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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Choque na economia

Ao assumir o Ministério da Economia, Paulo Guedes surpreendeu com discurso realista e objetivo. Prometeu um choque liberal, com abertura da economia, redução de impostos para uma carga ideal de 20%, porque acima disso, diz, é o “quinto dos infernos”. Além de acelerar as privatizações, a reforma tributária e criar condições para reduzir a interferência do Estado, Guedes vê a reforma da Previdência como “primeiro maior desafio a ser enfrentado” para acabar definitivamente com a “fábrica das desigualdades”. E falou em atacar o quanto antes o monstruoso déficit fiscal. Se aprovada essa reforma, garante, o PIB poderá crescer de forma sustentada por dez anos. Prometeu ainda uma “enxurrada” de medidas infraconstitucionais, a serem divulgadas conforme cronograma traçado pelo Planalto. Com rara transparência, Paulo Guedes deu recado curto e grosso do que deseja imprimir na sua gestão na área econômica. Sem deixar de mencionar que vai precisar muito do Congresso para a aprovação das reformas constitucionais e atingir o objetivo de finalmente acelerar o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Liberalismo

Relembrando Roberto Campos e suas famosas frases, sempre tão atuais. “Sou chamado a responder rotineiramente a duas perguntas. A primeira é ‘haverá saída para o Brasil?’. A segunda é ‘o que fazer?’. Respondo àquela dizendo que há três saídas: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo. A resposta à segunda é aprendermos com as experiências recentes”.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Impostos e privilégios

Carga tributária ideal é 20%, diz Paulo Guedes (3/1). Se realmente o ministro Paulo Guedes conseguir um dia baixar a atual carga tributária de 33% para 20%, teremos o melhor dos mundos. Mas com dívidas impagáveis, legiões de funcionários públicos regiamente pagos, ineficiência geral, muitos direitos e poucas responsabilidades e deveres, não será tarefa fácil desfazer o mal perpetrado contra o País por governantes esquerdistas. Será um grande desafio e um processo não indolor a remoção de privilégios. 

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Despetização

Causou espécie a muita gente a fala de Onix Lorenzoni sobre despetizar o Estado brasileiro. Houve quem se indignasse, afirmando que o ministro estaria fazendo o mesmo que o PT, aparelhando a máquina pública, etc. e tal. Acontece que nem todos os partidos são iguais. Nenhum partido é tão orgânico, centralizado, disciplinado e segue diretrizes tão bem definidas como o PT. Nenhuma outra legenda partidária tem por objetivo “superar a sociedade de classes”, “implantar o socialismo” e a “verdadeira democracia”, a que existiria numa sociedade igualitária. Nenhum outro partido desdenha da democracia representativa, chamando-a de “democracia burguesa”, servindo-se dela apenas estrategicamente. Nenhum militante de outro partido vê sua agremiação política como um farol que guiará o mundo para o paraíso na Terra. Nenhum outro militante é mais fiel a seu partido do que ao País. Nenhum outro partido quer ser maior que o Estado brasileiro – ou não era assim nos países socialistas, onde o secretário-geral do partido era mais importante que o chefe de Estado? Não se trata, portanto, de substituir um aparelhamento por outro. O pior que se pode obter com militantes de um partido tradicional é o clientelismo político – nefasto, sim. Mas não há outra saída: se não despetizar o Estado brasileiro, a equipe de Bolsonaro não governa.

JOSÉ JAIRO MARTINS

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

A ‘dobradinha’

Dentre as tantas distorções que tornam Brasília a cidade de maior renda per capita do Brasil, sem produzir praticamente nada de bom, uma das mais persistentes, escondida nos desvãos dessa cidade-fantasia, é a “dobradinha”. No início dos anos 1960, o Distrito Federal mudando-se da então Cidade Maravilhosa para o Planalto Central, oferecia-se salário dobrado ao funcionário que aceitasse a transferência para a nova capital – exceto, naturalmente, os militares. O ministro Lorenzoni escancarou uma realidade que toda a Esplanada dos Ministérios conhece: os funcionários federais e do Distrito Federal têm um plus salarial, em forma de DAS ou outro nome. Por isso a esplanada não se esvaziará com a dispensa dos milhares que o governo planeja. Boa parte deles é gente de carreira. Mas dos DAS 4 para cima são apadrinhados, que vão perder a boquinha. Isso no Executivo. Já no Judiciário e no Legislativo...

ROBERTO MACIEL

rvms@oi.com.br

Salvador

Deixa o homem trabalhar

A partir de agora devemos respeitar a democracia e deixar o presidente eleito agir em prol do País, sem que tenhamos um terceiro turno na Avenida Paulista. É necessário que se resolva o tripé de problemas que ainda persistem no Brasil: falta de saneamento básico, erradicação de doenças do século passado, como a tuberculose e a malária, e a erradicação do analfabetismo, para que depois se possa ter conhecimento de questões ideológicas ou meramente filosóficas e, se for o caso, discuti-las.

GUILHERME OLIVEIRA ATENCIO

atenciogui@gmail.com

São Paulo

Quebra de paradigma

É chegada a hora de o Brasil deixar de ser o país do futuro para ser o grande país do presente.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

ANIVERSÁRIO DO ‘ESTADO’

Cumprimentos

Em nosso tempo de grandes desafios para o Brasil, parabenizo o Estadão pelos seus 144 anos de existência. Na tradição dos grandes jornais do mundo, com a marca da credibilidade. O Estado de S. Paulo segue na linha de frente da luta por um País verdadeiramente republicano. Suas páginas de opinião norteiam o debate político e econômico e combatem as forças do atraso. Vida longa a esse jornal que é um dos orgulhos de São Paulo e um baluarte histórico e incansável pela liberdade e pelo desenvolvimento do Brasil.

JOÃO DORIA, governador

São Paulo

Parabéns a toda a equipe do Estado pelos 144 anos! Que a publicação se mantenha como referência no jornalismo e continue traçando essa história de sucesso e relevância para o País. 

ALLINE CEZARANI, diretora executiva do Hospital Santa Catarina 

São Paulo

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CORTES NO MINISTÉRIO

O ministro da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, determinou a demissão de alguns poucos funcionários alocados na pasta por ele administrada. Gerou um ruído enorme na imprensa. Não sei qual é a mentalidade de parte dos jornalistas, mas eles têm de saber que o mundo mudou e os eleitores, que são os que pagam as contas, deram uma determinação aos administradores públicos, que é: tratem a coisa pública como uma entidade prestadora de serviço para a iniciativa privada e que sejam eficientes como deve ser a iniciativa privada. A iniciativa privada demite para ficar melhor e mais competitiva, abaixando os seus custos e ficando no mercado em condições de disputa com os concorrentes. O poder público tem de ser igual. O Estado não deve existir para suprir o próprio Estado. A mentalidade tem de mudar. O Estado tem de ter o tamanho necessário, nada a mais.

Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br

São Paulo

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'BRASIL LIVRE DO SOCIALISMO'

Engana-se Marcelo Rubens Paiva ("Estado", 3/1). O Brasil não está livre do socialismo e tampouco de diversionistas como ele.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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'BUROCRACIA MAIOR E MAIS CARA'

No editorial do derradeiro dia de 2018, o "Estadão" tratou da burocracia que cada vez mais exige verba pública para sua manutenção ("Burocracia maior e mais cara", A3). Salienta, com razão, o aumento do número de "funcionários públicos" na ativa em todos os níveis de governo. Mas comete uma injustiça com os "funcionários públicos", que ingressam na administração pública por concursos públicos muito concorridos - o mesmo equívoco cometido pelo professor Modesto Carvalhosa no artigo "Enxugando gelo" (29/12, A2), que trata como servidores públicos a soma dos funcionários públicos (os que ingressaram por concursos públicos) e os contratados e comissionados de livre provimento. Nestes últimos é que estão os cargos de agregados ao cacique da vez e, certamente, com as maiores remunerações e desperdícios inimagináveis. Eu trabalhei numa administração pública como engenheiro efetivo e me lembro de que no início da carreira ganhava menos que o barbeiro do Poder Legislativo. Diferente do que acontece com os políticos em cargos públicos, que são servidores públicos, mas não funcionários públicos, estes, se dão algum prejuízo ao erário, são obrigados a pagar pelos prejuízos que causaram, ainda que involuntário. E o é independentemente do valor, que será descontado em até 10% dos seus vencimentos, até quitar o total. Um funcionário público que tivesse adquirido uma refinaria como a de Pasadena teria de ressarcir o erário, ao contrário do que aconteceu com a ex-presidente, que ainda recebe as mordomias do cargo que ocupou. Se os funcionários públicos não tivessem estabilidade, com certeza a cada novo governo haveria uma troca geral, com todas as consequências imagináveis. Mesmo com a estabilidade atual, a cada troca de governo muitos funcionários públicos são remanejados para outros locais de trabalho quando, a critério do chefe comissionado da vez, podem "atrapalhar" a nova administração. Consequentemente, projetos em andamento, ainda que excelentes, são descartados e começa-se tudo de novo, qual teia de Penélope. Por fim, cumpre destacar a incrível ineficiência do Poder Judiciário, apesar de ser o mais bem remunerado, como pudemos constatar em 2018.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PAULO GUEDES E A DEMONIZAÇÃO DO ESTADO

O discurso de posse do ministro Paulo Guedes mostra bem como a classe dominante brasileira usa a falácia do falso conflito mercado x Estado em seu benefício próprio. Com a demonização do Estado corrupto e ineficiente, de um lado, e o endeusamento do mercado virtuoso e eficiente, de outro. Nada mais falso e distorcido da realidade. Mercado e Estado andam juntos e um depende do outro. O que temos no Brasil é uma classe dominante predatória e parasitária que se apropria dos recursos do Estado em benefício próprio. É o 1% de endinheirados que manda no Brasil, em detrimento dos 99% que fazem papel de tolos. Eles usam e abusam do discurso contra o Estado para perpetuar seus privilégios e benesses à custa de todo o povo brasileiro.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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RECEITA

O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, fez o diagnóstico econômico correto do País, receitou o remédio e a bula de procedimentos. Conseguirá? Torçamos!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PRIVILÉGIO DAS ELITES

O ministro da Economia anuncia que a reforma da Previdência é prioridade para o novo governo empossado. O problema é mudar as desigualdades, pois, como O próprio ministro da Economia declarou, "quem legisla e julga tem as maiores aposentadorias, e o povo brasileiro tem as menores". Se vencer esse desafio, é possível que haja crescimento por dez anos, como também informou tal autoridade.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DÍVIDA E O CONSIGNADO

Pergunta ao ministro da Economia, Paulo Guedes: não é hora de rever os juros dos empréstimos consignados? É causa do endividamento das classes mais pobres. Juros altos, sem nenhum risco!

Danilo Sales Cozzi cozzi@cozzi.com.br

São Paulo

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O MÍNIMO E O AUXÍLIO-RECLUSÃO

Parece que só no Brasil um trabalhador que ganhe um salário mínimo mensalmente possa aumentar o seu salário transformando-o num auxílio-reclusão, e pelo cometimento de crimes, então, eleve, em benefício de dependentes familiares, seus proventos de R$ 998,00 a R$ 1.319,18, ou a ainda mais. Somando-se a isso a proibição de trabalhos forçados a presos e as despesas sociais causadas pela manutenção desses mesmos presos, chegamos à conclusão de que trabalhar honestamente nem sempre é um bom negócio e que cometer crimes pode ser.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PIADA DE SALÃO

Morri de rir! O brasileiro perde o amigo, mas não perde a piada. "O judeu foi o primeiro a chegar à posse do nazista, a esposa discursou antes do machista, o hino foi interpretado por um negro em libras na posse do racista! Os que se diziam 'defensores da democracia' se recusaram a participar da posse do presidente eleito democraticamente!" Os humoristas estão se fartando. Nem precisa desenhar, né? Chupem esta manga, inimigos da República, outrora sócios do erário! O Brasil acordou...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÁ VONTADE

Li com atenção o texto do professor José Eduardo Faria ("O capitão reformado e a compreensão da política", 4/1, A2), e o considerei inadequado por duas razões básicas: a primeira é que ainda analisa o "capitão" pelo que temos de seus discursos eleitorais, a segunda, interpreta o que aconteceu no nosso país sem avaliar as peculiaridades da eleição ocorrida no Brasil. Estamos nos primeiros dias de um governo que deverá durar quatro anos e pouco sabemos sobre o que há no cérebro de membros do novo Executivo. Há uma má vontade reinante e explicitada nos diversos meios de imprensa, que não cabe neste momento precoce. Devemos aguardar as ações práticas e suas implementações, pelo menos por um mês ou dois, para começar a presumir o resultado e aquilatar a qualidade política de um governo. Já vimos isso no governo Temer, uma má vontade constante, contudo, sem dúvidas, alcançou-se um resultado satisfatório naquele governo fugaz. O inverso tivemos na atuação de Lula, houve um aplauso geral e grande esperança de haver uma nova política, nos idos de 2003, que a presumimos pelo discurso ético de seu grupo e as pregações em favor dos desvalidos. E o resultado foi corrupção, enriquecimentos pecuniários ilícitos, destruição dos conceitos humanísticos identificados com as visões ditas de esquerda, isso para piorar de uma forma geral. Neste ponto, inicia-se o que de fato levou a maioria dos brasileiros a eleger Bolsonaro. A certeza de que teriam de "tampar o nariz" num segundo turno e elegê-lo, pois a outra opção seria o retorno ao poder de um grupo que causou a literal destruição do País. Não foram "fake news" que levaram o Brasil a optar por Bolsonaro; foram as "real news" e a identificação do que e quem estava no lado causador da grave situação em que o País ainda se encontra. Mais, a prepotência de considerar que pessoas menos instruídas não têm discernimento e podem ser manobradas. Novamente outro engano, pesquisas ditas "estatísticas" apontavam a vitória de qualquer candidato que enfrentasse o "capitão" até a véspera, o que não aconteceu. Estas, sim, foram as "fake news" detectadas pela população. Diga-se de passagem que este erro grosseiro deve ser tecnicamente analisado. Houve falha na escolha, intencional ou não, no método e nas amostras analisadas. Justificaram "a diferença de resultados" por mudança súbita em 24 horas nas opiniões. Mais "fake news". 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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O PAPEL DO VICE

"É que nem quartel. Quando o comandante sai o sub assume. A lógica é: 'Mantenham-se as ordens em vigor'" (general Mourão, "Estado", 1/1, A4). Apesar de ser um conceito básico de gestão e de respeito, em nosso país o óbvio precisa ser afirmado, como fez o general Mourão, haja vista a assinatura por Rodrigo Maia autorizando os municípios a desrespeitarem as regras de responsabilidade fiscal, quando recém substituiu Temer.

Marcos Lefévre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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AS ARMAS DA PRIMEIRA-DAMA

Não só os especialistas, mas nós, leigos leitores, temos nos debruçado para analisar, avaliar e comentar o fenômeno Jair Bolsonaro, muitos fazendo previsões, outros sugerindo cautela e mais tempo para conclusões. O certo, contudo, é que ninguém ficou indiferente, exceto o pessoal da esquerda, sobretudo o PT, que está aguardando, como soe acontecer, o primeiro tropeço do governo eleito para colocar a cabeça de fora e fazer suas proverbiais críticas. Felizmente, a estrutura democrática brasileira tem se comportado de forma exemplar e a todos é permitido emitir seus conceitos. Dentro desse clima, gostaria de lembrar que somos latinos e, como tais, herdeiros das suas qualidades e defeitos. Somos apaixonados e arrebatados, seja na religião, no esporte ou na política, a ponto de haver uma máxima popular recomendando que estes assuntos nunca devam ser discutidos. Nesse contexto, porém, não podemos esquecer que somos também sentimentais, extremamente sentimentais. Por isso mesmo não custa nada voltar a falar da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A lição que deixou para todos no dia da tomada de posse é a de que, seja qual for o clima político, o amor tem predominância em todas as circunstâncias. Sua meiguice ao tratar do tema das pessoas portadoras de deficiência, não só os surdos e mudos, mas os de todo tipo, leva-nos a uma reflexão que permeia tanto o "Velho" quanto o "Novo Testamento", a de que nada é construtivo se não for fundamentado no amor. Muitos podem entender que tratar da questão num clima destes pode revelar certa ingenuidade. Enganam-se, porém, tais pessoas. Basta lembrar que este é também assunto de poetas de todos os tempos e matizes. Que dona Michelle seja inspiradora para toda a pátria. No meio de tantas vozes masculinas e clima marcial, a primeira-dama apresentou suas armas.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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UMA GRANDE MULHER

Muito já se falou sobre a presença da esposa do presidente na sua posse. É bonita, tem classe, simpática, abraçou a causa das pessoas especiais... Tudo isso é verdade, mas o que mais me impressiona é a segurança com que pisa a passarela do poder, qual Gisele Bündchen no Maracanã, para os que se lembram. Viram a sua tranquilidade, o seu semblante sereno, durante o percurso em carro aberto, dirigindo olhares para um e outro lado, um meio sorriso nos lábios? Fazendo o seu discurso em libras, gestos graciosos e comedidos, sem pressa ou nervosismo? Amparando o maridão com a mão nas costas quando ele, com as suas duas, acenava para o povo? Não se zanguem as feministas, mas, parafraseando uma velha frase fora de moda, é uma mulher destas atrás de um grande homem - empurrando ele para a frente - que o torna maior.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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PALAVRAS AO VENTO

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, soltou uma frase infeliz e desnecessária num momento de euforia igualmente infeliz e desnecessário, incabível para quem ocupa um cargo de ministro de Estado. A afirmação "menino veste azul e menina veste rosa" é de tamanha pequenez, que a ministra, embora desminta, seguramente já se arrependeu do que disse. Discursos e frases de efeito pertencem ao passado, ao período de campanha eleitoral. O respeito definitivo da sociedade só será conquistado através de ações afirmativas que demonstrem resultados práticos e positivos, e não mais por palavras jogadas ao vento. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A PRIMEIRA BAIXA?

Damares Alves, pastora evangélica e responsável pelo Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, tende a ficar roxa de raiva após declaração polêmica sobre o azul dos meninos e o rosa das meninas. Pelo visto, por suas declarações estapafúrdias, certamente será a primeira baixa no novo governo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A LINGUAGEM DAS METÁFORAS

Ministra, não é a cor da roupa que define o sexo, mas as circunstâncias. Até porque há crianças às quais sequer é dada a chance de tal escolha, já que o importante é que a roupa as possa cobrir o corpo e agasalhá-las. Isso pode ser entendido também como uma metáfora, se assim o preferir e se for capaz de abordar esta questão do ponto de vista humano, e não ideológico, como uma questão de comportamento e costumes. Há muito mais coisa entre o céu e a Terra do que sonha sua vã filosofia de que estão querendo induzir nossas crianças a mudarem sua orientação sexual. Talvez uma boa consulta às obras dos grandes mestres da Psicanálise fosse-lhe de grande ajuda na compreensão deste tema. Quem sabe a inibiria de afrontar aqueles que se encontraram consigo mesmos, finalmente, quando puderam passar a usar as cores de sua preferência, seja azul ou rosa ou a grande gama de tons do arco-íris, ainda metaforicamente falando. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas 

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RETROCESSO

A declaração da ministra Damares, "da goiabeira", acera das cores a serem usadas para definir os "príncipes e princesas", é de um retrocesso sem limites na nossa incipiente democracia.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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VERGONHA

Quanta imbecilidade da oposição apavorada com o novo governo que não veio para brincar. É logico que a ministra Damares usou uma metáfora. Azul para meninos e rosa para meninas é uma convenção popular de quase um século. Que estupidez bater sem conhecimento. Explicita a falta de cultura e a pequenez deste pessoal desesperado - pelo que, só Deus sabe.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

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AZUL OU ROSA?

Todo casal, ao esperar um filho, decora o quarto de azul ou rosa, de acordo com a criança esperada. Por mais que queiram achar normal a homossexualidade, a maioria sabe que a preferência sexual só se manifestará muito mais tarde. Então é muito triste ver a mídia pegar no pé da ministra Damares por afirmar que "menino veste azul e menina rosa". Como não têm o que falar dos outros ministros escolhidos por seu perfil técnico, pegaram no pé da ministra dos Direitos Humanos desde sua nomeação. A mais simples, de origem humilde, tendo sofrido abuso sexual desde os seis anos de idade, foi a escolhida pela grande mídia para ser enforcada. Onde foi parar a seriedade do jornalismo brasileiro, já que temos tantos problemas graves a enfrentar? O único problema do Brasil é azul e rosa para merecer tantos comentários? A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BOBAGEM

A ideologia de gênero é uma bobagem que deve ser ignorada diante de tantos problemas que a sociedade enfrenta. A ministra Damares Alves quis se mostrar contra esta aberração e foi infeliz com a metáfora das cores para menina e menino. Quem se importa com isso não deve ter muita coisa para fazer. Deixemos as pessoas seguirem seu caminho como a natureza as fez, com suas cargas genéticas, suas culturas e sua liberdade de escolha para viver feliz. Como devem se trajar os meninos e meninas indígenas no meio da Floresta Amazônica?

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MINISTRA, MUDE O ESTILO

Esta ministra Damaris, com este tipo que está fazendo, precisa ser diagnosticada e tomar remédios indicados pelo psiquiatra. Caso contrário, fica com o jeito da ex-presidente Dilma, só falando coisas de gente que usou ácido nos anos 70. Enfim, não curto nada estas tolices e espero que este estilo fique lá, no governo antigo.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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UNIFORME & CARAPUÇA

"Menino veste azul e menina, rosa." Já os ministros bem poderiam optar por vários tons de "simancol"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONTRA O CRIME ORGANIZADO

"Moro quer aprovar no Congresso pacote de leis contra crime organizado" ("Estadão", 3/1). O combate ao crime organizado é importantíssimo, mas também é bom que haja o combate à sua variante, ou seja, o crime politicamente organizado, que causou e causará ainda muitos males ao País. Por exemplo, um partido em que muitos de seus dirigentes já estão presos condenados, como o caso de Lula, bem como já respondem como réus em muitos outros, além da perspectiva de mais processos criminais ainda, advindos das delações de Antonio Palocci e Sérgio Cabral, pois já passaram muito do que seria permitido a partidos políticos.                

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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JUSTIÇA

Justo Sérgio Moro iniciar confrontando facções. Aguardamos a justeza da progressão penal, celeridade da Justiça, presos que cumpriram penas e continuam lá sentenciando, ou Moro vai continuar na teoria do extermínio e altos investimentos carcerários?!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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EQUIPE

Douto ministro Sérgio Moro, está faltando em sua consagrada equipe para o combate aos corruptos no Brasil o culto e atuante procurador da República Deltan Dallagnol.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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UMA CANETADA

É possível, sim, começar a destravar o Brasil apenas com uma canetada, e acredito que Jair Bolsonaro já esteja fazendo isso ao menos na esfera de suas atribuições específicas e onde não restem dúvidas ou brechas a serem aproveitadas pelos que desejam seu fracasso via ações de oportunismo num Supremo Tribunal Federal (STF) abertamente antagonista. No entanto, no quesito ter e portar armas, ainda aguardo ansiosamente pela volta de um direito que me foi tolhido de forma ladina, malandra e ideologicamente vetado pelo PT da era lulo-dilmônica por meio da manipulação administrativa da lei, mas já me bastaria que o presidente eleito por agora, ao menos, nos liberasse a importação a taxas justas de simples carabinas de pressão nos calibres permitidos e que custam menos de quatro a cinco vezes no exterior, e de preferência sem as exigências "burrocráticas" que o Exército brasileiro impõe. Basta de imposto alto para tudo, basta de proibições mil, basta de viver num país caro e sem liberdade individual.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ARMAS DE FOGO

O general Augusto Heleno declarou que a posse de armas se assemelha à posse de automóveis, pois o número de vítimas de homicídio por arma de fogo é aproximadamente igual ao número de vítimas de acidentes de carro. Daí ele concluiu que, se as pessoas forem proibidas de usar armas, também devem ser proibidas de dirigir automóveis. Alguém precisa dizer ao general Heleno que automóveis servem para transportar pessoas e armas servem para matá-las.

Joaquim de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ESPERANÇA NÃO RENOVARÁ

Mesmo as pessoas inteligentes e persistentes, como sem dúvida é João Doria, governador de São Paulo, cometem deslizes surpreendentes que podem lhes custar a carreira da noite para o dia. Ninguém teria votado nele se soubesse da desfaçatez que demonstraria aos paulistas logo após as eleições. Apoiar um político das antigas e tisnado de grossas acusações de enorme corrupção, como o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, é sem dúvida um desses grandes equívocos diante dos paulistas e brasileiros.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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'ESTADÃO', 144 ANOS

Cumprimentos e felicitações ao "Estadão" nosso de cada dia, pelo aniversário de 144 anos - 139 de vida independente -, honrando e defendendo de forma corajosa e intransigente os mais altos ideais do Estado Democrático de Direito e da liberdade de imprensa com sua pena isenta, transparente e de correta e profunda apuração dos fatos. Longa vida! Hip-hip-urra!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Parabéns ao "Estadão" pelos 144 anos. Sou um assinante continuísta. Ainda menino, por meio de meu avô português, Serafim Duarte de Almeida, chefe de estação ferroviária lá, em São José do Rio Preto, folheava o "Estadão". Depois, minha saudosa mãezinha, Conceição Duarte de Almeida Dotoli, professora, orgulhava-se em resolver as palavras cruzadas em 12 minutos, seu recorde. E eu, hoje, orgulho-me de ter várias cartas publicadas no "Fórum dos Leitores". Acredito que já passaram de 300. Aos redatores, jornalistas e funcionários, peço que continuem praticando um jornalismo imparcial, diferenciado e pautado sempre pela verdade, qualidades responsáveis pela vossa longevidade. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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Parabéns ao "Estadão" pelos 144 anos de luta pelo jornalismo sério e imparcial, não se curvando a este ou àquele interesse. O "Estadão" verga, mas não quebra.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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