Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2018 | 02h00

TROCA DE GOVERNO

Segurança na posse

A notícia do sofisticado esquema de segurança para a posse do novo presidente da República é a demonstração de que o Brasil realmente está mudando. A tranquilidade das cerimônias anteriores é substituída por ampla zona de exclusão aérea, caças supersônicos, tanques, tropas e muitos agentes de segurança. Apesar das restrições, o clima é de esperança maior que em posses anteriores, pois naquelas oportunidades o País não havia ido tão ao fundo do poço quanto nos últimos tempos. Também não havia o risco de terrorismo hoje identificado. Vale lembrar que o presidente eleito foi vítima de atentado em plena campanha eleitoral, com uma facada no abdômen, o mais antigo e simplório meio de matar alguém. A população votou na mudança e espera que se comece por duas delas: o estancamento da corrupção, que apodreceu os últimos governos a ponto de levar ao cárcere seus componentes, havendo dezenas de outros sob mira judicial; e a volta da segurança que garanta o direito individual de ir e vir. Queremos que a mesma segurança rígida que vai proteger a posse, por definição, seja indutora do trabalho de proteção ao cidadão comum, que há muito vive acuado e amedrontado.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Boicote

PT e PSOL anunciaram que, num ato de resistência, não comparecerão à posse do presidente Jair Bolsonaro, apesar de dizerem reconhecer a vontade popular. Os partidos que se intitulam esquerdistas e são liderados pelo PT também prometem infernizar o novo governo. A ausência não é uma forma de resistência, mas de falta de dignidade e de não saber perder.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Democratas ‘fake’

Ao não participar da posse do presidente Jair Bolsonaro, PT e PSOL cometem suicídio político. Isso é o que eu chamo de partidos “democráticos”...

LUIZ FRID

frid@globomail.com

São Paulo

Não fazem falta

O conceito de democracia do PT é por demais conhecido: se não me favorece, sou contra. Em 1988 foi contra a Constituição e um tempo depois, contra o Plano Real, que reduziu a inflação a níveis razoáveis. Os petistas não se conformam com o resultado da última eleição presidencial, quando foram fragorosamente derrotados, o que eles confirmam com o anúncio de não comparecimento à cerimônia de posse do presidente do Brasil, no Congresso Nacional. Claro que a ausência do PT não vai ser sentida por ninguém, mas tem sua serventia: demonstra mais uma vez que se trata mesmo de um partido que não aceita a democracia, sua preferência é pelo sistema de governo de Cuba e da Venezuela.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Ótima notícia

A melhor notícia deste fim de ano é que o PT não participará da cerimônia de posse de Bolsonaro. Afinal, marcado pela corrupção, desfiguraria tão importante solenidade. Essa ausência é um grande alento para o povo brasileiro. Já agora, o partido bem que poderia estender essa nobre atitude e parar de frequentar também as Casas parlamentares a partir de janeiro... Os milhões de desempregados não aguentam mais ouvir suas ladainhas! E as urnas de outubro foram muito claras.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Tempos de passagem

A grande expectativa nesta época de mudança de ano leva as pessoas a reflexões naturalmente emblemáticas. Entre nós, a tensão em face das recentes eleições, que trouxeram novos governantes para o País, com perfil ideológico diverso dos antecessores, é forte. Urge que os futuros líderes nacionais encontrem uma linha que ao mesmo tempo produza as mudanças necessárias e pacifique a Nação. 

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

EM MINAS GERAIS

É golpe!

Moro em Minas Gerais há mais de 20 anos e posso afirmar que Fernando Pimentel (PT) foi o pior governador nesse período. E não só para os servidores públicos. Além dos atrasos salariais e do calote no 13.º, o governo Pimentel ainda deu golpe nos detentores de empréstimos consignados: descontava o valor dos contracheques, mas não repassava às instituições financeiras! Num país sério, isso daria cadeia. Sorte de Pimentel estarmos no Brasil. Sorte dos mineiros que ele não foi reeleito.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

EM SÃO PAULO

Dize-me com quem andas...

O governador eleito João Doria parece ter estranhos vínculos com políticos ficha-pesada. Quando eleito prefeito de São Paulo, ele disse que iria convidar ex-prefeitos para auxiliá-lo, os mesmos que a população paulistana desprezara. Agora, convidou para chefe da Casa Civil do maior Estado da Federação um elemento nocivo e com ficha mais do que suja, Gilberto Kassab. Doria tem a mania de não cumprir mandato ou trabalhar pesado, pois o que quer mesmo é subir degraus na política. Renuncia, deixa o cargo para inexperientes (vide o estado em que se encontra a cidade de São Paulo) e parte para novos rumos. Se fizer como fez na Prefeitura, já pensaram na equipe que deixará governando o Estado, que terá à frente um cidadão que a Justiça já enquadrou? Entre milhões de habitantes capazes, Doria não conseguiu encontrar um nome ilibado? Cegueira ou compadrio?

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.coma.br

São Paulo

AMÓS OZ

Para refletir

A batalha entre o certo e o certo, núcleo lógico de Como Curar um Fanático, obra de Amós Oz (4 de maio de 1939 - 28 de dezembro de 2018), pacifista israelense, escritor e poeta que nos deixa o vazio dos homens idos que cultivaram o jardim dos justos e talentosos. E que trilhou, ao estruturar o seu humanismo, a compreensão da moderna física quântica, em que o jogo de bilhar tem bolinhas que não se repelem, mas se amalgamam. Dois Estados no Oriente Médio, o israelense, com sua capital em Jerusalém, e o outro dos palestinos, com capital de sua escolha. Fim da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e das hostilidades. Para os brasileiros deste hoje conturbado pensarem na cama...

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

O JOGO VAI COMEÇAR

O sonho acabou e a realidade bate à porta da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. O povo decidiu que não queria mais ninguém do Partido dos Trabalhadores (PT) no governo: nem Lula nem Haddad e muito menos Manuela D’Ávila. Bolsonaro ganhou e chegou a hora de cumprir as promessas de campanha. O novo presidente tem pela frente a reforma da Previdência, a redução da dívida pública, a geração de empregos, a melhoria do saneamento básico, as privatizações, o superávit no segundo ano de governo, a melhoria do comércio exterior, entre outros compromissos. A expectativa é grande e a cobrança será maior ainda, pois o povo está atento e precavido.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

PRIORIDADE

“Reforma da Previdência é prioridade do novo governo, diz Mourão” (“Estadão”, 28/12). O vice de Jair Bolsonaro faz bem em continuar alentado de que a reforma da Previdência é algo fundamental para que o Estado brasileiro volte a ficar viável, coisa que a “resistência (chuveiro Corona) petista” e puxadinhos tentarão obstar de todos os modos possíveis, pois o segmento derrotado nas últimas eleições só terá um futuro se a nova administração fracassar.                  

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

E O DESEMPREGO?

Discordo do vice-presidente Hamilton Mourão. Acho que investimentos em infraestruturas e na recuperação de obras inacabadas são prioritários para resolver, de vez, o maior problema atual do País, que é o desemprego. A reforma da Previdência poderá ser feita em etapas, com calma, durante os próximos anos de mandato do nosso futuro presidente Jair Bolsonaro.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

DÉFICIT DO IN$$

Segundo dados alarmantes divulgados pelo Tesouro, o déficit do INSS até novembro foi de inacreditáveis R$ 188,9 bilhões (!), fazendo com que as contas do governo central (Tesouro, INSS e Banco Central) devam fechar no vermelho pelo quinto ano (!) consecutivo. Urge ao novo governo Bolsonaro estancar esta absurda e intolerável sangria de recursos públicos enquanto ainda é tempo, antes da bancarrota final. Basta de privilégios e de desperdícios! Reforma da Previdência já!

J. S. Decol ecoljs@gmail.com

São Paulo

 

INÍCIO PREOCUPANTE

A equipe de transição do governo Bolsonaro anuncia medidas que vão causar muito reboliço. Nos primeiros cem dias de governo serão apurados os procedimentos do atual governo e incluindo no caso os milhares de cargos ocupados por indicações políticas (“Presidente eleito fará pente-fino nos últimos 60 dias de Temer”, “Estadão”, 28/12). Somados à crise da economia e às composições partidárias, é de esperar muitas críticas e cobranças pessoais de quem se julga aliado e apoia o futuro governo. Como se pode constatar, é um início de ano por demais preocupante.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

2019 NAS MÃOS DE BOLSONARO

Fim das retóricas! E, longe das especulações, com bom ministério formado, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) eleito em segundo turno com votação expressiva neste ano, está a poucas horas de assumir a Presidência da República. Diferente de Michel Temer, que assumiu o Planalto em 2016 após merecido impeachment de Dilma Rousseff, com um Brasil literalmente quebrado, na pior recessão econômica de sua história, com milhares de empresas falidas e 14,2 milhões de desempregados, herança lulopetista, Jair Bolsonaro, felizmente, vai receber um país em melhores condições de ser administrado, com a economia em recuperação, o PIB votando a crescer pelo segundo ano e redução do desemprego – e, como revela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) recente, um otimismo dos investidores não visto desde abril de 2013, e dos consumidores maior desde 2014. O crescimento das vendas neste Natal, de 5,5% nos shoppings, na comparação com o mesmo período de 2017, é uma boa amostra dessa realidade. É lógico que o novo presidente terá grandes desafios pela frente, como eliminar o déficit fiscal, neste ano previsto em R$ 159,1 bilhões, visando à urgente volta do superávit primário; recuperar a capacidade de investimento em infraestrutura e alavancar o nível de emprego. E, para ajudar, a ótima equipe econômica de Jair Bolsonaro vai iniciar seu trabalho com um índice inflacionário comportado, que neste ano fechou em 3,86%, taxa básica Selic em 6,50% e com juro real de 3%, o menor da nossa história. Porém, seu desafio maior inicial será o da aprovação da reforma da Previdência. O projeto de reforma, felizmente, já foi amplamente debatido com a sociedade e já foi aprovado nas comissões do Congresso na gestão Temer, e está pronto para ser votado em plenário. É bom frisar que, sem a aprovação dessa reforma, o governo de Bolsonaro não anda, não terá a confiança do mercado e dos investidores. E o novo presidente não pode decepcionar, porque vem desde a campanha eleitoral prometendo desenvolvimento econômico e social, e não pode desperdiçar esta oportunidade de aprovar tal reforma e recolocar o País na rota de um crescimento sustentável e vigoroso do PIB. Esse resultado é imprescindível para arrecadar recursos e minorar o quadro social desastroso, com mais de 50 milhões de brasileiros pobres, dos quais 15,2 milhões abaixo da linha da pobreza, que vivem ainda com a vergonhosa ausência de saneamento básico, com falta de água potável, o caos no atendimento público à saúde e a baixa qualidade na área da educação. Ora, sem uma economia pujante nada se resolve! Como não poderá resolver outra promessa de combate à criminalidade, o triste índice de mais 60 mil assassinatos por ano, e outros graves crimes adjacentes no País. O futuro presidente também não pode agir de forma amadora na área internacional, na qual já tivemos declarações inoportunas do próprio Bolsonaro e do futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. É bom lembrar que, exceto a retrógrada era petista, o nosso Itamaraty sempre teve uma atuação notável nas ações diplomáticas. E a manutenção deste comportamento é que pode aumentar a exportação dos nossos produtos, as parcerias para a introdução das novas tecnologias e a criação de empregos de qualidade no País. É imperioso, também, acelerar as privatizações ou o fechamento de estatais deficitárias, desburocratizar e diminuir o tamanho do Estado, facilitando a vida dos cidadãos e dos empreendedores. Ou seja, a partir de janeiro de 2019 estaremos nas mãos de Jair Bolsonaro. A maioria do povo brasileiro assim escolheu, esperando que ele exerça uma gestão ética, transparente e ousada, responsavelmente compartilhada por um Congresso renovado, que não pode se furtar de aprovar projetos que coloquem o Brasil na trilha do desenvolvimento e do bem-estar social.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

A POSSE

Está chegando a hora da grande festa. Os brasileiros que disseram “ele sim” estão ansiosos para ver o presidente eleito Jair Bolsonaro assumindo a direção do nosso Brasil no dia 1.º de janeiro de 2019. Está sobrando otimismo. A esperança tomou conta da maior parte da população brasileira. Só não acreditam que o Brasil vai melhorar aqueles que até hoje choram e gritam que Lula é inocente e que o ex-presidente é um perseguido político. Estes dificilmente deixarão de empunhar a bandeira vermelha do Partido dos Trabalhadores, que, para eles, se sobrepõe ao símbolo máximo de representação da nação brasileira. Estes torcerão para que os resultados sejam negativos. Mas vão “morder a língua”. Ah, 1.º de janeiro, se eu pudesse, anteciparia a sua chegada. Eu já sonhei várias vezes com a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes superlotadas por patriotas que lá estavam prestigiando a posse do homem que colocou Deus acima de todos e nocauteou a esquerda brasileira. Desta vez, não haverá bandeira vermelha. O espaço será ocupado por aquela que, conforme escreveu o poeta Olavo Bilac, “a grandeza da Pátria nos traz”: a bandeira do Brasil. Senhor presidente Jair Bolsonaro, a maioria dos brasileiros está torcendo para que tudo dê certo. Que Deus o abençoe.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

ESTADO TERMINAL

Um analista político, ao decidir que o governo Bolsonaro “já deu errado, mas pode sobreviver a si mesmo”, só pode estar acometido de séria moléstia sintomatizada por falta de assunto útil para publicar. Que tal se, do alto de sua intelectualidade de beira de estrada, parasse de emitir hipóteses esfumaçantes que não resistem à menor brisa? Ao afirmar que o mandato que ainda vai se iniciar será controlado pela Polícia, pela Caserna e por Chicago e que o “chefe” (sic) se limitará a, entre outras tarefas, reprochar Cuba, o Estado que se apropriava de grande parte de salários de médicos pagos pelo contribuinte brasileiro e que deu calote de milhões de dólares ao BNDES, esquece-se de que o mundo está entrando em nova fase na qual o político tradicional, elegante, com compromissos vazios e promessas vãs, encontra-se em estado terminal.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

BOICOTE PETISTA

O inconformado PT decidiu boicotar o presidente Jair Bolsonaro. As bancadas não participarão da solenidade de posse no Congresso. Então tá! O Brasil é maior do que este chororô. Insensível a abraços de náufragos derrotados. Em 16 anos, será a primeira posse presidencial sem a presença do partido vermelho que mais quadros vem fornecendo aos estabelecimentos prisionais nos últimos tempos. Vida que segue! Na virada do ano, acenderei velas e despacharei oferendas em agradecimento ao verde, amarelo, azul e branco, que voltarão a bombar em nossos rincões. Viva a Lava Jato! Vivam a ordem e o progresso! Viva a democracia!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

CONVITE

Data vênia, o PT foi convidado para a posse do presidente ou foi como com os outros “companheiros”? 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

O TEMPO

O presidiário Lula da Silva encaminhou carta à militância petista que, na véspera do Natal, estava postada próximo da sede da Polícia Federal em Curitiba na qual conclama seus apoiadores a não temer os valentões e que o “tempo deles vai passar”. Lula continua a insistir no “nós” contra “eles”. É salutar ressaltar que o tempo para todos vai passar, assim como o do todo-poderoso Lula, que um dia assumiu a Presidência da República e hoje é um presidiário condenado em regime fechado.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

MAIS UMA DO FANFARRÃO

O presidiário e fanfarrão Lula da Silva deu a “nota” neste Natal. Pensando estar de férias, pediu autorização para acompanhar o funeral do amigo íntimo Sigmaringa Seixas, ex-deputado petista. Além dos vários habeas corpus já negados pela Justiça, esse pedido teve o mesmo destino. “Elle” ainda não entendeu que foi condenado a mais de 12 anos de reclusão e não terá sucesso em suas empreitadas, mas, se tiver sorte e seus pedidos caírem nas mãos “dos Rogério Favretto ou Marco Aurélio de Mello da vida”, aí é só comemorar, não é mesmo, demiurgo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

DESEJO PARA 2019

Que, em 2019, todos os brasileiros, independentemente de coloração ideológica ou partidária, dirijam seus ataques não a familiares, amigos e outros de pensamento diferente, mas sim a todo e qualquer político detentor de cargo público ou comissionado e executivo ou administrador de empresa, banco ou agência ou órgão estatal, ou qualquer servidor público ou outro membro da máquina estatal que tenha roubado ou prejudicado o conjunto dos brasileiros em benefício próprio; que todos os brasileiros sejam capazes de tirar suas vendas ideológicas ou partidárias e deixem de ter “corruptos de estimação”, que tenham a grandeza e a isenção de enxergar para além de suas preferências pessoais e vejam os males hediondos causados pelos corruptos a milhões de brasileiros e que deixem de defender pessoas que são claramente indignas de sua defesa e passem a defender o bem de sua cidade, seu Estado e do País e todos os seus concidadãos.

Lenke Peres

Cotia

 

RIO DE JANEIRO: ROUBO CAI, MAS POLÍCIA MATA MAIS

Criminalidade não se combate soltando pombas brancas da paz e recomendando ouvir a célebre “Imagine”, de John Lennon. A interpretação de que a escolha individual pela bandidagem em função de supostamente serem “vítimas” das desigualdades sociais é que nos trouxe ao calabouço da violência e insegurança. Eliminar criminosos justamente como política de combate ao crime é parte essencial e evidentemente efetivo do trabalho da Polícia Militar. Parabéns a estes corajosos profissionais! Que sejam, a cada dia, mais reconhecidos pela sociedade de bem.

Rodrigo Junqueira Castejon rjcastejon@hotmail.com

São Paulo

 

DE GOLEADA

O reforço que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio recebeu para auxiliar no combate ao roubo de cargas termina amanhã, dia 31/12/2018. 280 policiais voltarão aos seus Estados de origem. Está explicado por que o crime dá de goleada na polícia. O quadro é insuficiente, não se investe nele, não se moderniza e é isso o que vemos. Receberam um reforço temporário, conseguiram diminuir os roubos de carga, mas voltará tudo como era antes. É óbvio que não há interesse, dentro do governo, inclusive, em que haja o combate ao crime.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

AS FRAGILIDADES DO RIO MARAVILHA

Neste período de festas de fim de ano, o Rio de Janeiro ganha relevância dos turistas que por aqui aportam, em face das imensas potencialidades de belezas naturais que possui, bem como pela tradicional e conhecida forma de acolhimento de sua população. Mesmo assim, é preocupante a divulgação de que temos 300 mil pessoas vivendo em áreas de risco, urgindo, assim, que as autoridades do setor tomem medidas preventivas que evitem tragédias que possam acontecer a qualquer momento.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

GOVERNO DORIA

E o governo de João Doria (PSDB) em São Paulo, o mais político dos gestores, vai começar com o chefe da Casa Civil, Gilberto Kassab (PSD), licenciado em razão de grave acusação do Supremo Tribunal Federal de ter recebido entre 2010 e 2016 mesadas que somam a bagatela de nada menos do que R$ 58 milhões do famigerado Grupo J&F em troca de favorecimentos às empresas dos criminosos irmãos Batista. O cargo mais importante de todo o secretariado do governo do Estado de São Paulo, abaixo apenas do vice-prefeito, foi entregue a um político envolvido em várias suspeitas de malfeitos praticados há anos. Diante do fato, cabe perguntar: se a eleição fosse hoje, você votaria novamente em Doria?

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

 

PENA DE MORTE          

Na noite do dia 18 de dezembro, bandidos julgaram e condenaram à morte três chefes de família, num arrombamento a três agências bancárias na cidade de Atibaia (SP). Os três estavam em seu exercício de trabalho, defendendo a população. Agora, eu pergunto: os bandidos condenam à morte qualquer cidadão brasileiro, todos os dias brasileiros morrem em assaltos, portanto são condenados à morte, então por que as autoridades ainda ficam falando e legislando contra a pena de morte? Será que não é chegada a hora de os senhores deputados acordarem e pensarem melhor sobre a pena de morte no País? Com a palavra, o novo governo.

Francisco Jose Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

 

MATERIAIS DE AVIÃO NACIONAIS

Interessante saber que um índice de 50 anos atrás ainda vale em aviação. No preço de um avião, 20% estão no grupo moto propulsão, 20% na instrumentação, 20% na estrutura e 40% na mão de obra. Após 40 anos, fizemos um estudo dos últimos dez anos da Embraer e a relação exportação/importação deu 37%, o que retrata estes índices tão antigos. Por outro lado, quando do início da Embraer, o esforço foi muito grande no intuito de fabricar peças e produzir matérias-primas (que foi hoje totalmente abandonado) aqui, e com grande êxito. Os laboratórios do CTA/PMR funcionavam dia e noite no intuito de testar e certificar as matérias-primas desenvolvidas no País. Era tanto serviço de certificação de peças e matérias-primas que meu grupo no Par e, depois, na Embraer trazíamos para o CTA que foi criada a ideia que gerou o Instituto de Fomento Aeronáutico (IFI), que depois também passou a certificar as aeronaves (Bandeirante e Ipanema, além do Universal e Uirapuru), este que deu origem à Anac atual e continuou com a certificação militar. Fizemos, eu e equipe (seção de nacionalização secretaria + 6 engenheiros + 5 técnicos durante quase dez anos de trabalho interruptos, visitando empresas no Brasil todo), mais de 500 visitas a fornecedores de matéria-prima e peças de avião. Deixamos oito arquivos de quatro gavetas com os contatos feitos, peças e matéria-prima nacionalizada, que em sua maioria custavam mais caro que as estrangeiras e davam mais trabalho na recepção das notas fiscais e recebimento quanto à qualidade. O major Juarez, em nome da economia, depois presidente da empresa, mandou queimar tudo. Assim, perdeu-se um acervo extraordinário das empresas que fizeram peças, gastaram dinheiro para satisfazer a alta qualidade e baixa quantidade para que nossos protótipos voassem, visto que nem todo o material aeronáutico tinha nos parques, e estavam a milhares de quilômetros de distancia de São José dos Campos. Essas empresas possibilitaram o voo dos primeiros Bandeirante, e depois foram esquecidas em nome da economia. Citam-se a Alcan, onde fizemos chapas Alclad 2024 O; Mannesmann, onde foram feitos tubos de aço sem costura 4130, cabos de aço para comando na Cimaf, conexões hidráulicas na Ermeto, parafusos aeronáuticos AN na Mapri, tintas que seguiam as normas Mil na Tecno química, material interno para acabamentos na Forteplas, em várias tecelagens, e tapetes aeronáuticos homologados na Teperman (usados por várias empresas, e depois esquecido). Eram US$ 1 milhão em exportação de tapetes, Tubos 5052 sem costura 5052 e perfilados 2024 na Aisa em pinda, barras e perfis de aço 4340 e 4130 na Vilares, com eletroslag, e a vácuo, etc. Tantas outras empresa esquecidas pela política adotada de trazer tudo certificado do exterior, em vez de desenvolver aqui as matérias-primas principalmente. Culpa cabe ao BNDES de não exigir que as matérias-primas sejam aqui produzidas. Tecnologia existe, e quantidade também, falta vontade política. Muitas dessas empresas não existem mais, exatamente por não terem sido incentivadas pelos órgãos públicos. Na política, tentei avisar deputados, senadores, vereadores de São José dos Campos e estou tentando contato com o Major Olímpio. Já o fiz com o coronel Tadeu, que me ouviu, para termos uma longa conversa sobre o setor e a tecnologia aeroespacial. Precisamos de um diretor da Anac de São José dos Campos, especialista em Indústria Aeronáutica, pois nela só se põem diretores que pensam nas linhas aéreas e aviões que têm muito capital envolvido, esquecendo-se do grosso das empresas que são micro e pequenas empresas em 85% delas e não têm condições para exercer preços de certificação de grandes empresas que são praticados hoje pela Anac. Assim, a Anac também serve para ser uma barreira tecnológica às exportações de peças e materiais aeronáuticos. Continuamos lutando para que isso aconteça através de edição de um livro com 3 mil cópias já distribuídas sobre alta tecnologia “Entre no século 21”, palestras em universidades, comentarista econômico na rádio, na imprensa e TV, para vermos um Brasil melhor.

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

 

ÓRFÃOS E VIÚVIAS FABIANOS

Carta urgente ao presidente eleito e futuros congressistas do ano de 2019: Socorro, FAB! As estatísticas de militares jogados ao relento por motivo de distúrbios psiquiátricos aumenta exponencialmente. Quando não conseguem mais exercer suas funções na caserna, se submetem a junta de saúde, e tornou-se comum serem excluídos sem nenhum direito à reserva remunerada ou reforma. Simplesmente pelo fato de, por ocasião de uma deficiência mental ou, não obstante, uma fugaz depressão, não sobreviverem imunes e invictos até atingirem a estabilidade com dez anos de serviços prestados ininterruptos. Conheci uma terceiro-sargento formada pela EEAR em 2008 cujo caso se inclui neste quadro. Foi desligada do quadro de suboficiais e sargentos da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2014, pouco depois de ser promovida a segundo-sargento pela mesma instituição. Conclusão constante no laudo pericial: “ineficaz para o serviço militar (...) pode prover seus meios”. Por ironia do destino, em 2015 enterrou seu pai, subtenente da FAB com proventos de segundo-tenente após uma grande luta enfrentada pela cônjuge para conquistar no mínimo fraldas descartáveis ao militar acometido por Síndrome de Corpos de Lewis após o cumprimento honroso de 30 anos de serviço. Pergunta: caberia a abertura de um processo judicial particular de R$ 18 mil para uma causa proveniente da carreira de um funcionário público, seja vivo ou morto?

Tuany Candido de Paula eusoututa@gmail.com

São José dos Campos

 

O PERIGO DO MAGMA

Tudo o que o homem constrói a natureza pode destruir. Desde priscas eras, com Adão e Eva dando início à formação da raça humana, passando pelas eras dos trogloditas das cavernas, o homem iniciou um ciclo evolutivo já tendo invadido o território da Lua, cujas fases tanto influenciam a vida do homem. Nenhum acontecimento é tão importante para a vida humana e do próprio planeta do que o estado da Terra na sua estrutura geológica. Desde a era das cavernas o progresso do homem avança sem considerar que o seu planeta pode ser engolido pela ação de sismos provocados pela erupção dos principais vulcões em atividade e outros que podem emergir do fundo dos oceanos. Vulcões como o Kilauea, no Havaí (EUA), Tungurahua (Equador), Rabaul (Papua Nova Guiné), Soku Jima (Japão), Elba (Itália) e Anak Krakatoa (Indonésia) são exemplos das catástrofes que podem acontecer, pois são ações incontroláveis pelos recursos humanos. Podemos retornar às cavernas?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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