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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Cansaço e esperança

Um Brasil simultaneamente cansado e esperançoso amanheceu no primeiro dia de 2019. Cansado de um Estado ineficiente como indutor da modernidade nos bens e serviços públicos; perdulário gestor do dinheiro do povo, usado majoritariamente para pagar um funcionalismo de baixa performance, vestido com togas e ternos salarialmente vorazes; irresponsável, muitas vezes até infrator – para não escrever criminoso –, perante uma sociedade majoritariamente pobre, desassistida no arco básico que compete ao governo prover com qualidade: educação, saúde, segurança e infraestrutura. Nele, arco, o País é um escombro incompreensível diante da monumental riqueza com que a natureza dotou o solo e o subsolo da Pátria. Mais angustiante que a expectativa da reforma da Previdência, ergue-se a quase utopia de reformar o caráter dos homens que nos Três Poderes da República envergonham a Nação perante o mundo civilizado. Agora presidente da República de todos os brasileiros, e não apenas dos pouco mais de 50 milhões que nele votaram, Jair Messias Bolsonaro é a esperança de mudança de intenções, gestos, comportamentos.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

Verde e amarelo

Bem diferente da posse do inominável, em 2003, a Esplanada dos Ministérios no dia 1.º de janeiro de 2019 era um mar de gente vestindo as cores do Brasil, verde e amarelo, representando a esperança de um Brasil melhor, sem o vermelho sangue das bandeiras de baderneiros. Vai ser fácil? Sem dúvida, não, mas desejamos ao novo presidente que ele tenha força para resistir, em nome de quem produz neste país, aos ataques daqueles que se julgam acima do bem e do mal e que torcem pelo “quanto pior, melhor” para eles.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA 

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

O discurso e a paz

O discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro poderia ter sido o indicativo do início de um mandato em que o diálogo seria um ponto importante, para superar divergências nas várias áreas. Mas ele fez questão de colocar críticas e recriminações a seus adversários. Ou seja, a paz no campo político e social ficou em segundo plano. E mais: a forma de relacionamento com algumas nações em detrimento de outras vai interferir no campo político e econômico, por certo. Está lançado o desafio para quem ainda pretende um Brasil diferente.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

‘Nós x eles’

Faltaram serenidade e inteligência ao novo governo Bolsonaro para esquecer os palanques de campanha e se comportar como presidente eleito, de um país democrático e divergente. Faltou bom senso, se é que existe, aos partidos de oposição, ao não comparecerem à posse de Bolsonaro, mostrando que voltaram à velha prática de tentar obstruir tudo vindo do novo governo, independentemente de ser bom ou ruim para o País. É a odiosa continuação dos nós x eles.

ABEL PIRES RODRIGUES 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

À moda Perón

E aqui começa uma nova vaga populista, impulsionada por um difuso e persistente desejo patriarcal, nostálgico. Lula imitava Vargas, sujou as mãos no “petróleo é nosso” e se construiu como “pai dos pobres” na promessa de erradicação da miséria; derrocou, na cegueira do personalismo e na pretensão da extensão continuada no poder, quando as alianças espúrias que coordenou se esfacelaram, no confronto com os novos populistas (que até o sustentaram, enquanto conveniente). Agora, a família Bolsonaro parece começar uma nova era de caudilhismo, não varguista, mas peronista. O apelo aos adeptos entusiastas, o teatro da posse, a emoção conjugal de palanque fazem lembrar o presidente argentino Juan Domingo Perón e sua esposa Evita, que construiu uma base de devotos e “familiares” ainda hoje existentes e influentes no ethos nacional argentino, mesmo em seus opositores. Mas vale lembrar as simpatias políticas dos Peróns no pós-2.ª Guerra e que tipo de “refugiados” e capital acolheram. Israel sabe. De todo modo, consciente ou não, o discurso nacionalista dos Bolsonaros se assemelha às promessas peronistas de desenvolvimento nacional sob a égide de um Estado de ordem nacional. Se for bem-sucedido, deixará efeitos por mais de 50 anos, como sabem os argentinos, e de fato consolidará um mito. Mas pena que este era um anseio de uma sociedade conservadora e patriarcal da metade do século passado. E esse projeto desembocou na Argentina de hoje, com golpes militares, novos governos populistas e uma persistente crise econômica, estrutural, em razão do conservadorismo oligárquico, também persistente, sempre aliado aos populismos de plantão. Triste de uma sociedade que precisa de caudilhos que a conduzam. Demonstra uma infância ou adolescência política que é prorrogada, indefinidamente, assim como seu comportamento social, convertido em voluntarismo. Veremos, no futuro, se esta análise se sustenta. Melhor que não.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Medidas impopulares

“Jair Bolsonaro assume com a missão de fazer as reformas das quais o Brasil depende para evitar o colapso das contas nacionais”, palavras do Estadão (1/1, A3). Mas, como adverte o editorial A missão de Bolsonaro, as medidas a serem tomadas são “impopulares”. Pergunto eu: impopulares para quem? A resposta está no mesmo texto de O Estado: para as corporações. De servidores públicos, de quem recebe incentivos que não promovem desenvolvimento nem emprego, de políticos safados que veem no engessamento do Orçamento um curral, e não a realidade do País, de “artistas” que vivem em Shangri-lá, etc. e tal. Enfim, uma minoria. Salário mínimo e aposentadoria de merreca são melhor do que desemprego e falta de esperança de dias melhores, com serviços públicos de melhor qualidade. Não, não há medida impopular para quem vê na moralidade e nos costumes, nas boas atitudes, no respeito a uma oposição bem-intencionada, que pensa no Brasil, o exemplo que vem de cima. Sigamos em frente, Brasil, com as reformas fiscais, políticas, tributárias, da Previdência e tantas outras, estruturais, econômicas e morais, a fim de que a pujança não seja uma utopia.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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A POSSE PRESIDENCIAL

O novo presidente da República foi empossado na terça-feira, dia 1.º de janeiro, com milhares de pessoas presentes em Brasília, testemunhas da posse do 38.º presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, e parte da representatividade dos 56.162.408 milhões de cidadãos que votaram nele. Os discursos de Bolsonaro foram direcionados aos seus eleitores, mas devemos lembrar que depois do discurso de campanha virá a ação de governo para todo o povo brasileiro, ou pelo menos para os eleitores brasileiros que perfazem um total de 147,3 milhões de cidadãos votantes e as dezenas de milhões não votantes. Trabalho árduo para um presidente que precisa conquistar 45.427.320 milhões de abstenções, brancos e nulos, sem contar com os 45.710.271 milhões que votaram em seu adversário. Como brasileiro, estou torcendo muito para o sucesso de seu trabalho, independentemente de ideologias. Estou sendo muito franco, pois foi a democracia que o colocou como vitorioso. Se estiver torcendo contra o seu sucesso, estarei indo contra a mão dos que tanto lutam neste país pela liberdade e oportunidade para todos. O povo entendeu que chegou a hora de darmos voz aos esquecidos, aos mais fracos e os que gostariam de falar, e não podem. Democracia é respeitar a decisão do povo, e não querer impor o que eu desejo e pensar no individual e não pensar no coletivo. Agora, se as promessas de Bolsonaro não forem cumpridas, aí, sim, estaremos lutando por mudanças em que o povo acreditou, como o combate à corrupção e mais segurança. Queremos um Brasil livre, sem discriminação de cor, gênero e crença, onde possamos viver a liberdade plena como seres humanos decentes. E que aos poucos possamos dar trabalho e dignidade para que as pessoas possam sustentar sua família, e não depender de esmolas. A maior dignidade que se pode dar ao ser humano é ter moradia, educação, segurança e trabalho - o resto vai depender de cada pessoa. Desejo sucesso ao presidente e à sua equipe econômica, para trazer ao nosso povo esperança de dias melhores. Se isso não vier, aí, sim, estaremos contra a suas ações de governo e vamos cobrar, nestes quatro anos que virão pela frente. Um governo sério governa com honestidade, caráter e com astúcia de distribuir as funções necessárias para o cumprimento das ações que fornem um grande país perante o mundo.  

Elisiario dos Santos Filho  elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

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TAPA DE PELICA 

Terminada a pompa da posse do 38.º presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, mão à obra para a reconstrução de uma nação atingida pelo furacão petista cujos ventos, durante 14 anos, empurraram o Brasil para a beira do abismo. Mas não será nada fácil juntar os cacos da destruição, ainda mais com os artífices do terrível desastre trabalhando contra - aliás, é só o que sabem fazer estes sanguessugas e estorvos da República. Políticos do "quanto pior, melhor", despeitados pela perda de mais uma eleição, vão tentar puxar o tapete de Bolsonaro a todo custo, boicotando e criticando projetos de reformas, imprescindíveis para que nos mantenhamos em pé, como, por exemplo, a da Previdência, essencial para o equilíbrio das contas públicas. Sem revanchismo, com trabalho e sinceridade, o novo governo mostrará aos invejosos, mal educados, desagregadores e disseminadores de inverdades como se deve comportar um governo ético e honesto. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

      

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CERIMÔNIAS DE POSSE EM BRASÍLIA

Pouca gente, mas sem transporte grátis, sem distribuição de sanduíches de mortadela e sem pagamento de diárias. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MUDANÇA

A troca do presidente nos dá uma nova esperança. Tudo agradou na cerimônia de posse, mas com certeza o que chamou mais a nossa atenção foi a postura da primeira-dama (Michelle Bolsonaro), além de sua beleza. Esperemos que a troca (desde Lula e Marisa, apesar de Michel Temer) nos traga a tão esperada mudança para um futuro melhor.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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POSSE PRESIDENCIAL

Michelle Bolsonaro 10 x 0 Marisa Letícia.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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A PRIMEIRA-DAMA

Na emocionante posse do presidente Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle, roubou a cena e tornou-se uma essencial protagonista ao expressar-se com um discurso feminino e forte. Em linguagem de Libras, incluiu deficientes de audição e agradeceu o apoio de todos. Seu beijo no marido, em pleno parlatório, dirimiu as dúvidas que pairavam sobre o presidente sobre as acusações falsas sobre machismo e enalteceu a família brasileira. Ela arrancou aplausos e frisson do povo. Só nos resta torcer para que as promessas e projetos do novo chefe da Nação possam ser aprovados pelo novo Congresso. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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DISCURSO EM LIBRAS

Assistindo ao discurso da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, durante a cerimônia de posse presidencial, expressando-se com muita propriedade e simplicidade na Língua brasileira de sinais, vi ali uma verdadeira patriota, preocupada com os problemas brasileiros, e senti que o novo presidente tem em sua esposa um grande sustentáculo. Que o povo a tenha como modelo de amor à Nação e que o filósofo Paulo Ghiraldelli, que tanto se tem empenhado em denegrir, das formas mais ignóbeis, a imagem desta valorosa mulher na mídia digital, desculpe-se, pública e formalmente, pelas falsas acusações e más palavras contra ela.

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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SÁBIAS PALAVRAS

Como dizia aquela senhorinha de Taubaté: "Gente, eu entendi mais a Michele Bolsonaro em libras do que a Dilma em Português!".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NOVO GOVERNO

Examinando bem o novo presidente, seu vice e os 22 ministros, eu fico com a primeira-dama, sua serena beleza e seu discurso silencioso, como fogos de artifício sem foguetes. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ENQUANTO ISSO...

O cerimonial da posse do presidente da República deveria punir aqueles palhaços e palhaças que ficaram naquele trança-trança, atrás do presidente, enquanto ele discursava. A TV mostrou estas cenas ridículas. Isso é uma vergonha.

Gilberto Lima Junqueira gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto 

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DESCORTESIA

Na caminhada entra a rampa do Congresso Nacional e o plenário da Câmara dos Deputados, ladeando Jair Bolsonaro, os anfitriões Eunício Oliveira e Rodrigo Maia deixaram para trás o vice, o general Hamilton Mourão. Impressionante como este pessoal consegue ser grosso, descortês, xucro.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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A POSSE E AS PROMESSAS

Em todos os discursos de posse, o presidente Jair Bolsonaro fez questão de ratificar as principais promessas que o guindaram à Presidência. Irá cumpri-las, mesmo que diante de grandes sacrifícios, porque a sua lição de ética e moral política é bastante importante para o aperfeiçoamento de seu mandato. A oposição, acostumada sempre a embaralhar as palavras assumidas, duvida, mas terá oportunidade de sentir na pele e na alma a força que palavras honradas têm. A partir de hoje, o presidente e suas promessas se confundem e se traduzem numa só figura de redenção nacional.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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LIBERTAÇÃO DO 'SOCIALISMO' PETISTA

Não há nada de estranho ou enigmático na frase "o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo", proferida por Jair Bolsonaro num dos seus discursos de posse. A implantação deste "socialismo", pretendida pelo PT durante sua administração, não passou de uma série de medidas em favor das classes sociais menos favorecidas, denegrindo frontalmente o restante da sociedade, fazendo uso, para isso, do deplorável mote "nós contra eles", repetido à exaustão como um mantra. Isso não tem nada que ver, nem de perto, com o real socialismo, sustentável, praticado em países de Primeiro Mundo, como Canadá e Noruega, por exemplo, em que toda a sociedade usufrui das benesses sociais, sem qualquer tipo de confronto. É ao "socialismo petista", pretensioso e aventureiro, que Bolsonaro se refere, e que precisa, sim, ser execrado. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BANDEIRAS

Pela primeira vez, em 13 anos, vimos o povo aplaudir a posse de um presidente sem bandeiras de um partido, só com as bandeiras e as cores do Brasil.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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RECUPERAÇÃO

Depois de 16 anos, ver na posse do presidente Jair Bolsonaro as cores verde e amarela por todos os lados nos dá a sensação de estarmos recuperando o Brasil das mãos desta nossa esquerda caquética. Depois que o "socialismo" tomou conta do País, nunca um presidente democraticamente eleito precisou de tanta segurança. Sofreu tantas ameaças. Isso mostra que os esquerdistas não sabem perder e não querem, infelizmente, que o Brasil dê certo. Desejamos ao presidente Bolsonaro boa sorte em sua nova empreitada, porque, dando certo, dará para todo o País.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA

A posse do presidente Bolsonaro foi, segundo a mídia, a que teve um esquema de segurança dos mais rígidos. E por que isso? Vamos relembrar. Quem criou o "nós contra eles" (no qual o "nós" são os petistas e seus seguidores e o "eles" são os outros)? O PT criou e alimentou isso, na pessoa do presidiário Lula, e seus partidos satélites. E isso foi gerando ódio, violência, incompreensão, fanatismo e outras coisas. Só pensavam neles. Não podia e não aceitavam ninguém acima deles. E isso foi crescendo a ponto de culminar com um atentado contra a vida do então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Não me lembro de ter havido da outra parte ("eles") alguma tentativa contra a vida do ex-presidente Lula, da ex-presidente Dilma. O aparato de segurança na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, não é por antipatia a ele ou por ser ele antipopular, como querem fazer parecer o "nós". O aparato de segurança na posse de Bolsonaro é para proteger a vida e um presidente eleito com quase 58 milhões de votos, e este aparato poderia ter sido dispensado se o "nós" soubesse perder e não fosse radical.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESCALDADO

"Esquema de segurança da cerimônia presidencial vai ser o maior da História" ("Estadão", 1/1). Para um presidente escaldado durante a eleição por um atentado à faca que interessa somente às esquerdas (não só as do Brasil, mas da América Latina, às Farc, além do crime organizado, bem como ao politicamente organizado PT), todo cuidado era pouco na posse. 

                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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PARANOIA, FICÇÃO E REALIDADE

Os jornalistas incumbidos de cobrir a posse do presidente da República ficaram retidos, por horas a fio, nos locais dos três eventos (Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Palácio Itamaraty) e, assim, não puderam circular pela Praça dos Três Poderes. Nostálgicos, muitos deles trocaram confidências de como era fácil burlar a segurança e, no passado, ficar próximo de presidentes eleitos ou de visitantes ilustres como, por exemplo, do vice-presidente dos Estados Unidos. Os jornalistas poderiam ter aproveitado melhor o longo tempo de espera para escrever sobre paranoia, ficção e realidade. Impedir a circulação de pessoas (mesmo com credenciais) e de objetos de pequeno volume melhora a segurança e evita riscos de atentado (início do filme "Ponto de Vista", 2008). Impedir que máquinas fotográficas ou de filmagem se movimentem bruscamente e para fora do espaço determinado (para os lados ou para cima) evita riscos de atentado (final do filme "O Guarda-Costas", 1992). Por um lado, o cuidado excessivo com garrafas de água e frutas (como maçã) visa a evitar o risco de utilização de explosivos líquidos na aviação do século 21. Por outro lado, pode-se discutir a retórica anticomunista ou fora do contexto sobre a libertação do socialismo no discurso presidencial. Entretanto, um ponto essencial de segurança deve ser analisado. A figura de um presidente da República em desfile de carro aberto, ainda mais estando em pé, tem um ponto vulnerável durante todo o trajeto do veículo. Posicionar uma pessoa que faça a segurança presidencial e que impeça qualquer ângulo de tiro é uma triste realidade, principalmente quando percebemos que não estava lá para evitar a morte (filme "JFK", 1991) ou, felizmente, estava para salvar o presidente (atentado contra Ronald Reagan, em 1981). De qualquer forma, a política brasileira está agora seguindo padrões de segurança dos Estados Unidos e isso causa estranhamento no olhar da imprensa.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A COBERTURA DA POSSE

Posso imaginar como deve ser enfadonho para certos jornalistas fazerem a cobertura de um governo que não é aquele pelo qual torceram. Aceitar derrotas sem mostrar indignação, então, é uma tarefa dolorosa. Mas, a despeito de gostar ou não do governo, o fato é que o presidente tomou posse e a cobertura deve ser isenta. Em seu primeiro discurso, Bolsonaro foi criticado porque, segundo alguns jornalistas, é preciso descer do palanque. Lula viveu em palanques, mas nada se ouviu a respeito. Certos jornalistas babavam e se encantavam com aquele discurso ideológico carregado de apelação e provocações. Felizmente, a partir de agora, o Brasil voltou a ser verde amarelo e Bolsonaro vai governar para todos sem distinção, e não só vai cumprir o que prometeu, como também será cobrado se não o fizer. Agora seu "dream team" entra em campo, aguardemos como reagirá a torcida. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O QUE ESPERAR DOS NOVOS GOVERNOS

Concretizada a posse dos eleitos, o Brasil vive um clima novo, em que o povo tem esperança nas mudanças prometidas em campanha e a classe política procura conviver com a nova cultura desenvolvida após a derrocada da política do "toma lá, da cá" que levou o País à crise e muitos políticos ao banco dos réus. Bolsonaro tem pela frente a tarefa de convencer o Congresso Nacional de que, para legislar, os parlamentares não precisam ter participação no governo nem receber benesses. Cabe a ele, aos governadores e respectivas equipes a tarefa de transformar em atitudes aquilo que prometeram ao eleitorado e arrebatou os votos. Sem qualquer matiz ideológico, até porque o povo despreza tanto esquerda quanto direita e quer coisas concretas como educação, saúde, segurança pública, empregos, desenvolvimento e administração pública íntegra que devolva em serviços o que pagamos em impostos. A população quer o seu país de volta para poder nele viver, produzir e legá-lo melhor para as futuras gerações. Todas as formas de extremismo e, principalmente, os esquemas de desobediência civil e intolerância têm de ser banidos em respeito à Nação, entendido como tal o conjunto de todos os cidadãos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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APOIO AO NOVO GOVERNO

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), eleito democraticamente presidente da Republica, com milhares de brasileiros presentes nesta cerimônia em Brasília, tomou posse e não tem tempo a perder. Apesar de receber da gestão de Temer um país em melhores condições do que o deixado pelo PT da desastrada e incompetente Dilma, o novo presidente, assim como prometeu, precisa tomar medidas para dar continuidade à recuperação da economia do País. Não pode decepcionar o esperançoso povo brasileiro. Devemos reconhecer que Bolsonaro começou bem ao formar um respeitável ministério. Mas vai depender da sua liderança imprimir boas relações institucionais e, principalmente, com o Congresso, a fim de aprovar projetos que garantam equilíbrio fiscal, retomando investimentos e a urgente criação de empregos. E tornar o Estado mais leve, desburocratizando e privatizando estatais deficitárias e até as lucrativas, excluindo as estratégicas. Isso porque está mais do que na hora de o governo oferecer melhor qualidade nos serviços públicos como saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, etc. O País não pode mais esperar. Esta é a oportunidade única. Que pelas mãos de Jair Bolsonaro o Brasil encontre o caminho sustentável do desenvolvimento econômico e social. É bom frisar que, com exceção de uma oposição decadente e desmoralizada, não faltará apoio da nossa sociedade ao novo presidente. Desde que se privilegie no governo a ética, a Constituição e o respeito aos recursos dos contribuintes. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BAIXAR OU NÃO A CABEÇA

Em carta divulgada nas redes sociais, o ex-presidente Lula pediu que seus apoiadores não baixem a cabeça e prometeu que 2019 será um ano de resistência e luta. Mas o que "baixar a cabeça" ou não baixar a cabeça tem que ver com eleições livres, esperanças renovadas, estudos e trabalhos, renovações políticas, democracia, novas eleições que se sucedem sempre à frente "et cetera"? Baixar ou não baixar a cabeça tem que ver, sim, com dominação, divisão e hegemonia, tem que ver com ideologias maniqueístas e palavras de ordem motivacionais em campanhas de guerra, ou seja, tem que ver com tudo aquilo que o Brasil não aguenta mais ouvir a respeito.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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A PALESTRANTE DILMA ROUSSEFF

Quando li a notícia na "Coluna do Estadão" de que a ex-presidente vai passar três meses nos Estados Unidos como palestrante da Brown University, achei que fosse 1.º de abril, mas infelizmente era o primeiro dia do ano novo. Como pode esta ex-presidente que justamente se notabilizou durante seu mandato pela dificuldade de expor ideias, que não consegue concatenar uma frase, que já quis "estocar vento" e outras barbaridades, querer ser palestrante numa universidade americana? E acho que pela legislação vigente vai levar consigo uma carriola que vai custar uma nota "preta" ao sofrido povo brasileiro.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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RÉVEILLON NO RIO DE JANEIRO

É absolutamente mandatório que a Prefeitura de Rio de Janeiro preste contas das despesas decorrentes da queima de fogos - duração de 14 minutos na principal praia da orla - e dos vários shows de artistas na passagem do ano. Num município onde o cidadão é diariamente bombardeado por notícias dando conta de hospitais com pacientes internados em cadeiras por falta de leitos, de emergências desumanas, de profissionais de saúde sem salário e da ausência de médicos nos postos de atendimento, o desejável seria a participação expressiva da iniciativa privada no réveillon. É razoável questionar, por exemplo, de que maneira a contrapartida representada pela ocupação dos hotéis e pela afluência de turistas contribuirá para minorar o sofrimento da população.   

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PRESENÇAS CONFIRMADAS

Balas perdidas, arrastões e lixo na areia também estiveram presentes no réveillon de Copacabana. Participaram da virada para 2019 de olho em 2020.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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GESTÃO BRUNO COVAS

A reportagem sobre o estilo de gestão que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, deve imprimir ("Covas busca imprimir seu estilo na gestão", 1/1/2019, A15) é preocupante. Em princípio, segue a mesma linha de Fernando Haddad, que, influenciado por um de seus secretários municipais fanático por bicicletas, realizou a pior administração municipal da história de São Paulo. Espero que Covas não incida no mesmo erro, sabido que foram construídas ciclofaixas sem nenhum critério ou planejamento, não trazendo nenhum benefício para a população; ao contrário, diversas ciclovias, além de não utilizadas, vêm ocasionando verdadeiros transtornos para o sistema viário urbano. Outrossim, vale lembrar que elas ainda não foram desfeitas, conforme prometido.

Alvaro Augusto Fonseca de Arruda alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

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A POSSE DE DORIA

Na cerimônia de posse de João Doria como governador de São Paulo, marcaram expressiva e notada ausência os históricos grãos-tucanos fundadores do PSDB, FHC, José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin (seu padrinho político), bem como Bruno Covas, a nova geração e seu sucessor na prefeitura paulistana. Como se vê, não é preciso muito pensar para constatar que os lugares vazios dizem muito sobre quem é o mais político dos gestores. Doria, quem não te conhece que te compre... 

Vicky Vogel  vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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DE OLHO NA PRESIDÊNCIA

O governador João Doria nem bem sentou na cadeira no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo e já está com olhos em outra cadeira, a de presidente da República. Incrível a sua ganância por cargos e o que eles representam. (Mas notem bem: só quer os cargos, os encargos, não.) Nem no Palácio dos Bandeirantes vai morar, tal a sua ojeriza por trabalho (argh). Trabalho, ora bolas, não é isso o que ele quer. Quando ele de novo renunciar, só esperamos que quem assumir o encargo não deixe o Estado de São Paulo como está a nossa capital: um lixo. Pobres paulistas e paulistanos, o que nos espera.

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO DO GDF      

    

Com seis pastas a mais do que o antecessor, o novo governador do Distrito Federal mescla, em seu primeiro escalão, alguns novatos, muitos nomes conhecidos na política local e nove integrantes da gestão Michel Temer. Ao contrário do novo presidente da República - que reduziu o número de ministérios -, o calouro político Ibaneis Rocha aumenta para 27 secretários de Estado, seis a mais do que o antecessor, Rodrigo Rollemberg. Foi criada uma Secretaria do Entorno, embora a Região Metropolitana DF + GO ainda não esteja institucionalizada adequadamente, atribuída a Paulo Roriz, sobrinho do ex-governador Joaquim Roriz. Outras pastas ganharam independência, como a Secretaria da Mulher, com Ericka Filippelli, e a Secretaria da Juventude, com Léo Bijos. Ainda vale a pena mencionar o deputado federal Sarney Filho, nomeado titular da Secretaria do Meio Ambiente.  

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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'SEM PIRES NA MÃO'

O artigo do José Carlos Martins (1/1, A2) poderia ser, em minha opinião, um manifesto do setor da construção civil, especialmente o voltado para a incorporação de empreendimentos imobiliários. A partir da escassez do funding e da excessiva burocracia, o texto aborda todos os desafios que nós, empreendedores do setor imobiliário, temos de superar todo santo dia. Como uma semente em terras férteis, que possa corroborar, em âmbito federal, estaduais e municipais, especialmente em São Paulo, com nosso secretário Flavio Augusto Ayres Amary a partir de já, no estabelecimento das diretrizes governamentais para o setor.

Antonio Guilherme ag@spempreendimentos.com

São Paulo

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