Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2019 | 02h00

Estado x nação

Um escândalo

É escandaloso que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - em campanha pela reeleição, apoiado pelo partido de Jair Bolsonaro -, tenha liberado antecipadamente R$ 17 milhões do “auxílio-mudança”. É dinheiro dos nossos impostos! Para educação, saúde, Previdência, segurança, estradas não há dinheiro, mas nunca falta quando é para pagar privilégios, mamatas e benesses dos integrantes dos três Poderes, que só agem em benefício próprio e contra o Brasil e os brasileiros.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

As mordomias não param

Enquanto o salário mínimo vai a apenas R$ 998, para “auxílio-mudança” cada deputado federal receberá R$ 33.700! Qualquer cidadão, quando necessita mudar-se, arca com a própria despesa. E depois dizem que a previdência do INSS tem de mudar senão o Brasil quebra... O que realmente está quebrando o País são essas mordomias. Isso, sim, tem de acabar urgentemente. 

Gabriele Di Giulio

digiulio61@yahoo.com.br

São Roque

Imaginem uma empresa privada, ao contratar um funcionário, logo no primeiro mês ter de pagar um salário extra; e se ele for demitido, pagar outro salário extra... Não está na hora de rever esses privilégios? Sem contar o salário abusivo dos suplentes por 30 dias, no valor de R$ 72 mil, mais auxílios e outros penduricalhos. O Brasil precisa mudar e tem de começar por cima. 

Orélio Andreazzi 

orelio@andreazzi.com.br

Suzano 

Sem transparência

Conforme o regimento interno, a eleição da presidência do Senado tem de ser feita por escrutínio secreto. Mais uma aberração que deve ser eliminada o mais rápido possível. Os srs. senadores estão lá porque foram eleitos por nós e, portanto, temos todo o direito de saber o que eles pensam e como votam. Precisamos de transparência e pôr um ponto final nos acertos de bastidores que protegem sempre o mesmo grupo de parlamentares. Basta de votações secretas num país que pretende ser acima de tudo democrático.

Rodolfo Carlos Bonventti

r.bonventti@terra.com.br

São Caetano do Sul

Carência de reformas 

De há muito o Brasil sofre com a carência de um conjunto de reformas - ética, política, social, econômica -, que foi agravada pela corrupção desenfreada de um modelo político ineficaz, sem capacidade de reagir às crescentes demandas da Nação. E reformas de altíssimo nível! Urge romper a barreira do atraso que nos inquieta, aflige e entrava o nosso desenvolvimento sustentável. Convém frisar que tais reformas são absolutamente imprescindíveis num país cujos indicadores de desigualdades, regionais e setoriais, assustam num mundo de rápidas e fantásticas transformações.

José Benigno da Silva Filho

josebenignojournalist@hotmail.com

Recife

País travado

Somos um país travado. Vendem-se dificuldades para se cobrarem facilidades. No governo militar tivemos um Ministério da Desburocratização para minimizar esse problema. A criação do Poupatempo dá a medida do que pode ser feito para acelerar processos penosos para o cidadão. Infelizmente, forças corporativistas têm se mostrado poderosas o suficiente para manter práticas anacrônicas. Portanto, qualquer medida que nos venha beneficiar contra essa malfadada prática só pode ser aplaudida. Acabar com a necessidade de provas absurdas, a dinamização do registro de patentes, diminuição de práticas protelatórias, desburocratização total na abertura e no fechamento de empresas e de contas em geral, etc., há muito trabalho pela frente. O desafio é grande. 

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

O pacto para destravar

Assim que o novo Congresso tomar posse, em 1.º de fevereiro, o governo proporá um pacto para solucionar projetos em tramitação que podem destravar a economia. Novas normas para licenciamento ambiental, desapropriações, licitações, agências reguladoras e orçamento público já estão propostas. E temos a prioritária reforma da Previdência. Deve ser uma negociação no mais alto conceito da política e no interesse nacional, muito diferente do regime de negociatas que levou o País à crise. Com alto índice de renovação, o futuro Congresso deverá ser permeável a mudanças, pondo em primeiro lugar o interesse do povo. 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo 

Municípios em crise

A crise dos municípios (5/1, A3) é resultado do boom acentuado após a promulgação da atual Constituição: muitos políticos, objetivando criar uma base eleitoral, convenceram eleitores de suas áreas a referendar emancipações, que aumentaram exponencialmente o número de municípios no País. Alegavam que tais medidas resultariam em melhoria de vida e desenvolvimento. Na realidade, apenas visavam a usufruir a verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Assim, milhares foram criados sem o potencial de arrecadação capaz de manter a estrutura do Executivo e do Legislativo locais. Sua receita advinha majoritariamente do FPM. Inicialmente foi suficiente, mas com o crescimento da máquina pública e da despesa sem o correspondente aumento da receita veio o déficit. Este foi potencializado pelas crises recorrentes no País nos últimos anos. Assim, as verbas necessárias para investimento inexistem ou provêm de endividamento, que certamente não será pago, virando uma bola de neve. O município é onde as pessoas de fato vivem e onde investimentos resultam diretamente na melhoria de vida da população. O governo Bolsonaro sinaliza com descentralização de recursos de Brasília para o Brasil. É a efetivação do pacto republicano. Porém a execução desses recursos deve ser acompanhada de perto por auditorias federais ou privadas, caso contrário a população não verá os benefícios. Há tribunais de contas municipais e estaduais, mas sabemos que se trata, em grande parte, de ação entre amigos, haja vista o do Estado do Rio de Janeiro: dos sete conselheiros, cinco foram presos na Operação Quinto do Ouro. Dessa forma, o envio de verbas para os municípios diretamente não atacará a causa do problema. Será apenas um paliativo. A solução está na fusão de municípios limítrofes até que se obtenha uma base de arrecadação suficiente para manter a máquina pública municipal. Assim a verba do FPM seria destinada a investimento e à melhoria da vida das populações.

Ricardo Tannenbaum Nuñez

r.nunez58@hotmail.com

Marília

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Terror no Ceará

Será que o horror instalado no Ceará, Estado governado pelo PT, é acaso ou coincidência? Explodir viaduto vai bem mais além que incendiar ônibus e automóveis. É terrorismo em escala até então inimaginável no Brasil. Onde está José Dirceu?

José Maria Leal Paes

myguep23@gmail.com

Belém

Ingenuidade

Desde novembro José Dirceu, solto por juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), está no Nordeste. Sabemos que ele foi instruído e treinado em Cuba e entende de guerrilha e terrorismo. Ao que parece, está orquestrando toda esta baderna que está acontecendo no Norte e no Nordeste, para que Jair Bolsonaro não consiga implantar um governo decente. O governo não pode ser ingênuo a ponto de acreditar que o Ceará não ficou contente com a nomeação de um secretário durão. Melhor analisar esta situação com realidade e dar um chega para lá nesta escória. 

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Boquirrotos

Não é de hoje que se sabe que o atual presidente da República é falastrão. Quando ainda não passava de um deputado federal do "baixo clero", fez declarações infelizes como a maneira grosseira com que se dirigiu a uma colega do sexo oposto ou o elogio descabido feito a um militar conhecido com fama de torturador durante os anos que durou a "Redentora". E esta tendência de "falar mais do que a boca" revelou-se hereditária e contagiosa durante a campanha presidencial. O capitão (da reserva), seus três filhos com cargos legislativos e seus acólitos não deixaram por um instante sequer de fazer declarações absolutamente inadequadas, considerando que o primeiro deles postulava o mais importante cargo eletivo do País. Essas declarações trabalhavam contra o candidato, que parecia não se dar conta de que elas mais atrapalhavam do que ajudavam sua pretensão eleitoral. Até aí, tudo bem, porque o final foi feliz. Agora, que ele ocupa a cadeira presidencial no Planalto, estes boquirrotos estão livres para falar o que bem entenderem. E é o que tem acontecido nos primeiros dias de mandato. O presidente fala, o assessor desmente, o general se queixa e assim vai "la nave". O que eles ainda parecem não ter percebido é que declarações descoordenadas têm consequências. O "Estadão" de sábado (5/1) noticiou várias declarações do governo e suas consequências. A manchete principal e a do caderno de Economia informaram que "Fala de Bolsonaro sobre Previdência e impostos causa confusão no governo". Se fosse só confusão, seria só uma demonstração de descoordenação governamental. Acontece, porém, que a antecipação de intenções como a das idades mínimas de aposentadoria só servem para a criação de "barricadas" pelas corporações que seriam atingidas. A tão almejada reforma da Previdência fica mais difícil. Já a possibilidade aventada para os impostos gerou matéria do jornal (B4): "Mudança na tabela do IR poderá provocar perda de até R$ 45 bi" nas receitas previstas num orçamento que já prevê um déficit de aproximadamente R$ 140 bilhões. Ora, isso só causa perturbação nos agentes econômicos e paralisação dos negócios até que essa questão seja decidida. Mais: a página B8 do caderno de Economia & Negócios mostrou em manchete "Embraer cai 5% após declaração de Bolsonaro sobre fusão com Boeing". Noutra página (A8), a notícia é "Chanceler confirma intenção de sediar base" dos Estados Unidos no Brasil, o que gerou críticas entre militares, sustentáculos deste governo. É, parece que os governantes neófitos em Brasília já foram picados pela mosca azul do poder e da glória.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Disputa?

Declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre IOF e Previdência fora de sintonia com o que vem sendo anunciado pela equipe econômica, a quem ele havia prometido carta branca, deixam transparecer certo desconforto - ou disputa? - no núcleo governamental, menos de uma semana após a posse. Estará Bolsonaro a sofrer de uma espécie de nostalgia do tempo em que, parlamentar, opinava meio que inconsequentemente diante de perguntas formuladas nos corredores do Congresso por ávidos repórteres? Ou falta assessoria próxima que lhe recomende cautela em suas manifestações e o lembre de que o protocolo do novo cargo obriga a atitudes mais identificadas com o modelo de República vigente, onde o comandante supremo das Forças Armadas manda, mas não comanda?

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Enrolação

Durante a campanha, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, em alto e bom som, disseram que fariam a isenção de Imposto de Renda na fonte a partir de R$ 5 mil. A alíquota começaria em 10% e iria no máximo a 20%. A mídia registrou com todas as letras. Agora, dizem que não é bem assim. De vigarice o povo está de saco cheio. Bastam Lula, Dilma e Temer. Acorda, malandro. Chega de enrolação. O detalhe é que isso melhora no líquido em no máximo 7%. É só não assinar as vigarices de última hora deixadas por Temer.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Outro Brasil

Os dias 3 e 4 de janeiro foram um prato cheio para analistas e comentaristas políticos sem serviço e jornalistas alarmistas: IOF, Previdência, Embraer, etc. alvoroçaram a "Maria Rede" e o "João Mercado", como se houvesse motivos para tal. Ao contrário das muitas interpretações, as falas de Jair Bolsonaro apenas convidam a cidadania ao debate construtivo. Quem acha que ele e seus ministros, como Paulo Guedes, Sérgio Moro e Damares Alves, entre outros, preferem impor suas graves, mas importantes decisões para colocar o País nos trilhos, sem ouvir as vozes da sociedade, não entendeu que desde 1/1 o País é outro. Não há mais o governo ditatorial que impunha sua macabra ideologia sorrateiramente, gramscistamente, enganosamente e mensalonicamente, tratando o povo brasileiro como sapo escaldado. O novo governo não teme a discussão do mérito de suas propostas e age com transparência, convidando a sociedade civil organizada pela cidadania a participar, exercitando também a sua soberania. Não basta a imprensa e os críticos da política falarem contra, vaticinando o fracasso do novo governo... Isso não vai mais colar, porque perderam a credibilidade. Agora, começa no Brasil a verdadeira democracia, que quer ouvir opiniões pensadas, não apenas encaminhadas sem origem pela "Maria Rede", nem mais desenhadas nas corcovas gráficas do "João Mercado". Democracia é isso! A mudança é para melhor, e quem não afinar seus instrumentos pelo novo diapasão vai ficar de fora.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Sábio conselho

Gostaria que, de algum modo, chegasse ao presidente e a todos os seus ministros um sábio conselho: "Devagar também é pressa". Nada custa experimentar.

Eduardo Augusto Delgado Filho

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

Plano B

Não se iludam os brasileiros, pois certamente a CPMF estará de volta no governo Bolsonaro. Ora, o megaministro da Economia, Paulo Guedes, já deixou "escapar", durante a campanha eleitoral, essa possibilidade. Levou um "puxão de orelhas" e tentou desdizer o que havia dito. No seu discurso de posse, subliminarmente, deixou claro que há estudos nesse sentido, chamado de Plano B. Na verdade, deveria chamar "Plano Perverso", pelos males que acarreta. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Quanto pior...

A menos de uma semana do início do governo Bolsonaro e já tem gente apostando no seu fracasso. É lamentável que alguns setores da mídia brasileira e de setores radicais, sejam eles políticos ou sociais, ainda insistam nesta mentalidade do "quanto pior, melhor". Algumas informações desencontradas, comuns em início de governo, já são motivos para denegrir imagens, ridicularizar posturas e prognosticar o caos. Como podemos nos tornar uma potência mundial, um país civilizado, uma nação respeitada, se a falta de cultura, discernimento e, principalmente, patriotismo nos catapulta à vala comum da mediocridade? Aqueles que cultivam o bom senso e a esperança de um país melhor, sem corrupção e com mais justiça social, certamente continuam apostando no oásis após anos nos arrastando num deserto arenoso de desesperança. Não tema, Bolsonaro, o Brasil decente está contigo e feliz com este seu sonho, que é o sonho de todos nós.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Infecção generalizada

É sempre bom lembrarmos: 30 anos desta infecção criada, articulada, aparelhada, inchada e implantada pela centro-esquerda corrupta e mentirosa no Brasil já são muito difíceis de curar em quatro anos, quanto mais em quatro dias! Viva a Lava Jato! 

Rodrigo Echeverria

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

Desconhecimento

No artigo da revista "The Economist" "O que fazer com o novo presidente do Brasil" ("Estado", 4/1, B5), verifica-se falha de conhecimento do autor, quando afirma "em discurso de inauguração do congresso (...)" ou "por causa da corrupção, diz a ex-senadora Marta Suplicy, cujo mandato terminou em dezembro (...)". O atual Congresso tem mandato até 31 de janeiro e também o de Marta Suplicy.

Francisco Antonio Moschini

fa.moschinisalto@hotmail.com

Salto

Governo Bolsonaro

O governo do presidente Bolsonaro comete vários acertos e alguns possíveis equívocos. Menciono três: 1) idade mínima de aposentadoria pode ser de 57 e 62 anos ("Estadão", 4/1). Erro: deveria ser de 65 anos para homens e mulheres. 2) O pueril ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anda fazendo intrigantes declarações, preocupando diplomatas brasileiros e estrangeiros. E 3) a ministra dos Direitos Humanos, da Família e da Mulher, Damares Alves ("Estadão", 4/1, A15), está criando generalizada confusão com declarações do tipo "menino veste azul e menina veste rosa". Pergunta: Araújo e Damares teriam sido indicações equivocadas?

José Sebastião de Paiva

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

O discurso do chanceler

Adorei o editorial de ontem "Obscurantismo" (7/1, A3), pois também tive a pachorra de ouvir, por aqueles intermináveis 32 minutos, o discurso do novo chanceler, Ernesto Araújo. À medida que falava, me veio à mente Lima Barreto e seu "O homem que sabia Javanês". Pouco depois, lembrei-me do saudoso Stanislaw Ponte Preta e seu "Samba do crioulo doido". Não dá! No domingo, mesmo, no "Estado", Lourival Sant'Anna fez uma excelente análise desse discurso, embora tenha sido extremamente elegante e generoso com seu autor, pois em nenhum momento classificou como bobagens a enxurrada de bobagens ali contidas. Continuo torcendo para que o governo Bolsonaro dê certo e espero que sua política externa não venha a se tornar o seu calcanhar de Aquiles.

Marcos Candau

carvalhocandau@gmail.com

São Paulo

Ideologia

Como eu gostaria que o presidente Bolsonaro e sua equipe lessem os editoriais do "Estado", como, por exemplo, o editorial do dia 5/1 "Ideologia". E a partir deles refletissem muito.

Ricardo Fioravante Lorenzi

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

Da importância da Venezuela

Definitivamente, o Brasil no momento só tem um problema grave na sua política externa: a Venezuela. Por isso é de suma importância a viagem do novo chanceler embaixador Ernesto Araújo, um dia depois de tomar posse, a encontrar o secretário de Estado dos Estados Unidos, para o encontro do Grupo de Lima - 14 países do continente que procuram uma solução para a situação venezuelana. Essa situação tem data certa para ser ou não resolvida: 10 de janeiro, quando começa o novo mandato do atual presidente Nicolás Maduro. A situação venezuelana tem o nome do seu padrinho e sustentáculo cravado em letras douradas: a política externa do governo do PT. Hugo Chávez, o presidente que introduziu o bolivarianismo, um socialismo que ele intitulava "Socialismo do Século 21", apareceu já no governo FHC. Enquanto os europeus estranhavam as atitudes do exótico coronel, FHC tolerava e dizia que podia controlar eventuais excessos. Em 2002, com a entrada de Lula no governo brasileiro, iniciou-se um golpe de Estado que praticamente derrubou Chávez e seu socialismo. Mas, sob coordenação do então chanceler brasileiro Celso Amorim e sob os auspícios do assessor internacional do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, fizeram um grupo de amigos da Venezuela que abafou o golpe e manteve Chávez no poder. Sem essa intervenção brasileira, não teríamos nem Chávez, nem Maduro, nem caos e crise humanitária na Venezuela. Com a bonança dos preços de petróleo, o governo Chávez teve dinheiro para gastar à vontade e atendeu bem todos os interesses. Deu aos militares a área do narcotráfico, bem descritos em todas as séries sobre narcos no Netflix, compras de equipamentos militares do mundo inteiro e mais o controle da base da economia venezuelana: petróleo e sua empresa PDVSA. Assim, criou-se um modelo político-militar que empurrou o país para a ditadura e o caos social, usando instrumentos aparentes de democracia, como eleições manipuladas, e opositores presos para se manter no poder. O Brasil, com suas empreiteiras corruptas, aliou-se a esse modelo e deu apoio político à sua expansão, através da Aliança Bolivariana na América Latina. Sobrepôs-se aos Estados Unidos e à Europa leniente e garantiu Chávez e, depois, Maduro no poder. Assim, a Venezuela hoje deve ao Brasil incobráveis US$ 55 bilhões. A população brasileira só se deu conta do problema com a chegada de refugiados venezuelanos a Roraima. Mas esse é o menor dos problemas. Pior é a aliança da Venezuela com a Rússia e a China, que confronta diretamente a esfera de influência norte-americana no continente. E, sem dúvida, a Declaração de Lima, que condena o regime de Maduro e prevê sanções, menciona pela primeira vez com clareza as pretensões venezuelanas sobre o território da Guiana. E nada melhor para um regime podre e falido do que reunir seu povo ao provocar um conflito armado. Maduro e seus militares precisam de algo mais para se manter no poder, e um conflito com a Guiana, rica em recursos naturais, pode oferecer essa oportunidade. O problema é que isso acontece na nossa fronteira. E o conflito militar não seria um conflito regional, mas, de um lado, Venezuela, China e Rússia e, de outro lado, Brasil e Estados Unidos. Uma loucura que está sendo evitada pela diplomacia brasileira, mas que está longe de ser irreal. Uma herança da política externa dos governos petistas das mais malditas.

Stefan Salej

sbsalej@gmail.com

São Paulo

Decisão do Grupo de Lima

Como têm incomodado a mídia as decisões do governo Bolsonaro. Alguns jornalistas se acham no direito de dar conselhos ao presidente, como se fossem isentos e também tivessem combatido o apoio dos governos petistas aos países onde a ditadura prevalece e tem avançado cada vez mais. A decisão do Grupo de Lima de não reconhecer um novo mandato para Nicolás Maduro na Venezuela parece uma afronta. Tal decisão tem o apoio de 13 países. O PT já deve ter chamado de "golpe de Estado" tal decisão. O fato de a Diplomacia ter saído das mãos esquerdistas é um alívio para o Brasil, que nos últimos tempos viu como o apoio aos países comunistas levou o Brasil a perder dinheiro - dinheiro este tirado dos brasileiros. Urge que Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, faça um pente fino em sua pasta, pois certamente encontrará muita sujeira debaixo do tapete. Alguém esperaria outra reação de um governo que sempre demonizou os EUA, mas, na primeira oportunidade, adora viajar a Miami e Nova York? A equação é simples: "Incomodou as esquerdas? Então é bom para o Brasil. Ponto final".

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Obra no gabinete

Segundo Rafael Marques Moura (4/1), "STF gasta R$ 443,9 mil em obra de gabinete (do presidente Dias Toffoli), que vai ganhar até chuveiro". Entre as reformas, por questão de higiene e saúde, a troca do insalubre (?) carpete por piso frio. Ora, ora! Insalubres têm sido as decisões monocráticas de alguns ideológicos ministros, em favor de amigos larápios que saquearam o Tesouro Nacional, com reflexos na saúde do humilde povo brasileiro, que sucumbe às portas e corredores dos hospitais públicos, por falta de um digno atendimento. Mais eficaz seria incluir neste pacote de trocas um novo colegiado, quente, comprometido com a verdadeira Justiça e com a saúde e higiene da Constituição, cujo cumprimento lhes cabe fiscalizar, por ofício, sem estrelismos e vaidades.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

'As ondas grandes e a oposição'

O sociólogo da PUC-Rio Luiz Werneck Vianna, num rico passeio por teorias acadêmicas e estudos de notáveis, desenvolveu seu ponto de vista da atual realidade brasileira, seus tradicionais vilões e a facilidade que o atual governo federal terá para implantar o plano de governo ("Estado", 6/1, A2). Contudo, o texto ignora que há décadas cada uma das forças que governaram produziram um sistema tributário complexo, injusto e que tem seu resultado final demonstrado por meio das estatísticas de distribuição de renda apresentadas pelo IBGE, que demonstram claramente a transferência de renda de quem produz para quem participa do governo, políticos e funcionários públicos dos Três Poderes. A pressão destes grupos na defesa dos seus interesses já está comprometendo a capacidade de reduzirmos o déficit público e assim orientarmos os impostos para ações efetivas que impactem de forma positiva na educação, saúde e segurança públicas. Conclusão: é uma pena termos representantes da elite acadêmica ainda difundindo a pergunta errada e, por consequência, dispersando energia vital para construirmos um Brasil mais justo através do trabalho produtivo.

Luiz Gustavo de Mattos Abreu

lgabreu64@gmail.com

São Paulo

Curto e grosso

Os instrumentos de trabalho do sociólogo Luiz Werneck Vianna são o seu pensamento. Mas parece que ele pretende mudar para a foice e o martelo ou para a pá e a enxada. Reforma agrária no século 21? Faça-me o favor!

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

'Novo ano, novos desafios'

No artigo "Novo ano, novos desafios", no "Estadão" de domingo (6/1, A2), Fernando Henrique Cardoso critica os rumos adotados por alguns membros do novo governo. Ele, como cidadão, tem o direito de fazer a crítica, mas tem de se lembrar de que ele, como presidente, não conseguiu eleger seu sucessor por ter feito um segundo mandato ruim e deixou também de fazer as reformas necessárias para a sustentabilidade do País (não esquecendo a compra de votos para a reeleição...). Portanto, agora, não deveria ficar fazendo críticas, ainda mais tendo apoiado o petista Fernando Haddad, um corrupto e marionete do presidiário de Curitiba, no segundo turno da eleição de 2018. Está na hora de FHC se calar e ir cuidar dos netos. Nota: além de tudo, FHC, como um dos principais nomes do PSDB, permitiu que o partido chegasse à situação em que se encontra. Isso mostra que ele não é um bom líder nem um bom político.

Luiz Roberto Messias

messias@uol.com.br

São Paulo

A contribuição do PSDB

Fernando Henrique afirma que os eleitores votaram em Bolsonaro como um sinal de repúdio ao PT e à podridão política. Diz que o eleitorado não emitiu nenhum sinal de que desejasse um governo de direita. Também criticou o alinhamento do novo governo com os Estados Unidos, aconselhando a cuidar de manter nossa influência na América do Sul. Primeiro, o eleitorado de Bolsonaro saiu às ruas com as cores verde e amarelo, sem nenhuma liderança político-partidária. O povo estava saturado com as mazelas, onde imperava um total desgoverno e um assalto aos cofres públicos por políticos jamais visto no planeta. Tudo ocorria à luz do dia, sem que nenhum dos 35 partidos manifestasse sequer um leve resmungo, inclusive o PSDB, que se fingia de oposição, tendo o próprio FHC como seu mais influente personagem. Qualquer um que tivesse apenas dois neurônios podia ver claramente que o País estava sendo saqueado com o aval de um governo notoriamente de esquerda e que havia aparelhado até a Suprema Corte para blindar toda a sua quadrilha. Os eleitores de Bolsonaro, eu incluso, queremos muito que o Brasil seja um país conservador de direita com mente desenvolvimentista, onde seus jovens tenham abundância de empregos e o povo viva feliz com moradia, saúde e segurança. Quanto à recomendação de FHC para que o Brasil cuide apenas de sua "influência" na América do Sul e evite se alinhar com EUA, pergunto: que influência é esta que tolerou por décadas um Mercosul sempre se adaptando às vantagens argentinas? Que tipo de influência há quando nosso BNDES é usado para financiar com fortes subsídios pagos pelo nosso governo em obras de países vizinhos? Onde está uma resposta convincente para o socorro financeiro dado a Cuba, disfarçado de compra de serviços médicos? Todas essas mazelas foram protagonizadas por um governo formado por uma parceria PT/PMDB e tendo a conivência do PSDB, que se fingia de oposição. Aliás, o próprio senhor Fernando Henrique reconhece que, embora substituído o termo conivência por "omissão", seu partido contribuiu para a guinada à direita.

Wilson Sanches Gomes

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

Retrato correto

Simplesmente notáveis os comentários de FHC ("Estadão", 6/1, A2) em seu artigo "Novo ano, novos desafios". Sua interpretação e leitura do ocorrido com as eleições presidenciais de 2018 retratam corretamente o perfil de quem elegeu novo presidente. Destaco este trecho: "Será este o sinal enviado pelo eleitorado, que em sua maioria votou por repúdio ao PT, à falta de segurança pública e à podridão política, sem, entretanto, algum conteúdo ideológico definido? Se o novo governo deslizar para a direita, será menos porque o eleitorado assim decidiu e mais porque os vencedores assim pensam". Notável percepção.

Claudio Baptista

clabap45@gmail.com

São Paulo

Boa vontade

Caro ex-presidente FHC, fui seu eleitor e admirador e ainda o vejo como o melhor presidente que o Brasil já teve. Porém sua leniência e a de seu partido na oposição ao PT, em geral, e para com Lula, em particular, contribuíram muito para as atrocidades cometidas por eles contra nosso país. A democracia tem por base, como o senhor bem sabe, a alternância de poder, e nosso atual presidente representa exatamente isso. Assim, peço-lhe que tenha um pouco mais de boa vontade com nosso novo presidente e o apoie em seu início de trabalho. Não aja como o personagem de nosso célebre poeta Manuel Bandeira em "Poema de Beco".

Cezar João Augusto

cezarja3008@gmail.com

São Paulo

'O legado ambiental do governo Temer'

João Lara Mesquita (5/1, A2) parte da tese de que alguns presidentes, como FHC, terminam seu mandato com reconhecimento popular e glória, e outros, como Michel Temer, demandam mais tempo para que se lhe seja feita justiça. Ora, o legado ambiental de Temer, que é o assunto deste artigo, já era do conhecimento deste jornalista, que a si próprio denomina um escriba e um ambientalista envolvido com o núcleo duro na defesa da causa ambiental. Então, à época de tantas ações e canetadas de Temer em favor da preservação da natureza, e dos mares em específico (período no qual a esquerda nacional e internacional só o chamava de golpista!), onde estava este jornalista e seu grupo que não deu espaço e fez ecoar essa obra magnífica de Michel Temer? Para um bom jornalista, como para um historiador, o conhecimento e o instinto já podem nortear um julgamento sem tanto distanciamento histórico. Pode, sim, tomar partido, ajudar a elucidar os fatos, não assistir apenas como espectador passivo à desconstrução política de um homem, independentemente ou não se deve prestação de contas à Justiça. Essa diferença de atitude é muito bem feita pela esquerda, que, apesar da prisão de Lula, não deixa de trombetear suas ações positivas, que, sim, existiram. O legado de Temer podemos sentir não só na área do meio ambiente, mas também na já sensível recuperação econômica, na menor insegurança da população quanto ao futuro, o que resultou na escolha de Bolsonaro nas urnas, uma evidente guinada de percurso à direita, escolhida pelo voto popular. Agora, entretanto, já sinto na mídia uma má vontade evidente com relação ao novo presidente, que nem bem começou a governar e já o chamam de confuso e trapalhão. Entendam bem! Bolsonaro não precisa entender tecnicamente de Previdência, basta que tenha escolhido gente competente para tratar do assunto. Alguém é capaz de afirmar que Lula, ao começar seu primeiro (e também segundo) mandato, tinha competência para governar? No entanto, nunca li um editorial desfazendo dele, mas, pelo contrário, enaltecendo o metalúrgico que, com seu carisma (e lábia), havia galgado o poder! Portanto, senhores jornalistas, mais isenção, sensibilidade e justiça em seus comentários. Até por isonomia, Bolsonaro merece ser tratado com igual deferência como a que Lula era incensado por todos.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Trump paralisa EUA

É inaceitável a conduta do presidente dos EUA, Donald Trump, que paralisou o país, com vários serviços públicos suspensos, parques nacionais fechados e mais de 800 mil funcionários públicos sem receber seus salários. O inescrupuloso e mau caráter Trump chantageia os democratas para obter o dinheiro da construção do ignóbil muro na fronteira com o México, prejudicando milhões de pessoas e seu próprio país. Trump já deveria ter sido afastado da presidência pelo Congresso ou pela Suprema Corte há muito tempo. Infelizmente, temos hoje no Brasil um presidente que tem justamente Trump como ídolo e modelo. Pobres e decadentes EUA e Brasil.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Liberdade de imprensa

Causa estranheza a 102.ª posição atribuída ao Brasil em ranking de liberdade de imprensa composto por 180 países, segundo relatório da ONG Repórteres Sem Fronteiras. Apesar das forças em contrário - nunca esqueçamos o projeto, felizmente frustrado, do PT, de tentar controlar a imprensa durante os 13 anos em que esteve no poder -, a percepção, para quem acompanha os grandes e sérios veículos de imprensa brasileiros, é de que não há qualquer cerceamento à livre veiculação de informações ou formação de opinião, salvo raríssimas exceções, como foi o célebre caso da Operação Boi Barrica. A liberdade de imprensa no Brasil é fruto da democracia plena em que vivemos, e esta liberdade, por sua vez, fortalece a própria democracia. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Equívoco

O jornalismo no Brasil tem muito ainda que evoluir. À exceção de jornais como "O Estado", tenho visto jornais, também de grande circulação, com tendências a dificultar a administração do País, pautando-se de forma pessoal em detrimento do Brasil. Sugiro a esses jornais que, ao invés de usar adjetivações como "o presidente mentiu", no caso do suposto aumento do IOF, utilizem, se possível, o presidente "se enganou", por exemplo. Mentir é algo de conotação extremamente pejorativa e, com certeza, não foi essa a intenção do presidente.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

'Estadão', 144 anos

No dia 4 de janeiro de 2019 "O Estado de S. Paulo" completou 144 anos de história, e o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif) parabeniza o veículo pela excelente qualidade de seu jornalismo. A toda a equipe do jornal, nosso reconhecimento pela trajetória marcada pela seriedade e competência na missão de informar bem e com isenção a história que o Brasil constrói a cada dia. Vida longa ao "Estadão"!

Custódio Pereira, presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif) ana_paula@tramaweb.com.br

São Paulo

Em 4 de janeiro de 2019 o ínclito jornal "O Estado de S. Paulo", que carinhosamente chamamos  de "Estadão", comemorou seu aniversário de  144 anos de fundação, e quero com muito orgulho cumprimentar o seu fundador, Júlio Mesquita. Este honroso órgão da imprensa nacional, pela sua atuação empresarial independente, sempre se destacou dos seus congêneres por assumir inabalável atitude de sempre noticiar a verdade dos acontecimentos fáticos, notadamente os políticos, com total nobreza de caráter e altivez. Que Deus o conserve sempre assim!

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis 

São 144 anos alimentando corações e mentes, servindo sempre o melhor prato. Pioneiro no assunto informação/entretenimento. For fan, puro deleite é o que sente seus fans, digo, leitores. Muito além do que rasgar a seda, porém rasgando: happy birthday ao jornal mais democrático da praça! Praça pública para elogiar o JN? Não, praça pública para o "Estadão", é diferente, não é? Mais de um século desafiando o cidadão, provocando, convocando para o desafio da leitura contumaz. Desligue a TV e vá ler um jornal, essa é a dica que o jornal nos traz todos os dias. O Brasil tem um jornal de credibilidade, que bom, já que a informação é ouro.

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

Cumprimento o jornal "O Estado de S. Paulo" pelos seus 144 anos de existência. O "Estadão" sempre teve posicionamentos firmes e corretos. Sabe defender suas bandeiras, sem denegrir a imagem de pessoas e instituições ou apelar para manchetes tendenciosas. "O Estado de S. Paulo" é um orgulho da imprensa nacional. 

Frederico d'Avila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Aumento do IPTU

Inicialmente, gostaria de cumprimentar o jornal "O Estado de S. Paulo" pelo seu aniversário - espero que, mesmo com o advento da internet, das redes sociais e outras modernidades, ainda sobre lugar para a leitura de jornais impressos. Sobre o aumento do IPTU (mais uma razão para que eu nunca vote em João Doria, porque um homem sem palavra não vale nada), penso que este imposto deveria ser extinto. Hoje aqui, no meu bairro, tenho segurança paga por mim (R$ 5 mil/mês), câmeras de segurança (manutenção por R$ 2 mil), cerca elétrica, quem varre a calçada e a rua é o meu funcionário, que também leva o lixo para ser jogado numa caçamba que fica a dois quarteirões, longe da minha casa, a manutenção das árvores da minha calçada é feita por mim, que pago o jardineiro para retirar as pragas e matar os cupins. Além de a Prefeitura não me prestar nenhum serviço, ainda minha rua é um estacionamento de carros que param dos dois lados da rua das 8 horas da manhã até as 17 horas, e em razão do MIS e suas atrações ônibus também estacionam na minha rua, trazendo crianças e jovens para visitar o que deveria ser um museu, mas se transformou em casa de shows com restaurante. Gostaria de encontrar entre os jornalistas e repórteres do "Estadão" alguém que denunciasse esse absurdo.

Maria Gilka Bastos da Cunha

mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

AIB, Kassab e Doria 

A Polícia Federal (PF) vê indícios de lavagem em R$ 23 milhões da JBS para Kassab (5/1, A6). Falta à PF incluir os mais de R$ 10 milhões doados em 2008 pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB) majoritariamente ao então candidato Gilberto Kassab e a alguns candidatos a vereador da cidade. A AIB é uma "associação" que não possui funcionários, não tem folha de pagamento e suas receitas são provenientes de doações voluntárias das empresas do setor imobiliário empreendedor. No início de 2009, o prefeito eleito Gilberto Kassab retribuiu essas vultosas doações de campanha lançando o infame Projeto Nova Luz, de forma a presentear ao setor imobiliário 45 quadras dos munícipes de vibrante região central, mas não conseguiu concretizá-lo durante o seu mandato em face do levante dos moradores, trabalhadores e empreendedores da região em legítima defesa de seus direitos. Em 2017, o fugaz ex-prefeito João Doria reincluiu o tal projeto Nova Luz em seu Projeto de Intervenção Urbana (PIU) da Área Central, cujo desenvolvimento continua na administração atual; tal inclusão foi feita por Doria a fim de assim honrar a retribuição pendente à AIB de seu atual e licenciado chefe da Casa Civil, Gilberto Kassab? O atual prefeito Bruno Covas pode se demarcar de tais atos espúrios simplesmente cancelando-os em sua administração. Em especial, a PF pode averiguar a AIB, e aqueles que a acobertam, e trazer à luz as incríveis doações de R$ 10 milhões a terem sua origem esclarecida, e a serem finalmente julgadas no âmbito da Operação Lava Jato.

Suely Mandelbaum, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Paralisia no PSDB

Com sabedoria e de forma oportuna, João Doria age para tirar o partido do fundo do poço.

José Wilson Gambier Costa

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

'Cores e educação'

Leio o "Estadão" desde a minha mais tenra idade - nessa época apenas aos domingos e, depois, quando tive condições financeiras, passei a assiná-lo. Ao ler o artigo da jornalista Renata Cafardo ("Cores e educação", 6/1, A18), fiquei bastante despontada, pois reproduz o "massacre" à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, pela forma infeliz, talvez, de se expressar. Quem entende a linguagem figurada sabe perfeitamente o que ela quis dizer. Seria mais educado ou elegante ela se referir à anatomia genital do ser humano como borboletinha ou pirulitinho? E como assim dizer que a ministra usa estereótipos que enfraquecem o papel da mulher e prejudicam a educação? No afã de atacar a ministra, esta senhora passou a criticar a família na escolha de brinquedos, citando "especialistas". Oras, o que os "especialistas" dizem sobre o Outubro Rosa como símbolo do combate ao câncer de mama e o Novembro Azul para alertar sobre o câncer de próstata, hein?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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