Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Imigrantes e deslocados

Deixar o pacto de migração, subscrito por 164 países em Marrakesh, significa, acima de tudo, sinalizar contra o entendimento e a cooperação mundial. Nada mais do que isso, porquanto o pacto não tem força vinculante dos países signatários, é tão somente uma elevada compreensão humanista e pedagógica diante do fenômeno de 258 milhões que estão deslocados pelo mundo ou são imigrantes, o que significa 3,4% da população mundial. Em nada afetando nossa soberania, a saída do pacto tem caráter meramente ideológico, de alinhamento à posição de Donald Trump e de outros poucos governos adeptos de uma geopolítica xenófoba, excludente e belicista. Um erro no modo de encarar o ser humano e os próprios brasileiros, sempre sujeitos, por qualquer razão, a perder suas raízes nacionais. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Trumpmania

Graças a desequilibrados como o “motosserra” Bin Salman, o “químico” Bashar Assad e o “algoz” dos venezuelanos Nicolás Maduro, o mundo precisa desesperadamente de estadistas de bom senso trabalhando para restabelecer a justiça e a paz. Portanto, a última coisa que o Brasil – país de imigrantes – deve fazer é seguir os passos do desequilibrado-mor Trump, saindo do pacto de migração da ONU e do Acordo de Paris sobre o clima.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Promessa é dívida

Durante sua campanha eleitoral, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu isentar todos os contribuintes que ganhassem até cinco salários mínimos do Imposto de Renda. Quem promete tem de cumprir ou vai se igualar aos demais promessinhas do passado. E agora sua equipe econômica e o próprio presidente vêm dizer que vão estudar modificações na Tabela do Imposto de Renda?! Não me façam arrepender de ter dado meu voto a Bolsonaro, ou terei de iniciar uma campanha popular contra essas mentiras.

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

Frustração

A base do governo Bolsonaro está completamente desencontrada. Parece a Torre de Babel, onde ninguém se entendia. Desaponta este início de governo.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Escorregões

O novo governo do Brasil precisa terminar os discursos, afastar-se dos holofotes e evitar equívocos, não se pode mais aceitar que cada membro fale uma língua diferente do plano estabelecido e das metas a serem alcançadas. Não se admitem mais escorregões que possam comprometer a governabilidade, é tempo de arregaçar as mangas e mostrar serviço. 

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Das críticas 

Finalmente um membro da família Mesquita, proprietária desse secular jornal, se não elogia, ao menos não critica o novo governo Bolsonaro (Nada menos que tudo a que temos direito, Fernão Lara Mesquita, 8/1, A2). Nas demais páginas são só críticas e dúvidas quanto à capacidade dos membros do novo governo. Até as cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores seguem a mesma linha. Apregoa-se que a equipe econômica tem “boas intenções e ideias escassas”, aventam-se desentendimento entre Onyx e Guedes, que a dispensa de 320 “assessores” da Casa Civil não teve critérios, e por aí vai. Durante os desgovernos lulopetistas, o que mais se escrevia nesse jornal era sobre a necessidade de um levantamento das falcatruas ali praticadas, a volta da competência e da honestidade, a interrupção da queda para o socialismo, etc... Agora que, bem ou mal, aos trancos e barrancos, se está trilhando esse novo caminho, parece que este jornal se acostumou ao passado e não acredita na mudança nem colabora para ela! Que tal um voto de confiança e otimismo ao menos por um período (maior que sete dias, pelo menos), findo o qual, se não satisfeitas as expectativas, partimos todos, não só o Estadão, para o ataque?

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo.sete@gmail.com

São Paulo

Aguardemos dias melhores

O presidente Jair Bolsonaro e seus ministros estão empenhados em que todos os objetivos de seu governo sejam alcançados, e com rapidez, para proporcionarem dias melhores aos brasileiros. Mas o sucesso dessa governabilidade vai depender muito do apoio dos congressistas, para aprovarem medidas importantes, como o texto original das medidas de combate à corrupção, a reforma da Previdência, a criação de postos de trabalho, a privatização das estatais que dão prejuízo, a melhoria na educação, na segurança, na saúde e manter o teto dos gastos públicos, entre outras.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

O sítio

Finalmente, depois de um longo processo em que o ex-presidente Lula da Silva teve amplíssimo direito de defesa, a juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, poderá fazer justiça no caso do sítio em Atibaia. E decerto o condenará a uma longa pena de prisão, pois existem muitas provas contra o réu. Mas sempre fica a dúvida sobre a origem do dinheiro que estaria pagando o seu séquito de advogados: seria originário das mesmas maracutaias alvo do processo ou adviria da parte do Fundo Partidário que cabe ao PT? Perguntar não ofende.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

O ‘perseguido’

Lula acusa Gabriela Hardt de “parcialidade”... Quem mais Lula vai acusar por estar preso?

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

VENEZUELA

Desgoverno

Enquanto Nicolás Maduro se prepara para a posse, hoje, do seu segundo mandato, a Venezuela derrete. Internamente, a Assembleia Nacional, que está nas mãos da oposição, anunciou que não reconhecerá esse novo mandato. Externamente, o Grupo de Lima tampouco o fará. No fim, quem está pagando a pesada conta desse desgoverno é o povo, que para não morrer de fome, assassinado ou por falta de remédios foge do país. O distanciamento de Maduro da realidade já é uma questão patológica e precisa ser tratada como tal.

ROBERTO GARBATI BECKER

roberto_becker@yahoo.com

São Paulo

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QUESTÕES DE MORAL

O presidente Jair Bolsonaro nunca foi o sonho de consumo dos eleitores brasileiros. Sacado do baixo clero da Câmara, onde por mais de 20 anos exercia sucessivos e apagados mandatos de deputado federal, para ser candidato a presidente do Brasil, elegeu-se graças a duas bandeiras rasgadas pela ideologia petista que nos governou por mais de uma década: honestidade e moral pública. Nesse sentido, questões como o mal explicado caso do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, seu filho; as notas fiscais em série para comprovar gastos do poderoso ministro Onyx Lorenzoni; e a promoção relâmpago, no Banco do Brasil, do filho do vice Hamilton Mourão se tornam mais urgentes de serem resolvidas do que a imprescindível reforma da Previdência. 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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PROMOÇÃO NO BANCO DO BRASIL

Se o recém-empossado governo de Jair Bolsonaro vem batendo cabeça e recebendo duras críticas por falta de sintonia entre seus integrantes, agora uma promoção no Banco do Brasil pode se tornar a nova estrela de críticas ao Planalto. Trata-se da promoção de Antônio Hamilton Rossell Mourão, anunciado para assessor do presidente do Banco do Brasil, com salário equivalente ao de um executivo do banco, de R$ 36 mil. O assessor é ninguém menos que filho do vice-presidente, general Hamilton Mourão. É bom frisar que Rossell Mourão é funcionário de carreira do banco há 19 anos, e no cargo que ocupava, de assessor da área de Agronegócio, recebia salário em torno de R$ 14 mil. Seu pai diz que a promoção é mérito do filho e que não foi promovido antes por outras gestões por perseguição política. Podemos até estranhar a multiplicação de seu salário, agora maior que o do pai, que é de R$ 27,8 mil. Mas não um caso de nepotismo... Agora, por prudência institucional, certamente isso poderia ter sido evitado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MAIS DO MESMO?

Antônio Hamilton Rossell Mourão é nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil e tem salário triplicado. Diz o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, seu pai, que foi por mérito. Parece mérito por ser seu filho. Este governo não ia acabar com isto? Não levou nem dez dias...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MOURÃOZINHO

De olho na demanda, que pela amostra promete ser intensa nos novos tempos da vida política nacional, linguistas da Língua Brasileira de Sinais se apressaram e já têm pronto o conjunto de gestos correspondentes à expressão que vai bombar na temporada: "Meu garooooto!".

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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SOMENTE POR MÉRITO

Funcionário de carreira com 19 anos de casa, sem nunca ter recebido uma promoção - é óbvio, a gestão era da "seita" PT. Hoje, este funcionário é promovido, por mérito, com um salário equivalente a 30% do que recebia seu antecessor no mesmo cargo (mas durante a "seita" PT), e é criticado pela oposição (sic). O principal de tudo isso é que este pessoalzinho desvairado não percebeu ainda que de nada vale bater. Deus é brasileiro e, graças a Ele, o Brasil se libertou dos bandidos.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

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FILHO DO VICE

Se a moralidade pública dos militares brasileiros for igual à do general Mourão, que promoveu o próprio filho dentro do Banco do Brasil, elevando seu salário de R$ 12 mil para R$ 36 mil por mês, só por ser seu filho, o Brasil está roubado. E os outros funcionários, não filhos de generais, como ficam? E sabem da maior piada? O general teve de se explicar ao capitão. A explicação parece ter sido muito convincente, menos para o restante da população, que permanece estupefata com a coragem do general pelo ato praticado na marra.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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VERGONHOSO

É vergonhosa a nomeação do filho do vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão, para ganhar o triplo do salário no Banco do Brasil, tudo pago com o nosso dinheiro. Nepotismo escancarado, justamente daqueles que diziam ser contra privilégios no serviço público. Por aí se vê como o novo governo liderado por Bolsonaro é uma piada pronta e de mau gosto. Seria cômico, se não fosse trágico.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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OBRIGAÇÃO DO BB

Ao episódio da promoção de Antonio Mourão, creio que cabem duas observações. A primeira é que mudam as pessoas, mas práticas, no mínimo, pouco éticas continuam ocorrendo na administração pública. Obviamente, não entro no aspecto "merecimento e competência", por total desconhecimento quanto ao promovido. Fosse eu o vice-presidente, filho ou parente meu jamais teria esse tratamento. Aliás, uma das razões de eu ter apoiado, defendido e votado no presidente Bolsonaro foi essa. Acreditei, e ainda acredito, em correções de rotas e comportamentos. A segunda, talvez mais importante que a primeira, é que é necessário que a "caixa preta" do RH do Banco do Brasil seja aberta, seu plano de cargos e salários seja examinado, seus benefícios aos funcionários sejam mostrados, o plano de saúde seja cotejado com o mercado, assim como o seu plano de Previdência. A mim é inconcebível a ideia de um "assessor" ter um salário de R$ 36 mil, pois, afinal, quais são os salários dos "milhentos" diretores e vice-presidentes? O Brasil é dono de 59% do Banco do Brasil, qual seja, trata-se de empresa pública, que tem a obrigação de ser eficiente e transparente.

João Paulo de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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O JOIO NO TRIGO

O time de Bolsonaro, infelizmente, marcou gol contrário. O general Mourão, vice-presidente da República, teve o seu filho nomeado assessor da direção do Banco do Brasil, embora seja funcionário da empresa pública há 19 anos. Pode-se alegar que não se trata de protecionismo. Não será? Pode-se, ainda, alegar que não é nepotismo. Não será? Eis que a semente do joio foi atirada em meio à plantação de trigo, possibilitando, desde já, que a oposição fale demais!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CAMINHO ERRADO

Dias atrás a mídia identificou que no Banco do Brasil existiriam 38 petistas em cargos de mando dentro da entidade ganhando salários de R$ 50 mil. Não se noticiou que eles teriam sido demitidos. Assumiu um novo presidente e a primeira providência que tomou foi nomear um filho do vice para "aspone". Aprontou justificativas sem nenhum fundamento. Se o governo Bolsonaro for neste ritmo, de nada vai adiantar o programa de moralização que pretende implantar. Vamos acabar definitivamente com este tipo de nepotismo.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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OPORTUNISMO INOPORTUNO

Noticiário dá conta de declaração de ex-executivo do Banco do Brasil de que a promoção do filho do vice-presidente da República no Banco do Brasil equivaleria a "(...) pular de sargento a coronel. Saiu de uma posição mediana, como existem milhares na estrutura do banco, diretamente para o topo. O assessor especial é equivalente a um superintendente estadual". Depreendo daí que o fator mérito poderia aplicar-se a um dos muitos potenciais candidatos (funcionários de carreira do banco) ao cargo. Num momento em que a equipe econômica do governo federal declara enfaticamente a intenção de acabar com os privilégios aos "amigos do rei", em especial nos bancos estatais, esta promoção soa totalmente inoportuna. Sabe bem o presidente Bolsonaro que um dos maiores erros das gestões federais passadas foi o mau exemplo dado pelas mais altas autoridades, não somente no que tange aos privilégios dados aos "amigos do rei", como, principalmente, nas atividades relacionadas à corrupção, e que geraram uma crise ética e moral sem precedentes no País. O exemplo é fundamental e a promoção do filho do vice-presidente da República no Banco do Brasil vai de encontro a tudo o que o presidente tem pregado.

José Roberto dos Santos Vieira rvieira@gafor.com.br

São Paulo

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PAIS E FILHOS 

Nem bem o general Mourão foi empossado como vice-presidente da República e seu filho foi premiado com uma promoção no Banco do Brasil, triplicando o salário de R$ 12 mil para R$ 36 mil. Nada mais justo, segundo o general, do que esse reconhecimento tardio dos talentos do pimpolho. Alguns pais enxergam como ninguém dotes insuspeitados de seus filhos. A fortuna acumulada por Lulinha foi explicada pelo pai Lula pelo fato de ser o menino um Pelé dos negócios. Mudam os governos, mas afetos paternos continuam os mesmos.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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MIDAS E O ASSESSOR

Não se esqueçam de que o filho do presidiário Lula era catador de m... no zoológico. De repente, ele aparece como empresário, acionista de empresas, etc., e o presidiário Lula, para justificar a ascensão do filho, disse que ele parecia o Rei Midas, que em tudo o que tocava virava ouro. E ninguém falou nada. Nenhuma crítica. Por que o filho do vice-presidente da República não pode ser assessor do presidente do Banco do Brasil?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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COMPARANDO

Dois funcionários de carreira do Banco do Brasil: o primeiro, Aldemir Bendine, amigo do inominável, ocupou a presidência do banco na era petista e, depois, a presidência da Petrobrás, e hoje está preso. O segundo, Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do atual vice-presidente, agora nomeado assessor do presidente do Banco do Brasil. Essa nomeação rendeu tanta revolta entre os funcionários que obrigou a diretoria de marketing a justificar e fazer ressalva dizendo que não entende por que o nomeado não galgou postos maiores anteriormente! Gostaria que a imprensa pesquisasse, em profundidade, a qualificação profissional de ambos e o porquê da ascensão do primeiro e seu período e a trajetória profissional do segundo.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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MÉRITO E IDEOLOGIA

"Mourão diz que filho promovido no BB tem 'mérito' e foi 'perseguido' em outras gestões" ("Estadão", 9/1). Os críticos hipócritas, certamente petistas, da nomeação do filho de Mourão para uma assessoria de alto nível no Banco do Brasil se esquecem de que em estatais e órgãos públicos na época da posse de Lula injustiças e destruição de carreiras foram feitas, sem nenhuma dó, para abrir espaços para as nomeações de petistas. As alegações na época eram de que teriam de nomear pessoas de confiança, cujo maior critério era a ideologia.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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TÁ CERTO, MAS...

A promoção do filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, a assessor especial da presidência do Banco do Brasil pode até proceder do ponto de vista técnico, legal e da meritocracia. Mas foi indubitavelmente inoportuno. Esta situação lembra bem o dito popular "você tá certo, mas tá errado...".

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PEGOU MAL

Caro Bolsonaro, por favor, oriente seus pupilos para que não ocorram mais situações iguais a esta do filho de Mourão. Por mais capacitado que seja o rapaz, triplicar o salário não ocorre nem na iniciativa privada, que dirá no serviço público ou em empresas estatais. Apenas para orientação, o aumento abusivo em empresas privadas é da ordem de 30%, máximo - e, olhe, o cara tem de ser muito bom e estratégico. Hoje temos algumas situações muito estranhas de enriquecimento, com movimentação suspeita não identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e, coincidentemente, de filhos de interessados. A correlação é imediata. Para mim, reverta-se a promoção e que se faça um programa acelerado, se houver performance. Tudo isso assumindo que o rapaz tem capacidade técnica e profissional e 19 anos de banco. Pegou muito mal. Que não se repita.

Synval Runha srunha@outlook.com

São José dos Campos 

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A MULHER DE CÉSAR

Fogo amigo: valido o conselho do grande Julio Cesar a sua esposa aos parentes dos poderosos de plantão nas instituições públicas, de que "à mulher de César não basta ser honesta, é preciso aparentar sê-lo". De um torcedor/eleitor do novo governo.

Eduardo Antunes eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

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A EVITAR

Lutei muito pela eleição de Bolsonaro. Não vou questionar, aqui, a capacidade profissional do filho do vice-presidente. Porém, dentro do possível, nomear pessoas da família deve ser evitado.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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CANCELAMENTO

Nada contra o filho de Mourão, mas melhor será o cancelamento da promoção.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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REMUNERAÇÃO

Muito se comentou acerca da promoção do filho do vice-presidente general Mourão, no Banco do Brasil. Contudo, o que ninguém ressaltou no caso é que o referido filho não seguiu carreira militar, assim como os filhos do próprio presidente. É sabido que a maioria dos filhos de militares não segue a carreira - e é somente por dois motivos óbvios: remuneração das mais baixas dentro do próprio Executivo e o rigor da conduta e disciplina. A primeira mulher aviadora da FAB, já há bom tempo, fez concurso e foi para a Advocacia-Geral da União. O filho do general Mourão passou a ganhar R$ 36 mil mensais, enquanto um general-de-exército na ativa não passa dos R$ 22 mil, e brutos.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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AS ESTATAIS E OS SUPERSALÁRIOS

União, Estados e municípios possuem, juntos, mais de 400 empresas públicas ou de economia mista, muitas delas aparelhadas politicamente e geradoras de déficit que consome o dinheiro público. Em vez de retornar ao cidadão em forma de serviços, os impostos recolhidos custeiam o clientelismo político, a incompetência e até a corrupção. Estima-se que os roubos ao cofre público em apuração pela Lava Jato e suas similares sejam apenas uma pequena parcela dos realmente existentes. É preciso aprofundar e ampliar as investigações, chegando até o nível municipal. O poder público deveria manter só as empresas estratégicas, vender as viáveis e fechar as deficitárias. É preciso, também, acabar com os escandalosos privilégios de salários milionários e vantagens que chegam a proporcionar 16 ou 17 salários por ano. Supersalários somados à estabilidade funcional estatal são uma das chagas da economia pública brasileira. Muitos dos que vão a esses cargos e recebem alta remuneração ali estão com a nefasta finalidade de criar facilidades aos ditos "amigos do rei" ou, ainda, pilotar esquemas de propina e corrupção como os que chegaram ao conhecimento público nos últimos anos. O teto salarial não deveria ser superior ao que recebem o presidente da República, o governador ou o prefeito, dependendo da esfera a que pertencer a empresa. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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IMPRENSA LIVRE

Nada como a imprensa livre, apanágio da democracia, para noticiar eventuais desvios autocráticos ou nepotismos na gestão pública entre nós. Tal postura das mídias serve, também, para aclarar a não ocorrência de ditos comportamentos antiéticos, contribuindo assim para uma governança correta e equilibrada, de que tanto estamos a necessitar.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AS NOTAS DE ONYX

O que dizer do ministro da Casa Civil, um dos mais importantes cargos do governo, enrolado no imbróglio da emissão de 80 (!) notas fiscais (29 em sequência numérica) da empresa de um amigo de longa de data e consultor tributário, para o recebimento de R$ 317 mil em verbas de gabinete da Câmara entre 2009 e 2018? Cabe destacar que a empresa emitente, Office RS Consultoria Sociedade Simples, de Cesar Augusto Ferrão Marques, não está registrada no Conselho Regional de Contabilidade, apesar de ser a responsável pelas contas do DEM no Rio Grande do Sul, está inapta na Receita Federal por omissão de valores ao Fisco e tem R$ 117 mil em dívidas tributárias. Com a palavra, Onyx Lorenzoni.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ZERO GRAU

Vinte e nove notas fiscais em série, emitidas para o ministro Onyx Lorenzoni. No mínimo, estranho. Não sei, não sabia, é problema dele. Já ouvimos isso antes. O que é líquido e certo, as ditas notas, deverão ser manipuladas com luvas, evitando, assim, o congelamento das mãos. Mau começo, melhor dizendo, péssimo começo.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André 

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OS MAIS IGUAIS

O superministro Paulo Guedes, elogiadíssimo no artigo de José Nêumanne publicado ontem no "Estadão" (9/1, A2) pela lucidez com que diagnostica o problema brasileiro, pretende propor reforma mais dura para a Previdência, que observe obrigatoriamente o Art. 5.º da Constituição, que estabelece "todos são iguais perante a lei (...)". Assim, sua proposta pretende extinguir as aberrações existentes nas aposentadorias, principalmente a dos servidores públicos, entre eles aqueles que legislam e julgam, ou seja, aqueles que têm as maiores pensões. Estes se consideram "mais iguais" do que a grande maioria. E as corporações já começam a se movimentar para obstruir essa disposição constitucional, ponto central da proposta que será encaminhada ao Congresso. O mais espantoso é que os militares que se autoproclamam "patriotas" se alinham às outras categorias, achando que o caso deles "tem características diferentes (sic)". Seguindo esse pensamento, então os jogadores do "Remanso Futebol Clube" vão pretender aposentadorias especiais porque jogam em campo esburacado e enlameado de várzea, e não nos gramados fofos das arenas modernas. Da mesma forma, os congregados marianos da paróquia de São Gonçalo vão pretender privilégios de aposentadoria porque atuam numa região de alta periculosidade. Parem com isso! Todos (sem exceção) são iguais perante a lei. O que precisa é estabelecer a linha de corte, a partir da qual esse preceito vai valer. Este, sim, como "Cláusula Pétrea". E essa linha será na data de aprovação da reforma. Os privilegiados de hoje poderão até manter alguns privilégios que possuem, desde que decentes. Terá de ser estabelecida uma fase de transição proporcional para aqueles que já contribuíram mas não se aposentaram ainda. Depois disso todos, repito, TODOS, que entrarem no mercado de trabalho, seja para a profissão que for, terão exatamente os mesmos direitos previdenciários. Quem não estiver satisfeito, que entre num plano de previdência privada.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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É CHEGADA A HORA

José Nêumanne, como sempre, brilhante na clareza da nota publicada no dia 9/1. Para onde vamos? Para o amargo caminho da cura ou para o analgésico do homem do chimarrão, que vem perpetuando até a exaustão o Brasil de Tomé de Souza? Está na hora de exigirmos mudanças de verdade, com o fim dos privilégios e dos desperdícios causados pelo nosso conservadorismo histórico. 

Carlos Viacava cv@carlosviacava.com.br

São Paulo

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CRÍTICAS AO MURO

Ao invés de criticarem o muro que Donald Trump quer erguer, os diversos países de origem deveriam repensar suas estruturas, para proporcionarem vidas melhores a seus cidadãos e conterem o êxodo.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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DONO DO MUNDO

A postura do presidente norte-americano é a de um político indiferente ao resto do mundo. Dia sim, dia não, um esnobe Donald Trump sai da casinha branca para o jardim a fim de chocar a opinião pública, realizando pronunciamentos bombásticos (autocentrados) com a frieza de quem lê uma receita de pão. Cada vez mais solitário e cheio de si, é categórico ao afirmar que suas péssimas ideias são ótimas, sem dar a mínima para o contraditório. Com olhos arregalados, o nosso saudoso Clodovil definiria bem o cidadão: "Perigoso!"

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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IPVA

Este insistente e absurdo IPVA está de volta, é assim no início de todos os anos. Imposto injusto, que mais parece um castigo: comprou veículo a motor? Tome IPVA! É tão injusto que não retorna em nenhum benefício para quem paga, porque entra nos caixas de Estados e municípios sem destinação específica e acaba, dessa maneira, indiretamente, beneficiando quem não é proprietário de nenhum veículo automotor. Um imposto bom para ser extinto!

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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INJUSTO

As pessoas com deficiência são isentas de IPVA, adquirindo veículos com valores inferiores a R$ 70 mil. Não consigo aceitar esse critério, pois todas essas pessoas deveriam ter o mesmo direito independentemente do seu poder financeiro. Na pior das hipóteses, o minimamente justo seria, então, cobrar o IPVA apenas da diferença do valor pago e os R$ 70 mil. Simples assim.

Renato Antonio Nauff renato.nauff@gmail.com

São Paulo

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