Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Cargos de confiança

O padre António Vieira (1608-1697), num dos seus sermões na época em que retornou ao Brasil, ameaçado pela Inquisição em Portugal, mencionava: “Aqui se rouba em todos os modos e tempos”. Vivesse no Brasil contemporâneo, corajoso como era, repetiria o sermão no século 21. Assistimos ao loteamento político das organizações do Estado, da administração direta e indireta, pelas indicações políticas nos três níveis de governo, tornando-as ineficazes, ineficientes e corruptas. A precariedade dos serviços públicos de educação, saúde, segurança, saneamento, transportes, energia, comunicações, etc., confirma a necessidade de proibir tais indicações e punir os infratores. Os problemas de recrutamento, promoção, demissão, etc., são de responsabilidade das próprias organizações do Estado. As indicações, como benefício, para os Legislativos e Executivos federal, estaduais e municipais causam desperdício superior a 20% dos recursos arrecadados e um prejuízo muito maior à população, pela precariedade dos serviços públicos. Espero que, como publicado no Estadão de 7/1, a Controladoria-Geral da União (CGU) proponha, de fato, exigências mínimas para os ocupantes de cargos de confiança. O exemplo dos países desenvolvidos pode servir de norte.

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

Futuro próspero e igualitário

Escrevendo na mesma linguagem do novo comandante-chefe, constata-se que uma guerra já começou. No palco de operações, a batalha inicial pretende reformar a Previdência. Um recuo já se fez necessário, diante do fogo amigo disparado por conflito de ordens. Difícil identificar a procedência: se do flanco aliado, acionado por egos e interesses pessoais de subalternos, ou de inimigos corporativos infiltrados. À frente, os outros alvos encontram-se minados. Bombas de efeito retardado (futuras e iminentes aposentadorias do poder público); obstáculos quase intransponíveis (reforma tributária geral); mísseis em silos localizados nos luxuosos e inacessíveis gabinetes nos Executivos, no Congresso, nas Assembleias Legislativas, nas Câmaras Municipais, nos tribunais, procuradorias, promotorias e defensorias, prontos para disparar assim que o corporativismo dominante for atacado em seus privilégios. Mais adiante, potentes canhões já estão entrincheirados e municiados, prontos para defenderem eventuais ataques às injustas isenções tributárias. Na iminência desses eventos, mostra-se necessário que o comandante-chefe saia da retórica e nos mostre claramente a sua estratégia para vencer essa guerra e alcançar o objetivo final: um próspero e igualitário futuro. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Reforma da Previdência já

Sem dúvida, o ótimo é muitas vezes inimigo do bom, mas vale lembrar ao presidente Jair Bolsonaro que quem não tenta o ótimo na maioria das vezes está destinado a conseguir apenas um medíocre regular. O presidente deve aproveitar o seu grande cacife eleitoral nesta primeira arrancada, apresentando uma reforma previdenciária ótima e necessária para acelerar o desenvolvimento sustentável do País, com a criação de empregos e oportunidades para todos. Um período de transição adequado para não ferir direitos adquiridos evitará injustiças. E assim o presidente terá o apoio maciço da grande maioria dos brasileiros, que o elegeram.

EDUARDO ANTUNES

eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

Brasil mais produtivo

Ampliar o número de empresas a serem atendidas pelo programa Brasil Mais Produtivo (8/1, B4) é fundamental, dando consultoria aos pequenos e médios negócios com até 200 empregados. Parabéns à equipe do ministro Paulo Guedes pela iniciativa. Todos sabemos que as pequenas e médias empresas são as que mais empregam neste país, por isso é preciso incentivá-las sempre para que cresçam e ofereçam cada vez mais postos de trabalho. Num país com tanto desemprego é preciso que a nova equipe econômica tenha um olhar diferenciado para elas, proporcionando-lhes, além do suporte de consultoria, melhoria no sistema de financiamento para que possam produzir mais e fazer a diferença na economia nacional. Da mesma forma tenho de aplaudir o fato de a nova equipe de governo buscar parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e com o BNDES para garantir a expansão das empresas. Como cidadão brasileiro, vejo com bons olhos essas iniciativas. Mas cada um terá de fazer a sua parte, de nada adianta ficar só reclamando e criticando. Temos de acreditar que o Brasil tem jeito, é só arregaçar as mangas e trabalhar. Chega de apenas dar o peixe, é preciso saber pescar. A Nação está cansada de esmolas, é preciso dar dignidade ao nosso povo, com educação, moradia, segurança e trabalho. Numa democracia há que entender que cada cidadão tem a liberdade de viver e transitar. Portanto, dependerá do esforço de cada um termos um grande país no futuro. 

ELISIÁRIO DOS SANTOS FILHO

elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Depoimentos de Palocci

Já que perguntar não ofende, os dignos promotores deveriam perguntar ao sr. Antônio Palocci quem no governo do PT autorizou a compra de 50% do Banco Pan pela Caixa Econômica e se alguém (quem?) recebeu propina, já que esse banco estava literalmente quebrado, como se comprovou mais tarde. É difícil entender por que, mesmo com a homologação de sua delação, nada a esse respeito até hoje foi apurado. O mesmo se diga dos verdadeiros donos dos R$ 52 milhões escondidos por Geddel.

DALTON A. SCHULTZ GABARDO

dalton@gabardos.com.br

Curitiba

Processo do sítio

De acordo com Lula, as benfeitorias no sítio em Atibaia, incluída a antena para celular, presente da OI, foram feitas exclusivamente para agradar a Fernando Bittar, e não a ele. Afinal, Bittar tinha grande influência no governo... Acreditem se puderem. 

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

TJSP

Esclarecimento

Em relação ao oportuno e esclarecedor artigo Um cemitério de processos, do desembargador Aloísio de Toledo César (2/1, A2), o Tribunal de Justiça (TJSP) informa que o Estado de São Paulo tem 85 milhões de processos findos e arquivados, e não 8,5 milhões, como publicado. Daí o esforço concentrado do presidente Manoel Calças na busca de soluções legais e menos onerosas para o erário.

ROSANGELA SANCHES, diretoria de Comunicação Social do TJSP

rosangelasanches@tjsp.jus.br

São Paulo

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TERROR NO CEARÁ

Dizem as más línguas que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), estaria por trás das desordens naquele Estado. Segundo consta, para evitar que as reformas do governo Bolsonaro possam ser colocadas em votação no Congresso Nacional, pretende que seja decretada a intervenção federal no Estado. É sabido que a Constituição federal proíbe qualquer Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nestes casos, mas não deixa de ser muito preocupante. Quem viver verá!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BALÃO DE ENSAIO

Gostaria muito de achar coincidência o governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, precisar do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na crise criminal que assola o Estado. Logo agora que, segundo informam, deu férias a 40% do efetivo policial do Estado. Não pode ser um balão de ensaio para verificar a competência do novo governo nesta área, tentando desmoralizá-lo? Prefiro que seja coincidência. 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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HIPOCRISIA POLÍTICA

Como todos os brasileiros sérios, honestos, trabalhadores e cultores do Estado Democrático de Direito, que aceita, respeita e entende as divergências individuais de cada cidadão, como são os mais de 57 milhões de eleitores do governo Bolsonaro, seria inadmissível aceitar o conluio do governo do PT com os terroristas que praticam as barbaridades levadas a efeito no Estado do Ceará. Se for verdade que o governador do Ceará deus férias coletivas a 40% do efetivo a Polícia Militar do Estado, o mínimo que se espera dos deputados estaduais é que proponham o impeachment do governador, e ao procurador-geral do Estado, sob pena de responsabilidade e prevaricação, a abertura de inquérito policial por crime de lesa pátria contra o hipócrita governador petista. Só a certeza da penalidade é que o criminoso se inibe, segundo Montesquieu. 

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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DESCONFIANÇA

Para mim soa muito estranha esta situação de terror que ocorre no Estado do Ceará. Governador do PT, que não foi à posse do novo presidente e que dispensou 40% do efetivo policial logo no início de seu mandato, daí ocorrendo os fatos que sabemos, e logo em seguida vem pedir auxílio a Sérgio Moro, pessoa que detesta, não faz parecer que tudo o que está acontecendo por lá são fatos para provocar uma guerra civil e desestabilizar o novo governo? Onde tem PT tem sujeira, e da grossa. Acho que Moro se precipitou.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PODER

O PT não aceita sua perda, vive inventando situações inverídicas na tentativa de tumultuar o governo Bolsonaro. O último exemplo foi a postura do governador do Ceará criando aqueles incidentes em Fortaleza que, por incrível que possa parecer, podem ter tido a sua conivência. O PT é capaz de tudo para voltar ao poder!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo 

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MOVIMENTAÇÃO NO CE

Isso cheira sujeira de grupos políticos para sugerir intervenção e trancar a pauta de mudanças na Constituição.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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PRIMEIROS CEM DIAS

Não é por acaso que existe a tradicional avaliação dos primeiros cem dias de um governo iniciante. É neste período que o governo dará o tom de como será sua futura administração. Até lá, erros de comunicação, como os que aconteceram na semana passada, são mais que esperados, fazem parte da curva de aprendizado. O presidente Jair Bolsonaro acertou ao determinar formalmente, em "Diário Oficial", a seus ministros e toda a equipe para que unifiquem o discurso e adotem uma comunicação clara e harmônica dos atos do governo. Errou, entretanto, ao não fazer a devida e necessária autocrítica em relação às suas próprias declarações que ocasionaram toda a celeuma. Até agora, está perdoável. Esperemos que não se repita. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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INEXPERIÊNCIA?

Ficaram evidentes na transição de governo do presidente Jair Bolsonaro a inexperiência, a falta de sintonia e a intemperança verbal da sua equipe. Já se distanciando das promessas de campanha e com a realidade enfrentada no novo governo, o superministro Paulo Guedes, demonstrando desconhecimento da administração pública, falou do interesse em alterar o Orçamento já aprovado no mês de dezembro. Tudo leva a crer que nos próximos cem dias de governo ficará provado o que prevalecerá, se a palavra do chefe ou a de seus subalternos. A meu ver, já está na hora de encerrar os discursos de campanha, descerem do palanque e porem em prática a política de que o Brasil realmente necessita.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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PAÍS TRAVADO

Prevejo cabelos brancos em Bolsonaro. De perto, o emaranhado Brasil parece muito maior do que suas louváveis boas intenções.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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'BOAS INTENÇÕES, IDEIAS ESCASSAS'

O editorial do "Estadão" de 8/1 "Boas Intenções, ideias escassas" (página A3) só faltou dizer que de boas intenções o inferno está cheio, ao criticar a ausência de bom senso e clareza na análise de Paulo Guedes sobre a atuação dos três bancos estatais e seu "dirigismo", sem separar ações legítimas de desvios predatórios. Um governo iniciante e sem experiência precisa expressar ideias robustas em relação ao que fará, para o bem da Nação, aqui e agora. Liberalismo e pragmatismo de mãos dadas. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O UMBIGO PRÓPRIO

Já na casa dos 71 ano de idade, não conheci nenhum candidato e nenhum governante, de todas as instâncias, que não fosse cheio de boas intenções e ideias escassas. Prometer, prometer e prometer já faz parte de nossa cultura. Mente-se descaradamente, prometem-nos o mundo e o fundo, mas na realidade só nos dão migalhas, pois o bem viver e a fartura só existem para eles: planos de saúde de Primeiro Mundo, escolas particulares caríssimas para seus filhos, segurança e carros blindados são o que não lhes pode faltar. Agora, criatividade e ideias brilhantes para o País, são incapazes de criar, uma vez que só fazem olhar para seus próprios umbigos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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FILHO DE EMPOSSADO

Eleito vice-presidente do Brasil, filho de Mourão vira assessor do presidente do Banco do Brasil e triplica salário. Apesar de Rossell Mourão ser funcionário de carreira do banco há 18 anos, não foi seguida a orientação de prestigiar funcionários, que costuma ser de forma progressiva. Será que teremos continuidade das medidas praticadas na era petista de prestigiar parentes e amigos?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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RECUOS DE BOLSONARO

Diferentemente do que diz a colunista Eliane Cantanhêde (8/1, A6), que vê defeito em tudo (saudades do PT?), penso que os recuos do presidente Bolsonaro revelam pressa, vontade de acertar e, sobretudo, autenticidade. Coisa rara nos governantes e políticos brasileiros. Não é por outra razão que estão otimistas 8 em cada 10 brasileiros. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Como cidadão brasileiro, estou muito confiante no presidente Bolsonaro e em sua equipe administrativa. Após o choque de suas afirmações com a sua equipe sobre questões econômicas, ele voltou atrás com uma humildade jamais vista por algum presidente do País. Ele mostrou que é humilde, singelo, simples, acatador e respeitoso. "Todas as casas sertanejas são humildes" (Gustavo Barroso, "Terra de Sol"). Vá em frente, presidente Bolsonaro, estamos todos no mesmo barco.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PULGÕES

Neste período de férias, dediquei um tempo para olhar a casa. Arrumei a coifa, lâmpadas, pintura de paredes e cuidei da minha árvore da Felicidade. A árvore estava pegajosa, tinha uma seiva nas folhas e sua aparência estava estranha. Conversei com várias pessoas que me deram o mesmo conselho: pesquise na internet... E lá fui eu. Para fazer uma longa pesquisa curta, descobri que a planta estava com pulgões e que esses animais são oportunistas, sugam a seiva da árvore nas ramas mais novas e, por isso, impedem o crescimento. Não bastasse isso, os pulgões são quase invisíveis a olho nu, parecem transparentes, mas estão lá, sugando toda a seiva da árvore e impedindo-a de crescer e se tornar exuberante. O remédio foi simples, borrifar um caldo composto por água, cebola, detergente e vinagre. Já na primeira borrifada pode-se notar o efeito. Os pulgões apareceram. Sim, eram branquinhos e visíveis, mas após a borrifada estavam inertes. Após uma semana, a árvore começou a brotar novamente e, agora, sua folhagem é brilhante e começa a mostrar sua exuberância. Os jornais estampam notícias sobre o movimento que o novo governo está fazendo e nota-se similaridade com a doença e o tratamento da planta. Estão sendo trazidos à tona e tirados de suas posições aqueles que nunca aparecem, mas sugaram a seiva desta nação, impedindo-a de florescer e mostrar sua exuberância. Contratos milionários de automóveis no Ibama, Programa Mais Médicos x Cuba, TV Brasil, diretoria da Petrobrás, Funai, BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil... Espero que o novo governo seja como o caldo borrifado na planta: simples, rápido e eficaz para tornar visíveis e remover os pulgões que sugam a seiva de nossa nação.

Luis Sousa luis.sousa@datadepositbox.com.br

São Paulo 

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JUSTIÇA E RESPONSABILIDADE

As acusações levianas feitas ao Ibama via Twitter pelo ministro do Meio Ambiente e reiteradas pelo governo sem maiores cuidados com a verificação dos fatos revelam o quanto pode ser irresponsável e midiático um governo eleito à custa de fake news e sem compromisso com a verdade. 

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

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PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Certamente, é indispensável proteger o meio ambiente para que o futuro de nosso mundo seja melhor e nos permita uma boa qualidade de vida. No entanto, não é aceitável que as autoridades responsáveis pelo licenciamento ambiental demorem tempos imensos, muitas vezes vários anos, para definir a questão autorizando ou não esse licenciamento. Num país com nosso nível de corrupção, tem-se a impressão de que não estão acertando o preço dessa liberação. Todo o apoio ao meio ambiente, mas temos de eliminar esta burocracia que nos estrangula e inviabiliza nosso progresso.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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UMA SEMANA DE GOVERNO

O Brasil antes e depois das eleições, a quebra de um ciclo pernicioso, a ascensão de um novo governo e um novo olhar viraram escárnio dos perdedores tanto no meio político como em boa parte da mídia, aqui e lá fora. Tudo o que o novo governo fala, faz ou vai fazer é alvo de ironia. Insistem nos mesmos assuntos diariamente, como se isso fosse convencer pessoas sensatas a mudar de opinião. Uma hora o assunto é assessor, outra são cores e gêneros, índios, armas, fascismo, como se os governos do PT não apoiassem os regimes de Venezuela, Cuba, Nicarágua e outros governos ditatoriais da África, provocasse tudo isso que está aí e resultou na reação da sociedade brasileira. Um disse-me disse sem fim com uma semana de governo. Não vai ser fácil consertar uma engrenagem de 16 anos de esbórnia em quatro anos, mas os depreciadores da ordem e do progresso não se conformam.

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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APOIO AO PRESIDENTE

Eleito democraticamente, Jair Bolsonaro, que jurou por diversas vezes respeitar a Constituição e coleciona vários exemplares da Carta oferecidos por diversas autoridades como um "presente-advertência", vem sofrendo um descrédito sistemático, tanto da oposição - como já era de esperar - quanto também de setores da imprensa e até de uma renomada emissora de TV que usa um apresentador dominical para mandar recados subliminares mal educados ao presidente eleito. Todavia, pouca gente dá atenção ao fato de o PT recentemente ter saído em defesa do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por exemplo. Em nota oficial do partido, a trinca formada por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Paulo Pimenta criticou o alinhamento do governo brasileiro ao do Grupo de Lima, que decidiu não reconhecer a legalidade do segundo mandato de Maduro, cuja vitória nas eleições é questionada pela oposição como sendo fruto de fraude, e ainda acusam a política externa brasileira de incitar um golpe de Estado na Venezuela. É de perguntar: o que aconteceria se o candidato de Lula tivesse vencido as eleições? Ao invés de termos a visita do secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo e do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, teríamos uma coleção de déspotas aterrissando no Planalto e sendo tratados como chefes de Estado, com pompa, como Maduro, Raul Castro e Daniel Ortega, todos representando aquilo que há de mais execrável nos regimes democráticos? Até prova em contrário e ainda em sua segunda semana de mandato com várias medidas já sendo tomadas para conter a sangria de verbas públicas herdadas pelo PT, o presidente eleito merece todo apoio.  

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BOMBA-RELÓGIO NA AMÉRICA DO SUL

O juiz do Supremo Tribunal da Venezuela decidiu fugir do país após o rompimento com o presidente Nicolás Maduro. O governo venezuelano é, comprovadamente, uma ditadura, cujos membros da oposição ou qualquer cidadão que se oponha ao regime é perseguido, preso e fatalmente condenado pelos órgãos judiciais que estão a serviço do presidente ilegítimo. As nações da América do Sul e do mundo precisam pressionar o governo a promover eleições livres, diretas e verdadeiramente democráticas. Caso contrário, a situação piorará consideravelmente e terá consequências terríveis. Os líderes regionais e, especificamente, o governo brasileiro precisam se posicionar de maneira mais enfática nessa relação. É inconcebível que as nações democráticas fujam do inevitável. A Venezuela do jeito que está se tornou uma bomba-relógio sul-americana.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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TRANSIÇÃO NA VENEZUELA

Em nota, o PT acusou o governo brasileiro de ser autoritário e de não reconhecer o novo mandato do presidente Nicolás Maduro, contrariando, assim, as mais altas tradições da diplomacia do País ao apoiar a política externa dos Estados Unidos que visa a desestabilizar o governo democraticamente eleito e, assim, acirrar o conflito interno para um golpe de Estado. Em nenhum momento o partido reconheceu que foi impedida a convocação do referendo revocatório na metade do mandato presidencial. Ignora que houve impugnações (sem motivos reais) a candidatos eleitos para a Assembleia Nacional, o que impediu a formação de oposição com maioria qualificada de 2/3 dos membros contra Maduro. Considera válida a eleição para a Assembleia Constituinte sem a presença de opositores. Não reconhece a existência de dezenas de presos políticos. Não admite que opositores não puderam disputar a eleição presidencial por estarem na prisão, no exílio ou por impugnação da candidatura (sem motivo real). Não fala nada sobre a perseguição à imprensa, sobre os mortos em protestos e sobre as pessoas que foram para o exílio. Não analisa a dramática situação de milhares de refugiados que fogem pela fronteira para Colômbia e Brasil. O realismo mágico da situação faz com que o plenário da Assembleia Nacional seja ocupado de maneira alternada, pois as leis votadas pela Assembleia Nacional são impugnadas pela Suprema Corte e as leis votadas pela Assembleia Constituinte são sancionadas por Maduro. O término do atual mandato ocorre em 10 de janeiro. A pressão diplomática, o reconhecimento da vacância do Poder Executivo e, assim como, a existência do Poder Legislativo (na figura do presidente da Assembleia Nacional) são importantes para uma difícil, necessária e inevitável transição democrática na Venezuela.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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FORA, MADURO!

Cumprimentos ao Itamaraty pela mudança radical de postura em relação ao governo ditatorial da Venezuela, por meio da adesão imediata e incondicional ao Grupo de Lima, que não reconhecerá o novo mandato do tirano bolivarista. Fora, Maduro! Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TEMPO

Enquanto a Venezuela dá mais tempo para o "governo" já Maduro (que vai apodrecer), no Brasil o governo, ainda "verde," vai melhorar com seu amadurecimento...

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

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PENDÊNCIAS

O ano de 2018 terminou e alguns assuntos muito importantes ficaram sem solução e terão de ser retomadas urgentemente neste começo de 2019. Além das necessárias reformas (previdenciária e fiscal), é mister que se resolvam questões cruciais na área da Justiça. A primeira delas é proferir a sentença em primeira instância na segunda ação contra o ex-presidente preso em Curitiba, relativa ao imóvel vizinho à sua residência e do terreno para construção da sede do instituto com seu nome, recebidos como propina de uma construtora. Este processo já está terminado desde setembro, aguardando apenas a sentença, que só não foi proferida antes porque o juiz à época não quis que o ato tivesse qualquer influência nas eleições presidenciais que ocorreriam em seguida. Agora, está madurinho para a juíza substituta dar "o tiro de misericórdia". Em seguida, terminar a terceira ação contra o mesmo réu pelas propinas recebidas no sítio de Atibaia, processo que já se encontra na fase das alegações finais das partes. A terceira questão é responsabilizar a ex-presidente "estocadora de vento" pela compra desastrosa da Refinaria de Pasadena, enquanto era presidente do conselho de administração da Petrobrás. Essa aquisição, da forma como foi feita, causou um prejuízo à estatal superior a US$ 1 bilhão. Em seguida, deve ser retomada a ação contra o ex-ministro do planejamento Paulo Bernardo e sua empertigada esposa, ora rebaixada de senadora para deputada federal, por surrupiarem imperceptíveis parcelas dos créditos consignados a milhões de servidores públicos. De pequenina parcela em pequenina parcela, os espertalhões encheram seus corruptos papos. Resta, ainda, encarcerar definitivamente o ex-ministro-chefe da Casa Civil do ex-presidente "mais honesto deste país" (sic), já condenado em segunda instância a mais de 30 anos de reclusão em regime fechado, além de investigar seriamente o enriquecimento suspeitíssimo do filho do presidiário mais ilustre da Capital das Araucárias, cujo currículo indica como atividade mais importante os cuidados com animais do zoológico.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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NA FILA

"Na ação do sítio de Atibaia, Lula critica Moro ministro de Bolsonaro" ("Estadão", 8/1). Logo, logo, Lula colecionará mais uma condenação, na longa fila de processos criminais pelos quais responde. Como tem 72 anos, adicionando as penas esperadas, terá praticamente prisão perpétua. Que apodreça na prisão pelos muitos crimes que cometeu contra o povo brasileiro.

                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SÍTIO DE ATIBAIA - ALEGAÇÕES FINAIS

"Lulla" esperneia tanto que terminará com câimbras...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DÉFICIT HABITACIONAL

Como divulgou o "Estadão" na segunda-feira, infelizmente, diferentemente do que prometiam Lula e Dilma Rousseff em 2009, ano do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida (que, com a construção de 8 milhões de moradias em 15 anos, o déficit habitacional seria zerado), a promessa não passou de mais uma farsa do PT. Nove anos após essa promessa, o déficit habitacional no País, entre 2007 a 2018, piorou e cresceu 7%, passando de 7,26 milhões para um déficit de 7,78 milhões de moradias em 2018. É o que demonstra um levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os números indicam, também, que para eliminar esse déficit habitacional seria necessário construir 1,2 milhão de moradias por ano por um período de dez anos. Ou seja, aquele carnaval do PT, de Lula e de Dilma de que o Minha Casa, Minha Vida, com o tal "espetáculo do crescimento", seria a salvação dos sem-teto no País foi mais um golpe petista e não se consumou. E, no lugar da demagoga e farsante promessa, como todos os brasileiros sabem, vieram o triste e vergonhoso espetáculo do derretimento do PIB e um saldo desolador de 14 milhões de desempregados, de milhares de empresas falidas e bilhões de reais roubados pelo PT e aliados de nossas estatais, pela quadrilha montada pelo corrupto Lula, que há quase nove meses puxa cana em Curitiba... Será que agora, com um novo governo, as promessas serão cumpridas?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AUMENTO ABUSIVO E PROTESTOS

O aumento abusivo das tarifas de ônibus e metrô em São Paulo, de R$ 4,00 para R$ 4,30, irá pesar no bolso e causar sérios problemas para as pessoas que necessitam do transporte coletivo para se deslocarem na cidade. Porém, ao contrário do que aconteceu com o aumento das passagens em R$ 0,20 em junho de 2013, no governo Dilma Rousseff (PT), não vemos nenhum tipo de protesto, gritaria ou reação popular nas ruas. Onde foram parar os movimentos Vem pra Rua e MBL? Onde estão os milhares de manifestantes? É um silêncio ensurdecedor que chama a atenção. Por aí se veem a manipulação da mídia, a parcialidade e como a classe dominante brasileira usa a classe média conservadora como tropa de choque na defesa dos seus interesses e privilégios inconfessáveis.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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'REALISMO TARIFÁRIO NOS ÔNIBUS'

Sobre o editorial do "Estado" publicado no dia 7/1, se houvesse uma auditoria independente, sem a velha pressão das empresas e das peruas que todos sabem a quem pertencem, tenho certeza de que o custo da passagem de ônibus não passaria de R$ 3,50 este ano. Vejam no próprio "Estadão" (ou, ainda, no "Valor Econômico" de segunda-feira) que o custo seria de R$ 3,82. O diesel baixou 12%; os reajustes dos funcionários das empresas não passaram de 4%; e diminuíram mais de 1 mil veículos nas ruas. E o secretário municipal teve coragem de ao vivo na TV dizer que as empresas é que deveriam pagar mais em cima dos vales-transportes. É por isso que ele é mais um burocrata despreparado para a função.

Ricardo Tannus odracir1947@yahoo.com.br

São Paulo

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O EXEMPLO DA FUVEST

O vestibular da Fuvest, cuja prova da segunda fase foi no domingo, não se rendeu ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ainda bem! Já que entramos numa era de ideologias confusas e duvidosas, temos a Fuvest para honrar o pensamento pluralista, o que é necessário para a convivência pacífica de uma nação e o desenvolvimento da criatividade - habilidade extremamente necessária no mundo contemporâneo, bem como para a indústria 4.0. Espero que esta forte e respeitável instituição acadêmica continue exercendo sua influência no pensamento brasileiro, a começar pelo vestibular, exigindo dos jovens um pensamento autônomo, plural e livre de quaisquer amarras ideológicas. Citando nosso brilhante Leandro Karnal, "há esperança!". 

Marcos Kostiw marcoskostiw78@gmail.com

São Paulo

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MULHERES ASSASSINADAS

Duro é ouvir de pessoas preconceituosas, inclusive até algumas do sexo feminino, que as mulheres foram as culpadas por tamanhas agressões.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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