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Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro iniciou uma ofensiva junto aos governadores dos Estados a fim de obter apoio para a reforma da Previdência. Acredito, sim, que o sistema precise ser melhorado e, de certa forma, equacionar as contas públicas. Agora, acabar com a pensão por morte, limitando-a a 50% de um salário que já é miserável, parece piada. Além disso, há a questão da idade mínima, que até agora não foi muito bem explicada. Ah, e os militares, juízes e políticos têm de entrar nesse projeto. Não há o que discutir, todo mundo terá de fazer sacrifícios. O Estado brasileiro não pode sacrificar a população e manter as benesses de setores com maior influência no centro do poder. A reforma tem de incluir todos, sem distinção. Evidentemente que se haverá de analisar as particularidades de cada um dos setores envolvidos, mas se houver cortes, então, que comecem a tirar do “andar de cima”.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Sem privilégios

O governo Bolsonaro não pode ceder à pressão de nenhuma categoria. Ou fazemos agora as reformas necessárias na Previdência e retiramos todos os privilégios, reafirmando que todos somos iguais perante a lei, ou este será apenas mais um presidente da República que não cumpre seu compromisso com o povo brasileiro.

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

Os diferenciados

Não importa se militares, juízes, promotores, políticos têm direito a aposentadorias diferenciadas. O que importa, sim, é se o Estado – sustentado por toda a população – tem ou não condições de arcar com tais privilégios, num país onde uma minoria tem direito a tudo e a maioria fica sem direito algum. O justo é que todos os cidadãos deste país realmente tenham direitos iguais, levando em conta algumas especificidades. Brasil para todos, justiça acima de tudo.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Excentricidades

O regime atual do Brasil é sui generis. Normalmente, um diplomata habilidoso é que contorna as crises, por hipótese, quando um general linha-dura comete alguma impropriedade e faz desfeita contra algum regime. Aqui é o contrário: um general ponderado contorna os tropeços do chanceler, que sustentou, por exemplo, a absurda oferta da base militar aos EUA e acusa os chineses de “dominação (...) disfarçada de pragmatismo”, não participando das negociações. Óbvio, os chineses é que não querem conversa com “diplomatas” hostis, porquanto ineptos para a diplomacia. E o Itamaraty tem experientes e hábeis negociadores em seus quadros. Realmente, não é esse o tipo de novidade desejável.

ROBERTO YOKOTA

rkyokota@gmail.com

São Paulo

Aquecimento global

Que o nosso ministro das Relações Exteriores não acredite no por demais óbvio aquecimento global não é surpreendente, visto que ele não deve ter a base científica necessária para entendê-lo. Agora, levar o Brasil a abandonar as medidas contra o aquecimento global, aí já é um absurdo. Qual o conhecimento desse ministro para levar o Itamaraty a tomar uma atitude dessas em nome do Brasil? Acredita no que fala o (presidente Donald) Trump, quando nem os americanos acreditam nele? Faz lembrar aquele presidente da África do Sul (Thabo Mbeki) que por anos evitou liberar medicamento contra a aids por não acreditar nessa doença e hoje seu país sofre com a altíssima incidência desse mal. O presidente Bolsonaro, por favor, que consulte seu ministro de Ciência e Tecnologia e as universidades. Confirmado o aquecimento, verifique o que pode fazer o País para minimizá-lo, sem prejudicar a nossa soberania. Muitos dizem que o aquecimento é cíclico e natural. E daí? Está acontecendo e progredindo em velocidade extraordinária. Se pudermos, devemos freá-lo logo, para não prejudicarmos as gerações futuras. Evitemos emular Mbeki.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

‘Obscurantismo’

Pensamento mágico e teorias da conspiração permeiam todo o confuso ideário do “cavaleiro templário” que o governo Bolsonaro, por “inspiração divina” e orientação filosófica do guru Olavo de Carvalho, colocou no Itamaraty, para desespero da comunidade diplomática. Em certeiro editorial (7/1, A3) o Estadão analisou o “obscurantismo” que vai orientar as nossas relações internacionais. “Durante exasperantes 32 minutos de uma fala obscura, empetecada por suposta erudição e eivada de revanchismo e fundamentalismo religioso, nada há de inspirador” – assim definiu seu discurso de posse o editorial. Ernesto Araújo será a piada internacional do ano – se é que ele emplaca um ano na casa do barão do Rio Branco.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

PODER LEGISLATIVO

Renovação?

Os brasileiros emergiram das últimas eleições com a esperança de que, finalmente, os quadros da política e do poder, em especial no âmbito do Congresso e das Assembleias Legislativas, sofreriam a tão desejada renovação substancial, como pareciam sugerir os números dos resultados finais dos pleitos. Passado algum tempo, porém, antes mesmo do término do atual recesso parlamentar, tudo parece indicar que a nossa querida terra de Pindorama mais se assemelha a um jogo de espelhos que impede a distinção entre o que é imagem refletida e o que é objeto real. Assim, é triste a constatação da permanência do imutável, expressa pela insólita longevidade de Renan Calheiros (MDB-AL), investigado em vários inquéritos por corrupção e apontado como favorito para comandar o Senado. Existe perspectiva mais desanimadora?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Voto fechado

Senadores e deputados suspeitos de corrupção querem o voto secreto porque poderão apoiar para a presidência das Casas Legislativas políticos que investirão contra a Operação Lava Jato, salvando-os das acusações.

TANIA TAVARES

taniatma7@gmail.com

São Paulo

Nós, eleitores, queremos saber como votam nossos representantes, não podemos aceitar o voto secreto, que corresponde a um cheque em branco. Voto fechado é uma traição ao eleitor.

MARIUS ARANTES RATHSAM

mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo 

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GOVERNO BOLSONARO

O governo Bolsonaro ainda nem esquentou a cadeira, mas a patrulha vigilante está a postos para criticar qualquer pisada em falso. Cargos ainda estão sendo preenchidos, ajustes vêm sendo feitos nos diversos setores, mas nada agrada a uma imprensa que foi acostumada a ser paga para falar o que os governos queriam. Não se vê nenhum destaque positivo no fato de o presidente Bolsonaro ter colocado pessoas competentes para desvendar a manobra do PT no Ceará, a abertura das caixas pretas no Banco do Brasil, da Caixa Federal, da Petrobrás, do Sistema S e do BNDES ou a redução dos ministérios, que chegaram a 40. Tudo ao que dá destaque é algum tropeço do governo, normal para quem não é profissional e tem de consertar o avião em pleno voo. Cadê esta mesma imprensa que nada publicou a respeito da delação de Antonio Palocci em Brasília? Por que as notícias não ganharam as primeiras páginas dos jornais? Pois é, depois a imprensa se queixa, mas as urnas mudaram este estado de coisas e, se a grande imprensa não noticia, as redes sociais farão o trabalho, devagarinho, mas mostrando as verdades que até hoje ficaram escondidas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRIMEIROS DIAS

O novo governo já extinguiu a Subsecretaria-Geral de Meio Ambiente do Itamaraty, submeteu a problemática ambiental ao Ministério da Agricultura, hostilizou a China, menoscabou o Mercosul, anunciou que pretende transferir a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, saiu do recém-firmado pacto de migração da ONU, etc. Se em 12 dias já fizeram esse estrago, o que farão em quatro anos?

Joaquim de Carvalho jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DEZ DIAS PARA ESQUECER

Jair Bolsonaro, certamente, não sonhava com este início ruim de governo. E, infelizmente, acaba de acumular mais um caso de falta de sintonia ou de egos elevados entre seus integrantes, quando Alex Carneiro, presidente da Agência Brasileira de Exportação e Investimentos (Apex), é forçado a deixar o cargo. E fez questão de provar a deputados do PSL, partido do governo, que não pediu demissão, diferente do anunciado pelo inapto e prolixo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo – o que gerou nova crise no Planalto. E, em consequência, o caso pode até derrubar o ministro Araújo, como se especula. São dez dias para esquecer, tal o acúmulo incomum de equívocos e vaidades ocorridos neste início de governo. Nesse sentido, urge que o próprio presidente, que também promoveu parte desta “bateção de cabeça”, ponha urgentemente, de forma sensata e competente, ordem na mal iniciada gestão. Caso contrário, custará caro ao País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O BRASIL DO MIMIMI

É sempre bom lembrarmos: 30 anos desta infecção vermelha criada, articulada, aparelhada, implantada e inchada pela centro-esquerda corrupta e mentirosa no Brasil são muito difíceis de curar em quatro anos, quanto mais em duas semanas de governo. Para começar, devemos parar com o mimimi. Viva a Lava Jato!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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O BRASIL FORA DO PACTO PELA IMIGRAÇÃO

O principal significado da saída atabalhoada do Brasil do Pacto Global pela Imigração não é exatamente a defesa da soberania nacional como tuitou o presidente Bolsonaro. Mais importante que isso, o governo recém empossado parece querer demonstrar força não somente perante o mundo, mas sobretudo, para a parte do eleitorado que votou com convicção num presidente que embasou sua campanha em posições fortemente conservadoras. Bolsonaro não pode esquecer, entretanto, que quem também contribuiu sobremaneira para sua eleição foram eleitores descendentes de imigrantes, que não nutrem a mínima simpatia por algo que possa lembrar, de longe que seja, a malfadada e condenável xenofobia. O argumento da soberania nacional é ladainha.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EXTERIORES

Será que o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, confundiu relações exteriores com contratação de funcionários que estão fora do Itamaraty?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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SOBERANIA NACIONAL

Incrível. Durante anos, só usou e abusou das prerrogativas do poder e fez o que quis, e alguém falou alguma coisa? Agora as viúvas ficam se depenando por qualquer atitude que lhes desagrade? Vamos arrumar a nossa casa primeiro. E varrer o lixo acumulado em 13 anos.

Antônio Sérgio Isnidarsi aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo

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GESTO INOMINÁVEL

A presidenta do PT, alcunhada “Amante” nas planilhas da Odebrecht, resolveu, por sua conta e risco, ir prestigiar a posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, mesmo contra a vontade de muitos integrantes de seu partido. Foi um inominável gesto dessa criatura. Ela ainda não percebeu que a vitória de Jair Bolsonaro também aconteceu pelo medo de muitos brasileiros de uma venezuelização do Brasil. O PT de hoje não tem quase mais força, virou um partido quase sem expressão política. A chamada “resistência” não passa de promover desordens no Nordeste para chamar a atenção e provocar tumulto, mais nada. Esta criatura poderá ser presa, e não demora muito, pois é investigada em vários processos. Assim que o governo Bolsonaro engrenar, esta gentalha cairá no esquecimento e terá de ressarcir os cofres públicos de tudo o que levou criminosamente.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PATÉTICO

Gleisi Hoffmann, a branquela de nariz empinado, foi para a posse de Nicolás Maduro. Tomara que tenha ido com mala e cuia para morar lá. Já vai tarde. Por aqui, não faz nenhuma falta. Não deixa saudades. Quebrou a cara se viajou pretendendo insultar Bolsonaro. Gleisi é patética. Insulta, na verdade, a maioria esmagadora do povo brasileiro, que nas últimas eleições foi às urnas ajudando a liquidar e enterrar definitivamente o PT.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TRABALHO E PREVIDÊNCIA

Enquanto no Brasil o novo salario mínimo é de R$ 998, o salário médio dos militares gira em torno de R$ 13.700, e eles se aposentam com o salário integral da ativa. Eu, que fiquei inválido por um acidente de trabalho provocado por um capotamento de carro blindado quando transportava valores da capital paulista para o interior do Estado, recebo apenas R$ 386 como auxílio-doença, e minha salvação foi a empresa ter consentido que, mesmo com movimento em apenas um dos braços, eu continuasse trabalhando por mais 29 anos numa função diferente. Com isso consegui uma aposentadoria razoável, também porque eu já havia trabalhado 15 anos puxando enxada debaixo de sol e chuva. Hoje em dia é muito comum ver pessoas reivindicando benefícios quando, na verdade, o País só sairá da crise se todos se unirem em prol de um Brasil melhor.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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OS MILITARES E A PREVIDÊNCIA

Que o militar tem regime especial de trabalho e carece de visão diferente do geral, nada a discutir. Mas que tal, de chofre, suprimir definitivamente a pensão de filhas solteiras? Este não é benefício ao militar, é privilégio de não militar.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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SEM RAZÃO

Denominar a soma mensal que o cidadão comum ou militar recebe mensalmente, após o encerramento de sua atividade profissional, com dois nomes distintos, aposentadoria ou proteção social, é uma questão de semântica. São somas que o erário desembolsa mensalmente e que deveriam ser, nos dois casos, proporcionais ao montante recolhido mensalmente pelo governo a título de aposentadoria. Não há razão de estas somas serem tão disparas entre cidadão civil e militar.

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo

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RANCOR IDEOLÓGICO

Sobre o artigo “Batendo continência”, de Eliane Cantanhêde (“Estadão”, 11/1), a articulista mostra que é auxiliar da “resistência (chuveiro Corona) petista”, ao dirigir suas baterias contra a aposentadoria dos militares, as quais são diferentes da de todo o mundo, pois a atividade exige vigor físico que, depois de certa idade, não existe na maioria das pessoas. Ela destila seu rancor ideológico contra a classe, por ela nos ter livrado no passado da ditadura do proletariado.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ERRADO

O governo Bolsonaro já deu errado: juntou militares, evangélicos e seus filhos mimados agindo como se fossem donos do play, uma bomba-relógio que estourou muito rápido, que nem eles conseguem entender.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa branca

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O PATROCÍNIO DA CEF

O ministro Paulo Guedes vai mexer na política de patrocínios da Caixa Econômica Federal (CEF). Vai atingir alguns clubes. Tem meu apoio. Dinheiro público não é para isso. Com caos na saúde pública, na educação, na segurança pública, no transporte público, etc., patrocinar clubes de futebol é demagogia. Herança e política herdada do PT, que fazia isso para se sustentar e ter apoio popular. Que procurem patrocínio privado.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREÇO DO COMBUSTÍVEL

Os preços dos combustíveis nos postos continuam na estratosfera, apesar das seguidas baixas na refinaria, anunciadas pela Petrobrás.  Mas por que os preços baixam na produção, mas não nas revendas? A explicação é simples: cartel e ganância dos revendedores. É claro que eles vão culpar os impostos, fretes e mais uma série de fatores para continuarem afrontando a população brasileira e zombando da nossa paciência. O cartel é forte, poderoso, mas terá de dar explicações para este governo sério que acaba de se instalar. Tenho absoluta certeza de que o presidente Bolsonaro e sua equipe não tolerarão mais estas ações delituosas que prejudicam a população e o País como um todo. O Brasil está mudando, senhores, coloquem suas barbas de molho.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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PRAIAS IMPRÓPRIAS

É uma vergonha que das 19 praias da linda Ilhabela, no litoral norte paulista, somente uma única esteja apta para o banho de mar e com boa balneabilidade. Um triste retrato da realidade brasileira de subdesenvolvimento e descaso, no qual não há saneamento básico e o esgoto das casas não é tratado e vai direto para o mar, poluindo as praias e tornando o mar foco de doenças aos banhistas. Por aí se vê o atraso do Brasil em questões básicas como saneamento básico e preservação ambiental. E como os 25 anos seguidos de governos do PSDB foram um desastre para São Paulo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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