-se.  Urge que seja repelida com firmeza a reiterada e conveniente postura de “faz de conta” que se desconhece a origem ilícita dos recursos que pagam muitos honorários advocatícios de parte da advocacia brasileira (como, por exemplo, na defesa de traficantes, crimes do “colarinho branco” e muitos envolvidos na Operação Lava Jato), condizente com a “teoria da cegueira deliberada”, em que o agente não apenas finge não perceber determinada situação de ilicitude para alcançar a vantagem pretendida, mas – e esse detalhe é importante – se esforça para não conhecer. Vale lembrar que nos Estados Unidos os advogados de acusados de crimes contra o sistema financeiro são obrigados a comprovar a origem dos honorários que receberem. Nesse sentido, é de estranhar o resultado de uma reunião ocorrida em abril de 2013, entre o Conselho Federal da OAB e o Coaf, na qual “foi definido” que os advogados não estão incluídos naquela lei. Recomendo a leitura do excelente texto do procurador regional da República da 4.ª Região, Manoel Pastana, “Recebimento de honorários advocatícios de origem duvidosa: Impossibilidade”.

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

CAMATA E O ESTATUTO DO DESARMAMENTO

A morte trágica do ex-senador Gerson Camata, assassinado a tiros por um ex-assessor, tem um dado incrivelmente paradoxal: ele foi o autor do projeto que estabeleceu o Estatuto do Desarmamento, tema atualmente na ordem do dia, que deve ser repensado por alguns políticos entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

UM VALENTÃO NO SALÃO

O jornalista William Waack, em seu artigo no “Estadão” de 27/12 (página A6), foi extremamente feliz quando afirmou, referindo-se ao próximo presidente, que “no caso do Brasil, imitar Trump incentiva a caricatura de quem entra bancando o forte no salão com bandidos e na hora de sacar o .45 possui apenas uma pistola de plástico”. Eis a perfeita imagem da insana ideia dele em imitar Donald Trump. De fato, além de ser o presidente do país mais poderoso do mundo, o presidente norte-americano tem satisfações a dar não só aos congressistas do seu partido, mas também a parcela do seu eleitorado que defende o Estado de Israel. Cumpre ressaltar que as estreitas relações entre Israel e os EUA, dentre a criação do primeiro, por determinação da Assembleia-Geral da ONU, logo após o final da Segunda Guerra, que perdura até hoje. Ao contrário do que ocorre no Oriente Médio, aqui entre nós árabes e judeus vivem em perfeita harmonia, visto ser essa a vocação do nosso país, onde todos os povos que aqui vivem dispõem dessa paz. Não traz nenhuma vantagem para o Brasil a determinação do presidente eleito do Brasil de mudar a nossa embaixada em Israel para Jerusalém. Muito pelo contrário, vai nos trazer prejuízos significativos, tanto comerciais como na área de segurança. É claro que o Brasil pode e deve estreitar o seu relacionamento com Israel – como, aliás, com qualquer outro país do mundo –, desde que não o faça afrontando os valores de um deles. Eu não acredito que o presidente Trump se reeleja nas próximas eleições norte-americanas, exatamente pelo fato de sistematicamente criar problemas com os demais países, além de um conflito interno com a construção de um muro absurdo na fronteira com o México, uma versão grotesca do Muro de Berlim.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

DRAMA NA TUNÍSIA

A Tunísia foi o primeiro país árabe a derrubar seu ditador. A autoimolação do vendedor de rua Mohammed Bouazizi foi o estopim para o rastilho de pólvora que espalhou a Primavera Árabe pelo Norte da África e Oriente Médio. Oito anos depois, o aumento de preços, a escalada da inflação e o programa de austeridade fiscal são componentes de uma permanente crise política. Seguem as manifestações com prisões em violentos confrontos de rua. A instabilidade econômica inibe a criação de empregos e o terrorismo prejudica o turismo. Agora, a autoimolação do jornalista Abderrazk Zorgui é sinal da rejeição à catastrófica situação social de miséria e alto desemprego dos jovens. Deixou um vídeo gravado no qual prega a revolução, um alerta contra a ausência de meios para subsistência das pessoas.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

ELES NÃO ENTENDEM

O aquecimento global está levando o planeta Terra a uma situação crítica. Incêndios florestais, secas prolongadas, grandes inundações, canículas intensas e outras catástrofes climáticas estão acontecendo e por acontecer, com risco de uma aceleração que acarretaria funestas consequências – talvez mesmo a extinção da espécie humana. Em seu artigo “O Brasil e o Acordo de Paris” (“Estadão”, 26/12, B5) os embaixadores da França e da Alemanha no Brasil abordaram de forma sucinta e objetiva a questão das mudanças climáticas e enfatizaram a importância que tem o Acordo de Paris, como programa integrado, de caráter multinacional, especialmente planejado para enfrentar o problema, segundo as possibilidades de cada país signatário. Lamentavelmente, o presidente eleito Jair Bolsonaro não entende isso. Os futuros ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, que deveriam entender, também não entendem, de modo que têm avançado declarações das mais estapafúrdias sobre o assunto.

Joaquim de Carvalho

jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

O BRASIL E O ACORDO DE PARIS

Projetos de reflorestamento de extensas áreas desflorestadas e de recuperação de bacias hidrográficas ofereceriam ocupação e renda para um numeroso contingente de pobres e mal instruídos, que nem chegam a figurar nas estatísticas de emprego. Só o Estado detém condições e autoridade para tais ações. As rendas dos pobres, além de diminuírem a desigualdade, alavancariam o mercado interno, induzindo um aumento da produção e do emprego urbano. E melhorariam a imagem do Brasil.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

SOBRE O JAPÃO E AS BALEIAS

Tenho visto uma crescente e muito justa onda de indignação com a postura do Japão, que, diga-se de passagem, se uniu à Noruega e à Islândia e autorizou a caça comercial de baleias. Se vocês quiserem fazer alguma coisa para valer, e não ficar só no blá, blá, blá, é muito fácil: boicotem ruidosamente produtos japoneses, inclusive comida e restaurantes, e incentivem que outros façam o mesmo. Vamos ver se os caras não param. Sim, vai ficar sem o sushizinho e o sakê. Ah, e façam o mesmo com produtos e serviços da Noruega e da Islândia.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

O NOVO GOVERNO E A LEI ROUANET

As declarações feitas pelo Twitter sobre a Lei Rouanet demonstram que o presidente Jair Bolsonaro não tem consciência do impacto desse investimento na economia do País. Seria bom ele se informar antes de publicar, afinal, pode passar a impressão de que não sabe do que está falando ou, pior, de que seu desprezo pela cultura é maior do que sua preocupação com o País.

Maria Ísis M. M. de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

BENEFICIADOS

Observando esta confusão toda e frequentando peças de teatro e shows, cheguei à conclusão de que os maiores beneficiados por esta Lei Rouanet são aqueles artistas globais que cobram caro por seus espetáculos. Defendo o financiamento de espetáculos gratuitos.

Pedro Paulo Antonaccio

pepantonaccio@gmail.com

São Paulo

O BRASIL ESTÁ MUDANDO

Mesmo a contragosto dos famosos artistas chupins dos recursos públicos via Lei Rouanet, o “Elenão”, comandado por Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros, contestados por grande parte de artistas patriotas que não trilharam por este caminho e seguindo a maioria dos brasileiros que pediram espontaneamente mudanças justas neste país, queiram ou não, Bolsonaro vem aí para tomar posse no dia 1.º de janeiro de 2019, e com o firme propósito de atender à vontade justa da maioria e acabar com as benesses dos protegidos pelos políticos anteriores, que souberam muito bem estrangular com a nossa economia e desviar os nossos recursos para os ditadores de outros países seus amigos, prejudicando grande parte de brasileiros necessitados.

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

LEI INJUSTA

Inicialmente, gostaria de cumprimentar mais uma vez o “Caderno 2” pela  reportagem do jornalista Pedro Rocha sobre a restauração de obras de arte do Masp (27/12, C3) e agradecer pela publicação da inauguração da exposição “Olhar 2018” no suplemento “Divirta-se”, uma demonstração de que o clássico figurativo mais conhecido como Belas Artes começa a vencer o preconceito e a censura daqueles que são sustentados pelas leis de incentivo fiscal. Sobre a Lei Rouanet, gostaria que algum jurista comentasse sobre a inconstitucionalidade dessa lei, uma vez que nossa Constituição diz que todos são iguais perante a lei, e uma lei que não tem condições de atender a todos os artistas em todo o Brasil precisa ser revogada. Só nos regimes totalitários o governo financia um tipo de arte e cultura, que é imposto pelo poder. “Pão e circo” é preconceito e censura. Além de inconstitucional, a Lei Rouanet, o Ministério da Cultura e todas as Secretarias de Cultura são instituições odiosas e cruéis, e profundamente injustas, pois usam o dinheiro público, pago pelo povo com seus impostos, para impingir um tipo de arte e cultura que não é entendida, apreciada nem consumida pela maioria do povo que a financia.

Maria Gilka Bastos da Cunha

mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

A CRISE DAS EDITORAS

O negócio do livro não voltará a ser como há dez anos, diz Mike Shatzkin (“Estado”, 27/12, C1). No Brasil, o negócio do livro jamais voltará a ser, ou se foi algum dia, desde que a educação brasileira foi solapada, primeiro, pela ditadura militar, que tinha como um dos principais alvos acabar coma excelência da escola pública, e seguiu ladeira abaixo por todos os governos, incluindo os democráticos.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

AMÓS OZ

Nossas homenagens ao grande Amós Oz, morto aos 79 anos. Mais do que talentoso escritor que nos brindou com livros maravilhosos, Amós Oz foi também um ativista, pacifista e lutador incansável pela tolerância, democracia e direitos humanos. Merecia ter ganhado o Prêmio Nobel de Literatura e deve ser o maior israelense de todos os tempos. Um gigante, como homem e escritor. Ele passou, mas sua obra permanecerá.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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