Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2019 | 03h00

‘ESTADO’, 144 ANOS

Parabéns

No alvorecer de um novo ano, quero cumprimentar o Estadão pela comemoração do seu aniversário de 144 anos de fundação e vida empresarial independente, completados neste dia 4/1/2019. Desde 1875, ano de sua fundação em São Paulo, o Estadão destacou-se dos outros veículos da imprensa por assumir inabalável compromisso com a verdade e fugir do ranço ideológico que proliferou, infelizmente, em muitas redações. Durante sua trajetória, o Estado sempre se pautou por praticar o jornalismo de forma isenta e imparcial, tornando-se uma sólida empresa centenária. Com competência e credibilidade, tornou-se o jornal mais admirado do Brasil. Parabéns, Estadão!

SERGIO RICARDO TANNURI

sergio@tannuri.com.br

São Caetano do Sul 

Cumprimentamos o jornal O Estado de S. Paulo, que faz 144 anos neste 4 de janeiro. Tendo em vista que a AIG Seguros completa também neste ano de 2019 cem anos no mundo e 70 anos de operação no Brasil, somos testemunhas de que a publicação contribuiu de forma expressiva para o desenvolvimento do Brasil, narrando fatos da história do nosso país e do mundo. Desejamos sucesso a toda a equipe e que o jornal continue sendo uma referência do jornalismo brasileiro.

FÁBIO OLIVEIRA, presidente 

rosangela.bezerra@cdicom.com.br

São Paulo

GOVERNO BOLSONARO

Lados apostos

Escreveu com penas de ouro a jornalista Vera Magalhães a sua análise sobre a diferença entre as alas do alto escalão do governo Bolsonaro (De um lado, diagnóstico e prioridades; de outro, retórica ideológica, Estado, 3/1, A8). No primeiro lado estão Paulo Guedes e seus escolhidos por meritocracia, sem preocupação com direita e esquerda, apenas com dados técnicos e com a solução dos problemas. De outro lado estão Bolsonaro, Olavo de Carvalho e seus pupilos, preocupados em caçar e queimar bruxas socialistas em praça pública, combater ideologias e impor o cristianismo no Brasil, sem qualquer diagnóstico para os reais problemas das pastas. Espero que, enquanto um lado brinca de guerra santa, o outro trace metas liberais e consiga atingir seus (nossos) objetivos. Enfim, que Bolsonaro não atrapalhe o governo Paulo Guedes.

RONAN WIELEWSKI BOTELHO

ronan@ronanbotelho.com.br

Londrina (PR)

Os eleitores do novo presidente se dividem em dois blocos: antipetistas e cegos de paixão. O primeiro vai torcer o nariz para acordos com Rodrigo Maia, por exemplo. O segundo encontrará subterfúgios para engolir este sapo. Uma coisa é certa: não há sustos. Para garantir sustentabilidade, em seis meses o governo já terá negado Cristo três vezes.

ARLINDO CARNEIRO NETO

arlincarneiro@yahoo.com.br

São Paulo

Sem maquiagem

Na monumental pajelança de posse realizada em Brasília ontem, entre arroubos do mais intenso civismo, de fazer inveja a Policarpo Quaresma, foram apresentados e empossados os 22 ministros, mas apenas quatro deles desfilaram soluções cabíveis para os problemas de suas pastas. Os outros parecem se esquecer ou ignorar óbices quase intransponíveis, como o Congresso Nacional com suas bancadas apátridas e o Orçamento da União, limitado em seus debilitados e mal administrados recursos. E um adversário de olhos vendados, togado de negro, pode ainda, a cada lance, surpreender, e o texto constitucional se transforma em papel higiênico. Entre a posse e a realidade do dia a dia, a realidade não usa maquiagem.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

JUSTIÇA E SEGURANÇA

Problema de gestão

Contra crime, Moro quer aprimorar leis (Estado, 3/1). As leis sempre podem ser aprimoradas, porque nem o Brasil nem qualquer outro país democrático alcançarão um modelo perfeito de regulação, principalmente quando se tratar de crime. No entanto, o maior desafio para o Executivo não é provocar a ação do Legislativo na direção desejada, mas cumprir seu real papel: aplicar as leis que já existem, ou seja, tornar a teoria em prática. Por exemplo: a lei que cria um banco genético de pessoas condenadas pelo cometimento de crimes violentos já foi aprovada há mais de cinco anos, mas o Executivo estadual não está alimentando essa base. A lei não está sendo implementada. Isso acontece por razões muito simples: a coleta do material genético é de responsabilidade da pasta da Saúde; os condenados estão sob custódia da administração penitenciária; e o controle e prevenção do crime está sob a competência da pasta da Segurança Pública. Na maioria dos Estados e no Distrito Federal, essas áreas estão distribuídas entre três secretarias distintas, no mesmo nível de governo, mas que não interagem por falta de intersetorialidade e coordenação. Um “mero” problema de gestão. O ministro Sérgio Moro tem a minha admiração e a da maioria do povo brasileiro. Concordo com sua proposta de ampliação da lista de crimes para a coleta de material genético, mas, enquanto ela tramitar no Congresso, sugiro criar uma estratégia de coordenação para que os governos estaduais alimentem o banco de dados com o material que já está disponível e legalmente autorizado.

TÂNIA PINC

taniapinc@gmail.com

São Paulo

GOVERNO TEMER

Legado

Cumprimento o Estado pelo editorial O legado de Michel Temer, de 1/1/2019 (A3). Texto verdadeiro, que reflete a postura corajosa deste jornal, presente mesmo quando outros jornais e mídias preferem omitir-se para evitar desgaste. Não defendo o passado de Michel Temer, mas não tenho dúvida de que ele fez muito pelo Brasil em sua curta permanência na Presidência e de que, sem ele, estaríamos em meio a crise imensamente maior do que a que já vivemos. A palavra “competente”, aplicada a ele no texto, reflete a verdade. Durante o governo Temer, um homem desprezível prejudicou o Brasil e será lembrado pela História como inimigo do País e escória moral: Joesley Batista, traidor oportunista. Atrasou o Brasil com o único objetivo de manter seus negócios, obtidos com privilégios. O editorial merece ser lido por cada um de nós a nossos filhos e netos, para que não seja esquecido.

TELMO G. PORTO

tgporto@uol.com.br

São Paulo

Perfeito resumo da gestão Temer (1/1, A3). Sem tirar nem pôr uma vírgula, é como creio que passará a configurar, com justiça, nos livros de História.

EDUARDO ANTUNES

eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

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ANIVERSÁRIO 'ESTADÃO'

O Centro Universitário FEI cumprimenta "O Estado de S. Paulo" pelo seu 144.º aniversário. Que a publicação continue levando informação, esclarecendo dúvidas e nos fazendo refletir!

Fábio do Prado, reitor daniel.generalli@cdicom.com.br

São Paulo

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O Grupo Tereos cumprimenta "O Estado de S. Paulo" pelo seu aniversário. Em 144 anos, o jornal consolidou sua marca de luta pela democracia brasileira, pautada no compromisso de não apenas informar, mas principalmente de fazer refletir. Parabéns!

Jacyr Costa Filho, diretor da Região Brasil do Grupo Tereos silvio@cdicom.com.br

São Paulo

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NOVO VERBO

O chefe da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro, ministro Onyx Lorenzoni, criou um novo verbo na Língua Portuguesa: diz que vai "despetizar" o governo brasileiro. Dá-nos, assim, a esperança de que ele seja conjugado por todos os ministros, na primeira pessoa do plural do indicativo (nós também "despetizaremos" o Brasil de tão nefasto partido). Será a salvação da nossa sofrida e explorada Pátria.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CONTRA A DECLARAÇÃO DE GUERRA

"Onyx fala em corte de cargos para 'despetizar' o governo" ("Estadão", 2/1). A rigor técnico, funcionários públicos deveriam servir as administrações eleitas pelo voto popular. Todavia, funcionários aparelhados têm de ser afastados de cargos onde poderiam prejudicar as medidas administrativas da nova administração. Como o PT anunciou guerra à administração Bolsonaro, esta terá de tomar muito cuidado com os cavalos de Troia petistas e, sim, demitir todos os de cargos comissionados.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SAIR DO VERMELHO

É evidente que o Brasil tem conserto na sua administração pública. Eu não tenho os números oficiais dos gastos e de como é gerado o déficit público. Mas qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento contábil sabe que as despesas não podem ser maiores que a receita. É cômodo para uma pessoa irresponsável fazer política usando os recursos públicos de diversas maneiras, uma delas a cabidagem de empregos, tão usada nos últimos 30 anos no Brasil. Por isso o atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fala exonerar nada menos do que 320 funcionários ocupando cargos com altos salários apenas por indicações partidárias. Imaginem, então, uma triagem dessa maneira feita em todos os setores públicos do País! Isso ocorrendo, certamente o Brasil sairá duas vezes do vermelho - uma delas já saiu. A outra ficará na firmeza de toda a equipe governamental, que prometeu recolocar o Brasil na "ordem e progresso", para o bem da Nação e do seu povo.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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O CORTE DE ONYX

"Despetização" já, ampla, geral e irrestrita aos funcionários em cargos de comissão e gratificação. Fora!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A FAXINA COMEÇOU

A faxina começou no governo Bolsonaro. É um escândalo que nestes anos todos tantas pessoas tenham se aproveitado das benesses com dinheiro público. Essa maioria agora demitida não fica sem emprego. Elas saíram de seus lugares e foram para outros. Com isso, acumularam funções e salários. Sem contar que para cada um que estava nesses cargos havia outro em seu lugar. Essa medida faz com que as pessoas voltem aos seus lugares de origem e exerçam suas funções. Seria muito oportuno que se fiscalizasse todo o trabalho dos servidores. Uma máquina inchada, ineficiente e sem resultados fez com que o Brasil servisse de grande guarda-chuva motivado por indicações políticas. Que essa faxina não fique restrita somente ao ministro da Casa Civil. Que cada ministro faça a limpeza em seus ministérios e veremos de uma vez por todas pessoas nos seus devidos lugares trabalhando e produzindo, sem ser preciso deixar apenas o paletó. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DA CAMPANHA

O meu feliz ano-novo vai para aqueles que com devoção lapidaram as mídias eletrônicas em 2018 e deram o seu tempo pesquisando, alertando o povo desta nação e libertando-os da malignidade de que se traveste o PT e cia. E jamais esmorecer, ganhamos uma eleição, mas ainda não conseguimos extirpar o mal que ainda é representado por estes seres. Mantenham-se atentos e firmes em nosso propósito. Jair Bolsonaro não conseguirá sem nossa ajuda. Denunciem cada passo dos parlamentares, porque a eles se dará a responsabilidade do sucesso ou da derrota de nosso país.

João Luiz Piccioni piccionijl@gmail.com

São Paulo 

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POR QUE O ESTRANHAMENTO?

Causou estranhamento, entre alguns formadores de opinião, a afirmação do presidente Bolsonaro de que iria "libertar o Brasil do socialismo". Sem precisar desenhar, vamos aos fatos. O regime de exceção teve êxito em derrotar a esquerda armada na guerra interna, 1968/1974. Não se apercebeu, entretanto, que outra guerra, cultural, já estava em andamento, movida pela turma adepta da Escola de Frankfurt, reforçada pelos ensinamentos de Gramsci. Ocuparam as universidades, em especial as faculdades de ciências humanas, e colocaram no mercado de trabalho mão de obra qualificada para espalhar a erva daninha da ideologia de esquerda travestida do politicamente correto. Professores, pedagogos, jornalistas, artistas, entre outros, posteriormente partícipes de partidos políticos, passaram a ocupar postos inclusive na administração pública e enraizando-se por todos os espaços públicos e privados. O coroamento se deu em dois momentos: na fundação do Foro de São Paulo, em 1990, e na eleição de Lula, em 2003. Listem os partidos políticos e os movimentos sociais adeptos do Foro de São Paulo e percam o estranhamento.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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AUTOCRÍTICA NA ESQUERDA

O jornalista Eugênio Bucci ("A responsabilidade da esquerda", 3/1, A2) apregoa a urgência de a esquerda brasileira fazer sua autocrítica para sobreviver. Ora, o que qualquer jogador sabe é que com as cartas abertas é muito fácil dizer como se deveria ter jogado! O próprio Bucci, no decorrer destes 16 anos, imerso que estava no jogo petista, não viu um palmo adiante do próprio nariz. É doído perder o protagonismo, não é? Seu lado perdeu o jogo, perdeu mais feio que a seleção nos 7 a 1. O brasileiro não precisa, agora, de explicações sobre a derrota. Por favor, poupe-nos! 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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CONTRIBUIR, E NÃO 'RESISTIR'

O lúcido artigo do professor Eugênio Bucci (3/1, A2) indica à esquerda um caminho a seguir: uma oposição consciente e firme em relação a várias atitudes do governo Bolsonaro e um apoio às medidas necessárias ao País. A "resistência" birrenta ao governo, que começou com a ridícula ausência de PT, PCdoB e PSOL na cerimônia de posse, apenas apequenará ainda mais uma turma que espoliou o País e foi democraticamente apeada do poder. Mas mentes fossilizadas (para usar um termo do professor Bucci) como as dos líderes desses partidos jamais farão uma autocrítica pública, pois isso significaria reconhecer todos os crimes praticados por seu semideus Lula e seus acólitos mais próximos. A única solução que vislumbro para políticos sérios de filosofia social-democrata é abandonar estes partidos e migrar para outras siglas, condenando PT e seus satélites a morrerem de inanição. Espero que isso ocorra, porque a democracia se alimenta da discussão propositiva e do contraditório, o que exige que diversas correntes do pensamento político sejam dignamente representadas, desde que para contribuir, e não para "resistir" através de um "protesto cego e selvagem", expressões usadas anteriormente pelo professor Bucci referindo-se aos que votaram no governo ora empossado.

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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A SOBREVIVÊNCIA DA DEMOCRACIA

Excelente o artigo de Eugênio Bucci sobre a responsabilidade da esquerda pela manutenção da democracia, que não sobrevive sem oposição consistente, coerente, responsável e comprometida com o Estado Democrático de Direito (3/1, A2). Sem dúvida alguma, existem quadros de esquerda no Brasil altamente qualificados, que não estão comprometidos com a corrupção e que certamente não apoiam a idolatria cega a um ídolo irremediavelmente decaído. Eduardo Suplicy, há algum tempo, se pronunciou pela necessidade de um "mea culpa" como ponto de partida para a reconstrução de um partido de esquerda democrático. Vale lembrar que o PT, nos seus primórdios, se caracterizava pela democracia interna, que não se confunde com a atual agremiação, dominada por um "dono", a cujos interesses deve servir.

Adilson Abreu Dallari adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

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O NOVO MÍNIMO

O candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2018, Fernando Haddad (PT), ironizou o valor do novo salário mínimo assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em vez de ironizar, deveria dizer por que nos 13 anos de (des)governo petista não cumpriram o artigo da Constituição que diz que o salário mínimo deve ser tal que atenda às necessidades do trabalhador com saúde, educação, transporte, vestuário, lazer, alimentação, etc., o que, segundo o Dieese, deveria ser em torno de quase R$ 4 mil. Eles, que falam tanto em direitos e democracia, por que não cumpriram a Constituição? Choro de perdedor.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA 2019

O presidente Jair Messias Bolsonaro assina decreto que fixa salário mínimo em R$ 998,00. Pior seria se pior fosse.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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13.º NO BOLSA FAMÍLIA

Eu já tinha um comentário pronto para ser o primeiro do ano, mas o 13.º no Bolsa Família me desagradou e tomou a dianteira. Não ele em si, tem sua utilidade, foi promessa de campanha, etc., mas desta forma não. Esperava coisa diferente como, por exemplo, ter também data de saída do programa, dois anos, digamos - até lá, acredito na recuperação da economia e na geração de empregos formais. Outra alternativa é empregar os beneficiados nas mais diversas regiões do País para serviços temporários, cada qual com sua peculiaridade, abertura de poços, consertos e escoras em estradas, enfim, há pessoas mais especializadas do que eu nisso para saber, mas nunca falta o que fazer, já que "estamos em reforma". O que me desagrada é dar mais dinheiro ainda, sem contrapartida alguma. Antes saía mais barato! Em tempo, não votei somente contra o PT, votei também em Jair Bolsonaro, mas o próximo comentário será mais suave.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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PRIORIDADE

Estou aguardando, ansioso, uma medida de impacto que atinja imediatamente os brasileiros que, infelizmente, vivem abaixo da linha de pobreza, aguardando uma oportunidade de trabalho.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CPMF

Atualmente denominada "movimentação financeira", pergunto ao sr. Marcos Cintra quais países do mundo adotam essa "maravilha"?

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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A SOMA DAS PARTES

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em seu discurso de posse, declarou a intenção de cumprir o princípio segundo o qual o Itamaraty não pode ser maior que o Brasil, e sim deve se subordinar às suas metas estratégicas. A mesma orientação deveria se aplicar a muitas outras áreas importantes do País. Assim, verifica-se que o Executivo, quando se dedica a um projeto de poder partidário, o Legislativo, ao agir fisiologicamente, o Judiciário, ao se mostrar parcial a fim de atender a algumas personalidades condenadas, e a comunidade dos grandes empresários frequentemente extrapola os interesses estritamente nacionais, na verdade, o que se vê, em muitos casos, é o crescimento de bolhas corporativas, alheias a objetivos maiores, criando uma esdrúxula situação na qual a soma das partes é maior que o todo.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SOBROU RETÓRICA

O discurso de posse do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, deixou a desejar. Sobrou em retórica fortemente conservadora - regada a citações que mais pareciam uma aula de Filosofia - em detrimento do pragmatismo e da objetividade. Uma passagem, entretanto, correta e importantíssima, merece destaque: o chanceler afirmou que o povo brasileiro está cada vez mais consciente da importância do Itamaraty e das relações do Brasil com o mundo exterior. Sim, é verdade, e é justamente por conta disso que o povo deve permanecer constantemente vigilante para impedir que o Brasil se autoconfine a um isolacionismo nacionalista - incabível no mundo moderno - e que seguramente será deletério para o futuro da Nação. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O DISCURSO DO CHANCELER

Oscarito, Cantinflas, Jerry Lewis, Carlitos, Agildo Ribeiro, Jô Soares e Chico Anysio têm concorrente na praça. Na Praça dos Três Poderes: o chanceler Ernesto Araújo, que estreou com discurso imbatível. Melhor stand-up comedy brasileiro. Nota 10! Vai levar o humor brasileiro ao cenário internacional. Piada pronta, Brasil.

       

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FEBEAPÁ REDIVIVO

O discurso confuso, repleto de divagações sem pé e sem cabeça, e com um recheio ideologizado, do ministro de Relações Exteriores, diplomata Ernesto Araújo, teria sido um prato cheio para o esplêndido Stanislaw Ponte Preta e o seu Festival de Besteiras que Assola o País. Ai, que falta danada que ele nos está fazendo!

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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ALOYSIO NUNES E SUA TRANSMISSÃO DE CARGO

Nem Temer, ex-presidente, menos ainda Jair Bolsonaro, recém-empossado, seriam tão prolixos, antiéticos, enfadonhos e chamadores para si de uma cantilena desnecessária, pretenciosa e vaidosa.

Mauro Evaldy de Souza mauroevaldy@yahoo.com.br

Campinas

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MENSAGEM DO PAPA

O papa Francisco disse, em discurso em 2 de janeiro, que é "melhor ser ateu do que um cristão hipócrita". Se isso fosse uma profecia, o cristianismo seria praticamente extinto em nosso país, começando por Brasília.

Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba

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MÁ VONTADE COM O PRESIDENTE

A propósito do atual momento político, chama a atenção o comportamento de algumas "viúvas" de candidatos derrotados nas eleições de 2018. Parecem não ter superado o duro revés eleitoral que tiveram e seguem - como se em campanha ainda estivessem - destilando seu fel contra o presidente Jair Bolsonaro. Quem acompanha as redes sociais sabe da má vontade, por exemplo, de alguns dos chamados "alckimistas", que, inconformados com a pífia performance do ex-governador paulista no último pleito, anularam seu voto no 2.º turno e se comprazem em desferir cotidianamente torpedos contra o novo presidente, esquadrinhando qualquer motivo, mínimo que seja, para atingi-lo. Mas não é apenas na internet que tal se dá. Também na grande imprensa vê-se comportamento similar, caso, por exemplo, de Vera Magalhães. Em sua coluna de quarta-feira (2/1/2019), sob o título "Papo reto", a referida só encontrou motivo para críticas à posse de Bolsonaro - que, aliás, foi belíssima e com uma primeira-dama deslumbrante a irradiar carisma e simpatia! A jornalista ignorou tudo o mais e saiu a vergastar Bolsonaro por "preferir se dirigir aos próprios eleitores e aliados". Nessa linha, encontrou fôlego para criticá-lo por menções supostamente "equivocadas à superação do socialismo" e aduziu que tal retórica é "incendiária em nome de uma mobilização permanente". Ora, ora... li e reli os dois discursos da posse presidencial e neles identifiquei apenas a reafirmação dos compromissos que levaram Bolsonaro ao Planalto. No mais, recente pesquisa Ibope deu que 75% dos entrevistados (!) declararam ver o novo presidente e sua equipe "no caminho certo" - 3/4 da população. Quanto a dizer que Bolsonaro foi "caricato" por ter feito menções à superação do socialismo - mazela sempre à espreita em nossa América Latina -, também peço vênia para discordar. Ninguém deve subestimar as falanges vermelhas com suas táticas sempre insidiosas. Sob Hugo Chávez o povo venezuelano "baixou a guarda", deixou-se encantar pelo canto da sereia e permitiu que aquele caudilho ressuscitasse as bandeiras marxistas, sob o nome reciclado de "bolivarianismo", com resultados bem conhecidos. Como se sabe, o PT - partido socialista -, mesmo com Lula preso, está muito vivo e Bolsonaro está absolutamente certo em advertir a Nação para os perigos que seguem nos espreitando. Atribuída a John Philpot Curran (pensador irlandês), nunca foi tão atual a máxima "o preço da liberdade é a eterna vigilância". E quem avisa amigo é.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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POR DIAS MELHORES

A posse do presidente Bolsonaro trouxe ao Brasil e aos brasileiros uma enorme esperança de dias mais auspiciosos. O País respira aliviado. Homens sérios deste país entraram em campo para derrotar, de vez, a desesperança, a malandragem, a falcatrua. O que vimos no primeiro dia do ano lavou nossa alma, nos emocionou sobremaneira e fez brotar em nossos corações a certeza de melhores dias. Vamos apagar e riscar da nossa história esta página negra dos quadrilheiros que aparelharam o País em benefício próprio. Agora temos um presidente sério, uma primeira-dama apaixonante e um ministério confiável. Que Deus ilumine o caminho e a mente destes homens e permita que conduzam esta nação para um lugar onde todos nós merecemos estar. Torçamos para que os malfeitores paguem por tudo o que fizeram ao País e devolvam até o último centavo do que tiraram dos cofres públicos. O Brasil aos brasileiros e à cadeia aqueles que delinquiram.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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TREVAS

Iniciaram-se no primeiro dia de 2019 quatro anos de trevas, comandados pelos "Chicagonuts". O que nos restará de dignidade, de bem-estar, de direitos, de recursos ao fim deles? Nem o Menino Jesus da goiabeira nos salvará do retrocesso ao século 19, com as reformas tão "necessárias".

Tibor Raboczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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PAÍS TRANQUILO

Com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) curtindo o "merecido" recesso, cansados de soltar corruptos enjaulados, na verdade quem está tranquilo é o País, que, por enquanto, se livrou dessas excrecências. Por outro lado, ficou claro que o governo Bolsonaro irá pôr um "breque" nesta fanfarronice ministerial. Que se cuidem Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, pois o Brasil mudou.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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UMA VEZ MARQUETEIRO, SEMPRE MARQUETEIRO

Mais uma vez, aproveitando-se do quadro de políticos corruptos e ineptos, o empresário João Doria elegeu-se governador do nosso Estado e já no dia da posse se posicionou como candidato à Presidência da República em 2022. Portanto, quem é da cidade de São Paulo já sabe que ele passará a viajar pelo País afora e para o exterior, fazendo a sua propaganda para o seu próximo objetivo. Ficará para o vice-governador a "maçante tarefa" de governar um Estado com sérias carências nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Pública e Transportes. Provavelmente, tudo será privatizado ou entregue a empresas particulares para administrar. Na cidade de São Paulo, Doria fez exatamente ao contrário do prefeito Rudolph Giuliani, que em seu mandato, além da Tolerância Zero que acabou com o crime de Nova York, comprou uma área particular para fazer um novo parque público. Terá maior trabalho nesse particular, uma vez que o patrimônio público do Estado é bem maior que o da sua capital. Provavelmente, aparecerá em breve conduzindo uma composição do Metrô, ou da CPTM, e incrementará sua campanha para o Palácio do Planalto. Aliado de primeira hora do atual presidente da República, não hesitará em lhe passar a perna para alcançar seu objetivo. E o pior: a exemplo da capital, quando renunciar ao cargo para a campanha de 2022, não terá deixado nada de realmente importante para a população paulista. A esse filme já assisti em minha cidade. Espero que eu esteja errado e o novo governador seja realmente um bom administrador público, o que não tem nada que ver com o fato de o titular ter sido um gestor de seus negócios. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo 

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PERGUNTAS SELECIONADAS

"Doria critica França e seleciona perguntas em entrevista" ("Estado", 3/1, A10). É só o começo, Doria fez escola com o ex-governador de quem puxou o tapete nas eleições.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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O TREM, DÍVIDA COM A SOCIEDADE

A implantação do trem de passageiros intercidades, prometida pelo governador eleito João Doria, traz nova esperança de desenvolvimento a dezenas de localidades. O sistema deverá ligar São Paulo às regiões de Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, operado através de parcerias público-privadas. O trem, moderno e eficiente, reduzirá o tempo de locomoção da população trabalhadora, evitará o estresse e, de quebra, ainda diminuirá o número de veículos nas ruas e rodovias. Além do plano próximo à metrópole, tende a ser sucesso se for também estendido a outras regiões e incluir até trens urbanos nas principais cidades interioranas, onde já existem linhas e vocação ferroviária. O trem precisa voltar a ser destaque no sistema brasileiro de mobilidade. As nossas rodovias estão saturadas por tantos caminhões que atravessam o País levando cargas que deveriam seguir pela ferrovia e hidrovia, com custos absolutamente inferiores. Espera-se que os novos governos tenham condições de reativar a linha férrea nos seus diferentes segmentos, saldando assim a enorme dívida que governos imprevidentes que a sucatearam acumularam com a sociedade. E que o façam antes que o sistema rodoviário entre em verdadeiro colapso.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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