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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2019 | 03h01

BOLIVARIANOS

Gleisi e Maduro

A ida da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a Caracas para prestigiar a posse de Nicolás Maduro deixa clara para o mundo a real face desse partido, pois muitos ainda parecem acreditar que o ex-presidente Lula teria de fato sido vítima de um golpe político perpetrado pela “direita fascista” do Brasil. Gleisi, aliás, é bastante sincera ao mostrar que o PT é decididamente fiel à sua ideologia e a seus dogmas, a seus propósitos e seus fins, ou seja, não importam os meios empregados contanto que os fins sejam sempre os do total controle do Estado sobre a Nação.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Nada de novo

Todo o mundo sabe bem o que acontece na Venezuela sob o domínio do ditador – pode-se chamar assim sem nenhum receio ou injustiça – Nicolás Maduro. Todavia não surpreende que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tenha ido a Caracas representando o seu partido – e certamente o ex-presidente Lula da Silva, que, se livre da cadeia estivesse, também lá estaria presente. Afinal, os governos petistas sempre apoiaram – até mesmo com fartos recursos tirados dos impostos do povo brasileiro e sacados do nosso BNDES a fundo perdido – os governos antidemocráticos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Boa viagem à sra. Gleisi e meus votos de que decida permanecer por lá.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Ditadura cruel

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, deveria retornar da Venezuela, onde participou da posse do “democrata” Nicolás Maduro, pela fronteira de Roraima. Lá poderia conhecer o “feliz” povo venezuelano fugindo para o Brasil.

LUIZ FRID

fridluiz@gmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Militares

Parece que alguns auxiliares do presidente Jair Bolsonaro não veem a necessidade de uma verdadeira reforma da Previdência. Falo em relação a alguns militares que querem manter o status quo, mesmo para gerações que ainda nem entraram no serviço militar. Esquecem que, pela nossa Constituição, todos os brasileiros devem ter os mesmos direitos e deveres. Basta olhar a principal manchete no Estadão de ontem: Déficit na previdência de militar é o que mais cresceu no ano passado. Ou seja, ficou muito acima até do déficit previdenciário dos servidores civis, que já é absurdo. Qual a razão para os militares continuarem a ser diferenciados? Por que se aposentarem mais cedo e com vencimentos e/ou pensões acima da média dos outros? A atual administração federal conta com um ministro que se aposentou aos 45 anos de idade como militar e, decerto, receberá por pelo menos 35 anos (queira Deus) seu alto salário. Como eu já havia escrito anteriormente neste jornal, estão querendo de fato fazer uma reforma “meia-sola”?

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Fratura

A ampla reportagem do Estadão de ontem sobre o crescente déficit da previdência dos militares expõe iminente fratura entre a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e seus ministros militares. No Brasil, enquanto os pobres do INSS recebem um benefício médio mensal de R$ 1.800 e se aposentam com mais de 55 anos, os militares têm benefício, em média, de R$ 13.700 mensais e se aposentam com o salário integral da ativa após 30 anos de serviço. Registre-se que as condições de aposentadoria dos militares brasileiros são bem melhores do que as dos seus congêneres americanos e ingleses.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Lá e cá, pingos nos is

Há muito falatório sobre Previdência e divulgação de informações erradas. Nos EUA o mínimo de tempo de serviço para militares não são 15 anos, e sim 20, com proventos proporcionais e qualquer idade, como 38 anos. Os militares de lá participam de vários conflitos no mundo e ganham substanciais adicionais por isso. No Brasil os militares policiam várias cidades e há confrontos. Soldado de carreira fuzileiro naval ganha, brutos, R$ 1.700 mensais. Poder-se-ia aplicar aos militares o sistema previdenciário dos servidores civis, mas, claro, com todas as vantagens destes: limite de carga horária, hora extra, adicional noturno, direito de greve, descontos para inativos e pensionistas só sobre o que exceder o teto do INSS, fim do regime disciplinar específico e teto igual ao dos servidores civis, hoje de R$ 29 mil, e não os R$ 22 mil brutos de um general de quatro estrelas.

HEITOR VIANNA

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Vilãs do déficit

A Medida Provisória n.º 2.215/2001, que alterou o Estatuto dos Militares, a Lei de Pensões e a Lei de Remuneração dos Militares, nunca foi votada nem trancou pauta de votação, o que demonstra a importância a ela atribuída pelos Poderes Executivo e Legislativo, durante 18 anos! E hoje as suas regras são vistas como vilãs do déficit previdenciário. Enfim, essa medida nunca foi discutida com a profundidade requerida, mas é criticada ao limite. 

ANTONIO M. VASQUES GOMES

amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

Sacrifícios iguais

Ao povo não interessam rótulos: liberal, conservador, esquerda, direita. Interessam, sim, um teto, comida na mesa, saúde, educação de qualidade. Infelizmente, o povo brasileiro está a ponto de ser oferecido em sacrifício à reforma da Previdência. E por que só o povo teria de ser sacrificado? Seja qual for a orientação do governo, ele foi eleito para governar para todos, civis e militares. Chegou a hora de os srs. políticos, magistrados e militares mostrarem seu amor pela Pátria. Seu sacrifício será sempre inferior ao exigido do povo, portanto, mostrem que realmente amam o Brasil e se curvem à reforma da Previdência. Que ela seja para todos, sem exceções. Ninguém se coloque acima do povo, mas junto dele, com ele.

ROSSANA BAHARLIA

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

Igualdade

É injusto – aliás, eu diria até injustíssimo – que mais uma vez seja o povo a arcar com a maior parte do prejuízo na reforma da Previdência. Se, como diz a Constituição da República, realmente somos todos iguais perante a lei, que políticos e militares também façam parte desse projeto e de sua concretização.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

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IDEIAS ESTAPAFÚRDIAS

O autointitulado filósofo Olavo de Carvalho questiona se a Terra orbita o Sol. É seu direito. O problema é que ele é o ideólogo do capitão Jair Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo. Foi dessas cabeças que saíram ideias estapafúrdias como as de retirar o Brasil do Acordo de Paris, submeter a problemática ambiental ao Ministério da Agricultura, hostilizar a China, menoscabar o Mercosul, mudar a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, retirar o Brasil do recém firmado pacto de migração da ONU, abrir as portas para que os Estados Unidos instalem uma base militar no Brasil, etc. Se  em dez dias já fizeram este estrago, em poucos meses lançarão o País ao abismo.

Joaquim de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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POBRE ITAMARATY

Cada vez que o novo ministro das Relações Exteriores abre a boca, chego a sentir uma tremenda saudade do brilhantismo intelectual da presidenta... 

Ricardo Hanna  ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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'SOBERANIA E AUTOESTIMA'

Eliane Cantanhêde deu um puxão de orelhas histórico em Bolsonaro e no inefável chanceler Ernesto Araújo, dois colegiais nota zero no Enem da diplomacia internacional ("Estadão", 8/1, A6). O general Augusto Heleno precisa dar um basta neste festival de asneiras da dupla de adolescentes que viram filmes demais. Deixem Rússia e Estados Unidos que se entendam. Pensem grande, pensem Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NOVA POLÍTICA EXTERNA

Unidos ficaremos de pé, dividindo a gente cai. "Chanceler", vê se acorda!

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

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'GUINADA PARA O RETROCESSO'

Sobre o editorial de ontem (10/1, A3), como devem estar se sentindo os brasileiros de Pacaraima (RR) com a entrada de 800 venezuelanos por dia na cidade? Nós estamos a quase 5 mil km do local, apenas assistindo aos acontecimentos, enquanto nossos compatriotas passam por todas as amarguras dessa invasão. Recentemente algumas centenas de pessoas invadiram Curitiba durante a prisão de Lula, levantaram acampamento próximo à sede da Polícia Federal, fizeram suas necessidades fisiológicas na porta das casas, quando não dentro delas, emporcalharam as ruas e cometeram toda ordem de desmando. O que aconteceu com os moradores locais?

Manoel Braga mbraga1951@gmail.com

Matão

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REPRIMIDOS, AGORA LIBERTOS

Alguns ministros do governo de Jair Bolsonaro, especialmente Damares Alves e Ernesto Araújo, dão a entender que, por ficarem reprimidos durante longos anos, vêm, agora que empossados, impor suas ideias pouco ortodoxas, causando constrangimento e indignação ao povo de bem. Ora, suas pretensões colocam o País numa "guinada" sem precedentes. Afinal, este não é o tratamento que o Brasil merece após conquistar arduamente sua posição perante o mundo, para ser, singelamente, jogado no lixo. Menos, senhores ministros!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

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VIÉS POR VIÉS

Damares Alves quer levar a vida humana para dentro da gaiola; vidas e passarinhos precisam voar, senhora ministra. Além disso, filtro religioso em ambiente político reedita o tal do viés ideológico, tão combatido pelo presidente Bolsonaro.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

                                                               

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BICHOS NA SALA

O chanceler Ernesto Araújo e a ministra Damares Alves me lembram de um bode e uma cabra na sala de visitas.

Alberto Souza Daneu meuplanosegurosaude@gmail.com

Osasco

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MINISTÉRIO

Demitir ministros não é vergonha nenhuma. Outros já o fizeram. Poderíamos começar com a ministra da Família, o das Relações Exteriores e o da Educação. Já seria um ótimo começo.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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INCÊNDIO NO PAÍS

Sobre as recorrentes ações de guerrilha em curso no Ceará, e em outros Estados governados pelo PT, bom lembrar o que disse, no calor da recente campanha presidencial, o condenado José Dirceu, em liberdade por gratidão de seu antigo subordinado Dias Toffoli, então advogado do partido, ora ministro-presidente do STF: "Nós vamos incendiar este país". Não à toa, o ex-terrorista, com curso de guerrilha urbana em Cuba, está no Nordeste desde novembro. Precisa desenhar?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE

Em relação aos graves problemas de segurança do Ceará, onde o crime organizado desencadeou centenas de ataques contra bens públicos e privados - com a dúvida resultante de qual deva ser a responsabilidade do governo estadual nas motivações do processo em curso -, a primeira expressão que surge na mente das pessoas comprometidas com a paz e harmonia é: preocupação! Que o pessoal do dr. Sérgio Moro, ministro da Justiça, tenha sabedoria e qualificação e possa mostrar que o processo transformador iniciado é para valer e chegará a bom termo. Enquanto isso, há a expectativa de que o governo federal aja para dar ao Nordeste: fornecimento eficaz de água, fomento ao turismo, estímulo à agricultura caprina, melhoria em educação & saúde, tecnologia agrícola israelense e esmagamento dos corruPTos. Há a possibilidade de, em menos de dez anos, a região ser transformada no equivalente ao Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (o que a aproximaria das características do Chile); e depois, em menos de 20 anos, no equivalente a São Paulo (o que a encaminharia em direção ao nível da Espanha). Vale dizer, em médio prazo, poder-se-ia ter uma região muito próxima da condição de desenvolvimento no País - e essa região poderia ser o emblemático Nordeste brasileiro.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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O PT NA VIDA DO BRASIL

Gleisi Hoffmann: "Vocês jamais vão tirar o PT da vida do País". Ela ainda não se deu conta de que o PT já saiu da vida de milhões de brasileiros? 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br 

São Paulo

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GLEISI EM CARACAS

Gleisi Hoffmann viajou para acompanhar a posse de Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela. Atendendo ao desejo de milhões de brasileiros, fique por lá. Será que o PT vai chorar?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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'CONFUSÃO'

Cada vez mais desinteressante a coluna do intelectual de esquerda Luís Fernando Veríssimo, que usa seu domínio da língua para denegrir sempre que pode a imagem do governo recém empossado. O artigo "Confusão" (10/1, C6) é de uma banalidade surpreendente, nem ao menos consegue ser engraçado. O sr. Veríssimo nunca teve uma postura crítica em relação aos governos petistas que fraudaram a Nação, o que é compreensível pelo seu alinhamento ideológico com a esquerda radical e sua aversão ao regime capitalista.

Celso Euzébio de Oliveira celsoliv@uol.com.br

São Paulo

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A DIFERENÇA ESTÁ NO CURRÍCULO

Muito se falou sobre a indicação do filho do vice-presidente pelo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. Segundo Novaes, Antonio Mourão tem uma excelente formação e capacidade técnica. Seu pecado é ser filho do vice-presidente. Mas não era isso que queríamos? Gente qualificada nos diversos cargos? Não adianta a patrulha se revoltar, pois a maioria indicada para cargos de destaque nos governos anteriores está quase toda presa, inclusive o ex-presidente. Gostaria de perguntar: alguém se revoltou quando viu o quanto Lulinha ficou rico sem apresentar currículo? E, como é do conhecimento de todos, no Banco do Brasil os diretores recebem cerca de R$ 2 milhões ao deixar seu cargo. Alguém viu algum protesto sobre essa herança maldita petista? Alguém se revoltou quando soube que o salário de Jair Meneguelli como presidente do Sesi era de cerca de R$ 60 mil, sendo que no seu currículo o que constava era que ele era sindicalista? E a competência?  E que neste órgão a nora de Lula Marlene da Silva foi multada em R$ 213 mil, acusada de ser funcionária fantasma desde 2013? Como comparar pessoas diferentes? Como criticar uma pessoa capaz e eficiente com gente indicada politicamente que nem sequer sabia o que fazia nesses órgãos porque estava lá apenas cumprindo tabela? Menos, minha gente. Vamos parar com críticas que não se sustentam quando se fala em gente qualificada e nada se diz contra gente incapaz. O nosso papel é fiscalizar aqueles que desempenham os cargos e exigir produção, coisa deixada de lado nos governos do PT. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BNDES

Sabe-se que na lista dos 20 maiores contratos de financiamento assinados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 10 estão ligados a obras milionárias que são alvo de investigações que apuram esquemas de corrupção, superfaturamento, pagamento de propina, fraude em licitação e cartel de empresas. Que o governo Bolsonaro abra, mesmo, de vez a caixa-preta do "BNDESperdício" de dinheiro público. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CAIXA-PRETA

A caixa-preta do BNDES será aberta. Vai sair tanto camundongo de lá que, na realidade, ela deveria chamar-se Ratópolis, a famosa cidade imaginária dos ratos do filme "A espera de um milagre". Estão lembrados?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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VELHA POLÍTICA NA NOVA POLÍTICA

Tivemos, recentemente, dois casos que evidenciam uma certa dificuldade da "nova política" de deixar a "velha política" de lado. Vejamos, por exemplo, o caso paulista. O novo governador nomeou pessoas em cargos tidos como estratégicos e de alta relevância no Palácio dos Bandeirantes com investigações na Justiça, ou seja, a conduta de ambos, ainda que não tenham sido julgadas em primeira e segunda instâncias, está sob suspeição. Outro caso evidente de velha política infiltrada na nova é a disputa pela presidência da Câmara e do Senado. No caso da Câmara, o PSL, partido do presidente, decidiu apoiar a reeleição do atual, Rodrigo Maia, do Democratas. Rodrigo simboliza o que há de mais retrógrado na política brasileira. Ele defende pautas altamente conservadoras, elevou os gastos da Câmara (conforme reportagem do próprio "Estadão") e não demonstra nenhuma disposição em pautar e aprovar medidas que combatam com verdadeiro rigor, sem brechas, a punição para atos de corrupção. A sua disposição é jogar o "toma lá, da cá". O resultado das urnas foi um indicativo de que a população brasileira está exausta de velhas práticas, as mesmas que jogaram a nossa economia na maior recessão da história. Será que os novos "senhores do poder" ainda não entenderam o recado?

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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ELEIÇÃO NO CONGRESSO

"Toffoli mantém votação secreta na eleição do Senado" ("Estadão", 10/1). A continuação da rejeição ao protagonismo político do Supremo, agora pela decisão de Toffoli que mantém a votação secreta no Senado, mostra que ele acende uma vela a Deus e outra ao diabo, além de ajudar o candidato Renan Calheiros, que representa a continuidade do que há de pior na política brasileira.                            

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BOM SENSO

O governo Bolsonaro mostra bom senso anunciando que não se envolverá na disputa pela presidência do Senado. A isenção costuma ser valiosa na condução do processo democrático. A pressão por nomes pode ser mal interpretada. Soa como petulante arrogância. O Palácio do Planalto não é bedel da classe política, nem os parlamentares envolvidos na rinha são crianças. O respeito pela independência dos Poderes deve ser preservado.  Nessa linha, o jogo é jogado e o lambari é pescado. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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RENAN NOVAMENTE

O presidente da Câmara e do Senado deveria ser aquele que teve mais votos na eleição, uma solução simples, natural, incontestável e automática. O Senado e a Câmara deveriam aprender a respeitar a vontade do povo. Logo mais teremos Renan Calheiros mandando no País novamente, o critério é eleger aquele que mais favorecerá os esquemas de desvio de dinheiro público, única razão de ser da República. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CONSTRANGIMENTO

Renan Calheiros deverá ser eleito. Comentadores destacam que o voto aberto em Renan poderia ser constrangedor por ser ele réu em diversos processos, ou seja, na votação secreta o constrangimento ficaria apenas conosco, reles cidadãos à parte disso tudo.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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INTERESSES ESCUSOS

Quando interessa, o Supremo Tribunal Federal (STF) afirma não querer interferir em outro poder, como no caso da eleição ser aberta ou fechada para a Câmara federal e o Senado. Tudo leva a crer que Renan Calheiros continua com muito poder na República. Azar o nosso!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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'O INTERVENCIONISMO JUDICIÁRIO'

Em tempos difíceis, quando as ideias recém-chegadas colidem com as arcaicas pré-estabelecidas, se faz muito necessário um texto esclarecedor e contundente como "O intervencionismo judiciário", de Fábio Prieto de Souza (10/1, A2). "A substituição da lei pelo cesarismo judiciário torna descartável a vontade de milhões de cidadãos. Basta insultar a fé, as crenças e os valores da maioria dos brasileiros, como fonte de estatuto normativo reacionário e atrasado, e aplicar o princípio iluminado na alma do despotismo de toga". Enquadramos o sr. Dias Toffoli nesse despotismo de toga, ao afrontar a vontade da maioria do povo brasileiro, que quer decência na vida pública, e impor o voto secreto na escolha do presidente do Senado, obviamente com o intuito de eleger Renan Calheiros, o ser mais primitivo e predatório que ainda existe na política brasileira. A desculpa é a preguiça de mudar uma regra do regimento interno, mas que está fora da Constituição. Esperamos que o bom senso prevaleça. Afinal, não votamos em Dias Toffoli...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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DA VERGONHA À INDIGNAÇÃO

Recentemente, um jovem advogado discutiu dentro de um avião com um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dr. Ricardo Lewandowski, dizendo em alto e bom tom que o órgão era uma vergonha nacional. O ministro pediu que a comissária de bordo chamasse um agente da Polícia Federal. A seguir, o rapaz foi levado à sala da PF para interrogatório e o assunto ganhou as ruas e as redes sociais no País. A questão que ficou é a seguinte: Devemos sentir vergonha do STF ou não? Ao colher alguns números sobre aquela Corte máxima da Justiça nacional, confesso que passei do sentimento de vergonha para o de completa indignação. São números astronômicos incompatíveis com a situação do trabalhador brasileiro que beira a penúria. Os dados a seguir demonstram que algo fugiu do controle e, com certeza, não são os benefícios concedidos aos aposentados nem aos trabalhadores da iniciativa privada. Não vejo nada no horizonte que possa me fazer acreditar numa mudança drástica que levasse à redução destes gastos nababescos protagonizados justamente pelo único poder que tem a obrigação de zelar pela ordem moral e legal. Vamos aos números que assombram: o STF é constituído de 11 ministros indicados pelo presidente da República, com vencimentos médios de R$ 47 mil dentro de um orçamento que gira em torno de meio bilhão de reais ao ano (R$ 544 milhões). Essa quantia, maior que a maioria dos orçamentos das cidades brasileiras, serve para poder manter uma estrutura que tem, entre outras coisas: 2.442 servidores (média de 222 por ministro, sendo 85 secretárias, 194 recepcionistas, 24 copeiros, 27 garçons, 293 vigilantes, 116 serventes de limpeza, 7 jardineiros, 6 marceneiros, 19 jornalistas, 5 publicitários, 10 carregadores de bens, 10 encadernadores, 58 motoristas para 87 veículos). Isso faz com que o STF tenha gastos de R$ 9,2 milhões com veículos, R$ 15,7 milhões com despesas médicas e odontológicas e R$ 12,7 milhões com alimentação. Tudo isso acontecendo no mesmo Brasil que tem aproximadamente 30 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, sem saneamento, emprego, educação e saúde. No mesmo país de 50 milhões de analfabetos e semialfabetizados, que não conseguem entender ou receber informações sobre o mundo maravilhoso em que vivem os 11 ministros do STF. No Brasil de mais de 60 mil assassinatos ao ano, estes números servem para matar a esperança de dias melhores para a nossa sociedade. 

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru 

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A SEGURANÇA DOS JUÍZES

Ministro Alexandre de Moraes defende maior segurança para os juízes. Que tal pensar em maior segurança para o povo brasileiro? Se a Justiça fosse mais célere, mais efetiva, resolvesse casos com os da Boate Kiss e do Baton Mouche, se os ministros do STF cumprissem duas semanas para pedidos de vista retornarem ao plenário, eis um belo demonstrativo de que o Judiciário funciona. Nessas condições, o medo de sofrer punições desenvolveria três coisas: 1) maior medo de qualquer cidadão de ser punido por coisas erradas que faz; 2) decisões mais consentâneas com as necessidades da sociedade; 3) menor risco de bandidos desafiarem a Justiça e juízes, sendo com isso desnecessário privilegiá-los com segurança ultraespecial, portanto menores custos para os contribuintes. Em outras palavras, se a Justiça fizer o que tem de fazer, nenhuma preocupação se torna necessária com o incremento de segurança e custos para os contribuintes.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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O FIM DA JUSTIÇA DO TRABALHO

A (in)Justiça Trabalhista, parcial e inconsequente, vem, ao longo dos anos, sob argumentos os mais estapafúrdios, fechando empresas e causando desemprego, além de achaques a pequenos empresários. Causa, com isso, insegurança para empresários em geral, que evitam ao máximo empregar, pois conhecem os riscos e custos. Para mim, já deveria ter sido absorvida à Justiça comum há décadas. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA TRABALHISTA

Até que enfim alguém tomar providência contra esta "Justiça".

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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PARA QUE SERVE A DEFENSORIA PÚBLICA?

Não sei para que serve a Defensoria Pública da União (DPU), órgão federal que deveria defender interesses do cidadão, mas que, na verdade, só engaveta solicitações populares. Em 2018, protocolei na DPU de Curitiba (Rua Benjamim Lins) um pedido para que a cessão de meu benefício do INSS fosse revista, mas me frustrei, pois nunca nenhum defensor público federal entrou em contato comigo, nem presencialmente nem por outros meios - apenas estagiários atendem a população -, e fiquei mais frustrado ainda, como cidadão, quando ainda no final do ano passado recebi a ligação de uma das tantas estagiárias que atendem, ali na DPU Curitiba, dizendo que meu pedido de revisão da aposentadoria foi arquivada pelo "defensor" público sr. Cleiton Siqueira Gomes - defensor que nunca falou com o cidadão que redige estas linhas, nem o conheci, pois eles raramente comparecem na sede da DPU em Curitiba. Na terça-feira, dia 8 de janeiro, na parte da tarde, estive lá para saber sobre o processo de número 2018/029-01475, que diz respeito à questão previdenciária aqui mencionada. Fui atendido novamente por uma estagiária. Pedi para falar com o defensor sr. Cleiton, mas fui informado de que ele não estava na sede da DPU, e não havia nenhum defensor de plantão para conversar sobre o assunto. A frustração é grande em saber que o cidadão não é atendido por nenhum defensor e que a resposta de que o processo não seria levado à frente pelo defensor é dada pelo telefone por estagiários. Será que a DPU é órgão que defende os direitos dos cidadãos ou simplesmente diz "amém" a tudo o que órgãos federais do governo ditam ao cidadão?

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

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'NADA MENOS QUE TUDO A QUE TEMOS DIREITO'

Muito lúcido o artigo "Nada menos que tudo a que temos direito", de Fernão Lara Mesquita ("Estadão", 8/1, A2). De fato, é preciso superar as duas abundâncias que existem no Brasil, de abundâncias e de misérias. Nesse sentido, a reforma da Previdência precisa eliminar de uma vez por todas os privilégios bancados por toda a sociedade para uma pequena parcela da população, abrangendo, inclusive, quem já está aposentado em condições que são imorais e insustentáveis. A reforma da Previdência precisa abranger todos, incluindo os que já estão aposentados em condições exageradamente mais privilegiadas do que todos os demais. A reforma da Previdência, para ser justa, precisa incluir todos, políticos e servidores públicos, prevendo a progressiva adequação dos limites válidos para todos a quem já se aposentou em condições muito privilegiadas. Ademais, para todos os que desejarem garantir um benefício acima do teto previdenciário válido para todos, sejam servidores públicos ou empregados da iniciativa privada, deve prevalecer a regra do plano de previdência complementar. A mesma regra deve valer para tudo, incluindo os condenados que devem ter o mesmo tratamento penal. Todo cidadão deve ser tratado igualmente, com dignidade e justiça.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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DNA PARA ELUCIDAR CRIMES

A excelente matéria do "Estadão" de domingo "Aposta de Moro, investigações com auxílio de DNA crescem 28% no País" (6/1, A16) é um ótimo exemplo dos excessos do politicamente correto e da interpretação indevida da aplicação dos direitos humanos. Enquanto uma Alemanha determina a coleta de tecidos de suspeitos de cometer crimes, em Portugal o Tribunal Constitucional a proibiu, com base no direito de não incriminar. Entendo absolutamente equivocada a tese adotada em Portugal. E os direitos das vítimas? Fico com a Letônia, ao postular: "São medidas adequadas para garantir a segurança pública e a proteção dos direitos das outras pessoas". Infelizmente, temo as muitas dificuldades que o ministro Sérgio Moro enfrentará na implantação desta medida tão benéfica para a redução dos nossos absurdos índices de criminalidade.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba 

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FALTA TUDO

Todas as Polícias do País estão mal equipadas, quando não falta todo tipo de material para o trabalho, desde armamentos até coletes à prova de balas, viaturas, que estão deterioradas, e munição. E o ministro da Justiça, Sérgio Moro, falando em DNA.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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