Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Sexta-feira atrapalhada

Esqueçam tudo o que declaramos. Era brincadeirinha de terceiro dia de governo e nossa primeira sexta-feira de bruxa solta. Fake news só pro Onix desmentir. Pegadinha para ver se a imprensa está atenta. E estava.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

A falta de um porta-voz

Muita gente do primeiríssimo escalão oferecendo-se à mídia, abrindo flancos até agora defensáveis. Está faltando o porta-voz, gente! Aquele cara que fala pela autoridade e pode por ela ser desmentido. Quando a voz é a do próprio presidente, fica difícil voltar atrás. Se houver boa vontade da imprensa, ela acentuará essas informações desencontradas como coisa de início de governo. Numa comparação futebolística muito em voga em governos passados, a equipe está buscando entrosamento, em aquecimento, mas chutando para a frente.

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

Arrecadação predatória

A declaração, noticiada pelo Estadão, sobre uma possível redução da alíquota de 27,5% para 25% no Imposto de Renda 2018/2019 me parece passar ao largo das boas intenções do presidente Jair Bolsonaro. Se quiser ajudar os menos favorecidos, basta atualizar os valores do piso tributável, que se encontram congelados há anos para inflar uma arrecadação predatória dos governos anteriores. A diferença, no final, o dr. Paulo Guedes vai saber onde buscar entre os marajás dos três Poderes e os geradores de grandes lucros nem sempre produtivos. Simples e rápido de implementar.

AXEL VON HULSEN

avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

Hora de corrigir a tabela

Em vez de beneficiar quem já ganha muito bem, como ministros do Supremo Tribunal, deputados federais, senadores e o próprio presidente da República, com a redução da alíquota máxima de 27,5% para 25%, por que Bolsonaro não corrige toda a Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, beneficiando todos os trabalhadores, em especial os que ganham menos? Assim, quem ganha até R$ 3.689,57 ficaria isento de pagar esse imposto. P.S.: Todo mês o Leão retém 27,5% do meu salário, mas não luto pelos meus direitos, e sim por um Brasil mais justo.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Guerra fiscal mundial

Em 31/12 o Estadão mostrou que o Brasil terá uma das maiores cargas tributárias do mundo. O assunto não é novidade, mas a discussão sobre a carga tributária no Brasil esconde um tema mais amplo, a importância da eficiência do Estado. Para as empresas poderem competir num mercado globalizado o Estado também precisa ser eficiente e fiscalmente leve. Não adianta termos uma força de trabalho dinâmica e altamente competitiva se os impostos forem altos, em função de um Estado perdulário. Portanto, ao longo das próximas décadas vamos assistir a uma competição não só em nível corporativo, mas também estatal, com países tentando ser mais eficientes que os outros para tornarem sua indústria viável. Para isso precisaremos de um Executivo e um Legislativo de muito melhor qualidade do que temos hoje. A escolha por não entrar nessa competição será uma opção pela extinção de boa parte da nossa indústria e a concentração da nossa força de trabalho nos setores de serviços e agroindústria, que exigem menor qualificação e, consequentemente, oferecem menor remuneração. Não estou otimista. 

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

Reforma 'meia-sola'

Pelas últimas notícias, parece que o governo Bolsonaro está preparando uma reforma da Previdência "meia-sola". Além de reduzir a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres em relação à reforma de Temer, já no Congresso, quer manter privilégios de algumas categorias. Isso não se justifica. Todos devem ter direitos iguais: homens e mulheres, civis e militares, trabalhador urbano e rural, setor público e privado. Siga os exemplos da maioria dos países desenvolvidos. Não queira fazer uma reforma capenga, que logo à frente exigirá outra.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Um hiato no tempo?

Bolsonaro não precisa reinventar a roda para pôr o Brasil nos trilhos. Nos quase três últimos anos, Michel Temer fez isso por ele. Mas seus discursos de posse, com forte apelo populista, buscaram dar a impressão de que houve um hiato no tempo, pulando diretamente do governo desastroso de Dilma para o primeiro dia de janeiro de 2019, talvez para levar seus eleitores a esquecerem que no meio do caminho havia não uma pedra - parodiando Drummond -, mas um governo, esse, sim, que recebeu um país em pedaços, destroçado, e foi capaz de reconstruí-lo, apesar dos difíceis obstáculos e enormes dificuldades que encontrou para aplainá-lo. Temer deixou para Bolsonaro, faça-se justiça, uma herança bendita, sim, um País saneado, refeito dos graves e sucessivos ataques que recebeu da era PT. Agora é só o novo governo prosseguir e fazer o que precisa urgentemente ser feito, sobretudo a mãe de todas as reformas, a da Previdência, sem a qual não haverá populismo que possa evitar o retrocesso e uma grave crise fiscal que impedirá o País de avançar rumo à ordem e ao progresso. 

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Bote salva-vidas

Quando estamos num navio, do tamanho de um Titanic, em via de afundar completamente, já quebrado ao meio, e de repente surge um bote salva-vidas, precário, longe de ser o ideal, mas suficiente para nos levar à praia ou a outro barco mais equipado e seguro, não pensamos duas vezes. O melhor é seguirmos viagem nesse bote transitório, por questão de sobrevivência, com muita paciência e disposição para ajudar a dar certo. O Brasil compara-se a esse Titanic, quebrado financeiramente e dividido pelo "nós contra eles". Portanto, precisamos acompanhar os fatos, atentos, claro, mas participantes e com otimismo, ainda que só "torcendo para dar certo", para que alcancemos o destino desejado da prosperidade.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

VALE O QUE ESTÁ ESCRITO

Agradou-me saber que o estatuto de Itaipu permite que “a qualquer momento os governos poderão substituir os seus conselheiros” (“Estadão”, 4/1, A4). Com efeito, ainda que a equipe técnica do presidente Jair Bolsonaro entenda que a nomeação de Carlos Marun para o Conselho da binacional, ao apagar das luzes de 2018, foi um ato jurídico perfeito, impossibilitando a sua revogação, vale o que está escrito, presidente Bolsonaro! Caneta, à ordem! Em nome da moralidade e da transparência, da fidelidade à sociedade e às promessas de campanha, às favas o descarado e derradeiro ato de nomeação de Michel Temer, revogados, igualmente, os entendimentos em contrário.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

MUDOU O RUMO

Observei neste “Fórum dos Leitores”, nos últimos dias do ano, vários leitores tecendo loas ao ex-presidente Michel Temer. Realmente, malgrado a armadilha em que foi pego, montada por Rodrigo Janot (expert em bambu) e seus “asseclas”, que vai lhe custar muitas horas de sono, fez um bom governo. A greve dos caminhões fez estragos imensuráveis, prejudicando todos os segmentos da vida nacional. Atrapalhou demais. Entretanto, ao final de seu mandato, quando poderia manter-se na mesma linha de conduta, decidiu mudar de rumo. Uma delas, a nomeação do seu “fiel escudeiro” Carlos Marun para o conselho da Itaipu Binacional, não pegou bem. No anunciado “pente fino”, comenta-se, surgirão outras lambanças.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

O INJUSTIÇADO

O presidente Michel Temer é o grande injustiçado do momento, que durante dois anos e sete meses governou com muita propriedade e sabedoria o Estado brasileiro. Como um velho timoneiro, trouxe o barco a um porto seguro. Criticado, enxovalhado com alcunhas pejorativas, entre outras, não contou no seu governo com o apoio do Congresso, cujos membros só pensaram nas suas reeleições. Mesmo com tantas adversidades, entrega ao novo governo um país em franca recuperação econômica.

Carlos dos Reis Carvalho bigcharles020@gmail.com

Avaré

QUESTÃO DE HIERARQUIA

O Estado do Ceará, governado pelo PT, está sob ataque do crime organizado, que transformou várias cidades do Estado em zona de guerra, com lojas e ônibus queimados e até pontes dinamitadas. Após um pacto entre as duas principais facções criminosas locais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de 300 homens da Força Nacional ao Ceará para ajudar a conter a onda de violência no Estado, cujo governador petista se negou a participar da cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro. A dúvida que fica é: pela ordem de hierarquia, o governador Camilo Santana não deveria, antes de solicitar ajuda a Moro, dar uma passada em Curitiba para pedir a devida autorização ao chefe da quadrilha?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

DESAFIOS DO NOVO GOVERNO

O presidente Jair Bolsonaro, com seus ministros e aliados, tem pela frente um grande desafio e a confiança da população nele depositada. E, como ele mesmo afirmou, esta foi nossa última oportunidade de passarmos o País a limpo livrando-nos da corja que desde a saída dos militares do poder, a quem tanto criticam, sistematicamente se esqueceram do Brasil, defendendo seus próprios interesses e ignorando milhões de brasileiros que, explorados, cansados de tanta roubalheira e canalhice, agora nas urnas deram sua resposta. Mas apenas combater a corrupção e a violência não basta. É imoral e injusto pagarmos tão altos salários, gordas aposentadorias e inúmeros privilégios ao poder público, quando nos faltam hospitais, escolas, transportes e saneamento básico. E tudo com segurança zero. É claro que políticos e ministros do Supremo decidindo seus próprios salários e reajustes elogiem a Constituição Cidadã de 1988 (bonito nome!), enquanto nós, cidadãos comuns, eternos pagadores de impostos, que nada temos, ficamos com as obrigações, e eles só com as vantagens. Isto que até hoje nos empurram goela abaixo não é democracia, e sim uma escola formadora de malandros e de sanguessugas da Nação. Na democracia, o poder emana do povo, que com seu consentimento é governado. Com nosso voto, Michel Temer não se elegeria nem prefeito de São Paulo, e, sabendo disso, como vice, antes se pendurou em Erundina e, por último, em Dilma, porque ninguém vota no vice. Foi o cavalo de Troia do MDB que ninguém queria, mas que o incompetente e irresponsável PT trouxe para dentro do poder. Golpista e usurpador, arrogante e cínico, denunciado várias vezes, apesar de tantas e claras evidências, continuou “governando” e tendo recentemente a petulância de ainda nos provocar dizendo que sentirá saudade do “Fora Temer” e “fora porque estou dentro”. Em qualquer país sem as leis imorais que temos, já estaria trancafiado e por muitos anos, mas aqui, no paraíso dos safados, continua sarcástico e rindo confiante na impunidade crônica no País. Muda, Brasil!

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

A HORA É A PARTIR DE AGORA

Em 1.º de janeiro de 2019 tive um comentário publicado neste espaço que em linhas gerais dizia sobre a falta de ética, moral e bons valores de boa parte do povo brasileiro. À tarde, foi gratificante ouvir, no discurso de posse do presidente da República, “convoco a todos a iniciar um movimento para restabelecer valores éticos e morais no nosso país”. O mais difícil fizemos, removemos o entulho que há tempos nos sufocava. É chegada a hora de evoluir. Ser mais atuantes no dia a dia, cobrar incessantemente aqueles mesmos valores, tanto do povo como dos governantes. Peço desculpas por me alongar, mas a hora é a partir de agora; tenho para mim que o bonde no qual acabamos de subir foi o último, não vai haver outro, ou chegamos ao destino a que nos propusemos ou vamos ter de nos conformar com qualquer outro. Há muito tempo já cobro, com civilidade, pessoas que jogaram lixo nas ruas, por exemplo. É certo, em São Paulo são poucas as lixeiras, a maioria é vandalizada pelo povo, mas precisam ser repostas; então vamos juntas cobrar o prefeito, enquanto isso seguramos o lixo até a próxima lixeira, porque ninguém tem o direito de resolver seu problema, qualquer que seja, criando um para os outros. A partir de agora eu me propus a evoluir, não mais dizer que os problemas estão no Judiciário, Executivo ou qualquer coisa que os valha. Ora, são apenas instituições compostas por regulamentos, papéis, objetos, que por si não fazem bem ou mal. São as pessoas que fazem! Tive meu carro furado em dois pontos da lataria por um tronco de árvore deixado junto à guia da sarjeta, numa rua do bairro de Higienópolis, escondido sob um monte de folhas. Quem retira o tronco? O prédio, porque alega ter sido acidente causado por um caçambeiro contratado por ele mesmo, a prefeitura ou esta manda retirar e pune se o serviço não for feito? O prejuízo de R$ 1.100,00 é meu, mais uma semana sem carro, porque estava sem celular para fotografar, mas pensando em outras pessoas abri chamado na Prefeitura. Prazo para análise é de 120 dias. Como? Oi? Quatro meses? A cada dia o tronco é movido, em tempo, o tal acidente foi por volta de 20 de dezembro do ano passado. Ontem estava na calçada, sendo risco de tropeço e queda para pedestres, crianças, particularmente, podem ter um arranhão e contrair tétano, por exemplo, se o tronco estiver contaminado pela bactéria. Hoje está na rua, sob folhas, podendo causar uma ruptura num tanque de combustível, pois uma ponta dele é uma forquilha que pode se transformar em alavanca, ou quebrar uma roda e desgovernar um veículo. Lembrando que entre janeiro e fevereiro poremos milhões de reais nas mãos do prefeito em forma de IPTU e metade do IPVA. Pergunto: para isso? Como podem notar, eu citei o prefeito. Aos demais funcionários foi delegada apenas autoridade para resolver o problema, mas responsabilidade não se delega, é do prefeito, como chefe do Executivo municipal. É bem verdade que há prioridades, viadutos estão caindo ou em risco, mas, em última instância, cidade que precisa de 120 dias para atender a uma demanda é cidade no chamado pau-das-traças. Isso tudo consta na queixa aberta na Ouvidoria Geral do Município em 2 de janeiro de 2019. Presidente Jair Bolsonaro, aceito sua convocação, lembrando sempre, e com respeito, que voto não significa cheque em branco. Feliz... novo a todos nós – cada um complete como quiser. Porque a hora é a partir de agora! Nunca me candidatei a nada porque não tenho competência; mas isso não me impede mais de cobrar aquele que um dia disse ter.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

É DIVERTIDO

Estou me divertindo muito com este novo governo. A mídia, com ressalvas, e os quadrilheiros assaltantes do passado, cujo chefe já está onde sempre deveria estar, não se conformam de perder o chão. Torcem para que tudo dê errado – se bobear, vão criticar até a cor da cueca que o presidente está vestindo. Além de bandidos burros, não perceberam ainda que o atual presidente, graças a Deus um militar, está pouco preocupado com a insignificância desses atos. Vai um conselho para esta cambada: procurem outro meio de sobrevivência, afinal, a vida continua e todo trabalho, desde que seja honesto, é bem visto. Sei que é difícil para vocês, mas insistam, uma hora vão assimilar o velho ditado “se o malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem”.  

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

‘MITO’ COM PÉS DE BARRO

O presidente Jair Bolsonaro disse em discurso que “é preciso haver hierarquia, disciplina, ordem e progresso no País”, assim como nas Forças Armadas. Porém, ele foi um soldado indisciplinado, insubordinado e que não respeitava a hierarquia dentro do Exército, havendo inclusive denúncias de que foi mentor de um plano de atentado quando dentro da caserna. No dia da posse, Bolsonaro também pediu um pacto com a sociedade. Pois bem, particularmente, não aceito pactuar nada com quem faz elogios à ditadura militar e a favor de torturadores infames como Brilhante Ustra. Além da subserviente bajulação a Donald Trump, que parece fazer do Brasil um quintal dos EUA, de novo. Pertenci à UDR na década de 1980 e combati Lula quando este tinha quase 90% de popularidade, mas não engulo mais este estelionato eleitoral chamado Jair Messias Bolsonaro. Na minha opinião, ele é um “mito” com pés de barro. E os cheques depositados na conta de sua esposa pelo assessor laranja do filho são a maior prova disso. Sem falsa modéstia, sou um caçador de mitos, mas torço para que ninguém o mate. Prefiro vê-lo morrer pela própria boca boquirrota.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

O QUE ESPERAVAM?

Alguns órgãos da grande imprensa, por meio de comentaristas políticos apressados, observaram que o discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro teve tom eleitoral e não detalhou suficientemente suas ações imediatas de governo. Um pouco de reflexão, no entanto, lhes teria convencido de que dificilmente a referida alocução poderia ser diferente do que foi, em face do simbolismo do evento e da inoportunidade de, durante sua realização, serem abordados aspectos mais específicos. Ou será que aqueles especialistas esperavam que a fala inaugural, em ocasião tão festiva, com exposição pública de quem sofreu atentado em plena campanha há pouco mais três meses e, portanto, carregada de emoção, constituísse uma espécie de resumo da agenda da primeira reunião ministerial?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

VAI ENTENDER!

Dora Kramer, alguns minutos após a posse, já sabia que a maioria dos brasileiros se decepcionou com o discurso de Bolsonaro. Quiromancia?

Orivaldo Tenório de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

AMENIDADES

Vovô costumava falar citando não me lembro quem: “Quando falares em público, diga alto para que todos ouçam, diga bonito para que todos gostem e diga amenidades para que todos aplaudam”. Bolsonaro está muito certo no que faz: delega e exigirá. E Michelle? Uma deusa moderníssima.

Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

A HORA H DO DIA D DO X DA QUESTÃO

Amigos, calma! Sem dúvidas, muitos brasileiros esperavam por uma mudança de rumo. O que vivemos nos últimos anos foi uma afronta a tudo o que muitos de nós entendemos como valores pessoais, cívicos, patriotas e de cidadania. Um verdadeiro sequestro da Nação por um partido e uma ideologia. Um país dividido e com a economia em frangalhos, fazendo com que até as boas ações tomadas nestes mesmos anos fossem perdidas. O nosso atual presidente não era e não é um exemplo de candidato superpreparado para o cargo (será que existe isso?), mas soube entender e traduzir o que mais da metade da população brasileira queria, em termos de mudança. Destaco segurança, saúde, educação e erradicação da corrupção. O primeiro e o último itens foram bastante estressados pelo presidente, na sua campanha doméstica.  Os demais o foram, mas em menor intensidade. Mas o presidente soube puxar para si a esperança do povo brasileiro, com a promessa do resgate da honestidade, do patriotismo e do crescimento interno e externo do Brasil. As urnas lhe passaram a procuração. E não existe batata mais quente que a decisão das urnas. Com a formação do seu ministério, ele trouxe ainda mais esperança de um novo tempo, ao nomear técnicos e experts para administrarem as suas pastas, sem negociações político-partidárias. Isso não me lembro da última vez que ocorreu. Ponto para o presidente! Mas cabe lembrar que existe uma distância entre a intenção e o gesto. E nesta distância cabem muitas coisas que podem comprometer a entrega da promessa e trazer frustração. É a passagem do emocional para o racional. Todo o cuidado é pouco! Agora chegou a hora de trabalhar, pôr os pés no chão e avançar de acordo com o caminho definido por um plano de prioridades, de trabalho e de ação, mas que até agora só foi definido conceitualmente e em grandes linhas. Se não for uma surpresa muito bem guardada. Fazer isso de forma clara, estruturada, focada e realista é que fará que entre a intenção e o gesto haja coerência e verdade. O presidente é o gestor da visão, sabe aonde ir e como ir, os ministros são os gestores da estratégia, sabem aonde têm de ir e criam as condições para que as coisas aconteçam e capacitam o País e as pessoas. Nós seremos os gestores da ação, sabendo o que tem de ser feito, faremos a nossa parte. O desafio do presidente é enorme, tanto pelo que fazer para colocar o Brasil nos trilhos, e que estes trilhos sejam os nossos, e não os do vizinho, por melhores que possam parecer, tanto para corresponder ao voto e à esperança de milhões de brasileiros, porque mesmo os que não votaram no presidente querem um Brasil melhor. Também é importante ter em mente que mudanças baseadas no revanchismo não vingam e são sucedidas por outras mudanças, e estas sempre são retrocessos. Resistir a essa eventual tentação será sinal de maturidade. Portanto, o que temos de fazer é olhar para o futuro, trabalhar muito, falar pouco e ter um rumo. Se o presidente tiver a consciência disso tudo, mais a disciplina para manter o rumo e cobrar a equipe, a capacidade de dialogar e de impermeabilizar-se às tentações que o poder traz e que os que buscarão seu convívio tentarão oferecer-lhe, aí, sim, estaremos escrevendo capítulos grandiosos da nossa história, que serão o início de uma nova era. A nova era não começou, ela ainda está por ser construída. Uma sociedade e um povo, em letras maiúsculas, preservam a diversidade e convivem com o contraditório, e assim todos viveremos em paz, e a visão de futuro da Nação será a terra arada que semearemos com a visão de futuro de cada um de nós, por mais diferentes que possamos e devemos ser. Um povo não é um amontoado de gente, que age emocionalmente e individualmente, um povo é a expressão de uma nação, quando esta tem uma visão de futuro e uma cultura para manter todos juntos. Mas, acima de tudo e de todos, o importante é sermos brasileiros. Brasileiros de verdade! Aí, sim, o novo presente começará a ser um retrato do futuro.

Fernando Abrantes fernandoabrantes@hdx.net.br

São Paulo

VERDE E AMARELO

A posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi perfeita. Destaco a parte final, quando a linda e elegante primeira-dama, Michelle, fez um discurso em linguagem de sinais (libras). E Bolsonaro diante de milhares de pessoas tirou uma bandeira do Brasil e disse “a cor da nossa bandeira é verde e amarela, e jamais será vermelha”. Que alívio! 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

SIMPLICIDADE

O presidente Jair Bolsonaro mostrou a toda a nação brasileira, e especialmente aos que se declaram oposição, que ele inicia o seu governo com extrema humildade e simplicidade. Somente não entende o recado quem não quiser, ou então quem verdadeiramente não estiver ao lado da maioria da população brasileira e também do Brasil. Alguns exemplos: a escolha dos ministros foi simples e sem conchavos políticos, durante o período de transição do governo, demonstrou coerência e simplicidade em tomar conhecimento dos dados governamentais que regem o governo de Michel Temer. Para participar da cerimônia de posse, convidou pessoas simples e reservou lugares de destaque para elas; a cerimônia de posse foi simples, a sua esposa foi a primeira pessoa a discursar, demonstrando, assim, mais uma vez, a sua simplicidade, o seu discurso foi simples e objetivo; conclamou a todos os brasileiros, inclusive os políticos, a se unirem em prol da nação brasileira; assinou os livros de posse com caneta simples; retirou  do bolso e desfraldou uma pequena e simples Bandeira do Brasil; o seu traje e o da sua esposa eram simples. E é com essa simplicidade que todos nós temos a esperança de que o seu mandato seja cumprido e consiga atingir os objetivos traçados. Desta forma poderemos alcançar a estabilidade econômica, uma educação de alto nível, a segurança de que todos precisam dentro e fora do seu lar, a união do povo brasileiro, o patriotismo há tanto tempo esquecido e, principalmente, o amor ao Brasil.  

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

ONDE ESTÁ A CAPACIDADE DE AVALIAR?

O despertar do “ser político” dos brasileiros nas eleições de 2018 foi assunto bastante debatido, e ainda vem sendo. Não devo ter sido o único a achar que esse despertar poderia ser excelente para o crescimento do País, vendo as pessoas tomarem uma posição, buscar ver onde se encaixavam, no que sua ideologia combinava. Após tanto o brasileiro falar que não queria saber de política, estavam assim entrando num debate de muita importância. Porém, agora me deparo com um retrocesso mental nacional ao ponto de causar náuseas. Temos, de um lado, o lado dos eleitores do atual governo, alienados que comemoram exageradamente decisões quase que fúteis, tentando fazer uma manobra do piloto automático se transformar numa manobra de emergência que salva centenas de vidas. Assim como o outro lado, o lado da oposição, sofre da mesma alienação, mas agindo como se pequenas atitudes precipitadamente erradas, que nem sequer sabemos se trará malefícios, pareçam pecados abomináveis que levem à condenação de todo o universo. Sim, estamos vivendo uma fase em que brasileiros que outrora pareciam evoluir politicamente e mentalmente troquem birras e pirraças como crianças do Ensino Fundamental I, não tendo o mínimo de bom senso e discernimento para avaliar as atitudes que estão sendo e serão futuramente tomadas por nossos governantes. É um apelo que faço: voltem a evoluir seus cérebros com decoro na hora de analisar atitudes daqueles que têm nosso futuro em suas mãos, ou simplesmente tornem a desligar o “ser político”, não querendo mais saber de política novamente. Por favor!

Higor Gabriel Duarte Lima higorduarte14@gmail.com

São Paulo

INTELIGÊNCIA 

O novo comandante do Gabinete Institucional de Inteligência (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff destruiu o serviço de inteligência do País. Acredito mesmo que a presidenta deve ter agido assim, por nunca ter acreditado em serviço de inteligência, mesmo porque sempre demonstrou ter dificuldades com essa área. Sendo assim, também faz sentido dizer que nada vai comentar.  

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

MILITARES NO PODER

Surgida recentemente e bem recebida no cotidiano da comunicação informal está a expressão “só que não”, utilizada para negar de forma abrupta uma afirmação feita imediatamente antes. Nada mais adequado a usar para o livro “Os Vencedores – a volta por cima da geração esmagada pela ditadura de 1964”, do jornalista Ayrton Centeno. O autor desenvolve um contraponto em tom de ironia: os vencedores, ao final, seriam aqueles que outrora foram perseguidos, presos e exilados pelo regime militar, mas que deram a volta por cima e “hoje” (o livro foi lançado em 2014) comandam o País: Lula, Dilma, José Dirceu, José Genoíno e outros, além de símbolos da esquerda ligados ao mundo artístico. Na outra ponta estariam os militares, que, vitoriosos no passado, atualmente ficaram relegados ao ostracismo, esquecidos pela história e por todos. Só que não! Desde que a Operação Lava Jato veio à luz, coincidentemente em 2014, as conclusões do autor foram desabando. A “vencedora” Dilma, após uma desastrosa gestão, foi impichada da Presidência da República; o “vencedor” Lula está condenado e preso por lavagem de dinheiro e corrupção; além disso, várias dezenas de outros “vencedores” igualmente cumprem pena pagando por seus delitos. Isso são fatos que, para qualquer pessoa com o mínimo senso de decência, impedem que tais sujeitos ostentem o título de vencedores perante a História. Pelo conjunto de sua obra, os petistas e seus cupinchas são dignos de outros adjetivos que melhor os definem e pelos quais ficarão marcados para a posterioridade: bandidos, criminosos, corruptos, quadrilheiros... Mas o autor do livro não errou apenas sobre os supostos vencedores. As eleições de 2018 mostraram que neste momento atual, em que há urgência de se reestabelecer a ordem e salvar o País da criminalidade organizada, os candidatos oriundos de carreiras militares foram prontamente lembrados e democraticamente escolhidos pelos brasileiros. Setenta e dois militares ocuparão cargos em Assembleias, no Senado e na Câmara federal – número que quadriplica os 18 eleitos em 2014. Além disso, têm-se dois governadores, e, para coroar a cereja do bolo, a vitória do capitão Bolsonaro por respeitosos 55% dos votos válidos, contra os 44% obtidos por Fernando Haddad, sucessor do “vencedor” Lula. A ideia de respeito à Pátria, de ordem e de combate ao crime, materializada na figura de policiais e representantes das Forças Armadas, inspirou o eleitor a fazer dos militares a sua opção nas urnas e provar que os homens de farda, ao contrário do que disse o autor do livro, não são os derrotados dessa história.

Ronaldo Kietzer ronaldokietzer@yahoo.com.br

Cascavel (PR)

PODERES PRESIDENCIAIS

Aproveitando o momento político favorável em início de governo, o presidente Bolsonaro impõe ritmo forte, acreditando que tudo pode e nada teme. Com o passar do tempo, verá que o Brasil é um país juridicamente engessado e se verá obrigado a agir dentro dos limites que a Constituição lhe impõe. 

Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

‘ESTADO’, 144 ANOS

Parabéns ao “Estadão”, que completou 144 anos defendendo a liberdade de expressão, defendendo o meio ambiente, apoiando reformas estruturantes, dentre outros, enfrentando até mesmo as censuras impostas por governos nos idos de 1924. Assim, sempre em prol da democracia, o “Estadão” se destacou internacionalmente. Parabéns e continue sendo um confiante porto seguro aos brasileiros de bem. Obrigado!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Parabéns aos valorosos, notáveis e dignos 144 anos do “O Estado de S. Paulo”. Uma longa existência toda dedicada ao bom jornalismo e a democracia.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

CORREÇÃO

Ao contrário do que informou o editorial Formação de professores (4/1, A3), a Fundação Carlos Chagas não colaborou na elaboração da proposta da Base Nacional Comum para Formação de Professores da Educação Básica.

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